sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Juliana Perdigão – Álbum Desconhecido (2011)

Há pelo menos dois anos, Juliana Perdigão vem mostrando no palco sua faceta como cantora, já que o público está mais acostumado com o lado instrumentista dela.

Integrante do grupo Graveola e o Lixo Polifônico, Cortando um Dobrado (Ex-Corta Jaca) e também do Quadro na Roda, onde toca flauta e clarineta, ela se prepara para lançar seu primeiro disco soltando a voz: Álbum desconhecido.

“É um CD de canções inéditas e vários compositores são desconhecidos do grande público. A maioria é de Belo Horizonte, mas alguns são de São Paulo, caso de Tulipa Ruiz e Nuno Ramos. E muita gente não conhece meu trabalho, principalmente, o lado cantora, por isso o nome apropriado do disco”, explica.

O álbum tem 13 faixas. A de abertura, Perdigonzer, é instrumental e foi criada por Flávio Henrique. Nela, Juliana Perdigão toca clarone, clarineta e flauta. Há composições de Makely Ka (Fio desencapado), Cristiano Vianna e Pedro Portella (Hortelã) e duas de Pablo Castro (Casa grande e Arrepio).

Apesar de ter raízes musicais na família, foi por meio do Festival de Inverno da UFMG, que frequenta desde os 15 anos, que ela acabou se interessando pelo ofício. E pelo visto tomou gosto não só por tocar, mas, mais do que nunca, por cantar.
Ana Clara Brant - EM Cultura

Preço – R$15,00

Faixas
01 – Perdigonzer – Flávio Henrique
02 – Cada Voz – Tulipa Ruiz
03 – Fio Desencapado – Makely Ka
04 – Casa Grande – Pablo Castro
05 – Arrepio – Pablo Castro
06 – Miroir – Gustavo Ruiz e Juliana Perdigão
07 – Recomeçaria – Luiz Gabriel Lopes
08 – Vendaval – Thiakov
09 – Céu Vermelho – Brisa Marques, Vitor Santana e João Pires
10 – Gangorra – Maurício Ribeiro e Zéfere
11 – Cidade Bahia – Rômulo Fróes e Nuno Ramos
12 – Que Bom – Renato Negrão
13 – Hortelã – Cristiano Vianna e Pedro Portella

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Garbo – Discurso Romântico com Finalidade Erótica (2011)

Oscar Wilde, Fiodor Dostoievsk, Murilo Mendes, a trindade – Sarah, Billie e Ella, Waly Salomão, Luis Capucho, Marina Lima e Bia Grabois são fontes de inspiração para o cantor Eduardo Garcia, o Garbo, que estreia em disco cem por cento autoral.

O repertório do disco traz composições influenciadas pela época em que Garbo viveu no Rio, trabalhando com Ronaldo Bastos, artista de estética refinada ao compor, e sob a inspiração da liberdade maldita do poeta Waly Salomão. O período era de fertilidade para Garbo criar suas canções. “Era uma catarse, um instinto de sobrevivência e uma necessidade de expelir sentimentos e os olhares sobre a vida”, dispara.

Do celeiro de grandes amigos, o cantor formou o time para a gravação. Assina a produção musical Chico Neves, responsável, dentre outros trabalhos, por CDs de artistas como Los Hermanos, O Rappa e Lenine. Para a empreitada dos arranjos das dez canções, o convite foi feito ao músico e artista plástico Julio Curi. A mixagem e masterização ficou por conta de Ben Findlay, que trabalha com Jeff Beck, Paul McCartney e Peter Gabriel. Segundo Garbo, esse time estava sintonizado com a leveza que pretendia para o disco, com músicas bem descontraídas e outras mais delicadas.

Para a atmosfera malandra dos sopros, o cantor chamou para os metais os amigos que conhece das noites musicais em BH: Leonardo Brasilino (trombone), Juventino Dias (trompete e flugelhorn), Sérgio Danilo (sax, clarinete e flauta transversal) e Isaque Macedo (tuba). Na bateria, Lincoln Cheib que será substituído no show de lançamento pelo baterista Luiz Paulo

Preço – R$20,00

Faixas
01 – Babilônia 336
02 – Perdão
03 – Bovary
04 – O Elegante
05 – H.E.V.U.A.
06 – Vem Brincar
07 – Dois
08 – Quem Vem Lá
09 – Scliar
10 – Pandemia

Todas as Composições são de autoria de Garbo

André Limão Queiroz (2011)

Chegou a hora do conhecido baterista de vários projetos artísticos de grupos e artistas mineiros se lançar em produção própria. André “Limão” Queiroz, o Limão, apresenta seu primeiro CD homônimo.

A criação do disco nasceu de uma história de parceria de 25 anos com o músico e compositor Beto Lopes e com uma força motivadora vinda da premiação do concurso BDMG Instrumental, realizado em Belo Horizonte em 2007, quando André foi um dos ganhadores com as composições “Abril“ e “Para os Filhos“. A partir das premiações, foram realizados shows em Belo Horizonte e São Paulo com um repertório de composições do próprio Limão, Beto Lopes e Milton Nascimento.

Acompanhando por uma banda de renomados e experiêntes músicos - Chico Amaral, Cleber Alves, Beto Lopes e Magno Alexandre, o retorno do público presente aos shows e das transmissões feitas para todo o Brasil pelo Sesc TV e Rede Minas, trouxe o aval necessário para o músico se dedicar ao registro do repertório em um álbum.

Além da banda de peso, o CD conta com as participações especiais de Enéias Xavier e Wilson Lopes, guitarrista que estará presente no show de lançamento.

Preço – R$28,00

Faixas
01 – Para os Filhos – André “Limão” Queiroz
02 – Mensageiros – Beto Lopes (Homenagem a Hermeto Paschoal e Jaco Pastorius)
03 – Lua Cheia – Beto Lopes
04 – Emoções Contemporâneas – Laércio Vilar e Beto Lopes (Solo de bateria em homenagem a Laércio Vilar)
05 – Abril – André “Limão” Queiroz
06 – Cruzeiro do Sul (B.W.B.) – Beto Lopes (Solo de bateria em homenagem a Lincoln Cheib)
07 – Poesia para Ogan – André “Limão” Queiroz (Dedicada a Esdra “Neném” Ferreira)
08 – Cadê – Milton Nascimento e Ruy Guerra (Dedicada a Milton Nascimento)
09 – A Voz Dela – Beto Lopes
10 – Valsa Florana – André “Limão” Queiroz
11 – Cirque du Soleil – Wilson Lopes
12 – Missão 101 – André “Limão” Queiroz (Homenagem a Alberto Continentino) 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Siricotico – Siricotico (2009)

O SIRICOTICO é um grupo de música instrumental que se formou no ano de 2002 em Belo Horizonte.

Foi criado por músicos que tinham interesse na pesquisa e performance da música brasileira e, desde então, tem contribuído para a divulgação, ampliação e valorização do Choro. Desde então o Siricotico passou por várias formações em sua trajetória, participou de festivais e tem se destacado no cenário da música mineira.

Em 2009 o grupo gravou um CD em que retoma composições de Francisco Mário – grande compositor brasileiro ainda pouco executado e divulgado –, além de músicas autorais.
Em sua formação atual, o Siricotico conta com o bandolinista Marcos Frederico que é também compositor e produtor.

Em sua carreira solo, Marcos já contabiliza a gravação do disco Sinuca Tropical, apresentações em Buenos Aires e Paris e várias premiações. Entre essas premiações destaca-se a escolha de melhor instrumentista de 2010 (BDMG Instrumental).

É Humberto Junqueira quem responde pelo violão de 7 cordas no Siricotico. Humberto é arranjador, professor e conclui seu mestrado em música pela UFMG. Foi um dos vencedores do BDMG instrumental de 2010.

Francisco Bastos é flautista, cavaquinista, arranjador e compositor. Já acompanhou diversos artistas da MPB, dentre eles Elza Soares. É formado em música pela UFOP e tem grande experiência como músico de samba e choro.

Felipe Bastos é percussionista e termina sua graduação na UFMG no curso de percussão. Participou de diversas oficinas e cursos com grandes nomes da música brasileira. Participa de vários grupos da capital mineira, inclusive o grupo de percussão da UFMG, coordenado pelo professor Fernando Rocha.

Preço – R$20,00

Faixas
01 – Firma o Pelo – Humberto Junqueira
02 – Siricotico – Humberto Junqueira e Marcos Frederico
03 – Ginga – Chico Mário
04 – Pijama de Seda – Chico Mário
05 – Sobrevivendo – Chico Mário
06 – Chorinho Interior – Chico Mário
07 – Cromachoro – Chico Mário
08 – Guerra de Canudos – Chico Mário
09 – Choro Novo – Chico Mário
10 – Esperando a Chuva – Marcos Frederico e Rômulo Marques
11 – Banzo – Marcos Frederico

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Marcos Frederico – Onze (2011)

O disco é composto por 11 faixas autorais incluindo parcerias com Carlos Walter, Gabriel Guedes, Gustavo Maguá e Rômulo Marques.

Para o instrumentista, a escolha do nome Onze para o segundo álbum da sua carreira tem a ver com espiritualidade e intuição. “O número onze sempre foi um número significativo para mim e o ano de 2011 foi importante para a minha vida, com conquistas pessoais e profissionais. Essa foi uma forma de registrar uma época”, confirmou o músico. Os “onzes” não param por aí, já que o disco foi finalizado no dia 11 de julho de 2011, com 11 faixas autorais.

Nesse novo trabalho Marcos Frederico contou com importantes nomes da música popular brasileira, entre eles, Chico Amaral, Flávio Henrique, Thiago Delegado, Tatá Spalla, Humberto Junqueira, Aloizio Horta e Dudu Braga. No Museu o bandolinista subirá ao palco acompanhado pelos músicos Rafael Martini (piano e acordeon), Carlos Walter (violão), Felipe Bastos (bateria e percussão) e o convidado especial, Rômulo Marques (baixo).

As músicas “Caleidoscópica” e “Esperando a Chuva”, presentes no CD, fizeram parte do repertório de Marcos Frederico na 11ª edição do Prêmio BDMG Instrumental. A primeira música é uma parceria com o violonista Carlos Walter, enquanto a outra é uma composição de Rômulo Marques e do bandolinista.

Marcos Frederico
É bandolinista integrante do grupo Siricotico e produtor musical em seu estúdio, Liquidificador.
Participou de importantes eventos nacionais e internacionais como a 16 Cúpula de Mercocidades em Montevidéu, Festa da Música, ao lado de Rômulo Marques e o cineasta francês Pierre Barouh; 3º Festival Instrumental de Guarulhos (SP); 8º Prêmio Nabor Pires Camargo Instrumentista, em Indaiatuba (SP); Show do Centenário de Godofredo Guedes, em Belo Horizonte (MG) e, Festival Musique Du Monde, em Paris. Em 2008  tocou com o grupo Belo Choro, na semana de Belo Horizonte em Buenos Aires.

Com o grupo Siricotico, apresentou-se e ministrou workshops sobre música instrumental no Festival SESC Rio, nas cidades de Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis. Produziu seu primeiro álbum em 2007, intitulado Sinuca Tropical, sendo lançado no Brasil e na França, com apoio do Clube do Choro de Paris.

Assinou a trilha sonora para a campanha institucional da Vale do Rio Doce, em 2006, ganhando o primeiro lugar no concurso de jingles da rádio UFMG Educativa.  No V Prêmio BDMG Instrumental, o músico chegou ao final da seleção e, em sua décima primeira edição  foi um dos vencedores.


Preço – R$25,00

Faixas
01 – Vavin 47 – Marcos Frederico
02 – Fado Nordestino – Marcos Frederico
03 – Triângulo das Permutas – Marcos Frederico, Gabriel Guedes e Gustavo Maguá
04 – Carola – Marcos Frederico
05 – Esperando a Chuva – Marcos Frederico e Rômulo Marques
06 – Pistache – Marcos Frederico
07 – Persides – Marcos Frederico
08 – Edifício Santa Joana – Marcos Frederico
09 – Caleidoscópica – Marcos Frederico e Carlos Walter
10 – No Mar de Guarupá – Marcos Frederico
11 – Onze – Marcos Frederico

Rodrigo Borges – Qualquer Palavra (2011)

 
Rodrigo carrega no sobrenome o talento de um Borges e a responsabilidade e prazer de se fazer boa música. Publicitário, radialista, mas antes de tudo músico, o menino que cresceu entre rodas de violão e barras de piano lança seu primeiro trabalho solo.

Qualquer Palavra é o nome do CD, que não se atém as ricas influências do Clube da Esquina, mas passa também pela poesia da Bossa, a consistência dos metais do Jazz, a alegria e irreverência do Samba.
Uma bela miscelânea de sons, em doses certeiras, que Rodrigo Borges realiza com a ousadia e primor de quem nasceu na música e dela vive.  Surpreenda-se com a moderna e afinada mistura de sons e ritmos.

QUALQUER PALAVRA foi produzido por Tattá Spalla e Rodrigo Borges. O CD conta com as participações de Lenine, interpretando a faixa título e Lô Borges na canção Deixa Tudo Ser, parceria entre Rodrigo Borges e Márcio Borges. Marcelo Martins, saxofonista carioca de expressão internacional, assina os arranjos de metais do álbum.

Preço – R$20,00

Faixas
01 – Qualquer Palavra – Tatta Spalla e Rodrigo Borges
Participação Especial: Lenine
02 – Carona – Marilton Borges
03 – Amanheceu No Samba – Juliano Nunes e Rodrigo Borges
04 – A Volta de Sally’s Tomato – Rodrigo Borges
05 – Outro Cais – Marilton Borges e Duca Leal
06 – Deixa Tudo Ser – Rodrigo Borges e Márcio Borges
Participação Especial: Lô Borges
07 – Sempre a Cantar – Rodrigo Borges
08 – Véu do Oceano – Diana Popoff e Paloma Espínola
09 – O Que Há de Novo – Tatta Spalla e Rodrigo Borges
10 – Amanheceu No Samba (remix) – Juliano Nunes e Rodrigo Borges

domingo, 11 de dezembro de 2011

Capim Seco – Semba (2011)

Em disco de estréia, o Capim Seco revela uma sonoridade fértil concebida com arranjos sofisticados. O samba é o eixo condutor do álbum, em torno do qual giram o baião, a ciranda, a poesia, o congado mineiro, o jazz e até certa atitude rock and roll.

“Semba é uma palavra de origem bantu, ramo linguístico africano trazido para o Brasil com a escravidão, é a dança de umbigada, o batuque de roda do encontro. Esse título simboliza para nós a antropofagia cultural brasileira, o desejo da troca, a confluência dos gêneros que nos influenciam”, explica Michelle Andreazzi, cantora do grupo.

“Semba também é uma célula rítmica presente em muitos estilos musicais, como o samba, o baião, e grande parte dos ritmos de origem africana” revela Gabriel Goulart, diretor musical do CD e violonista do grupo.

Originalmente formado em trio, o Capim Seco surgiu em 2003 e tocava releituras de nomes da MPB, como Edu Lobo. A noite belo-horizontina aos poucos deu lugar às apresentações em grandes festivais como o Conexão Vivo e a Virada Cultural Paulista.

Hoje o septeto é formado por Gabriel Goulart (violão de 7), Luiz Lobo (bateria), Tiago Ramos (sax), Fábio Martins (percussão), Alberto Magno (baixo), Juventino Dias (trompete) e Michelle Andreazzi (voz).

Quem abre os caminhos para o álbum é o “Samba de Eleguá”, música de Nei Lopes. Onde a banda denota sua força de conjunto. A faixa seguinte é o samba de roda “Mãe do Céu Dona do Mar”, seguida pelo poema “À Margem” de autoria de Michelle Andreazzi.

A sutileza do grupo é percebida na ciranda lírica “Casa de Julieta” que faz referência as bandas do interior de Minas e na congada poética “Elisa no Paraíso” canções também de autoria da cantora. A direção musical do disco foi assinada por Gabriel Goulart e Flávio Henrique que consagraram essa parceria na composição da faixa “A Força dos Elementos”. Flávio também emprestou sua sofisticação a alguns pianos do álbum como no belo samba nostálgico “Sofre Mas Não Volta Atrás”.

“Casa de Nego” de Gabriel Goulart, Dé Lucas e Heleno Augusto, aproxima o Capim Seco da energia religiosa que metaboliza o samba. A faixa conta com a participação especial das “vozes” de Sérgio Pererê.

Preço – R$20,00

Faixas
01 - Samba de Eleguá (Ney Lopes)
02 - Mãe do Céu Dona do Mar (Michelle Andreazzi)
03 - À Margem (Michelle Andreazzi)
04 - Casa de Nêgo (Gabriel Goulart, Dé Lucas e Heleno Augusto)
05 - Sofre Mas Não Volta Atrás (Gabriel Goulart)
06 - Filho de Pemba (Michelle Andreazzi, Gabriel Goulart e Luiz Lobo)
07 - Semba (Michelle Andreazzi e Gabriel Goulart)
08 - Terra de Valente (Gabriel Goulart)
09 - A Força dos Elementos (Gabriel Goulart e Flávio Henrique)
10 - Casa de Julieta (Michelle Andreazzi e Gabriel Goulart)
11 - Santos e Luz (Mestre Jonas, Mário Ferreira e Miguel dos Anjos)
12 - Elisa no Paraíso (Michelle Andreazzi)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Lima Jr. – Um Beija-Flor Me Avisou (2011)

O cantor e compositor Lima Junior lançou “Um beija-flor me avisou”, seu mais novo CD, dia 30 de outubro, 19h, no Palácio das Artes, Sala Juvenal Dias, com as participações especiais de Déa Trancoso, Maurício Tizumba e Lucinho Cruz.

Produzido pelo próprio Lima Junior e gravado no Planalto da Conquista, em 2011, com direção musical e arranjos em parceria com o maestro Clériston Cavalcante (que toca piano, teclados, acordeon, violão 12 cordas, violão aço, baixo e guitarra em várias faixas), o disco traz canções de sua autoria e parcerias com Papalo Monteiro, Edilson Dhio, Kaká Bahia. 

Participam também do disco o cantor e compositor baiano Thomaz Oliveira (guitarra em “Teus sinais”, co-produção em “Laços” e voz em “Cercado”) e os músicos Lúcio Ferraz (guitarra em “Estrada dos girassóis”), Rafael (cavaquinho em “Pensando”), Abdalan da Gama (sopros em “Presença”), Horton Macêdo (sopros em “Pai chão), Luciano PP (baixo em “Cercado), Júlio Caldas (viola em “Cercado”), Bráulio Barral (violão aço em “Renascer”), Cicinho de Assis (acordeon em “Renascer”), Welligton (violino em “Quem ama sabe” e “Pensando”) e Rita Pithon e Sued (backing vocals).

O primeiro lançamento do disco aconteceu dia 8 de julho 2011, em noite de festa e autógrafos no SESC/Almenara, seu berço artístico, com a participação de convidados como a cantora Paula Santos, o cantor e compositor Lucinho Cruz e outros artistas locais.

“Poesia e delicadeza dão colorido a música de Lima Júnior. Poeta que encanta e músico que fascina. Suas letras, arranjos, composições, tudo feito com esmero e dedicação. A melodia é a estrada de sua vida. A obra é pista celeste de estrelas brilhantes. Sua interpretação revela sensibilidade, sintonia, fineza e beleza”.
Paulo Mourão (jornalista, músico e compositor)

Preço – R$20,00

Faixas
01 – Amigos Encantos – Lima Jr.
02 – Quem Ama Sabe – Lima Jr. e Lena Guimarães
03 – Um Beija-Flor Me Avisou – Lima Jr.
04 – Pensando – Lima Jr.
05 – Teus Sinais – Lima Jr. e Papalo Monteiro
06 – Pai Chão – Lima Jr. e Edilson Dhio
07 – Fresta de Luar – Lima Jr.
08 – Estrada dos Girassóis – Lima Jr.
09 – Renascer – Lima Jr. e Kaká Bahia
10 – Laços – Lima Jr.
11 – Cercado – Lima Jr. participação especial Thomaz Oliveira
12 – Presença – Lima Jr.
13 – Visitando a Paz – Lima Jr.       

Black Sonora - Poesia Urbana (2011)

“Poesia Urbana é o nome do aguardado CD de estréia da banda mineira Black Sonora. Com participações especiais de B Negão, Swing de Fogo e André Lima (entre outros), o disco promete agradar em cheio aos fãs da banda, com faixas que são verdadeiros hits, bem conhecidos por quem acompanha os shows da trupe, mas com roupagem mais definida, resultado da produção apurada de Chico Neves.

O álbum é o primeiro registro de estúdio do Black Sonora, cujo trabalho inspirado em ícones como Jackson do Pandeiro, Marku Ribas e Toni Tornado se mostra plural e aberto, ao mesmo tempo em que mantém uma identidade bem peculiar, resultado da construção coletiva das músicas e do interessante contraste entre as vozes de Cubanito, que traz a vertente hip-hop para o conjunto, e o vocal Black de Gustavo Negreiros. Em suma, Poesia Urbana tem tudo para atrair ainda mais adeptos para a “blequeira brazuca” dos rapazes.” por Roger Deff

"Poesia Urbana" foi gravado nos estúdios 304 (RJ) e no Acústico (BH). A produção musical foi comandada por Chico Neves, com mixagem e masterização de Hemir de França. O cd do Black Sonora conta ainda com participação do carioca BNegão e o grupo Swing de Fogo, projeto de arte educação apoiado pela banda.

Preço – R$20,00

Faixas
01 – Poesia Urbana – Rubén Santillana e Gustavo Negreiros
02 – O Mar Pra Mim – Milena Torres e Gustavo Negreiros
03 – Sambar Pra Que! – Ronan Teixeira
04 – Treta (Part. BNegão) – Yuri Leite e Bnegão
05 – Madêra (Muamba de Criolo) – Jr. Bocca e Pow MX
06 – Tempo – Zé Ylo e Gustavo Negreiros
07 – Donde Estas Yamaya – Rubén Santillana
08 – Brazil – Aloísio Alberto, Gustavo Negreiros e Tino Fernandes
09 – Prejuízo – Ronan Teixeira e Bruno Lima
10 – Yo No Quiero Stress – Rubén Santillana e Diamondog Feijó
11 – Molecada Part. Projeto Swing de Fogo – Bruno Lima

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Gabriel Rocha – Choro de Mar (2011)

“Quisemos algo 100% com gente de Belo Horizonte, inclusive fizemos até a masterização aqui. Primeiro porque é mais confortável para a gente, depois porque é uma forma de prestigiar os profissionais locais. Já temos um padrão de qualidade que não deve nada ao pessoal de fora. A cena é farta”, avalia Gabriel, de 33 anos. Ele passeia por bossa, xote e samba.

Gravado no Estúdio Verde entre julho do ano passado e agosto deste ano, Choro de mar contou com nada menos que Célio Balona, Lincoln Cheib, Enéias Xavier, Guilherme Monteiro, Adriano Campagnani, Ricardo Fiúza, Tatá Spalla, Chico Amaral, Lenis Rino, Carla Villar e Mariana Nunes, além de Paulo Márcio, Pedro Aristides e Vinicius Augustos (o trio de metais do Skank).

Apenas algumas participações especiais foram gravadas fora de Minas Gerais, caso dos vocais das cantoras Ângela Ro Ro e Marcela Mangabeira, que conferem brilho extra às canções Há controvérsia e Depois de você, respectivamente. Beto Guedes canta na faixa-título, que também contou com os teclados de José Lourenço, maestro de Erasmo Carlos.

Convites “Sempre gostei do trabalho da Marcela. Como Depois de você é new bossa e precisava de uma voz feminina, o nome dela me veio instantaneamente à cabeça. Também gosto da voz da Ângela e imaginava o bolero-blues Há controvérsia na voz dela. Foi um privilégio tê-la no meu disco”, conta.

Já a participação de Beto foi facilitada pelo fato de o pai de Gabriel, Cláudio (que assina a produção executiva do disco), ser o empresário do artista. “Quando começamos a produzi-lo, Beto já se mostrou disponível para participar. Queria que ele cantasse numa faixa que tivesse a ver com o universo dele, bem mineiro e com algo de Beatles”, conclui.
Eduardo Tristão Girão - EM Cultura

Preço – R$25,00

Faixas
01 – Seu Dom
02 – Pedaço Dela
03 – Tua Direção
04 – Há Controvérsia
05 – Manha de Querer
06 – Depois de Você
07 – Aurora
08 – Choro de Mar
09 – With You
10 – De Volta Pra Casa

Todas as músicas são de autoria de Gabriel Rocha

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Viola Brasileira em Concerto - Homenagem a Renato Andrade (2011)

No repertório estão peças de Bach, Vivaldi, Mozart, Villa-Lobos e Ravel, entre outros. Já os arranjos foram feitos para cordas, mas não as dos violinos, violoncelos e baixos. São as 10 da viola caipira que brilham em Viola brasileira em concerto (Gvianna), disco recém-lançado que reúne parte da “nata” do instrumento em torno de alguns dos temas mais conhecidos do repertório clássico. São violeiros de várias partes do país, sendo os mineiros a maioria.

O projeto teve como inspiração outro CD, Clássicos em ritmo de bolero, do cavaquinista Waldir Silva e o saxofonista Eymard Brandão. Depois de ouvi-lo, o músico João Araújo, produtor do lançamento com o colega Geraldo Vianna, pensou que seria possível fazer algo semelhante, mas com a viola. Ouvindo interpretações de violeiros de toda parte e experimentando na própria viola, o desejo de concretizar a idéia só cresceu e foi aliado a outra vontade: homenagear um dos maiores violeiros brasileiros de todos os tempos, o mineiro Renato Andrade, morto em 2006.

A partir daí, os convites foram feitos para os músicos que tinham maior afinidade com Renato e que já tivessem alguma intimidade com a música clássica: Adelmo Arcoverde (PE), Cacai Nunes (DF; nascido em Recife, PE), Pereira da Viola (MG), Roberto Corrêa (DF, nascido em Campina Verde, MG), Valdir Verona (RS), Fernando Sodré (MG), Chico Lobo (MG), Rogério Gulin (PR), Fernando Deghi (SP) e Miltinho Edilberto (SP); atualmente radicado na Europa). Por questões de agenda, outros nomes cotados não puderam ser incluídos no projeto.

“Eu e Geraldo propusemos, às vezes, desafios, mas também respeitando as opiniões individuais, uma vez que os arranjos de viola são dos próprios intérpretes. Foi um estudo aprofundado, adequando o critério de tentar mostrar o máximo possível da variedade de timbres e toques de viola atualmente em prática no Brasil sem ferir a integração de cada executante, todos muito generosos e interessados em homenagear o mestre Renato Andrade”, conta João.

Gravado entre maio e agosto, em Belo Horizonte, o disco é quase todo de viola solo, com participações ocasionais de outros músicos, caso de Sérgio Rabello (baixo e violoncelo) e Zeca Magrão (percussão). “Um dos objetivos do trabalho é exatamente mostrar que a viola de 10 cordas é instrumento completo, que nas mãos certas pode executar qualquer tipo de composição, das mais complexas às mais simples e singelas”, explica ele.

O repertório é aberto com Primavera, de Vivaldi, interpretada por Adelmo Arcoverde. A beleza e precisão do músico na execução impressionam e as dificuldades técnicas de transpor a peça para a viola caipira aparecem mais adiante, enfrentadas com competência pelo músico. Outros pontos altos são Habanera (de Bizet; repare na levada de Pereira da Viola), Trenzinho do caipira (de Villa-Lobos; casamento perfeito entre a viola e a música, pensado por Miltinho Edilberto) e a admirável performance de Moto perpétuo (de Paganini; com balanço de baixo e percussão a escoltar Fernando Sodré).
Eduardo Tristão Girão - EM Cultura

Preço – R$25,00

Faixas
01 – Primavera (Antônio Vivaldi) – Adelmo Arcoverde
02 – Arioso (Johann Sebastian Bach) – Cacai Nunes
03 – Habanera (Georges Bizet) – Pereira da Viola
04 – Prelúdios 01 e 07 Para Viola Brasileira (Theodoro Nogueira) – Roberto Corrêa
05 – Jesus, Alegria dos Homens (Johann Sebastian Bach) – Valdir Verona
06 – Moto Perpétuo (Niccolo Paganini) – Fernando Sodré
07 – Greensleeves (Autor Desconhecido) – Chico Lobo
08 – Bolero (Maurice Ravel) – Pereira da Viola
09 – Sinfonia NR 40 (Wolfgang Amadeus Mozart) – Fernando Deghi
10 – Trenzinho do Caipira ( Heitor Villa Lobos) – Miltinho Edilberto

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Transmissor – Nacional (2011)

Sim, sim! Isso é sentimento de verdade! É sincero aquilo que você sente no limiar de “Hoje”, faixa que encerra este bonito álbum. O que seus ouvidos escutam é um belo apanhado de canções criadas por pessoas que se colocaram dentro das músicas, interpretando-as com a alma e sentimento, gerando letras que correspondem aos seus anseios naturais momentâneos e arranjos que exploram a qualidade e versatilidade dos músicos.

Nacional, nome do segundo disco dos mineiros do Transmissor, mostra uma banda inspirada e ainda mais unida, dando mais espaço para composições coletivas. Jennifer Souza ganhou mais destaque com sua voz doce, servindo como interlocutora entre o ouvinte e o cantor em quase todas as faixas, mesmo quando faz apenas acompanhamento no fundo. Os arranjos passaram a ter guias fundamentais baseadas nos teclados, xilofones, metalofones e piano -- sem contar o adicional luxuoso de instrumentos de sopro em algumas faixas. Todo o processo foi levado como quem cuida de um filho e essa beleza e cuidado fica expresso logo na primeira ouvida no disco.

Jennifer se superou nas composições, com letras mais duras e trocando saudades por despedidas, assim como Thiago Correa canta na já citada “Hoje”. Thiago, alias, divide a composição de “Traz o Sol Pro Meu Lado da Rua” com a lenda Vander Lee, criando para o álbum uma canção legitimamente folk, ainda que recheada por xilofones e violinos, mas guiada pelo bom e velho violão.

Não negando as influências, a versão de “Nada Será Como Antes” -- parceria de Milton Nascimento com Ronaldo Bastos que figurou no primeiro disco do Clube da Esquina -- ganha guitarra e bateria mais pesada, meio que atualizando a música para os tempos atuais. Os vocais dobrados de Thiago e Jennifer traduzem a mensagem que a música passa, como se fosse o pensamento de um casal, ‘cada um ao seu canto’ -- e esse é um artifício que a banda usa magistralmente desde o disco de estreia, colocando backvocals em momentos que a letra se direciona para um casal, como uma resposta a cada frase dita.
“Dois Dias”, “Bonina” e “Só se For Domingo” são a linha de frente do álbum: canções fáceis, altamente assobiáveis, feitas para aproximar o público e fazê-lo se encaixar no álbum, como um abre alas para um belo desfile de músicas apaixonantes.

A grande dica para este disco é não tentar procurar um novo Sociedade do Crivo Mutuo e sim enxergar uma banda mais democrática, mais unida, com ideias fluindo de todos os lados. Além disso, as faixas funcionam muito melhor se você ouvi-las com sua própria ordem ou em separado, prestando bastante atenção nos detalhes mínimos que a banda se propõe a fazer -- “Dessa Vez”, “Longe Daqui” e “Outra Ela” são bons exemplos de músicas que deve-se escutar em separado.

Nacional é um bonito álbum feito para pessoas de coração aberto, ferido ou vazio. Relacionamentos terminam, mas a música sempre fica para nos contar uma nova história de amor, até o fim ou até a próxima faixa
Por Marcos Xi

Preço – R$20,00


Faixas
01 – Sempre – Henrique Matheus
02 – Dessa Vez – Thiago Corrêa
03 – Dois Dias – Leonardo Marques
04 – Bonina – Jennifer Souza, Leonardo Marques e Ludmila Fonseca
05 – Só Se For Domingo – Leonardo Marques
06 – Vazio – Thiago Corrêa e Helder Lima
07 – Outra Ela – Jennifer Souza
08 – Traz o Sol Pro Meu Lado da Rua – Thiago Corrêa e Vander Lee
09 – Nada Será Como Antes – Milton Nascimento e Ronaldo Bastos
10 – Longe Daqui – Leonardo Marques e Jennifer Souza
11 – Hoje – Thiago Corrêa e Leonardo Marques

domingo, 4 de dezembro de 2011

Esdra Neném Ferreira – Coração Tambor (2011)

Neném  é um dos mais festejados bateristas da atualidade. Uma das maiores fábricas de baterias do mundo, a Ludwig, tem o instrumentista com um de seus “adotados” em reconhecimento à sua relevância como um dos porta-vozes mais expressivos desse instrumento tão singular e plural ao mesmo tempo. A Alba, fabricante brasileira de baquetas, tem, inclusive, uma linha que leva sua assinatura. E tudo isso a partir da Ritmos da Terra, loja da qual é "endosser", por meio da qual comumente ministra oficinas de bateria.

Nas noites de Belo Horizonte, Neném toca com um sem-número de artistas, sejam eles consagrados ou debutantes – não há como discutir a importância de seu nome na música que se faz em Minas Gerais. Como músico acompanhante, Neném impressiona, pois assume um protagonismo quase que imediato. Aliás, o melhor da casa é sempre a cozinha...

Mas, o que pouca gente sabe é que estamos falando também de um exímio compositor. Existe uma demanda interna em Neném ansiosa por apresentar seu conteúdo artístico personal, que há muito estava reprimida e que encontrou, neste seu primeiro registro, Coração Tambor, espaço privilegiado de expressão.

Este disco chega para suprir essa lacuna e presentear o público fã do baterista  (e também o próprio Neném)  com um CD que, certamente, contribui para a propagação de sua arte pelos quatro cantos do planeta.  A direção musical e os arranjos foram divididos entre três expoentes da música mineira, todos contemporâneos e parceiros de Neném: o violonista Juarez Moreira, o guitarrista Toninho Horta e o flautista Mauro Rodrigues.

O repertório, por sua vez, mescla autorias do próprio Neném; de sua mãe, Dona Lourdes; Toninho Horta; Juarez Moreira e também cânticos iorubas, de domínio público; dentre outras.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Das Marias – Neném e Mauro Rodrigues
02 – Minas Trem – Toninho Horta
03 – Teresa Meu Amor – Tom Jobim
04 – Atlantis – Neném e Mauro Rodrigues
05 – Samba da Mamãe – Neném e Lourdes
06 – Monte Castelo – Neném e Lourdes
07 – A Escolha do Amor – Yuri Popoff
08 – Berimbau – Baden Powell e Vinícius de Moraes
09 – Gershwin – Toninho Horta
10 – Tamba – Luiz Eça
11 – Quero-Quero – Beto Lopes/Conservatório – Neném
12 – Coração Tambor - Neném

Graveola e o Lixo Polifônico – Eu Preciso de um Liquidificador (2011)

Estranho quem têm observado o trabalho da banda mineira Graveola e O Lixo Polifônico como algo novo, quiçá inédito dentro do cenário musical brasileiro. Embora pareça como uma alternativa recente aos atentos seguidores da música independente nacional, a banda de Belo Horizonte, Minas Gerais já vem de uma longa data de apresentações ao vivo, pequenas e grandes gravações em estúdio. Entretanto, estranho não observar o grande salto criativo que a banda (estranho catalogá-los assim) dá em seu mais novo trabalho, Eu Preciso De Um Liquidificador (2011, Independente), um projeto que esbanja beleza, experimentos e uma formatação musical rara e habilmente desenvolvida.

Os mais apressados não tardaram em jogar o grupo – praticamente uma imensa família de músicos vindos de distintas vertentes musicais – no mesmo balaio em que artistas tocados pela “febre Los Hermanos” foram ao longo de uma década sendo empilhados. Os cruzamentos entre samba, rock e alguns toques de ritmo latino provavelmente foram os grandes responsáveis por isso, entretanto, o bloco da Graveola não está sozinho, muitas mais referências habitam as suculentas texturas musicais promovidas pelos mineiros, algo que o novo álbum apenas reforça.

Quem observar atentamente a afinação musical neo-hippie que se estende por todo o trabalho do grupo – assim como seu vasto número de integrantes – verá que muito do que delimita os compostos da banda vão além, muito além da geração 2000. Por mais que o indie rock suingado e carregado de referências latinas ainda esteja lá, é nas inspirações poéticas e sonoras que entrecortam tanto a Tropicália como os Novos Baianos de sua melhor fase que o coletivo mineiro encontra seu elemento de acerto.

Se grandioso é o número de mentes que trabalham por trás de cada uma das canções que brotam ao longo do disco, ainda mais diversificado é o conjunto de ritmos, sons e incontáveis referências que borbulham enquanto se desenvolve o álbum. Sejam as pequenas transições pelo Jazz e a Bossa Nova em Canção para um Cão qualquer e Inverno, o samba em Desenha (lembrando muito os Novos Baianos do disco Acabou Chorare) ou mesmo todo o clima caliente de Desmatelado, tudo se representa de maneira vasta, como um grande passeio por diferentes épocas, estilos e preferências musicais.

Típico registro que deve agradar em cheio aos arcaicos apreciadores da velha MPB, em todas as 14 faixas do álbum é possível encontrar um profundo toque de música brasileira, algo que se anuncia tanto de forma branda e quase imperceptível (O Cão e a Ciência), como de maneira escancarada e adornada em notas verdes e amarelas (Desdenha). Aos pouco instruídos nesse tipo de som, a trinca de abertura do disco proporciona o momento mais “rock” do trabalho, com o grupo moldando boas guitarras e versos que se sustentam em um pop agradável e nunca descartável.

Talvez aos despreparados o vasto jogo de sons que explodem ao longo do disco causem certa dose de desconforto, com o ouvinte desnorteado mediante o plural número de opostos ritmos e tendências que vão se acumulando dentro de cada faixa. Entretanto, esta é a lógica do disco, que cresce justamente através deste amplo conjunto de referências, quebrando assim o título da obra, afinal, a Graveola não precisa de um liquidificador como estampa na capa do álbum, já que a mistura que talvez eles ainda já está pronta desde e a primeira canção do disco.
Por Cleber Facchi

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Blues Via Satélite – Luiz Gabriel Lopes e Marcelo de Podestá
02 – Pra Parar de Vez – Luiz Gabriel Lopes
03 – Desencontro – José Luís Braga
04 – Farewell Love Song (Canção de Sei Lá o Que Sim) – César Lacerda e Luiz Gabriel Lopes
05 – Desdenha – José Luís Braga e Luiz Gabriel Lopes
06 – Desmantelado – José Luís Braga, Luiz Gabriel Lopes e Marcelo de Podestá
07 – Inverno – Luiz Gabriel Lopes
08 – Nesse Instante Só – José Luís Braga
09 – Lindo Toque – José Luís Braga e Luiz Gabriel Lopes
10 – Rua A – José Luís Braga e Luiz Gabriel Lopes
11 – Canção Para Um Cão Qualquer – Yuri Vellasco e Luísa Rabello
12 – Kg de Pão – Bruno de Oliveira e Luiz Gabriel Lopes
13 – Babulina’s Trip – Luiz Gabriel Lopes
14 – O Cão e a Ciência – José Luís Braga e Luísa Rabello

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O Som que vem das Ruas - CD/DVD (2011)

"O Som que Vem das Ruas" é um projeto realizado pelo coletivo Família de Rua.

Reúne em CD 13 faixas com a participação de 23 artistas (MCs e BeatMakers) que fazem parte da história do “Duelo de MCs”.

E conta também com um documentário sobre a história do MC de Hip Hop em Belo Horizonte.

Preço – R$15,00

Faixas
01 – Nós – Roger Dee, Monge, PDR Valentim, Oz, Brisaflow e Dmorô
02 – Por Onde Eu Ando – Coyote Beatz, Nil Rec
03 – O Som da Vida – Eazy CDA, Simpson Souza
04 – Vivência – Gurila Mangani e Digô
05 – Maturidade – Giffoni, Kiko Ianni e Digô
06 – Passo a Passo – Coyote, Beatz e Destro
07 – Vende-se – Enece e Fabrício FBC
08 – Ciclo (Amor-te) – Eazy CDA e Kdu dos Anjos
09 – Sinceramente – Gurila Mangani e Din
10 – Carapuça – Giffoni, Kiko Ianni e Vinição
11 – Tá Tudo Errado – Enece e Pedro Vuks
12 – O Som Que Vem das Ruas   

Misturada Orquestra - Misturada Orquestra (2011)

Formada em 2005, por instrumentistas, compositores e arranjadores de uma nova geração de músicos mineiros, coordenados pelo músico e professor Mauro Rodrigues, a "Misturada", como remete o próprio nome, traz uma sonoridade de instrumentação variada, incluindo elementos da formação tradicional de uma orquestra, como flautas, trombone, trompete, saxofones, até outros menos "comuns", como violões, guitarras, bateria e uma gama diversificada de percussão.

O repertório do primeiro CD, homônimo, reúne dez faixas, que mesclam composições autorais de Mauro Rodrigues, João Antunes, Rafael Martini e Rafael Macedo, a releituras de clássicos de Toninho Horta ("Voo dos Urubus") a "Misturada", de Airto Moreira, que inspirou o nome da Orquestra, e uma versão bem brasileira de "Donna Lee", de Charlie Parker.

Gravado de maneira totalmente independente, o disco tem produção musical de Mauro Rodrigues e João Antunes e traz, ainda, participações especiais de Chico Amaral, Benjamim Taubkin, Antônio Loureiro e Toninho Horta, além de composições em parceria com Rodrigo Maranhão, Flávio Henrique e Murilo Antunes.

"O repertório da Misturada Orquestra passeia por muitas vertentes da música mundial, mas o fio condutor são os ritmos brasileiros, como congado, marchinhas e as referências nas obras de Hermeto Pascoal, Moacir Santos, Egberto Gismonti e Milton Nascimento", explica João Antunes, um dos integrantes da Orquestra.
Do Hoje em Dia - 8/11/2011 

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – José No Jabour – Rafael Martini
02 – Casa Nova – João Antunes
03 – Conversando o Som – Rafael Macedo e Ygor Rajão
04 – Donna Lee – Charlie Parker
05 – Sono – Rafael Martini
06 – Misturada – Airto Moreira
07 – Filho – João Antunes, Flávio Henrique e Murilo Antunes
08 – Presente – Antônio Loureiro
09 – Voo dos Urubus – Toninho Horta
10 – Ontogenia – Mauro Rodrigues e Bernardo Maranhão

Tibless - Afro-Beat-Ado (2011)

Depois de trabalhar com Vanessa da Mata se apresentando na América do Sul e Europa e em diversos programas da grande mídia, entre eles, Estúdio Coca Cola MTV com Charlie Brown Jr. e o DVD “Vanessa da Mata Multishow ao Vivo Sony BMG” o qual teve participação da dupla jamaicana e Sly & Robbie.

O cantor e compositor mineiro Tibless  faz o pré-lançamento do seu álbum de estréia intitulado, AFRO-BEAT-ADO. Composto por 11 faixas e repertório majoritariamente autoral, suas canções são, pequenos contos do cotidiano, histórias da sua vida construídas de forma agradável e límpida, sem esforço aparente e grande criatividade.

Utilizando o afro-beat como fonte rítmica e criativa, como bem diz o titulo, unido as suas influências brasileiras, samba-rock, samba, soul e congado mineiro, o álbum apresenta um novo ritmo, uma nova forma de afro-beat, autenticamente nacional, com beats eletrônicos, percussão, levadas pop com sonoridades que agregam ao repertorio nacional.

Influenciado por: Fela Kuti, Jorge Ben Jor, Marku Ribas, Sara Tavares e D’Angelo, Tibless criou sua marca própria.

Preço – R$25,00

Faixas
01 – Menina das Candeia – Tibless
02 – Inevitável – Tibless
03 – Minha História – Tibless, Marco Lobo e Davi Moraes
04 – Tudo Diferente – Tibless
05 – Vai Molhar – Tibless
06 – Mediano – Tibless
07 – Segredos – Tibless
08 – Saudade do Cê – Tibless
09 – Te Ensinar – Tibless
10 – Lenda de Uebau – Tibless
11 – Wait For Another – Tibless

Clovis Aguiar - Fio Condutor (2011)


Fio condutor é o nome do mais novo trabalho do pianista e compositor mineiro Clóvis Aguiar e é também seu segundo trabalho autoral, que ele classifica como um disco que é a sua cara. “Ele revela a maneira como encaro a música”, diz. “Todos os arranjos, como os de base, os de cordas, são meus, com exceção dos metais. Tem tango, choro, balada, baião. Ficou do jeito que eu queria.”

O álbum tem 11 faixas, sendo que cada uma delas presta homenagem a um artista ou pessoa importante que passou pela vida do pianista, como Tom Jobim, Astor Piazzolla, Dori Caymmi, Ernesto Nazareth, Pat Metheny, César Camargo Mariano, Eliane Elias, João Bosco e Toninho Horta. Aliás, a música que dá nome ao CD é justa homenagem ao guitarrista mineiro. “Todos os artistas a quem dedico as canções foram fundamentais para a minha formação musical, mas o Toninho contribuiu de forma mais decisiva.

Outros artistas também estiveram presentes nas gravações, como Neném, Renato Saldanha, Sérgio Silva, Juventino Dias, Chico Amaral, Célio Balona, Milton Ramos, Leonardo Brasilino, Eliseu Barros (e a família Barros), Glaucus Xavier e Estêvão Teixeira. A única faixa de Fio condutor que não homenageia um artista é a romântica Valsa do coração, que Clóvis fez especialmente para a mulher, Sônia.

Clóvis Aguiar estudou harmonia com Wilson Curia e harmonização com Ian Guest. Viveu oito anos na França e, graças ao estilo suave e, ao mesmo tempo, de alta técnica, viajou pela Europa, Oriente Médio e África e tocou com nomes como Rosinha de Valença, Elza Soares, Maurício Tapajós e Kleiton Ramil. Voltou ao Brasil em 1994 e, desde então, vem sendo requisitado por artistas como Milton Nascimento, Nivaldo Ornelas, Juarez Moreira, Marku Ribas, Beto Guedes e Sérgio Santos.
Ana Clara Brant - EM Cultura

Preço - R$25,00

Faixas
01 – Fio Condutor – Clóvis Aguiar
02 – Manhãs – Clóvis Aguiar
03 – Barefoot – Eliane Elias
04 – Valsa do Coração – Clóvis Aguiar
05 – Prefácio – Clóvis Aguiar
06 – Doce Elias – Clóvis Aguiar
07 – Astoriana – Clóvis Aguiar
08 – Êta João – Clóvis Aguiar
09 – Marítima – Clóvis Aguiar
10 – Na Estrada – Clóvis Aguiar
11 – Baianeira – Clóvis Aguiar
12 – Maxixando – Clóvis Aguiar

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Wilson Dias – Mucuta (2011)

Sacola de pano feita para carregar alimentos, ferramentas e outros objetos, a praticamente extinta mucuta – conhecida por muitos como embornal – batiza o quinto disco solo de carreira de Wilson Dias.

“Quando pensei em fazer Mucuta, deixei a imaginação voar ao encontro de tudo que vivi na infância”, recorda o violeiro e compositor, que, graças ao disco, reencontra personagens marcantes em sua trajetória. “Na verdade, as imagens foram me levando às melodias”, relata Wilson, que, ao conceber o projeto conceitual, independente, acabou de volta à Bamburral da infância, onde praticamente não havia nada mais daquele período.

Natural de Olhos D’Água (Minadouro), Norte de Minas, Wilson Dias estréia carreira fonográfica em 1997 com Pequenas histórias, em que o samba era destaque no repertório. Violonista e baxista até então, as violas de seus discos ficavam sob a responsabilidade do amigo Pereira da Viola. Em Picuá, disco de 2005, ele assume de vez o instrumento, que não deixou mais. “A viola é um bicho ciumento, igual a mulher”, compara, inspirado na própria vivência.

Além das 10 composições instrumentais autorais (Ana Tereza, Guizo, Colibri, Minadouro, Mucuta, Bamburral, Cabriola, Araquesta, Trupicão e Seu Tunin), o violeiro resgata em seu novo disco duas cantigas de roda (A volta do voltado e Vagalume), que canta desde a infância. Para o parceiro e professor André Siqueira, que assina o texto do encarte, “talvez a coisa mais impressionante nesse novo trabalho seja a unidade que ele consegue em suas músicas e a forma como a violinha canta suas lembranças”.

“Essa é a grande contribuição que esses homens rurais podem dar à nossa música: deixar que ela fale por si e que, assim falando, nos ensine qual a melhor forma de cuidá-la, de cultivá-la e, por fim, de guardá-la no único lugar possível, nosso coração”, conclui André Siqueira, cuja análise de Mucuta é acrescida do oportuno comentário sobre cada faixa, da jornalista Maria Célia Pinto.

“Quando nada acontece, há um grande milagre acontecendo que não estamos vendo”, recorre a João Guimarães Rosa para expressar os sentimentos que o dominaram na feitura de Mucuta, um disco para ser sorvido com ouvidos e olhar da imaginação.
Por Ailton Magioli - EM Cultura

Preço – R$25,00

Faixas
01 – Ana Tereza – Wilson Dias
02 – Guizo – Wilson Dias
03 – Colibri – Wilson Dias
04 – Minadouro – Wilson Dias
05 – Mucuta – Wilson Dias
06 – Bamburral – Wilson Dias
07 – Cabriola – Wilson Dias
08 – Araqüesta – Wilson Dias
09 – Trupicão – Wilson Dias
10 – Seu Tunin – Wilson Dias
11 – A Volta do Voltado – Domínio Público adaptado por Wilson Dias
12 – Vagalume – Domínio Público adaptado por Wilson Dias

Flávio Renegado – Minha Tribo é o Mundo (2011)

Desde sua estreia, em 2008, Flávio Renegado parecia prever que suas músicas percorreriam o mundo. Intitulado “Do Oiapoque a Nova York”, o CD foi lançado de forma independente, vendeu mais de 7 mil cópias e o levou a turnês por Cuba, França, Inglaterra, Espanha e Austrália, além de percorrer dezenas de cidades brasileiras. Esse processo foi crucial para o desenvolvimento de seu novo trabalho, “Minha tribo é o mundo”.

Produzido por Plínio Profeta - que já trabalhou com Lenine, Tiê e O Rappa - e gravado no Rio de Janeiro, o CD apresenta uma sonoridade mais urbana e influenciada pela multiplicidade dos movimentos sonoros contemporâneos. Sem se prender a limites geográficos, sua música dialoga com batidas africanas, ritmos caribenhos, texturas do hip hop norte-americano, a energia da música eletrônica e a malandragem do samba.

Uma prévia dessa diversidade pôde ser conferida na faixa-título, primeira música de trabalho do CD, com participações de artistas como Donatinho e Edu Krieger.
Enquanto a música transforma a vida de Flávio Renegado e o leva a circular por todo o Brasil e no exterior, também altera aqueles que são tocados por ela, restando a certeza de que gostando ou não, ninguém ficará indiferente às suas obras. Não por acaso, nos últimos anos Renegado esteve ao lado de alguns dos mais originais artistas da cena musical brasileira, do virtuosístico guitarrista Toninho Horta ao astro da MPB Lenine, assim como aclamados novos nomes da música brasileira como a cantora Aline Calixto e o vanguardista Fernando Catatau, do Cidadão Instigado.

Se a diversidade de parceiros aponta a inquietação de Flávio Renegado, sua extensa produção por outras áreas confirma sua vocação artística. Rapper, compositor, instrumentista, poeta, ator e líder comunitário, Flávio Renegado partiu dos estreitos becos do Alto Vera Cruz (comunidade carente da cidade de BH) para tomar o mundo de assalto com seu trabalho que tira o hip hop do gueto e abraça as mais diversas influências.

Ciente de sua capacidade de criação e movimentação por diferentes manifestações artísticas, ele parece ter noção de não pertencer a nenhum gênero específico, nenhuma classe artística definida, nenhuma região. Ao mesmo tempo, absorve todas elas. Um paradigma que explicita no título do novo CD e que deixa no ar as possibilidades que estão por vir ao dizer que “Minha tribo é o mundo”.

Preço – R$15,00

Faixas
01 – Minha tribo é o Mundo – Flávio Renegado
02 – Zica – Flávio Renegado
03 – Suave – Flávio Renegado
04 – Sai Fora – Flávio Renegado
05 – Qual o Nome Dela – Flávio Renegado 
06 – Pontos Cardeais – Flávio Renegado
07 – Eu Quero Saber – Flávio Renegado
08 – Evoluídos Pensamentos – Flávio Renegado
09 – A Massa Quer Dançar – Flávio Renegado e Gustavo Maguá
10 – Homens Maus – Flávio Renegado, Ozled, PDR, Monge, Das Quebradas e Zeloty
11 – Tempo Bom – Flávio Renegado    

Midnight Mountain (Featuring: Robertinho Brant e Paula Santoro) - Far From The Sea (2011)

O projeto Midnight Mountain surgiu do desafio de se unir a sofisticada estética da música contemporânea brasileira - em especial a que é produzida em Minas Gerais - à influências universais como o folk, o jazz e a bossa. Tendo Robertinho Brant como compositor, produtor e arranjador e Paula Santoro como intérprete, o projeto mescla com muito estilo e elegância, a sonoridade e sabor cool dos anos 60 com a música feita nos anos 2000. Isso criou uma atmosfera sonora muito particular para o trabalho.

Todas as músicas são de Robertinho Brant e as letras (em inglês e espanhol) são de Marcelo Sarkis, Emerson Penha e Leo Minax. Os arranjos buscam formar um amálgama de instrumentos acústicos (violão, piano, contrabaixo, bateria e cordas) e elétricos (guitarras, teclados, samples e programações eletrônicas). Somado a isso, Paula Santoro parece encarnar uma personagem, um "alterego vocal", com uma emissão de voz muito singular - mais grave e suave - ela se integrou perfeitamente à proposta do projeto.

Este primeiro disco do Midnight Mountain, intitulado "Far From The Sea", foi gravado durante os últimos dois anos e contou com a participação de grandes músicos brasileiros como Lincoln Cheib (bateria), Alberto Continentino, (contrabaixo), Rafael Vernet (pianos e teclados), Guilherme Monteiro (guitarras e violões), Tattá Spalla (violões), Eliseu Barros (violino) e Robson Fonseca (cello). Participaram também, André "Limão" Queiroz (bateria e percussão), Ricardo Fiúza (pianos e teclados), César Santos (programações e samples) e Paulo Márcio (flugelhorn).

No show de estréia, o Midnight Mountain contará com os músicos "André "Limão" Queiroz (bateria), Enéias Xavier (baixo), Rafael Vernet (teclados), Matheus Barbosa (guitarra), Eliseu Barros (violino) e Firmino Cavazza (cello).

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Far From The Sea – Robertinho Brant e Emerson Penha
02 – Brainless – Robertinho Brant e Marcelo Sarkis
03 – Time And Will – Robertinho Brant e Marcelo Sarkis
04 – Silent Words – Robertinho Brant e Marcelo Sarkis
05 – Lost Horizon – Robertinho Brant e Marcelo Sarkis
06 – A Woman – Robertinho Brant, Marcelo Sarkis e Murilo Antunes
07 – The River – Robertinho Brant e Marcelo Sarkis
08 – Morning In Black Gold – Robertinho Brant
09 – El Aire Al Revés – Robertinho Brant e Leo Minax
10 – Una Vez Que Es Amor – Robertinho Brant e Emerson Penha
11 – Tiempo Durante – Robertinho Brant e Leo Minax
12 – Glad or Blue – Robertinho Brant
13 – Mary’s Theme – Robertinho Brant
14 – Mirror – Robertinho Brant

Diapasão - Ao Vivo (2011)

Diapasão é um grupo de música instrumental que não se enquadra facilmente em uma definição estilística. A influência da musicalidade brasileira está fortemente presente e a liberdade criativa de cada um dos músicos componentes gera uma mescla de texturas e cores harmônicas, melódicas e rítmicas, produzindo sensações que vão da euforia à melancolia, da paz ao caos. A utilização de instrumentos alternativos, construídos pelo integrante Leandro César, aliada aos instrumentos convencionais, traz um novo prisma de possibilidades para a criação da sonoridade do grupo, proporcionando ao ouvinte uma confluência de sensações e surpresas.

O grupo é de Belo Horizonte - MG, formado por cinco jovens músicos que se uniram para criar coletivamente uma música instrumental sem rótulos. Com ideias, sentimentos e técnica, seus integrantes produzem uma música contemporânea e autêntica, com arranjos sofisticados, liberdade de improvisação. Suas produções possuem influências que vão desde a música de Villa Lobos a elementos da música de culturas populares, como o Maracatu e Congado, escolas como o minimalismo, a música universal de Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, além da música mineira de ícones como Milton Nascimento e Toninho Horta.

O grupo surgiu em 2004 e gravou seu primeiro álbum em 2005 intitulado Opus I, lançado em 2006 pelo selo carioca Masque Records. Em 2009 o grupo foi vencedor do IX Prêmio BDMG Instrumental nas categorias Composição e Melhor Arranjo com as músicas de Alexandre Andrés. Em 2010 gravou o EP Fogo no Balão, lançado e disponibilizado no site www.grupodiapasao.com.br. Atualmente o grupo se apresenta em importantes palcos da música instrumental brasileira, como Savassi Jazz Festival, Festa da Música, Sesc Instrumental, dentre outros. Para 2011 prepara o lançamento de seu segundo disco, gravado ao vivo na Sala Juvenal Dias - Palácio das Artes, em Belo Horizonte.

Diapasão é composto por Alexandre Andrés (Flautas), Rodrigo Lana (Piano), Gustavo Amaral (Baixo, violão e bandolim), Adriano Goyatá (Bateria e Marimba) e Leandro César (Violão, bandolim e outros). Fortemente influenciado por Marco Antônio Guimarães e o grupo Uakti, Leandro César desenvolve um trabalho de pesquisa e construção de novos instrumentos que, cada vez mais, são inseridos no trabalho do grupo Diapasão.

No grupo todos são compositores e arranjadores, buscando alcançar as pessoas através da música e romper com o paradigma de que a música instrumental é feita para um público seleto

Preço – R$20,00

Faixas
01 – E Se o Mundo Fosse Assim – Rodrigo Lana
02 – À Flor de Maracujá – Leandro César
03 – Menino – Alexandre Andrés
04 – Floresta – Alexandre Andrés
05 – Talvez Um Filho – Gustavo Amaral
06 – Lunar – Rodrigo Lana
07 – Ganesha – Alexandre Andrés
08 – Arrebol – Leandro César
09 – Balãozinho – Gustavo Amaral

Rafael Macedo e Pulando o Vitrô - Quase Em Silêncio (2009)

Rafael Macedo iniciou sua trajetória musical aos 15 anos, e desde 2004 mostra trabalho próprio. Foi selecionado no ano seguinte pelo Conexão Telemig Celular de Música, e em 2006 foi um dos vencedores do BDMG Instrumental.

Participou da Misturada Orquestra, de jovens talentos oriundos, em sua maioria, da Escola de Música da UFMG e regidos pelo flautista Mauro Rodrigues.

Acompanhado da banda Pulando o Vitrô, apresenta uma harmoniosa combinação entre flautas, violoncelo, clarineta, clarone, contrabaixo acústico e percussão. Rafael Macedo (piano), Felipe José (violoncelo), Flávio Ferreira (clarineta e clarone), Juliana Perdigão (clarineta e flauta), Pedro “Trigo” Santana (contrabaixo acústico) e Yuri Vellasco (percussão).

Preço – R$28,00

Faixas:
01 – Que Tal (Tao) Na Lama do Tom (tom)? – Rafael Macedo
02 – Cadê a Porra do Bar, Luiz? – Rafael Macedo
03 – Fogo, Água e Papel – Rafael Macedo e Makely Ka
04 – Sem “1.000.000” – Rafael Macedo
05 – Íntima – Rafael Macedo
06 – Quase Em Silêncio – Rafael Macedo
07 – estamira, o Mar e Eu – Rafael Macedo
08 – Moça – Rafael Macedo
09 – Desisto e Choro (mil vozes! Mil sons!) – Rafael Macedo
10 – Homem da Cabeça de Papelão – Rafael Macedo
11- Immanuel e Eu Outros Mil – Rafael Macedo

Cícero Mota - Mais Puro (2010)

Natural de Uberlândia/MG o compositor, violonista, arranjador e cantor Cícero Mota, iniciou seus estudos em música e violão clássico com o prof.º Sebastião Antônio Rosa (Bola 7).  Ingressou na Universidade Federal de Uberlândia em 1984 onde fez o curso de Ed. Artísitica – Hab. em Música – instrumento violão – sendo aluno de Eustáquio Alves Grilo e Jodacil Damaceno.

No ano de 1986 participou do 11º Curso de Verão de Brasília estudando com Paulo Belinatti, Roberto Sion e Marco Pereira. Como músico independente lançou seu primeiro disco no ano de 1993 intitulado Maculê.  No ano de 2002 veio o segundo disco, também independente, Tabuleiro de Cordas onde, além de músicas cantadas, explorou também o violão solo.

Integra o grupo Quarto de Tom que se dedica à interpretação e divulgação da música instrumental brasileira e compositores latinos, que no ano de 2007 lançou seu primeiro cd – Parangaba - com músicas do compositor Adriano Giffoni. Participou do Projeto Selo Uberlândia-Edição 2009-DVD Programa Cidade Da Música com sua canção Todo Viver.

No ano de 2010 gravou seu terceiro cd intitulado Mais Puro pela lei de incentivo fiscal com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Prefeitura de Uberlândia MG.

Preço – R$15,00

Faixas
01 – Todo Viver – Cícero Mota
02 – Tentação Solar – Cícero Mota
03 – Cosmopolita – Cícero Mota
04 – Cristina e Zé – Cícero Mota
05 – Tributo à Carolina – Cícero Mota e Caco Sodré
06 – A Substância Móvel – Cícero Mota
07 – Carta resposta ao Sogro vascaíno – Cícero Mota
08 – Navegador – Cícero Mota
09 – Prelúdio Para Um Dia de Sol/Mesmo Assim – Cícero Mota
10 – Linha da Vida – Cícero Mota
11 – Zé Mane – Cícero Mota
12 – Almas Gêmeas – Lenz Cabral Cícero Mota
13 – Tem Churrasco Na Quinta – Cícero Mota
14 – Fantasia Para Um Novo Dia – Cícero Mota
15 – Por Dentro – Cícero Mota
16 – A Céu Aberto – Cícero Mota
17 – Algo de Bom – Cícero Mota
18 – Samba de Minas – Cícero Mota
19 – Tema Final – Cícero Mota     

Porcas Borboletas – A Passeio (2008)

O Porcas Borboletas vem se consolidando como uma das principais bandas do novo cenário da música independente no Brasil, surpreendendo público e crítica com sua proposta inventiva e irreverente.

Vindo de Uberlândia-MG, o grupo já passou por vários dos principais festivais independentes de todas as regiões do Brasil, foi um dos 50 selecionados pelo programa Rumos Música Itaú Cultural 2007-2009, dividiu o palco com Arnaldo Antunes (parceiro em uma de suas composições), e compôs a música-tema do filme Nome Próprio (melhor filme Festival de Gramado, de Murilo Salles, com Leandra Leal, baseado na obra de Clarah Averbuck), dentre outros feitos.

A banda acaba de lançar o segundo albúm chamado “A Passeio” com participações de Leandra Leal e Arrigo Barnabé, com doze faixas de rock, música brasileira, irreverência e poesia, o grupo de Uberlândia reafirma sua importância no novo mapa musical do país.

Preço – R$20,00

Faixas
01 - Menos – Banzo e Clarah Averbuck
02 - Nome Próprio – Rafa e Danislau
03 - A Passeio – Banzo
04 - Tem Gente – Banzo e Danislau
05 - Super-Herói Playboy – Moita, Danislau e Banzo
06 - Dinheiro – Banzo e Danislau
07 - Estrela Decadente – Rafa, Danislau, Banzo e Ricardim
08 - Sinto Muito – Banzo e Danislau
09 - Beijo Menta – Banzo
10 - O Rato – Moita e Danislau
11 - Sertanejo – Danislau, Vi e Moita
12 - Caminhar a Dois – Banzo e Danislau

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Pinaco - Um Trovador de Rubim (2008)

Pinaco é um senhor trovador de 88 anos, não toca mais viola, mas solta sua voz forte e sempre afinada para se alegrar e alegrar quem chega na sua casa. Homem simples do vale, foi trabalhador rural, amançador de burro e muitas outras coisas boas da vida do cidadão da roça.

Mas é da sua vida de folião e cantador que ele mais anima de falar. É um cd forte, com cantigas de amor, de cunho social, músicas engraçadas, um disco de um poeta popular brasileiro.

Preço – R$20,00

Faixas
01 - A Enchente de Rubim – Pinaco
02 - A Morte Chegou Numa Casa – Domínio Publico – Adap. Pinaco
03 - Casamento é Muito Bom – Pinaco
04 - Meu Pai Quando Casou – Domínio Publico – Adap. Pinaco
05 - Soteiro Não Vale Nada – Pinaco
06 - Credo da Cachaça – Pinaco
07 - Quem Vadeia Também Come – Domínio Publico – Adap. Pinaco
08 - A Abelha Trabalha Tanto – Domínio Publico – Adap. Pinaco
09 - No Itapiru Mata Um Boi – Pinaco
10 - Fazendas ( Sumitério é Dos Calado ) – Domínio Publico – Adap. Pinaco
11 - Ladrão de Gravata – Domínio Publico – Adap. Pinaco
12 - O Gol De Mel ( O Collor de Mello ) – Pinaco
13 - Na Sombra do Limoeiro – Domínio Publico – Adap. Pinaco
14 - Rosa Branca Oreliano – Domínio Publico – Adap. Pinacp
15 - Da Linha É – Pinaco
16 - Serraria – Pinaco
17 - Oração De São Jorge – Domínio Publico – Adap. Pinaco
18 - Eu Plantei um Pé de Rosa – Pinaco
19 - Dorminhoca ( Quem Leva Ela Sou Eu ) – Pinaco
20 - Adeus Morena, Adeus – Adap. Tuca
21 - Apertando Ferradura, Rebatendo os Cravo – Tuca
22 - Tirana, Minha Tiraninha – Tuca
23 - Quiberia – Zé Cabano
24 - Minha Beija-Flor – Adap. Zé Cabano
25 - Pavão Dourado – Adap. Zé Cabano
26 - Não Prenda Um Passarinho – Guila Gavião

Philippe Lobo - De outros Carnavais (2007)

Em 2007 Philippe Lobo lança seu primeiro disco "Philippe Lobo - de outros carnavais" produzido pelo próprio músico com recursos da Lei de Incentivo à Cultura da Prefeitura Municipal de Uberlândia.

O disco conta com um seleto grupo de instrumentistas do interior mineiro, com destaque para a bateria de Alex Mororó, o baixo de Flávio Borges, o Sax de Marcos Mello, a flauta de Eduardo Marra, guitarras e arranjos do próprio Philippe Lobo, além da ilustração de Paulo Lanna e arte gráfica de Glayson Arcanjo.

No repertório temas inéditos de Philippe Lobo como o samba fusion "Samba pro Du" (em parceria com Bernardo Gondin), a elegante e destemida "Barbara" e o slow blue "Sharp song", além de releitura inusitada do clássico "O ovo" de Hermeto Pascoal.

Os arranjos mesclam a atmosfera jazzistica das Big bands com a escritura orquestral contemporânea e elementos da música popular brasileira e americana.

Preço – R$20,00

Faixas
01 - Samba pro Du – Philippe Lobo e Bernardo Gondim
02 - O Ovo – Hermeto Pascoal
03 - Bárbara – Philippe Lobo
04 - Depois do Carnaval – Philippe Lobo
05 - Carnaval – Philippe Lobo
06 - Sharp Song – Philippe Lobo
07 - Amanheço – Philippe Lobo

Pereira da Viola – Akpalô (2008)

Pereira lança o seu quinto álbum, batizado “Akpalô” que, em nagô “contador de histórias, aquele que guarda e transmite a memória do seu povo”. Com uma sonoridade surpreendente Pereira traduz toda influencia da cultura herdada dos antepassados, um verdadeiro resgate das origens afro-indígenas que formam a identidade mineira e mais precisamente do Vale do Mucuri, norte de Minas Gerais.

Com uma simplicidade sofisticada e elegante pereira nos leva suavemente por caminhos inusitados no que se refere à poesia e melodia numa das mais belas traduções sonoras das tradições e manifestações do norte de minas.

Akpalô um divisor de águas na trajetória de Pereira, pois nos faz sentir mais brasileiros do que nunca identificado com o povo simples do interior de onde todos têm origem este trabalho não deixa duvida sobre a imensa riqueza de nossas raízes culturais e o talento impar do povo brasileiro um verdadeiro tratado caipira Akpalô poderia ser considerado a carteira de identidade do povo brasileiro.

Porta-voz de sua região pereira reuniu um repertorio rico e ainda por cima carregado de outras influencia sonoras uma espécie de dialogo com o blues, MPB, inclusive a musica clássica entra nesta conversa afinada resultando em um belíssimo resultado que nos leva a trilhar ao encontro de nossas raízes.

Dirigido e arranjado por André Siqueira, com as participações especiais de Tambolelê, Titane, Celso Moretti, Rubinho do Vale, Gabriel Guedes, Dércio Marques e Lígia Jacques, tai é só conferir e saborear este quitute sonoro, pois tem cheiro, sabor e as cores do povo brasileiro Pereira da Viola libertando a musica caipira.

“Não quero romper com nenhum universo, mas também não quero ser refém de nenhum. Não vim aqui para ficar repetindo ninguém, nem a mim mesmo”. Pereira da Viola

Preço – R$20,00

Faixas
01 - Brasil Nome de Vegetal ( Celso Adolfo )
02 - Akpalô ( Pereira da Viola/ J. Medrado Cantão )
03 - Folia dos Pretos ( Luiz Theodoro/ Henrique Gomes )
04 - Tá no Tombo ( Pereira da Viola/ João Evangelista Rodrigues )
05 - Mestre Diola ( Gonzaga Medeiros )
06 - Canção Guarani ( J. Medrado Cantão/ Wagner dos Santos )
07 - Viola in Blues ( Pereira da Viola/ João Evangelista Rodrigues )
08 - Folia de Reis " Nas Lonjuras desta terra " ( Rubinho do Vale )
09 - Trem da História ( Rubinho do Vale )
10 - Viola de Festa ( Tavinho Moura/ Pereira da Viola )
11 - Voltado Inteiro " Na lagoa que tem léo " ( Domínio Público )
12 - Viola Cósmica ( Pereira da Viola/ Gildes Bezerra )
13 - Pau de Atiradeira ( Papalo Monteiro )
14 - Louvação ( Levi Ramiro )
15 - Beija Mar " Riacho de Areia" (Domínio Público do Vale do jequitinhonha )
16 - Batucongo ( Domínio Público )

Pelos de Cachorro - Memorial dos Abismos (2009)

O mais recente trabalho, “memorial dos abismos”, é uma síntese dos motivos pelos quais a banda está entre as mais promissoras da tão elogiada cena rock independente mineira.

O EP, com cinco faixas, merece ser ouvido com atenção. Numa imersão nos arranjos, letras e execução das músicas é possível perceber a singularidade e ousadia do trabalho.

Longe do lugar comum, a banda visita sonoridades diversas, provando da transgressão do rock com estilo e personalidade.

Preço – R$10,00

Faixas
01 - Estragos Sutis – Beto Assenção e Pelos de Cachorro
02 - O Sonho dos Quatro Infinitos – Robert Frank e Pelos de Cachorro
03 - Deputamadre Blues - Robert Frank e Pelos de Cachorro
04 - Apenas lembranças – Herberte Almeida, Robert Frank e Pelos de Cachorro
05 - Entre o Amargo e todas as Paredes – Cesar Gilcevi, Renato Negrão e Pelos de Cachorro

Paulo Santos - Música para performances de Éder Santos (2006)

O CD com uma faixa interativa traz a trilha sonora das performances criadas pelo músico contemporâneo Paulo Santos, em parceria com o videoartista Eder Santos para a apresentação no Videobrasil.

Preço – R$20,00

Faixas
01 - Pincélulas ( Paulo Santos)
02 - Absorvida ( Paulo Santos)
03 - Bossa e intermezzo ( Paulo Santos)
04 - Congas ( Paulo Santos)
05 - Lisa ( Paulo Santos)
06 - Fator maia ( Paulo Santos)
07 - Novo som ( Paulo Santos)
08 - Soberba ( Paulo Santos)
09 - O Píquo ( Paulo Santos)
10 - Pincélulas / poema ( Paulo Santos)

Paulinho Andrade - & Boa Cia (2007)

O CD “Paulinho Andrade & Boa Cia” foi produzido com os benefícios da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, onde importantes nomes da cena musical mineira como Patrícia Ahmaral, Titane, Chico Lobo, Maurício Tizumba, Helena Penna, Celso Moretti, Emerson Bastos, Tadeu Martins, João das Neves, Sérgio Fantini, Tânia Bicalho e Vander Lee, entre outros, emprestam sua voz para dar vida a algumas das composições do poeta e compositor Paulinho Andrade.

O CD leva as assinaturas de Ivan Corrêa, nos arranjos, e da cantora Titane, que marca sua estréia como diretora artística. Músicos como Rogério Delayon, Serginho Silva, Tatá Sympa, Ademir Júnior, Gilvan de Oliveira, Cléber Alves e Célio Balona, formam o time de talentos que executam cada uma das faixas. Também compõem o cenário desse CD autoral, duas faixas de poemas.

Preço R$20,00

Faixas
01 - O Bom Artista – Paulinho Andrade
02 - Azar Seu – Gil Damata e Paulinho Andrade
03 - Água – Oscar Neves e Paulinho Andrade
04 - Samba para João – Paulinho Andrade
05 - Navio do Lago – Gil Damata e Paulinho Andrade
06 - Contramão - Gil Damata e Paulinho Andrade
07 - Contradança – Paulinho Andrade
08 - Brinquedo – Eymard Armendani e Paulinho Andrade
09 - Se eu morasse no Centro – Paulinho de Andrade
10 - Duzentas Canções - Eymard Armendani e Paulinho Andrade
11 - Louvação – Cláudio Araújo e Paulinho Andrade
12 - O que o verde Quer - Gil Damata e Paulinho Andrade
13 - Piá – Oscar Neves e Paulinho Andrade
14 - Saudades e Preguiça - Paulinho de Andrade
15 - Palavra – Paulinho Andrade

Patrícia Ahmaral - Vitrola Alquimista (2004)

A cantora Patrícia Ahmaral lança seu segundo álbum - "Vitrola Alquimista". No repertório, releituras para canções de Raul Seixas, Alceu Valença e Walter Franco, além de musicas inéditas de compositores mais contemporâneos, como de Christian Maia, Renato Negrão, Fernanda Takai, Edvaldo Santana, Herbert Vianna e Pedro Luís.

Há ainda canções de Patrícia Ahmaral que ela fez em parceria com Renato Villaça. O disco traz as participações especiais de Jards Macalé, Sérgio Pererê (do "Tambolelê") e do Grupo NUC.

Preço – R$20,00

Faixas
o1 - Quem Sabe (Carlos Gomes)
o2 - Mixturação  (Walter Franco)
o3 - A Mais (Herbert Vianna / Pedro Luís)
o4 - S.O.S (Raul Seixas)
o5 - Carmem Carolina (Christian Maia / Renato Negrão)                                                                          
o6 - Cabelos Longos (Alceu Valença)
o7 - A Outra Beleza (Patrícia Ahmaral / Renato Villaça)
o8 - Mercedes Benz  (Gil Amâncio / Ricardo Aleixo)
o9 - Líquida  (Kali C. / Suely Mesquita)
10 - Palavras Sorteadas (Fernanda Takai)
11 - Caximbo (Osnofa/ Edvaldo Santana)
12 - Amargo (Zeca Baleiro)
13 - Vitrola Alquimista  (Patrícia Ahmaral)
14 - Quem Sabe (Carlos Gomes)

Paralaxe - Under Pop Pulp Fiction (2006)

Imagine um trabalho musical recheado de referências, que vão desde os quadrinhos norte americanos, seriados de heróis japoneses, desenhos animados, aos personagens que permeiam o nosso imaginário cotidiano, como a “Loira do Bonfim”. Difícil? Mas não inconcebível. Resumindo, mal e toscamente, isso é Paralaxe. Para quem perdeu este que, na minha opinião, é um dos mais, importantes e singulares trabalhos do cenário independente, fica a dica.

O primeiro disco deste trio composto por Fredhc (voz, letras e arranjos), Rafael Carneiro (guitarra) e VJ Impar (inserção de imagens) saiu em 2005 com o título de “Paralaxe”, e já indicava as particularidades que definiriam o trabalho do grupo. O álbum trazia um clima meio retrô, com vocal em clima oitentista, mas com uma roupagem que mesclava rock e elementos eletrônicos. Havia algo de New Order com Kraftwerk.

As letras já traziam metáforas bem sacadas como a ótima “Dr Gory Versus Spectreman”. A referência não fica tão clara aqui, mas Spectreman foi um seriado produzido no Japão no final dos anos 70, com produção capenga, mas com histórias interessantes. O herói enlatado enfrentava o vilão Dr Gory. A música do Paralaxe usa os personagens para criar uma espécie de alegoria em que Spectreman é Carlos Marighela (guerrilheiro durante os anos de ditadura no Brasil) e seu algoz, Dr Gory é o general Golbery do Couto e Silva, uma das figuras mais importantes do regime militar brasileiro (1964 – 1985). Veja um trecho da letra:

“Spectreman subversivo, alvo do alto comando, tinha um aparelho em Goiás e um míssil lituano,um esconderijo no Uruguai era amigo do Jânio fazia um Guevara-Style de charuto cubano”
Mas, o primeiro disco, apesar de bem feito, é apenas um ensaio para o que estava por vir. Under Pop Pulp Fiction saiu exatamente um ano depois e surpreendeu. O disco tinha muito mais qualidade sonora e apresentava um Paralaxe mais experimental e ousado.

Não havia, de forma alguma, a sensação de que o trio estava se procurando, tateando terrenos na tentativa de achar um norte definitivo, como aconteceu no primeiro trabalho.
por Roger Deff

Preço – R$20,00

Faixas
01 - li No Linux O Celton ( Fred HC )
02 - Bin Laden E O Bruce Wayne ( Fred HC )
03 - Lanterna Verde No Sea – Lord ( Fred HC )
04 - Raul da Bicicleta ( Fred HC )
05 - O Homem- Pássaro (Fred HC )
06 - Catch A Rising Star ( Fred HC )
07 - A Hora E A Vez De Augusto Matraga ( Fred HC )
08 - Juliano Doido ( Fred HC )
09 - A Loura Do Bonfim ( Fred HC )
10 - Um Silêncio E Um Cigarro ( Fred HC )
11 - O Homem-Azul De Ao ( Fred HC )
12 - Dr. Gori vs. Spectreman ( Fred HC )
13 - Misantropp ( Trance Remix ) ( Fred HC )

Panacea Trio - Instrumental Acústico (2005)

Preço – R$20,00

Faixas
01 - Panacea – Gilberto Mauro
02 - Castelo Branco – Marlon Trindade e Saulo Fergo
03 - O Barbeiro da Cádiz – Marlon Trindade
04 - Livre – Saulo Fergo e Olívio de Souza Araújo
05 - Viola Viperina – Gilberto Mauro, Marlon Trindade e Saulo Fergo
06 - Salamalanca Groove – Gilberto Mauro
07 - “Mal do Século” – Gilberto Mauro, Marlon Trindade e Saulo Fergo

Padre José Maria Xavier - Ofício de Trevas Vol. II (2006)

Este é o segundo e último volume da série Ofício de Trevas do compositor mineiro Padre José Maria Xavier (1819-1880).

Foi gravado pela Orquestra e Coro dos Inconfidentes, grupo criado pelo maestro Marcelo Ramos para se dedicar ao barroco mineiro.

Neste CD, constam as "Matinas de Sábado Santo" e as "Matinas da Ressurreição". Texto em inglês incluso. Estas obras são executadas até hoje na Semana Santa em São João Del-Rei.

Preço – R$25,00

Faixas
Matinas de sábado santo

Antiphona – in pace in idipsum
responsorium I – sicut ovis
Resp. II – jerusalem surge
Resp. III – plange quase virgo
Resp. IV – recessit pastor noster
Resp. V – o vos omnes
Resp. VI – ecce quomodo
Resp. VII – astiterunt reges terrae
Resp. VIII - aestimatus sum
Resp. IX – sepulto domino

Matinas da ressurreição

Invitatório
Resp. I – angelus domini
Resp. II – cum transisset sabbatum
Laudes do tempo pascal – haec dies
Antiphona final – regina coeli

Bonus track

8ª leitura de sábado santo

Pablo Bertola - O Menino e o Poeta (2005)

O Menino e o Poeta registra vinte músicas inéditas, em que todas as melodias são assinadas por um compositor de vinte anos e seus também jovens parceiros músicos e letristas. O que chama atenção é como gente tão jovem passeia com segurança e talento por essa variedade de ritmo, gênero e temas compondo um trabalho tanto de diversidade musical como poética.

Nesse mosaico musical você pode conferir os sambas, dos mais diversos estilos como “Pra Manoel”, “Primeiro Samba”, “Promessa é Dívida” até o lindo samba canção, “Amor de Carnaval” o reggae “O Amor Ruiu”, as canções de humor como “A Feira” ou “O Índio” (uma bossa nova). Das canções mais introspectivas como “Clareira”, “O menino e o Poeta”, “Talvez eu não seja poeta” (que tem a participação de Milton Nascimento), às que são uma verdadeira festa como o frevo “Guarda Chuva” ou “Maria da Graça”, um xote dos mais dançantes. Canções de amor, brejeiras como “Casamento de São João” ou “A Menina e o Curió” ou emocionadas como “Despedida” e “O que era doce”.

E pode até surpreender-se com a sonoridade rascante de “Oração ao Senhor do Mar”. Enfim, O Menino e o Poeta é o fruto suculento do trabalho de quem bebe nas origens, empresta o olhar curioso para tudo, aprende com a arte e a beleza e, correndo todos os riscos, costura com harmonia as palavras do seu canto.

Os arranjos de Gilvan de Oliveira desnudam ainda mais a diversidade brasileira das canções e realçam o novo, protegido por heranças ancestrais.

O Cd tem participação especialíssima de Milton Nascimento que, cantando com Pablo “Talvez eu não seja poeta”, constrói um dos momentos mais comoventes do disco. Também tocam, como convidados, em uma música, Ivan Corrêa (baixo), Cléber Alves (sax), Gilvan de Oliveira (violão), que também assina a direção. Serginho Silva (percussão) empresta seu toque especial a todas as faixas. Todos eles mestres na Bituca: Universidade de Música Popular.

O Menino e o Poeta foi gravado, ao vivo, em Barbacena, pela unidade móvel ARP Studio, de São Paulo.

Preço – R$30,00

Faixas
01 - Pra anoel – Pablo Bertola, Leandro Aguiar e Lido Loschi
02 - Primeiro Samba – Pablo Bertola, Leandro Aguiar e Lido Loschi
03 - Acaso – Pablo Bertola e Felipe Saleme
04 - Casamento de São João – Pablo Bertola e Júlia Medeiros
05 - O Curió e a Moça – Pablo Bertola, Ronaldo Rousset e Júlia Medeiros
06 - Despedida – Pablo Bertola e Júlia Medeiros
07 - Clareira – Pablo Bertola, Felipe Saleme e Lido Loschi
08 - O Menino e o Poeta – Pablo Bertola e Lido Loschi
09 - A Feira – Pablo Bertola e Júlia Medeiros
10 - O Índio – Pablo Bertola e Lido Loschi
11 - Tem Dó – Pablo Bertola e Felipe Saleme
12 - O Amor Ruiu – Pablo Bertola, Ronaldo Rousset e Lido Loschi
13 - Umas e Outras – Pablo Bertola, Ronaldo Rousset, Felipe Saleme e Lido Loschi
14 - Guarda-Chuva – Pablo Bertola, Leandro Aguiar, Júlia Medeiros e Lido Loschi
15 - Maria da Graça – Pablo Bertola e Lido Loschi
16 - Amor de Carnaval – Pablo Bertola e Júlia Medeiros
17 - O que era Doce – Pablo Bertola e Lido Loschi
18 - Oração ao Senhor do Mar – Pablo Bertola, Leandro Aguiar e Cíntia Duarte
19 - Talvez eu não Seja Poeta – Pablo Bertola, Ronaldo Rousset e Lido Loschi
20 - Promessa é Dívida – Pablo Bertola e Lido Loschi

Oscar Neves - Caminhos Abertos (2006)

Oscar Neves nasceu em Belo Horizonte, e teve muito cedo seus primeiros contatos com a música no próprio ambiente familiar. O irmão mais velho, Osias, hoje um de seus principais parceiros, reunia em casa a turma da faculdade para, além de estudar e discutir política, fazer música. Oscar, então, ainda criança, começou a se interessar pela música, e, principalmente, pelo violão.

Na adolescência, já participava de festivais, com suas primeiras composições, e ficava sempre entre os primeiros colocados. Isso o estimulou ainda mais a prosseguir e a continuar se aperfeiçoando, aprendendo novas técnicas de tocar, até que pôde se dedicar ao estudo propriamente, ingressando numa escola de música

Seu terceiro disco, o CD “Caminhos Abertos”, evidencia todo o crescimento e o amadurecimento do Oscar cantor, compositor e instrumentista. Neste novo trabalho, ele imprime também seu talento como letrista, arranjador e produtor fonográfico.

Preço – R$20,00

Faixas
01 - Paradoxo (Oscar Neves)
02 - Profissional liberado (Oscar Neves e Danilo Pereira)
03 - Pescador (Oscar Neves)
04 - Parangolé, parangolá (Oscar Neves e Danilo Pereira)
05 - Gerais de Minas (Oscar Neves e Danilo Pereira)
06 - Fotograma (Oscar Neves e Danilo Pereira)
07 - Coração Incapaz (Oscar Neves)
08 - Caminhos abertos (Oscar Neves)
09 - Até quando? (Oscar Neves, Danilo Pereira e Mariagê Neves)
10 - Por esses mares (Oscar Neves e Osias Neves)

Os Negros do Rosário – Congado (1987)

"Um registro da sonoridade do congado mineiro: Moçambiques, catupés, violões, flagrados em plena Festa do Congo. Um disco-documentário com fotos e falas de congadeiros.

Mais que uma gravação de músicas de congado, o disco é um registro dos sons tal qual produzido por seu grupos rituais, na cidade mineira de Oliveira."

Preço – R$25,00

Faixas
01 - Abá Cuna Zambi Pala Oso(Pedrinha de Lourdes Santos)
02 - Nêgo véio / Ela que mandou (Hélio Evangelista do Carmo)
03 - 1888 (Domínio Público)
04 - Beija-fulô/ ai, pavão...Quando Deus andou pro mundo (Domínio público)
05 - Ô, minha mãe / Meu coração está doendo(José Manoel)/ ( Maria das Graças de Morais, Celso Dimas Pinto,Francisco Machado da Silva)
06 - Tamborim / Balaim de fulo/ Vamos coroar (Domínio Público)
07 - Toque de Catupé (Lázaro da Silva)
08 - Vilão de Nossa Senhora do Rosário
09 - Vilão de Santa Efigênia
10 - A volta do mundo/ Dói coração / Chorei chorar (Domínio Público)
11 - Mariazinha (domínio público adp. Pedro Aponízio dos Santos)
12 - Ê, princesa/ Beira –mar-ô  ( Valdemir  de Souza)Ê, minha mãe / Virgem mãe das Mercês / Eu sou de voto / Venha ver(Antônio Eustaquio dos Santos)
13 - Engoma / Olé-Oleleô/ TaquaiaNa (Sebastião Pinto de Souza ,d.p. adapt)

Orquestra Experimental UFOP - Ouro Preto – Latinidade (2007)

A Orquestra Experimental Ufop/Ouro Preto foi criada em maio de 2000 pelo compositor e bandoneonista argentino Rufo Herrera, radicado no Brasil desde 1963, e Ronaldo Toffolo, ambos professores da Universidade Federal de Ouro Preto.

A Orquestra é base operacional de um núcleo de atividades formativas extra-curriculares, onde jovens estudantes de música, de nível avançado, e músicos profissionais põem em prática seus conhecimentos adquiridos. Tem como propostas o desenvolvimento de repertório diversificado em gênero e épocas e a oferta à comunidade universitária, local e itinerante, de uma programação periódico-permanente de concertos.

Célula de criação de repertório contemporâneo, propõe-se à sua difusão e registro, bem como de difusão da música dos “compositores da escola mineira”, com ênfase àqueles que atuaram em Vila Rica e Mariana nos séculos XVIII e XIX . Dentre outras, citam-se a apresentação integral, em tempos modernos, das Matinas de Natal e Matinas de São Vicente, do Reverendo Padre Mestre João de Deus de Castro Lobo (1794: Vila Rica – 1832 :Mariana) e a participação, como convidada, no DVD “Música dos compositores do passado e do presente”, dirigido por Luc Riolon, e difundido na Europa em 2005 pela televisão francesa TV 5. Dentre as cidades nas quais vem realizando concertos, além de Ouro Preto e Mariana, figuram Belo Horizonte, Juiz de Fora, Ipatinga, Itabira, Angra dos Reis, Rio de janeiro e São Paulo.

Em São Paulo, realizou concertos no Teatro Itaú Cultural e SESC Belenzinho. No Rio de Janeiro, na Sala Cecília Meireles e no Theatro Municipal, tendo como solistas Rufo Herrera (bandoneon), Ricardo Amado (violino) e Hugo Pilger (violoncelo). Como formadora de público, a Orquestra oferece ,ainda, além de seus periódicos concertos nas salas, teatros e igrejas da sede do município onde atua, agenda mensal de concertos de música de câmara, com participação de seus músicos ou de grupos conexos à Orquestra.

Democratizando o acesso à música, promove, em parceria com a Prefeitura de Ouro Preto, apresentações musicais camerísticas em todos os distritos do município. Tem como regente titular o maestro Sílvio Viegas. Realizou concertos também com regentes convidados, tais como os maestros Arnon Sávio Reis de Oliveira (MG), Ernani Aguiar (RJ) e Júlio Moretzsohn (RJ).

Preço – R$25,00

Faixas
01 – Suite Buenos Aires – Século XX – Rufo Herrera
02 – Adiós Nonino – Astor Piazolla

Sonata para Cordas – Carlos Gomes
03 – I – Allegro animado
04 – II – Allegro Scherzoso
05 – III – Largo
06 – IV – O Burrico de Pau

Concerto para Violino e Orquestra – Guerra Peixe
07 – I – Allegro Cômodo
08 – II – Andantino
09 – III – Allegro um poço vivo

10 – Graciela Y Buenos Aires – José Bragato
11 – Beco do Pilão – Chiquinho de Assis