quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Ceumar – Dindinha (2.000) Relançamento

Produzido por Zeca Baleiro, com sonoridade acústica, o cd apresenta composições de Luiz Gonzaga e Sinhô com inéditas de Chico César, Itamar Assumpção e Zeca Baleiro. Tem participações de músicos maravilhosos e a voz de Itamar Assumpçao na canção Rosa Maria, de Josias Sobrinho.

“Ceumar fez de Dindinha um disco luminoso, marcando uma estréia que honra a fonografia. É uma estrela sofisticada com todas as qualidades, as necessárias e as mais que suficientes, para fazer sucesso popular. “ Mauro Dias, O Estado de São Paulo, 2000

Preço – R$30,00

Faixas
01 – DINDINHA - Zeca Baleiro
02 – BANZO - Itamar Assumpção
03 - GALOPE RASANTE - Zé Ramalho
04 – CANTIGA - Zeca Baleiro
05 - MALDITO COSTUME  - Sinhô
06 - AS PERIGOSAS - Josias Sobrinho
07 - BOI DE HAXIXE - Zeca Baleiro
08 - ROSA MARIA - Josias Sobrinho
09 - GEOFREY, A LENDA DO GINETE - Chico César
10 - GÍRIAS DO NORTE - Jacinto Silva/Onildo Almeida
11 – PECADINHOS - Zeca Baleiro/ Tata Fernandes
12 - OLHA PRO CÉU - Luiz Gonzaga/José Fernandes
13 - LET IT GROW - M.Dunford/ B.Thatcher

Maurílio Nunes e Convidados Interpretam Belini Andrade – Choro Doce (2012)

Produção independente e primeiro trabalho de Maurílio Nunes, o CD surpreende ao explorar as possibilidades da flauta-doce num autêntico regional de choro.

Cada faixa registra o diálogo de flautas-doce com algum instrumento tradicional do gênero, como bandolim, clarinete, flauta transversal, saxofone, trombone ou acordeon. Nas 16 músicas, instrumentistas da jovem e velha guarda do choro mineiro homenageiam Belini Andrade, incansável compositor na 9ª década de sua vida.

O repertório, uma meticulosa coletânea da extensa e pouco conhecida obra do autor, encanta pela beleza melódica e surpresas harmônicas. Com arranjos e direção musical do premiado Geraldinho Alvarenga, Choro Doce é um agradável encontro de sonoridades e gerações num tributo à grandiosidade de Belini Andrade.

Preço – R$25,00
Faixas:
01 – Meu Amigo Jair
02 – Um Saxofone Pra Você
03 – Sereno de Pompeu
04 – Primeira Chamada
05 – Um Clarinetista Louco
06 – Sexta Feira 13!
07 – Morena Marta
08 – Boa Tarde, Amor
09 – Choro Doce
10 – Inspirado
11 – Uma Flauta Doce
12 – Minhas Mágoas
13 – Caro Amigo
14 – Marcela
15 – Será Que Sai?
16 – Zé Maria No Choro

Todas as Músicas são de autoria de Belini Andrade  

Frederico Heliodoro – Dois Mundos (2012)

Depois da estreia promissora com um disco gravado ao vivo, o baixista e compositor belo-horizontino Frederico Heliodoro, de 25 anos, mais que correspondeu à expectativa em torno de seu segundo álbum, o ótimo Dois mundos. O talentoso artista mescla com competência sua vivência jazzística nova-iorquina ao DNA mineiro que traz no sangue. E acerta ao temperar algumas faixas com vocalises.

“Meu primeiro disco, Ao vivo no Café com Letras, é o tipo de CD que se costuma lançar no meio da carreira, por ser gravado ao vivo. Dois mundos é meu primeiro trabalho em estúdio e tem som mais bacana. Na época da estreia estava em Nova York, totalmente imerso nos estudos de improvisação melódica e ritmo”, conta Frederico.

As nove faixas foram registradas em dois dias no estúdio Acústico, na capital mineira. Da formação que gravou o disco de estreia, o artista manteve apenas o baterista Felipe Continentino, completando a banda com Pedro Martins (guitarra) e Felipe Viegas (piano), ambos de Brasília. O competente brasiliense Daniel Santiago assina a produção do novo trabalho em parceria com Frederico.

“Fiz as músicas do primeiro disco ao piano, o que me deu mais recursos na hora de criar. Além disso, estava numa onda de compor de forma mais complexa e pesada. Dois mundos foi quase totalmente escrito ao violão. Traz mais sentimentos, as músicas são tristes e bonitas, mas sem ser baixo-astral. Agora busquei um CD mais fácil de ouvir”, explica Frederico. Ele foi para o estúdio com os baixos elétrico e acústico, mas acabou optando pelo segundo.

Uma das peculiaridades do trabalho é o uso da voz como instrumento extra. Já na faixa de abertura, a bela Burian, o baixista apresenta o coro que gravou sozinho, sobrepondo diversos registros da própria voz. Ele repete a dose de forma mais singela e menos visceral em Simple like this, outro bom momento do CD, ao lado de Agulhas Negras 2 e Cloudfall, em que supreende ao encaixar partes com dinâmicas distintas.
*por Eduardo Tristão Girão - EM Cultura

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Burian
02 – Agulhas Negras 2
03 – Cloudfall
04 – Alegria
05 – Dois Mundos
06 – Dayzeland
07 – Agulhas Negras I
08 – Simple Like This
09 – Vinheta

Produzido e arranjado por Frederico Heliodoro e Daniel Santiago  

Triz – André Mehmari, Chico Pinheiro e Sérgio Santos (2012)

Lançado pela Buriti neste mês de setembro de 2012, o primeiro disco do trio Triz une três expressivos instrumentistas brasileiros - o pianista André Mehmari e os violonistas Chico Pinheiro e Sérgio Santos - em torno de repertório inédito e autoral.

Mehmari transita com desenvoltura pela tênue fronteira que tenta separar as músicas popular e erudita. Pinheiro experimenta fusões da música brasileira com jazz. Já o mineiro Santos faz habituais conexões com o universo afro-brasileiro.

Dessa união heterodoxa de estilos resultou Triz, CD gravado em São Paulo, entre dezembro de 2011 e março de 2012, em produção capitaneada pelo próprio trio. O disco reúne 13 temas assinado pelos músicos sozinhos, em dupla ou em trio, caso de Sim, música apresentada em versão cantada (na voz de Santos) e em registro instrumental como a maioria das faixas do álbum.

A música que dá nome ao trio e ao disco, Triz, é da lavra de Santos com Pinheiro. O repertório do Triz passa ritmos como samba (Cesta de 3, música da lavra solitária de Santos) e valsa (Enluavalsa, de Mehmari) pelo filtro do jazz.
*por Mauro Ferreira

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Sim – André Mehmari, Chico Pinheiro e Sérgio Santos
02 – Arabesca – Chico Pinheiro
03 – Riacho Grande – Sérgio Santos e André Mehmari
04 – Tresbordante – Sérgio Santos e Chico Pinheiro
05 – Triz – Sérgio Santos e Chico Pinheiro
06 – Mirabolante – André Mehmari
07 – Cesta de 3 – Sérgio Santos
08 – Sumidouro – Sérgio Santos e Chico Pinheiro
09 – Prana Prana – Chico Pinheiro e André Mehmari
10 – Não – André Mehmari e Sérgio Santos
11 – Zonzo – Sérgio Santos e André Mehmari
12 – Dezembro – Chico Pinheiro
13 – Enluavalsa – André Mehmari
14 – Sim – Instrumental

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Trio Amadeus – Ao Vivo/DVD (2012)

Repleto de músicas belas, feitas com arranjos muito delicados e bonitos, integrados a uma linguagem visual tão angelical e inspiradora que só o Trio Amadeus sabe fazer.

Preço – R$30,00

Faixas:
01 – Per Te – Marcelle Chagas e Fábio Lopes
02 – Menino – Marcelle Chagas e Fábio Lopes
03 – All This Feeling – Marcelle Chagas e Fábio Lopes
04 – Love Seeds – Marcelle Chagas e Fábio Lopes
05 – Scarborough Fair – Tradicional Medieval
06 – O Mio Babbino Caro – Giacomo Puccini, ópera Gianni Schicchi
07 – Se Esta Rua Fosse Minha – Tradicional Brasileira
08 – Ária da Quarta Corda – Johann Sebastian Bach
09 – Capitão Gancho – Leonardo Barcellos e Eduardo Barcelos
10 – Habanera – Georges Bizet, ópera Carmen
11 – Summertime – Georges Gershwin, ópera Porgy and Bess
12 – Ave Maria – Johann Sebastian Bach e Gounod
13 – Va Pensiero – Giuseppe Verdi, ópera Nabuco
14 – Papageno – W. Amadeus Mozart, ópera a Flauta Mágica
15 – Hino Nacional – Francisco Manuel da Silva e Joaquim Osório Duque Estrada
16 – Aurora – Marcelle Chagas e Fábio Lopes

Trio Amadeus – Ao Vivo (2012)

Extraído do DVD, o álbum é uma síntese da capacidade múltipla do grupo de fazer belas músicas ainda mais belas e trafegar livremente entre dois mundos popular e erudito sem ser exatamente nenhum deles.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Per Te – Marcelle Chagas e Fábio Lopes
02 – Menino – Marcelle Chagas e Fábio Lopes
03 – Love Seeds – Marcelle Chagas e Fábio Lopes
04 – All This Feeling – Marcelle Chagas, Fábio Lopes e Ricardo Chácara
05 – Scarborough Fair – Domínio Público
06 – O Mio Babbino Caro – Giacomo Puccini, opera Gianni Schicchi
07 – Se Esta Rua Fosse Minha – Tradicional Brasileira
08 – Habanera – Georges Bizet, ópera Carmen
09 – Papageno – W. Amadeus Mozart, ópera A Flauta Mágica
10 – Capitão Gancho – Leonardo Barcellos e Eduardo Barcelos
11 – Summertime – Georges Gershwin, ópera Porgy and Bess
12 – Ave Maria – Bacg e Gounod
13 – Va Pensiero – Giuseppe Verdi, opera Nabuco
14 – Hino Nacional – Joaquim Osório Duque Estrada e Francisco Manuel da Silva


Rúbia – É Brincadeira (2012)

Das telinhas às ondas sonoras, a voz de Rúbia dá vida a 13 canções que prometem muita diversão para a criançada. São cantigas populares de domínio público, como Boneca de Lata, Eu vou andar de Trem e O Jipe do Padre, além de contribuições de grandes artistas mineiros como Paulinho Pedra Azul, Sérgio Pererê, Leri Faria, Denise Urxine e Marina Castro Assis e Bruno Lopes. O disco conta, ainda, com duas músicas inéditas: Tem Brincadeira, de Paulinho Pedra Azul e Fernando Muzzi, e Desafio, escrita por Rúbia, que estimula a atividade física na infância.

Em tempos de internet, o resgate da brincadeira traz não só uma opção saudável de diversão, mas se afirma também como eficaz ferramenta de formação pessoal. "As crianças necessitam de afeto e o brincar é muito importante nesse sentido. O afeto está no riso fácil, no abraço, nas mãos dadas em uma roda, em tudo o que a brincadeira oferece. Brincar dá prazer, e o prazer é um poderoso impulso de crescimento pessoal. Meu desejo é que o disco possibilite essa redescoberta".

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – A Árvore da Montanha – Domínio Público
02 – Desafio – Rúbia Mesquita
03 – Ipi-Aia – Domínio Público
04 – Boneca de Lata – Domínio Público
05 – Eu Quero O Xis – Leri Faria Jr.
06 – Eu Vou Andar de Trem – Domínio Público
07 – Sonho de Menino – Paulinho Pedra Azul
08 – Cair Na Capoeira – Sérgio Pererê
09 – Abre A Roda Tin Do Lê Lê – Domínio Público
10 – Folhinha de Abacate – Bruno Lopes
11 – Casa Amarela – Denise Magalhães Ursine e Marina de Castro Assis
12 – O Jipe do Padre – Domínio Público
13 – Tem Brincadeira – Paulinho Pedra Azul e Fernando Muzzi

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Titane – Campo das Vertentes/DVD (2012)

"Titane e o Campo das Vertentes" é uma ação de uma das mais completas artistas do Brasil abrindo mão de vaidades e tiques de estilo para formar um grupo, trabalhar com ele com humildade e pertinência e, na ponta do processo, se realimentar com ele e brilhar no mesmo tempo e espaço.

Para isso, conta com João das Neves, arquiteto de espaços cênicos e conceitos. Com Sérgio Pererê, griot contemporâneo, cantor de estrelas, de fé e sábias velhices. E Makely Ka, dos aboios de concreto, egocêntrico generoso com a outra cidade que brilha, apesar do cheiro do Arrudas.

Entre coros e madeiras de tambores e as cordas das vozes do coro, formando um conjunto de talentos neodescobertos, TITANE usa sua voz com fio de aço e transparência cristalina para dividir espaços, numa construção coletiva de experiência musical capaz de criar empatia imediata com qualquer público.

Os de casa, se reconhecendo na tradição afro-mineira, transposta para o hoje e o agora. Os de fora, fascinados com a força da identidade, com o resultado de um trabalho de formação que não cria aprendizes robotizados repetindo estereótipos, mas seres humanos em plena ação, buscando em seu DNA um repertório que nem sabia existente.

No centro da cena, entre abertura e encerramento catárticos, espetaculares no melhor sentido, emocionantes em sua integridade, TITANE se dá ao direito de explicitar suas memórias afetivas e musicais.

Acompanhada por Rogério Delayon, Adriano Campagnani e Serginho Silva, músicos de primeira divisão, desfila Sérgio Pererê, Makely ka, Zé Neto, João Bosco e Aldir Blanc, Beto Guedes, entre outros autores. Esquinas importantes na formação de seu generoso clube coletivo.

A aldeia que TITANE canta pelo mundo é sua e, ao mesmo, é de todos nós. Minas e África, do analógico mais primitivo ao digital cheio de múltiplas tecnologias. TITANE é a música do mundo dos anos 2000.
*por Kiko Ferreira

Preço – R$30,00

Faixas:
01 – Aboio Oracular – Makely Ka
02 – Canário Cantador – Domínio Público Congado Mineiro/Balaim de Fulô – Maurício Tizumba
03 – A Outra Cidade (Citação) – Makely Ka/Poemas do livro Egoexêntrico,  de Makely Ka
04 – Toré – Zé Neto
05 – A Mulher do Pajé – Sérgio Pererê
06 – Kivôa – Sérgio Pererê
07 – Tiro de Misericórdia – João Bosco e Aldir Blanc
08 – Olha Maria – Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Chico Buarque
09 – Felicidade – Luiz Tatit
10 – Sem Ganzá Não é Coco – Chico César
11 – Templo – Chico César, Tata Fernandes e Milton de Biasi
12 – Tereza – Zé Neto
13 – Na Fé – Sérgio Pererê
14 – Estrela Natal – Sérgio Pererê
15 – Velhos de Corôa – Sérgio Pererê
16 – Menina Ilha dos Olhos D’Água – Makely Ka e Cristina Brasil
17 – Sovone Aoshala – Sérgio Pererê
18 – Mais Samba e Menos Lágrimas – Sérgio Pererê
19 – Estrela Maior – Sérgio Pererê/Pode Chorar – Domínio Público Congado Mineiro/Deixa O Boi Beber – Domínio Público Congado Mineiro/Dói Coração – Domínio Público Congado Mineiro/Tem Mironga – Domínio Público Congado Mineiro
20 – Aroeira – Sérgio Pererê              

Fred Reis – Fred Reis (2012)

O CD intitulado “Fred Reis” traz 10 faixas com releituras de alguns sucessos conhecidos da MPB. Sua produção contou com a participação de 15 músicos, incluindo um quarteto de cordas. Entre os destaques está a canção “Corsário”, uma parceria especial com o cantor Ladston do Nascimento. O CD foi produzido pelo músico e arranjador Pedro Estrela, natural de Sete Lagoas.

“As músicas deste CD foram escolhidas por terem elementos que me tocavam. Em algumas foi por causa da letra, como em ‘Segue o Teu Destino’, mas quase sempre, pela melodia. Em todos os casos, foram músicas que cantei e gostei do resultado. A proposta era dar um panorama do meu estilo, o que contempla canções consagradas como ‘Último Desejo’ e composições bem atuais como ‘Faísca na Medula’”, descreve o cantor.

Fred Reis tem 36 anos, nasceu em Belo Horizonte e hoje trabalha como cantor e professor universitário. Sua paixão pela música popular brasileira vem da adolescência e suas principais influências musicais são Milton Nascimento, Elis Regina, Mercedes Sosa, Maria Bethânia, Zé Renato e, da nova geração, Kadu Vianna e Ladston do Nascimento.

Fred estudou canto e técnica vocal por cinco anos na Babaya Escola de Canto e desde 2005 tem preparação vocal de Regina Milagres. Fred se especializou em MPB, em todas as suas vertentes, com especial interesse pelo trabalho do Clube da Esquina e pelo cancioneiro antigo, da época de ouro do rádio.

Realizou seu primeiro show “Por toda a minha vida” em 2008 e não parou mais de cantar. Em 2009, se apresentou em Belo Horizonte e Sete Lagoas com a performance “Alguma coisa chamada amor”. Seu repertório vai dos clássicos do cancioneiro popular aos sucessos dos novos compositores brasileiros.

No mesmo ano se apresentou no musical “Tempo em Tempo” e no ano seguinte produziu e apresentou o show “Segue o Teu Destino”, com releituras de clássicos de Tom Jobim, Chico Buarque e Roberto Carlos, entre outros grandes artistas.

Preço – R$20,00

Faixas
01 – Faísca Na Medula – Kadu Vianna e Murilo Antunes
02 – Segue O Teu Destino – Sueli Costa, Ricardo Menezes e Fernando Pessoa
03 – O Moço Velho – Sílvio César
04 – Campo Minado – Mário Maranhão, Mário Marcus e Maximiliano
05 – Onde Deus Possa Me Ouvir – Vander Lee
06 – Sem Poupar Coração – Dory Caymmi e Paulo César Pinheiro
07 – Corsário – João Bosco e Aldir Blanc
08 – Quando O Coração Voa – Fernando Muzzi
09 – Último Desejo – Noel Rosa
10 – Basta Um Dia – Chico Buarque  

Quarteto Cobra Coral – Cobra Coral (2012)

Composto por Pedro Morais, Mariana Nunes, Kadu Vianna e Flávio Henrique – cantores e compositores da cena musical de BH –, o quarteto não impede cada um de seguir carreira solo. “Já conhecia o trabalho do Pedro Morais. Vi uma vez e comecei a segui-lo. Quando soube que ele se apresentaria em quarteto, arrastei o Anderson”, conta Gabriela. Levar o namorado não foi tão difícil – afinal, ele já acompanhava a carreira de Kadu Vianna.

Gabriela e Anderson costumam convocar amigos para conhecer o Cobra Coral. Argumento: música de qualidade. “Eles têm uma coisa mais moderna, mas remetem à MPB dos anos 1970. É a canção, o encontro, algo dos Novos Baianos ou dos Doces Bárbaros, por exemplo. Ficamos muito tempo sem isso. Acho que o último encontro desse tipo foi os Tribalistas”, explica Anderson. “Os quatro cantores e compositores já têm estrada em BH. Reuniram-se para fazer um trabalho maravilhoso. Se cada um já é bom solo, imagina juntos”, endossa Gabriela.

Outra fã, a enfermeira Lorenza de Sousa, de 28, costuma ser o “ponto de cultura” da turma. Toda vez que algum amigo quer fazer programa diferente ou descobrir algo novo, pergunta a Lorenza qual é a agenda. Ela foi sozinha ao primeiro show do Cobra Coral. A partir dali, passou a indicar o grupo para todo mundo. “Ouvi-los dá uma sensação de coral. São quatro vozes, mas o destaque é Mariana Nunes. As vozes dos homens têm alguma semelhança, mas ela quebra esse conjunto. Totalmente descontraídos no palco, até fazem umas piadas e jogos, como trocar a dupla que vai cantar. Vou sempre que posso”, elogia Lorenza.


Como boa fã do Cobra Coral, Lorenza conta que o público fiel tem de 20 a 40 anos. Mas, ultimamente, dá para notar algo diferente. “Tem rolado mudança no público solo do Pedro Morais. São as adolescentes, que agora vão ver o Cobra Coral e ficam gritando”, diverte-se ela. “Na última apresentação do quarteto, no Palácio das Artes, elas ficavam lá na frente, falando sem parar. É fanatismo mesmo”, garante.
*por Thaís Pacheco - Estado de Minas

Preço – R$30,00

Faixas:
01 – Faísca Na Medula – Kadu Vianna e Murilo Antunes
02 – Sob O Sol – Pedro Morais e Flávio Henrique
03 – Gatas Extraordinárias – Caetano Veloso
04 – Cobra Coral – Caetano Veloso e Wally Salomão
05 – Capullito de Aleli – Rafael Hernandez
06 – Casa Aberta – Flávio Henrique e Chico Amaral
07 – Qualquer Palavra – Kadu Vianna, Pedro Morais e Magno Mello
08 – Sim – Flávio Henrique e Murilo Antunes
09 – E O Que For, Já É – Pedro Morais, Kadu Vianna e Magno Mello
10 – Milagre dos Peixes – Milton Nascimento e Fernando Brant
11 – Encontros e Despedidas – Milton Nascimento e Fernando Brant
12 – Em Linhas Gerais – Kadu Vianna, Pedro Morais, Flávio Henrique e Mariana Nunes

Adriano Campagnani – Galápagos / DVD (2012)

Enfim um DVD no melhor estilo prog fusion de Belo Horizonte, estilo esse que alguns puristas ignoram por puro preconceito ou falta de informação mesmo.

Campagnani, mostra em quase um hora um honesto trabalho de composições autorais, ele mesmo assina 12 das 14 faixas que ilustra o seu primeiro DVD. Os outros dois temas são de autoria do guitarrista e violonista Augusto Rennó.

Tendo como base rítmica seu irmão o baterista André Campagnani e na base harmônica o tecladista com excelente bom gosto na escolha dos timbres Cláudio Faria.

Campagnani, dosa com muito bom gosto e senso melódico, técnica e domínio do aparato high-tech que compõe o seu set revezando com maestria e sem excessos os baixos de 4, 5 e seis cordas nesse caso um customizado com sistema MIDI sem trastes.
Fonte - Musica Instrumental Universal

Preço – R$35,00

Faixas:
01 – Fim do Mundo – Adriano Campagnani
02 – Galápagos – Adriano Campagnani
03 – Claridade Viva – Adriano Campagnani
04 – Insetos Online – Adriano Campagnani
05 – Sétima Vez – Adriano Campagnani
06 – Céu Vermelho – Adriano Campagnani
07 – Cabelluck – Augusto Rennó
08 – Supernova – Adriano Campagnani
09 – Indiafrika – Adriano Campagnani
10 – Predador II – Adriano Campagnani
11 – 220 Volts – Augusto Rennó
12 – (Bis) Predador – Adriano Campagnani
13 – (Bônus Track) Bossa – Adriano Campagnani
14 – (Bônus Track) Komodo – Adriano Campagnani

Geraldo Vianna Sobre Poemas de Paulo Gabriel Lopez Blanco/Confissões Um Poema Musical – (2012)

Trabalho ousado, Confissões – Um poema musical (Gvianna), é uma espécie de derivação em duas etapas, reunindo música do violonista mineiro Geraldo Vianna composta para os poemas que o frei espanhol Paulo Gabriel López Blanco produziu tendo como referência Confissões, obra clássica que Santo Agostinho escreveu no século 4.

“A pretensão não é a de que seja versão musicada do livro. Inicialmente, seria um disco instrumental, mas ficaria estranho num trabalho que é inspirado num mestre da retórica. Há musicalidade no texto dele. Inclusive, ele escreveu um livro sobre música no qual ainda não me aprofundei. Sempre associei muito a escrita ao exercício musical. O capítulo ‘O sertanejo’, do livro Os sertões, de Euclides da Cunha, para mim é uma sinfonia”, afirma Geraldo.

A princípio surpreso com o convite feito por ele, Paulo Gabriel escreveu rapidamente os poemas, tendo como ponto de partida um título e trechos previamente definidos pelo músico. “Cada nota foi escrita. Não há improvisos. Explorei o minimalismo e utilizei percussão com elementos eletrônicos”, conta Geraldo. Em estúdio, contou com a participação de Eduardo Campos (percussão), Graziela Cruz (voz), Sérgio Rabello (violoncelo), Ladston do Nascimento (voz), Regina Milagres (voz) e Renato Saldanha (violão).

O DVD, que tem cerca de 60 minutos de duração, tem imagens gravadas no Santuário do Caraça, localizado na Serra do Espinhaço, Região Central do estado. Além da bela igreja gótica, as câmeras registraram os movimentos do lobo-guará (cujas visitas ao local também são famosas), que “contracenou” com o cantor Ladston do Nascimento. “Quis um confronto entre profano e sagrado, bom e ruim, certo e errado. Isso é a luta, o questionamento de todo mundo”, explica o músico.
*por Eduardo Tristão Girão - EM Cultura

Preço – R$35,00

Faixas:
01 – Abertura
02 – A Procura
03 – Quero A Luz
04 – Cartago
05 – Tantas Lágrimas
06 – Sedução
07 – Rio do Esquecimento
08 – A Volta
09 – Saudades de Um Amigo
10 – Porto da Solidão
11 – Lágrimas de Dor
12 – Sobre Todas As Coisas
13 – Confissões

Violão: Geraldo Vianna / Poemas: Paulo Gabriel Lopez Blanco

Murilo Antunes – Como Se A Vida Fosse Música/DVD (2012)

Um dos poucos letristas a integrar o seleto time do Clube da Esquina, ao lado de Márcio Borges, Fernando Brant e Ronaldo Bastos, Murilo Antunes sentia falta de um único produto em que pudesse disponibilizar sua obra para o público. Aos 60 anos (recém-completados), resolveu reunir seu trabalho em Como se a vida fosse música. No documentário, além de tomadas externas e depoimentos, destacam-se faixas gravadas com convidados. Viabilizado com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, o DVD, segundo o cantor e compositor, poderá ganhar versão em CD, caso ele consiga captar mais recursos.

A direção de cena do longa (75 minutos) é de Fernando Batista, da Noir Filmes. O filho do letrista, João Antunes, divide a direção musical com Flávio Henrique. Clássicos como Nascente e Besame, da parceria com Flávio Venturini, não poderiam faltar. Assim como Viva Zapátria, da parceria com Sirlan, que rendeu aos autores, em 1972, passagem pela então ativa censura federal, onde prestaram depoimento depois de a composição disputar a preferência do júri do 7º Festival Internacional da Canção (FIC), da TV Globo, com a vencedora, Fio maravilha, de Jorge Benjor. À dupla coube se contentar com a menção honrosa.

Com cerca de 250 composições gravadas por intérpretes variados, Murilo Antunes tem pelo menos mais 100 inéditas. A canção que batiza o novo projeto é fruto de parceria com Nelson Angelo. Autor de dois livros de poemas – O gavião e a serpente, de 1979, e Nossamúsica, de 1990 –, o letrista participa de duas coletâneas de prosa: Éramos felizes e sabíamos, ao lado de autores que viveram a adolescência em Montes Claros, e Amor na zona, com a crônica de época “Tarde baiana, viagem sacana”, cujo lançamento está agendado para a semana que vem, em Belo Horizonte.

Ainda na infância, mudou-se para Pedra Azul, e chegou a Belo Horizonte em 1965, para estudar. “Foi quando comecei a fazer música”, recorda. Sua mãe, afinada, vivia cantando em casa. “Aprendi música de ouvi-la, além do rádio.” Quando chegava da escola, na infância, ele se sentava em um banco ao lado do rádio, onde ouvia astros como Luiz Gonzaga. “Fiquei alucinado de tanta emoção com ele”, recorda. Logo depois de ter ouvido o músico pela primeira vez, teve a sorte de Gonzagão fazer show em Pedra Azul. O menino de 5 anos estava escondido na plateia. “Fugi pela janela de casa para chegar ao caminhão-palco, com o qual ele viajava pelo país.”

Tradição Além da reconhecida riqueza musical, Murilo destaca a tradição folclórica de Montes Claros, onde o amigo Geraldo Maurício construiu uma radiola estéreo para audições da então nascente bossa nova, além do jazz. As serenatas eram outra tradição da cidade natal, na qual aprendia letras de clássicos do gênero. “Dizem que sou desentoado”, afirma. Colega de escola de Sirlan, que conheceu no Colégio Estadual Central, Murilo fez a primeira letra para uma composição do amigo, quando tinha 18 anos. Já em 1969, os dois participariam do célebre Festival Estudantil da Canção, no Minascentro, onde conheceu a maioria dos integrantes da turma do Clube da Esquina.

À censura, que perdurou por toda a ditadura militar, Murilo atribui a “destruição” da carreira do parceiro Sirlan. “Ele conseguiu gravar o disco dele somente quatro anos depois de Viva Zapátria”, lamenta, lembrando que o pesquisador Zuza Homem de Mello registrou a saga de inúmeras vítimas do gênero no livro A era dos festivais, da Editora 34. “Íamos para o Rio tentar liberar. Trocávamos as parcerias, os nomes e nada. Às vezes, eles liberavam uma música instrumental”, recorda.

Vozes para uma canção
Gravado por estrelas como Leila Pinheiro e Jane Duboc (Besame, presente na trilha da novela global Vale tudo) e Maria Rita (Vero), além dos amigos do Clube da Esquina, Murilo Antunes cansou de ouvir as pessoas perguntarem onde encontrar sua música, espalhada por discos de inúmeros intérpretes. Lançada por Beto Guedes no disco A página do relâmpago elétrico, de 1970, Nascente, por exemplo, foi posteriormente gravada por Milton Nascimento no segundo e derradeiro disco Clube da Esquina, seguida de gravações de Flávio Venturini, além de Paulinho Pedra Azul e do saxofonista americano Michael Brecker, com a participação de Pat Metheny e Herbie Hancock.

A mais recente gravação do clássico reúne a brasileira Patrícia Talem e a americana Jane Monheit, em versão cantada em português e inglês, esta feita pelo também poeta Tonico Mercador. Originalmente lançada em disco de Paula Santoro, Como se a vida fosse música é a única faixa ainda não gravada do DVD, que vai ganhar a voz de Marina Machado. A única em que usará o fonograma original será a folia Rosário de Mariá, na voz de Tavinho Moura. “A gravação é insuperável, vamos clipá-la, em videoclipe de imagens gravadas em Pedra Azul”, anuncia.

A portuguesa Susana Travassos gravou a faixa dela em BH. Além do poema ‘‘Solo em noite de lua’’, gravado no local, Murilo fez questão de gravar Besame, na voz de João Bosco, no restaurante Balaio de Gato. Milton Nascimento, Fernando Brant e Márcio Borges são alguns dos responsáveis pelos depoimentos, os dois últimos, juntos de Murilo, na lendária Cantina do Lucas, do Edifício Maletta, do Centro da capital.
*por Ailton Magioli - EM Cultura

Preço – R$35,00

Faixas:
01 – Era menino – Tavinho Moura, Beto Guedes e Murilo Antunes
02 – Rosário de Maria – Tavinho Moura e Murilo Antunes
03 – Tesouro da Juventude – Tavinho Moura e Murilo Antunes
04 – Era Uma vez Por Toda A Vida – Flávio Henrique e Murilo Antunes
05 – Pot-pourri Flávio Venturini
Ciranda – Flávio Venturini e Murilo Antunes
Pierrot – Flávio Venturini
Solidão – Flávio Venturini e Murilo Antunes
06 – Poema: Emanuel – Murilo Antunes
07 – Saudade Eu Canto Assim – Tavinho Moura e Murilo Antunes
08 – Performance Poético-Musical
Vero – Natan Marques e Murilo Antunes
09 – Performance Poético-Musical
Poema: Era Um Ramo de Mato Seco – Murilo Antunes
10 – Viva Zapátria – Sirlan e Murilo Antunes
11 – Nem Nada – Beto Lopes e Murilo Antunes
12 – O Trem Tá Feio – Tavinho Moura e Murilo Antunes
13 – Quadros Modernos – Toninho Horta, Murilo Antunes e Flávio Henrique
14 – Findo Amor – Tavinho Moura e Murilo Antunes
15 – Performance Poético-Musical
Choro – Vítor Santana
16 – Poema: Solo Em Noite de Lua – Murilo Antunes
17 – besame – Flávio Venturini e Murilo Antunes
18 – Viver, Viver – Lô Borges, Murilo Antunes e Márcio Borges
19 – Nascente – Flávio Venturini e Murilo Antunes

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Roberta Campos – Diário de Um Dia (2012)

A cantora e compositora mineira Roberta Campos lançou seu mais novo álbum de estúdio, o terceiro de sua carreira. Com “Diário de Um Dia”, Roberta apresenta um som amadurecido, mas sem sufocar a menina que vive em sua voz e em sua figura.

O novo trabalho está sendo lançado pela gravadora Deck e traz composições de grandes nomes da música nacional, como Paulinho Moska, Frejat, Zélia Duncan e Leoni. Além disso, canções da própria Roberta, claro, que vem produzindo boas canções.

“Diário de Um Dia” é um belo disco de pop com um misto de MPB e folk. Tem o violão como principal instrumento para suas bases. O CD foi produzido e mixado por Rafael Ramos, que também trabalhou com a cantora no álbum anterior, “Varrendo a Lua”.

Falando das parcerias, temos a balada “Meu Nome É Saudade De Você”, composta por Paulinho Moska, que conta com violão do próprio. “Carne Da Boca” é uma composição de Frejat, Mauro Santa Cecilia e Guto Goffi e cai mais pro lado pop rock. E a ótima “Quem Nos Dera”, de Leoni e Zélia Duncan, que aposta na batida mais para frente, arranjo de cordas e guitarra de Davi Moraes.

Roberta interpreta as canções de “Diário De Um Dia”, que são todas sobre amor, com sua voz doce, quase infantil, no entanto, bem direcionada. “A Sua Volta”, por exemplo, ouvimos trechos trêmulos em sua voz, que transporta a emoção da letra à melodia.

Com a faixa “Sete Dias”, feita em parceria com Danilo Oliveira, em uma novela da Rede Globo atualmente, o momento é bom para Roberta despontar com suas canções românticas e conquistar cada vez mais espaço.

R$25,00

Faixas:
01 – Diário de Um Dia – Roberta Campos
02 – Rio Sem Água – Roberta Campos
03 – Meu Nome é Saudade de Você – Paulinho Moska
04 – Quem Nos Dera – Zélia Duncan e Leoni
05 – Carne da Boca – Mauro Sta. Cecília, Frejat e Guto Goffi
06 – Pedaço do Céu – Roberta Campos
07 – A Sua Volta – Roberta Campos e Carolina Zocoli 
08 – De Você Pra Mim – Roberta Campos e Carolina Zocoli
09 – Sete Dias – Roberta Campos e Danilo Oliveira
10 – Só Para Depois – Roberta Campos
11 – Eu Fico – Roberta Campos12 – Vida Prática do Tempo – Roberta Campos               

Geraldo Vianna – Saudade de Mim, Canções de Chico Mário (2010)

Irmão do cartunista Henfil e do sociólogo Betinho, o violonista belo-horizontino Chico Mário (1948-1988) ganha homenagem pelas cordas do também violonista Geraldo Vianna no disco Saudades de Mim, dedicado a parte de sua obra. Além de ter desenvolvido trabalho musical relevante, Chico Mário foi figura importante no desenvolvimento da cena fonográfica independente brasileira, tendo escrito Como fazer um disco independente, manual apontado por alguns como o primeiro do gênero no país.

O primeiro contato de Geraldo com as composições de Chico Mário foi no início da década de 1990. A princípio, lembra, a audição dos discos não o cativou. Em 2008, recebeu convite do filho do músico, Marcos Souza, para apresentar o projeto Violões de Minas em Amsterdã (Holanda). A viagem não ocorreu, mas, a partir daí, os dois ficaram em contato. Estimulado pela nova amizade, voltou a ouvir os discos, que lhe causaram impressão bem melhor que a de antes. “Estava mais aberto para ouvir”, explica.

Não demorou para que surgisse a ideia do disco, recebida com entusiasmo pelo filho de Chico, que participou das gravações tocando piano em Ressurreição, única faixa vocal do álbum, cuja letra foi escrita por Fernando Brant, a pedido de Geraldo. Para selecionar essa e as outras oito faixas do trabalho, o violonista analisou cerca de 50 peças do artista. “Quis um disco mais cool, mais transparente. Lembrei-me muito do disco You must believe in spring, do Bill Evans”, conta.

Geraldo Vianna selecionou oito temas entre mais de 50 canções compostas por Chico Mário, em busca de um clima mais intimista
As gravações foram feitas em maio e junho deste ano, no próprio estúdio de Geraldo, em Belo Horizonte. Os arranjos contemplam violão solo e diferentes formações, incluindo os músicos Regina Milagres (vocal e percussão vocal), Sérgio Rabello (baixo acústico e violoncelo) e Esdra “Neném” Ferreira (bateria). Além de Marcos, foram convidados Toninho Horta (violão em Paraíso perdido) e a mulher, Graziela Cruz (vocal e percussão vocal). Trata-se de leitura violonística para seleção de canções do artista, incluindo alguns momentos de experimentaçaõ eletrônica e vocal.

O repertório inclui ainda Saudade de mim, Prisão, Vida nova, Sobrevivendo, Saudade de meu pai, Venceremos e A morte é a curva da estrada. “O que há de mais forte em Chico Mário é o fato de ser excelente compositor de canções, o que admiro muito. Ele era muito criterioso na busca das notas. Em Paraíso perdido, por exemplo, a gente não percebe o fato de que ela é trabalhada em intervalos dissonantes o tempo todo. As músicas dele parecem muito simples, mas de perto percebe-se elaboração, um jeito diferente de abordar notas perigosas e tensas”, avalia o compositor e violonista.
*por Eduardo Tristão Girão - EM Cultura

Preço – R$24,00

Faixas:
01 – Saudade de Mim – Chico Mário
02 – Prisão – Chico Mário
03 – Vida Nova – Chico Mário
04 – Sobrevivendo – Chico Mário
05 – Paraíso Perdido – Chico Mário
06 – Saudade de Meu Pai – Chico Mário
07 – Venceremos – Chico Mário
08 – A Morte é A Curva da Estrada – Chico Mário sobre poema de Fernando Pessoa
09 – Ressurreição – Chico Mário e Fernando Brant

Gurdjieff/de Hartmann – Viagens a Lugares Inacessíveis – Artur Andrés e Regina Amaral (2012)

Lançamento do quarto cd do Duo de Flauta e Piano, com Artur Andrés e Regina Amaral, faz ressoar o ensinamento espiritual trazido por G. I. Gurdjieff para ocidente, na primeira metade do século XX

Esse é o quarto cd com obras de George Ivanovich Gurdjieff (1877 – 1949) e Thomas de Hartmann (1885 – 1956) produzido pelo Duo. Os três primeiros CDs são intitulados Cantos e Ritmos do Oriente, Músicas dos Sayyids e dos Dervixes e Hinos, Preces e Ritos.

George Ivanovich Gurdjieff foi mestre espiritual nascido no Cáucaso, entre a Europa e a Ásia, local de encontro de diferentes culturas. Ele transmitiu novas formas de conduzir o homem para um “despertar” de uma série de automatismos e condicionamentos que o afetam e que são impossíveis de serem“desconstruídos” apenas com o uso da mente. Ele fez isso por meio de trabalhos em grupo e individuais, usando um amplo espectro de exercícios e técnicas: meditação, leitura, reflexão, exercícios práticos de auto-observação, movimentos e danças sagradas, sendo a música um dos seus maiores legados.

Por volta de 1917, em Essentuki, Gurdjieff começou a trabalhar intensivamente seus movimentos e danças sagradas. Junto ao músico e compositor ucraniano Thomas de Hartmann, compôs mais de 300 músicas que continham uma específica combinação de elementos: as melodias étnicas, a música ritual de templos e monastérios remotos e a cadência da Liturgia Ortodoxa. “Antes de encontrar Gurdjieff, era evidente para mim que, para realizar meu trabalho de criação, ‘algo’ me era necessário, ‘algo’ maior, mais elevado, a que não podia dar nome. Somente se eu possuísse esse ‘algo’, poderia me superar, poderia esperar sentir uma real satisfação com o meu próprio trabalho criativo”,descreveu Thomas de Hartmann.

Preço – R$24,00

Faixas:
01 – A Queda das Sacerdotisas
02 – As Mulheres de Essentuki
03 – Dervixe Tremulante
04 – Dança
05 – Sem Título Nº 14
06 – Melodia dos Pastores Curdos
07 – Allegretto
08 – Melodia Curda de Isfahan
09 – Dança Árabe
10 – Sem Título Nº 11
11 – Canto e Dança Sayyid
12 – Prece
13 – Hino de Natal Nº 1
14 – Sem Título Nº 49
15 – Fragmento Nº 6
16 – Dança Tibetana
17 – Movimento Tibetano
18 – Trindade
19 – Melodia Tibetana
20 – Prece de Essentuki
21 – Dervixe de Bokara – Hadji-Asvatz-Troov

Todas as obras de Gurdjieff e de Hartmann


Alexandre Andrés - Macaxeira Fields (2012)

Depois de chamar a atenção com o disco de estreia, Agualuz (2009), o cantor e compositor belo-horizontino Alexandre Andrés volta à cena com Macaxeira fields, disco no qual mantém a aposta nas canções que escreve com o poeta Bernardo Maranhão, dirigido pelo pianista fluminense André Mehmari, um dos nomes de ponta da cena instrumental brasileira atual. Triangulação adequada para um álbum que chega envolto em expectativa.

“Bernardo escreve com profundidade e tem técnica muito boa. Percebe-se inteligência no que ele escreve, mas sem que o lado racional oculte o sentimento, que é o mais bonito. Ele consegue dosar essas coisas. O André, é muito bom em tudo o que faz. Toca piano como ninguém e é compositor e arranjador incrível. Trabalhar com ele é um privilégio”, afirma Alexandre, de 22 anos.

Gravado em janeiro e fevereiro, na capital mineira, o disco envolveu cerca de 30 músicos, entre talentos da nova geração local e nomes já consagrados em âmbito nacional, como Antonio Loureiro, Rafael Martini, Tatiana Parra, Monica Salmaso e o pai, Artur Andrés, do grupo Uakti. São 12 canções assinadas por Alexandre, sendo 11 em parceria com Bernardo: na maioria das vezes, o primeiro faz música e o segundo, a letra.

“Há muita influência de música mineira nesse disco, como Uakti, Clube da Esquina e os músicos com quem trabalho, já que bebo direto na fonte deles. Além do André Mehmari, claro. De Agualuz para este novo disco, houve amadurecimento muito grande meu e de Bernardo. Hoje, percebemos, por exemplo, coisas que poderiam ter saído melhores no outro disco. Ficamos mais velhacos e, musicalmente, estamos sempre estudando”, conta Alexandre.

REFERÊNCIAS
O nome do trabalho é referência a Paul McCartney e Humberto Teixeira, tanto que duas canções contêm referências aos universos desses dois compositores tão diferentes, Ala pétalo e a faixa-título. “Eu e Bernardo começamos a construir esse repertório desde 2009 com a música Menino, que chegamos a testar nos shows de lançamento de Agualuz. Algumas faixas são bem recentes e outras tivemos oportunidade de experimentar em shows desde então”, lembra ele.

Os repertórios dos dois shows são iguais e contemplam integralmente o de Macaxeira fields. No palco, Alexandre, que canta e toca violão, terá a companhia de André Mehmari (piano), Artur Andrés (flautas), Paulo Santos e Décio Ramos (percussão), Rafael Martini (piano), Pedro Santana (baixo acústico), Adriano Goyatá (bateria e marimba de vidro), Joana Queiroz (clarineta e clarone), Jonas Vitor (saxofone), Gustavo Amaral (baixo elétrico, voz e violão), Regina Amaral (piano) e pelas cantoras Leonora Weissmann e Ilessi Silva. Durante o show, será exibido o clipe da música Ala pétalo.
*por Eduardo Tristão Girão - EM Cultura

Preço – R$28,00

Faixas:
01 – Um Som Azul
02 – Aguaceiro
03 – Macaxeira Fields
04 – Menino
05 – Ala Pétalo
06 – A Meu Velho
07 – O Canto da Formiga
08 – Entre Águas
09 – Nina
10 – Em Brancas Nuvens
11 – A Voz de Todos Nós
12 – Sem Fim

Todas as composições de Alexandre Andrés e Bernardo Maranhão

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Pedro Morais - Sob o Sol (2010) - Relançamento

INTIMISTA E ENÉRGICO, SEGUNDO DISCO DO CANTOR E VIOLONISTA MINEIRO PEDRO MORAIS TEM PRODUÇÃO DE CHICO NEVES

Com participações luxuosas de Marcelo Lobato (tecladista do Rappa) e Égler Bruno (guitarrista do Cidade Negra), CD é um inventário de afetividades visceral e tocante

Um dos artistas mais consistentes e carismáticos da nova geração da música popular nas Minas Gerais, Pedro Morais chega ao novo disco com grandes parcerias e sinais evidentes de maturidade.

Sob o Sol é seu segundo CD. Lançado três anos após a estréia no mercado fonográfico, é fruto de um longo processo de depuração e uma intensa vivência no meio artístico. O lançamento é do selo mineiro +Brasil Música, do produtor e diretor artístico Kuru Lima e do jornalista e curador musical Israel do Vale.

A produção do disco é assinada pelo estreladíssimo Chico Neves, nome por trás de alguns dos lançamentos de maior acolhida e repercussão da segunda metade dos anos de 1990 para cá, como O Dia em Que Faremos Contato (1997), de Lenine, Hey Na Na (1998), dos Paralamas do Sucesso, Lado B, Lado A (2000), do Rappa, e Bloco do Eu Sozinho (2001), do Los Hermanos, Milton Nascimento e Jobim Trio (2008), dentre outros.

O encontro com Chico Neves se deu num momento de grande convergência de ideias, em que Pedro Morais pretendia acentuar ainda mais a voz e o violão, duas das virtudes mais marcantes do primeiro trabalho.

O resultado é um disco visceral: a um só tempo enérgico, íntimo e tocante. Um mergulho num universo de afetividades, seja pela via amorosa, seja pela atenção especial a temas caros aos tempos de hoje, como as questões ambientais, não raro, abordadas com uma leve e saborosa complexidade poética.

Nas 11 faixas, há uma preocupação flagrante com o desafio de conviver: tanto do ponto de vista pessoal (da amizade ou do amor), como do coletivo, do homem com o meio (a vida em sociedade, as questões comportamentais e ecológicas). 

O principal desafio era fazer um disco intimista sem perder a vibração das apresentações ao vivo. Daí a decisão de concentrar as gravações nos músicos de sua banda, formada pelo baixista Felipe Fantoni, o baterista Arthur Rezende e o guitarrista Marcelo Guerra, além do tecladista André Lima (que também acompanha Mallu Magalhães).

Um dos diferenciais mais perceptíveis na sonoridade deste disco em relação ao anterior, Pedro Morais, é a riqueza de timbres e a forte presença dos teclados.

Em Sob o Sol, Pedro Morais intensifica parcerias com os letristas mineiros Magno Mello, Kadu Vianna e Flávio Henrique, que o acompanham desde o início da carreira.


Preço – R$25,00

Faixas
01 – Canção de Outono – Pedro Morais, Magno Mello e Kadu Vianna
02 – Sob o Sol – Pedro Morais e Flávio Henrique
03 – Gasolina – Pedro Morais e Magno Mello
04 – O Nunca da Estrada - Pedro Morais, Magno Mello e Kadu Vianna
05 – Esse Rapaz - Pedro Morais e Magno Mello
06 – Canção da Minha Vida - Pedro Morais e Magno Mello
07 – A Fúria do Infinito - Pedro Morais e Magno Mello
08 – Do Tao - Pedro Morais e Magno Mello
09 – Na Lua - Pedro Morais, Magno Mello e Kadu Vianna
10 – Com Você - Pedro Morais, Magno Mello e Kadu Vianna
11 – Vou me Iludir - Pedro Morais e Magno Mello

domingo, 9 de dezembro de 2012

Thiago Delegado Trio – Ao Vivo No Museu de Arte da Pampulha (2012)

Instrumentista requisitado, considerado um prodígio da nova cena mineira, Delegado já acompanhou artistas como Altamiro Carrilho, Armandinho Macedo, Zé da Velha, Fabiana Cozza, Martinho da Vila, Arlindo Cruz, Dona Ivone Lara, Moacyr Luz, Toninho Geraes, Flávio Henrique, Edu Krieger, Nelson Sargento, Wilson Moreira, Nei Lopes, Walter Alfaiate, Tia Surica e Monarco, entre outros. 

Com apenas quatro anos de carreira profissional e ainda em seu segundo disco, Thiago Delegado conquistou uma reputação admirável. Violonista, compositor, arranjador e produtor musical, Delegado trafega com a mesma naturalidade entre os violões de seis e sete cordas – este último, incorporado à sua vida há seis anos, quando trocou o mestrado em engenharia na UFMG pela mais tradicional roda de choro (e, um ano e meio mais tarde, pela música, definitivamente) em Belo Horizonte.

Selecionado ano após ano, desde 2008, pelos mais disputados editais de circulação de artistas do Estado, Delegado ostenta no currículo as principais premiações instrumentais mineiras: o Prêmio Jovem Instrumentista BDMG (que o encorajou a investir na música, em 2008), o Prêmio BDMG Instrumental em 2011 e, no mesmo ano, o Prêmio Marco Antônio Araújo –um dos mais respeitados do país no segmento, que elegeu o seu primeiro disco, “Serra do Curral”, o melhor álbum instrumental de 2010 em Minas Gerais.

Em 2011, Thiago Delegado realizou mais de trinta shows pelo país. Nos últimos dois anos, dividiu o palco com nomes como Toninho Horta, Wagner Tiso, Yamandu Costa e Hamilton de Holanda. Como produtor musical, o músico tem no currículo, além de seus dois discos, o recente trabalho do cantor e compositor Vander Lee, “Sambarroco”. Delegado acompanha e dirige o trabalho da cantora Aline Calixto, tendo participado como arranjador e co-dirigido o álbum “Flor Morena” ao lado do baixista Arthur Maia.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – De Caratinga a Guanhães – Thiago Delegado e Juarez Moreira
02 – Eu Queria Ser O João Gilberto – Thiago Delegado
03 – Choro Bandido – Chico Buarque e Edu Lobo
04 – Samba Do Luluca – Thiago Delegado e Aloízio Horta
05 – Lembrando Irmãos Moreira – Thiago Delegado
06 – Mojave – Tom Jobim
07 – Norte – Thiago Delegado e Juarez Moreira
08 – Quadros Modernos – Toninho Horta, Murilo Antunes e Flávio Henrique
09 – Travessia – Milton Nascimento e Fernando Brant
10 – De Volta À Delegacia – Thiago Delegado
11 – Rosinha Essa Menina – Paulinho da Viola
12 – Saudades do Joninhas – Thiago Delegado

sábado, 8 de dezembro de 2012

Déa Trancoso e Paulo Belinatti – Flor do Jequi (2012)

Vêm das mais remotas lembranças do Vale do Jequitinhonha, terra natal da cantora e compositora Déa Trancoso, as referências estéticas e sonoras que dão brilho a Flor do Jequi, quarto disco da bem-sucedida carreira da artista mineira, gravado em parceria com o violonista e compositor Paulo Bellinati.

Além de apurada pesquisa das tradições musicais do interior mineiro traz composições inéditas, além de embalagem de encher os olhos, com aquarelas de Mariza Trancoso, prima da cantora.

Não se trata de um disco fácil. Os trabalhos da intérprete nunca se nortearam por essa diretriz. Produzido por Déa e por Paulo Bellinati, autor dos arranjos, o novo projeto ressalta peças do tradicional cancioneiro regional, como Coco da veia, adaptado pela artesã Lira Marques e gravado pelo Coral Trovadores do Vale. Há espaço para releituras, como Tropeiro das cantigas, de Paulinho Pedra Azul, e para obras autorais, como Estreleira, de Déa, e Flor do Jequi, parceria dela com Sérgio Santos.

“Flor do Jequitinhonha/ dos ermos, lá do sertão/ barranqueira e montanha/ alento do coração/ florzinha de água doce/ rosinha bem delicada/ que enfrenta toda tormenta”, diz a letra – uma espécie de síntese do trabalho de Déa.
*por Sérgio Rodrigo Reis - EM Cultura

“O disco de Déa e Bellinati traz a participação do percussionista Guello na faixa Mestre Diôla, de Gonzaga Medeiros. Coube a Egberto Gismonti escrever a apresentação: “Acredito que existam somente dois tipos de música – a que hoje representa o alimento que mantém viva minha esperança e a de que amanhã precisarei, quando, desesperançado, descobrir estar pronto à aceitação de novo alimento. As músicas de Flor do Jequi estimulam uma emoção difícil de encontrar: a voz da Déa canta os arranjos de Bellinati, que tocam a voz de Déa, que cantam os arranjos de Bellinati, que tocam....”
*por Egberto Gismonti

Preço – R$30,00

Faixas
01 – Pai Chão – Edílson Dhio e Lima Jr.
02 – Contradanças – Tradicional/Adaptação Déa Trancoso e Josino Medina
03 – Flor do Jequi – Sérgio Santos e Déa Trancoso
04 – Nem Curto, Nem Comprido – Tradicional/Adaptação Déa Trancoso
05 – Pisa no Toco – Tradicional/Adaptação Déa Trancoso
06 – Tropeiro de Cantigas – Paulinho Pedra Azul
07 – Coco da Véia – Tradicional/Adaptação Lira Marques
08 – Estreleira – Déa Trancoso
09 – Batuques – Tradicional/Adaptação Déa Trancoso e Pereira da Viola
10 – Mestra Diôla – Gonzaga Medeiros
11 – Zum Zum Zum – Tradicional/Adaptação Déa Trancoso

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Dudu Nicácio – Pra Cidade Cantar (2012)

Se Belo Horizonte se orgulha de suas boas rodas de samba e conta com verdadeira multidão de jovens seguidores do mais brasileiro dos ritmos musicais, parte do mérito se deve ao trabalho incansável do compositor Dudu Nicácio. Integrante da dupla Dois do Samba (ao lado do carioca Rodrigo Braga), ele se prepara agora para um voo diferente.

Dudu lança o CD autoral Pra Cidade Cantar, nas 12 faixas, o artista persegue o equilíbrio entre liberdade e esmero técnico. O mais puro samba serve de referência para a sonoridade do disco, que também propõe diálogos com baião, hip-hop e música de terreiro.

A intenção de Dudu é compor de um jeito simples para que todo mundo possa cantar. Para isso, o compositor se aliou a antigos parceiros: Vander Lee, em Jogo de final; Flávio Renegado, em Do morro ao asfalto; e ao carnavalesco Graveto, em Na ponta do pé. Com Fabinho do Terreiro, compôs Pra cidade cantar. O saudoso Mestre Jonas, falecido precocemente em 2011, comparece na faixa Choro de solidão.

Produzido e dirigido por Rodrigo Braga, o CD acerta na mão: alia o visual bem-cuidado ao repertório de qualidade. “Queria que meu primeiro disco solo fizesse um resumo de minha carreira. Em 2005, lancei um CD com a cantora Leopoldina. Três anos depois, fiz outro com Rodrigo Braga. Esse novo voo foi uma necessidade”, explica Dudu, incansável ativista do samba na capital mineira – militante nas rodas, shows, quadras e nos eventos de carnaval.
*por Sérgio Rodrigo Reis - EM Cultura

Preço – R$25,00

Faixas
01 – De Bobeira – Dudu Nicácio
02 – Na Ponta do Pé – Dudu Nicácio e Graveto
03 – Do Morro Ao Asfalto – Dudu Nicácio e Flávio Renegado
04 – Surpresa Boa – Dudu Nicácio
05 – Espera Santa – Dudu Nicácio
06 – Militante do Samba – Rodrigo Braga e Dudu Nicácio
07 – Jogo de Final – Vander Lee e Dudu Nicácio
08 – Felicidade Certa – Dudu Nicácio e Rodrigo Braga
09 – Choro de Solidão – Mestre Jonas e Dudu Nicácio
10 – Dono de Casa – Dudu Nicácio
11 – Pra Cidade Cantar – Dudu Nicácio e Fabinho do Terreiro
12 – Ilumina – Dudu Nicácio

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Lígia Jacques – Choro Cantado (2010)


O CD “Choro Cantado”, lançado em 2010 é uma homenagem à Ademilde Fonseca, a Rainha do Choro.Este CD reúne cinco clássicos do gênero e cinco faixas praticamente inéditas.

A proposta do projeto Choro Cantado foi justamente registrar e resgatar choros que se destacam também pelas letras. O objetivo da produção foi unir música e letra com precisão, valorizando a poesia e a interpretação.

Gravado entre maio e novembro de 2009 no estúdio Fábrica de Música, com recursos do Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte e produção de Jorge Fernando dos Santos, o disco tem arranjos e direção musical de Rogério Leonel, que também toca os violões.

Tocam no disco Milton Ramos (contrabaixo acústico) e Serginho Silva (percussões).
A produção executiva coube a Tião Rodrigues, a arte a Adriano Alves e as gravações ao Jairo e ao Eloísio Oliveira.

Destacam-se as participações especias de Ausier Vinícius (cavaquinho, na faixa Pedacinhos do Céu), Celso Adolfo (voz em Domingueiro) e Hudson Brasil (bandolim, no maxixe Satan, de Chiquinha Gonzaga, com letra inédita).

Preço – R$20,00

Faixas
01 – Água de Moringa – Valter Braga e Jorge Fernando dos Santos
02 – Odeon – Ernesto Nazareth, Hubaldo e Vinicius de Moraes
03 – Domingueiro – Valter Braga e Jorge Fernando dos Santos
04 – Ingênuo – Pixinguinha, Benedito Lacerda e Paulo César Pinheiro
05 – Romanceando – Valter Braga e Jorge Fernando dos Santos
06 – Pedacinhos do Céu – Waldir Azevedo e Miguel Lima
07 – Choro Barroco – Rogério Leonel e Jorge Fernando dos Santos
08 – Tico-Tico No Fubá – Zequinha de Abreu e Eurico Barreiros
09 – Satan – Chiquinha Gonzaga e Jorge Fernando dos Santos
10 – Títulos de Nobreza/Ademilde No Choro – João Bosco e Aldir Blanc    

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Gabriel Guedes (2012)

Neto do "chorão" Godofredo Guedes e filho do cantor e compositor Beto Guedes, do Clube da Esquina, Gabriel compõe clã criativo.

Depois de Choros de Godofredo, no qual passeia pela obra do avô “chorão”, Gabriel traz à tona a produção autoral, dando-se ao luxo de reunir os principais artífices do Clube da Esquina na faixa Estrela cadente. Além do pai, Beto Guedes, estão nos vocais da canção Milton Nascimento, Lô Borges, Flávio Venturini, Toninho Horta e Tavinho Moura. “O disco inteiro é uma homenagem ao clube”, avisa, dizendo-se “desaforado” ao cantar com um time de estrelas fazendo coro para ele.

A música chegou cedo na vida do filho de Beto Guedes. “As primeiras lembranças que tenho são de meus pais ouvindo Beatles e Clube da Esquina, quando eu tinha 7 anos”, recorda. Já naquela fase, gostava de dedilhar um cuatro venezuelano, instrumento de cordas semelhante ao cavaquinho. Aos 10 anos, Gabriel começou a se interessar pelo violão. O contrarregra de seu pai, Patu Hendrix, ensinou-lhe os primeiros acordes. Atraído pelo rock, três anos depois, ele passou a integrar, como guitarrista, uma banda cover dos Ramones, fazendo o primeiro show na antiga Capitão Caverna, na Savassi.

Aos 18 anos, diz ter sido atingido por “um raio”, ao ouvir pela primeira vez o Brandenburg concerto nº 3, de Johann Sebastian Bach. “Comecei a atinar para a pesquisa da música de orquestra”, que acabaria por chegar a bandas de rock como Yes e Genesis, com a qual mais se identificou. Aos 21 anos, nada mais óbvio, portanto, que criasse a banda Limbo, de rock progressivo, com a qual fez longa temporada na noite (extinto Mister Beef) belo-horizontina. “Naquele período, além da guitarra, estudava piano, saxofone e flauta em casa, estava começando a descobrir os instrumentos”, diz.

Despertar para a música do avô seria o próximo passo de Gabriel, que, ao descobrir partituras de Godofredo Guedes, trocou o violão de 12 cordas pelo bandolim. Montou um trio para tocar na noite. “Foi uma escola”, reconhece. No fundo, ele se acha um “oportunista vagabundo”. “Era para estudar mais arranjos de corda”, confessa.

Hoje, Gabriel sabe muito bem o que quer da música, que não é nada mirabolante ou espetacular. “O disco que estou lançando é a síntese de todo o trabalho”, acredita o músico, que, além de cantar, toca piano, guitarras, baixo, marimba, moog, rhoads, violão 12, órgão e bateria e outros instrumentos. Trata-se, de acordo com ele, do produto de mais de uma década de trabalho de composição.

Longe de se considerar um autor, Gabriel crê que a herança musical foi uma árvore que frutificou naturalmente em sua vida. “O Clube da Esquina é a referência”, assume o artista, dizendo que fez o novo disco para ele mesmo escutar, tomando vinho. “Não tenho pretensão de ser uma promessa do Clube, que sempre foi e será minha referência maior.”
*por Ailton Magioli - EM Cultura

Foto da Capa: Marco Aurélio Prates


Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Rumbha – Gabriel Guedes
02 – Valsa Mineira – Gabriel Guedes
03 – Vinheta 2 – Gabriel Guedes
04 – Para as Águas – Gabriel Guedes
05 – Júlia – Gabriel Guedes
06 – Lira – Gabriel Guedes
07 – Nina – Gabriel Guedes
08 – Vinheta Meninas – Gabriel Guedes
09 – Estrela Cadente – Gabriel Guedes
10 – Bituquebach – Gabriel Guedes
11 – Vinheta 1 – Gabriel Guedes
12 – Poente – Gabriel Guedes 
13 – Countless Days – Gabriel Guedes e Jasmin Godoy
14 – Veraneiro – Gabriel Guedes e Daniel Romano
15 – Prelúdio em G – J. S. Bach

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Uakti – Beatles (2012)

A música que o grupo Uakti faz exige, além de atenção redobrada, certa atitude solene no palco. Diante de instrumentos incomuns, feito de materiais inusitados como tubos de PVC, pedaços de vidro, cabaças, apitos, madeira ou latinhas de refrigerante recicladas, os artistas são obrigados a decorar cada movimentação e nota musical até conseguir o efeito desejado, não raras vezes, bem diferente do convencional. O novo projeto, um CD com releituras de clássicos dos Beatles exige algo mais dos integrantes do grupo.

O Uakti em 35 anos de carreira e ficou conhecido pelo trabalho autoral ligado ao repertório erudito e popular mais sofisticado. Raras vezes se aproximou do universo pop, como quando tocou com o Skank ou durante apresentação no Rock in Rio. Com o disco Uakti Beatles, o grupo flerta de vez com o movimento musical que, na essência, dialoga com multidões e com universo mais colorido e agitado do showbizz. Eles estão se preparando para a mudança. “Geralmente, pela exigência dos arranjos, tocamos mais compenetrados. Vamos continuar olhando para baixo, para as marimbas, mas não há como não ser mais alto astral. O repertório chega com uma carga pop que nos leva para cima”, diz Paulo Santos.

A ideia das recriações dos arranjos das obras-primas dos ingleses John, Paul, George e Ringo foi de Marco Antônio Guimarães. Além de responsável pela criação dos instrumentos, o músico e compositor, que há anos prefere se manter nos bastidores, tem cuidado de sinalizar os caminhos do Uakti. Com a homenagem aos Beatles não foi diferente. “O líder dos beatlesmaníacos é o Marco. Mas todos nós somos fãs. Temos afeto grande pelas melodias simples da banda inglesa, de resultado musical raro”, conta Artur Andrés. Foi necessário um ano inteiro para idealização dos arranjos e outro para gravação e ensaios para o show. “Incluiremos uns seis temas que não estão no disco”, completa Artur, mantendo em segredo os nomes das canções.

O disco Uakti Beatles chega com 16 faixas. Estão lá, por exemplo, Lucy in the sky with diamonds, Across the universe, With a little help from my friends, Something e Here comes the sun. As gravações, além de Paulo Santos, Artur Andrés e Décio Ramos, tiveram participação de Marco Antônio. No show, pelo menos até segunda ordem, ele não deve aparecer no palco. Para manter a fidelidade sonora nas apresentações ao vivo, o Uakti lançou mão de uma solução caseira. Pela primeira vez os filhos e esposas de alguns dos integrantes entrarão em cena. Josefina Cerqueira, mulher de Paulo Santos, e Regina Amaral, casada com Artur Andrés, vão participar. O guitarrista Ian Cerqueira, filho de Josefina, e o flautista Alexandre Andrés, filho de Arthur, também são presenças confirmadas.

Quem está acostumado com a sonoridade do Uakti vai se surpreender. O disco mantém a essência tanto do grupo quanto dos arranjos dos Beatles. “Todas as notas das melodias são originais. O que dá o diferencial é o timbre”, explica Décio. Mas engana-se quem imagina a sensação de déjà vu. A intenção é criar surpresa. Ao transpor para os instrumentos de sons singulares o repertório dos ingleses, o Uakti não cai no lugar-comum, nem mesmo da sonoridade que os notabilizou. Pela primeira vez os músicos mineiros flertam com instrumentos convencionais, usando o piano para conduzir a melodia de Come together, e a guitarra num solo de Get back. “Com o CD estamos realizando uma mudança de oitavas das mais amplas”, avisa Paulo Santos. Se a intenção é internacionalizar ainda mais o trabalho, como parece, o Uakti tem tudo para ganhar novos palcos.
*por Sérgio Rodrigo Reis - EM Cultura

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Mother Nature’s Son – Lennon e McCartney
02 – Get Back – Lennon e McCartney
03 – A Day in the Life – Lennon e McCartney
04 – With a Little Help From My Friends – Lennon e McCartney
05 – Lucy in the Sky With Diamonds – Lennon e McCartney
06 – Julia – Lennon e McCartney
07 – Come Together – Lennon e McCartney
08 – Here Comes The Sun – George Harrison
09 – Dig a Pony – Lennon e McCartney
10 – Across the Universe – Lennon e McCartney
11 – For No One – Lennon e McCartney
12 – She’s Leaving Home – Lennon e McCartney
13 – Eleanor Rigby – Lennon e McCartney
14 – Golden Slumbers – Lennon e McCartney
15 – Ob-La-Di, Ob-La Da – Lennon e McCartney
16 – Something – George Harrison             

Luiz Salgado – Trem Bão (2000)

Luiz Salgado é natural de Patos de Minas - MG, e atualmente mora em Araguari, no Triângulo Mineiro.

Desenvolve seu trabalho na área da Cultura Popular, Folclore e Cantorias Próprias, de outros cantadores e de Domínio Público. Atua como violeiro e cantador, dentro dessas manifestações Culturais.

Desenvolve um trabalho fincado na expressão musical arraigada no Brasil profundo, na música que emana do que há de mais autêntico e genuíno da tradição das festas populares, da folia de reis, do congado e da viola caipira.

No seu ofício de cantador faz de sua viola não só um instrumento musical de trabalho, mas também uma ferramenta de combate. Com seus acordes, ponteados e versos, canta o cerrado, o mato, a prosa, o causo, tornando sua música uma atitude diante da cultura e da vida, imprimindo uma maneira de ver o mundo e celebrar a beleza da tradição, da natureza, dos costumes e do folclore dessa região de Minas Gerais.

Tem se apresentado em diversas partes do país e participado de diversificadas atividades ligadas à música, com participação em trabalhos de Consuelo de Paula, Cátia de França, Orquestra de Viola Caipira do Cerrado, Viola de Nóis, Trem das Gerais, Pena Branca & Mano Véio, entre outros.

Preço – R$10,00

Faixas:
01 – Raízes – Luiz Salgado
02 – Norte e Viola – Luiz Salgado
03 – Rio – Luiz Salgado
04 – Resistência – Luiz Salgado
05 – Pau de Atiradeira – Papalo Monteiro
06 – Alma Penada – Caco Sodré
07 – Reza de Novena – Domínio Público
08 – Folia de Reis – Luiz Salgado
09 – Nhô Brás – Luiz Salgado
10 – Pequeno Dicionário das Grandes Coisas – Luiz Salgado
11 – Aroeira – Dalla e Wander Porto
12 – Que Nem Eu – Luís Dillah

Luiz Salgado – Navegantes (2012)

Dentre os nomes de Luiz Salgado, o que mais gosto é Xibiu. É quando ele se veste de palhaço e mágico. É quando sua viola soa como nos sonhos de uma criança e sua voz é mais generosa. O sorriso é o mesmo que une todas as suas obras, mas o coração se alarga. “Navegantes” nos convida a uma viagem linda.

A canção de abertura, Faz de Conta, traz o caminho de chegada, a festa na porta da entrada do navio, do circo, da escola, do teatro, da alma. “Mundaréu” é a segunda abertura, o canto que se adianta assim que a roda é formada. Em seguida, a festa é anunciada com a forte “Panela de Barro”. “Pequeno Dicionário’ e “ Criança” nos  colocam definitivamente no universo do CD.

A essa altura, uma história começa a ser contada, seguida de percussões irresistíveis. “Suíte dos Passarinhos” – aqui já estamos no meio da obra – é uma peça riquíssima que une passado, presente e futuro. A história continua com “Ciranda do Bem” e faz parecer que poderíamos recomeçar tudo novamente. Sorrimos com “Égua Branca” e logo após, a “Tarde” cai numa cantiga/acalanto trazendo o cheiro da saudade. “Alecrim”, alecrim dourado... A cor do alecrim se mistura ao dourado da tarde e todos começam a se despedir da viagem. A delicadeza de “Sabiá” provoca um sentimento tão bonito que nem sei nomear. E seguimos para a vida cantarolando “Urupaco”, sem parar...

As canções, os convidados, as vozes, os instrumentos, tudo sorri a favor da vida. E Xibiu olha pro cerrado e pro mundo com olhar de quem seguiu o curso do rio, de quem ouviu o coração e para ele entregou sua arte musical. Ele sabe que a vida vale a pena por causa de um jasmin ou de um pequeno gesto amoroso espontâneo. Por causa de uma nota musical que sai da voz e dos olhos de uma criança para depois pousar na emoção de quem ouve.
*por Consuelo de Paula 

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Faz de Conta – André Salomão
02 – Xavier Bartaburu e Edson Penha
03 – Panela de Barro – José Pedro Simeão
04 – Pequeno Dicionário das Grandes Coisas (Parte 3) – Luiz Salgado
05 – Criança – Luiz Salgado
06 – O Sapo – Domínio Público
07 – Suíte dos Passarinhos – André Fernandes e Luiz Salgado
08 – História Contada, Porta Aberta, Semente Plantada – Luiz Salgado
09 – Ciranda do Bem – Thigaga
10 – Égua Branca – Domínio Público
11 – Tarde – Luiz Salgado
12 – Alecrim – Domínio Público
13 – Sabiá – Antônio Sabiá e Luiz Salgado
14 – Urupaco – Caco Sodré