terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A Música do Mestre Jonas

Três anos sem o grande amigo compositor Mestre Jonas.
(18 de abril de 1976 - 30 de dezembro de 2011)

Aqui fica a minha homenagem ao grande, cantor, compositor, violonista e amigo Jonas Henrique de Jesus Moreira, figura impar que deixou muita música boa para ser gravada pelos seus vários parceiros, nesta coletânea/homenagem eu fiz um apanhado com músicas gravadas em discos de artistas parceiros e músicas que entraram em seu primeiro e único álbum chamado Sambêro.

Idealizador do Samba da Madrugada e grande representante da arte feita no Aglomerado da Serra, Mestre Jonas assinou parcerias com músicos de Minas Gerais e de outros Estados, como Chico César e Dona Ivone Lara. Em suas músicas, misturava samba, frevo, maracatu e demais ritmos brasileiros.

Mestre Jonas era um compositor compulsivo, chegava a fazer três músicas por dia, segundo algumas informações ele deixou quase 1.000 músicas, deixando uma vasta obra ainda não gravada, além de um DVD do projeto Samba do Compositor.

Suas criações ganharam o mundo especialmente com vozes femininas, como Silvia Gommes, Janaína Moreno e Aline Calixto.

“Além de ser uma pessoa iluminada e com um sorriso estampado no rosto permanentemente, ele tinha uma grande força produtiva, mas pouco registrada. Ele estava no começo do processo e por isso sentimos tanta angústia. Ele tinha uma produção muito bonita e teria uma carreira muito expressiva”, afirmou Kuru, que espera ver a obra de Jonas continuar circulando nas vozes de vários artistas.

O jornalista, produtor cultural e amigo George Cardoso deixou uma pequena homenagem na época de sua partida: “Uma tristeza imensa nessa manhã com o encantamento do querido Mestre Jonas. 
Aos 35 anos foi brilhar do lado de lá, deixando uma grande saudade do seu sorriso de elevada energia, da cheirosa fumaça de seu cachimbo, da gentileza no trato, dos melodiosos arpejos de seu violão. 
Meu amigo deixou sambas e batuques orfãos de seu talento, tantos que estariam por vir. Siga em paz, Sambêro!”

Faixas:
01 – Sambêro – Mestre Jonas – canta Sérgio Pererê
02 – Macaia – Dudu Nicácio e Mestre Jonas – canta Leopoldina
03 – Tamborá-Odoyá – João Antunes e Mestre Jonas – canta Carolina Araújo
04 – Outono – Iansã – Mestre Jonas – canta Leonora Weissman
05 – Mano Zumba – Mestre Jonas – canta Mestre Jonas
06 – Santuário – Mestre Jonas e Makely Ka – canta Mestre Jonas
07 - Panorâmica 808 – Leopoldina e Mestre Jonas – canta Leopoldina
08 – Samba Mudo - Thiago Delegado e Mestre Jonas - instrumental
09 – Olindeando - Thiago Delegado e Mestre Jonas - instrumental
10 - Benção em Vida – Miguel dos Anjos e Mestre Jonas) canta Miguel dos Anjos
11 - Esse Samba todo é Nosso (Miguel dos Anjos, Mestre Jonas e Mário Roberto Ferreira) canta Miguel dos Anjos
12 - Você ou eu (Mestre Jonas e Aline Calixto) canta Aline Calixto
13 - Santos e Luz (Mestre Jonas, Mário Ferreira e Miguel dos Anjos) canta Michelle Andreazzi
14 – A Quem quiser me Ouvir (Sérgio Pererê) cantam Pererê e Mestre Jonas

Música Maestro!!!
baixe aqui.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Rodrigo Delage – Périplo (2014)

"Através de belas canções, com arranjos sofisticados, unindo a viola caipira a instrumentos como piano, flugelhorn, bateria, baixo, percussão ou violão, Rodrigo Delage convida a todos para desfrutar de uma inusitada viagem musical.

Disco em que se destacam belas composições, dentre as quais, canção onde o violeiro cria música para versos do grande poeta Manoel de Barros. Destaque também para parcerias com João Evangelista Rodrigues, Mourão Martinez, Rafa Duarte e participações especiais de Fernando Sodré e João Araújo."

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Périplo - Rodrigo Delage e João Evangelista Rodrigues
02 – Pianê, Pianá – Domínio Público
03 – Correnteza – Tom Jobim e Luiz Bonfá
04 – Tratado Geral das Grandezas do Íntimo - Rodrigo Delage e Manoel de Barros
05 – Carinhanha - Rodrigo Delage
06 – Mais um entre Tantos - Rodrigo Delage e Mourão Martinez
07 – Amanhecer - Rodrigo Delage e Rafa Duarte
08 – Voltado - Domínio Público
09 – É Assim que o Povo Diz - Rodrigo Delage e João Evangelista Rodrigues
10 – Al outro Lado del Rio – Jorge Drexler

Dudu Nicácio – Coisa de Louco (2014)


Dudu Nicácio lança o álbum “Coisa de Louco”, seu quarto trabalho e o primeiro dedicado totalmente ao Carnaval.

O disco passa por diferentes ritmos carnavalescos (samba, frevo, axé) e marca uma parceria inusitada e frutífera. Os músicos que acompanham Dudu na empreitada são os integrantes da banda de rock A Fase Rosa. A produção ficou com Leo Moraes, que já havia co-produzido o álbum “Pra Cidade Cantar”, lançado no ano passado.

“Enviei as canções para os músicos com um pequeno relato sobre o que pensava de cada música. A partir daí, dei total liberdade para eles construírem os arranjos da maneira que a banda trabalha. Nem aos ensaios eu fui. Eles ensaiavam, montavam os arranjos e me retornavam”, conta Dudu Nicácio. “Foi o disco mais ligeiro que fiz até hoje”.

Memória afetiva
Segundo ele, o desenvolvimento do disco contou com uma memória afetiva de tudo que vivenciou em universos carnavalescos. “Eu já senti muito o carnaval na pele. De ficar doente de folia, rouco, machucado, sem rumo no salão. As recordações não param de vir à cabeça. Tudo isso é referência afetiva, é memória presente e revivida dessa paixão. Todos os autores que dedicaram seu tempo a esse tema também me influenciaram muito”, diz o artista, que tomou como referências Braguinha, Lamartine Babo, Caetano Veloso, Sérgio Sampaio, Gal Costa, Elba Ramalho, Pepeu Gomes e Luiz Caldas.

A ideia de unir Dudu com o quarteto d’A Fase Rosa foi do produtor Leo Moraes. Depois de uma produção tradicional nos outros trabalhos do sambista, ficou claro que poderia ser interessante ter uma parceria em que o processo de criação fosse compartilhado.

“Acreditei que se colocássemos na equação uma banda entrosada e coesa, com um trabalho próprio de identidade forte, e déssemos a ela a liberdade para interferir ativamente nos arranjos, somando às belas composições de Dudu, chegaríamos a um resultado inovador”, explica Moraes.

A Fase Rosa foi a escolhida pelas características de seu som, que mistura rock com sons brasileiros. “A proposta estética da banda, aliando uma brasilidade acentuada com uma contemporaneidade mais universal, me pareceu ser a escolha perfeita”, completa Moraes.
Cinthya Oliveira - Hoje em Dia

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Alegria Real – Dudu Nicácio
02 – Manda – Dudu Nicácio
03 – Coisa de Louco – Dudu Nicácio e Fernando Limoeiro
04 – As Meninas – Dudu Nicácio e Camila Nicácio
05 – Festeretê – Dudu Nicácio
06 – Manifesta – Dudu Nicácio
07 – Utopia ou Ilusão? – Dudu Nicácio
08 – Suavemente – Dudu Nicácio
09 – Tô no Bloco da Cidade – Dudu Nicácio e Doneliza

Coral Trovadores do Vale – Ainda bem não Cheguei (relançamento)

Preço – R$20,00

Faixas:
01 - Ainda bem não Cheguei
02 – A Beira do Calhauzinho
03 – Sá Mariquita
04 – Folia dos Santos Reis
05 – Bendito do Rosário
06 – Dois Cantos de Louvor de Anjo
07 – Beira-Mar Novo
08 – Tropeiro
09 – Chora Boiadeiro
10 –Canoeiro
11 – Dois Cantos de Machadeiros
12 – Amiga Ema
13 – OH! Vida Triste

Frei Chico – Fundador do Coral

Coral Trovadores do Vale – Beira Mar Novo (relançamento)

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Boia Boiadeiro
02 – Beira-mar da Leonor
03 – Paulista das Meninas de Salinas
04 – Tirana do Limoeiro
05 – Vilão
06 – Roda da Margarida
07 – Beira-mar dos Canoeiros da Lira
08 – Batuques do Presépio
09 – Bendito de São José
10 – Incelências
11 – Roda de Valentino
12 – Galo Cantou
13 – Oi, pescador
14 – Saudade de Taperoá
15 – Você diz que eu tou doido
16 – Eu Não sou Daqui
17 – Dança da Tecedeira
18 – Cadê meu dedo
19 – Côco da Velha
20 – Roda da Carambola

Direção Musical – Ivan Vilela
Direção e Produção – Guilardo Veloso

Ceumar – Silencia (2014)

Traz composições de Ceumar e de artistas como Vitor Ramil, Kiko Dinucci, Miltinho Edilberto, Gildes Bezerra, Déa Trancoso, entre outros.

Um repertório reunindo canções marcadas pela dinâmica entre som e silêncio, delicadezas, movimentos sutis, com uma sonoridade ao mesmo tempo lírica e popular.

O álbum é fruto da parceria musical entre Ceumar, que mora na Holanda desde 2009, com o violoncelista francês Vincent Ségal, profundo conhecedor da música brasileira.

No estúdio, a cantora contou com músicos velhos conhecidos como Webster Santos, Ari Colares, Swami Júnior, Zezinho Pitoco, Olívio Filho, Ivan Vilela e Ricardo Mosca.

Preço – R$30,00

Faixas:
01 – Rio Verde – Ceumar e Gildes Bezerra
02 – Liberdade - Ceumar e Gildes Bezerra
03 – Encantos de Sereia – Osvaldo Borgez
04 – Chora Cavaquinho – Ceumar e Sérgio Pererê
05 – Penhor - – Ceumar e Gildes Bezerra
06 – Levitando – Ceumar e Déa Trancoso
07 – Engasga Gato – Kiko Dinicci e Fabiano Ramos Torres
08 – Justo – Ceumar, Tatá Fernandes e Kléber Albuquerque
09 – Segura o Coco – Di Freitas e Ceumar
10 – Quem é Ninguém – Vitor Ramil e Roger Scarton
11 – Navegador – Ceumar e Nando Távora
12 – Turbilhão – Miltinho Edilberto
13 – Silencia – Ceumar

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Raquel Coutinho – Mineral (2014)

Grooves e ritmos brasileiros dão um tom autoral e singular ao trabalho da cantora.
Reconhecida por suas criações que exploram o universo percussivo e eletrônico, Raquel Coutinho está lançando seu segundo álbum Mineral. Inspirado na fusão da natureza com a cidade, o disco traz os timbres da música afro-brasileira, mesclados à percussão corporal e texturas de voz. A cantora se apresenta ao lado do percussionista Marcos Suzano, o tecladista Sacha Amback e o guitarrista André Valle.

Suas composições transitam pelos tambores de Minas mesclados a linguagem digital contemporânea. Os arranjos utilizam a voz da cantora como percussão e harmonia, que brincam com pedais de loops, distorções e samplers. O resultado é um som autoral, difícil de ser rotulado, faz parte do que se chama de MUB (Música Universal Brasileira).

Com grande carisma performático, Raquel lançou seu primeiro CD “Olho D’Água” no Montreux Jazz Festival, em 2011. A crítica especializada da revista escandinava Lira Musikmakasin considerou o álbum como “de tirar o fôlego, falando diretamente com o seu corpo e fazendo você dançar, bem como ouvir as letras e grooves”. A cantora já se apresentou, também, no Canadian Music Festival – CMW (2012), Collors os Percussion (2013) e Midem (2014).

Conheça os músicos que participaram da gravação de MINERAL
*Marcos Suzano (Produção musical e percussão)
O músico iniciou a sua carreira tocando surdo, cuíca e pandeiro. Marcos já acompanhou Zizi Possi, Marisa Monte, Gilberto Gil, Zékéti, Lenine e Ney Matogrosso. Em 1993, sua parceria com o músico pernambucano lenine se transformou no disco "olho de peixe". Marcos Suzano integra o grupo Pife Muderno e o Suzano Trio.

*Maurício Negão (Produção Musical e Guitarra)
Maurício já excursionou pelo país ao lado de Frejat, Pitty, Cláudio Zoli, Rodrigo Amarante, B. Negão e os Seletores de Frequência, Planet Hemp, Ney Matogrosso, TajMahal e Marcelo D2.

*Sacha Amback (Tecladista)
Considerado referência como produtor musical, Sacha Amback já produziu álbuns de Zeca Baleiro, Leo Leobons, Adriana Calcanhoto e Ney Matogrosso. Neste último, foi premiado como melhor arranjo no álbum “Atento aos Sinais”. Como tecladista, acompanhou Lulu Santos, Paulinho Moska, Caetano Veloso e Lenine.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Me Leva – Raquel Coutinho, Mauricio Negão e Sebastian Motini
02 – Estranho Jardim - Raquel Coutinho e Mauricio Negão
03 – Gris – Iara Rennó
04 – Hoje Pode Ser – Raquel Coutinho, Kiko Klaus e Mauricio Negão
05 – O Que não Se Vê - Raquel Coutinho
06 – Tão Perto - Raquel Coutinho e Mauricio Negão
07 – Sigo Cantando - Raquel Coutinho e Mauricio Negão
08 – A Volta do Vagabundo - Raquel Coutinho e Mauricio Negão
09 – Sigo Cantando – Remix
10 – Underground Demais pra Cidade – Alisson Vaz

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Tulio Araujo – East (2014)

Intitulado “East”, o CD propõe ao ouvinte uma viagem ao leste do mundo, observando seus sons e suas diferenças. Além da viagem para o “East”, assistir este artista ao vivo é uma experiência marcante para o amante da música. A direção musical do álbum ficou a cargo de Felipe Vilas Boas, produção de Deangelo Silva. O disco contou com as participações do baixista Enéas Xavier, Quarteto de Cordas da Sinfônica de Minas Gerais.

O disco tem nove faixas compostas por Felipe Vilas Boas, Deangelo Silva, Tiago Araújo, Marcos Danilo e Túlio Araújo. As faixas Luciane e Minas ganhou a voz de Dani Gurgel. Túlio afirma que o disco é “uma viagem de ida e volta. Uma ida com uma bagagem e uma volta com outra, não necessariamente maior nem melhor, apenas diferente”.

O disco “East” é o segundo trabalho de Túlio Araújo. O primeiro disco, intitulado Manguêra, foi lançado em 2012 e lhe rendeu muitos resultados positivos, com destaque para a indicação ao Prêmio da Música Brasileira e alguns shows em Nova Iorque, ambos em 2013. Agora Túlio apresenta uma sonoridade muito diferente. “Tenho até medo dos amigos e fãs do Manguêra, porque são concepções muito distintas. O Manguêra foi um CD muito visceral, muito ‘na tora’, entramos no estúdio e escolhemos as melhores que tocávamos, além de pegar composições de alguns parceiros. Já em ‘East’, a coisa foi muito bem trabalhada. Tivemos três meses só de ensaio, Deangelo Silva, Felipe Vilas Boas e eu”, conta.

“East” é inspirado e influenciado pela atual sonoridade oriental. Depois de assistir ao show do pianista israelense Shai Maestro, Túlio ‘descobriu’ um novo caminho do som. “Eu relutei em ir ao show do Shai Maestro, porque ia assistir a outro show no mesmo horário. Fui com um amigo e sentei numa cadeira no corredor, pra ouvir só a primeira música e sair correndo pro outro show. Do jeito que eu fiquei sentado permaneci, parecia que eu tinha tomado uma surra de música, sabe? Tudo era absurdamente complexo pro meu entendimento, mas estranhamente, eu sentia que se eu pegasse o pandeiro e começasse a tocar, conseguiria,” afirma. A partir daí, Túlio começou a estudar a sonoridade oriental e os nomes do jazz dessa região.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Trovoada – Felipe Vilas Boas
02 – Nilo - Felipe Vilas Boas
03 – Desert Run - Felipe Vilas Boas
04 – Atlantida - Felipe Vilas Boas
05 – Jerusalém - Felipe Vilas Boas
06 – Viena – Deangelo Silva
07 – Istanbul - Felipe Vilas Boas
08 – Minas – Tiago Araujo
09 – Luciane – Tulio Araujo e Marcos Danilo

Angu Stereo Club (2014)

Banda formada por Deco Lima, do bar Pastel de Angu, e amigos investe mais em releituras e menos em canções autorais no trabalho atual.

Deco Lima tornou-se conhecido em Belo Horizonte como o homem à frente do Pastel de Angu, bar da cena cult que teve quatro “encarnações” pela cidade desde 1992, sendo a última na Serra, entre 2010 e 2012. Paralelamente, ele nunca deixou de lado sua atuação como músico: encontros informais com outros instrumentistas sempre foram feitos em suas casas e, a partir disso, consolidou estilo próprio, baseado em jazz, rock e MPB.

Se levados em conta os outros trabalhos que lançou em fita cassete e CD, este é o terceiro, disponível também em vinil (300 cópias). Essa é a primeira vez que o artista optou por não gravar álbum totalmente autoral. Das nove faixas, assina 'Sangue', 'Essa garota', 'Bela princesa' e 'Balada para Tom Waits'. Completam o repertório releituras de Ataulfo Alves ('Laranja madura'), Kraftwerk ('The model'), Nelson Cavaquinho ('Juízo final', com Élcio Soares), Itamar Assumpção ('Fico louco') e Sérgio Sampaio ('Que loucura').

Apesar de Lima ser o “dono” do disco, o trabalho é assinado por Angu Stereo Club, nome que deu ao projeto surgido nas jams em seu extinto bar. “Fazíamos isso sempre às quintas, como se fosse uma pelada. O bar sempre esteve ligado a uma atmosfera mais cool, de jazz, rock e samba. Algo bem despretensioso”, lembra. Para os arranjos de músicas de terceiros, explica o artista, ele usou pitadas de suas influências, que vão do punk a Ray Conniff, passando por jazz, rockabilly e “malditos”, como Jards Macalé.

No palco, Deco (voz e guitarra) contará com a mesma formação que teve em estúdio: Leonardo Brasilino (trombone), Renato Carvalho (saxofone), Bruno Pimenta (flauta), Daniel Saavedra (baixo), Analu Braga (percussão) e Bráulio Mangualde (bateria). Estão previstas para hoje as participações especiais de Sylvia Klein (voz) e Anderson Guerra (guitarra).

Uma das particularidades do novo disco é a forma de gravação, feita praticamente ao vivo e por meio de processos analógicos no recém-inaugurado estúdio Bunker (especializado nesse tipo de sonoridade), em Nova Lima. Foram empregados equipamentos como gravadores de rolo, microfones clássicos e amplificadores valvulados, entre outros. Certos trechos foram gravados e reproduzidos em sala com acústica especial apenas para ganhar novo efeito na segunda gravação.

“Hoje, tudo é muito editado com computador e os músicos acabam ficando menos tempo em estúdio. O som fica certinho, linear, repetitivo, maquiado à perfeição. No modo analógico, a coisa fica mais orgânica, mais quente, com os músicos correndo risco com a música. Só tivemos um pouquinho de edição nos vocais. De resto, foi tudo num take só”, justifica Deco.
Eduardo Tristão Girão - EM Cultura

Preço – R$28,00

Faixas:
01 – Laranja Madura – Ataulfo Alves
02 – Sangue – Deco Lima
03 – Que Loucura – Sérgio Sampaio
04 – Essa Garota – Deco Lima
05 – The Model - Kraftwerk
06 – Juizo Final – Élcio Soares e Nelson Cavaquinho
07 – Bela Princesa – Deco Lima
08 – Fico Louco – Itamar Assumpção
09 – Balada para Tom Waits – Deco Lima

Gustavo Figueiredo Trio (2014)

Gustavo Figueiredo é pianista, compositor e arranjador, trabalhou com importantes músicos pelo país e tem levado sua música a importantes festivais.

Tocou no Instrumental SESC Brasil (SESC Paulista), SESC Conçolação, Teatro da Fundação de Educação Artística (BH), Joinville Jazz Festival, Savassi Jazz (BH), Conexão Vivo (BH), Quarta Jazz (Sesc Palladium), Mostra de Cinema de Tiradentes 2014, Festival de Inverno de Itabira 2014, Savassi Jazz 2014 (lançamento do CD “Trio”).

O CD “Gustavo Figueiredo Trio” tem um repertório quase inteiramente autoral e conta também com um arranjo inédito de “Canção do Sal” de Milton Nascimento.

Formação
Gustavo Figueiredo – piano e teclados
Marcio Bahia – bateria
Pablo Souza – baixo acústico

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Brasil Fest
02 – Manuela
03 - Intro Mark
04 - Mark 1
05 - Thelonious Groove
06 – Emily
07 – canção do Sal
08 – 2011
09 – Passeio no Parque

Todas as composições de Gustavo Figueiredo exceto Canção do Sal de Milton Nascimento

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Rafael Dutra – Oásis de Vidro (2014)

Misturar é a essência do som de Rafael Dutra. 
A música brasileira aponta o norte, mas é da fusão da MPB com o Rock, o Jazz, a Black Music e experimentações que se alimenta o compositor. 

Cantor e instrumentista talentoso, apresenta junto ao seu grupo canções fortes e bem trabalhadas, com arranjos que não se prendem a rótulos e criam uma sonoridade muito própria e criativa. 
Pra dar a liga à mistura, sua a banda conta com Fernando Delgado na bateria, Christiano de Souza na percussão, Ricardo Campos no baixo e Pedro Delgado na guitarra.

Em seu primeiro disco, reuniu participações de importantes músicos da cena mineira, como  Sérgio Pererê, Felipe José, Leandro César, Irene Bertachini, Gustavito, Eduardo Delgado, Adriano Goyatá, João Machala, Edson Fernando, Rafael Pimenta, Marcelo Fonseca, Bruno Paiva e o tablista inglês Mendi Mohinder Singh.

Rock, jazz, maracatu, samba, groove, psicodelias, congas e guitarras elétricas, cordas e metais, tensões e sutilezas dão vida à esse mosaico sonoro que é o Oásis de Vidro. Um som inventivo e de pegada intensa.

Preço – R$20,00

Faixas
01. Peixe que não morde anzol (Rafael Dutra)
02. Seca estação (Rafael Dutra)
03. Oásis de Vidro (Rafael Dutra)
04. Já passa da hora (Rafael Dutra)
05. Menino (Rafael Dutra)
06. Aurora de Mil tons (Rafael Dutra)
07. O Leviatã (Rafael Dutra)
08. Universo Par (Rafael Dutra)
09. O tempo é uma prisão (Rafael Dutra)
10. Errante adeus (Rafael Dutra)

domingo, 19 de outubro de 2014

Marcos Catarina - Entre Canções (2014)

Marcos Catarina é cantautor, estudou na Bituca Universidade de Música Popular.
Em 2011 estreou o espetáculo As rosas de Noel, apresentando canções do mestre, acompanhado pelo grupo de samba Bandolerê. Apresentou-se no Projeto 12:30 da UFMG, no Projeto Acústica Gente nos Centros Culturais e teatros da cidade de Belo Horizonte.

Participou do CD Sambarroco de Vander Lee, tem suas músicas registradas em diversos CDS de festivais de música como Sesc Tom Jobim, Fenac.      
      
Marcos Catarina apresenta o álbum Entre Canções com uma sonoridade intimista, o artista busca mesclar entre diferentes gêneros da música popular brasileira fusões sonoras, que passeiam pelos regionalismos da canção mineira às influencias da música pop, com referencias em ritmos de matrizes africanas, seu trabalho dialoga com canção popular urbana e seus hibridismos. 

No repertório Marcos apresenta canções autorais inéditas em parcerias com: Vander Lee , Mario Wamser e Marília Abduani.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 - Alma Estradeira - Marcos Catarina
02 - Saúde e sorte - Marcos Catarina e Marília Abduani
03 - Livro de Magia - Vander Lee
04 - O cais - Marcos Catarina
05 – Cinema - Marcos Catarina
06 - Voz da Atriz - Marcos Catarina e Mario Wamser
07 - Ode ao Compositor - Marcos Catarina e Mario Wamser
08 - Samba da lua - Marcos Catarina
09 - Um grito Malê - Marcos Catarina
10 - Caixeiro viajante - Marcos Catarina  
11 - Quem é ela? - Marcos Catarina

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Graveola – Ao Vivo no Palácio das Artes / DVD (2012)

Preço – R$30,00

Faixas:
01 – Pra Parar de Vez
02 – Desdenha
03 – Dois Lados da Canção
04 – Desagrados e Flores
05 – Desmantelado
06 – Inverno
07 – Canção para um Cão Qualquer
08 – Nesse Instante Só
09 – Lindo Toque
10 – Rua A
11 – Antes do Azul
12 – Insensatez
13 – O Cão e a Ciência
14 - Babulina’s Trip

Vitor Santana, João Pires e Marcos Suzano – Coladera (2013)

Interseção de diferentes perfis, 'Coladera', disco que os músicos Vitor Santana (voz e violão), João Pires (voz e violão) e Marcos Suzano (percussão) acabam de pôr na praça, é curiosa e bem-feita mistura de elementos brasileiros, cabo-verdianos e ibéricos. Ao longo de 11 faixas (quase todas autorais), o trio explora as pouco óbvias possibilidades de conexão entre samba, coladera (característico de Cabo Verde), flamenco e fado, entre outros ritmos atlânticos.

“Esse disco é fruto do trabalho de internacionalização que faço desde 2008 com minha carreira e como integrante do Fórum da Música de Minas Gerais. Conheci o João, que é português, na feira estrangeira Womex e quando ele veio para o Brasil, morou um ano lá em casa. Viramos praticamente irmãos e passamos a compor muito juntos. Pensamos em chamar o Suzano, que havia gravado no meu disco Beirut, e deu liga ”, lembra o mineiro Vitor Santana.

Gravado em Belo Horizonte, o disco é aberto com 'Nha cancera ka tem medida' (Manuel Novas/domínio popular), tradicional no repertório da cantora Cesaria Evora, nome maior da música de Cabo Verde. Na sequência, a faixa que dá nome ao disco constitui interessante exemplo de como a mesma música pode ser ouvida como samba ou coladera, dependendo do perfil do ouvinte.

“Há muita similaridade em termos rítmicos, melódicos e harmônicos entre as músicas brasileira e cabo-verdiana”, observa João Pires. O músico, habituado a passar férias no arquipélago africano desde criança, morou lá por pouco mais de um ano, período durante o qual tocou com músicos expressivos do país. “Acho que esse intercâmbio entre Brasil e Cabo Verde só vai se fortalecer. Moçambique e Angola também tem música popular muito forte, são mundos a conhecer”, completa.
Eduardo Tristão Girão - EM Cultura

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Nha Kancera Ka Tem Medida – Manuel Novas / Popular de Cabo Verde
02 – Coladera – Vitor Santana e João Pires
03 – Antropologia da Malandragem – Vitor Santana, Flavio Henrique e Marcelo Alberti
04 – Céu Vermelho - Vitor Santana, João Pires e Brisa Marques
05 – Nada Além de Você – Vitor Santana e Murilo Antunes
06 – Navega – João Pires e Brisa Marques
07 – Rutina – Thiakov, Vitor Santana e Flavio Henrique
08 – Ambos Mundos - Vitor Santana e Flavio Henrique
09 – Beirute - Thiakov, Vitor Santana e Flavio Henrique
10 – Tambor de Aboio - Vitor Santana, João Pires e Marcelo Alberti
11 – Valsa para Socorro - João Pires e Brisa Marques

R-47 – Caminho (2014)

Vontade, determinação, entrosamento, superação e entrega de seus integrantes. Assim pode ser definida a história do R-47, uma banda que definitivamente vem se consolidando no cenário musical, vencendo seus obstáculos e crescendo cada vez mais.

Com história iniciada na formação de uma extinta banda no longínquo ano de 2003, o R-47, hoje formado por Marcelo Sant’Ana (guitarrista), Marcus Sant’Ana (baixista) e Elberth Quinoca (baterista), novos companheiros de Cacá Srbeck (vocalista) e Beto Brant (guitarrista), remanescentes do projeto desde o início, está lançando seu primeiro cd, intitulado “Caminho”, que tem como produtor e engenheiro de áudio o renomado Marcos Gauguin, músico competente e com grande experiência no ramo, com grandes trabalhos realizados.

Nesse cd o R-47 acredita ter conseguido captar e transparecer boa parte de sua história e amadurecimento seja na parte musical, com riffs, arranjos e melodias bem trabalhados, quanto em suas letras, que relatam situações pessoais e do cotidiano de seus integrantes para chegar até aqui.

Tendo como vertente o Rock, porém sem se limitar ao rótulo, as várias influências de cada um dos membros se associam e se completam de forma bem natural e original, e é no palco, local em que os integrantes melhor expressam sua amizade, entrosamento e afinidades musicais vivenciadas no dia a dia em ensaios, encontros e reuniões, que o público tem a oportunidade de legitimar o potencial da banda e participar de toda a energia presente em cada uma das apresentações, acreditando sempre que o prazer, a verdade e a dedicação no que se faz são a chave para alçar vôos mais altos.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Sem Seus Olhos – Beto Brant e Cacá Srbek
02 – Todos os Dias - Beto Brant e Cacá Srbek
03 – Amanhã - Beto Brant e Cacá Srbek
04 – Indecifrável - Beto Brant e Cacá Srbek
05 – Céu Azul - Beto Brant
06 – Lembranças - Beto Brant e Cacá Srbek
07 – Caminho – Beto Brant
08 – O Preço do Sonho - Beto Brant e Cacá Srbek
09 – Sem Medo de Errar - Beto Brant e Cacá Srbek
10 – Sem Controle - Beto Brant e Cacá Srbek
11 – Nós Dois - Beto Brant e Cacá Srbek
12 – Solidão - Beto Brant e Cacá Srbek

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Antonio Gomes Neto e Sidney Porto – Tempo de Desenredo (2012)

“Tempo de Desenredo” de Antonio Gomes Neto e Sidney Porto é resultado de uma seleção minuciosa das canções nascidas da parceria entre os dois autores ao longo de 30 anos. Pode-se dizer que o disco, com 13 faixas, é um mosaico de ritmos brasileiros. Do samba ao rock e o pop, passando pela bossa-nova e choro-canção, “Tempo de Desenredo” apresenta  um vasto e versátil repertório de diferentes fontes e estilos da MPB.

A faixa título do disco conta com a participação especial do cantor, compositor, cineasta e artista plástico Sérgio Ricardo. Segundo ele, o trabalho além de um repertório bonito e inteligente, tem enfoque cultural exato para o momento. “Estamos vivendo uma época de falta de enredo. É hora de surgir na música brasileira um novo movimento cultural forte como foi a bossa nova. A música brasileira entrou numa esteira comercial e é muito bom ver gente nova, tanto aqui no Rio de Janeiro quanto em Minas, que tem uma memória musical presente e quer resgata-la”.

A idealização, produção, direção musical e parte dos arranjos do disco são assinados por  Marcos Braccini, que a partir de 2001 realizou um trabalho de resgate destas canções junto aos dois autores. Canções escritas em 1970, como “De madrugada”, estão ao lado de outras de composição recente, como “Primeira Valsa” e “Tempo de Desenredo”.

Também participam como convidados o percussionista Robertinho Silva e a cantora Carla Villar. Os músicos Rafael Martini (piano e sanfona), Felipe José (violoncelo), Thiakov (baixo e viola), Cícero Gonzaga (acordeom), Alaécio Martins (trombone), Flávio Fonseca (bandolim), Mateus  Oliveira (percussão) entre outros completam o time  que deu vida ao disco.

Sobre os autores
Antonio Gomes Neto desde muito jovem dedica-se à poesia e à música. Possui uma gama de parceiros de várias gerações como, Pedro Paulo Cava e Vitor Santana e teve suas músicas gravadas por diferentes artistas, como Leopoldina, Marcos Braccini, Marcus Bolívar e Cinthia Martins.

Sidney Porto atuou profissionalmente na composição e gravação de jingles publicitários a partir dos anos 70. Suas composições concorreram e venceram festivais de música de diferentes cidades do interior de Minas como Boa Esperança, Cruzilha, Mariana, entre outras.

Preço – R$28,00

Faixas:
01 – Sacré-Coeur - Sidney Porto
02 – Paraopeba - Antonio Gomes Neto e Sidney Porto
03 – Tempo de Desenredo - Antonio Gomes Neto e Sidney Porto
04 – O Cego - Antonio Gomes Neto e Sidney Porto
05 – Olhos Negros - Antonio Gomes Neto
06 – Camisola e Pegnoir - Antonio Gomes Neto e Sidney Porto
07 – Primeira Valsa - Antonio Gomes Neto, Marcos Braccini e Sidney Porto
08 – Verso Triste - Antonio Gomes Neto e Sidney Porto
09 – De Madrugada - Antonio Gomes Neto e Sidney Porto
10 – Estrangeiro - Antonio Gomes Neto e Sidney Porto
11 – Dúvidas - Antonio Gomes Neto e Sidney Porto
12 – Marcha da Volta - Antonio Gomes Neto e Sidney Porto

Marcos Braccini – NOTURNO (2014)

Eis aí um trabalho que lembra uma nave espacial chegada de volta a um planeta triste, como a devolver-lhe retalhos de um tempo de sua história autêntica, plena de um lirismo perdido, engolido pela mediocridade desagregadora em decadentes e progressivos naufrágios, diluindo gradativamente seu colorido humano, poético e agregador que construía uma cultura e identidade de um povo rico e esbanjador de beleza.

O jovem Marcos Braccini, que além de escolado músico e amante do atavismo musical brasileiro, com este trabalho reúne as formas da música popular brasileira mais rica, descendo às profundezas de suas origens melódicas, harmônicas e rítmicas, com a ajuda da elaboração dos arranjos entremeados de erudição na medida comedida, sem extrapolar a periferia das canções, alcançando a grandeza transcendental de nosso lirismo poético, e consegue trazer, na companhia de seus parceiros poetas, em incrível sintonia, um trabalho ímpar para os dias de hoje.

Parece que uma nave pilotada por Villa-Lobos tendo Tom Jobim, Vinicius, Pixinguinha, Noel, Orestes Barbosa e outros como comissários de bordo andou pousando em Belo Horizonte e desembarcando seus discípulos Marcos Braccini, seus parceiros e o arranjador Rafael Martini, com a missão de recompor os caminhos verdadeiros de nossa música. Missão praticamente impossível, mas que os ventos das transformações possam levar este belo trabalho aos ouvidos de nossa gente, servindo de exemplo para os novos talentos brasileiros retomarem o verdadeiro universo de nossa cultura.
É um trabalho a ser aplaudido de pé.
Por Sérgio Ricardo

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Noturno – Sidney Porto, Marcos Braccini e Pedro Braccini
02 – Moto-Contínuo – Marcos Braccini, Flávio Henrique e Brisa Marques
03 – Espera – Vitor Santana, Marcos Braccini, Antonio Gomes Neto e Pedro Braccini
04 – The Bay - Marcos Braccini
05 – Lua Incerta - Marcos Braccini, Antonio Gomes Neto e Pedro Braccini
06 – Última Paisagem - Marcos Braccini e Luiz Gabriel Lopes
07 – Samba do Perdão - Marcos Braccini e Antonio Gomes Neto
08 – Mãos Vazias - Marcos Braccini, Antonio Gomes Neto e Pedro Braccini
09 – Pra não Chorar - Vitor Santana, Marcos Braccini, Hélder Quiroga e Murilo Antunes
10 – Canto Vazio - Marcos Braccini, Antonio Gomes Neto e Pedro Braccini

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Pterodata - Ábaco – (2012)


Em setembro de 2012 João Diniz apresenta ´Ábaco’ novo cd do coletivo Perodata  que nasce da ideia de criar uma versão sonora para o livro de poesia de mesmo nome lançado por ele e a editora ´Asa de Papel´ em 2011.

Neste trabalho JD e o Pterodata mantêm a proposta de realizar composições sonoras híbridas, incluindo poesia, música, espaços sônicos, falas, cantos e vídeo, alinhada com a ideia da ‘transArquitetura’ que propõe, através destas mídias diversas, a possibilidade de uma arquitetura expandida, na criação de ambientes performáticos e apresentações interdisciplinares.

O disco, bem como a apresentação multimídia de lançamento denominada ‘Ábaco suite multimídia’, propõe a criação de ambientes a partir de faixas instrumentais compostas em computador por João Diniz e que têm a participação de músicos e artistas colaboradores tais como: Rick Bolina na guitarra e/ou baixo em todas as faixas; do músico senegalês Zal Sissokho nos vocais e na kora, um tradicional instrumento africano; Ricardo Cheib na bateria e percussão; Leri Faria nos vocais e falas; Marilene Clara nos vocais; Maria Bragança no saxofone; e também das falas de Daniella Zupo e da arquiteta e poeta polonesa Dorota Wisniewska.

O ábaco é um instrumento ancestral de cálculo que há séculos vem formulando perguntas e dando respostas através de suas contas que sugerem números e seus significados. Neste trabalho livro e disco se integram numa soma suportes e sentidos onde ler/escrever e ouvir/tocar se complementam na busca de uma composição integrada e expandida.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Além
02 – Mote
03 – Milagre
04 – Azular
05 – Letal
06 – Maça
07 – Flor
08 – Sinal
09 – Remanso
10 – Liquido

João Diniz : composição, arranjo, seqüenciamento digital controller e textos.



quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Weber Lopes e Geovanne Sassá – Pé de Sonho (2014)

"Pé de sonho", primeiro álbum do duo formado por Weber Lopes (violão de nylon e de aço, viola caipira, ukelele, vocais e brinquedos) e Geovanne Sassá (percussão, voz e brinquedos), é pura imaginação, é fantasia. "É tudo que nasce da mente de uma criança. É criatividade, é invenção", completa Weber, autor das 13 faixas do CD.
"Criamos um nome bem significativo, pois a criança é um pé de sonho", explica o músico mineiro, que já levou os acordes de seu violão para países, como Austrália, Itália, França, Alemanha, Suíça, Finlândia e Nova Zelândia.

Animais, bruxas, florestas, família, medos e rimas. A temática escolhida para o disco representa o universo da garotada, a verdadeira fonte de inspiração para o projeto. "Os temas não vieram de mim", conta Weber. A dupla apostou na experiência acumulada em oficinas voltadas para a meninada. Isso explica o porquê de os adultos Adriano Goyatá (percussão e bateria), Ivan Corrêa (contrabaixo acústico e elétrico), Marcos Danilo (violão e guitarra), Sarah Lopes (percussão e voz) e Rebeca Lopes (voz) dividirem a cena com os pequenos Maria e David Almeida e Lia Lopes.

O que será ouvido segue a cartilha da diversidade de ritmos oferecidos pela Música Popular Brasileira. Tem muito xote, maracatu, congado, baião, barravento e afoxé. "Medo de quê?, "Não confunda" e "Um dia na fazenda" integram o repertório. O compositor garante que as criações surgiram com o objetivo de oferecer trabalhos de qualidade para o mundo infantil, que dispensa produtos que ignoram a sua inteligência. "Para comunicar com a criança, você não precisa empobrecer a informação, precisa adequá-la, o que é um pouco diferente. Existem exceções, mas, na maioria das vezes, quem produz para esse público, normalmente, empobrece a linguagem musical", adverte.

Preço – R$35,00

0
Faixas:
01 – Bicho de Bocão – Weber Lopes
02 – Urso - Weber Lopes
03 – Medo de Que? - Weber Lopes
04 – Cadê Clarisse? - Weber Lopes
05 – Bruxa de Verruga - Weber Lopes
06 – Mistérios da Floresta - Weber Lopes
07 – Joaninha - Weber Lopes
08 – Morcego - Weber Lopes
09 – Gosto do Meu Pai - Weber Lopes
10 – Rock da Barata - Weber Lopes
11 – Um Dia na Fazenda - Weber Lopes
12 – Lulu - Weber Lopes
13 – Não Confunda - Weber Lopes

Tavinho Moura – Minhas Canções Inacabadas (2014)

Tavinho Moura volta aos estúdios para apresentar canções e versões que, por seu engenho e beleza, não poderiam ficar inéditas ao público.

Em voz e violão, o prestigiado cantor e compositor interpreta um repertório íntimo com originalidade e leveza. “Minhas Canções Inacabadas” é o disco de um mestre, ao mesmo tempo, inventivo e fiel a suas convicções artísticas.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Minhas Canções Inacabadas – Tavinho Moura e Ronaldo Bastos
02 – Como Vai Minha Aldeia - Tavinho Moura e Márcio Borges
03 – Ária No 3 – Heitor Villa-Lobos
04 – Oratório - Tavinho Moura
05 – Papo de Sapo - Tavinho Moura
06 – Bolero de Ana - Tavinho Moura, Murilo Antunes e Ama Amélia
07 – Corte Palavra - Tavinho Moura e Márcio Borges
08 – Ciranda Inhangatú - Tavinho Moura
09 – Confidências do Itabirano - Tavinho Moura e Carlos Drummond
10 – Porto das Flores - Tavinho Moura
11 – Peixe Vivo - Tavinho Moura e Fernando Brant
12 – Dói Dói Coração - Tavinho Moura
13 – Vai pra Casa Depressa – Noel Rosa e Francisco Mattoso

Ozome – A Grande Alma (2014)

Ao ouvir pela primeira vez o som da banda Ozome percebe-se um dos trabalhos mais criativos que foram garimpados ultimamente entre as novas bandas de pop/rock no Brasil.

O projeto, idealizado em Betim (MG) em meados de 2004 por Gustavo Buzelin (vocal), mostra preocupação com a poesia e a música para além do famoso ‘senso comum’. Indica que a arte não é um produto, mas pode ser consumida sem moderação.

Lucas Bolognani (guitarra), Thiago de Melo (baixo) e Álvaro Freitas (bateria) completam a banda que faz este som único e não está de brincadeira! Influenciados pelo som de Bach, Black Sabbath, etc...

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Outras Vidas – Thiago de Melo
02 – Tudo Veio da Lama - Thiago de Melo
03 – O Futuro - Thiago de Melo
04 – Nada é Impossível de Mudar – Bertold Brecht
05 – Ode à Mahler - Thiago de Melo
06 – Tire seus Sonhos da Geladeira - Thiago de Melo e Matheus Fillippi
07 – A Grande Alma - Thiago de Melo
08 – Skalando - Thiago de Melo e Matheus Fillippi
09 – Ajuste sua Orbita - Thiago de Melo e Matheus Fillippi
10 – Pra que Voce Vive? - Thiago de Melo e Matheus Fillippi
11 – Divina Comédia - Thiago de Melo, Alvaro Freitas e Lucas Bolognani

Eckolu – Eckolu (2014)

Eckolu, banda formada em Belo Horizonte, em 2006. Acaba de colocar no mercado seu primeiro disco, homônimo, produzido por Barral Lima e lançando pelo selo Ultra Music Records. Ska. Pop. Reggae. Rock. Com sotaque mineiro.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Sou Ruim – João Gabriel
02 – Iron Man - Black Sabbath
03 – O Dirigível - João Gabriel e Matheus Lopes
04 – Assim que Tudo Terminar - João Gabriel
05 – A Balada do Burro Escarlate - João Gabriel
06 – La no Por - João Gabriel
07 – Cat Fever - João Gabriel
08 – Neimiless – Andrey Hayama
09 – O Tempo - João Gabriel e Matheus Lopes
10 – Janelas - João Gabriel

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Maracatu Lua Nova – Maracatus do Recife de César Guerra Peixe (2013)

Grupo mineiro de maracatu resgata repertório clássico do ritmo em CD
Maracatu Lua Nova, do Bairro Aparecida, em Belo Horizonte, faz festa para comemorar seus 10 anos e lança disco com temas recolhidos por Guerra Peixe nos anos 1940 e 1950
“É uma festa diferente. Não é só show de palco, mas apresentações com grande interação com o público, para mostrar a riqueza cultural do Bairro Aparecida.” Assim André Salles Coelho, de 46 anos, coordenador do Maracatu Lua Nova, de Belo Horizonte, se refere às comemorações dos 10 anos de existência do grupo.

O Maracatu Lua Nova tem cerca de 60 integrantes. “Desde crianças de três anos até senhoras que, por educação, eu não pergunto a idade”, brinca André Salles. O disco, explica ele, traz 22 composições recolhidas em Pernambuco, transcritas e publicadas em livro com o mesmo nome, pelo maestro, compositor e pesquisador César Guerra-Peixe (1914–1993), nas décadas de 1940 e 1950.
Apesar do livro ser largamente conhecido entre pesquisadores e praticantes de maracatu, essas melodias, em sua maior parte, já estão esquecidas, inclusive entre os integrantes dos grupos mais antigos e tradicionais”, continua André Salles, suspeitando que se trata da primeira gravação do material. “O CD é um registro histórico, mas também é disco com produção musical muito bonita. Maracatus são grupos com muita energia musical. O nosso objetivo é que as pessoas, e inclusive os grupos de maracatus, conheçam essas músicas.”

Bairro Aparecida
O Lua Nova nasceu do encanto de André Salles e outros integrantes com o maracatu, o que os levou a fazerem oficinas dedicadas à manifestação e a viagem a Recife para conhecer mestres e praticantes. “Recife está a 2 mil quilômetros de Belo Horizonte. Então, para continuar o trabalho, era mais fácil criar um grupo em Belo Horizonte do que ficar viajando para Pernambuco”, justifica André. Para ele, os 10 anos de existência do grupo têm sabor de vitória. “É grupo grande, que ensaia todos os sábados; são quatro uniformes, trinta e tantos instrumentos. Então não é simples administrar tudo isso. Cobra muita dedicação”, completa, lembrando que, depois de alugar casa, foi necessário comprar terreno para criar a sede.

No simbolismo, conta André, o maracatu é semelhante aos congados: fazem a festa de coroação de reis negros. Os tambores graves são mais um elemento que aproxima as duas práticas. Se em Pernambuco os grupos são mais próximos do candomblé, em Minas Gerais estão juntos aos católicos. O grupo de Belo Horizonte desenvolve duas linhas de atividades: uma participando de festas tradicionais; outra atuando como convidado em vários eventos (festival de inverno, carnaval de Ouro Preto e inauguração de estabelecimentos.). “O maracatu tem um ritmo marcante, dança, figurinos e canto bonitos, mas o mais importante é promover o encontro de todas as pessoas da comunidade”, defende André, acrescentando que os seus ensaios são abertos a quem quiser ir.

André Salles é só elogios ao Bairro Aparecida. “É e sempre foi musicalmente riquíssimo”, afirma. O mesmo espaço onde se reúnem congados, guardas e maracatu abriga quadrilhas, grupos de samba, choro, coco e um de música barroca. “Aos poucos Belo Horizonte está começando a conhecer a cultura daqui”, observa, lembrando que no segundo fim de semana de junho acontece ali uma festa tradicional com a presença de 20 guardas de moçambique de várias cidades.
Por Walter Sebastião - EM Cultura

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Resplando
02 – A Nossa Bandeira
03 – Aqui dentro dessa Sede
04 – Lancêro Novo
05 – Dona Luzia (Dona Emilia)
06 – Ôu, Costa Véia
07 – Ô-Lê-Lê-Ôu
08 – Fala-Buzina
09 – Aê-Aê
10 – Segue Embaixadô
11 – Lua Nova (Dona Emilia) Quando sai
12 – Ô-Lê-ô
13 – Vamo Vê Luanda
14 – Viva o Nosso Rei na Corte
15 – Eu Mandei Chamá
16 – Os Reis que Veio da China
17 – A Bandêra é Barsilêra
18 – Ambaixadô, Ói o Elefante
19 – Ah, Chegô, Chegô
20 – Nas Água Verde do Má
21 – Lua Nova (Elefante) Tu Sois Braço Forte
22 – Vou pra Bahia Brincá

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Makely Ka – Cavalo Motor (2014)

Aqui se ouve um sertão de metais pesados, raspando uns nos outros, lancinantes. Aqui tem trava-língua, estacato, trocadilho. Cada consoante como uma conta num enorme ganzá.  Espirais de DNA girando como redemoinhos gêmeos.

Aqui tem contraponto num dueto de campo e contracampo. Tem verso mandado, verso pago, verso devolvido, cada verso um degrau numa escada, onde tem que saber pisar em todos. Cantigas sacudidas, rodadas, onde todos se soltam em danças, e a voz canta uma história estranha.

Aqui a canção dissonante, intermitente, atravessada, em treliça, vindo de todas as direções com vozes parecidas, a guitarra acústica, o fole, um metal plangente que lembra alaúde, o cheiro das lanternas a óleo, o cheiro dos pneus queimando no asfalto. Aqui um som de vidros, um menino na escuridão, tocando as garrafas do seu tio alquimista.
 
Aqui atabaques, batuques, harmônico de cristais por entre serrotes. Incelências e litanias no velório de um velho dragão que voltou da guerra. Montaria motorizada redescobrindo artefatos pós-históricos, encostando as pontas dos mil fios desencapados da cultura brasileira.
por Braulio Tavares

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Carrasco – Makely Ka
02 – Cavalo Motor – Makely Ka
03 – Código Aberto – Makely Ka
04 – Fio Desencapado – Makely Ka
05 – Baião para Gershwin – Makely Ka e Benji Kaplan
06 – Assum Cinza – Makely Ka
07 – Itinerário Tatarana – Makely Ka
08 – Ijexá dos Meninos – Makely Ka
09 – Epifania – Makely Ka
10 – Baião Branco – Makely Ka
11 – Ibero América – Makely Ka
12 – Sem Direção de Casa – Makely Ka
13 – Da Idade da Terra – Makely Ka
14 – Roda da Fortuna – Makely Ka
15 – Sertão - Makely Ka

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Músicas do Espinhaço – Janelas (2013)

 
Viabilizado através do projeto de música com o maior número de apoiadores na história do crowndfounding (patrocínio colaborativo) em Minas Gerais, o CD "Janelas", do grupo Músicas do Espinhaço, é lançado virtualmente nesta semana através do site e das redes sociais da banda. O trabalho, patrocinado por quase 300 fãs, é o resultado de um expressivo período criativo do grupo que culminou nas 19 canções do disco. Nos quase 80 minutos de áudio ininterruptos, Janelas apresenta composições de grande versatilidade, a maioria delas assinadas pelos próprios integrantes, mas também parcerias com o cantautor cearense Joaquim Izidro e Márcio Borges, lendário letrista que fundou com Milton Nascimento o Clube da Esquina.

Para a banda, formada no final de 2010, este é um momento bastante diferenciado. Depois de dois CDs produzidos quase que de maneira artesanal no estúdio caseiro do grupo, "Janelas" recebe cuidados de uma produção assinada pela própria banda, mas também por César Santos, que trabalhou com projetos de Paula Santoro, Robertinho Brant e mais recentemente Juliana Perdigão. As gravações aconteceram entre fevereiro e março de 2013 no Estúdio Verde, em Belo Horizonte, e contaram com a participação do jovem pianista Rodrigo Lana, do violeiro paulista João Arruda e de Joaquim Izidro.

Nas canções o grupo reitera sua proposta de interpretar as paisagens, os aspectos culturais e as histórias da Serra do Espinhaço, cadeia de montanhas entre Minas Gerais e a Bahia que recebeu o apelido de cordilheira do Brasil. Travessias, vilarejos esquecidos e personagens inesperados são os temas retratados pela singular sonoridade do Músicas do Espinhaço. Entre o regionalismo, o pop, o jazz e a riqueza harmônica do Clube da Esquina o grupo vai levantando suas bandeiras pela preservação, pela sustentabilidade e pela vida ao ar livre.

O trabalho está sendo parcialmente disponibilizado na internet. 13 das 19 canções podem ser baixadas gratuitamente no site da banda. Já o CD físico apresenta um projeto bastante inovador. Idealizado pela artista plástica Eloise Frota e Bernardo Puhler, a embalagem é feita com pano de chão, jornais e fitas, além de um encarte tradicional com ilustrações temáticas. "Tivemos a preocupação de apresentar algo fortemente embasado na sustentabilidade, com o reaproveitamento de materiais, e ainda desfrutar do espaço pra propagar conceitos mais abrangentes. Todos os jornais utilizados eram de cadernos 'leves e positivos' como cultura, entretenimento, turismo, etc", pontua Bernardo.

Preço – R$35,00

Faixas:
01 - Vale Barbado – Bernardo Puhler
02 – Mão do Sol - Bernardo Puhler
03 – O Correr de Vida Embrulha Tudo - Bernardo Puhler
04 – Namoradeira - Bernardo Puhler
05 – Luzir - Bernardo Puhler e Joaquim Izidro
06 – Varanda - Bernardo Puhler
07 – Alimento - Bernardo Puhler
08 – Borboletar - Bernardo Puhler
09 – A Travessia do Extremo Ermo - Bernardo Puhler
10 – Lua no Igarapé - Bernardo Puhler e Marcio Borges
11 – Janelas - Bernardo Puhler
12 – Limão Capeta - Bernardo Puhler
13 – Abraço-Espinhaço - Bernardo Puhler
14 – Gandarela - Bernardo Puhler
15 – Seu Zué - Bernardo Puhler e Rafael Furst
 16 – Fábrica de Tinta - Bernardo Puhler
17 – Capivari - Bernardo Puhler
18 – Brilho nos Óio - Bernardo Puhler
19 – Felicidade - Bernardo Puhler

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Paz-Me – Casa de Roça (2014)


Os mineiros da [Paz-Me] estão há mais de dez anos na estrada. Nesse meio tempo, já tocaram em diversos festivais ao redor do estado, já mudaram de formação algumas vezes e, o mais importante, nunca desistiram da vontade de fazer música autoral de qualidade.

Tendo como inspiração o Rock'n'roll dos anos 1970 e toda o lirismo das melodias e letras do Clube da Esquina, a banda acaba de lançar o primeiro álbum de sua carreira. "Casa de Roça" foi produzido entre 2011 e 2014, contando com a gravação e mixagem em um dos mais conhecidos estúdios de BH, a Pato Multimídia. As artes da capa e do encarte são de Glau Viana e Felipe Vilela, da Designalata. A data para o lançamento foi estrategicamente escolhida: dia 13 de julho, o Dia Mundial do Rock. Uma homenagem ao estilo que a [Paz-Me] segue, sem se deixar influenciar pela atual corrente do mercado fonográfico brasileiro.
A canção "Hoje você vai comigo" é uma das preferidas do público presente nas apresentações da banda, e foi lançada como single em 2009, no projeto Coletânea Membrana, e ganhou novos arranjos para o álbum. A nova versão conta com a participação da cantora e atriz Milene Viana.

Com letras que remetem à nostalgia, à exaltação do amor, da mulher (seja ela mãe, namorada ou protagonista de uma luta diária, como é o caso da sequência  "Da Preta", "Da Tereza" e "Da Maria), "Casa de Roça" remete ao gosto do interior de Minas, aos mais diversos sentimentos e ao Rock, claro, esse estilo que nunca morre.

[Paz-Me]: Formada por: Alex Scott Ferreira – Bateria; Charles Galvani – Baixo; Flaviano “Fly” Ferreira – Teclado e Raufe Pereira – Vocal e Guitarra.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 – Da Preta – Raufe Pereira e Charles Galvani
02 – Da Tereza - Charles Galvani
03 – Da Maria - Charles Galvani
04 – Adoro o Sol - Charles Galvani
05 – Hoje Você Vai Comig0 - Charles Galvani
06 – Matuto - Charles Galvani
07 – Casa de Roça - Charles Galvani
08 – Da Nilma – Nilma Sanches
09 – Seu Manel - Raufe Pereira e Charles Galvani
10 – Aqui Não Cai Não - Charles Galvani

Fab Palladino – O Que é Real ?/ What’s Real? (2014)

 
No caminho do metrô voltando para casa, em meio às turbulências emocionais que vão se acumulando ao se terminar um disco, eu chorei. Nunca deixou de ser difícil fazer um disco. E parece que cada vez fica mais difícil. Mas eu amo fazer isso.

Chorei porque sabia que havia conseguido juntar a minha arte e a da minha filha, Ana Cândida para sempre. A faixa ‘Deixe o Silêncio Falar’ tem um diálogo entre o coelho (eu) e o cavalo-de-pele (ela). O diálogo é de um trecho do livro ‘O Coelho de Veludo’ de Margery Willians.

Esse é o núcleo do disco. Um disco para a Criança que deixamos adormecida dentro de nós. Não me interessava fazer um disco só para crianças e não conseguiria fazer mais um disco pra gente grande. Eu precisaria renascer. Minha filha me deu a chave.

Na capa do disco estamos, como eu já disse, eu, criança, de coelho e ela, criança também, um pouco mais crescida, de cavalo-de-pele. Como diz a canção, é o amor do outro que nos torna real.
‘Quando éramos crianças, todas as varinhas eram mágicas’ – Raoul Vaneigem

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Shock Pop Nhac Pum - Fab Palladino
02 – Eu sei o que é Feliz – Ana Cândida
03 – O Gato de 6 Olhos – Fab Palladino
04 – Choque de Monstro – Fab Palladino
05 – Por Favor – Fab Palladino
06 – Cante Esta Canção – Fab Palladino e Gabriel Telles
07 – Deixe o Silêncio Falar – Fab Palladino
08 – Coringa, eu Queria Ouvir o seu Coração – Fab Palladino
09 – ABC Tananan – Ana Cândida
10 – O Que Você Vê Você É – Fab Palladino
11 – Viajamos pra Natureza – Ana Cândida
12 – Adônis – Fab Palladino
13 – Chucotó – Ana Cândida
14 – Você é um Anjo Longe de Casa – Fab Palladino
15 – O Sorthegah – Ana Cândida
16 – Despedir dá Febre – Fab Palladino

Senhor Kalota – Dois Iguais (2014)

Formada por três integrantes de bandas já conhecidas na cena underground nacional, a “Senhor Kalota” é uma das mais bacanas na mistura de ska com pop e rock, trazendo ainda leves pitadas de blues, dub e reggae. O som da banda mineira promove um resgate aos estilos oitentistas, apostando na liberdade musical.

Integrada por Visso Lana na guitarra e vocal, Alexandre DeLeo no baixo e backing vocal e Leo Lago na bateria e backing vocal, a banda realiza uma alquimia rítmica acentuada, após dois anos de processo evolutivo – que culminou na criação efetiva do grupo. Mostram uma música robusta e levada por essência emotiva, materializando-se em grooves e riffs repletos sentimentos, além de vocais bem trabalhados.

Preço – 20,00

Faixas:
01. PARA EU AMAR ALGUÉM – Arnaldo Brandão, Tavinho Paes e Senhor Kalota
02. SUA FACE – Visso Lana e Senhor Kalota
03. LUCI (DOIS IGUAIS) - Visso Lana e Senhor Kalota
04. SÚPLICA - Visso Lana e Senhor Kalota
05. FOTOGRAFIAS - Visso Lana e Senhor Kalota
06. BABY A ESPERAR - Visso Lana e Senhor Kalota
07. AQUELA CANÇÃO - Visso Lana e Senhor Kalota
08. SE NÃO FOR DEMAIS - Visso Lana e Senhor Kalota
09. BAGUNÇADO - Visso Lana e Senhor Kalota
10. VÊ SE SOME - Visso Lana e Senhor Kalota
11. DIA CHATO (QUE SE DANE!) - Visso Lana e Senhor Kalota
12. DUB KALOTEIRO - Visso Lana e Senhor Kalota

terça-feira, 15 de julho de 2014

U-Gueto – Vai Neguinho (2014)

 
Nascido na comunidade Morro das Pedras, em Belo Horizonte, o arte-educador Hugo Heleno, mais conhecido U-Gueto, lança o seu primeiro CD: “Vai Neguinho”, com 12 faixas de autoria própria. O disco conta com as participações muito especiais dos amigos Pedro Morais, Cubanito (o cubano da banda Black Sonora) e Stadu Maior (músico africano que mora em BH).

O CD conta com recursos da Lei de Incentivo Municipal. A produção musical e arranjos são de Pilo Rangel, e a gravação foi feita no Estúdio Giffoni & Casa Antiga (Sergio Giffoni e Fabricio Galvani). “Eu, Pedro Morais e Cubanito, amigos de anos e grandes compositores, sempre tivemos essa vontade de fazer juntos, alguma música, até a surpresa e descoberta do novo amigo Stadu Maior, jovem africano que está em Belo Horizonte, em um intercâmbio universitário.

Assim, nos bastidores desse CD, existe uma história muito linda, com a participação essencial da minha família e de vários amigos, pessoas que me ajudaram a erguer a cabeça e seguir em frente, acreditando na música”, afirma U-Gueto.

Preço – 10,00

Faixas:
01 – É o Som que Vem do Gueto
02 – Vai Neguinho
03 – Boteco do Bugalu
04 – Cartão Postal
05 – Na Batucada
06 – Fenomenal
07 – Balada
08 – Sabor de Alegria
09 – Afro Brasileira
10 – Pensa Nêgo
11 – Saudade de Você
12 – Vou te Contar

Todas as composições de Hugo Heleno

Felipe Continentino - Felipe Continentino (2012)

O disco homônimo de Felipe Continentino é o primeiro de sua carreira, lançado em 2012 pelo Savassi Jazz Festival e também no Festival Cervantino, na Argentina, nas cidades Azul e La Plata.

O jovem baterista, de apenas 22 anos, também é o compositor de todas as faixas do álbum. Para o disco, Felipe contou com jovens músicos promissores da cena intrumental brasileira, Frederico Heliodoro no baixo, Breno Mendonça no saxofone tenor e Pablo Passini na guitarra.

As referências musicais do disco são muito amplas, transitando entre o folk de James Taylor e Joni Mitchell, para a música mineira do Clube da Esquina e até o jazz de John Coltrane.

Preço – R$25,00

Faixas:
01. Open Space
02. Space Between Glass
03. Valnilla
04. Voando pra Casa I
05. Voando pra Casa II
06. Fisheye
07. Fractal

Produção, direção, composições e arranjos Felipe Continentino

Desorquestra – Desorquestra (2012)

 
Banda de Belo Horizonte, 1º Álbum lançado em 2012 e vencedora do festival Palco 98FM de 2013.

Quando os amigos Leo, Lucas, Marcus e Stênio se juntaram em 2008 a ideia era tocar versões de
rock/ska improváveis e animadas de músicas já consagradas no cenário musical brasileiro. Ao longo de 4 anos essa ideia foi se transformando em uma identidade musical, que, mais tarde, veio a se chamar “Desorquestra”, lançando em 2012 seu primeiro álbum com 13 músicas próprias.

Com temáticas “anti-stress” e descontraídas sobre problemas cotidianos, as músicas misturam riffs marcantes dos instrumentos de uma banda de rock com arranjos de trompete e trombone, desfazendo-se de rótulos e estilos predeterminados e dando origem a Desorquestra.

A Desorquestra já se apresentou em diversos festivais e eventos ao lado de bandas emergentes e consagradas do cenário independente nacional e internacional. Em 2013 foi vencedora do concurso Palco 98 da rádio 98 Fm, composto por 4 etapas eliminatórias e com participação de mais de 800 bandas.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Nada Abala Minha Tranquilidade - Lucas rocha e Marcus Marini
02 – A Arte de Esquecer – Leonardo Sommerlatte e Marcus Marini
03 – Não Valho nada às 7 Horas da Manhã – Leonardo Sommerlatte e Marcus Marini
04 – Quero Dizer – Sommerlatte e Marcus Marini
05 – Sinusite – Marcus Marini
06 – Viciados em Discordar – Leonardo Sommerlatte e Lucas Rocha
07 – O Resto é Flor – Leonardo Sommerlatte
08 – Demais pra Mim – Marcus Marini
09 – Leve uma Vida Sossegada – Leonardo Sommerlatte e Lucas Rocha
10 – Continuar – Leonardo Sommerlatte e Lucas Rocha
11 – Contrapeso – Leonardo Sommerlatte e Lucas Rocha
12 – O Caminho de Lá – Marcus Marini
13 – Sem Rumo – Lucas Rocha

São Doidão - Os Devotos de São Doidão (2013)

 
"São Doidão" canta clássicos da MPB e combate o preconceito à loucura

No palco, luzes, movimento e oito vozes ensaiadas cantam clássicos da MPB em releituras ousadas. Por trás de refrões e melodias, histórias de sofrimento mental que encontraram na arte uma ponte para vencer o a doença e o preconceito.

O grupo São Doidão, formado por Andrea Dario, Janice Teixeira, Joao Paulo, Ricardo Rodrigues, Suzane D’Avila e Wander Lopes, pacientes que se conheceram numa oficina de música do Cersam (Centro de Referência em Saúde Mental) do bairro São Paulo, região nordeste de BH. Chico Buarque, Tim Maia, Vinícius de Morais e João do Vale são alguns dos cantores e compositores que recebem interpretações do São Doidão. No disco há ainda composições de José Anacleto Teixeira, paciente do centro.

O maestro e violinista Helvécio Viana, que fundou o grupo em 2006, explica que o trabalho nas oficinas de música impulsionou o tratamento dos pacientes.

— Muitos não tocavam um instrumento há anos, e as oficinas de canto e coral proporcionaram isso. A arte tem um viés terapêutico, e a gente tem avaliado que há uma melhora na socialização e no campo emocional. Há diversidade no universo da loucura.

As canções ajudam os pacientes-cantores a desafiar o preconceito. 

— Há um desconhecimento sobre o universo da loucura que gera o preconceito. Mas hoje esse tema tem sido mais abordado, e todo mundo conhece um caso na família ou de amigos com problemas de saúde mental. A perspectiva é de inclusão, de vivência cidadã.

O grupo recebeu, em 2009, o prêmio "Diversidade pela Loucura", do Ministério da Cultura e da Fiocruz.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Tanto Mar – Chico Buarque
02 – Lamentos – Pixinguinha e Vinícius de Moraes
03 – Partido Alto – Chico Buarque
04 – Canto do Peru – José Anacleto Teixeira
05 – Coronel Antonio Bento – Luiz Wanderley e João do Vale
06 – Amor de Favela – José Anacleto Teixeira
07 – São Doidão – helvécio Viana, Paulo Tolentino e Wander Lopes

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Kadu Vianna – Querendo Chegar (2011)

 
O novo disco é o terceiro da carreira do artista e mostra um trabalho mais amadurecido, tanto nas composições e arranjos quanto na interpretação. Produzido por César Santos, Arthur Rezende e pelo próprio Kadu, Querendo Chegar tem uma áurea pop acentuada, mas que mantém, como é a marca registrada do artista, um diálogo constante com outras vertentes, como o jazz e a MPB. “Não se trata de uma ruptura propriamente dita, mas, sem dúvida, esse trabalho sinaliza uma evolução artística na minha trajetória”, explica ele.

Compositor de 11 das 12 faixas do álbum, Kadu escolheu o “amor” como tema central do álbum. Seja ele vivenciado entre amantes ou entre pais e filhos, seja ele feito de encontros ou desencontros, alegrias ou tristezas, o amor aqui é sempre revelação e redenção. Como compositor e intérprete de sua geração, a releitura de Kadu dessas assunto incontáveis vezes cantado é contemporânea e urbana. Simples sem ser simplório e profundo sem ser hermético.

Impregnadas das vivências do artista e de suas percepções de mundo, as composições dizem de histórias que, reais ou fictícias, têm como fonte de inspiração o cotidiano. A faixa que dá nome ao disco, escrita durante o auge da última crise mundial, contrapõe a situação-limite global à harmonia pessoal de um casal que espera pela chegada de sua primeira filha.

Esse casal é Kadu e sua mulher Luciana. A ela é também dedicada a faixa cinco, que leva seu nome. “Foi um presente para essa pessoa que está ao meu lado desde o primeiro trabalho”, diz ele. A vida familiar ainda é retratada na lindíssima “Welcome Manuela”, onde Kadu dá as boas vindas à filha. A música em inglês é fruto das referências norte-americanas do artista – como Paul McCartney, Prince, Jamie Cullum e John Mayer – e de seu fascínio pela língua. Em inglês também são a otimista “Your Road” e a swingada “Your Eyes”.

A parceria de longa data com Magno Mello permanece com “Deixa o Amor Levar”, escrita há mais tempo e nunca gravada. Outro parceiro constante, Leo Minax é compositor da música em espanhol e português, “Rojo Y Blanco”, e co-compositor de “Outra Vez”. Querendo Chegar também inaugura a parceira de Kadu com a compositora Fernanda Mello na dançante “Imperfeito”. O CD traz também “Vila Bueno”, sobre os romances virtuais, “Só um dia”, que tornou-se a música-guia da sonoridade de todo o álbum, e o “Sol já Saiu”, que conta a história de uma paixão não concretizada.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Querendo Chegar – Kadu Vianna
02 – Deixa o Amor Levar – Kadu Vianna e Magno Mello
03 – Your Road – Kadu Vianna
04 – Vila Bueno – Kadu Vianna
05 – Luciana – Kadu Vianna
06 – Your Eyes – Kadu Vianna
07 – Só Um Dia – Kadu Vianna
08 – O Sol já Saiu – Kadu Vianna
09 – Rojo y Blanco – Leo Minax
10 – Imperfeito – Kadu Vianna e Fernanda Mello
11 – Outra Vez – Kadu Vianna
12 – Welcome Manuela – Kadu Vianna

Kadu Vianna – Dentro (2007)

 
“Dentro”, chega ao mercado com sonoridade límpida e moderna. Os arranjos são muito bem elaborados, ricos em detalhes percebidos na primeira audição ou naqueles só encontrados após longas degustações. Gravado e mixado em estúdios no Rio, Curitiba, Belo Horizonte e masterizado no Sterling Sound, em New York, a sonoridade faz ressaltar todas as nuances de cada um dos instrumentos, sem deixar de manter em primeiro plano a voz, que reflete a maturidade e personalidade do artista.

A banda base se mantém intacta ao longo de todo o disco, sendo formada por Arthur Rezende na bateria, Aloízio Horta no contra baixo e Kadu Vianna nas guitarras, violões, vozes e programações. Colorindo a sonoridade límpida desse ‘power trio’, as participações especiais dos pianistas Flávio Henrique e Jeff Sabag, e ainda de Leo Minax, cantando e tocando um swingado violão na versão em espanhol da música “Frio”.

Um dos grandes momentos do disco é a junção dos timbres vocais de Milton Nascimento e Marina Machado ao do próprio Kadu. Interpretando “Miragem”, as três vozes se fundem perfeitamente, levando o ouvinte a atingir novas atmosferas. A amizade com Bituca surgiu após Kadu gravar “Nada será como antes” em seu disco de estréia. O disco chegou às mãos de Bituca, que ficou encantando com o arranjo  e a nova interpretação do jovem músico. Em uma de suas vindas à capital mineira, Bituca esteve na platéia de um show de Kadu, e após uma série de encontros informais e o descobrimento de muitas afinidades musicais, a relação foi se intensificando e resultou nessa empolgante participação.

Ao contrário do primeiro disco, em que Kadu Vianna se lança principalmente como intérprete cantor, em “Dentro”, o artista desvenda sua pluralidade musical. Produz, arranja, toca e canta, além de ser compositor de 10, das 11 faixas. Seus parceiros Magno Mello, Pedro Morais, Leo Minax, Murilo Antunes e Ricardo Nazar emprestam sua inspiração e sensibilidade agregando ainda mais musicalidade ao trabalho. A releitura de “Pedras Rolando”, de Beto Guedes e Ronaldo Bastos, deixa nítida a ligação com os mestres do Clube da Esquina, movimento que o influencia ainda nos dias de hoje.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Frio – Kadu Vianna e Leo Minax
02 – Futuro em Flor – Kadu Vianna e Murilo Antunes
03 – E o que for, Já é – Kadu Vianna, Magno Mello e Pedro Morais
04 – O Fim do Fim – Kadu Vianna e Leo Minax
05 – Intro
06 – Faisca na Medula – Kadu Vianna e Murilo Antunes
07 – Difícil Não se Apaixonar – Kadu Vianna e Ricardo Nazar
08 – Pouco Tempo – Kadu Vianna
09 – Irremediável – Kadu Vianna e Magno Mello
10 – Miragem – Kadu Vianna e Magno Mello
11 – Pedras Rolando – Beto Guedes e Ronaldo Bastos
12 – Amar Faz Calor – Kadu Vianna e Leo Minax
Frio (Bonus Track)

Duzão Mortimer – Trip Lunar (2014)

Uma trip musical
por Marcelo Dolabela
Há, na história recente da música brasileira, uma geração, ainda não estudada, que, erroneamente, é considerada “perdida”. Uma geração que surgiu e teve seu primeiro momento entre meados da década de 1970 e os descaminhos da Era-Collor.

Pós-Tropicalista, pós-Clube da Esquina, paralela e, às vezes, confundida com o Rock Brasil’80 e as vanguardas capitaneadas pela Lira Paulistana, e pré-massificação do canto de cisne da Era do Vinil (Neo-Sertanejo, Axé-Music, Pagode e outros subgêneros), esta geração, grosso modo, foi uma tradução da geração “College” – depois “Indie” – da música pop norte-americana.
Isto é, formada, quase que na sua maioria, por jovens universitários, bem informados e sem pretensões de profissionalização artística, fez a música que queria, acreditava e curtia, sem os mandos e desmandos da indústria pop-fonográfica.

Eduardo Fleury Mortimer, o “Duzão”, é um dos bons exemplos desta geração. De militante nas lutas do movimento estudantil contra a ditadura militar a professor universitário, trama sua música nas brechas, nas frestas e nos insights de sua produção acadêmica.
Dois discos em 25 anos – um LP, em 1988, com O Grande Ah!, e um CD,  com o grupo Mariantivel, de 1997 – parecem pouco. Não estabelecem, dentro dos padrões da indústria, uma discografia. Mas é aí que a obra se faz mais presente e vital.

Esta geração tem uma característica singular: não lança discos “de carreira”, lança “songbooks”, discos que fazem o “clique” que o poeta João Cabral de Melo Neto dizia ouvir quando um texto / obra estava pronto.

O que estabelece não um movimento, mas um momento que vai além de um determinado período. Assim, se antes, o grande parceiro musical de Duzão era Marcos Pimenta; hoje, a viagem continua, com uma segunda geração, tendo, como músicos, os filhos: Lucas e Ivan Mortimer, de Duzão, e Rafael Pimenta, de Marquinhos, que fazem a indústria sonora – guitarra, contrabaixo e bateria –, com maestria e inventividade.

Se o LP foi um álbum-performance, principalmente pelas participações dos vocalistas Letícia Coura e Rodrigo Rocha; se o CD foi um álbum-instrumental; este Trip Lunar é um verdadeiro álbum-canção. Onde, arranjos, instrumentais, vozes e produção concorrem para realçar melodias que sobrevivem no violão.

Mais do que parceiro de algumas faixas, sou testemunho deste repertório. Vi, ouvi e vivi estas canções sendo compostas, ensaiadas e estabelecidas. Em shows e eventos no memorável DCE-UFMG-Cultural e no festival WoodIcex. É mais do que positivo ver que algumas músicas, com o passar dos anos, são como livros que param em pé na estante, que tomam o ouvido de assalto com um frescor e rumor dos dias atuais. Músicas que reafirmam que esta geração “não (se) repete, apesar do bis”, como diria Marcel Duchamp. Que só vem à tona para mostrar novos combustíveis e novíssimas labaredas.

Preço – R$20,00

Faixas
01 – Trip Lunar – Duzão e Marcelo Dolabela
02 – Cidade Luz - Duzão e Marcelo Dolabela
03 – Claro Feitiço - Duzão e Marcelo Dolabela
04 – Fogo Nu – Duzão
05 – Coração Menino – Duzão, Marcelo Dolabela e Marcos Pimenta
06 – Não - Duzão e Marcelo Dolabela
07 – Muita Alegria - Duzão e Marcelo Dolabela
08 – Quem Inventou? - Duzão e Marcelo Dolabela
09 – Bacia de Latão - Duzão e Marcelo Dolabela
10 - Ponto de Mutação – Duzão

João Pires – Caminhar (2013)

 
“Caminhar é partir de um ponto, iniciar um movimento e seguir. Continuar é atravessar pontes, tropeçar em pedras, subir e descer ladeiras, sonhar o impossível. Ouvir o mar… útero do universo. Transformar a poeira em vida, em poeira, a vida. Viajemos então, desequilibrados como palhaços numa corda bamba, desejosos de pôr do sol e fé. Quem se deixa levar pelo vento, sabe. Alguns carregam a arte na alma. negra, mulata, branca, moura, flamenca, portuguesa, africana, brasileira, instante, infinita, violão. E por que não, tudo isso João?”
por Brisa Marques

Preço – R$25,00

Faixas
01 - A Barca (João Pires)
02 - Batuku I ( João Pires/ Brisa Marques)
03 - Caminhar ( João Pires/ Brisa Marques)
04 - Mazurka (João Pires)
05 - Navega ( João Pires/ Brisa Marques)
06 - Fé (Um Pedaço) ( João Pires/ Hélder Quiroga)
07 - Picadeiro ( João Pires/ Brisa Marques)
08 - Xaile (Fado Valsa) ( João Pires/ Brisa Marques)
09 - Batuku II ( João Pires/ Brisa Marques/José Luis Braga)
10 - Estrela ( João Pires)

Márcio Hallack – Aquelas Canções (2014)

 
Márcio Hallack, pianista, compositor e arranjador de currículo e talento caudalosos, está com disco novo na praça – seu quinto CD próprio, além das dezenas de participações em trabalhos em grupo e de outros músicos. Aquelas Canções é um álbum que abre nova vertente na carreira de Márcio, até aqui marcada por transitar naquela região do espaço & tempo, múltipla, que se costuma chamar ‘Brazilian Jazz’, MPB instrumental ou, como uma vez o crítico Zuza Homem de Mello definiu o trabalho de Hallack, a música que “une a introspecção mineira à liberdade carioca”.

Em seu novo trabalho, Márcio – que por sinal tem formação em música erudita – não só toca seu piano preciso como canta, divide vocais com figurinhas carimbadas e assina as 13 faixas – algumas em parcerias, com destaque para cinco delas compostas com Murilo Antunes, da turma do Clube da Esquina.

O nome do álbum diz tudo – é um disco devotado a canções. Há de sambas rasgados a bossas-novas delicadamente contidas. O CD é um presente aos sentidos e, com certeza, uma reafirmação da sacada de Zuza: há na produção de Hallack uma mineiridade quietamente ruidosa e um bocado de carioquice que não gosta de limites.

Márcio, que soma larga experiência internacional em palcos & estúdios e já tocou com gente da pesada como Hermeto Pascoal, Jacques Morelembaum e Raul de Souza, entre uma penca de outros de igual importância, também em Aquelas Canções se une a músicos de primeira ordem. Estão lá Nivaldo Ornelas, Fernanda Cunha, Robertinho Silva e Toninho Horta, para ficar só em alguns.
Aquelas Canções foi dedicado ao músico Flávio Goulart de Andrade, que participou nas guitarras do álbum. Flávio morreu na época das gravações. Também homenageado foi Geraldo Pereira, na faixa O Rei do Samba, que fez parte da trilha de um documentário sobre o legendário sambista dirigido por José Sette.

Duas vezes vencedor do Prêmio BDMG-Instrumental e já comparado a John Coltrane (pelo crítico musical Jose Domingos Raffaelli), Márcio Hallack reforça a sensação, com seu novo trabalho, de que vem há muito merecendo mais espaço no cercadinho da cultura brasileira. Aquelas Canções é um belo disco que não deve faltar na estante, virtual ou física, de quem sabe reconhecer a melhor música que se cria no País.

Preço – R$25,00

Faixas
01 – Album de Fotografia – Márcio Hallack e Luiz Sergio Henriques
02 – Pescador - Márcio Hallack
03 – Aonde Começa o Rio - Márcio Hallack e Gerraux
04 – Velhos Segredos - Márcio Hallack e Ricardo Barroso
05 – O Rei do Samba - Márcio Hallack e Moacyr Luz
06 – Encantado - Márcio Hallack e Murilo Antunes
07 – Viradouro - Márcio Hallack e Murilo Antunes
08 – Não me Olhe Assim - Márcio Hallack e Murilo Antunes
09 – Almas Viscerais - Márcio Hallack e Gerraux
10 – Chão do Tempo - Márcio Hallack e Kadu Mauad
11 – Era uma Vez - Márcio Hallack e Luiz Sergio do Nascimento Henriques
12 – Lua Inquieta - Márcio Hallack e Murilo Antunes
13 – Um Piano, Um Coração - Márcio Hallack e Rodrigo Barbosa