quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Graveola – Ao Vivo no Palácio das Artes / DVD (2012)

Preço – R$30,00

Faixas:
01 – Pra Parar de Vez
02 – Desdenha
03 – Dois Lados da Canção
04 – Desagrados e Flores
05 – Desmantelado
06 – Inverno
07 – Canção para um Cão Qualquer
08 – Nesse Instante Só
09 – Lindo Toque
10 – Rua A
11 – Antes do Azul
12 – Insensatez
13 – O Cão e a Ciência
14 - Babulina’s Trip

Vitor Santana, João Pires e Marcos Suzano – Coladera (2013)

Interseção de diferentes perfis, 'Coladera', disco que os músicos Vitor Santana (voz e violão), João Pires (voz e violão) e Marcos Suzano (percussão) acabam de pôr na praça, é curiosa e bem-feita mistura de elementos brasileiros, cabo-verdianos e ibéricos. Ao longo de 11 faixas (quase todas autorais), o trio explora as pouco óbvias possibilidades de conexão entre samba, coladera (característico de Cabo Verde), flamenco e fado, entre outros ritmos atlânticos.

“Esse disco é fruto do trabalho de internacionalização que faço desde 2008 com minha carreira e como integrante do Fórum da Música de Minas Gerais. Conheci o João, que é português, na feira estrangeira Womex e quando ele veio para o Brasil, morou um ano lá em casa. Viramos praticamente irmãos e passamos a compor muito juntos. Pensamos em chamar o Suzano, que havia gravado no meu disco Beirut, e deu liga ”, lembra o mineiro Vitor Santana.

Gravado em Belo Horizonte, o disco é aberto com 'Nha cancera ka tem medida' (Manuel Novas/domínio popular), tradicional no repertório da cantora Cesaria Evora, nome maior da música de Cabo Verde. Na sequência, a faixa que dá nome ao disco constitui interessante exemplo de como a mesma música pode ser ouvida como samba ou coladera, dependendo do perfil do ouvinte.

“Há muita similaridade em termos rítmicos, melódicos e harmônicos entre as músicas brasileira e cabo-verdiana”, observa João Pires. O músico, habituado a passar férias no arquipélago africano desde criança, morou lá por pouco mais de um ano, período durante o qual tocou com músicos expressivos do país. “Acho que esse intercâmbio entre Brasil e Cabo Verde só vai se fortalecer. Moçambique e Angola também tem música popular muito forte, são mundos a conhecer”, completa.
Eduardo Tristão Girão - EM Cultura

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Nha Kancera Ka Tem Medida – Manuel Novas / Popular de Cabo Verde
02 – Coladera – Vitor Santana e João Pires
03 – Antropologia da Malandragem – Vitor Santana, Flavio Henrique e Marcelo Alberti
04 – Céu Vermelho - Vitor Santana, João Pires e Brisa Marques
05 – Nada Além de Você – Vitor Santana e Murilo Antunes
06 – Navega – João Pires e Brisa Marques
07 – Rutina – Thiakov, Vitor Santana e Flavio Henrique
08 – Ambos Mundos - Vitor Santana e Flavio Henrique
09 – Beirute - Thiakov, Vitor Santana e Flavio Henrique
10 – Tambor de Aboio - Vitor Santana, João Pires e Marcelo Alberti
11 – Valsa para Socorro - João Pires e Brisa Marques

R-47 – Caminho (2014)

Vontade, determinação, entrosamento, superação e entrega de seus integrantes. Assim pode ser definida a história do R-47, uma banda que definitivamente vem se consolidando no cenário musical, vencendo seus obstáculos e crescendo cada vez mais.

Com história iniciada na formação de uma extinta banda no longínquo ano de 2003, o R-47, hoje formado por Marcelo Sant’Ana (guitarrista), Marcus Sant’Ana (baixista) e Elberth Quinoca (baterista), novos companheiros de Cacá Srbeck (vocalista) e Beto Brant (guitarrista), remanescentes do projeto desde o início, está lançando seu primeiro cd, intitulado “Caminho”, que tem como produtor e engenheiro de áudio o renomado Marcos Gauguin, músico competente e com grande experiência no ramo, com grandes trabalhos realizados.

Nesse cd o R-47 acredita ter conseguido captar e transparecer boa parte de sua história e amadurecimento seja na parte musical, com riffs, arranjos e melodias bem trabalhados, quanto em suas letras, que relatam situações pessoais e do cotidiano de seus integrantes para chegar até aqui.

Tendo como vertente o Rock, porém sem se limitar ao rótulo, as várias influências de cada um dos membros se associam e se completam de forma bem natural e original, e é no palco, local em que os integrantes melhor expressam sua amizade, entrosamento e afinidades musicais vivenciadas no dia a dia em ensaios, encontros e reuniões, que o público tem a oportunidade de legitimar o potencial da banda e participar de toda a energia presente em cada uma das apresentações, acreditando sempre que o prazer, a verdade e a dedicação no que se faz são a chave para alçar vôos mais altos.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Sem Seus Olhos – Beto Brant e Cacá Srbek
02 – Todos os Dias - Beto Brant e Cacá Srbek
03 – Amanhã - Beto Brant e Cacá Srbek
04 – Indecifrável - Beto Brant e Cacá Srbek
05 – Céu Azul - Beto Brant
06 – Lembranças - Beto Brant e Cacá Srbek
07 – Caminho – Beto Brant
08 – O Preço do Sonho - Beto Brant e Cacá Srbek
09 – Sem Medo de Errar - Beto Brant e Cacá Srbek
10 – Sem Controle - Beto Brant e Cacá Srbek
11 – Nós Dois - Beto Brant e Cacá Srbek
12 – Solidão - Beto Brant e Cacá Srbek

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Antonio Gomes Neto e Sidney Porto – Tempo de Desenredo (2012)

“Tempo de Desenredo” de Antonio Gomes Neto e Sidney Porto é resultado de uma seleção minuciosa das canções nascidas da parceria entre os dois autores ao longo de 30 anos. Pode-se dizer que o disco, com 13 faixas, é um mosaico de ritmos brasileiros. Do samba ao rock e o pop, passando pela bossa-nova e choro-canção, “Tempo de Desenredo” apresenta  um vasto e versátil repertório de diferentes fontes e estilos da MPB.

A faixa título do disco conta com a participação especial do cantor, compositor, cineasta e artista plástico Sérgio Ricardo. Segundo ele, o trabalho além de um repertório bonito e inteligente, tem enfoque cultural exato para o momento. “Estamos vivendo uma época de falta de enredo. É hora de surgir na música brasileira um novo movimento cultural forte como foi a bossa nova. A música brasileira entrou numa esteira comercial e é muito bom ver gente nova, tanto aqui no Rio de Janeiro quanto em Minas, que tem uma memória musical presente e quer resgata-la”.

A idealização, produção, direção musical e parte dos arranjos do disco são assinados por  Marcos Braccini, que a partir de 2001 realizou um trabalho de resgate destas canções junto aos dois autores. Canções escritas em 1970, como “De madrugada”, estão ao lado de outras de composição recente, como “Primeira Valsa” e “Tempo de Desenredo”.

Também participam como convidados o percussionista Robertinho Silva e a cantora Carla Villar. Os músicos Rafael Martini (piano e sanfona), Felipe José (violoncelo), Thiakov (baixo e viola), Cícero Gonzaga (acordeom), Alaécio Martins (trombone), Flávio Fonseca (bandolim), Mateus  Oliveira (percussão) entre outros completam o time  que deu vida ao disco.

Sobre os autores
Antonio Gomes Neto desde muito jovem dedica-se à poesia e à música. Possui uma gama de parceiros de várias gerações como, Pedro Paulo Cava e Vitor Santana e teve suas músicas gravadas por diferentes artistas, como Leopoldina, Marcos Braccini, Marcus Bolívar e Cinthia Martins.

Sidney Porto atuou profissionalmente na composição e gravação de jingles publicitários a partir dos anos 70. Suas composições concorreram e venceram festivais de música de diferentes cidades do interior de Minas como Boa Esperança, Cruzilha, Mariana, entre outras.

Preço – R$28,00

Faixas:
01 – Sacré-Coeur - Sidney Porto
02 – Paraopeba - Antonio Gomes Neto e Sidney Porto
03 – Tempo de Desenredo - Antonio Gomes Neto e Sidney Porto
04 – O Cego - Antonio Gomes Neto e Sidney Porto
05 – Olhos Negros - Antonio Gomes Neto
06 – Camisola e Pegnoir - Antonio Gomes Neto e Sidney Porto
07 – Primeira Valsa - Antonio Gomes Neto, Marcos Braccini e Sidney Porto
08 – Verso Triste - Antonio Gomes Neto e Sidney Porto
09 – De Madrugada - Antonio Gomes Neto e Sidney Porto
10 – Estrangeiro - Antonio Gomes Neto e Sidney Porto
11 – Dúvidas - Antonio Gomes Neto e Sidney Porto
12 – Marcha da Volta - Antonio Gomes Neto e Sidney Porto

Marcos Braccini – NOTURNO (2014)

Eis aí um trabalho que lembra uma nave espacial chegada de volta a um planeta triste, como a devolver-lhe retalhos de um tempo de sua história autêntica, plena de um lirismo perdido, engolido pela mediocridade desagregadora em decadentes e progressivos naufrágios, diluindo gradativamente seu colorido humano, poético e agregador que construía uma cultura e identidade de um povo rico e esbanjador de beleza.

O jovem Marcos Braccini, que além de escolado músico e amante do atavismo musical brasileiro, com este trabalho reúne as formas da música popular brasileira mais rica, descendo às profundezas de suas origens melódicas, harmônicas e rítmicas, com a ajuda da elaboração dos arranjos entremeados de erudição na medida comedida, sem extrapolar a periferia das canções, alcançando a grandeza transcendental de nosso lirismo poético, e consegue trazer, na companhia de seus parceiros poetas, em incrível sintonia, um trabalho ímpar para os dias de hoje.

Parece que uma nave pilotada por Villa-Lobos tendo Tom Jobim, Vinicius, Pixinguinha, Noel, Orestes Barbosa e outros como comissários de bordo andou pousando em Belo Horizonte e desembarcando seus discípulos Marcos Braccini, seus parceiros e o arranjador Rafael Martini, com a missão de recompor os caminhos verdadeiros de nossa música. Missão praticamente impossível, mas que os ventos das transformações possam levar este belo trabalho aos ouvidos de nossa gente, servindo de exemplo para os novos talentos brasileiros retomarem o verdadeiro universo de nossa cultura.
É um trabalho a ser aplaudido de pé.
Por Sérgio Ricardo

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Noturno – Sidney Porto, Marcos Braccini e Pedro Braccini
02 – Moto-Contínuo – Marcos Braccini, Flávio Henrique e Brisa Marques
03 – Espera – Vitor Santana, Marcos Braccini, Antonio Gomes Neto e Pedro Braccini
04 – The Bay - Marcos Braccini
05 – Lua Incerta - Marcos Braccini, Antonio Gomes Neto e Pedro Braccini
06 – Última Paisagem - Marcos Braccini e Luiz Gabriel Lopes
07 – Samba do Perdão - Marcos Braccini e Antonio Gomes Neto
08 – Mãos Vazias - Marcos Braccini, Antonio Gomes Neto e Pedro Braccini
09 – Pra não Chorar - Vitor Santana, Marcos Braccini, Hélder Quiroga e Murilo Antunes
10 – Canto Vazio - Marcos Braccini, Antonio Gomes Neto e Pedro Braccini