quarta-feira, 31 de julho de 2013

Léo Brasil - Canção Visionária (2013)

Cantor, compositor multi-instrumentista, Léo Brasil atua na cena musical de Belo Horizonte a mais de 15 anos. Ao longo de sua carreira, Léo Brasil dividiu o palco com diversos artistas da música Brasileira, como o cantor Zeca Balero,  Grupo Amaranto, Dona Jandira, Antônio Nóbrega, Pereira da Viola,Maurício Tizumba e participou de festivais como Música do Mundo, I Mostra de música Ibero-Americana, II Festival Andando de Bem com a Vida(pça da liberdade), Festival de Inverno de Diamantina/MG, 8º Encontro Cultural de Milho Verde/MG, III Fórum das Aguas, dentre outros.

O CD apresenta um repertório diversificado que transita entre o rock santêro-progressivo, samba-funk, flamenco-cigano, musica andina, repente e o baião. E conta com as participações especiais dos grupos São Doidão, Meninas de Sinhá, Pedro Morais, Pereira da Viola, Denti e Helder Araújo, músicos de notável qualidade técnica e destaque no cenário musical de Minas Gerais.

Além das participações de Kadu Vianna (preparação vocal) e a direção musical de Marcílio Rosa. Dentre as canções autorais estão Rá Isis dos Poetas; Seu Luzêro Rock Guerreiro; Saga Cigana; Quem te Pariu; Cafundó; Clarão Criador; Raizera-Alquimista do Sertão; Baraka Ósamba; Horáculuz; Mamparãn; Fim do sem fim e Entre Meios.

No disco, Léo Brasil conta com Thiago Boroni, Rifferson Gomes e Júlio Dias, parceiros na composição musical.

“Trago na minha Canção Visionária um cantar lírico-político-metafísico, de caráter irreverente-reverente, transcendente do presente a futuros afluentes ...tudo numa fusão rítmica de influência tropicalista (Mpblues-progressivo-repentista), entrelaçado em mil tons que vão nascendo, num rock seixado de além e Jorge Ben, temperado de Barão e Legião, forjado do fogo revolucionário do baião”, adianta Léo Brasil.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 - Raizêra, Alquimista do Sertão - Léo Brasil
02 - Baraka Ósamba - Léo Brasil
03 - Horáculuz - Léo Brasil e Thiago Boroni
04 - Mamparãn - Léo Brasil
05 - Entre Meios - Léo Brasil
06 - Rá Isis dos Poetas... - Léo Brasil
07 - Seu Luzêro Rock Guerreiro - Léo Brasil
08 - Saga Cigana - Léo Brasil e Júlio Dias
09 - Quem Te Pariu!!!? - Léo Brasil e Rifferson Gomes
10 - Cafundó - Léo Brasil

Wilson Lopes - Tempo Maior (2006)

Natural de Pitangui, Wilson Lopes veio para Belo Horizonte no início dos anos 70. Em 82, aos 15 anos, fez seu primeiro show instrumental na sala Humberto Mauro, no Palácio das Artes. Seguiu sua carreira tocando em bares, shows e gravações, com nomes conhecidos da música mineira, como Tadeu Franco, Paulinho Pedra Azul, Tavinho Moura, Saulo Laranjeira, Túlio Mourão, Nivaldo Ornelas, Milton Nascimento e Lô Borges.

Na década de 90, ao lado de Mauro Rodrigues, Lincoln Cheib e Ivan Corrêa, formou o grupo instrumental Edição Brasileira e desde 1993 integra a banda de Milton Nascimento, com quem gravou, também em 93, duas músicas em parceria no CD Angelus: De um Modo Geral e Coisas de Minas.

Com Milton Nascimento, além de turnês nacionais, participou também de turnês internacionais em países como Estados Unidos (Los Angeles, San Diego, Las Vegas, Albuquerque, San Francisco, Saratoga, Boston, New York, Washington, Chicago, Interlochen e Pontiac), Canadá (Montreal e Toronto) e Europa (Paris-França, Bruxelas-Bélgica, Den Haag- Holanda, Copenhagen- Dinamarca, Istambul-Turquia, Nice- França, Florença- Itália, Bern- Suíça, Milano- Itália, Barcelona- Espanha, Madrid- Espanha, Alcaniz- Espanha, Londres- Inglaterra, Hamburg- Alemanha, Munich- Alemanha ).

Participou também da gravação das trilhas sonoras dos filmes O Menino Maluquinho (Helvécio Ratton) e Terceira Margem do Rio (Cacá Diégues).

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Paris - Wilson Lopes
02 - Sexta-Feira - Wilson Lopes e Milton Nascimento
03 - Cores - Wilson Lopes e Ricardo Nazar
04 - Dia Livre (Bituca's Day Off) - Wilson Lopes
05 - Alvorada - Tavinho Moura
06 - Rio Vermelho - Milton Nascimento, Ronaldo Bastos e Danilo Caymmi
07 - B. C. J. S. - Wilso Lopes
08 - Madrid - Wilson Lopes
09 - Flor de Fogo - Wilson Lopes
10 - Dr. Horta - Wilson Lopes
11 - Nuages - Django Reinhardt

Kristoff Silva – Deriva (2013)

Foram duas sessões, cada uma com cerca de 50 pessoas, sentadas em filas, como se fosse num cinema. Em frente a elas, entretanto, nada de tela, palco ou artistas. Apenas uma mesa sobre a qual foram colocadas caixas de som ligadas a laptop contendo as 11 faixas de 'Deriva', novo disco do cantor e compositor Kristoff Silva. Ele apertou o play e todos ali “assistiram” ao álbum como se fosse um espetáculo, da primeira à última faixa, durante seus 50 minutos. Foi num sábado à noite há pouco mais de uma semana, no Teatro Espanca!, Centro de Belo Horizonte.

Na plateia dessa inusitada estreia (ou audição, como prefere Kristoff) estavam não apenas amigos e do artista e gente do meio musical. “Uns 30% ou 40% eram desconhecidos. Achei ótimo”, conta. Todos foram convidados antecipadamente por ele pelo Facebook, sendo que nos três dias anteriores ao evento o convite se tornou visível para qualquer usuário da rede social. O compositor deu boa noite e limitou-se a falar não mais que cinco minutos sobre o disco, deixando que cada um tirasse as próprias conclusões.

“Quando a gente produz, os cuidados para se chegar a um resultado são apontados para uma escuta que, atualmente, não é favorecida. Ouve-se só um pedaço da música ou no laptop ou enquanto se conversa com as pessoas. No caso de qualquer filme, por exemplo, pressupõe-se que será visto em condições ideais. Isso é o que gostaria não só para o meu disco, mas para muito do que se produz em Minas Gerais”, justifica Kristoff.

A repercussão, conta ele, está acontecendo, mas de forma mais tímida do que se tivesse optado por um lançamento tradicional, com show, assessoria de imprensa e propaganda. Ele não sabe quando poderá fazer show para mostrar como 'Deriva' funciona no palco, mas está certo de que repetirá essa experiência de audição (aberta ao público) em breve. Primeiro em Belo Horizonte (este mês na Fundação de Educação Artística), depois em São Paulo e, talvez, Rio de Janeiro. O aluguel do espaço, afirma, foi pago com a venda de CDs naquela noite.

Não que os shows tenham se tornado secundários em sua carreira. “Percebi que é possível fazer essas audições independentemente. Não tenho o compromisso de fazer isso ao vivo. O disco é uma obra fechada”, explica. O significado de sua opção, acredita, é maior: “Foi muito bom, pois recuperou-se ali um rito talvez muito comum em outras épocas. Gente vivenciando de forma coletiva o prazer com a música popular. Nos concertos eruditos é comum permanecermos uma hora em silêncio, sorvendo o que é tocado. Na música popular, não”.

Gerações A curiosidade em torno da audição, no entanto, não ofusca a alta qualidade do trabalho, que corresponde à expectativa criada desde 'Em pé no porto' (2007), seu relevante disco de estreia. As 11 novas canções o mantêm entre os nomes de ponta de sua geração, também conhecida como “geração Reciclo Geral”, todos em torno dos 40 anos. Poderia ser uma indigesta salada de programações eletrônicas, instrumentos reunidos em arranjos nada óbvios e letras de vários autores, mas o resultado impressiona pela coerência estética e pelo talento e cuidado com que cada palavra e nota são colocadas.

“Não é porque sou professor de teoria musical que tudo isso que estou fazendo é algo semierudito. Minhas influências são populares e, nesse disco, estrangeiras. Dirty Projectors, Grizzly Bear, Prince”, afirma Kristoff. A direção de 'Deriva' é dele e a produção musical compartilhada com Pedro Durães. Este é também responsável pela maior parte das programações eletrônicas e integra o núcleo principal do trabalho ao lado de Rafael Martini (piano), Pedro Trigo Santana (baixos acústico e elétrico) e Antônio Loureiro (bateria e vibrafone). Todos colocando a precisão a serviço da intenção.

“Sempre foi meu desejo amalgamar sons acústicos e eletrônicos. Passei por isso ao gravar com Makely Ka e Pablo Castro o disco 'A outra cidade', quando o Lucas Miranda descortinou as programações eletrônicas para mim. Havia me formado em violão clássico e fui perceber que o grau de acuidade e zelo ao usá-las pode exigir até mais de mim. São sempre a parte mais demorada, e não estou falando de loop”, explica o artista.

Outro ponto que chama a atenção: em suas interpretações, Kristoff se apossa de cada uma das canções do disco, ainda que não seja autor de uma letra sequer – só compôs as músicas. “Procuro uma forma de dizer os poemas numa pulsação regular. Depois, busco curvas entoativas que sejam naturais e pareçam a com a fala, para que vira uma canção. Aí, pego o violão para construir a harmonia. Escolho a fala como parâmetro para a melodia do canto, não aspectos musicais. Além disso, são letras com cujo conteúdo não só concordo, mas preciso dizer”, esclarece.

O carioca Mauro Aguiar é o compositor mais frequente em 'Deriva', assinando cinco canções. Completam o time de parceiros Bernardo Maranhão (com três letras), Makely Ka e Luiz Tatit, sem contar a releitura de 'Acrilic on canvas', extraída do repertório do Legião Urbana. “Se as letras vêm primeiro é porque estamos certos do que vai ser dito e isso é que alinhava as canções. A partir daí percebo as necessidades musicais para saber como dar ênfase. Tensão, por exemplo, procuro em dissonância, subdivisões rítmicas e programações eletrônicas”, conta. Música a serviço da palavra, como sempre fez.

 “Mandei e-mail para o Mauro dizendo que queria ser parceiro dele e ele me mandou 36 poemas. O Tatit tem leveza e humor inigualáveis, acuidade para aspectos humanos mínimos em tamanho e máximos em significância. Makely e Mauro o obrigam a abrir o dicionário, são enciclopédicos, sendo que o primeiro é mais anguloso e o segundo parece querer lhe dar um drible. Já o Bernardo, assim como o Tatit, são duas versões da leveza que, distraidamente, alcançam a profundidade”, elogia o compositor.

A aparência de pirâmide sonora invertida que se tem ao final da audição, confirma ele, é intencional. Começa com a densa (e tensa) trama de programação eletrônica, piano, violão, baixo e bateria de 'Palavrório' e termina com o lindo violão da meditativa 'Devires', passando pelo rebuscamento de 'Rabiscos' e pelo flerte com o pop de 'O adeus'. “O disco tem um fio condutor. Uma explosão seguida por uma diluição, um pulso seguido por uma ressonância. Começa pontuado por negativas e termina mostrando que existe um sim. O sim perfeito pode acontecer numa canção”, observa. Não por acaso, está dividido em lado A e B.
*por Eduardo Tristão Girão - EM Cultura

Preço – R$20,00

Faixas:
01 - Palavrório - Kristoff Silva e Mauro Aguiar
02 - Automotivo - Kristoff Silva e Mauro Aguiar
03 - Durantes - Kristoff Silva e Mauro Aguiar
04 - O Princípio da Incerteza - Krsitoff Silva e Makely Ka
05 - Ávida - Kristoff Silva e Mauro Aguiar
06 - Acrilic On Canvas - Renato Russo, Renato Rocha, Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá
07 - Rabiscos - Kristoff Silva e Bernardo Maranhão
08 - O Adeus - Kristoff Silva e Luiz Tatit
09 - Parceria - Kistoff Silva e Mauro Aguiar
10 - A Voz e O Verso - Kristoff Silva e Bernardo Maranhão
11 - Derives - Kristoff Silva e Bernardo Maranhão    

terça-feira, 30 de julho de 2013

Maurício Ribeiro – Trio (2013)

O CD “Trio”, o mais recente trabalho de Maurício Ribeiro, traz o compositor na guitarra sendo acompanhado pelos músicos Pedro “Trigo” Santana (baixo) e Edson Fernando (bateria).

Com inspiração nos jazz dos anos 80, Maurício cita principalmente os guitarristas americanos Pat Metheny e Kevin Eubanks e o conterrâneo Toninho Horta como as principais influências do álbum. As 8 músicas do CD, todas instrumentais e de autoria de Maurício, foram pensadas e compostas para a formação do disco.

“O jazz traz em si a marca da versatilidade, a possibilidade de flertar com qualquer estilo musical. Nos anos 80, este flerte ocorreu bastante com a música pop, e é este momento que me influenciou muito na composição deste CD”, conta Maurício. Não que o álbum seja pop, mas uma das marcas do compositor, impressa em todos os seus trabalhos – da música erudita à popular –, é a capacidade de tornar simples temas complexos, seja nos âmbitos melódico, harmônico ou rítmico. Esta é, sem dúvida – e a exemplo de seu álbum anterior, “Ventania no Cerrado” (2011) –, uma das principais características deste trabalho: temas complexos rítmica e melodicamente, mas que se camuflam de simples, e terminam por povoar a atenção do ouvinte de maneira prazerosamente duradoura.

O CD, que teve a direção musical de Enéias Xavier, traz ainda as participações dos músicos Toninho Horta (violão), Mendi Singh (tablas), Rafael Martini (piano) e Vinícius Augustus (sax). “A honra de poder tocar com estes músicas é indescritível. A presença do Toninho no CD, ele próprio uma influência declarada deste trabalho, só trouxe ainda mais consistência a um trabalho que vinha sendo maturado há algum tempo”. A presença de Rafael em “Da espera, o giro” e de Vinícius em “Biribiri” trouxe ainda para o disco um acréscimo bastante positivo na sonoridade do trio, transformando-o em quarteto. E a instrumentação diferenciada de “Antes da tempestade”, com Maurício e Toninho nos violões, dá um respiro às guitarras e remete à brasilidade do violão, mesclando-o à cultura rítmica trazida da Índia pelo tablista Mendi Singh.

“Trio” é, enfim, um trabalho que se baliza no passado oitentista do autor, mostrando que ainda há espaço para descobertas e novidades dentro da música daquela época; e que, no entanto, não soa velho ou passado, mas sim atemporal.

Preço – R$20,00

Faixas
01 - Artesana sunset
02 - Ontem
03 - Biribiri (com Vinícius Augustus)
04 - Antes da tempestade (com Toninho Horta e Mendi Singh)
05 - Tofu
06 - Mariza
07 - Da espera, o giro (com Rafael Martini)
08 - Balacobaco

Todas as composições de Maurício Ribeiro.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Ramon & Rozado - Herança (2012)

Nas palavras de Saulo Laranjeira: "Incansáveis divulgadores da autêntica música regional, Ramon e Rozado, pai e filho, são responsáveis pelo mutirão de músicos, poetas, autores e admiradores, que se reúnem para festejar os encantos da cultura popular brasileira. Um trabalho consistente, com interpretações autênticas e personalizadas, arranjos bem elaborados e um repertório de qualidade que com certeza atende à expectativa de um público ávido por consumir a boa música regional. 

Composições de Ramon e Rozado e de grandes ícones da música regional e da música popular brasileira estão presentes no repertório. Uma celebração merecida a grandes mestres do cancioneiro brasileiro como: Xavantinho, Renato Teixeira, Zé Mulato, Ivan Lins, Tião do Carro, Zé Fortuna, Almir Sater, entre outros. Além das participações especiais dos grandes intérpretes Paulinho Pedra Azul, Celia e Celma e Sérgio de Andrade."

Preço – R$28,00

Faixas:
01 - Sertaneja - Ivan Lins e Vitor Martins
02 - Figura do Velho - Caetano Erba e Tião do Carro
03 - Amora - Renato Teixeira
04 - Lindo e Triste Brasil - Toquinho
05 - Amor de Violeiro - Geraldo Carvalho e Laudacy
06 - Brasil Poeira - Renato Teixeira e Almir Sater
07 - Cheiro de Relva - Dino Franco e Zé Fortuna
08 - Alpendre da Saudade - João Pacífico e Edmundo Souto
09 - Herança - Chico Rozado e Marcos Violeiro
10 - Lenço e Vento - José Pedro e Raymundo Prates
11 - Meu Céu - Zé Mulato e Xavantinho
12 - Violeiro e Cantador - Chico Rozado e Ramon Rozado
13 - Sou Igual Um Passarinho - Nonô Basílio
14 - Tropas e Boiadas - Tony Damito e Carlos Cezar        

Falcatrua - Vou Com Gás (2009) - Relançamento

O baixista Danilo Guimarães afirma que é o destino. Seja lá qual for a razão, o show de apenas uma noite acabou mudando a carreira do Falcatrua. No final de 2007, Nelson Motta esteve em BH para lançar Vale tudo, a biografia de Tim Maia. Em vez da tradicional noite de autógrafos, optou-se por uma festa. Na época, o Studio Bar estava sendo reinaugurado e o Falcatrua foi convidado para fazer show só com o repertório do Síndico. A apresentação impressionou Motta. Tanto que o quarteto lança Vou com gás, seu terceiro álbum, que relê a obra de Tim Maia em 10 canções. A direção musical é de Nelson Motta, o principal incentivador do trabalho.

 Tim Maia e Falcatrua não foi algo ocasional. Com oito anos de carreira, o grupo há pelo menos cinco termina seus shows com uma versão de Sossego. Assim que John Ulhôa foi convidado para produzir o álbum, o quarteto mostrou a ele algumas canções. A última foi justamente Sossego. “Quando ele escutou, disse que seria em cima dela que trabalharíamos o conceito do disco”, comenta o vocalista André Miglio. As canções selecionadas, de maneira geral, são hits de Tim Maia. Além de Sossego e da canção-título, foram gravadas Você e eu, eu e você, Gostava tanto de você, Vale tudo e Azul da cor do mar. “Escolhemos músicas do Tim que cabiam em arranjos do rock”, acrescenta Miglio.

O lançamento do trabalho marca nova formação do Falcatrua. Ao lado de Miglio e Guimarães estão o guitarrista Gleison Túlio e o baterista Glauco (do Tianastácia). Gleison gravou o álbum e Glauco acabou de entrar para a banda (Gleison, Glauco e Danilo também mantêm o Power Trio, formação roqueira supercompetente). “John foi fundamental, porque encorajou a gente, quando houve a mudança de formação”, diz Danilo Guimarães.

Ainda que o foco das versões seja justamente nas guitarras, ele deixou seu instrumento original em segundo plano. O que mais gravou foram os teclados. Para o baixista, Vou com gás não é tributo a Tim Maia. “O que a gente busca é tocar música boa. E o som está novo e moderno.”
*por Mariana Peixoto - EM Cultura

Preço – R$20,00

Faixas:
01 - Vou Com Gás - Tim Maia
02 - Sossego - Tim Maia
03 - Festa do Santo Reis - Márcio e Leonardo Sossio
04 - Você e Eu, Eu e Você (Juntinhos) - Tim Maia
05 - Gostava Tanto de Você - Edison Moraes Trindade
06 - Não Vou Ficar - Tim Maia
07 - Azul da Cor do Mar - Tim Maia
08 - Vale Tudo - Tim Maia
09 - Cristina - Carlos Eduardo Corte Imperial e Tim Maia
10 - Réu Confesso - Tm Maia

Bernardo Fabris Quinteto (2013)

Formado em 2011, o grupo teve seu embrião iniciado em 2004. Após sete anos de pausa, o projeto autoral do saxofonista foi reativado, e com o atual grupo, se apresentou nas edições 2011 e 2012 do concurso BDMG Instrumental, no qual foi premiado como o melhor arranjador da edição de 2011 e finalista da edição de 2012.
Foi selecionado, em segundo lugar, no concurso “Novos Talentos do Jazz – 2013”, que acontece no Savassi Festival. Neste ano lançou o primeiro CD de carreira, “Quinteto”.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Sejam Bem-Vindos - Bernardo Fabris
02 - Sentimentos Telúricos - Bernardo Fabris
03 - Cris - Bernardo Fabris
04 - Sincopação - Bernardo Fabris
05 - Ao Comandante - Bernardo Fabris
06 - Estrangeiro - Bernardo Fabris
07 - A Cidade Invisível - Bernardo Fabris
08 - Insensatez - Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes

Fernando Sodré - Viola de Ponta cabeça (2013)

Terceiro e mais ousado trabalho do violeiro belo-horizontino Fernando Sodré, o disco 'Viola de ponta cabeça' coloca o instrumento no centro de formação tipicamente jazzística, mostrando seu potencial em projetos instrumentais e consolidando mais um capítulo na renovação pela qual as 10 cordas caipiras vêm passando nos últimos anos.

“Já vinha fazendo isso com a viola, mas não com músicas de outros compositores. Há também maior improvisação, deixando o disco livre para criarmos arranjos. As harmonias são mais trabalhadas e modernas, o que é incomum no universo da viola, instrumento projetado para tocar música caipira. Fora disso, é preciso desbravar outras técnicas, acordes e fraseados, o que exige muita ginástica e estudo, pois sai do que estamos acostumados”, explica Fernando.

Das 10 músicas que compõem o álbum, três foram escritas por ele: 'Viola de ponta cabeça', 'Chamaminas' e 'Sagarana'. Na faixa-título, por exemplo, a viola soa com timbre inconfundível e bem adaptada ao formato de quarteto instrumental, com Fernando executando trechos de dificuldade técnica considerável. Já em 'Sagarana' e em 'Chamaminas' impressionam o solo de viola e o casamento entre ela e a gaita do convidado Gabriel Grossi, respectivamente.

CORDAS 'Viola de ponta cabeça' foi gravado ao vivo no estúdio Bemol, em Belo Horizonte, em setembro passado. Foram três dias de ensaio, uma semana de gravação e, no máximo, dois takes de cada faixa. A direção musical do trabalho é do próprio violeiro em quase todas as faixas. O disco foi todo gravado com uma viola de 10 cordas tradicional, não a viola de 14 cordas que Fernando usou em seu disco anterior, 'Rio de contrastes' (2007).

“Quis explorar o instrumento do jeito que ele é, sem recursos extras. Um desafio mesmo, de mostrar que dá para fazer algo diferente com a viola de 10 cordas. Criar acordes e fazer harmonias seria mais fácil com a de 14”, justifica Fernando.
*por Eduardo Tristão Girão - EM Cultura

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Viola de Ponta Cabeça - Fernando Sodré
02 - Chamaminas - Fernando Sodré
03 - Passarim - Tom Jobim
04 - Sagarana - Fernando Sodré
05 - Lamentos do Morro - Garoto
06 - Party In Olinda - Toninho Horta
07 - Interrogando - João Pernambuco
08 - Tão Bosco - Enéias Xavier
09 - Samba do Avião - Tom Jobim
10 - Ponteio - Edu Lobo e Capinan

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Jabu Morales - Jabu (2013)

Música para Jabu Morales, tem significado amplo e profundo, que vai muito além da técnica, da voz ou da boa execução. Música é entrega, sensibilidade, alma, é comunhão.

 Jabu é uma mistura de influências que evidencia o ecletismo presente no trabalho da cantora. Investigadora de ritmos latinos, das brincadeiras populares e folclore brasileiro, pioneira na introdução do Maracatu em Barcelona, líder e mestra (nomeada por Mestre Walter da Nação Estrela Brilhante) do Mandacarú Maracatu.

Jabu costura tal qual artesã, uma colcha de retalhos e reúne em um só trabalho boa parte da sua trajetória com o auxílio luxuoso de Maurício Ribeiro na produção musical e arranjos. Fusiona cuidadosa e harmoniosamente diferentes ritmos, faz um interessante passeio em meio a salsas, tango, afro-beat e afro-brasileirismos, maracatu, drum´n´bass (totalmente orgânico), xote, e desemboca no bom e velho samba.

A criação será a maestra dessa grande maestra, que leva na voz, no sangue e no ventre, a capoeira, os tambores, as melodias e um amor incondicional à música.                                                                             *Por Lívia Lucas

Preço – R$24,00

Faixas:
01 – Melão Com Lira – Jabu Morales e Analu
02 – Gastrotema – Jabu Morales e Lívia Lucas
03 – De Olhos Bem Fechados – Jabu Morales
04 – Frívola – Jabu Morales
05 – Mãe Sereia – Jabu Morales e Aline Morales
06 – Salsa Crioula – Jabu Morales
07 – Maestrando – Jabu Morales
08 – Moacir – Jabu Morales e Lívia Lucas
09 – Musa Despretensiosa – Jabu Morales
10 – Sendero Mestiço (Pout Pourri de Ritmos Populares) – Domínio Público  

Bauxita – Clube Aos 40 (2013)

Preço - R$25,00

Faixas:
01 – Cancão do Novo Mundo – Beto Guedes e Ronaldo Bastos
02 – Você Fica Bem Melhor Assim – Lô Borges e Tavinho Moura
03 – Tanto – Beto Guedes e Ronaldo Bastos
04 – Não Se Apague Esta Noite – Lô Borges e Márcio Borges
05 – Diana –Toninho Horta
06 – Trem de Doido – Lô Borges e Márcio Borges
07 – Cruzada – Tavinho Moura e Márcio Borges
08 – Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor – Lô Borges e Márcio Borges
09 – Fazenda – Nelson Ângelo
10 – Clube da Esquina – Lô Borges, Milton Nascimento e Márcio Borges


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Divergência Socialista (Marcelo Dolabela & Parceiros) – 2013

Liderado pelo poeta Marcelo Dolabela, o Divergência Socialista era a banda mais badalada de Belo Horizonte, por show performático, que misturava slides e mímicas, e suas letras de influências tropicalistas, comunistas, dadaístas e beatniks. – Guilherme Bryan. (Quem tem um sonho não dança – Cultura jovem brasileira nos anos 80. Record, 2004).

A coleção Farhenheit 451 lança o CD Divergência Socialista – Marcelo Dolabela & parceiros, do poeta, compositor e pesquisador Marcelo Dolabela.
O CD é um songbook do trabalho musical do poeta e reúne 26 composições do período de 1983 a 2008, de quase trezentas composições.

As faixas foram extraídas de diversos formatos – fitas cassetes, discos de vinil, CDs, registros de ensaios e, até, gravações de celulares. Para que o material tivesse uma unidade sonora, as faixas foram tratadas, digitalmente, na masterização, no Studio Acustic, por André Soares. Porém, tendo todo o cuidado para que os ruídos, os famosos dadatapes – pré-samplers, não fossem perdidos.

Divergência Socialista – Marcelo Dolabela & parceiros é um registro de época e, ao mesmo tempo, uma mostra do que foi feito, em Belo Horizonte, no território do post-punk, de mais experimental e inventivo.

O grupo Divergência Socialista, ainda em atividade, teve e tem sua história misturada a outros grupos locais, dividindo estúdio, músicos, ideias e composições. Como com: Sexo Explícito, Último Número, O Grande Ah!, R. Mutt, Idas & Voltas, Mad Marx, Nest, Silvana & A Máquina do Tempo, Sustandos por 1 Gesto / Pato Fu, Clay Regazzoni, The Gams, Lo-Fi, Red Theremin, OPEP-BR (Oficina Provisória de Experimentação Poética – BR), entre outros.
     
Preço – R$20,00

Faixas:
01 - Heidegger's Song # 1 e 2 - Divergência Socialista
02 - Aída C. Calúnias - Divergência Socialista
03 - Fahrenheit 451/Jeanne Seberg - Divergência Socialista
04 - Cu de Comunista - Divergência Socialista
05 - Droga de Partido - Divergência Socialista
06 - Colt 45 - Divergência Socialista
07 - Cindy & Kate/Rimel Broadcasting - Divergência Socialista
08 - Thomas Morus Dub Aqui & Aqui/Man Ray - Divergência Socialista
09 - Lilith Lunaire - Divergência Socialista
10 - No No Nuke/Presuntos - Divergência Socialista
11 - O Abismo & O Abismo # 9 - Divergência Socialista
12 - Eu Te Amo nº 145 - Sustados Por 1 Gesto
13 - Trem Fantasma Número 2 - Alda Rezende
14 - Mata Hari - Tétine
15 - Assim Caminha A Humanidade - Marvelo Paganini is The Band
16 - Mister Masoch - O Grande Ah!
17 - Funk-Congo - O Grande Ah!
18 - Histeria - Silvana & A Máquina do Tempo
19 - Maletta's Raga # 2 - Zanzara
20 - Maletta Revisited # 86 - Zanzara
21 - Braile Contigo versão 1 - Paulinho Brito
22 - Voodoo Chile # 56 - Divergência Socialista
23 - Charles Anjo 90 - Caveira, My Friend    


Pablo Passini – Niños (2013)

“Niños é um pouco o sair da barriga. sem saber bem como. A musica é bem eclética por momentos. Difícil de estabelecer num estilo. Tem musicas de 3, 4 anos atrás e tem musica feita especificamente para esse grupo. "Niños" é um estado de transição, de aprendizado, musical e pessoal”

Pablo Passini é guitarrista argentino, formado na UNLP (Arg). Até o ano de 2010 participou de diferentes gravações e shows, apresentou-se nos distintos cenários e ciclos de jazz da cidade de Buenos Aires. Chegou no Brasil como bolsista da UFMG. 

Atualmente, é mestrando em música na mesma instituição e desenvolve a sua carreira no circuito de música instrumental de Belo Horizonte. Nesse tempo participou como guitarrista em shows e gravações com os músicos João Bosco, Gal Costa, OSMG, Enéias Xavier, Frederico Heliodoro, Felipe Continentino, Breno Mendonça, Andre “Limão” Queiroz, Rafael Martini, Clever Alves, Lucas Viatti, Carol Serdeira, Túlio Araujo, Wagner Souza, Felipe Jose Abreu, Big band Palácio das Artes, Gustavo Amaral. 

Com o presente grupo tem se apresentado no Festival Cervantino da Argentina no novembro passado, fazendo musica autoral, junto a Felipe Continentino na bateria, Breno Mendonça no sax e Frederico Heliodoro no baixo acústico e Fred Selva no vibrafone. 

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Rocolero – Pablo Passini
02 – Niños – Pablo Passini
03 – O Mágico – Pablo Passini
04 – Caminata – Pablo Passini
05 – Atardecer – Pablo Passini
06 – Onírica – Pablo Passini
07 – Circle Song – João Antunes
08 – Cinco Dias – Pablo Passini      

Cristiano Cunha - Pro Fim do Inverno (2013)

Um feliz encontro entre a harmonia tipicamente mineira e o entrelaçamento das músicas cubana e brasileira marca “Pro fim do inverno”, disco de estreia do cantor, compositor e ator mineiro Cristiano Cunha. 

Cristiano Cunha em “Pro fim do inverno”, o disco
Com direção musical e arranjos do pianista cubano Yaniel Matos, considerado um dos grandes nomes da nova geração dos músicos de Cuba, “Pro fim do inverno” traz composições autorais de Cristiano Cunha. O artista apresenta um mosaico sonoro, com interseções que vão da cadência e suingue de ritmos brasileiros ao feeling cubano e outros sons do país caribenho.

As únicas faixas não autorais são “Las mañanas y un jardín”, de Yaniel Matos e composta para o disco, e “Isaura”, uma releitura da composição do músico e produtor musical, Kiko Klaus, que assina como técnico de gravação, mixagem e masterização do álbum. Os músicos Pedro Santana (contrabaixos acústico e elétrico), Hugo Soares (bateria), Bill Lucas (percussões), Juventino Dias (trompete), Rafael Macedo (violão), Raquel Coutinho (voz e percussões), além do produtor Yaniel Matos (piano, cello e voz) e Kiko Klaus (voz e violão), participaram das gravações em estúdio.

Construído a partir do diálogo constante do artista com o produtor Yaniel Matos entre o percurso de Belo Horizonte a São Paulo, onde reside o cubano, “Pro fim do inverno” foi concebido a partir de bases percussivas e do próprio canto, por ser o modo com que o Cristiano compõe, explorando o formato “contrabaixo, bateria e piano”. O resultado são arranjos que privilegiam bem o minimalismo e sons de cada instrumento e recursos utilizados na criação musical, como bem exemplifica a faixa “Minha calma”, em que o violão divide espaço com palmas bem ordenadas, percussão e contracantos no dueto de Cristiano com Raquel Coutinho.
O feeling, estilo cubano que tem como grandes representantes o cantor, compositor e pianista Bola de Nieve e a aclamada cantora Omara Portuondo, marca forte presença em faixas como “Las mañanas y un jardín”, “Trégua” e “Intento”.

O disco ainda apresenta como ponto forte as interpretações de Cristiano Cunha, que é ator e iniciou-se artisticamente no teatro, como deixa claro no canto a capela na vinheta de abertura que dá nome ao álbum. “Eu não gostaria que o disco resultasse em um ‘caderno de composições’ apenas. Acho que existe realmente uma unicidade entre as canções e também acredito que cheguei ao resultado que esperava, de ter o piano conduzindo as levadas junto com as percussões, que era uma certeza que eu já tinha desde o início.
Nisso, o disco flerta com muita liberdade com vários sons, mesmo com poucos instrumentos, privilegiando as divisões que nós brasileiros fazemos muito bem”, destaca Cristiano. Quem escuta o disco, pode esperar por doces e boas emoções. Como diz o ‘maestro’ com forte sotaque: “azúcar, mami!”.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 - Pro do Fim do Inverno - Cristiano Cunha
02 - Canção Avessa - Cristiano Cunha
03 - Quarta-Feira - Cristiano Cunha e Liliane Alves
04 - Isaura - Kiko Klaus
05 - Las Mañanas y Un Jardin - Yaniel Matos
06 - Minha Calma - Cristiano Cunha
07 - Trégua - Cristiano Cunha
08 - Intento - Cristiano Cunha
09 - Sete do Oito - Cristiano Cunha
10 - Inacabado - Cristiano Cunha

terça-feira, 16 de julho de 2013

Canto & Viola – Vários (2013)


Preço - R$15,00

Faixas:
01 – As Dez Cordas da Viola – Tadeu Martins
02 – Pinicado No Lundu – Rodrigo Delage
03 – Liso do Sussuarão – Rodrigo Delage
04 – caboclinho Bão – Renato Caetano
05 – Riachinho – Renato Caetano
06 – Estradão – Arnaldo Freitas
07 – Divisa das Águas – Arnaldo Freitas
08 – Calangada – Fernando Sodré
09 – Bucãina – Fernando Sodré
10 – Ao Cair da Tarde – Pinho
11 – Namoro – Pinho
12 – Cantiga de Roda – Victor Batista
13 – Santo Amaro – Victor Batista
14 – Na Saudade – Bilora
15 – Coco Violado – Bilora
16 – Periquito Maracanã – Wilson Dias
17 – Palhoça – Wilson Dias
18 – Transversia – Joaci Ornelas
19 – Pontiar – Joaci Ornelas
20 – Cheio de Juras – Miltinho Edilberto
21 – Hino Nacional Brasileiro – Miltinho Edilberto

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Sociedade Crua – Novembro (2013)

A Banda Sociedade Crua, inspirada no Rock and Roll, e que teve como influências o Rock inglês dos anos 60, as bandas inglesas, americanas e brasileiras dos anos 70 e 80 e também com uma pitada de MPB.

Nascida em 2008 em Belo Horizonte, sob a égide universitária e com inspiração
do Rock brasileiro dos anos 80.

A Banda Sociedade Crua possui canções próprias de cunho crítico social, trazendo como
proposta, citar as várias lógicas humanas, e fazendo com que cada um interprete à sua
maneira o que a música esta querendo dizer, música essa em construção.

Com o primeiro CD denominado “Sociedade Crua – Novembro”, que vêm no formato de onze
levando ao público uma proposta musical alternativa.

Preço – R$7,00

Faixas:
01 – Acordo A Cada Instante – R.C. Araújo
02 – Chove – R.C. Araújo
03 – Cantil – R.C. Araújo
04 – Desajustado – R.C. Araújo
05 – Novembro – R.C. Araújo
06 – Desilusão – R.C. Araújo
07 – Muitos Heróis – R.C. Araújo
08 – Ei Cara – R.C. Araújo
09 – Eh! – R.C. Araújo
10 – Sem Nome – R.C. Araújo
11 – Sem Saída - JB    

A Fase Rosa – Homens Lentos – 2013

A Banda
A ideia era misturar estilos e influências próprias na busca de uma nova leitura da música brasileira. Os pontos de partida não eram difíceis de encontrar – cada integrante sabia bem do que gostava. A forma como eles iriam absorver essas influências e transformá-las em um multiplicador comum, isso sim era o desafio.

A Fase Rosa optou então por experimentar, procurar singularidades da música que queriam fazer. Na busca pelos elementos que os tocavam, entendendo como cada integrante sentia aquelas referências, nasceram as composições.
Sempre interessada na cultura popular, a banda construiu sua musicalidade em um flerte permanente com variações do samba, marchas e gêneros como o carimbó e o axé. Ao mesmo tempo, A Fase Rosa sobrepõe a esses contextos regionais influências da cultura cosmopolita, inspirada pela ironia do experimento tropicalista e pela ousadia do manguebeat. No fim das contas, o som da Fase Rosa explode híbrido, experimental, e sem vergonha de abraçar o que aparentemente é pura contradição.

Trajetória
Pertencentes à geração Praia da Estação, A Fase Rosa nasceu em 2009, em Belo Horizonte. Desde então, tem conquistado espaço no cenário da música independente do país - depois de várias apresentações em casas noturnas importantes de BH, no final de 2012, a banda esteve no estado do Rio de Janeiro para uma mini-turnê, que contou com duas apresentações na capital e uma em Niterói. No ano de 2013, foram destaques também as apresentações no Centro Cultural Rio Verde, na cidade de São Paulo, e na 16° Mostra de Cinema de Tiradentes (MG).

Já são dois EPs na bagagem: O arquiteto e o carnaval (2011) foi lançado na Casa do Baile, projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, e o EP 2 (2012) atingiu a marca de 400 unidades vendidas e mais de 1000 downloads pela internet. Em março de 2013, A Fase Rosa lançou o seu disco de estreia, intitulado “Homens Lentos”. O show do disco “Homens Lentos” já foi apresentado em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Uberlândia e Poços de Caldas.

Devagar para ver
O título Homens Lentos foi inspirado nas ideias do geógrafo Milton Santos. De acordo com o estudioso, homens lentos seriam os que, devido à sua condição social de exclusão e revelia, não acompanham a velocidade do mundo contemporâneo. Por serem lentos, eles caminham devagar e podem perceber com mais clareza algumas das contradições presentes na cidade. O interesse pela relação do homem com seu entorno e, principalmente, com a cidade dialoga com vivências pessoais e acadêmicas dos integrantes da banda.

A produção de todas as composições do primeiro álbum d’A Fase Rosa dependeu também de momentos de descoberta e lenta maturação. Para criarem as canções, os músicos se reuniram na pequena cidade de Casa Branca, em encontros de produção intensiva. Com essas reuniões, foi possível abraçar as músicas, as ideias, e, a partir disso, encontrar a forma e o tempo corretos para que as experimentações sedimentassem arranjos consistentes.

As canções falam do que acontece ao redor e tratam especialmente da cidade de Belo Horizonte. O nome do disco nasce como uma síntese e uma provocação - abordar a necessidade de interpretar o ritmo que o mundo nos impõe de uma forma mais pessoal e verdadeira com a realidade que nos circunda.

Preço – R$30,00

Faixas:
01 – Lourdes & Leblon
02 – O Jogo
03 – O Arquiteto e O Carnaval
04 – Desmancha
05 – Tanta Flor
06 – Quantas Voltas
07 – A Faixa
08 – Levantado
09 – Casa
10 – Fellow, Felá
11 – Os Ateus
12 – Colorida

Todas as músicas de autoria de Thales Silva