sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Gladston Galliza – Lados (2015)

"Lados" é o nono disco solo do cantor e compositor mineiro Gladston Galliza.
Gladston, artista que viveu por 14 anos na Espanha e tem sólida trajetória no Japão com 3 discos editados nesse país, nos propôe um trabalho baseado nas fusões entre ritmos brasileiros e seus análogos latinoamericanos e espanhóis.

O disco foi inteiramente gravado em Belo Horizonte com participação de grandes músicos mineiros e celebra a volta do artista ao Brasil.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – O Rio – Gladston Galliza e Sanducka
02 – Samba Na Terceira – Gladston Galliza
03 – Alas – Gladston Galliza e Daniel Lesmes
04 – O Blues dos Comensais – Gladston Galliza e Vladimir Ribeiro
05 – Mais Que Olá – Gladston Galliza e Edna Santos
06 – Instante – Gladston Galliza e Daniel Lesmes
07 – Por Quê? – Saigenji e Gladston Galliza
08 – Alguém Especial – Gladston Galliza
09 – Puntos Suspensivos – Gladston Galliza e Daniel Lesmes
10 – Viver, Viver – Lô Borges, Márcio Borges e Murilo Antunes
11 – Mensagem – Gladston Galliza
12 – El Canto de Las Cigarras – Gladston Galliza e Daniel Lesmes

Neno Grande – Iluminado (2015)

Neno participou dos Corais do Sesc, TJMG e Santa Tereza, e integrou os blocos caricatos Os Inocentes de Santa Tereza e Os Colored's da Floresta. Também fez parte das escolas de samba Cidade Jardim, Bem-Te-Vi e Canto da Alvorada; há três anos, passou a integrar a agremiação Império da Nova Era.

O cantor foi destaque em vários festivais, entre os quais o Festival de Música Popular Brasileira, organizado pelo Banco do Brasil, tendo se classificado em primeiro lugar com a música Brilho de luz. Desde 2010, tem se apresentado em diversos países da Europa, como Portugal, Espanha, França, Bélgica e Luxemburgo, levando a música brasileira para diferentes públicos. Atualmente, Neno Grande está finalizando seu novo trabalho – Meio século + treze –, uma coletânea que traz seus grandes sucessos e mais quatro músicas inéditas.

Preço – R$30,00

Faixas CD 01:
01 – Toca e Borda – Neno Grande
02 – Evidentemente – Neno Grande e Fernando Bento
03 – Estranho Sentimento – Neno Grande e Tenente
04 – Dom Natural – Neno Grande
05 – Simplesmente Samba – Neno Grande, A. Campos e Gil Carioca
06 – Segredo Maior – Neno Grande
07 – De Passe Trocado – Neno Grande, Netinho e Igor
08 – Acalanto – Neno Grande
09 – Presente Divino – Serginho Beagá
10 – Fera Ferida – G. Magnata e Neno Grande
11 – Brilho de Luz – Neno Grande
12 – Tábua de Beirada – Jorge F. do Santos e Neno Grande
13 – Sai Quebrando – Neno Grande, Netinho e Igor
14 – Medida de Precaução – Neno Grande, Netinho e Igor
15 – Arco Iris – Neno Grande e Mandruvá
16 – Recomeço – Rogério Silvestre (Pagé)

Faixas CD 02:
01 – Matéria-Prima – Neno Grande
02 – Balangandã – Neno Grande, G. Carioca, T. Corrêa e Mateus Uai
03 – Promessa – Neno Grande
04 – Força da Fé – Neno Grande e Antônio Jorge Tenório
05 – Folha de Presença – Nano Grande e Marco A. R. Alves
06 – Se Aventura Malandro – Neno Grande
07 – Pra Todos Os Cantos – Neno Grande e Marco A. R. Alves
08 – Vermelho Lilás – Neno Grande e Marco A. R. Alves
09 – Santa Tereza – Neno Grande
10 – Pra Cima do Meio – Neno Grande
11 – Hexa 2006 Alemanha – Neno Grande e G. Magnata
12 – Hexa 2010 Brasil-África – Neno Grande, Mandruvá e Cabral
13 – Hexa 2014 Brasil – Neno Grande e Rogério Silvestre (Pagé)
14 – Manto Real – Neno Grande e Rogério Silvestre (Pagé)              

Oscar Neves – Blefe (2015)

O músico Oscar Neves apresenta um trabalho, que transita entre a MPB, o samba, a musicalidade mineira e os ritmos regionais. Possibilidades sonoras múltiplas, unificadas pelo olhar desse artista que imprime uma identidade marcante e inconfundível a cada uma de suas composições.

Iniciou sua carreira ma adolescência, inspirado por nomes da música brasileira como Tom Jobim, Chico Buarque, Eud Lobo, Paulinho da Viola e muitos outros. Nos anos que se seguiram, Oscar Neves foi premiado em vários festivais e teve canções gravadas por intérpretes como Alexandrino Du Carmo, Paulinho Andrade, Emílio Victor e Tânia Bicalho.

Em 1983 lançou o primeiro disco, intitulado "Beira de Fogo é Beira de Abismo", abrindo a trilha para os trabalhos que viriam em seguida como "Auto Retrato" (1997), "Caminhos Abertos" (2002) e ecológico "Gota D’Água (2004) com temas relacionados a água.

Nos últimos anos, Oscar dedicou-se ao rádio, sua Segunda paixão depois da música. Durante esse tempo, foi responsável pela criação de diversos programas, entre eles o "Tons do Brasil", projeto dedicado à divulgação da música brasileira, veiculado hoje em 65 rádios no Brasil.
Após o período de afastamento dos palcos e estúdios, Oscar retoma suas atividades musicais e prepara um novo CD, mantendo sua interpretação única e as letras poéticas que sempre foram características de seu trabalho.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Tempo de Amar – Oscar Neves e Paulinho Pedra Azul
02 – Na Corda Bamba – Oscar Neves e Elieth Bragança
03 – Veredas de Minas – Oscar Neves e Elieth Bragança
04 – Imbróglio – Oscar Neves e Elieth Bragança
05 – Oração – Oscar Neves e Jorge Fernando dos Santos
06 – Tempo Pra Você – Oscar Neves e Elieth Bragança
07 – Libertária (Coração Guarani) – Oscar Neves e Jorge Fernando Santos
08 – Pé Na Estrada – Oscar Neves e Márcio Borges
09 – Pintura – Oscar Neves e Elieth Bragança
10 – Blefe – Oscar Neves e Paulinho Andrade
11 – Candieiro – Oscar Neves e Elieth Bragança
12 – Dupla Paixão – Oscar Neves e Paulinho Andrade
13 – Canção Inevitável – Oscar Neves, Jorge F. dos Santos e Paulinho Andrade

Mariana Brant Interpreta Geraldo Vianna e Fernando Brant (2015)

"Neste CD as emocionantes recitações de Fernando Brant antecedendo a cada canção de sua parceria com o excelente violonista Geraldo Vianna... Sua intenção é mais profunda: levantar a cortina para exteriorizar facetas, momentos, costumes, narrativas, meditações, olhares, manias e sentimentos do seu povo, lembranças e descrições das terras de Minas Gerais".

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Primeiro Texto – Fernando Brant
02 – Cinema – Geraldo Vianna e Fernando Brant
03 – Segundo Texto – Fernando Brant
04 – Carpe Diem – Geraldo Vianna e Fernando Brant
05 – Terceiro Texto – Fernando Brant
06 – Estação Caymmi – Geraldo Vianna e Fernando Brant
07 – Quarto Texto – Fernando Brant
08 – O Beijo – Geraldo Vianna e Fernando Brant
09 – Quinto Texto – Fernando Brant
10 – Falso Chorinho – Geraldo Vianna
11 – Sexto Texto – Fernando Brant
12 – A Travessia – Geraldo Vianna e Fernando Brant
13 – Sétimo Texto – Fernando Brant
14 – Muchino Riá Congo – Geraldo Vianna e Fernando Brant
15 – Oitavo Texto – Fernando Brant
16 – Trem – Geraldo Vianna e Fernando Brant
17 – Nono Texto – Fernando Brant
18 – Pavane – Gabriel Fauré e Fernando Brant
19 – Décimo Texto – Fernando Brant

Lucas Fainblat e Marcos Frederico – Universo Carapuça (2015)

Universo Carapuça é uma ilha afetiva. Um lugar onde estão as ideias e as linguagens musicais de Lucas Fainblat e Marcos Frederico. É lá que eles se visitam para compor, tomar uma cerveja e cantar juntos. É a velha história de se fazer música orbitando entre a descontração e o compromisso, compondo sempre com o coração. O nome do disco nasce de um jogo de palavras entre a Alameda Universo, onde vive Marcos, e a Rua Carapuça, onde Lucas se esconde com sua coleção de vinis. Universo Carapuça é uma ponte musical entre esses dois endereços.

O álbum traz 10 faixas autorais, de estilos variados: samba canção, bolero, samba de breque e bossa nova. Ao gravar, os artistas optaram por diversificar os arranjos instrumentais, trazendo as cores do choro numa releitura contemporânea. O disco possui sonoridades de acordeão, fagote, bandolim e trombone, contracenando com baixo, guitarra, bateria e piano.

Com participação especial das cantoras Mariana Nunes e Susana Travassos (Portugal), o trabalho reúne nomes de destaque da cena musical mineira, como Thiago Delegado (violão), Frederico Heliodoro (contrabaixo), Carlos Walter (violão), João Antunes (guitarra), Bruno Vellozo (baixo), Ricardo Acácio (pandeiro), Vinicius Ribeiro (baixo), Alaécio Martins (trombone), Felipe Bastos (percussão e bateria), Chico Bastos (cavaquinho), Clécio Araújo (fagote), Elisa Berenz (acordeão), Geraldo Magela (violão de 7 cordas) e Lucas Viotti (acordeão). A direção musical é de Lucas Fainblat e Marcos Frederico. Juntamente com a dupla, figuram no disco os compositores parceiros Flávio Henrique, Edu Krieger e Rômulo Marques.

LUCAS FAINBLAT E MARCOS FREDERICO

Naturais de Belo Horizonte, os músicos Lucas Fainblat e Marcos Frederico exploram o universo do samba e do choro, navegando sempre pelas novas sonoridades e cores do contemporâneo.
Lucas é cantor, violonista e compositor autodidata. Aprendeu com o samba das ruas a desenvolver sua voz marcante e estilo único. Gosta de música sincera, natural. De Noel Rosa a Nei Lopes, de João Donato a Pixinguinha. Teve influência de cantores como Mário Reis, Orlando Silva e Jamelão. Curte também a música cubana e os grandes nomes do jazz, como Fats Waller e Duke Ellington. Há cinco anos, integra o “Bloco do Moreré”, agremiação de destaque no carnaval belo-horizontino. É autor de mais de 50 canções, entre sambas, boleros e bossas. Apaixonado por vinis, desde os 16 anos mantém uma coleção diversificada, com cerca de 500 long plays.

Já Marcos é bandolinista, premiado duas vezes no concurso “BDMG Música Instrumental”, e tem três discos lançados – “Sinuca Tropical” (2007), “Onze” (2011) e “Entoando Loas” (2013). Reconhecido na cena instrumental, se apresentou não somente no Brasil como, também, na França, Portugal e Uruguai. Jacob do Bandolim, Tom Jobim, Pixinguinha, Milton Nascimento e Toninho Horta (com quem, recentemente, dividiu palco) são fortes influências em sua musicalidade.
“Nossa parceria veio de uma admiração mútua”, conta Marcos. O primeiro encontro dos músicos foi há dois anos, em uma descontraída noite de boteco, bem à moda belo-horizontina, no bar Brasil 41 (Santa Efigênia). Da amizade nasceu a vontade de compor juntos. Entre risadas e cervejas, uma canção foi dando lugar à outra e, em pouco tempo, os compositores se viram cantando o amor nas suas mais diversas facetas.

“Além da amizade e do bom humor, Lucas traz uma nova música, um estilo diferente e voz marcante. Aprendo muito com ele”, conta Marcos. Para Lucas, a parceria com o bandolinista também é um privilégio: “talentoso instrumentista e trabalhador obstinado, sempre surpreende com ideias fantásticas. O Marcos tem elegância e calma para trabalhar, ao contrário de mim”, brinca o violonista e cantor.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 – Dois Anos – Lucas Fainblat e Marcos Frederico
02 – Flor do Mato – Lucas Fainblat e Marcos Frederico
03 – Manzana del Amor – Marcos Frederico
04 – Vontades – Lucas Fainblat
05 – Vero Amor – Edu Krieger, Flávio Henrique e Marcos Frederico
06 – Viver Sozinho – Lucas Fainblat
07 – Procurando Django (Instrumental) – Marcos Frederico e Rômulo Marques
08 – Pelos Bares – Lucas Fainblat
09 – Seresta Pra Outra – Lucas Fainblat e Marcos Frederico
10 – No Mesmo Caminho – Lucas Fainblat

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Corina Magalhães – Tem Mineira No Samba (2015)

A proposta desse trabalho é de levar o clima de Minas Gerais ao grande público, resgatando e difundindo o samba mineiro versado de seus grandes compositores e intérpretes, na voz da nova geração que marca seu estilo, trazendo uma tendência moderna, apresentando uma sonoridade diferente, fazendo fusões de estilos variados e usando a ideia de desconstruir padrões de como tocar o samba, mas sem perder a essência.

Nesse CD “Tem Mineira no Samba”, Corina mergulha fundo na música que, nascendo em Minas Gerais, ajudou a cinzelar o samba carioca e o repertório nacional.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Morena Boca de Ouro – Ary Barroso
02 – Casa de Marimbondo – João Bosco e Aldir Blanc
03 – Sem Compromisso – Geraldo Pereira e Nelson Trigueiro
04 – Camisa Amarela – Ary Barroso
05 – Escurinho – Geraldo Pereira
06 – Galo e Cruzeiro – Vander Lee
07 – Faceira – Ary Barroso
08 – Aqui é O País do Futebol – Milton Nascimento e Fernando Brant
09 – Ai Que Saudades da Amélia – Ataufo Alves e Mário Lago
10 – Prêt-à-Porter de Tafetá – João Bosco e Aldir Blanc
11 – Falsa Baiana – Geraldo Pereira
12 – Enfeitiçado – Affonsinho
13 – Guerreira – Paulo César Pinheiro e João Nogueira
14 – A Nível de... – João Bosco e Aldir Blanc

Frederico Heliodoro – Acordar (2015)

ACORDAR" é o primeiro trabalho de Heliodoro como cantor e compositor. Nesse projeto, o baixista apresenta dez canções inéditas acompanhado por Pedro Martins na guitarra e Felipe Continentino na bateria. Com a ajuda luxuosa do músico e engenheiro de som Marcelinho Guerra, Frederico, Pedro e Felipe gravaram o novo trabalho ao vivo no Estúdio Locomotiva em fevereiro de 2015 em Belo Horizonte buscando desenvolver um projeto rico em musicalidade, sonoridades e inovações. O resultado alcançado mostra mais uma vez, que os envolvidos possuem uma conexão musical diferenciada e totalmente perceptível pelo ouvinte. Experimentações, arranjos modernos e timbres meticulosamente modelados em tempo real são fáceis de notar ao longo do disco. As canções apresentam ao públicouma tranquilidade ao se enxergar situações cotidianas, sem deixar de
lado a profundidade dos sentimentos humanos.

Caminhando rumo ao futuro, “ACORDAR” nos convida a sentir novas nuances e atmosferas, mantendo igualmente fortes os momentos onde a improvisação visceral do jazz e a interpretação lancinante dos músicos impõem o caminho a cada canção executada. Frederico Heliodoro é bacharel em Música Popular pela Universidade Federal de Minas Gerais. Filho do guitarrista, Affonsinho Heliodoro, o baixista teve desde muito cedo contato direto com a música, aprendendo a tocar guitarra e violão aos 6 anos de idade. Ganhou o prêmio BDMG Instrumental em 2009 e acompanhou vários outros ganhadores nos anos seguintes. Em 2011, passou 3 meses em Nova Iorque, onde fez aulas com músicos renomados como Mike Moreno e Ari Hoenig, com quem veio a tocar junto no futuro. Com 4 discos instrumentais gravados e o primeiro de canções recém saído do forno, Heliodoro é, sem dúvida, um dos maiores nomes de sua geração. Já dividiu palco com importantes artistas como Leo Gandelman e Toninho Horta e já trabalhou com diversos compositores mineiros.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Vai
02 – A Força da Palavra
03 – Sonho
04 – Oásis
05 – Conclusão
06 – Supra Estrelar
07 – Filme
08 – Lico Lico
09 – Mas Me Deixe A Saudade
10 – Tudo Bem

Todas as faixas compostas por Frederico Heliodoro

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Ana Cristina – Aquático (2015)

 "Ana Cristina tem o dom de encantar a criançada.
Ela os eletriza.
E o que torna ainda maior este dom
é a capacidade que ela tem de também seduzir
os adultos com a sua arte.

Alô pais, avôs, tios, padrinhos e todos que têm uma criança por perto, "Aquático" é um presente que agradará aos pequenos e fará a alegria
dos marmanjos, que poderão compartilhar juntos
a alegria inteligente e  bela de Ana Cristina."
por Aquiles Rique Reis, MPB4

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Jacaré no Mar – Chico Lobo e Ana Cristina
02 – Tanta Água – Márcio de Camilo e Ana Cristina
03 – Guaiamun – Silvério Pessoa
04 – No Azul – Luiz Rocha
05 – Sai Dessa Toca, Moreia – Ana Cristina e Caio Gracco
06 – Estrela-do-Mar – Ana Cristina
07 – Tartaruga Marinha – Kristoff Silva e Bernardo Maranhão
08 – A Senhora Arraia – Socorro Lira
09 – Cavalo-Marinho – Flávio Henrique
10 – Da Lagosta, Eu Gosto! – Érika Machado
11 – Água-Viva – Fernanda Sander
12 – Baleia Jubarte – Ana Cristina

Coração Palpita – Cara de Quê? (2015)

Um dia, de um ideal, surgiu o projeto Abrigo na Arte, como forma de levar educação de valores através da música e do teatro para as crianças do Abrigo Jesus, uma instituição escola que atende inúmeras crianças materialmente carentes. Sem pretensões o projeto foi tomando corpo e de dentro dele surgiram alguns CDs que acabaram dando origem ao Grupo Coração Palpita. O início do projeto foi a mais de 3 anos e só agora o Grupo está avançando para além dos limites do Abrigo Jesus para lançar o seu primeiro CD oficial.

As músicas do grupo são divertidas e contagiantes, despertando não só as crianças, mas também as crianças adormecidas em muitos adultos. E todo o repertório tem sido criado dentro desse ideal de valores.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Plantar Sonhos
02 – Mude o Pensamento
03 – Cara de Quê?
04 – Correria
05 – O Poder Que O Sorriso Tem
06 – Trá Lá Lá!
07 – Um Mundo Melhor
08 – Poetas de Nariz
09 – Meu Coração Palpita

Todas as composições de Coração Palpita

Gustavo Maguá - Esquema Fino (2015)

O segundo disco de Maguá revela um considerável amadurecimento musical, desde seu primeiro trabalho lançado em 2011. Este novo álbum apresenta dez canções de variados ritmos e estilos, como o  samba-rock, samba, baião, maxixe, afoxé e calango, mostrando a força e qualidade musical do artista, que tem a composição como uma de suas maiores virtudes.

O disco abre com uma ode as mulheres brasileiras, passa pela fofoqueira, conta a labuta de um estagiário, aborda relações em casais, os boêmios no bilhar, enfim, retrata com boas letras populares, o comportamento das pessoas em seu dia a dia.

A produção musical do álbum foi pelo próprio Maguá em conjunto com o músico carioca Tiago Silva, que também toca as baterias. A forma como o caçula do renomado baterista Robertinho Silva concebeu as levadas, deixaram as músicas com uma identidade especial, com muito groove e swing.

Maguá teve como grande referência, para este novo trabalho, dois clássicos do balanço brasileiro: Samba Esquema Novo, de Jorge Ben Jor, e Samba Esporte Fino, de Seu Jorge. Inclusive, um dos grandes parceiros de Seu Jorge, Gabriel Moura, com quem compôs vários hits como: “Burguesinha”, “Mina do condomínio”, “Amiga da minha mulher”  também marca presença no disco de Maguá, tanto na composição conjunta das faixas “Estagiário” e “Nosso Amor” Não tem Jeito, como nos vocais dessa última.

Além de Gabriel e Thiago, o disco abarca muita gente talentosa. De São Paulo veio Marco Mattoli, do Clube do Balanço, que faz as honras em “Nem Amor, nem Guerra”. Essa faixa, claro, traz um lindo e lamurioso samba-rock.

A gravação foi realizada no eixo Rio-BH e contou com um grande time de músicos. Do lado carioca estão Rodrigo Braga (teclados/piano), Afonso Velasques (baixo), Nelson Burgos (guitarra), Vanderlei Silva (percussão). Junto com Thiago e Maguá, eles gravaram, no formato ao vivo, no Estúdio C&A. Em BH, Leonardo brasilino(trombone) fez os arranjos de metais e ao lado de Juventino Dias(trompete) e Sergio Danilos(sax). Os amigos da música marcaram presença, como o rapper Flávio Renegado e os compositores Rai Medrado, Heleno Augusto, Marcos Frederico e Paulinho Motta. Thiago Delegado fez o arranjo de cordas e sopros em Horizonte do Forró, além de tocar faixa Vá viver a sua vida.

Esquema Fino é um disco singular que embaralha e sintetiza acentos de Minas e do Rio, o deixando muito especial.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Beleza Só – Gustavo Maguá e Flávio Renegado
02 – Fofogueira - Gustavo Maguá e Heleno Augusto
03 – Nosso Amor não tem Jeito - Gustavo Maguá, Flávio Renegado e Gabriel Moura
04 – Estagiário - Gustavo Maguá e Gabriel Moura
05 – Meu Bem – Gustavo Maguá  e Rai Medrado
06 – Nem Amor Nem Guerra - Gustavo Maguá e Flávio Renegado
07 – Horizonte do Forró – Gustavo Maguá, Marcos Frederico e Paulinho Motta
08 – Samba do Olavo - Gustavo Maguá  e Rai Medrado
09 – Filé a Dois - Gustavo Maguá
10 – Vá Viver a sua Vida - Gustavo Maguá e Paulinho Motta


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Cacá Lucena – Fogo & Ar (2015)

Este é o sexto disco autoral de Carlos Lucena. Apresentando uma poética quase sempre voltada para questões sociais e temas místicos ligados à natureza, ele trata com delicadeza conflitos da existência humana. Na trajetória, registra a participação de valores como Lô Borges, Tadeu Franco, Paulinho Pedra Azul, Sérgio Moreira, Pereira da Viola, Fernanda Lucena, Dércio Marques, Mozart Mello e outros. Lançou seis discos – “Raízes do franco”, de 1982, “A dança das folhas”, de 1985, “Pomar dos deuses”, de 1992, “Brisa aos homens”, de 1999, “Jogo do jogo”, de 2007, e agora, “Fogo e ar”, de 2015.

Lucena acredita que o maior diferencial da nossa música está no “jeito de fazer” do artista brasileiro, que ele chama de “unidade da mistura”, concebendo sem xenofobia a diversidade cultural do mundo, em um país que se consolida culturalmente pela capacidade do seu artista em absorver e processar informações. No novo CD,“FOGO E AR”, isso é evidente.

“As composições do CD “Fogo e Ar” foram elaboradas ao longo dos últimos sete anos, a partir da percepção, cada vez mais proeminente, dos rumos que a humanidade vem dando às suas relações sociais e afetivas e ao meio ambiente. Referem-se ao modo como estamos encaminhando e viabilizando as condições de vida em nosso planeta, e a qual herança estamos deixando paras as futuras gerações.

Com exceção das canções “Franco”(Carlos Lucena),composta e gravada na década de 1980 e constante do disco “A dança das folhas”, “Cafuzo”,de autoria de Sérgio Moreira, e do clássico “O trenzinho do caipira”, de Heitor Villa Lobos, a qual foi utilizada em um pot-pourri com amúsica“ Nos trilhos da baiminas” (Carlos Lucena) e conta a história da extinta estrada de ferro que ligava os vales do Jequitinhonha e do Mucuri ao mar, todas as demais composições são inéditas, incluindo uma em parceria com Paulinho Pedra Azul, a música “Vejo assim”.

As gravações foram realizadas sem nenhuma preocupação com compromissos que não fossem a valorização artística da composição, como as cores e os contornos que cada som poderia agregar às músicas. E, apesar do direcionamento que eu dava aos arranjos, todos os músicos tiveram liberdade na execução dos instrumentos e contribuíram de maneira brilhante para formatação dos mesmos.
O CD “Fogo e ar” representa para mim bem mais do que uma realização profissional. Representa, sobretudo,a confirmação de que a felicidade está na leveza despretensiosa dessa busca, sem ambicioná-la a qualquer custo. E “Terras pra que te quero”!...Commuita “Estrela-guia” e a noite presa no luar !.. (Carlos Lucena)

“É difícil encontrar um artista que faz da sua arte uma interligação com a própria vida. Grande parte dos artistas possuem duas ou mais imagens, e a que transparece no palco é bem diferente daquela apresentada no cotidiano. Com Lucena isso não acontece. A sua arte é ele próprio. A sua proposta musical reflete o seu ideal de vida contida na sonoridade de sua música e de sua poesia. Romântico e essencialmente místico, Cacá Lucena acredita no aprimoramento do homem como ser sensitivo. Lucena goza de um respeito e prestígio que poucos artistas, mesmo vivendo em grandes centros não conseguem ter. É um artista extremamente talentoso, dono de uma voz bela e calibrada, e mantém a mesma simplicidade, transformando o ato de cantar numa atitude tranquila”. (Carlos Felipe, jornalista e folclorista)

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Terras Pra Que Te Quero – Carlos Lucena
02 – Estrela-Guia – Carlos Lucena
03 – Amor Sem Fim – Carlos Lucena
04 – O Fogo da Paixão – Carlos Lucena
05 – Na Luta do Seu Dia – Carlos Lucena
06 – Cafuzo – Sérgio Moreira
07 – Vejo Assim – Carlos Lucena e Paulinho Pedra Azul
08 – Nos Trilhos da Baiminas/O Trenzinho do Caipira – Carlos Lucena/Heitor Villa-Lobos
09 – Franco – Carlos Lucena
10 – Fogo e Ar!... água e terra – Caros Lucena
11 – Pra Quê Tanta Pressa – Carlos Lucena

Bona Fortuna – Reviver (2013)

Com o álbum Reviver, o segundo da Bona Fortuna, a banda mineira deixa evidente seu talento em contar histórias em bonitos versos de palavras simples embaladas por melodias otimistas e uma gostosa pegada Folk Rock.

Ele começa já com sua melhor música, A Solidão. Ela tem um sorriso amarelo com uma certa tensão nas entrelinhas, algo que fica claro no grito processado após o verso “e volto a me render à solidão” perto do final. Meio marchinha popular, meio roqueira, ela tem uma energia única que não se repete ao longo do álbum. Ela serve como introdução ao tema que virá pelo restante das faixas, mas fica a sensação que ela entra logo na abertura como uma maneira de tirá-la logo do caminho, já que tudo fica mais florido a partir da próxima. Sorte de quem der o play.

A dupla que vem a seguir mostra logo nos títulos o tal otimismo que tanto dá cara ao disco: Aprender a Viver e Por Uma Felicidade. Com os timbres bem demarcados, dá para sentir bem a proposta do grupo, que só cresce após a “fofa” Preto e Branco.

É que a sequência seguinte é como uma longa música dividida em três faixas. Começando porCândido e o Eldorado, ela emenda em O Leviatã e em De Pouco em Pouco. Com um certo aspecto meio teatral, meio circense, nos faz perceber o quanto o álbum foi feito também sendo pensado já nos shows - e deve ficar ainda melhor, imagino.

O Que Ficou Pra Trás vem como um respiro depois de tanta energia e tem uma certa cara de “fim de festa”, mas ela logo dá espaço para Recado, parceria da banda com Phillip Long, que aparece aqui cantando em inglês em uma honrosa participação, criando aí o ápice da obra, que se encerra comEssa Força e uma guitarra esperta acompanhando as vozes.

Para uma obra de Folk Rock com pegada caipira, faltou uma bela dose de sujeira no som. É tudo muito nítido às vezes, muito trabalhadinho, como uma restauração muito clara em uma peça que por si só poderia ser mais rústica, ainda mais com letras que são boas justamente por serem simples, verdadeiras.

Isso não chega a atrapalhar, mas é o tipo de escolha, assim como a energia que só aparece em A Solidão, que poderia ter criado um disco memorável. De qualquer forma, Reviver é um disco feel good que sabe cumprir seu papel nesse aspecto, além de nos dar alguns bons versos que ficam na cabeça após a audição, como “Você é o que errou” (O que Ficou pra Trás) ou “Foram tantos risos e choros, só de alegria não se vive não” (Preto e Branco).

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – A Solidão – Filipe Oliveira
02 – Aprender a Viver – Filipe Oliveira
03 – Por Uma Felicidade – Filipe Oliveira
04 – Preto e Branco – Filipe Oliveira
05 – Cândido e o Eldorado – Filipe Oliveira
06 – O Leviatã – Filipe Oliveira
07 – De Pouco em Pouco – Filipe Oliveira e Lucas Oliveira
08 – O Que Ficou Prá Trás – Filipe Oliveira
09 – Recado – Filipe Oliveira e Phillip Long
10 – Essa Força – Filipe Oliveira

Marcelo Vouguinha – Forró no Quintal (2015)


O CD “Forró no Quintal” é resultado do projeto idealizado pelo compositor Marcelo Vouguinha de BH, que traduz neste trabalho a sua poesia romântica e filosófica em canções com o forró nordestino. Neste estilo musical genuinamente brasileiro o CD traz um som alegre e dançante com suas raízes simples, mas com arranjos bastante elaborados e numa estética instrumental bem refinada.

O compositor convidou amigos cantores e cantoras, todos do cenário musical da música mineira, além do primo Raphael Carias que desenvolve seu trabalho no Rio de Janeiro.

Os arranjos são assinados pelo experiente e talentoso músico Aírton Prates natural de Fronteira dos Vales - MG, entre o Jequitinhonha e o Mucuri. Ele é o responsável pela execução e gravação, contando com a participação de músicos da banda nordestina “Trio Potiguá”, sendo Zezinho Preá - sanfona, João Preá - zabumba e John Man - baixo.

Participação especial de Matheus Félix - violino e Ivan Bahia – percussão, ambos do grupo mineiro “Menina do Céu” de MPB e forró. Gravação de voz, mixagem e masterização Studio RM – Belo Horizonte, exceto voz da faixa 12 gravada no Rio de Janeiro. Projeto Gráfico do artista  Adriano Alves e fotografia de Cláudia Cunha. Apoio e clipes Vitor Vouguinha.

Preço – R$20,00

Faixas:

01.Ciranda do Forró - Dani Morais
02.Brincar de Beijo - Enio Cotta
03.Xote da Estrada Real - Tau Brasil
04.Forró no Quintal - Lima Junior
05.Porto do Sol – Bilora
06.Conviver - Wilson Dias
07.Jardim da Alma - Augusto Cordeiro
08.Romântico sem Fim - Serginho Marques
09.Tangará - Carlos Farias
10.Tambor do Sentimento - Mozão Muniz e Geisa Carneiro
11.Na Beira do Mar - Lucinho Cruz
12.Boca do Desejo - Raphael Carias


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Ana Cristina – Sobre o Tempo (2015)

A cantora itabirana radicada em Belo Horizonte, Ana Cristina lança o oitavo disco da sua carreira, “Sobre o Tempo”.

Neste disco, Ana fez uma pesquisa em canções que abordam o tempo como tema, trazendo suas influências e suas lembranças. Os compositores das canções do disco são de épocas diversas, levando o ouvinte a um passeio ao avesso do relógio sob o som de Assis Valente a Cazuza, de Ataulfo Alves a Sérgio Moreira, compositores de várias tendências desfilam sua versão musical sobre o tempo.

Trata-se de um disco delicado que apresenta o tempo como base de nossa vida, questionamentos e comportamento.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – O Amanhã – João Sérgio
02 – Oração ao Tempo – Caetano Veloso
03 – E o Mundo Não Se Acabou – Assis Valente
04 – O Último Dia – Paulinho Moska e Billy Brandão
05 – O Tempo Não Para – Arnaldo B e Cazuza
06 – Sentimental – Chico Buarque
07 – Tempo Perdido – Renato Russo
08 – Paciência – Lenine e Dudu Falcão
09 – Sobre o Tempo – John Ulhôa
10 – Tempo Rei – Gilberto Gil
11 – Time’s Not Money – Leri Faria e M. Avelar
12 – 2001 – Rita Lee e Tom Zé
13 – Confidência Maneira – Sérgio Moreira
14 – Eu No Futuro – Lula Queiroga
15 – Tempos Modernos – Lulu Santos

Rubinho do Vale – Inventa (2014)

Rubinho do Vale é mais uma vez seduzido pela magia do universo infantil: o cantor e compositor mineiro lança, o livro-CD “Inventa”, seu oitavo trabalho dedicado ao nicho com o qual começou a dialogar há cerca de 20 anos, paralelamente à carreira direcionada ao público adulto.
Em “Inventa”, produção independente, o artista quis fazer jus ao título. “Há algum tempo vinha trabalhando com a ideia de fazer um disco com o formato de revista, que pudesse ter ilustrações mais alegres. Chamo de CD-livro”, observa.

Rubinho convidou dois “antigos” parceiros para a realização do projeto gráfico – os cartunistas João Batista Melado e Wagner Matias Andrade, que já tinham trabalhado com ele em seu primeiro trabalho (ainda LP) “Tropeiro de Cantigas”, de 1982.
Ritmos brasileiros

O novo CD contempla alguns ritmos bem brasileiros: frevos, marchas, adaptação de canções folclóricas. Entre as canções, uma em particular chama atenção: “O Gari”, homenagem aos anônimos trabalhadores da limpeza urbana da cidade, que traz a participação, nos vocais, do menino Petros de Barros, filho de um amigo, que voluntariamente se vestiu de gari em sua festa de aniversário.

Rubinho lembra que criar para criança demanda, acima de tudo, respeito. “É um público muito esperto, sincero e sensível. No final dos anos 1980 já tinha o desejo de fazer música para criança, mas com o devido cuidado, inclusive com uma linguagem coloquial, abordando temas sobre a natureza, o respeito ao próximo, à cidade. Mas sempre tive o cuidado de passar isso de forma lúdica”, explica, descartando qualquer pretensão didática.

Apesar de preferir trocar a “ansiedade” pelo “amadurecimento” das ideias em seus trabalhos, o cantor, que, como o sobrenome artístico indica, nasceu no Vale do Jequitinhonha (mais precisamente, em Rubim), tem uma produção profícua destinada ao mundo infantil.

Depois do primeiro trabalho dedicado a este universo, “Sou Criança”, do início da década de 1990, vieram parcerias com a violinista Cláudia Duarte – casos de “Verde Maravilha”, “Trem da História” e “Natureza em Canto” – e outros como “Enrola-Bola”, “Passarim – o Palhaço Cantor”, “Verde Maravilha” ou “Arraiá do Rubinho”. E, ainda, o audiolivro “Ser Criança”, de canções, letras e partituras.
por Pedro Artur - Hoje em Dia

Preço – R$28,00

Faixas:
01 – Inventa – Rubinho do Vale
02 – O Poema é a Fruta – Francisco Marques (Chico dos Bonecos)
03 – O Carteiro Poeta – Rubinho do Val
04 – Arvoredo – José Carlos Aragão e Rubinho do Vale
05 – Brinquedos de Papel – Rubinho do Vale
06 – Parece Coisa de Outro Mundo – Adaptação: Rubinho do Vale e Francisco Marques (Chico dos Bonecos)
07 – Brincando Com Mané Pipoca – Adaptação: Rubinho do Vale
08 – Dinossauro – Naiara Jardim e Rubinho do Vale
09 – Sombra – Rubinho do Vale e Francisco Marques (Chico dos Bonecos)
10 – O Gari – Rubinho do Vale
11 – Tudobolô – Rubinho do Vale e Francisco Marques (Chico dos Bonecos)
12 – Meu Chapéu, Minha Viola e Minha Música – Adaptação: Rubinho do Vale
13 – Arco-Íris – Rubinho do Vale

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Marcelo Jiran – Choro de Martelo (2015)


Depois do “Porta-retratos”, CD independente lançado em 2010 e no qual Jiran gravou alguns dos mais de vinte instrumentos que toca, é a vez do “Choro de Martelo”, CD também independente.

Desta vez, Jiran escolheu exclusivamente seu principal instrumento e mais antigo companheiro, o piano, para ser o protagonista do novo trabalho que tem no repertório cinco temas autorais, um do maestro Gilson Peranzzetta em parceria com Nelson Wellington, dois de Jiran em parceria com o genial Yamandu Costa e mais dois temas de Yamandu, somando dez músicas, todas elas com diferenciados arranjos de Jiran e seu singular modo de interpretar.

Dentre as diversas ramificações das composições desse múltiplo artista, o Choro é uma de suas predileções. Levando esse envolvente estilo à uma diferente linguagem “pianística”, Jiran mistura a essência do Choro das rodas com a essência da música Erudita, e nomeia o resultado “Chorudito” (estrutura predominante no disco).

Gravado ao vivo no conceituado “Bemol Studio”, num belíssimo Piano Yamaha C2, o “Choro de Martelo” carrega consigo uma sonoridade serena e madura, e com muita honra recebeu em seu encarte um recado especial, de Gilson Peranzzetta onde se lê o seguinte trecho: “(...) Neste CD Marcelo Jiran soube usar sua excelente técnica a favor da emoção. Suas composições são maravilhosas, o som que ele tem ao Piano é lindo! (...)

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Dokktor no Choro - Marcelo Jiran
02 – Lia - Marcelo Jiran
03 – Chorinho pro Hermeto - Marcelo Jiran
04 – Ressurgir – Gilson Peranzzetta e Nelson Wellington
05 – Conversa de Aranha – Yamandu Costa e Marcelo Jiran
06 – Alma Expressa - Marcelo Jiran
07 – Prosa No 1 - Marcelo Jiran
08 – Sérgio na Varanda - Yamandu Costa
09 – Teu Caminho - Yamandu Costa e Marcelo Jiran
10 – Samba pro Rafa - Yamandu Costa

Murilo Santiago – O Mundo é Cada Um (2015)

Salão Azul, Pro Sol Rair e Meus Orixás. Estas são algumas das canções que abrilhantam o novo CD do letrista mineiro Murilo Santiago. O disco foi gravado mixado e masterizado em 2014 e
traz algumas participações especiais, como a interpretação de Vander Lee, na canção Maria das Dores, Kadu Vianna, em Matéria do Sonho, Toninho Horta, em Sobre o Meu Chão, Mariana Nunes, em Inverno e outros.

O disco tem 12 faixas e propõe para o ouvinte uma viagem musical de qualidade com influencias que vão do Samba ao Jazz.

De acordo com Murilo Santiago, os artistas que interpretam suas canções foram escolhidos a dedo. Para ele, o resultado além do esperado. “Sou um compositor e não um cantor, e fico grato a estes grandes artistas que aceitaram meu convite, qualificando meu trabalho”, descreve.

Sobre a gravação do disco, Murilo Santiago conta que durante uma viagem ao Chile, surgiu a inspiração que faltava. “Eu viajava para o Chile e escrevia a canção que falava do sonho virando matéria do sonho. Dei-a por encerrada no quarto de hotel, não por acaso, em Santiago. Dias depois, visitando a casa de Neruda, li o verso num quadro: ‘…asi cada maña de mi vida traigo del sueño outro sueño …’. A canção ficou dormindo na gaveta durante muito tempo, esperando sua manhã”, filosofa.

Ainda para Murilo Santiago, “outras canções vieram, como os sonhos, fazendo e refazendo e eu viajando, voltando sempre, porém às nossas montanhas, aos nossos santos e orixás, cidades e amores; ao meu mundo, que cada um tem o seu. Entre Nova York e Santiago tem Minas no meio e sonhos que se renovam (e cada um tem o seu)”, estampa Murilo Santiago na capa interna do CD.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Salão Azul (O Urubu e a Pipa) – Toninho Ferraguti e Murilo Santiago
02 – O Mundo é Cada Um – Murilo Santiago
03 – Maria das Dores – Murilo Santiago
04 – Meus Orixás – Murilo Santiago
05 – Sinhá Moça – Murilo Santiago
06 – Inverno – Gustavo Figueiredo e Murilo Santiago
07 – Missin’You -  Murilo Santiago e Margret Grebowicz
08 – Pro Sol Raiar – Murilo Santiago
09 – Chet – Thiago Nunnes, Murilo Santiago e Margret Grebowicz
10 – Sobre O Meu Chão (De Volta a Belo Horizonte) – Cléber Alves e Murilo Santiago
11 – Matéria do Sonho – Murilo Santiago
12 – Chet (Faixa Bônus) – Thiago Nunnes, Murilo Santiago e Margret Grebowicz

Affonsinho – Bluesing (2015)

Em seus shows, Affonsinho sempre guarda um momento para flertar com o estilo musical pelo qual é apaixonado, o blues. “Mesmo gravando bossa nova ou MPB, na hora do solo, eu sempre toco a escala do blues, a pentatônica”, diz o músico, que, após 15 anos dedicados a outros gêneros, materializou essa paixão pelo blues em forma de disco.

“Bluesing”, como foi batizado o álbum, veio como um desafio bom para Affonsinho. “Não tive dificuldade em produzir este disco porque é como se todas essas canções estivessem guardadas numa gaveta durante estes 15 anos”.

O disco traz 11 faixas autorais, compostas em inglês. Apesar de ter morado um tempo nos EUA e ter facilidade com a língua na hora de conversar, Affonsinho – que é mestre em brincar com as palavras –, teve um certo trabalho para colocar as letras no papel. “‘Filosofar’ ou escrever letras é bem mais difícil”, revela.

Repleto de referências aos seus ídolos na música, como B.B. King, Jimi Hendrix, Eric Clapton, Stevie Ray Vaughan e Roy Buchanan, “Bluesing” carrega a essência do blues repleto de balanço. Affonsinho destaca três músicas: “I Love To Love You”, balada ao estilo de Eric Clapton; “Blues For Riley”, um caloroso tributo ao mestre B. B. King; e “Jimi’s Vibe”, uma faixa instrumental composta em homenagem a Jimi Hendrix.

Questionado sobre a cena blues na atualidade, ele não titubeia. “Nos EUA e Inglaterra, continua cada vez mais forte... Ginásios lotados e rostos felizes ouvindo tanta música de qualidade. No Brasil, claro, não estamos assim, mas vejo um fortíssimo movimento do blues acontecendo, principalmente em BH”, analisa.

Como nos discos anteriores, Affonsinho convidou “amigos musicais” para participar desse trabalho: Gustavo Andrade, Auder Júnior, Péricles Garcia, Márcio Durães e Alexandre da Mata. “Já tenho parcerias com eles e foram os caras que me estimularam a voltar ao blues. Não posso me esquecer de Alexei Michailowsky. Esse foi o que mais falou na minha cabeça: Você tem que gravar blues!”.
por Vanessa Perroni - Hoje em Dia

Preço – R$28,00

Faixas:
01 –I Love To Love You – Affonsinho
02 – Just Stay – Affonsinho
03 – Love’s Philosophy – Affonsinho sobre poema de Percy Shelley, adaptado por Fábio Leite
04 – Jimi’s Vibe – Affonsinho
05 – Elvislike – Affonsinho e Kiko Ferreira
06 – Blues For Rilley – Affonsinho
07 – Set Me Free – Affonsinho
08 – Take Care – Affonsinho
09 – Where? – Affonsinho
10 – It Happens That – Affonsinho
11 – Aff’s Shuffle – Affonsinho

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Ledjembergs – Amanhecei-vos (2015)

A banda se formou despretensiosamente entre três amigos, Lucas Ucá, Adriano Queiroga e Rafael Costa Val, que compartilhavam do mesmo gosto pela música e revezavam-se no baixo e guitarras.

Contavam, também, com a presença do baterista, André Bastos, (que fez parte do projeto até 2010 e gravou as baterias do ultimo CD “Amanhecei-vos”). Tão logo deram início aos ensaios, surgiram as músicas autorais e em 2007 quatro músicas foram gravadas no EP demo intitulado “Pré”: La Nueva, Jardins, Longe a Nevoada e Imagine.

Após a realização de shows, dentre eles as aberturas do show do “Seu Jorge” no Ginásio Nilson Nelson em Brasília e do “Simple Plan” no Chevrolet Hall em BH em 2009, a banda fez um recesso para a gravação do primeiro Álbum - “Amanhecei-vos”, iniciada em 2010 e concluída em janeiro de 2012. O grupo, em junho de 2013, lotou a Praça da Savassi em BH, com o inédito show criado para o lançamento do autoral e pungente álbum “Amanhecei-vos”.

No momento, Ledjembergs Adriano Queiroga (voz, guitarra e violão), Lucas Ucá (voz, violão e Ukulelê) e Rafael Costa Val (guitarra e bandolim)está trabalhando a divulgação do “Amanhecei-vos”, enquanto prepara a gravação do próximo álbum..

Preço – R$15,00

Faixas:
01 – Aviso Aos Navegantes – Lucas Ucá
02 – Invernos Amanhã – Adriano Queiroga e Lucas Ucá
03 – Olho Mágico e O Décimo Girassol – Adriano Queiroga  Lucas Ucá
04 – Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor – Lô Borges e Márcio Borges
05 – Sabiá – Adriano Queiroga e Lucas Ucá
06 – Sala de Estar – Adriano Queiroga
08 – Amanhecei-vos – Adriano Queiroga, Lucas Ucá e Rafael Costa Val

Marina Gomes – O Samba é Meu Guia (2015)

A primeira sensação provocada pela presença de Marina Gomes no palco é a surpresa. Ninguém imagina que brote daquela mulher pequena de aparência delicada, uma voz tão poderosa, de emoção densa, que domina e transforma com naturalidade o samba, seu balanço e suas divisões.

O interesse, o envolvimento da cantora com a música, levaram‐na às rodas de samba nas periferias da capital mineira, onde um novo universo de possibilidades musicais se revelou para a cantora. A vivência nos guetos do samba, nas rodas, influenciou seu trabalho. “A roda tem a ver com o improviso, o samba orgânico, sem repertório definido, mas amplo. É ambiente de troca, um processo vivo que trago em minha música”, define.

Da relação com os compositores formou um diversificado repertório, que é delineado pela versatilidade. Marina passeia pelo universo do samba brasileiro; samba de quadra, partido alto e samba canção; entrelaçados a afoxés, samba de roda e nomes como Zeca Pagodinho, Cartola, Clara Nunes, Beth Carvalho, Arlindo Cruz entre outros.

É original, não porque inventou um novo jeito de fazer samba, mas por deixar claro de onde vem, com quais referências musicais dialoga e revela o samba, como condição de sua vida. “O samba é meu guia, minha brincadeira, tem a ver com espiritualidade, meu amuleto”, define Marina Gomes.
Marina Gomes é uma das representantes do samba mineiro. Traz consigo o terreno pouco explorado dessa cena musical, investindo em canções inéditas de jovens compositores, ou pouco conhecidos. A cantora inicia a pré‐produção do seu primeiro disco, denominado “O Samba É Meu Guia”, produzido de forma independente.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Meu Protetor – Pirulito da Vila e Márcio Nagô
02 – O Samba é Meu Guia – Dé Lucas e Heleno Augusto
03 – Guerreiros de Olodumaré – Toninho Geraes e Toninho Nascimento
04 – Pra Quem Sabe Amar – Marina Gomes e Thito França
06 – Nos Braços de Deus – Fábio Martins e Marina Gomes
08 – Canto de Fé – Dé Lucas e Marina Gomes
09 – Ai Ioiô (Linda Flor Yaya) – Henrique Vogeler, Cândido Costa, Luiz Peixoto e Marques Porto
10 – Coração Valente – Bruno Vidal e Gabriel Goulart
11 – Brasis – Moacyr Luz e Roberto Dido (?)
12 – Sonho Balão – Luiz Carlos da Vila e Cabral
13 – Cantiga da Despedida – Denti (?)

Renato Ribas (2015)

Com um repertório repleto de grandes compositores, como José Miguel Wisnik, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Chico César, além dos conterrâneos Sérgio Pererê e Ana Cristina, o cantor mineiro Renato Ribas lança seu primeiro CD, batizado com seu nome, o disco tem direção musical, arranjos e produção musical assinados por Rogério Delayon e conta com a participação de músicos como Felipe Continentino, Frederico Heliodoro, Tatá Sympa e Xande Tamietti e Jorge  Elder.

“A ideia de gravar um CD surgiu há quatro anos, logo após realizar meu último show, Filhos do Atlântico. O Rogério Delayon foi assisti-lo e me procurou dizendo que eu deveria gravar um disco. Apesar de eu estudar canto há 12 anos, não achava que estava pronto... Mas, a partir da conversa com o Delayon, amadureci a ideia, topei o desafio e o convidei para produzir o CD”, explica Renato Ribas.

Para o show de lançamento, Renato Ribas subiu ao palco acompanhado dos músicos Arthur Rezende (Bateria), Sérgio Rabello (Baixo Elétrico, Acústico e Cello), Renato Savassi (Flauta, Sax e Violão de Aço), Jelber Oliveira (Teclado e Acordeon) e Rogério Delayon (Guitarras), com participação especial de Regina Milagres e Luciana Vieira como backing vocals.

O repertório reúne canções do disco, como Pérolas aos poucos (José Miguel Wisnik e Paulo Neves), Boca da noite (Ceumar, Chico César e Tatá Fernandes), Mãe (Caetano Veloso), Cigarra (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), Insustentável (Sérgio Pererê) e O que me completa (Ana Cristina), e outras, como Chuva no mar (Arnaldo Antunes)e Momento Zero (José Miguel Wisnik).

O disco
Renato revela que as 11 faixas que compõem o CD foram selecionadas, num primeiro momento, aleatoriamente, a partir de músicas que ele sempre gostou de ouvir e de outras que buscou através de pesquisas. “Mas depois, com o repertório pronto, percebi que todas tinham uma conexão íntima, de momentos que eu vivi, de coisas que senti , de como eu sou e que fazem parte de mim. Porque pra mim, uma música precisa ter algo a dizer. E agora, com o trabalho pronto, acredito que o repertório foi construído partindo desse princípio”, relata.

As canções presentes no disco são: Poema da batalha (Gabriela Corrêa e Thiago Corrêa), Boca da Noite(Ceumar, Chico César e Tatá Fernandes), ), Insustentável(Sérgio Pererê), O que me completa (Ana Cristina), Pérolas aos poucos (José Miguel Wisnik e Paulo Neves), Beleza (Luisa Maita e Rodrigo Campos), Mãe (Caetano Veloso), Cigarra (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), Seu (Mayra Andrade), Sinal dos Tempos (Antônio Villeroy e Bebeto Alves) e Umbigo (Chico César e Arnaldo Black).

Sobre Renato Ribas  
A música está presente na vida de Renato desde a infância, como ele mesmo conta:
“Eu me lembro, quando criança, minha mãe colocava um gravador pra eu cantar. Eu decorava músicas em inglês, português e cantava. O tal gravador, que foi presente da minha avó, era inseparável, eu devia ter uns seis anos”. Nascido em Belo Horizonte, foi ainda pequeno viver em Sete Lagoas, onde morou até os 14 anos. Voltou para BH onde morou até os 21 anos, quando partiu para estudar medicina em Vitória-ES.

Renato sempre gostou de música popular brasileira e rock. É perceptível a influência desses dois gêneros na escolha do repertório e também no modo como o cantor constrói suas interpretações, conseguindo fundir, sem conflito,certa “doçura” e também “aspereza”. Essa mistura está no timbre da voz, por vezes “rasgado”, como de um roqueiro, e também no modo como inflexiona – com clareza – as palavras em seu canto. Esse domínio vem não só de seu talento, mas também de sua exigência e disciplina. Renato é médico e estuda canto há 12 anos, tendo iniciado os estudos na Babaya Escola de Canto, onde permaneceu por seis anos. Atualmente estuda com a professora e preparadora vocal Regina Milagres.

Preço – R$25,00

Faixas:

01 – Poema da Bataha – Gabriela Corrêa  Thiago Corrêa
02 – Boca da Noite – Ceumar, Chico César e Tatá Fernandes
03 – Insustentável – Sérgio Pererê
05 – Pérolas Aos Poucos – José Miguel Wisnik e Paulo Neves
06 – Beleza – Luisa Maita e Rodrigo Campos
07 – Mãe – Caetano Veloso
08 – Cigarra – Milton Nascimento e Ronaldo Bastos
09 – Seu – Mayra Andrade
10 – Sinal dos Tempos – Antônio Villeroy e Bebeto Alves
11 – Umbigo – Chico César e Arnaldo Black

Aline Calixto – Meu Ziriguidum (2015)

Cantora e compositora nascida no Rio mas radicada em Minas Gerais desde criança, Aline Calixto vai lança seu terceiro disco intitulado Meu Ziriguidum. A cantora afinada que começou no samba e ganhou a simpatia e o apreço dos mais respeitados bambas do gênero musical mais popular do país mostra, neste álbum, que também é compositora (e de mão cheia, diga-se de passagem).

Mais madura e segura tanto do seu canto quanto do caminho que deseja seguir, Aline deu ao disco o nome de uma canção composta por ela em parceria com Gabriel Moura. Tal canção abre o disco e retrata a mulher moderna que vai pro samba do jeito que quer sem qualquer preconceito ou pudor. Os primeiros versos já denotam claramente esta segurança: Eu vou pra batucada / Eu vou de coração / Eu vou de madrugada / Eu vou com você ou não.

Meu Ziriguidum tem onze faixas, produção assinada por Paulão 7 Cordas e Thiago Delegado e as participações de Zeca Pagodinho, Alindo Cruz e do rapper paulistano Emicida que faz um belo dueto com Aline na releitura do clássico imortalizado por Clara Nunes, Conto de Areia. Assim como a produção do álbum uniu duas gerações, o repertório também teve essa preocupação. Composições dos renomados Arlindo Cruz, Moacyr Luz e Serginho Beagá se misturam com as de jovens autores como Rogê, João Martins e Leandro Fregonesi.

É da dupla de veteranos Moacyr Luz e Délcio Luiz a segunda faixa do disco, No pé miudinho, que traz a participação de Zeca Pagodinho. Um samba que se ‘auto exalta’ através de um personagem tipicamente caracterizado. Na sequencia, um samba do jovem compositor Leandro Fregonesi chamado Entre você e euque retrata claramente o término de um romance motivado pelas graves diferenças entre o casal, logo, sem volta.

A quarta faixa do disco, Papo de Samba, composta pelo trio Carlos Caetano, Moisés Santiago e Flavinho Silva, foi gravada no início da década de 2000 pela turma do Fundo de Quintal e é um samba divertido cuja letra faz alusão a um personagem suburbano e suas peripécias cotidianas. Toda Noite é a composição mais cadenciada do álbum e conta com a participação de Arlindo Cruz. Com letra do próprio em parceria com Maurição, este samba fala daquele amor que apesar de não estar mais ao lado, não sai da mente. JáIbamolê, de Serginho Beagá, é um samba-ijexá repleto de ruídos rítmicos oriundos da religiosidade afro-brasileira e fala do encontro de um pescador com Oxum, a orixá que reina nas cachoeiras.

A sétima faixa do disco é uma ode à mulher brasileira. Com letra de Arlindo Cruz e Rogê, Musas, é um samba exaltação ao feminino. Em Pedreira, a resistência do amor é cantada através de versos fortes comoSe o meu amor tivesse um fim / Não era pra recomeçar / Nao era para implorar / Um calor de um beijo seu / Custe o que custar / Vai pagar pra ver.
A décima canção do álbum, Lenda das Matas, composta por João Martins e Raul Dicaprio, é um samba com referências da Umbanda e faz alusão a personagens do folclore brasileiro numa história rica e cheia de mistérios.

Encerrando o terceiro disco de Aline Calixto, em total clima de festa, o samba de Serginho Beagá, Eu sou assim. Os instrumentos que fizeram deste ritmo um dos mais festivos do planeta são exaltados nos versos desta canção. Meu Ziriguidum, como o próprio nome indica, tem samba na rima, no batuque e nos arranjos. O álbum não tem a intenção de ser um disco de samba tradicional, ao contrário, é um álbum de samba em perfeita simbiose com seus gêneros irmãos como pagode, ijexá e o rap. Meu Ziriguidum é atitude carregada de swing, sensualidade, malemolência e liberdade.

Preço – R$28,00

Faixas:
01 – Meu Ziriguidum – Aline Calixto e Gabriel Moura
02 – No Pé do Miudinho – Moacyr Luz e Délcio Luiz
03 – Entre Você e Eu – Leandro Fregonesecá
04 – Papo de Samba – Carlos Caetano, Moisés Santiago e Flávio da Silva Gonçalves
05 – Toda Noite – Arlindo Cruz e Maurição
06 – Ibamolê – Serginho Beagá
07 – Musas – Arlindo Cruz e Rogê
08 – Conto de Areia (Incidental: Rap de Areia) – Romildo Souza Bastos, Antônio Carlos de Nascimento e Emicida
09 – Pedreira – Fabinho do Terreiro e Ricardo Barrão
10 – Lenda das Matas – João Martins e Raul de Souza Vidigal
11 – Eu Sou Assim – Serginho Beagá

César Lacerda – Paralelos & Infinitos (2015)

Ter o amor como tema pode parecer, num primeiro momento, algo corriqueiro e banal. O lugar-comum. Entretanto, o que acontece quando um artista decide converter essa matéria-prima em um elemento instável, de alto risco? E ainda, optar por uma abordagem leve e sintética? Foi esse o caminho que César Lacerda escolheu para o seu novo disco, Paralelos & Infinitos (Joia Moderna). E há algo de revolucionário nessa escolha. Afinal, em um momento de tanta hostilidade e descrença, nada mais radical para um artista do que abrigar em sua obra o afeto. Lacerda, como grande músico que é, sempre soube fazer isso de forma singular, exibindo, desde seu primeiro disco, Porquê da Voz (2013, independente), uma identidade luminosa, sensível e inventiva.

Nascido em Diamantina (MG) e radicado por oito anos no Rio de Janeiro, Lacerda jamais perdeu seu DNA mineiro, bem como jamais deixou de externar sua vontade em expandi-lo e se tornar universal. O que seria para muitos uma ideia conflituosa, para ele foi um poderoso impulso que o permitiu se abrir a vários diálogos. Algo que pode ser comprovado nos projetos em que vem se envolvendo desde o lançamento de seu álbum de estreia, há dois anos. Nesse período, o músico trabalhou ao lado de nomes de diversas cenas e gerações: Lenine, Marcos Suzano, Emicida, Paulinho Moska, Fernando Temporão, Letícia Novaes (Letuce), Juçara Marçal, o poeta Eucanaã Ferraz, o ator Matheus Nachtergaele, entre outros. Também esteve presente nos EPs Instantâneos (2014, DOBRA) e Banquete (2014, Banda Desenhada Records); no tributo aos Novos Baianos, Tinindo e Trincando (2014, Jardim Elétrico); e na coletânea Mar Azul (2015, Slap – Som Livre), em homenagem ao Clube da Esquina.

Por conta de seu trabalho, o músico se apresentou em diversas casas de show do país, como os SESC’s Vila Mariana (SP), Palladium (BH) e Tijuca (RJ), Oi Futuro (RJ) e Teatro Paiol (PA), além de ter realizado turnês por vários países, como Uruguai, Cuba, Portugal, Holanda, Alemanha e Itália. Toda essa experiência, tanto musical quanto pessoal, foi muito importante para a gestação de Paralelos & Infinitos. Lançado em um momento de transição, quando Lacerda decide mudar-se para a cidade de São Paulo, o disco trata, exclusivamente, de um relacionamento amoroso.
“Love is so essential! Love is so celestial! Love is so special! Love is so delicious!
Love is…”
Abordando os aspectos mais resplandecentes dessa relação, o artista desfruta dessa felicidade (perene ou efêmera, não importa) revolvendo-a, criando uma paisagem que, ao invés de revelar fissuras, mostra seu núcleo duro, explendoroso e brilhante. Ainda que efusivo, Paralelos & Infinitos se apresenta como um trabalho íntimo, delicado e confessional. Seu título foi retirado do livro Amor em segunda mão (2006) da escritora portuguesa Patrícia Reis. A expressão é usada pela autora para designar a linha do horizonte, o encontro do mar com o céu, uma metáfora à relação a dois.

Na capa e contracapa do disco, Lacerda e sua namorada, a atriz Victoria Vasconcelos, aparecem em um ambiente ao mesmo tempo aquático e cósmico, remetendo a Joia (1975), de Caetano Veloso; e a Histoire de Melody Nelson (1971), de Serge Gainsbourg. Esse clima familiar e cúmplice se estende ao longo de todo o álbum. Nele, Lacerda gravou a maioria dos instrumentos e vozes, contanto com colaborações pontuais, dentre elas, a própria Victoria, Cícero, Mahmundi, Lucas Vasconcellos (Letuce) e Pedro Carneiro, este último, também produtor do disco.

Esteticamente, Lacerda promoveu em Paralelos & Infinitos uma fusão de influências que lhe são bastante caras: Milton Nascimento, Caetano Veloso, Grizzly Bear e, mais fortemente, DM Stith. Assim, é possível observar tanto um preciosismo notoriamente ligado ao som de Minas quanto a pesquisa timbrística e uma ambiência que remetem aos artistas contemporâneos da cena indie folk norte-americana.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Algo a Dois – César Lacerda
02 – Touro Indomável – César Lacerda e Francisco Vervloet
03 – 21 – César Lacerda
04 – Olhos – César Lacerda e Luiz Rocha
05 – Guarajuba – César Lacerda
06 – Paralelos & Infinitos – César Lacerda
07 – Love Is – César Lacerda
08 – Quiseste Expor Teu Corpo a Nu – César Lacerda

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Carlos Walter – Calendário do Afeto (2015)

O compositor e violonista mineiro Carlos Walter lança seu primeiro trabalho solo e autoral criado durante a gestação de seu primogênito

Carlos Walter lança o CD/E-Songbook "Calendário do Afeto: suíte para violão solo com 9 movimentos alusivos aos meses de gestação; áudio, partituras, cifras e tablaturas”.

O trabalho narra musicalmente as fases da gestação até o nascimento do seu filho. O CD é acompanhado por livro digital de partituras, cifras, tablaturas e trechos de citações literárias (epígrafes) que dialogam com esse universo da maternidade / paternidade.

Cada tema dessa suíte conta uma história. Afinal, música instrumental é um meio de comunicação universal, a partir do qual os músicos verbalizam frases sem palavras: prosas e versos não falados! Por isso, os movimentos possuem ritmos genuínos (valsa, fantasia, baião, bossa nova, choro) e híbridos (fusion e outros identificados com os neologismos salsamba, marcha-tango, semifrevo)...

Subtítulos e exposições de motivos repletas de homenagens, lembranças, influências e personagens do real-imaginário do violonista-compositor, que intentam decodificar o pleno e intraduzível amor incondicional desse discurso musical de boas vindas ao filho primogênito (partícipe especial do CD, cujas risadas/choro e batimento cardíaco extraído de uma ultrassonografia ilustram o 9º e o 5º meses).
O projeto gráfico foi desenvolvido por Leonora Weissmann e Júlio Abreu e a gravação realizada por Joao Ferraz no estúdio Lontra Music com a assistência de Marcos Frederico e a direção musical de Elodie Bouny.

Professora da escola de música UFRJ, a violonista e compositora Elodie Bouny considera Calendário do Afeto, de Carlos Walter, uma ode ao amor paterno. “Carlos é detentor de uma prosa musical potente e original, e este primeiro registro (o primogênito) é uma declaração autêntica e profunda da expressão mais íntima e sincera que ele pôde dar. Por outro lado, é um depoimento maduro e uma homenagem ao ser mais amado, uma linda mensagem de amor em forma de música”, afirma a musicista que assina, ao lado de Yamandu Costa, Ulisses Rocha, Juarez Moreira, Luiz Otávio Savassi Rocha, Alvaro e Giselda Walter, um dos textos de apresentação.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – 1º Mês – Terna Tríade
02 – 2º Mês – Uh!...beraba
03 – 3º Mês – Sui Generis
04 – 4º Mês – União XV
05 – 5º Mês – Acrobata
06 – 6º Mês – São Miguel
07 – 7º Mês – Mariana, Sinos e Afins
08 – 8º Mês – Paião
09 – 9º Mês – Champagnat

Todas as composições de Carlos Walter 

Dolores 602 (2014)

Formada por Débora Ventura (voz e violão), Camila Menezes (baixo), Táskia Ferraz (guitarra) e Isabella Figueira (bateria), a banda Dolores 602 lançou recentemente o seu 1º EP, homônimo. A sonoridade do disco transcende o rock que norteou os primeiros passos da banda formada em 2010, mas mantêm o clima vibrante.

Dolores 602 propõe um trabalho autoral produzido em Minas que dialoga com diferentes aspectos de brasilidade e com a música do mundo. Com linguagem acessível e sensível, vem sendo reconhecida por públicos bem variados, justamente por não vir de um nicho musical específico. No palco, as quatro mulheres, compositoras e instrumentistas, impactam também o olhar. Despretensiosamente, convidam o público a rever conceitos e propõem novas possibilidades de identificação para as mulheres no campo da música.

Em 2011 a banda começou a circular pelas casas da cena mineira e em pouco tempo já marcavam presença em programas de TV, rádio e festivais, nos quais foram premiadas pelo júri e voto do público. Em 2014 participou da coletânea Espelho Retrovisor – Tributo aos Engenheiros do Hawaii, que reuniu artistas de todo o país, produzida pelo site Scream and Yell. Para 2015 a banda se prepara para o lançamento do primeiro clipe e planeja a produção do novo álbum. Parte dessa trajetória foi contada no minidocumentário produzido pela Brodagem Filmes (SP) e lançado no final de 2012.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 – AM/FM – Camila Menezes
02 – Deusa do Som – Camila Menezes
03 – When She Comes – Táskia Ferraz e Miro Machado
04 – Suspiro Blue – Luiza Brina e Raquel Dias
05 – AzulAmarelo – Camila Menezes

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Fred Selva – A Estranheza e O Poliglota (2015)

Fred Selva, vibrafonista e compositor, formado em percussão pela UFMG estudou com Naná Vasconcelos e Florent Jordelet, entre outros. Participou de gravações como o disco “Niños” de Pablo Passini (ganhador do premio Marco Antônio Araujo 2014) e Darcy James Argue & Big Band do Palácio das Artes. Foi vencedor do Prêmio BDMG Instrumental 2015, um dos mais importantes para a cena musical mineira.

Selva lança o seu primeiro disco “A Estranheza e o Poliglota” pelo Savassi Festival 2015. Segundo o texto do release, “Fred Selva apresenta ao público o encontro entre a ‘Estranheza’, que não acredita no feio ou no bonito, e o ‘Poliglota’ que não acredita no certo ou no errado, esse dois personagens surreais constroem a trama, sobre a qual o grupo toca as músicas inusitadas e surpreendentes”.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Abertura – Fred Selva
02 – Experiência Necessária – Fred Selva
03 – Suite Inacabada – 1 e 2 – Fred Selva
04 – João & Max – Fred Selva
05 – O Monstro No Armário – Fred Selva
06 – Suíte Inacabada – 3 – Fred Selva e Pablo Pasini
07 – Transição – Fred Selva
08 – Suíte Inacabada – 4 ou 1 – Fred Selva
09 – A Delicadeza do Sorriso (da Moça Que Dança) – Fred Selva e Isabela Solo
10 – O Delírio de Sidney – Fred Selva
11 – Première – Fred Selva

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Kabana - # Pegadas (2015)

KABANA é uma banda de Surf Music, Rock e Reggae de Belo Horizonte/MG. Possui hits como “With You Again”, “Bem Longe”, “Uma Cabana” e “Eu Vou Te Esperar” com participação da cantora Lorena Chaves. Hoje encontram-se na estrada com a Turnê #PEGADAS.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – With You Again – Renato Ferreira
02 – Bem Longe – Renato Ferreira
03 – Vem que Vai Ser Bom – Rafael Silva
04 – Vamos Fugir – Renato Ferreira
05 – Sigo Sem te Ter – Renato Ferreira
06 – Eu Vou Te Esperar – Renato Ferreira
07 – Uma Cabana – Renato Ferreira
08 – Eu Sou – Renato Ferreira
09 – Já é Hora – Renato Ferreira
10 – Seus Sonhos – Renato Ferreira
11 – Terra Cheia – Renato Ferreira
12 – Com Você – Renato Ferreira


Helton Silva – Mais Perto - Closer (2015)

O artista desenvolve uma linguagem jazzística, que parte do compromisso com os arranjos e fundamentos sonoros propostos, como por exemplo, as escolhas instrumentais.

As diferentes sonoridades encontradas, somam-se em um total de onze faixas que se interagem de forma significativa, apontando surpresas harmônicas e melódicas que se fazem presentes nas variadas execuções interpessoais.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Casas – Helton Silva
02 – The Long Highway – Helton Silva
04 – Catavento – Helton Silva
05 – Mais Perto (Close) – Helton Silva
06 – Miramor – Helton Silva
07 – Luz – Helton Silva
08 – Inspiração – Helton Silva
09 – Pé de Vento – Helton Silva
10 – A Villa – Helton Silva
11 – For Friends – Helton Silva

Helton Silva, Yuri Popoff e Márcio Bahia – One (2015)

O PROJETO LEVA AO INTERESSADO, ATRAVÉS DA VEICULAÇÃO DO CD INTITULADO “ONE” (HELTON SILVA/YURI POPOFF/MÁRCIO BAHIA), O RESULTADO DE UMA PESQUISA MUSICAL INTENSA, QUE SE PAUTA PELA MISTURA DE ESTILOS DIVERSIFICADOS, EM QUE A MÚSICA BRASILEIRA É FORMATADA JUNTO AO DISCURSO JAZZÍSTICO.

INFLUÊNCIAS MINEIRAS, BOSSANOVISTAS, ENTRE OUTRAS, SÃO FOMENTADAS À MISTURA PROPOSTA. O CD TRÁS EM SEU CONTEXTO A GRAVAÇÃO DA OBRA ‘ROSA’ (PIXINGUINHA) E TAMBÉM DOS TEMAS ‘VERTENTES’ E ‘RETIRO DAS PEDRAS’, DE YURI POPOFF, ALÉM DE COMPOSIÇÕES AUTORAIS E INÉDITAS, DE HELTON SILVA.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Vertentes – Yuri Popoff
02 – Daydreams – Helton Silva
03 – Choro Breve – Helton Silva
04 – Do Oiapoque ao Chuí – Helton Silva
05 – Night Away – Helton Silva
06 – Retiro das Pedras – Yuri Popoff
07 – Pingado – Helton Silva
08 – Espera – Helton Silva
09 – Rosa – Pixinguinha

Victor Batista – Manchete do Tico-Tico (2015)

O CD Manchete do Tico-Tico retrata a importância do contato com a Mãe terra, cantando poesias em defesa da natureza, das belezas do Cerrado e do amor incondicional. Traz em destaque a história de Cora Coralina, o valor da vida no campo, o ócio produtivo, o roçado, o desabafo do caboclo, o ciclo natural equilibrado para nossa sustentabilidade num contexto contemporâneo do universo da Viola Caipira.

São treze músicas cantadas e instrumentais sendo nove delas inéditas em parceria com João Bá, João Bosco Bonfim, Luis Enrique Mejía Godoy e Marta Narciso; e quatro releituras de compositores como Luis Perequê, Juraildes da Cruz, Levi Ramiro, Ludwig Van Beethoven e Antonio Vivaldi. O desenho da capa é de Claudimar Pereira.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Pontos de Capitão – Domínio Público – Adapt. Victor Batista
02 – Manchete do Tico-Tico – Victor Batista e João Bá
03 – Alvorada a Aurora – Victor Batista e Pipo Neves
04 – Céu Mais Lindo – Victor Batista
05 – Natureza do Cerrado – Victor Batista
06 – Vida no Campo – Juraildes da Cruz
07 – Liberdade Erudita: de Beethoven a Vivaldi
08 – Solo El Amor – Victor Batista e Luis Enrique Mejia Godoy
09 – Orelha de Pau – Luis Perequê
10 – Mulher Rendeira – D. P./Asa Branca – Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira
11 – Serra dos Pireneus – Victor Batista
12 – A Peleja de Aninha Contra o Reino da Tirania – Victor Batista e João Bosco Bonfim
13 – Semente – Victor Batista e Marta Narciso

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Celso Moretti – Estilingue (2015)

O disco é o quinto da carreira de Celso Moretti e está sendo divulgado em várias cidades do país. Com 12 faixas autorais “Estilingue” conta com uma temática bem-definida. Inclusive o nome do álbum é uma referência do cantor sobre si. “O reggae saiu da Jamaica para o restante do mundo como se fosse uma arma. Quando comparo isso com minha música, vejo que ela é apenas um estilingue. Daí o nome da obra”, diz.

Celso Moretti é um ícone do reggae em Minas Gerais, por ser um dos pioneiros a introduzir o ritmo no Estado. Nascido em São João del Rei, o cantor teve sua formação praticamente construída em Contagem, aonde chegou aos 7 anos de idade. Na época, morador da Vila Nova Brasília, tomou gosto pela música e formou em 1984 a banda Nego Gato, considerada a primeira de reggae em Minas.

Da influência absorvida no período em que viveu na Vila Nova Brasília, Celso Moretti conservou o estilo que permanece em toda sua arte. Prova disso é a criação por ele do “reggae favela”, um gênero musical oriundo do reggae jamaicano com mistura de outros sons que o músico aprecia. Atualmente, ele é a maior referência do gênero em Minas Gerais e já conquistou o respeito da comunidade artística de todo o país.

Além de apresentações por todo o Brasil, Celso Moretti já esteve duas vezes no continente africano divulgando sua música. Em 2010, o cantor se apresentou em Senegal. Já em 2014, o músico fez dois shows na cidade de Kumasi, em Gana.

Preço - R$20,00

Faixas:
01 – Água Mole em Pedra Dura, Tanto Bate Até Que Fura (Não Pare a Luta) – Celso Moretti
02 – Rastaman – Celso Moretti
03 – Semente – Celso Moretti
04 – Tendiquerê – Celso Moretti
05 – Cadeira – Celso Moretti
06 – Ponto de Ônibus – Celso Moretti
07 – Pinta Daninha – Celso Moretti
08 – É A Lei – Celso Moretti
09 – Abraçar o Mundo – Celso Moretti
10 – Poder – Celso Moretti
11 – Gueto – Celso Moretti
12 – Referências – Celso Moretti

Maurício Tizumba - Galanga Chico Rei (2015)

“Galanga Chico Rei” traz 11 faixas, todas compostas por Paulo César Pinheiro, um dos mais consagrados compositores brasileiros, sendo três delas fruto da parceria de longa data com o cantor, violonista e produtor musical Sergio Santos e duas com o próprio Tizumba.

Oito das faixas gravadas nunca tinham sido registradas. O álbum foi produzido e arranjado por Sergio Santos, que responde, ainda, pelos violões e, em algumas faixas, pelos vocais. “Galanga Chico Rei” conta também com as vozes de Bia Nogueira e Júlia Dias, o piano e a sanfona de André Mehmari, a percussão de Sérgio Silva, o baixo acústico de Beto Lopes, o vibrafone de Antônio Loureiro e um quinteto de madeiras formado por Catherine Carignan, Cássia Lima, Alexandre Barros, Maria Liebrech e Marcus Julius Lander.

“A música da manifestação popular já existe, não cabe apenas repeti-la. Buscamos nesse trabalho uma linguagem instrumental distinta, que também se aproxima da música erudita e da música instrumental brasileira. Embora tenha esse colorido diferente, é um disco do Tizumba, enraizado nele”, explica Sergio Santos.

Com sofisticada sonoridade, que remete às nossas mais profundas raízes musicais afro-brasileira, sobretudo a do congado, o álbum é uma homenagem ao rei africano escravizado no Brasil e convertido em herói ao comprar a própria liberdade, adquirir riqueza e libertar centenas de outros escravos. A narrativa sonora, fruto de extensa pesquisa empreendida pelo próprio Paulo César, foi criada originalmente para a peça homônima escrita por ele, dirigida por João das Neves e protagonizada por Tizumba que estreou em 2011.

“O povo negro foi vitorioso também, não apenas sofredor. Precisamos contar as histórias desses heróis que a historia oficial tenta sempre apagar. Contar a história de Galanga, a história invisibilizada de um herói negro vencedor, é também um ato de resistência política e cultural”, diz Tizumba.

Preço – R$30,00

Faixas:
01 – Embaixada do Congo – Paulo César Pinheiro
02 – Capitão e Capitã – Paulo César Pinheiro
03 – Falange – Paulo César Pinheiro e Sérgio Santos
04 – Orumilá – Paulo César Pinheiro
05 – Galanga Chico Rei – Paulo César Pinheiro e Sérgio Santos
06 – Congado do Candombe – Paulo César Pinheiro
07 – A Rainha e a Princesa – Paulo César Pinheiro
08 – Congadeiro – Paulo César Pinheiro e Sérgio Santos
09 – Na Ginga do Congo – Paulo César Pinheiro
10 – Louvado Seja – Paulo César Pinheiro e Maurício Tizumba
11 – Viva Zambiapongo – Paulo César Pinheiro e Maurício Tizumba

Adrianna - Antes de Abrir os Olhos (2015)

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Tudo Bem – Robson Jorge, Lincoln Olivetti e Katia Garcia
02 – Com a Boca No Mundo – Rita Lee, Luiz Carlini e Lee Marcucci
03 – Tudo Que eu Preciso – Alexandre Massau, Egler Bruno, Thiago Corrêa e Xande Tamietti
04 – Envergo Mas Não Quebro – Lenine e Carlos Rennó
05 – Meu Alento – Péricles Garcia e Paulo Valle
06 – Absurdo – Carlos Pontual e Fernando Velloz
07 – Sem Saber – Adrianna
08 – Já Não Há Tempo – Adrianna e Barral Lima
09 – Resposta – Adriana Moreira, Play, Mônica Horta e Tibless
10 – Carrossel – William Magalhães, Sérgio Choppa, Cláudio Choppa e Cláudio Rosa
11 – Antes de Abrir os Olhos – Adrianna e Duke

Cristina Lourenzo - Parte de Mim (2015)

A cantora mineira lança seu primeiro CD com um trabalho autoral voltado para a música jovem, com leituras diversas entre todos os ritmos e musicalidade.
Produção musical - Renato Piau
Arranjos - Renato Piau, Humberto Araújo e Mário Silva

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Aliança – Tião Pinheiro e Léo Pinheiro
02 – Paixão – Herman Torres
03 – Por Um Momento – Haroldo Bala
04 – Cuida do que é seu em mim – Tião Pinheiro, Léo Pinheiro e J Bulhões
05 – Quadris – Zeca Costa e Cristina Louzeiro
06 – Aquela Janela – Zeca Costa
07 – Livro Raro – Zeca Costa e Haroldo Bala
08 – Arpejos de Lua – Haroldo Bala

Maurinho e Os Mauditos - O Riso do Tempo (2015)

Todo músico que já possui uma carreira, ou uma banda com uma trajetória de sucesso, costuma ter também um projeto paralelo. Não era o caso de Maurinho Berrodagua, ou Maurinho Nastácia. Mesmo depois de lançar dez CDs e rodar todo o país participando dos principais festivais de música com sua banda Tianastácia, como o Rock in Rio em 2001, ele ainda tinha muita música guardada na gaveta. Até que em 2009 ele foi convidado pelo então diretor de Programação da Rede Minas, Luciano Alckmin, para participar de um especial de Natal da emissora com projetos paralelos de músicos já famosos: "Maurinho, você tem um projeto paralelo?", perguntou Alckmin. Ele não tinha, mas dessa pergunta nasceu a banda Maurinho e os Mauditos (com u mesmo, pois é uma brincadeira com o nome dele).

Depois de quase seis anos, muitos shows, um CD gravado em 2009 e muito rock and roll ao lado de Fernando Murcego, bateria; Vinícius Cavalo Doido, baixo; e Lucas França, guitarra; será lançado o segundo CD, com nome de uma das músicas: O riso do tempo. Com produção musical de Ronaldo Gino, o disco foi gravado com recursos do Fundo Municipal de Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte.

Todas as músicas do disco são de Maurinho Berrodagua. "Muita coisa eu já havia tentado compor para o Tianastácia, mas não se adequaram ao estilo da banda. Fui compondo rock, nu e cru, sem um enquadramento mercadológico. Esse disco não segue a receita básica do pop", comenta. Ao todo, são 9 novas músicas inéditas e a música Circus, que havia entrado como vinheta no disco Orange 7, do Tianastácia, e que agora ganhou corpo e está completa no Riso do tempo.

De acordo com Maurinho, as letras falam do dia-a-dia, do amor, da falta dele, da saudade, das drogas, da tristeza. Mas engana-se quem acha que o resultado final foi dramático. "Muito pelo contrário, é um disco alto astral, com muita energia!", pontua. "O tempo brinca com a gente, essa estrela que a gente vê hoje nem deve existir mais... O tempo e sua ironia, o seu riso. Daí, tiramos disso nossa inspiração para fazer rock!", conclui, se remetendo ao título do CD.

Tal pai, tal filho 
O disco tem participação especial de estrelas como Célio Balona (que toca acordeom em Pra vocês), Marcelo Brandão (viola de 10 cordas em O riso do tempo) e de Túlio Carvalho (cítara em Destilado). Mas o destaque mesmo vai para o garoto Zeca Porfírio, 12 anos, filho de Maurinho, que gravou três passagens do disco. "Gravei o som do metrô em Londres, de pedestres em uma rua de Dublin e de um piano que toquei em Berlim. Achei bem legal. Daí chamei meu filho para gravar umas guitarras em cima desses sons. Adorei o resultado, mas ele queria muito mais!", conta, orgulhoso.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 – Destilado – Maurinho Berrodagua
02 – Madrugada – Maurinho Berrodagua, Piriquito Nastacia e Leonardo Lachini
03 – Fissura – Maurinho Berrodagua
04 – Passagem Metrô – Ronaldo Gino e Zeca Porfírio
05 – Me Tira Daqui – Maurinho Berrodagua
06 – Passagem Sinal de Pedestre – Zeca Porfírio e Ronaldo Gino
07 – Pra Vocês – Maurinho Berrodagua
08 – Passagem Pombos – Ronaldo Gino
09 – A Sua Tristeza – Maurinho Berrodagua
10 – Eu Não Me Lembro – Maurinho Berrodagua
11 -  O Riso do Tempo – Maurinho Berrodagua
12 – Circus – Maurinho Berrodagua
13 – Passagem Piano – Maurinho Berrodagua, Zeca Porfírio e Ronaldo Gino
14 – Desde Aquele Dia – Maurinho Berrodagua

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Assanhado Quarteto - Feira (2015)

O Assanhado Quarteto surgiu a partir de uma proposta coletiva de execução do repertório de choro com uma formação pouco convencional, utilizando instrumentos como o baixo-acústico, a bateria, a guitarra e o vibrafone.

A partir de sua criação, em 2011, seus integrantes passaram a arranjar e compor peças que combinassem com a instrumentação proposta, valendo-se de uma concepção estética singular dentre os que lidam com o gênero no Brasil.

Da característica dialógica e heterogênea do conjunto, surge o conceito de "Feira" - momento de troca; tempo de encontro; lugar de fascínio, por sua pluralidade, cores, densidade, secularidade e poesia. Na apresentação de lançamento de disco homônimo, o Assanhado busca sintetizar o intercâmbio, a troca e as múltiplas sociabilidades – vivências comuns às feiras livres e matérias-primas básicas para a confecção do primeiro registro fonográfico do grupo.

O resultado é um som dotado de personalidade, inovação e brasilidade, executado em show enérgico através do qual buscam a aproximação entre o público e o ambiente da música instrumental brasileira.

Preço – R$28,00

Faixas:
01 – Põe Fiado! – André Milagres, Lucas Ladeia e Rodrigo Heringer (Picolé)
02 – Tilho No Choro – Lucas Ladeia
03 – Dia Bom – Rodrigo Heringer (Picolé)
04 – Maíra – André Milagres
05 – Atreva-se – Lucas Ladeia
06 – Cocada Preta – André Milagres
07 – Trevithick Way – Lucas Telles
08 – Ao Mestre – André Milagres
09 – Bambolê – André Milagres
10 – Do Avarandado – Rodrigo Heringer (Picolé)

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Todos os Caetanos do Mundo – Pega a Melodia e Engole (2015)

"A gente tem que perder tempo, sim” é um trecho de “Então, Pense”, faixa que abre o álbum Pega a melodia e engole, da banda Todos os Caetanos do Mundo. A frase abre uma reflexão sobre o tempo, no nosso tempo. O tempo em que vivemos correndo, que desencontramos os amigos, as paixões, os amores. E o tempo que sobra, quando queremos o encontro da respiração, do abraço, do beijo. Sim, o tempo é o senhor do disco de estreia da banda belo-horizontina.

As canções passeiam, principalmente, pelo pop e pelo rock e traduzem nosso sentimento de falta de tempo e o modo como nos relacionamos uns com os outros na contemporaneidade, na maior parte do tempo, pela internet. Aliás, muitas ideias do álbum surgiram de encontros virtuais, com canções feitas por redes sociais, outras em quartos de hotel.

De cara, assim que recebi o link do disco, tudo bateu forte, foi profundo. Soou muito particular com o meu momento. Cada palavra cantada reafirmava a vontade de que é preciso dedicar-se mais ao outro; é preciso estar próximo de quem se ama. E o sentimento pipocava em passagens como “no momento, digo que tá foda”, da faixa “Sim”, e mais adiante, em “Farte-se”, em que a recomendação é parar de chorar, parar de lamentar e viver "sensacionais fins de semana inteiros".

Densa, a dançante “Sim” sinaliza uma saída da bolha que a gente cria a nossa volta. Encarar a realidade, de uma vez por todas, é a possibilidade de enxergar que dias melhores virão. Tudo é transitório. Nosso inverno pessoal acaba e acredita-se que “setembro sopra para um caminho feliz”. Tudo é poético.

O álbum também traz diálogos musicados, como em “Amanhã é Véspera”. Em boa parte da faixa, a voz de Julia Branco dialoga com o baixo de Thiago Braga; a canção cresce na medida em que o diálogo se intensifica e tem seu auge, entre desespero e alívio, marcado pelas guitarras de Luiz Rocha e a bateria de Adriano Goyatá. A faixa “Nhem-Nhem-Nhem também” também é uma conversa de (ótimas) rimas.

Um presente para a banda, amigos e fãs, é a participação especialíssima de Arnaldo Antunes, dividindo os vocais na faixa-título do álbum. “Pega a melodia e engole”, conhecida por frequentadores dos shows do grupo, ganhou outra dimensão. A letra é intensa e resume, de maneira clara, não apenas pelo nome, a síntese do trabalho. De um lado a voz doce de Julia, de outro, a voz grave de Arnaldo. Juntas formam um dueto de arrepiar. Coloco a faixa na pasta das músicas mais bonitas que ouvi nos últimos tempos. Ela cresce, cresce e, como sugere a letra, explode.

Importante mencionar que Arnaldo não aparece apenas na participação de “Pega a Melodia e Engole”. Na faixa “Farte-se”, é nítida a influência da obra do cantor e poeta paulistano sobre Todos os Caetanos: efeitos diversos, piano eletrônico e melodia que embala. Um hit. Consigo até imaginar Arnaldo dividindo o palco com o grupo e dançando à sua particular maneira. Seria sensacional.
Luiz Rocha assume os vocais em "Por que você só pensa em Deus?", a mais rock de todas as faixas, e na faixa "Pra nunca mais", onde os instrumentos marcam cada interrogação da letra.  A francesa “Là-Bas”, outra canção conhecida do público que acompanha a banda, é outra joia do disco. Suave e introspectiva, a música toca profundamente a alma.

“Tempo pra dizer” é a balada que encerra lindamente o álbum. Apesar de também falar de desencontro, ela exerce a função de responder várias perguntas que aparecem ao longo do trabalho produzido (e muito bem amarrado) pelo requisitado Chico Neves.

Todos os Caetanos do Mundo lança “Pega a Melodia e Engole” com um caldeirão de influências que dialogam com o grande inspirador da história, Caê. Ouça esse belo registro com tempo. Farte-se da sensibilidade dele e rabisque papéis, lousas, paredes. Ligue para alguém que há muito você não encontra. Ligue mesmo, não envie inbox! E convide-o para ouvir o disco junto e perder tempo.
*por Paulo Proença

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Então, Pense – Luiz Rocha
02 – Sim - Luiz Rocha e Natália Gomes
03 – Amanhã é Véspera - Luiz Rocha
04 – Pega a Melodia e engole - Luiz Rocha e Julia Branco
05 – Porque Voce só Pensa em Deus? - Luiz Rocha
06 – Farta-se - Luiz Rocha
07 – Nhem-Nhem-Nhem - Luiz Rocha e Julia Branco
08 – Pra Nunca Mais - Luiz Rocha e Thiago Braga
09 – Lá-Bas - Luiz Rocha e Luna Castell
10 – Tempo pra Dizer - Luiz Rocha, Julia Branco e Thiago Braga