quinta-feira, 16 de abril de 2015

Corporações Musicais de Belo Horizonte – Registro Fonográfico (2014)

Sobre a Corporação Musical Cosme Ramos (1984)
A corporação nasceu por iniciativa de José Antônio Campos, presidente da Associação do Bairro de Campo Alegre, região norte de Belo Horizonte. Em uma das reuniões, os associados apoiaram a criação da banda juntamente com sua escola de música. A formação de novos músicos é primordial para a existência de uma banda. Ali, jovens e adultos aprendem a escrita musical, se afeiçoam a um instrumento e se dedicam a tocá-lo bem. Depois vem a noção de conjunto, onde a participação de cada um contribui para a harmonia da banda.

A criação e manutenção de uma banda na capital do Estado, na década de 1980, reflete o firme desejo dos moradores desse bairro em colocar a serviço da comunidade local essa forma tão estimada de arte, que lembra os domingos tranquilos de cidades pequenas, dentro de uma capital ruidosa e inundada com sons eletrônicos vindos de toda parte.

O nome da banda homenageia Dilson Cosme Ramos, figura atuante que levantou verbas junto ao poder público para equipar a banda com instrumentos de boa qualidade. Dessa maneira, a Cosme Ramos segue confiante e decidida, tal qual a união dos moradores do bairro de Campo Alegre.

Sociedade Musical Carlos Gomes (1896)
Nascida numa modesta casa ao lado da Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, em Belo Horizonte, a Sociedade Musical recebeu o nome do compositor Carlos Gomes, falecido naquele ano - 1896. A primeira aparição em público se deu após uma missa, encomendada pelos próprios músicos, para honrar o grande compositor de óperas.  A cidade, nascida para ser a nova capital administrativa da Província de Minas Gerais, recebeu um êxodo de operários e funcionários públicos com suas famílias. Dentre eles, encontravam-se músicos oriundos de várias localidades mineiras com forte tradição musical e, naturalmente, foram chamados para formar a banda. À frente estava o maestro e também arquiteto, Alfredo Camarate.

A Carlos Gomes carrega a marca da construção e fundação de Belo Horizonte, em 1897. Mesmo recém-formada, a banda logo foi convidada para inauguração de vários equipamentos e serviços urbanos, como o Parque Municipal e a luz elétrica, além da inauguração da própria capital. Desde então, ela é presença constante nas festividades cívicas e religiosas, além dos carnavais e retretas pelas praças da cidade. A história da banda do Calafate, assim chamada por ter sua sede instalada neste bairro, está intimamente ligada à Capital de Minas.

Preço – R$20,00

Faixas:
Sociedade Musical Carlos Gomes
01 – Aleluia (Marcha) - Mozart
02 – Capitão Abner (Dobrado) – Vanildo Antonio de Albuquerque
03 – Dobrado – Dr. Raimundo Nonato Filho – Francisco Belmiro da Silva
04 – Nossa Senhora do Carmo (Marcha Festiva) – Ulisses de Souza Lima
05 – Maria José (Valsa) - Ulisses de Souza Lima
06 – Rumba (Rumbeira) - Francisco Belmiro da Silva

Corporação Musical Cosme Ramos
07 – Expedito de Bessa – Moacir da Cruz
08 – Sargento Caveira – Autor Desconhecido
09 – Passeio em Liberdade - Moacir da Cruz
10 – Santa Cruzense - Moacir da Cruz
11 – Nossa Senhora do Rosário - Moacir da Cruz
12 – Morais – Sarmento – Antonio do espirito Santo

Zé Helder – Assopra o Borralho (2014)

Assopra o Borralho é o título do terceiro disco solo do compositor e instrumentista mineiro Zé Helder. É um disco de composições próprias, algumas parcerias (Zeca Collares, Amauri Falabella, Índio Cachoeira) e participações especiais (Alzira E, Jotagê Alves e vários músicos).

O que é “Assopra o Borralho”   
O disco Assopra o Borralho é permeado por uma temática rural – reminiscências da infância do autor, ao redor do fogão de lenha em sua cidade natal, Cachoeira de Minas, MG. A viola caipira é o instrumento principal e todas as canções têm arranjos que valorizam a ambientação acústica e instrumentação concisa.

Nesse disco, Zé Helder aprofunda suas experimentações na viola, dessa vez com um instrumento dinâmico (com ressonância a partir de um cone metálico), que repete o caminho surpreendente e inovador já experimentado em trabalhos anteriores. Readota seu instrumento anterior, o contrabaixo, para criar a atmosfera típica de uma Minas Gerais de várias facetas, entre o tradicional e o contemporâneo.  

Uma das faixas do trabalho é uma homenagem ao professor Hermógenes, pioneiro na difusão do Yoga no Brasil, autor de vários livros e referência em estilo de vida saudável. Essa faixa será feita com a participação do grupo tradicional “Os Mensageiros de Santos Reis” grupo de folia de reis formado pelos mesmos integrantes do grupo Os Favoritos da Catira, que já são parceiros em outros trabalhos de Zé Helder.

A gravação dessa faixa exigirá uma produção especial, e será registrada em vídeo para divulgação na internet. Essa produção (vídeo) ficará a cargo da produtora Confraria. A produção do disco é de Ricardo Vignini, dono do selo Folguedo/Tratore responsável por muitas produções do gênero, inclusive os trabalhos anteriores de Zé Helder

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Água Limpa – Zeca Collares e Zé Helder
02 – Seresta na Roça – Índio Cachoeira e Zé Helder
03 – Assopra o Borralho - Zé Helder
04 – Composição Sobre Trilhos - Zé Helder
05 – Pão de Queijo – Mingo Jacob e Zé Helder
06 – Sabão de Cinza - Zé Helder
07 – Francisco - Zé Helder
08 – Com Você, tudo é Outra História - Zé Helder
09 – A Toada do Prof, Hermógenes - Zé Helder
10 – As Bodas de Caná - Zé Helder
11 – O Boi - Zé Helder

Union Latina – La Negra Tierra (2014)

A banda é constituída por 11 integrantes e conta com músicos, bailarinos e atores profissionais de diferentes países como Brasil, Cuba, Uruguai e Colômbia. Reunidos em Belo Horizonte, há oito anos a banda vem desenvolvendo seu trabalho com base na diversidade musical da América Latina com o objetivo de gerar um formato artístico representativo da integração cultural latino-americana.

O espetáculo é apresentado de forma impactante e contemporânea. Possui como principais referências musicais ritmos como salsa, són, cumbia, maracatu, samba, coco e latin jazz, dentre outros, sendo a performance complementada por elementos coreográficos que convidam o público a participar deste encontro com a música.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Tropicana
02 – Abarrotado
03 – Preguntas
04 – Oiga Compay
05 – La Negra Tierra
06 – Uma Idea
07 – Mi Lema
08 – Cosas
09 – Conciencia Latina
10 – Alucinación

Os Leviatãs – Introduzindo (2014)

“Introduzindo Os Leviatãs”- O disco de estréia dos Leviatãs que transborda Rock and Roll de uma forma poucas vezes antes vista no âmbito nacional. São nove composições autorais em português que transitam facilmente entre influências do Blues e Jazz sem nunca deixar de ser fieis às suas raízes no Rock.

Um trabalho de fortíssima personalidade com rifs de guitarra envolventes distorcidos na medida exata do amplificador, vocais afiados como agulhas e uma forte e percussiva bateria.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Deixa o RocknRoll Entrar – Henrique Pena e Danilo panda
02 – Perdidos na Noite – Rodrigo Brasil
03 – Na Estrada - Henrique Pena e Rodrigo Brasil
04 – Electra - Henrique Pena e Rodrigo Brasil
05 – Piedade - Rodrigo Brasil
06 – O Mundo cai por Diamantes - Rodrigo Brasil
07 – Blues por Compaixão - Rodrigo Brasil
08 – O Que Ela Quer? - Rodrigo Brasil, Diogo Maia e Henrique Pena
09 – Quando a Noite Vem - Rodrigo Brasil

Aline Cântia e Chicó do Céu – Contos de lá nos Cantos de cá

Depois de oito anos de uma bem-sucedida parceria que já os levou a vários estados brasileiros, boa parte da América Latina e a alguns países da África, como Tunísia e Cabo Verde, a narradora de histórias e mestre em estudos literários pela UFMG Aline Cântia e o músico e compositor Luís Carlos Lopes Dinuci, o Chicó do Céu, acabam de lançar seu primeiro CD, 'Contos de lá nos cantos de cá'.

Produzido com muito carinho, o disco sai pela gravadora paulista Pôr do Som, financiado com recursos do Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte, e solidifica ainda mais o trabalho da dupla, que começou quando Aline Cântia, então professora universitária em Belo Horizonte, conheceu Chicó do Céu, na época seu aluno na UNA.

“Era tempo do Projeto Rondon, e fomos para Acorizal, no Mato Grosso, onde criamos um programa de rádio no qual comecei a contar algumas histórias, com trilha sonora do Chicó”, lembra Aline. “Deu tão certo que até fizemos uma música, com letra e tudo, que hoje é o hino oficial da cidade.”

Emoção
De volta a Minas, Aline e Chicó resolveram investir na carreira de contadores de história. Criaram o projeto Abrapalavra e apostaram nele. De uns tempos para cá estão vivendo apenas desse trabalho. “'Contos de lá nos cantos de cá', de certa forma, é uma síntese de tudo isso, além de uma realização para nós, que hoje ficamos mais na estrada do que aqui em Belo Horizonte”, diz Aline.

Ainda de acordo com a narradora, que é mineira de Viçosa, na Zona da Mata, se o CD demorou tanto para sair foi pelo fato de que ela e Chicó, que é natural de Itaperuna (RJ), desde o início da parceria não se precipitaram para lançá-lo. “Queríamos primeiro amadurecer nosso trabalho, nos identificar com ele e, principalmente, buscar uma identificação cada vez maior com a palavra, que é nossa ferramenta de trabalho, e aprender a valorizá-la”, continua Aline.

Com a participação de três jovens compositores mineiros – Gustavito Amaral, Thiago Braz e Léo Assunção –, além da pesquisadora popular Renata Mattar e Gustavo Finkler, criador do Grupo Cuidado que Mancha, as seis histórias de 'Contos de lá nos cantos de cá' – duas delas, 'O samba' e 'O menino e a bailarina', criadas por Aline e Chicó – são como um acalanto ao coração.

Impossível não se deixar emocionar quando Aline Cântia, com voz suave e muita segurança – acompanhada por Chicó, que não deixa por menos – conta em 'A tartaruga e a fruta amarela' como foi que esse animal, desde muito o mais vagaroso da floresta, acabou descobrindo o nome uma fruta até então desconhecida pela bicharada: a carambola.

Em outro conto, 'O par de sapatos', é narrada a paixão que unia dois sapatos, sempre juntos quando estavam na loja, dentro da caixa, mas separados depois de cada ser colocado em um pé. O nascimento do samba nos morros cariocas é tema da deliciosa 'O samba'. “Essa história nasceu das nossas viagens Brasil afora, sentados nos terreiros e calçadas, e ouvindo um caso aqui e ali”, explica Aline.

Entre os próximos projetos da dupla, além de continuar na divulgação de 'Contos de lá nos cantos de cá', que será lançado em breve em Belo Horizonte, Aline e Chicó continuam trabalhando na ampliação de Pontos de Memória, projeto que realizam em parceria com o Instituto Brasileiro de Museus.
por Carlos Herculano Lopes - EM Cultura

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – O Par de Sapatos
02 – A Princesinha Medrosa
03 – A Tartaruga e a Fruta Amarela
04 – As Duas Mulheres do Céu
05 – O Samba
06 – O Menino e a Bailarina

Tino Fernandes – Samba Sacramento (2015)

Nascido em Sabinópolis, interior de Minas Gerais, Tino Fernandes tem uma longa e bonita experiência musical. Começou por lá mesmo, ainda criança já tocava percussão em blocos de rua, mais tarde na sua adolescência foi baterista em uma banda de baile onde tocou durante cinco anos e aprendeu as malícias da noite com seus ritmos variados. Começou também a estudar teoria musical com o maestro Marcio Aleixo, regente da banda São Sebastião na sua cidade, onde pegou gosto pelas marchas e os dobrados. Neste mesmo período, compôs as primeiras canções e poemas, valorizando elementos do folclore e da cultura de sua região.

O cantor e compositor Tino Fernandes sempre está nas rodas mais bacanas da cidade e muito bem acompanhado por sinal. Afinal, nomes como Além de mostrar as composições com seus parceiros mais atuantes como Dé Lucas, Ronaldo Leon, Alexandre Rezende, Marina Gomes, Bobô da cuíca, Luiz Martins tocam e entoam por todo o samba os versos compostos por Tino.

Continuando sua caminhada, mudou-se para Belo Horizonte onde fez novas amizades e parcerias com músicos e poetas. Seu primeiro projeto na capital mineira foi a banda Kaboclozén, em que tocava violão e cantava. Nessa ocasião, Tino conheceu Felipe Fantoni e Toninho Horta, músicos que, desde então, estiveram presente na sua carreira e provocaram mudanças positivas na sua carreira.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Batucandear
02 – Telhado de Vidro
03 – Verde e Branco
04 – Pétalas
05 – Espelho de Uma Paixão
06 – Samba Senzala
07 – Quinto Elemento
08 – Silêncio de Sete Cordas
09 – Samba Sacramento

Érika Machado – No Cimento (2006) - Relançamento

Na verdade, vejo tudo como uma coisa só", responde a mineira Érika Machado, ao ser questionada sobre a sua trajetória musical. "Me formei em artes plásticas. Um dia, um amigo chamado Kuru criou um projeto de Lei Estadual que me proporcionou um patrocínio pra eu fazer meu disco. Daí, convidei o John [guitarrista do Pato Fu] para ser o produtor. Meu trabalho então passou a ser vendido como música e assim virei cantora."

O disco em questão é No Cimento (2006), que rendeu a Érika o prêmio de Artista Revelação da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) e o início de uma duradoura parceria com o "casal Fu". "O Pato Fu é a banda mais legal que já ouvi e uma grande referência pra mim", diz. "Cantei com a Fernanda [Takai] a trilha do desfile Festa no Céu do Ronaldo Fraga para o São Paulo Fashion Week, com produção do John. Cantei na trilha do programa Dango Balango, da TV Cultura, também com o John. E fiz algumas participações em shows deles em São Paulo e em BH".

As músicas de No Cimento carregam a mesma simplicidade e inventividade encontradas nas canções do Pato Fu: experimentações eletrônicas conectadas a doces melodias e letras mostram que o lado artista de Érika não se limita ao projeto gráfico do encarte do CD. "Acredito num diálogo entre as diversas linguagens artísticas. Acabo fazendo uma música bastante visual e penso a música da mesma forma que penso as artes plásticas. O que muda da música para as artes é o ponto de venda", teoriza.
Mesmo ocupada com o projeto Expresso Melodia (um caminhão-palco rodando por cidades do interior) e divulgando No Cimento através de uma turnê por Minas Gerais, Érika - em silêncio, no melhor estilo mineiro - arruma tempo para compor um novo repertório.
Por Bruno Dias

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Alguém da Minha Família – Érika Machado e John Ulhoa
02 – As Coisas - Érika Machado e Cecília Silveira
03 – Tédio - Cecília Silveira
04 – Secador, Maça e Lente - Érika Machado e Juliana Mafra
05 – Perna – Érika Machado
06 – No Cimento – Érika Machado e Cecília Silveira
07 – Felicidade - Érika Machado
08 – Robertinha – Érika Machado
09 – Eu – Érika Machado
10 – Óculos de Grau - Érika Machado
11 – Canção do Coração – Érika Machado
12 – Enquanto tudo Acontece – Érika Machado
13 – Bonus Track – As Coisas - Érika Machado e Cecília Silveira

Leonardo Marques – Curvas, Lados, Linhas Tortas, Sujas e Discretas (2014)

Dando continuidade aos trabalhos de seu mais conhecido projeto musical, o Transmissor, o multi-instrumentista e produtor Leonardo Marques, lança seu segundo trabalho solo, “Curvas, Lados, Linhas Tortas, Sujas e Discretas”, sucessor de “Dia e Noite No Mesmo Céu” (2012), trabalho bem repercutido na mídia.

O disco, gravado no estúdio Ilha do Corvo e no estúdio Bunker, tem Leonardo Marques tocando instrumentos como pianos elétricos, violão, banjo, guitarra, baixo, mellotron, optigan, chamberlin, casiotone, tonebank, guitarra barítona e percussão. A bateria ficou a cargo de Pedro Hamdan. Além de 8 canções autorais, o trabalho conta com uma regravação de “Um Girassol da Cor de Seu Cabelo” (Lô Borges e Márcio Borges, 1972), do Clube da Esquina.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Se o Chão dá um Nó - Leonardo Marques
02 – Ilha do Corvo - Leonardo Marques, Jennifer Souza e Pedro Hamdan
03 – Ele só Vai a Pé - Leonardo Marques
04 – Margem - Leonardo Marques
05 – Meus Pés no Chão - Leonardo Marques
06 – Brilliant Blue - Leonardo Marques
07 – Um Girassol da Cor de seu Cabelo – Marcio Borges e Lo Borges
08 - Curvas, Lados, Linhas Tortas, Sujas e Discretas - Leonardo Marques, Henrique Matheus, Thiago Correa, Jennifer Souza e Pedro Hamdan
09 – Alvarado - Leonardo Marques

terça-feira, 14 de abril de 2015

Quarteto Cobra Coral – Pra Cada um Ser o que É (2015)

O Cobra Coral completa cinco anos de estrada mantendo a formação inicial que conta com as vozes de Flávio Henrique, Kadu Vianna, Mariana Nunes e Pedro Morais. Neste trabalho, o grupo reuniu canções inéditas, como as composições coletivas “Manha”, “Deixa Estar” e “Vento Leve”. Flávio Henrique assina algumas faixas e deixa espaço para as releituras. Desta vez, a mineiridade é ressaltada em Clube da Esquina 1 (Milton Nascimento / Márcio Borges). Rita Lee e Ed Motta, com quem o grupo já dividiu o palco, completam o repertório.

“Pra cada um ser o que é” apresenta para o público uma sonoridade diferente, com uma nova instrumentação que conta, com o violão, o piano elétrico e o contrabaixo, em todas as faixas.

O Cobra Coral já se apresentou ao lado de Milton Nascimento, Ed Motta, Toninho Horta, Wagner Tiso, Renato Braz, Boca Livre, Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e fez shows em palcos importantes como, o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Grande Teatro do Palácio das Artes, Praça do Papa, Teatro Rival e Teatro XXIII (Buenos Aires).

Preço – R$35,00

Faixas:
01 – Manha – Flavio Henrique, Kadu Vianna, Mariana Nunes e Pedro Morais
02 – Falso Milagre do Amor – Ed Motta e Ronaldo Bastos
03 – Só de Você – Ritas Lee e Roberto de Carvalho
04 – Ávida – Flavio Henrique, Marcio Borges e Murilo Antunes
05 – Cigana – Flavio Henrique e Brisa Marques
06 – Canção da Minha Vida – Pedro Morais e Magno Mello
07 – Quadros Modernos – Flavio Henrique, Toninho Horta e Murilo Antunes
08 – Deixa Estar – Flavio Henrique, Kadu Vianna e Pedro Morais
09 – Clube da Esquina 1 – Milton Nascimento e Marcio Borges
10 – Vento Leve - Flavio Henrique, Kadu Vianna, Mariana Nunes e Pedro Morais

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Zonbizarro – Brisa (2014)

Formada no final de 2012, em Belo Horizonte, a banda, integrada por Luiz Ramos (bateria e voz), Marcelo Sponchiado (baixo) e Rafael Dantas (guitarra e voz), sempre investiu na autogestão de carreira e, por uma dessas coisas da vida, sempre encontrou mais portas abertas para seu trabalho fora de seu estado de origem.

De fato, foi ao longo de viagens ao interior paulista que as canções de Brisa foram lapidadas e cresceram junto com a banda. O título do disco é nada menos que uma homenagem a essa conexão. Brisa, termo coringa dos paulistas para definir experiências diversas, resume bem a variação de dinâmicas das 7 músicas que o compõem.

O repertório, que conta com ‘Brisa’, ‘Um Minuto’, ‘Reação’, ‘Dia do Caos’, ‘O Último Fim’, ‘Segredo’ e ‘Luz’, passeia por climas diversos. Dos mais intensos e pesados aos mais tranquilos e climáticos. Brisa, o disco, confunde o ouvinte que flana por labirínticos caminhos melódicos e refinados riffs, apresentando uma banda conectada tanto ao hard rock forjado na década de 70 por Led Zeppelin e Black Sabbath, passando pelo alternativo noventista dos Smashing Pumpkins, Faith No More e Primus, fundido ao que há de mais moderno nas vertentes contemporâneas do rock pesado como o post metal e o prog metal de bandas como Russian Circles e Oceansize. Por isso Brisa é o que é. Um disco surpreendente.

Gravado e produzido pelo trio no estúdio de Luiz e Rafael, o Tubo de Ensaio, as texturas e timbragens foram conservadas de forma mais natural possível. A banda queria um disco orgânico, sem muita pós-produção e quasse soe como um disco ao vivo; como um show da banda. Como eles mesmos fizeram questão de citar no encarte: "Brisa foi gravado sem metrônomo e nenhum recurso de auto tuning foi usado. Consideramos que isso diminuiria intensidade da música que fazemos. Essa intensidade, portanto, permanece intacta desde o primeiro apertar de REC.".

Falando do encarte e do projeto gráfico, a belíssima arte, criada pelo ilustrador André "Gigopepo" Persechini é ainda mais valorizada pelo pôster encartado no pacote. Uma ilustração espetacular que traduz as dualidades sonoras presentes em todas as canções. É para colocar na parede, mas não sem antes decorar as letras, presentes no verso do pôster.

Brisa é mais um belo disco de rock pesado a nascer em Belo Horizonte. A banda ousa em timbres, estruturas e estéticas, entregando um trabalho instigante e tenso. A experiência de quase duas décadas que cada músico trás na bagagem reflete no esmero de cada detalhe.

Zonbizarro, com esse disco, quer se firmar na cena do rock (pesado ou não) brasileiro. Se depender deles, não há distância que os impeça.

Vivendo o ciclo de vida do disco denominado #brisavivatour, o trio já se apresentou em 5 cidades entre MG e SP no mês de julho.

A banda promete rodar muito, como tem sido desde sempre. Então, pode esperar. O Zonbizarro ainda vai fazer essa Brisa soprar por aí.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 – Brisa
02 – Um Minuto
03 – Reação
04 – Dia do Caos
05 – O Último Fim
06 – Segredo
07 – Luz

João Angelo – Atlântico / Arraial (2014)

O CD Atlântico-Arraial traduz a síntese contemporânea de buscar o global (Atlântico) sem perder o vínculo com as raízes (Arraial), reunindo diversas tendências musicais, dos instrumentais jazzísticos ao soul, samba e baladas mineiras.

Direção musical e participação de Juarez Moreira, grande banda e músicos convidados de renome nacional.

É o segundo trabalho de João Ângelo, que tem um LP gravado há vários anos e retoma agora, em grande estilo, a carreira musical.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Lição de Amor e de Luar
02 – Soul da Tarde
03 – Aeroplano do Amor
04 – Cidade Jardim
05 – Jogo da Vida
06 – Paris
07 – Junho
08 – Ainda é Madrugada
09 – Verde e Rosa
10 – Istambul
11 – Atlântico / Arraial (Estrada Real)
12 – Eu te Vi
13 – Se Minas não tem...

Todas as músicas e letras de João Angelo exceto Lição de Amor e de Luar, com letra de Marcio Borges

Cabezas Flutuantes – Registro (2013)

Cabezas Flutuantes é um projeto de noise-canção que vem provocar um curto-circuito no heterogêneo cenário musical independente. Com tantas possibilidades de interação proporcionadas pela internet, é preciso uma pitada de coragem para que essas possibilidades se tornem coisas concretas e ganhem o mundo real.

Carou Araújo é dessas pessoas que têm o bichinho da coragem. Anos-luz à frente dos preconceitos que costumam travar os independentes em rótulos vazios como “indie”, “MPB” ou “rock”, ela transita em diferentes festas e movimentos com elegância e carisma irresistíveis. Compondo em parceria com músicos de várias partes, de várias vertentes musicais, muitas vezes distantes geograficamente, Carou promove um movimento artístico coletivo, através do Cabezas Flutuantes.

Dezenas de músicos vindos de MG, SP, RJ, GO, Chile, Argentina e Londres participam deste projeto com letras, composições e gravações. Carou dá liga às canções, costurando uma profusão de violões, baixos, baterias e percussões gravados em vários estúdios do mundo, com seu universo particular de barulhinhos e melodias. Tecladinhos se aliam a pedais de efeito e outros instrumentos eletrônicos caseiros – construídos pela própria Carou – para criar uma base de ruídos que abraça desde a guitarra distorcida de O Estrangeiro, até o violão adocicado de Machucadinho.

Se você reluta em ouvir Cabezas Flutuantes por ser um projeto que envolve noise e experimentalismo, esqueça o preconceito e aperte o play – você vai se surpreender o quão em casa vai se sentir junto dessas canções. Esteja na selva urbana ou num chalezinho à beira do mar.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 – Just her – Acácia Lima
02 – Desventuras - Acácia Lima, Carou Araújo e Carola Saraiva
03 – Because I Know – Gabriel Lopes e Yuri Vellasco
04 – Estrangeiro – Fábio Cardelli e Carou Araújo
05 – Patinete – Lê Almeida
06 – Vertini – Victor Silva
07 – No Matter – Luis Fernando Moura
08 – Machucadim – Agnes Lima
09 – Demian – Renato Negrão
10 – Radim de Pilha – Acácia Lima, Carou Araújo e Paula Elisa Garcia

Pequeno Céu – Sargaço (2014)

“Sargaço” é um nome comum dado a diversos tipos de algas marinhas encontradas em regiões tropicais. No litoral do Brasil, por exemplo, existem várias espécies de sargaço que tendem a formar colônias no encontro entre as águas do mar com os rios que nele deságuam. Tomando esse fenômeno em sua natureza poética como referência de um encontro entre diferentes perspectivas e aclimatamentos musicais, a banda Pequeno Céu deu nome ao seu segundo disco, Sargaço, lançado em dezembro de 2014. Disco que encerra um longo período de cinco anos desde o lançamento do disco homônimo, Pequeno Céu (2009), inteiramente produzido e gravado pelo guitarrista Manuel Horta.

O disco de um homem só, produzido por Manuel, cujos tons ensolarados e definidos pelo próprio músico como “samba duro”, uma mistura entre a música popular brasileira e o math-rock, em Sargaço, dão espaço ao encontro entre sete músicos e uma aposta na profusão de gêneros e na liberdade musical. Da junção entre Horta e os novos adeptos do samba duro, em 2011, o Pequeno Céu se construiu como uma banda e buscou novas sonoridades e inspirações. A vontade de reviver as antigas canções de Pequeno Céu originou uma nova forma de encarar a música resultando no segundo disco. Uma obra livre que ganha corpo através de uma transfiguração do post-rock instrumental, tomado pela percussividade do afrobeat, a sincopagem do jazz e do math-rock, ou das referências ao samba e ao universo da música popular brasileira.

Atualmente, o Pequeno Céu é formado por Manuel Horta (guitarra), Marco Túlio Ulhôa (guitarra e trompete), Ciro Trevisan (bateria), Renato Moura (percussão), Matheus Rocha (baixo e flauta), Rafael Figueiredo (guitarra) e Bernardo Bauer (violão, guitarra e cavaquinho). Dessa forma, o grupo encontra seu som em ondas que vão além da imanente brasilidade, para se aventurar em outros territórios musicais, compondo uma cartografia sonora sem limites ou especificidades, nesse que nunca quis ser um projeto conceitual, mas somente a presença de intuições diletantes em forma de música.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 – Taxi da Morte
02 – Igual Parenteses
03 – Quatro
04 – Le Petit
05 – Música que o Ciro Canta
06 – Deixa
07 – Vem Desafinado

Senta a Pua Gafieira – Baile (2014)

Baile é o nome do CD de estréia do grupo Senta a Pua Gafieira. Com sete anos de carreira, e apresentações ao lado de Elza Soares, Paulo Moura, Zé da Velha e Silvério Pontes na bagagem, o Senta a Pua apresenta seu primeiro álbum, com composições de Rodrigo Torino, vencedor do prêmio BDMG Instrumental 2010, e outros. O mestre carioca Eduardo Neves assina os arranjos e a produção musical.

Samba, maxixe, salsa, bolero, guitarrada, ijexá e forró ilustram a diversidade de ritmos dançantes presentes neste baile de gafieira brasileiro e de linguagem contemporânea.
O grupo é formado por Rodrigo Torino (violão de 7 e direção musical), Gilberto Júnior (trompete), Leonardo Brasilino (trombone), Pablo Malta (cavaquinho e bandolim), Bruno Vellozo (baixo) e Gustavo Grieco (bateria).

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Mira Dançarina- Rodrigo Torino
02 – Virou Baixaria - Rodrigo Torino
03 – Festa Mágica – Eduardo Neves
04 – No Balanço do Amor - Rodrigo Torino
05 – Savassi Samba Play - Rodrigo Torino
06 – Bagaceira Cult - Rodrigo Torino
07 – Na Pisada do Mestre – Pablo Malta
08 – Pro Paulo – Chico Chagas
09 – Duas Saudades - Rodrigo Torino
10 – Barrinha - Rodrigo Torino