terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Affonsinho – Depois de Agora – 2013

O ano tem sido produtivo para o mineiro Affonsinho. Em maio, ele lançou o CD 'Trópico de peixes', com 12 faixas e participações especiais de Marina Machado, Celso Fonseca, Veronica Ferriani e do filho pródigo Frederico Heliodoro. Nem bem a poeira assentou e lá vem ele com um novo trabalho, o enxuto 'Depois de agora', com nove faixas e uma pegada diferente dos álbuns anteriores.

A história começou uma semana depois do show mais recente, em 21 de maio, no Teatro Bradesco. “Fiquei conhecendo os violões Max Rosa Guitars, fabricados em Nova Lima pelo luthier Max Rosa”, conta Affonsinho. “Ele fez dois instrumentos para o Flávio Venturini, mais dois para o Aggeu Marques, e me emprestou um lindo D28 enquanto fazia o meu modelo.”

Assumindo a máxima de que “cada instrumento novo traz uma canção escondida”, ele começou a compor o repertório e, em duas semanas, as nove canções estavam prontas. A ideia inicial era guardar para um disco futuro, mas veio à lembrança um caso ocorrido no auge do BRock. “O Hanói Hanói tinha uma música com a palavra ciúme no refrão. Demoramos a gravar e surgiu a música do Ultraje a Rigor, dois meses antes de lançarmos a nossa, que seria a música de trabalho do disco. Perdemos a chance, pois soaria como plágio do Ultraje. Ficou a lição”, conclui.

E, assumindo a máxima de Ezra Pound, “artistas, antenas”, ele resolveu lançar o álbum, que considera seu primeiro disco folk. “Tentei mergulhar em todas as influências, de James Taylor, Neil Young, Beatles, George Harrison, Bob Dylan, Cat Stevens, Jim Croce e ver o que eles tinham em mim.”, esclarece. Conseguiu um resultado coeso, coerente, com clima de anos 1960 e 70 e uma pegada pop que ultrapassa o estilo popsambalanço dos trabalhos mais recentes.

Com bases a cargo do filho Frederico Heliodoro e de Felipe Continentino, gravadas praticamente ao vivo, em seis horas de estúdio, o disco ficou pronto logo, com mais três horas de gravação de Christiano Caldas no piano Fender Rhodes e no órgão Wullitzer, Affonsinho tocando três violões (bases e solos) e fazendo os vocais. E ainda atuando como operador de gravação. Assumindo um certo ar “vintage” e a vibe dos anos 1960 e 70, ele acertou a mão. Agora, basta reunir o melhor dos dois discos e fazer um novo show. “Simples assim”, como o clima de uma das canções.
*por Kiko Ferreira - EM Cultura

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Me Abraçar
02 – Sas Sies Sions
03 – Planetas e Panelas
04 – Depois de Agora
05 – Simples Assim
06 – Pensamento Forte
07 – Beijos Pra Ela
08 – Mágica
09 – Pertinho Dela

Composições de Affonsinho

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