quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Guanduo - Música Disfarçada de Gente (2019)


Gravado no Brasil e na Alemanha, "Música Disfarçada de Gente" (2019) traz novas matizes instrumentais à composição do Guanduo, com a participação de 16 instrumentistas do Brasil, Alemanha, Argentina, Venezuela e República Tcheca, dentre eles: Marcio Bahia, Martín Sued, Lucas Telles, Pedro Franco, Rafael Martini, Ian Guest, Alexandre Andrés e Arcomusical Brasil.

Sedimentado nas raízes da música popular brasileira, o repertório dialoga com o Frevo, o Samba, o Choro e a Capoeira, esta última na inédita Suíte Imaginária para 3 Berimbaus afinados e 2 violões.

Preço – R$30,00

Faixas:
01 - Francamente - Eduardo Pinheiro
02 - Fluência - Ian Guest e Eduardo Pinheiro
03 - Samba Noturno - Juliano Camara
04 - Sabiá Cantor - Pedro Franco
05 - Lamento Sertanejo - Gilberto Gil e Dominguinhos
06-09 - Suite Imaginária Para Três Berimbaus Afinados e Dois Violões - Eduardo Pinheiro
06-I - Tema e Variação: Vem Jogar Mais Eu
07-II - Itauro de Luanda
08-III - Zulu
09-IV - Pega Esse Nego, Derruba No Chão
10 - Vibrações - Jacob do Bandolim
11 - Carrossel - Pedro Franco
12 - Sono - Rafael Martini
13 - Tarde de Carnaval - Juliano Camara

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Congadar - Retirante (2019)

Retirante é o primeiro álbum da banda setelagoana que mistura congado, rock e blues. Conta com as participações especiais de Lívia Itaborahy e do Coral Negras Vozes do Rosário, de Sete Lagoas/MG.

O repertório do disco traz releituras de marchas de congado atribuídas ao Quilombo de Palmares e à Guarda de Moçambique, além de composições próprias e versões de compositores mineiros como Maurício Tizumba, Flávio Henrique e Chico Amaral.

O grupo é recente, mas já coleciona apreciadores de peso como o produtor carioca Kassin que rendeu publicamente elogios à banda após as apresentações nos Festivais da Canção de Ouro Preto e Itabirito (MG) nos quais foi jurado.

Preço – R$ 25,00

Faixas:
01 - Marimbondo Amarelo - Domínio Público
02 - 13 de Maio - Domínio Público
03 - Branca Violência (Benção Nos Terreiros) - Marcão Avellar, Giuliano Fernandes, Saúva e Igor Félix
04 - Casa Aberta - Flávio Henrique e Chico Amaral
05 - Retirante - Marcão Avellar
06 - Batuque - Domínio Público
07 - Precata - Domínio Público
08 - Chico Rey - Bruno Melo
09 - Sá Rainha - Mauricio Tizumba
10 - Senda do Tesouro - Gui Ventura e LIvia Itaborahy

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Nath Rodrigues – Fractal (2019)

Nath Rodrigues ainda está na fase em que as palavras escapam quando fala sobre Fractal. Natural. Esse que é o primeiro disco da carreira acabou de sair. Chegou às plataformas de streaming no dia 9 de julho e, assim, ela que canta desde criança, experimenta aos 28 anos algo novo. Falar sobre o próprio disco é algo bem diferente de criar.

“O disco sintetiza o caminho todo. Ele vem sendo construído mesmo antes de eu me assumir como cantora e compositora”, conta. Já faz tempo que Nath navega pelas ondas da arte. Por isso ela usa o verbo “assumir” para falar de sua vertente cantora. E que cantora, viu!!! Explore o disco e rapidamente vai ser dar conta da potência dela. Uma voz límpida, afinada, que harmoniza perfeitamente com um repertório que associa ancestralidade com contemporaneidade, em letras e arranjos.

A música foi a expressão que sempre fez parte do núcleo familiar mais próximo de Nath. Mas foi a tia Alcione Ferreira quem fez o primeiro convite para que participasse do coral infantil em Sabará, onde vivem os pais. Aí nunca mais parou.

“A primeira coisa que fiz na vida foi cantar e não tocar um instrumento”, diz em um tom surpreso. Isso porque Nath Rodrigues a ainda não havia parado para pensar nas fronteiras das linguagens artísticas na vida dela. Bem, se é que essas fronteiras existem.

Para a mídia, o nome dela começou a aparecer como instrumentista. Um detalhe curioso: no teatro. Nath Rodrigues começou a carreira trabalhando com grandes nomes da arte negra com atuação em Minas Gerais, como João das Neves (1935-2018) e Maurício Tizumba, por exemplo. Fez parte do elenco de peças como Clara Negra, Zumbi, Dom Quixote e Madame Satã, essa dirigida por João com o Grupo dos Dez.

Sendo assim, o teatro acabou por proporcionar à Nath uma vivência mais ampla dos processos criativos. “Na prática isso foi abrindo meu pensamento para a música”, conta. Inicialmente canções que nasciam mais conectadas com a cena. “O teatro mudou a minha forma de escrever”.

A escolha de Fractal para dar nome ao primeiro disco tem a ver com o que a palavra significa. “São os vários pedacinhos que tem semelhança com uma matriz principal”, explica. Sendo assim, a Nath Rodrigues que hoje aparece no disco, vem do teatro, da militância cultural, da arte educação.

A carreira nos palcos já mantém desde 2010, quando se mudou de Sabará para Belo Horizonte para cursar Educação Musical na UEMG. Atualmente, além da carreira solo, a artista participa, por exemplo, do coletivo Negras Autoras, formado por Manu Ranilha, Júlia Tizumba, Elisa de Sena e Vi Coelho. Também é uma das responsáveis pela coluna Lugar de Mulher, que era veiculada na Rádio Inconfidência e agora se prepara para se tornar uma websérie.

A experiência junto a estes coletivos fez com que Nath Rodrigues amadurecesse o pensamento sobre o que é ser uma mulher, negra em 2019. “Eu queria subverter um pouco esse lugar do que se espera da mulher negra hoje. Quero falar de outras coisas que ampliassem essa visão”, diz.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Janaína - Nath Rodrigues
02 - Liquinha - Nath Rodrigues
03 - Tempo Breve - Nath Rodrigues
04 - Embolado, Engolido - Nath Rodrigues e Makena
05 - Cosme - Nath Rordigues e Laís Lacôrte
06 - Déjame - Nath Rodrigues e Renan Thai
07 - Minúcias - Nath Rodrigues
08 - Deságuo - Nath Rodrigues
09 - Menina dos Olhos - Nath Rodrigues
09 - Obirin - Guilherme Ventura e Nath Rodrigues
10 - Padê - Nath Rodrigues 

Karina Libânio - Nua Face (2019)

Nua Face
O álbum “Nua Face” foi concebido ao longo dos últimos cinco anos. As canções fazem uma síntese das principais influências musicais da artista e falam de sonhos, de entrega, de viver o momento presente, e também sobre perdas e cura. A natureza e seus elementos, o amor, a leveza, as cores e os seres vivos também servem como inspiração para a cantora neste novo trabalho.

“Nua Face” traz nove canções: Vida Segue, Nua Face, Mirabolante e Zé Preto (compostas por Karina Libânio e Léo Brasil); Navega em você e Já não tô cabendo mais (Karina Libânio, Léo Brasil e Marcílio Rosa); Inteira (Karina Libânio e Alysson Salvador); Mar Aberto e Altar (compostas por Karina Libânio).

Karina Libânio
Natural de Belo Horizonte, a cantora Karina Libânio começou na música como intérprete e estudou violão, percussão, teatro e yoga. Durante sua trajetória artística, participou de eventos musicais importantes ao lado de nomes expressivos da cena de BH, dentre os quais Aline Calixto, Maíra Baldaia, Pedro Morais, Dona Jandira, Thiago Delegado, Juliano Mourão, dentre outros.

Preço – R$28,00

Faixas:
01 - Já Não Tô Cabendo Mais - Karina Libânio, Léo Brasil e Marcilio Rosa
02 - Zé Preto - Karina Libânio e Léo Brasil
03 - Inteira - Karina Libânio e Alysson Salvador
04 - Navega Em Você - Karina Libânio, Léo Brasil e Marcilio Rosa
05 - Altar - Karina Libânio
06 - Mar Aberto - Karina Libânio
07 - Vida Segue - Karina Libânio e Léo Brasil
08 - Nua Face - Karina Libânio e Léo Brasil
09 - Mirabolante - Karina Libânio e Léo Brasil

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Luiza Brina - Tenho Saudades Mas Já Passou (2019)



Existe uma leveza rara no som produzido por Luiza Brina. Coisa que só artista mineiro sabe como fazer. Melodias que parecem dançar pelo tempo, flutuando em meio a diferentes fases da nossa música, como um permanente resgate de sensações, vivências e memórias empoeiradas. Um misto de nostalgia e evidente desejo de transformação, estrutura que orienta de forma simples cada fragmento de voz, nota ou minucioso entalhe criativo que embala o terceiro e mais recente álbum de estúdio da cantora e compositora belo-horizontina, Tenho Saudade Mas Já Passou (2019, Matraca / YB).

Sequência ao também delicado Tão Tá (2017), obra que contou com produção de Chico Neves (Los Hermanos, Skank) e a interferência de um time seleto de instrumentistas mineiros, o novo álbum segue uma medida própria de tempo, sem pressa, envolvendo o ouvinte aos poucos. “Como será que a música começa?“, questiona logo nos primeiros minutos do trabalho, como se apontasse a direção curiosa que orienta a experiência do público até o último instante do álbum. São vozes cristalinas que se espalham em meio a melodias de pianos, como um permanente exercício de saudação e acolhimento sensorial.

Síntese desse profundo refinamento melódico e sentimental ecoa com naturalidade no encontro com Fernanda Takai, em Acorda Para Ver o Sol. “Eu te ver passar e você parar / Enfim / A mais linda flor estendeu a mão / Pra mim / Eu gostei do amor me encantou o amor / Assim / A manhã de sol quis morar no meu / Jardim“, segue a letra da canção enquanto vozes complementares, metais e fragmentos acústicos se revelam ao fundo da canção, reforçando a atmosfera acolhedora que segue até a derradeira Oração 11. Um lento desvendar de ideias e experiências, como um salto em relação ao último trabalho da cantora.

O mesmo comprometimento acaba se refletindo em De Cara, encontro entre Brina e o diretor artístico do disco, o também mineiro César Lacerda. São pianos atmosféricos e arranjos de corda que se espalham de forma detalhista, ocupando todas as brechas deixadas pela letra da canção. “Me odeio neste exato instante / Em que sou pêga te amando / E tento esconder minhas mãos mas já é tarde demais / Nem sei se sou tão capaz“, confessa em um evidente exercício de confissão romântica, delicadeza que vem sendo aprimorada pela artista desde os trabalhos como integrante do Graveola e o Lixo Polifônico.

Surgem ainda preciosidades como a acústica Queremos Saber, música originalmente lançada por Gilberto Gil em 1976, mas que lembra Caetano Veloso em Muito (Dentro da Estrela Azulada) (1978), obra que ecoa durante toda a execução do trabalho. Em Quero Cantar, colaboração com as irmãs Lay e Lio Soares, da Tuyo, um colorido jogo de vozes e versos que reflete a capacidade da cantora mineira em dialogar com a música pop. Nada que se compare ao regionalismo de Esmeralda, canção de essência ensolarada que naturalmente convida o ouvinte a dançar.

Marcado pelo encontro com nomes como Marcelo Jeneci, Ronaldo Bastos, Felipe Pacheco (Baleia) e Julia Branco, essa última, parceria da cantora desde a produção do também delicado Soltar os Cavalos (2018), Tenho Saudade Mas Já Passou mostra o profundo comprometimento estético e entrega de Luiza Brina, presente em cada fragmento da obra. São décadas de referências, ritmos e fórmulas instrumentais que se completam pela poesia sensível da artista mineira, como uma extensão natural de tudo aquilo que a multi-instrumentista vem produzindo desde o primeiro trabalho em carreira solo, A Toada Vem É Pelo Vento (2012).
Por Cleber Facchi

Preço – R$30,00

Faixas:
01 - Como Será Que A Música Começa - Luiza  Brina e Ceumar
02 - Quero Cantar - Luiza Brina e Julia Branco
03 - Queremos Saber - Gilberto Gil
04 - Acorda Para Ver O Sol - Luiza Brina e Ronaldo Bastos
05 - Esmeralda - Luiza Brina e Gustavito Amaral
06 - De Cara - Luiza Brina e César Lacerda
07 - Seu Dom - Luiza Brina
08 - Estrela Cega  da Turquia - Luiza Brina e Thiago Amud
09 - Oração 11 - Luiza Brina e Brisa Marques 

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Laura Catarina - Amor em Si (2019)

Foram 5 anos trabalhando no projeto, que resultou em 8 canções autorais e uma releitura de Beto Guedes e Ronaldo Bastos na canção “Amor de índio”.

Laura Catarina é mineira e tem a musica correndo nas veias, é filha do saudoso cantor e compositor Vander Lee, que conduziu seus primeiros passos para carreira musical.  Laura é violinista autodidata e estudou canto popular e  lírico. Participou de trabalhos de diversos cantores entre eles Maurício Tizumba, Luiz Gabriel Lopes, rapper Hot Apocalypse,  Kdu dos Anjos, banda Iconili e claro com seu pai Vander Lee. Em suas canções ela instiga o ouvinte  a fazer uma  reflexão sobre o amor singular, destacando as descoberta e crenças de cada ser humano.

“O processo de composição é interessante, passo a me conhecer melhor. Na elaboração e integração do conceito do CD, pude perceber que o amor é algo que construímos de dentro pra fora, mas também de fora pra dentro por meio das nossas relações com os outros e com a vida, que são espelhos da maneira como lidamos com nós mesmos. O que me propus em “Amor em si”, foi escutar a inspiração e os sentimentos que tinha e tentar traduzí-los em música, que é a minha melhor forma de expressão”, diz Laura.


Preço – R$28,00

Faixas:
01 - Amor Em Si - Laura Catarina
02 - Encontro Nosso - Laura Catarina
03 - Conversa Entre Recém-Amigos - Dé de Freitas e Laura Catarina
04 - Desenho - Laura Catarina
05 - Adeus - Laura Catarina
06 - Internamente - Laura Catarina
07 - Deságua - Laura Catarina
08 - Amor de Índio - Beto Guedes e Ronaldo Bastos
09 - Jornada - Guilherme Borges
10 - Amanhecer - Laura Catarina
11 - Leve - Laura Catarina
12 - Ode À Prima - João Vitor Rocha e Laura Catarina

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Benjamin Taubkin e Ivan Vilela - Encontro (2019)


Dois artistas que se unem para criar um novo espetáculo, profundo, que transita por diferentes paisagens sonoras brasileiras, abordando tanto a música urbana, como as referências dos interiores do país.

O encontro propõe a união desses dois artistas com influências distintas para construírem um repertório inédito. Multifacetados, Taubkin e Vilela caminham juntos na relação similar que possuem com seus instrumentos. O espetáculo apresenta composições de Vilela e Taubkin, além de canções da obra de Milton Nascimento, dos anos 60 e 70.

Preço – R$35,00

Faixas:
01 – Sertão – Ivan Vilela
02 – A Lua Girou – Milton Nascimento
03 – Encontro – Benjamin Taubkin
04 – Cravo e Canela – Milton Nascimento e Ronaldo Bastos
05 – Mantendo A Fé – Benjamin Taubkin
06 – A Força do Boi – Ivan Vilela
07 – Caipira – Benjamin Taubkin
08 – Castelo dos Homens – Ivan Vilela
09 – Milagre dos Peixes – Milton Nascimento e Fernando Brant   


Telo Borges (2019)


Quinto CD do cantor e compositor mineiro Telo Borges vencedor do Grammy latino, parceiro de Mílton Nascimento, irmão de Lô Borges, autor de clássicos do Clube da esquina como "Vento de Maio", “Voa bicho"e "Tristesse".

O CD conta com participações especiais de Samuel Rosa, Guilherme Arantes, integrantes do Roupa Nova, Beto Guedes, Lô Borges, Toninho Horta, Cláudio Venturini dentre outros.

Preço – R$30,00

Faixas:
01 – Luz e Razão – Eduardo Maciel e André Aguiar
02 – Dentro do Amor – Telo Borges
03 – Trilha Segura – Telo Borges e Bê Roque
04 – Tatibitate – Antenor Pimenta
05 – Mundão Doidão – Telo Borges e Flávio Renegado
06 – Tanta Graça – Telo Borges e Vander Lee
07 – Passagem – Eduardo Maciel
08 – A Dona da Canção – Telo Borges
09 – Passando da Conta – Telo Borges
10 – Amor A Nossa Força – Telo Borges e Lô Borges
11 – Amor e Mais Nada – Telo Borges e Murilo Antunes
12 – Dia Maneiro – Telo Borges
13 – De Bem de Mal – Eduardo Maciel, Beto Lopes e Márcio Borges
14 – Surreal – Telo Borges e Antenor Pimenta
15 – Veredas – Telo Borges e Fernando Brant

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Lucas Telles – Outono (2019)

O CD Outono (2019) reúne 9 músicas do compositor e violonista Lucas Telles. O repertório apresenta uma leitura contemporânea do compositor com destaque para a utilização de gêneros brasileiros como choro, samba, jongo, valsa e forró, unidos a influências de diferentes sonoridades, passando pelo jazz, pela música erudita e pela música regional brasileira.

Os arranjos arrojados do disco apresentam o violão em diferentes funções e cores timbrísticas, valorizando as sutilezas musicais e criando climas diversos.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Abluseado
02 – Outono
03 – Aurora
04 – Cachuêra
05 – Oração
06 – Choruetto
07 – Lindeza
08 – Segura Essa
09 – Forró Truncado

Todas as composições e arranjos são de Lucas Telles

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Consuelo de Paula – Maryákoré (2019)

Maryákoré é um trabalho autoral desafiador, forte, transcendente. O título é também uma nova assinatura de Consuelo de Paula: maryá (Maria é o primeiro nome de Consuelo), koré (flecha na língua paresi-haliti), oré (nós em tupi-guarani), yakoré (nome próprio africano).

O álbum tem criativo violão de Consuelo, percussão de Carlinhos Ferreira, piano de Guilherme Ribeiro, uma parceria com Déa Trancoso e Rafael Altério. Ouvir Mariákoré é uma experiência que nos permite desfrutar de uma obra surpreendente, naquilo que ela tem de mais feminina, mais negra, mais indígena, mais reveladora de nós mesmos

Preço – R$32,00

Faixas:
Primeiro Movimento:
01 - Ventoyá - Consuelo de Paula e Déa Trancoso
02 - Andamento - Consuelo de Paula e Paulo Nunes
03 - Chamamento - Consuelo de Paula
04 - Maryákoré - Consuelo de Paula
05 - Separação - Consuelo de Paula
Segundo Movimento:
06 - Caminho de Volta - Consuelo de Paula
07 - Arvoredo - Consuelo de Paula
08 - Os Movimentos do Amor - Consuelo de Paula
09 - Remando Contra A Maré - Consuelo de Paula e Rafael Altério
10 - Saudação - Consuelo de Paula

Maurício Ribeiro - Sozinho e Bem Acompanhado (2019)

Mauricio Ribeiro apresenta seu mais recente trabalho, “Sozinho e bem acompanhado”, um álbum duplo que reúne 22 canções próprias resgatadas dos últimos 20 anos de criação do compositor.

Algumas delas têm também a assinatura de nomes conhecidos da cena musical mineira: Makely Ka, Brisa Marques, Luiz Henrique Assis Garcia, José Roberto Andrade Féres, Gilberto Sáfar, Déa Trancoso e Dr Morris são os camaradas reunidos neste álbum.

A artista plástica Leonora Weissmann, que fez com Júlio Abreu a linda arte do CD, também assina uma das canções como letrista.

Preço – R$58,00 - Duplo

Faixas:
CD 01:
01 - Ferrovia - Maurício Ribeiro e Brisa Marques
02 - Toco Tua Boca - Dr Morris e Maurício Ribeiro
03 - Trem de Mente de Corpo de Trem - Zéfere e Maurício Ribeiro
04 - Caravana Aos Confins de Mim - Maurício Ribeiro e Zéfere
05 - Mediterrar - Maurício Ribeiro e Makely Ka
06 - Trilha Clara - Maurício Ribeiro e Gilberto Sáfar
07 - Peruinha Destino Paraíso - Zéfere e Maurício Ribeiro
08 - Ma Peau Est Triste - Zéfere e Maurício Ribeiro
09 - À Margem do Tempo - Maurício Ribeiro, Brisa Marques e Flávio Henrique
10 - Desejo - Maurício Ribeiro e Déa Trancoso
11 - Tubarão Branco - Maurício Ribeiro

CD 02:
01 - 20 Anos - Maurício Ribeiro
02 - Nó - Maurício Ribeiro e Leonora Weissmann
03 - Nós - Maurício Ribeiro
04 - Essa Dor - Maurício Ribeiro
05 - Às Cegas - Maurício Ribeiro e Luís Henrique Garcia
06 - Conversa Com Jonas - Zéfere e Maurício Ribeiro
07 - Samba Em Três - Maurício Ribeiro e Luís Henrique Garcia
08 - Se Um Conta-Gotas Conta-Lágrimas - Zéfere e Maurício Ribeiro
09 - Um Doce de Moça - Zéfere e Maurício Ribeiro
10 - Veneno Remédio - Maurício Ribeiro e Luís Henrique Garcia
11 - Folia No Iate (Que Lindo!) - Maurício Ribeiro     

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Djalma Não Entende de Política - Apesar da Crise (2016)

Definido pelos artistas mineiros como chave de uma “sucessão de reviravoltas que marcaram o ano de 2016”, o álbum foi finalizado graças à colaboração de mais de 200 pessoas, por meio de um crowdfunding. “Em tempos de crise e de salve-se quem puder, foi lindo ver as pessoas participando do projeto e na expectativa do resultado final”, destaca Drica Mitre, vocalista da banda.

Já para construir o conteúdo da obra, a coletividade - desta vez formada pelos cinco integrantes da banda - levou três anos misturando ritmos como samba, cumbia, frevo, rock - tudo regado a muito deboche e crítica segundo o próprio quinteto.

Merece destaque ainda na produção o toque do músico Di Souza, que, a convite da banda, finalizou e arrematou o setlist.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 - Assim Na Lama Como Na Fama - André Albernaz e Carlos Bolívia
02 - Figuras de Animais e Homens - Carlos Bolívia
03 - O Sol Não Dá Ré - André Albernaz e Terêncio de Oliveira
04 - Mundo A Rodar - André Albernaz e Terêncio de Oliveira
05 - Pedro II Afonso Pena - Carlos Bolívia
06 - Beagles - Carlos Bolívia
07 - Só Faltou O do Schweinsteiger - André Albernaz e Carlos Bolívia
08 - O Som e O Torresmo - André Albernaz, Carlos Bolívia e Lili Lara
09 - Sai Pra Lá (Capeta) - Carlos Bolívia
10 - Com Quantos Santos Se Faz Uma Cidade  - Terêncio de Oliveira 

Pequeno Céu - Praia Vermelha (2018)

Após dois anos gestando “Praia Vermelha” Pequeno Céu apresenta um disco com narrativa própria, nuances nada óbvias e revela seu amadurecimento. As doze faixas do álbum soam como uma única música. Indo de encontros matinais (em “Pão na Chapa”, a faixa faz referência ao criador do riff inicial, o ex-integrante da banda, Rafael Figueiredo) até a exaltação da beleza feminina (em “Jenny Lee” faixa que leva o nome da baixista de Warpaint).

Com nomes inusitados “Praia Vermelha” leva o seu ouvinte a encarar o material apresentado com atenção. Os metais e os solos de guitarra são uma marca muito forte dentro do disco.

A presença de Toninho Horta dá um tom ainda mais especial. Como contou Bernardo Bauer, em entrevista ao Monkeybuzz,  “O último a gravar foi o Toninho Horta, ele chegou lá, plugou a guitarra, ouviu a música umas três vezes e já saiu mandando brasa, o cara não tá no patamar que ele tá à toa, ele conhece demais, e quando eu ouvi o solo que ele faz na introdução de Paquistã percebi claramente o tanto que eu ainda tenho que estudar pra falar que sou guitarrista. Foi um sonho realizado ter o Toninho tocando com a gente.”
A álbum conta ainda com Lucas Freitas (sax barítono) e o Henrique Staino (sax alto e soprano). A banda é formada por Bernardo Bauer (baixo), Ciro Trevisan (bateria), Matheus Rocha (guitarra e metalofone), Manuel Horta (guitarra) e Renato Moura (percussão).

O disco foi gravado e mixado por Ygor Rajão (ex-integrante do Graveola e Fusile) e masterizado por Fernando Sanches no estúdio El Rocha, em São Paulo. É um lançamento do selo Quente, o coletivo mineiro que atuam com foco na música e em ações conceituais.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Pão Na Chapa
02 - Tokio/Berlim
03 - O Primeiro Louva-Deus A Pisar Na Lua
04 - Umsetecinco
05 - Paquistã
06 - Urtiga
07 - Sargaço
08 - Massa
09 - Irina Neblina
10 - Jenny Lee
11 - Sushi Camarão
12 - Praia Vermelha

Todas as músicas compostas por Pequeno Céu 

LG Lopes - O Fazedor de Rios (2015)

Na música 'Imaginação', André Abujamra canta: “o mundo de dentro da gente é maior do que o mundo de fora da gente”. No disco 'O fazedor de rios' , o compositor mineiro Luiz Gabriel Lopes tenta mostrar um pouco do seu mundo interior. Tenta, porque, como ele mesmo afirma, é difícil ter um distanciamento para explicar o significado de cada canção, ainda que elas falem muito sobre experiências pessoais. “Se reconhecer, olhar pra si mesmo, é um processo que dura a vida inteira”, ensina. “A riqueza da experiência humana é intraduzível, e acho que a música é uma das poucas coisas que conseguem chegar perto disso.”

O fazedor de rios é um disco que reúne composições de vários períodos, que acabaram não entrando no repertório nem do Graveola e nem do TiãoDuá, duas bandas das quais o músico faz parte. “É um repertório mais pessoal. Tem a ver com experiências particulares, de amor, de espiritualidade. Talvez por isso não tenham sido gravadas por nenhum dos dois grupos”, explica. Apesar de introspectivo, passa longe de ser um trabalho melancólico. “Meu principal objetivo é tentar usar a música como um veículo de emanação positiva”, conta.

Apaixonado pela literatura em língua portuguesa, Luiz Gabriel tirou do livro Terra sonâmbula, do moçambicano Mia Couto, o nome da faixa que abre e dá nome ao disco. Um dos personagens do romance é chamado de Fazedor de Rios, homem que decide cavar um grande buraco em uma região árida, acreditando que poderia criar um rio que alimentaria a região. Após uma chuva, o personagem é carregado pelas águas do rio que ele mesmo criou. “Acho que essa história tem muito a ver com ser artista. De viver e acreditar em uma coisa incerta, que não tem garantias do ponto de vista estrutural, financeiro.”

Entre os convidados especiais estão Rafael Martini, que fez o arranjo de 'Se minha mãe fosse um pássaro', e Felipe José, responsável por arranjar e tocar flauta, cello, chori, sanfona e kalimba em 'Oração a Nossa Senhora da Boa Viagem'. Dividindo os vocais, o parceiro Gustavito, em 'O homem que engoliu a própria voz'; a cantora Laura Catarina na faixa 'Pro sol sair', e Chico César na belíssima 'Maio de Isabel', gravada em homenagem à Guarda de Congo e Moçambique 13 de Maio de Nossa Senhora do Rosário e em memória de dona Isabel Casimira, morta em junho deste ano.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - O Fazedor de Rios - LG Lopes, César Lacerda e Luiza Brina
02 - Enquanto Pisco - LG Lopes
03 - Maio de Isabel - LG Lopes
04 - Miúdo - LG Lopes
05 - Se Minha Mãe Fosse Um Pássaro - LG Lopes
06 - O Homem Que Engoliu A Própria Voz - LG Lopes e Gustavito
07 - Varanda - LG Lopes e José Luis Braga
08 - Resistir e Fraquejar - LG Lopes e Flávio Tris
09 - O Vôo do Papagaio - LG Lopes e Paulo César Anjinho
10 - Marinheiro Velho Menino - LG Lopes
11 - Pro Sol Sair - LG LOpes
12 - Oração À Nossa Senhora da Boa Viagem - LG Lopes

terça-feira, 23 de julho de 2019

Michelle Andreazzi – À Margem (2019)

Conhecida por sua atuação nos palcos e rodas de samba de Belo Horizonte, a cantora e compositora Michelle Andreazzi – ou Mia, como também é chamada, é ex integrante do Capim Seco, que lançou em 2011 o disco Semba, e com o qual concorreu ao 24º prêmio da Música Brasileira na categoria melhor grupo de samba. 

Atualmente ela integra o Coletivo ANA, primeiro coletivo brasileiro de mulheres compositoras, e também empresta sua voz à Banda Brilha, originária de um dos blocos de carnaval mais populares de Belo Horizonte, o “Então, Brilha!”.

À Margem é um disco de MPB. O Brasil é sua mátria, de onde reverberam os sons desse álbum. O mundo é sua pátria que traz a inspiração para outros ritmos que o tangem e para os timbres que ecoam no percurso de suas 10 faixas autorais, compostas por Michelle Andreazzi e alguns parceiros.
O álbum é uma reverência a voz e a poesia. Como diz Déa Trancoso na apresentação do cd: "Pela boca de Michelle Andreazzi escapa uma alma úmida cheia de vapores que gotejam a música e a gente ouve uma mandala. Michelle é do reino da alemã Ute Lemper (...) as duas se dilatam e se recolhem; gritam e sussurram"

Preço – R$30,00

Faixas:
01 - Poema Errado - César Lacerda, Gabriel Goulart, Luiz Lobo e Michelle Andreazzi
02 - Sobrenome Confusão - Di Souza
03 - Eu Fui À Feira - Michelle Andreazzi
04 - Ao Mar - Michelle Andreazzi
05 - Maracujá - Michelle Andreazzi
06 - Nem Nada - Michelle Andreazzi e Rafael Macedo
07 - No Limiar do Azul - Michelle Andreazzi e Rudá K. Andrade
08 - Barra de Cunhaú - Irene Bertachinni e Michelle Andreazzi
09 - Caboclo - Michelle Andreazzi
10 - Abre O Olho Malandragem - Gustavo Amaral

Sérgio Pererê - Cada Um (2019)

A ansiedade do multifacetado artista pode vir da aposta em um novo rumo para o trabalho. “É um álbum que tem um caráter mais íntimo, é mais uma conversa. Dessa vez eu trouxe um pouco menos dessa questão mais mística, de falar sobre e trazer elementos da cultura afro-brasileira e africana”, explica o músico.
Mas, marca registrada de Pererê, a temática não fica totalmente de fora do novo trabalho. “Ela aparece de forma mais subjetiva, quis dialogar com uma sonoridade que transcende um pouco tudo isso”, afirma o músico, que aposta em uma multiplicidade de sons. “O disco tem um traço eletrônico, com elementos que passam pelo Japão, pela Índia. Tem um baião meio eletrônico”, enumera, ressaltando ainda a presença de sons mais orgânicos, vindos de instrumentos como o violão, as percussões e o charango.

O rumo também é diferente nas composições, que contemplam vários momentos da vida de Pererê. “É uma seleção de músicas que venho escrevendo ao longo do tempo, até em momentos de outros discos e que não dialogavam com o que eu fazia naquele momento. Um disco é quase como um livro, tem que ter uma coerência no texto”, pontua o artista.

Reunindo as canções, ele notou algo em comum. “Os assuntos são pessoais, estou falando um pouco até da minha vida como músico. É criado um mito muito grande, de representatividade como se o artista fosse uma entidade”, diz. Aliás, é essa a abordagem que Pererê traz na canção que dá título ao álbum. “A música ‘Cada Um’ coloca isso. Ela vem quebrando esse mito, traz o lugar que é a pessoa artista falando de si mesma. E não o artista como tem se chamado muito hoje, de divos e divas. É uma coisa mais horizontal, falo de perto das pessoas”.

As composições exploram também coisas vividas por ele nos últimos anos. “Falo da partida de alguns amigos queridos, como o Luiz Melodia, o Vander Lee, e a minha mãe. Temos dificuldade em falar da morte na nossa cultura. No disco, o que mais parece com a cultura africana, é a forma como falo da partida de outras pessoas, sem toda a coisa da dor. E ao mesmo tempo resgatando também a beleza da vida, as buscas, a trajetória. Defino esse disco como um grande poema. As músicas vão levar para um lugar específico”, diz Pererê.

Preço – R$30,00

Faixas:
01 - Silêncio Interior - Sérgio Pererê
02 - Casa de Flores - Sérgio Pererê
03 - Inseguro - Sérgio Pererê
04 - Caminho do Sol - Sérgio Pererê
05 - Cada Um - Sérgio Pererê
06 - Woman - Sérgio Pererê
07 - Guardiões da Memória - Sérgio Pererê
08 - Tudo Mudou - Sérgio Pererê
09 - É Leve - Sérgio Pererê e Richard Neves
10 - Mestre Samurai - Sérgio Pererê
11 - Sertão - Sérgio Pererê

Flávio Renegado e Orquestra Ouro Preto – Suíte Masai (2019)

Flávio Renegado e Orquestra Ouro Preto apresentam Suíte Masai, álbum que marca o encontro entre o rap e a música erudita.

Flávio Renegado e Orquestra Ouro Preto brindam fãs e recém-chegados com conexões preciosas entre o erudito e o popular, música negra e europeia, sonoridades africanas, brasileiras e caribenhas. Em uma jornada musical que parte da periferia de Belo Horizonte, desbrava as ancestralidades do Quênia e regressa com orquestração impecável, assinada por Marcelo Ramos e regida por Rodrigo Toffolo.

“Os guerreiros mais fortes da tribo não são escolhidos de maneira violenta, mas sim entre aqueles que saltam mais alto.” Esta foi apenas uma das descobertas de Flávio Renegado durante suas pesquisas sobre a nação tribal Masai, que ocupa boa parte do território do Quênia. E estas buscas sobre ancestralidades, vivências e aprendizados do continente-mãe que inspiraram Flávio Renegado a se unir à Orquestra Ouro Preto na produção de Suíte Masai, o quarto álbum do artista mineiro.

Assim como os lideres Masai, o salto de Flávio Renegado e Orquestra Ouro Preto não foi pequeno. A gravação de Suíte Massai reuniu 35 músicos, entre componentes da banda do rapper e membros da orquestra. Além de dezenas de profissionais envolvidos na produção do espetáculo realizado em 04 de agosto de 2018, na comunidade na do Alto Vera Cruz, onde Renegado nasceu e hoje mantém seu projeto social Arebeldia, em Belo Horizonte.

Acostumado a navegar por diferentes sonoridades, o inquieto Flávio Renegado enxerga com naturalidade a parceria inédita com uma orquestra. “A troca das batidas eletrônicas por uma orquestra foi um caminho natural para minha música. Do rap ao rock, passando pelo eletrônico, já toco há muito tempo com uma banda. E agora vejo a conexão com a música erudita como um ponto alto de uma trajetória. Especialmente com uma orquestra como a Ouro Preto. Foi muito especial encontrar um grupo de músicos eruditos dispostos a colaborar com a musica popular de maneira aberta, generosa e verdadeira”.

Preço – R$30,00

Faixas:
01 - Abertura - Flávio Renegado
02 - Conexão Alto Vera Cruz Havana - Flávio Renegado e Gil Amâncio
03 - Minha Tribo é O Mundo - Flávio Renegado
04 - Maracatu, Nação do Amor - Moacy Santos
05 - Do Oiapoque a Nova Yorque - Flávio Renegado
06 - A Coisa é Séria - Flávio Renegado
07 - Black Star - Flávio Renegado
08 - Sei quem Tá Comigo - Flávio Renegado e Funk Buia
09 - Tempo Bom - Flávio Renegado
10 - Românticos - Vander Lee
11 - Rotina - Flávio Renegado e Chico Amaral
12 - Sobre Peixe, Flores e Você - Flávio Renegado e Chico Amaral
13 - Sai Fora - Flávio Renegado
14 - Vera - Flávio Renegado
15 - Para Lennon e McCartney - Márcio Borges, Lô Borges e Fernando Brant 

60 Anos do Pagode de Viola Caipira No Brasil - Vários Artistas (2019)

O lançamento do álbum duplo “60 anos do Pagode de Viola Caipira no Brasil” mostra a produção de Téo Azevedo, com vários artistas da música caipira, e uma homenagem a Tião Carreiro, a maior referência da viola caipira no Brasil e é do Norte de Minas, pois morou em Juramento e ainda em Pajeú, perto de Monte Azul, antes de ir para São Paulo, onde se destacou. Na cidade de Catuti, foi criado o Museu Tião Carrero, na antiga Estação Ferroviária. O  álbum duplo tem 17 faixas em cada CD, sendo 32  cantadas e duas instrumentais todas de autoria de Téo Azevedo. 

Preço – R$60,00

Faixas CD 01:
01 - Três Mineiros da Viola - Mococa & Paraíso
02 - Resposta de Poeta Sertanejo - Leyde & Laura
03 - Raiz do Milênio - Rodrigo Mattos & Praiano
04 - No Repique da Viola, Na Toada Sertaneja - Marcelo Viola & Ricardo
05 - O Enfusado - João Mulato & Douradinho
06 - É No Peito da Viola - Adriana Farias
07 - Chama e Fala - Chico Lobo & Winson Santos/Pereira da Viola & Rubinho do Vale
08 - Santa Aparecida - Ariedson & Renan
09 - O Nosso Brasil Que Quero - Cacique & Pajé
10 - Viola & Paixão - Agreste & Pacco
11 - A Mulher Tá No Pagode - Juliana Andrade & Leyde
12 - Não Gosto, Gosto - Peão Dourado & Paraense
13 - A Viola do Crispim, Com Saudade do Goiá - Rodrigo Mattos & Praiano
14 - São Bento - Mateus Minas & Leandro
15 - Pé de Romã - Biro-Biro & Nilsinho
16 - Minha Vida de Vaqueiro - Téo Azevedo
17 - Degopa de Viola - Rodrigo Azevedo

Faixas CD 02:
01 - Arquivos de Lembranças - Leyde & Laura
02 - Meu Universo Caipira - Mococa & Paraíso
03 - Chama e Fala - Cacique & Pajé
04 - Viola, Trilha e Destino - Mococa & Paraíso
05 - Prosa de Valentão - Irmãs Barbosa
06 - Tá Na Hora de Acordar - João Mulato & Douradinho
07 - O Pagode de Viola - Marcelo Viola & Ricardo
08 - Coisas do Sertão - Ana Azevedo & Malu
09 - Requiém A Tião Carreiro - Peão Dourado & Praense
10 - Violeiro Bigodudo - Rodrigo Mattos & Praiano
11 - Caminhoneiro - Mateus Minas & Leandro
12 - Minha Viola - Leyde e Laura
13 - Meu Rancho Ao Pé da Serra - Jackson Antunes & Decão
14 - A Viola Caipira - João Mulato & Douradinho
15 - O Brasil Com S - Valdo & Vael
16 - A Lenda do Rio Abaixo - Gedeão da Viola & João Pedro
17 - Improvisos de Recortados - Rodrigo Azevedo

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Marina Araújo - Sem Pressa Pra Amar (2017)

O projeto, definido pela cantora como sendo um pedacinho dela, contém 6 faixas, totalmente autorais, que mostram toda a musicalidade de Marina Araújo como cantora, compositora e violinista. “Reza”, “Não Demora”, “Nunca Tem Fim”, “Sem Pressa Pra Amar”, “Par Perfeito” e “Mais”, são os títulos das canções que compõem o EP gravado no estúdio Natrilha, produzido por Felipe Fantoni e Márcio Brant (FM Produções Artísticas), e fazem parte do repertório do show que apresentará o novo trabalho ao público. As letras falam sobre romantismo e retratam histórias de amor diversas, entre a felicidade de um relacionamento e a tristeza de um desencontro, com destaque para a canção que dá nome ao álbum.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 - Nunca Tem Fim
02 - Sem Pressa Pra Amar
03 - Mais
04 - Par Perfeito
05 - Não Demora
06 - Reza

Todas as músicas de Marina Araújo

Mauro Rodrigues e A Musicosfera - Cru, Cozido e Repartido (2018)

A Musicosfera é resultado de um longo processo de interação musical, que se iniciou por volta de 2004, no âmbito da Escola de Música da UFMG. Mauro Rodrigues (flauta), Rafael Martini (piano), Pedro “Trigo” Santana (contrabaixo) e Antônio Loureiro (bateria/percussão), desenvolveram um trabalho juntos tendo como base as composições de Mauro Rodrigues. Nessa formação mais camerística experimentou-se interações ousadas e profundas nas performances, especialmente no que tange a improvisação. “Musicosfera” é uma alusão à intensa atmosfera de interação que se fazia sentir nas performances (ensaios e/ou apresentações).
Essa envolvente musicosfera tem sido uma referência importante no desenvolvimento da vida artística destes músicos. Este show se construiu essencialmente na encruzilhada de passagem do legado musical, entre um músico mais velho e os mais novos. Dessa interação surgiu algo que é significativo para todos e surpreendentemente novo e vivo. Trata-se de um tipo de interação em que o pai se torna o filho e o filho se torna o pai.

Preço – R$30,00

Faixas:
01 - Chamada
02 - Amigos
03 - Iphigenia-Inocência
04 - Iphigenia-Sacrifício
05 - Água e Pedra
06 - Sarabande - Bach Am (Adaptação)
07 - Bouree - Bach Am (Adaptação)
08 - Promenade Fm
09 - Marcha da Saudação
10 - Tema Curto
11 - O Fio D'Água e A Serpente
12 - Promenade Dm
13 - Caminhos do Silêncio
14 - Tangolomango

Todas as composições de Mauro Rodrigues

Felipe de Oliveira - Coração Disparado (2018)

Felipe de Oliveira conta que “Coração Disparado” (Under Discos) é um disco sobre amor, mas numa perspectiva que não é convencional. “As pessoas não vão encontrar nenhuma música romântica, mas, sim, reflexões sobre a mediação das relações amorosas sob várias perspectivas. Algumas apaixonadas, outras pessimistas, outras otimistas, críticas, ácidas, relacionamento abusivo, violência doméstica, ficar com várias pessoas, ficar com uma só, enfim, aprender a amar”, diz.

Para o músico,  dentro do amor, as situações e contextos são diversos no disco. “Sobre sonoridade, meu compromisso sempre foi com a música brasileira. Dessa vez, nós nos aproximamos de uma estética mais world music, sem nos prender a um só estilo. Eu classificaria como Nova MPB, embora haja ainda muitas coisas que o conectam à MPB tradicional, que é minha paixão. Acho que nos preocupamos em trabalhar essa dualidade, entre o moderno, mas sem perder as raízes”, adianta.

Sobre a escolha do nome do álbum e espetáculo, “Coração Disparado”, Felipe de Oliveira diz que se inspirou em um poema recitado por Maria Bethânia  no show “Drama Terceiro Ato” e na obra de Adélia Prado, que tem um livro com o mesmo nome. “A palavra disparado tem três significados: o disparo de arma, o disparo de acelerado, e também ousado. Esse disco tem uma sonoridade moderna e original. Ousada, diferente de tudo que eu já havia feito no palco”, explica.

Preço – R$28,00

Faixas:
01 - Samba da Redenção - Dé de Freitas e Guilherme Borges
02 - Eu Sonhei Com Você - Sérgio Oliveira
03 - Xotimamoeiro - Renato Pessoa
04 - Chorinho Para Não Gaguejar - Dé de Freitas e João Vitor Rocha
05 - Fé Menina - Deh Mussulini
06 - Outra História - Pedro Santos
07 - Adeus Maria - Dé de Freitas e João Vitor Rocha
08 - A  Casa dos Mil Cordões Azuis - Guilherme Borges e Guilherme de Freitas
09 - Noite Sem Fim - Dé de Freitas e João Vitor Rocha
10 - Cidade - Phil Albuquerque
11 - Vamos Deixar Que Se Misture - Dé de Freitas, João Vitor Rocha e Laura Catarina

Campos Rosa - Na Verdade (2018)

O álbum, 100% autoral, é composto por letras e melodias criadas pelo próprio cantautor, que versam sobre questões existenciais, relacionamentos, dor, amor, natureza e descobertas. A concepção de ‘Na Verdade’ teve início em 2014, quando Campos Rosa começou a ter ideias para as melodias. “Geralmente, tenho a ideia inicial de uma melodia e, a partir daí, vou experimentando, criando. A letra costuma vir no final”, explica o artista, que amadureceu o trabalho e, após pouco mais de três anos, apresenta ao público o resultado: um disco de pop elegante e original, composto por canções palatáveis e radiofônicas, com influências que vão do samba ao pop rock, passando pela música mineira e o rock alternativo, com pitadas de psicodelismo e elementos que remetem a Clube da Esquina, Beatles e Nando Reis.

O disco de 12 faixas contou com um time de músicos talentosos. As guitarras foram gravadas por Noah Haas, músico americano radicado no Brasil, que traz influências do jazz e do soul. A cozinha é composta pelo baixista Diego Mancini, formado pela Los Angeles College of Music, e pelo baterista Pedro Ramalho, cuja bagagem musical confere ao disco uma pegada mais brazuca. Leonardo Marques assina a produção do projeto. “Decidi gravar com o Léo depois de escutar o trabalho solo dele e os álbuns do Transmissor. Curti demais os timbres e os arranjos clean: acho que casam bem com o meu som”, explica o músico. “Na Verdade” também conta com as participações de Marcos Sarieddine (teclado), Ygor Rajão (trompete) e Rodrigo Garcia (violoncelo). Campos Rosa conduz com maestria o vocal, violão e guitarra.


Preço – R$28,00

Faixas:
01 - Algodão
02 - Uma Canção
03 - Imperfeito
04 - Nós Dois
05 - Na Verdade
06 - Quando Eu Sonhava
07 - Nunanane
08 - Te Querer
09 - Sem Motivo
10 - Ritmo de Fé
11 - Violeiro
12 - Luz do Sol

Todas as músicas de Campos Rosa

Aldrin Gandra - Quadrado Azul (2018)

ALDRIN GANDRA ATUA A MAIS DE 15 ANOS NO CENÁRIO MUSICAL DE BELO HORIZONTE.
JÁ ATUOU EM DIVERSAS BANDAS E PROJETOS DE DIVERSOS ESTILOS MUSICAIS.
JÁ PARTICIPOU COMO VIOLONISTA NA ORQUESTRA DE VIOLÕES DO PALÁCIO DAS ARTES E DA BANDA MERLIN ESPERANTE QUE JÁ TEVE O TRABALHO DISTRIBUÍDO EM MAIS DE 60 PAÍSES.
JÁ TEVE RECONHECIMENTO DE SEU TRABALHO AUTORAL POR FERNANDO BRANT E ROBERTO MENESCAL.
O ARTISTA LANÇA SEU PRIMEIRO CD AUTORAL "QUADRADO AZUL" QUE MOSTRA SUAS COMPOSIÇÕES AUTORAIS QUE RETRATAM TEMAS QUE PASSAM POR PAISAGENS, AMOR E PROVOCAÇÕES A RESPEITO DAS MAZELAS HUMANAS.

Preço – R$28,00

Faixas:
01 - Fazenda - Aldrin Gandra
02 - Falsas Psicologias - Aldrin Gandra
03 - O Mar É Tudo - Aldrin Gandra
04 - A Ilha - Aldrin Gandra
05 - Trem Estação da Noite - Aldrin Gandra
06 - Estradas - Aldrin Gandra e Cláudio Faria
07 - Quem Sabe Um Dia - Aldrin Gandra
08 - Baby - Aldrin Gandra
09 - Quadrado Azul - Aldrin Gandra
10 - Vai Ser Diferente - Aldrin Gandra
11 - Andando Na Baía - Aldrin Gandra
12 - Vôo Livre - Aldrin Gandra
13 - Minha Namorada - Aldrin Gandra
14 - Com Está Você - Aldrin Gandra

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Roger Deff – Etnografia Suburbana (2019)

Não há dúvidas de que Roger Deff é uma das figuras mais importantes da cena do rap de Belo Horizonte. O MC divide com o irmão Ricardo HD os vocais do Julgamento, uma das primeiras bandas a misturar rock e rap em Minas Gerais. Após mais de uma década de carreira junto à banda, o cantor prepara-se, agora, para lançar seu primeiro disco solo. Intitulado “Etnografia Suburbana”, o álbum está sendo gravado no estúdio Giffoni e tem previsão de lançamento para maio.

Viabilizado por meio de uma campanha de financiamento coletivo que terminou na semana passada, o disco traz oito faixas inéditas, frutos da experiência do MC com diversos parceiros musicais. “Em 2014, o Julgamento entrou em um hiato e decidi que precisava continuar meus trabalhos.
Então, resolvi iniciar o trabalho solo. A ideia inicial era gravar um disco com o guitarrista Daniel Saavedra, mas aí uma galera veio somando”, relembra. “A banda que se formou tinha Gustavo Caetano na bateria, Daniel na guitarra, Flávio Machado como DJ e Celton Oliveira no baixo. Depois, vieram Ricardo Cunha (guitarra), Edgar Filho (bateria) e Michelle Oliveira (backing vocals)”, completa.

Deff conta que, a partir daí, o grupo foi criando músicas de uma forma muito orgânica. “Eu levava as letras e a galera desenvolvia as músicas em cima do meu. Passado um tempo, vi que já tinha um material legal e decidi registrar esse processo em um disco físico. Então, veio a ideia de ‘Etnografia Suburbana’”.
Para o MC, o nome do álbum traz dois sentidos que guardam relação direta com sua caminhada. “Se a gente fosse fazer um estudo etnográfico da população negra, ele seria essencialmente suburbano e periférico, porque a população negra está nesse lugar simbólico e geográfico. Além disso, é também um estudo meu, sonoro, sobre esses grupos periféricos que compõem a população negra. Uma etnografia suburbana a partir do som”, explica. “E um estudo feito por um sujeito periférico e urbano, um MC, sem a menor pretensão acadêmica”, completa.

Por esse recorte, Deff conta que o álbum passeia por estilos musicais de origem negra e periférica, tais como maracatu, samba, reggae, ska, funk e soul. O rap, matriz do trabalho com o Julgamento – cujo trabalho mais recente, “Boa Noite”, foi lançado em 2018 – serve como “ferramenta para a narrativa central”.

O MC conta ainda que o disco tem participações de nomes como Douglas Din e Richard Neves, e celebra o sucesso do crowdfunding. “O resultado foi satisfatório e o processo todo bem interessante. Afinal, o Julgamento tem público formado, mas eu não. Então, a campanha foi importante para envolver e me aproximar das pessoas”, finaliza.
Por Lucas Buzatti

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Etnografia Suburbana – Roger Deff e Celton Oliveira
02 – O Mesmo Processo - Roger Deff
03 – Corpo Estendido - Roger Deff e Douglas Din
04 – O Aspecto - Roger Deff
05 – Vida que Vem - Roger Deff e Celton Oliveira
06 – Bem pra Quem? - Roger Deff e Ricardo HD
07 – Ladeira - Roger Deff e Flávio Renegado
08 – Eu vi Zumbi nem Florescer - Roger Deff e Michelle Oliveira

terça-feira, 30 de abril de 2019

Julia Branco – Soltar os Cavalos (2018)

Vocalista de Todos os Caetanos do Mundo, banda mineira que recentemente entrou em recesso por tempo indeterminado após nove anos em cena, Julia Branco lança o primeiro álbum solo entre junho e julho. Produzido por Chico Neves, o disco deu origem a dois trabalhos distintos, mas complementares porque ambos integram o mesmo projeto.

Julia Branco, cantora que há anos também trabalha como atriz, sempre escreveu, mas ainda não tinha transformado a própria escrita em música no tempo em que esteve à frente da banda Todos os Caetanos do Mundo. No álbum solo Soltar os cavalos, no entanto, ela assina as onze composições do repertório inteiramente autoral, sozinha ou com parceiras como Letícia Novaes (em 30 anos), Mariana Volker (em Cheia de dobras) e com Luiza Brina.

Integrante da banda Graveola, Brina é coautora de quatro músicas (Peixes, Meu corpo, Quero ser livre e a já mencionada Cheia de dobras), além de ter co-arranjado o disco e assinado as harmonias dele. O álbum Soltar os cavalos traz ainda, entre outros nomes, parcerias de Julia com o produtor Chico Neves, que se junta – após mais de dez anos fora dos palcos – à banda da artista nos shows de lançamento do disco.

Essa banda é um trio composto por Chico Neves, Luiza Brina e a própria Julia Branco, que chegou a pedir músicas para compositores antes de ser incentivada por Neves a gravar o próprio cancioneiro.
por Mauro Ferreira

Preço – R$28,00

Faixas:
01 – Sou Forte – Julia Branco
02 – Estrela - Julia Branco, Lucia Castello Branco e Chico Neves
03 – Quero ser Livre - Julia Branco, Samuel Bueno, Chico Neves e Luiza Brina
04 – Eu sou Mulher - Julia Branco, Luiz Rocha e Adriano Goyatá
05 – 30 Anos - Julia Branco e Letícia Novaes
06 – Peixes - Julia Branco e Luiza Brina
07 – Presta Atenção - Julia Branco
08 – Eu Toco – Julia Branco, Fernanda Branco Polse e Chico Neves
09 – Meu Corpo - Julia Branco, Fernanda Branco Polse, Chico Neves e Luiza Brina
10 – Coisas – Julia Branco e Chico Neves
11 – Cheia de Dobras – Julia Branco, Mariana Volker e Luiza Brina