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segunda-feira, 25 de julho de 2022

Lô Borges – Chama Viva – 2022


 Com participações de Milton Nascimento, Beto Guedes, Patrícia Maês e Paulinho Moska, Lô Borges chega a seu quarto disco de inéditas em quatro anos. Aos 70 anos, completados em janeiro, ele compõe sem parar, enquanto comemora as cinco décadas de dois álbuns fundamentais para sua carreira: “Clube da Esquina” e “Lô Borges”, mais conhecido como “Disco do Tênis”, ambos lançados em 1972.

“Chama viva” traz 10 canções autorais inéditas, parcerias de Lô com Patricia Maês. “O disco aconteceu quando eu estava terminando ‘Muito além do fim’, com letras de Márcio Borges. Esse álbum com Marcinho era adrenalina pura, quase rock and roll na veia. Tive uma semana de folga e deu vontade de ligar o teclado na função órgão. Veio uma coisa quase sinfônica na minha cabeça, porque órgão remete a uma coisa mais reflexiva, mais sinfônica. Em sete dias, compus sete temas”, conta Lô. “Era um tempo de descanso para a minha cabeça e para o meu espírito.”

O álbum foi gravado por Lô e seu “trio maravilhoso”, como ele diz, formado por Henrique Matheus, Thiago Corrêa e Robinson Matos. “Sou muito fã desse trio que trabalha comigo. Às vezes você escuta os discos que faço e parece que tem seis pessoas tocando, mas são somente três.”

por Augusto Pio

Preço – 30,00

Faixas:

01 – Sem Véu – Lô Borges e Patrícia Maês

02 – Veleiro – Lô Borges e Patrícia Maês

03 – Desabrochando Flor – Lô Borges e Patrícia Maês

04 – Silêncio no Mar – Lô Borges e Patrícia Maês

05 – Primeira Lição – Lô Borges e Patrícia Maês

06 – Outro Verão – Lô Borges e Patrícia Maês

07 – Fica no Ar – Lô Borges e Patrícia Maês

08 – No Colar – Lô Borges e Patrícia Maês

09 – Ascender – Lô Borges e Patrícia Maês

10 – Chama Viva da Canção - Lô Borges e Patrícia Maês


sexta-feira, 29 de abril de 2022

Thiago Delegado – Detalhes Guardados – 2021


 Neste novo trabalho, o instrumentista Thiago Delegado se apresenta como um cantautor: o artista que canta suas próprias composições, ou – como faziam os trovadores do século 12 – transforma em versos as questões, os amores e as sagas de seu tempo. 

Dono de uma assinatura própria com seu violão, Delegado mostra seu lado cantor em faixas autorais que fazem parte do quinto álbum do artista.

O violão e voz de Thiago Delegado é acompanhado por André Limão Queiroz na bateria, Christiano Caldas nos teclados, Aloizio Horta no baixo, além de Robson Batata na percussão. 

Preço – R$30,00

Faixas:

01 – Pra Falar de Amor – Thiago Delegado, Vini Ribeiro, Nath Rodrigues e Clara Delgado

02 – Detalhes Guardados - Thiago Delegado e Clara Delgado

03 – Antes do Café - Thiago Delegado, Aloizio Horta e Vitor Velloso

04 – Mais Valia - Thiago DelegadoVini Ribeiro e Ricardo Nazar

05 – Mina do Barreiro - Thiago Delegado, Marina Gomes e Bobo da Cuíca

06 – Chuva dos 30 - Thiago Delegado e Nath Rodrigues

07 – Foi Como eu Sempre – Wilson Franco

08 – Chame o Amor - Thiago Delegado, Vini Ribeiro e Natalia Menhem

09 – Meu Coração Ainda é Seu - Thiago Delegado e Murilo Antunes 

10 – A Tecelã - Thiago Delegado e Clara Delgado

11 – Vai e Vem - Thiago Delegado, Vini Ribeiro e Clara Delgado 

12 – Olhos da Imensidão - Thiago Delegado, Vini Ribeiro e Brisa Marques


Artur Araújo – Morada dos Ventos – 2022


 Artur Araújo faz 'Morada dos Ventos', primeiro álbum de músicas inéditas de estúdio Obra tem a colaboração de Toninho Horta e benção de Nelson Ângelo. 

‘Morada dos Ventos’ é uma obra que majestosamente envolve ritmos e estilos num projeto musical que fez o jovem cearense expandir a sua carreira como cantor, compositor e músico no Sudeste do país, tendo feito shows por Minas Gerais e Rio de Janeiro, e que agora projeta seu trabalho nacionalmente.

 “Antes mesmo de gravar o Morada dos Ventos em estúdio, já tinha toda a concepção do disco na cabeça, principalmente pelo fato de que há alguns anos havia feito um show chamado “Dos trilhos aos cais”, que foi justamente na época em que deixei o Ceará para viver em Minas em 2014, e posteriormente, em 2017 quando ocorre a minha mudança de Ouro Preto para Belo Horizonte. Neste período, formei uma banda com músicos de uma mesma geração que a minha, com influências muito próximas. 

O artista ainda conta no disco com a participação ilustre de Toninho Horta, ilustre membro do Clube da Esquina, da benção do cantor, compositor e guitarrista Nelson Ângelo, além da primorosa capa, contracapa e encartes, assinados pela renomada artista plástica Leonora Weissman.

“Resiliente, Artur trilhou sem desfazer os elos culturais, repetindo a seu modo, passarinhos, matas, cachoeiras, caminho de sonhador que é. Não sei de nada melhor do que a música pra isso! Parece pouco, mas é coisa que não acaba mais. E quando o tempo passar vamos chegar todos juntos num mesmo lugar. Artur Araújo estreia para uma plateia jovem, com a casa cheia”, conta entusiasmado. Ainda segundo Artur, as canções deste disco são canções biográficas

O disco possui 10 faixas, que contam histórias como se fosse um livro”, detalha o artista. O álbum pode ser conferido em todas as plataformas de streaming e também pode ser adquirido no formato físico nas principais lojas do ramo em Belo Horizonte, São Paulo, Recife e Rio de Janeiro.

Preço – R$30,00

Faixas:

01 – O Som do Pensamento – Artur Araújo

02 – Arembepe - Artur Araújo e Luiz Henrique Garcia

03 – O Fim da Noite - Artur Araújo

04 – Belo Horizonte - Artur Araújo e Edelson Pantera

05 – Morada dos Ventos - Artur Araújo

06 – Jangadas e Trens - Artur Araújo e Thales Mendonça

07 – São Salvador - Artur Araújo e João Paulo Avelar

08 – Janela do Dia - Artur Araújo, Carlos Vasconcelos e Adriano Menezes

09 – Barranqueira - Artur Araújo, Thales Martinez e Adriano Menezes

10 – Nas Entrelinhas - Artur Araújo


segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

A Outra Banda da Lua (2020)

O disco é resultado dos cinco anos desde a concepção do projeto, em nove faixas autorais e uma cover de “Desentoado” (Tino Gomes e Charles Boavista). O lançamento integra o catálogo do selo belo-horizontino Under Discos e contempla uma sonoridade inquieta que com certeza vai marcar presença na história da música mineira.

A junção de referências e sabores diferentes resultaram na sensorial experiência proporcionada pelo disco de estreia do grupo mineiro A Outra Banda da Lua. Mesclando a potência dos ritmos explorados à delicadeza das poesias, o álbum homônimo passeia por diversas fórmulas musicais e histórias. 

Na audição da obra, são perceptíveis toques tropicalistas, tais como da majestosa cena mineira dos anos 70 e da cena da vanguarda paulista. Tudo isso de forma orgânica e magicamente original.

Preço – R$30,00

Faixas:

01 – Serra do Mel – Mateus Sizilio

02 – Desentoado – Tino Gomes e Charles Boavista

03 – Na Roça - Mateus Sizilio

04 – Cavalaria – Marina Sena

05 – Lua – Marina Sena 

06 – O Novo Baile Perfumado – Edssada e Matheus Bragança

07 – Sangue no Olho – Marina Sena 

08 – Carrim de Picolé - Mateus Sizilio

09 – Mês de Cores na Avenida – Edssada e Celene Campos

10 – Menino do Lago - Mateus Sizilio e Adriano Lélis

 


Leopoldina – Semente Crioula - 2021


A mineira Leopoldina, cantora e compositora, lança o álbum Semente Crioula, misturando as sonoridades MPB e sertaneja. O projeto traz doze faixas inéditas e foi pensado pela artista como um manifesto feminino de afeto, abordando as muitas traduções possíveis para o amor.

Sobre o nome do disco, Semente Crioula, Leopoldina explicou que a ideia "veio dos frutos e sementes que iam 'brotando dentro da gente' através de canções, poemas e pinturas". Segundo a artista, o título "é a diversidade que existe quando nós pegamos uma semente e pensamos que ela carrega, dentro de si, um ancestral e a possibilidade de gerar e dar continuidade à vida. Portanto, esse disco saúda os ancestrais e carrega nele a possibilidade de gerar vidas em mim e entre os ouvintes".

Preço – 35,00

Faixas:

01 – Amor da Nanã – Leopoldina

02 – Girassóis – Henrique Vilela e Leopoldina

03 – Sanfoneira – Di Souza e Leopoldina

04 – No Nosso Tapete – Leopoldina e Renato Negrão

05 – Folia de Reis para Deus Menino – Leopoldina 

06 – Pra Tu – Leopoldina

07 – Semente Crioula – Rafael José e Leopoldina

08 – Orvalho – Leopoldina

09 – O Que eu Tenho Pra Te Dar – Leopoldina

10 – Morena Faceira – Leopoldina e Iaiá Drummond

11 – Sem Você – Leopoldina e Pedro Thiago

12 – Cadê Teus Olhos – Leopoldina


terça-feira, 26 de outubro de 2021

Aggeu Marques – 20 Anos / 2001-2021


 Comemorando 20 anos de carreira, o cantor e compositor Aggeu Marques lança um boxset comemorativo para a data. Em "20 Anos - 2001/2021", o artista compila seus 3 discos de estúdio, "Quer Saber" (2001), "AGGEU" (2004) e "Ultra-Som" (2006), além do inédito "Quatro" (2021) - que traz versões inéditas de canções de Aggeu Marques, que divide músicas e vocais com artistas como Flávio Venturini, Luiz Carlos Sá, Maurício Gasperini, sua filha Paula Marques, entre outros grandes nomes.


Box com 4 CDs – Preço / R$49,00

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Lô Borges – Muito Além do Fim – 2021

 

Lô Borges lança o novo álbum “Muito Além do Fim”, que marca a volta da parceria com o irmão Márcio Borges, com 10 canções inéditas, o disco ainda conta com a participação de Paulinho Moska na faixa-título.

Nas gravações, Lô Borges (violão) foi acompanhado por Henrique Matheus (guitarra) e Thiago Corrêa (contrabaixo, teclado e percussão), que também fazem a produção, além de Robinson Matos (bateria).

“A primeira sensação que experimentamos ao entrar em contato com esse álbum é de que tudo melhora quando a escuridão vai embora. A vida, o mundo, o tempo, os afetos, a viagem, os delírios. E o perfume que fica é essa dimensão grandiosa do muito e do além, que transmuta o fim em eterno, em infinito”, comenta Paulinho Moska sobre “Muito Além do Fim”.

Preço – 30,00

Faixas:

01 - Muito Além do Fim (Feat Paulinho Moska)

02 - Muito Querida

03 - Copo Cheio

04 - Vida Ribeirão

05 - Rainha

06 - Canções de Primavera

07 - Caos

08 - Melhor Assim

09 - Terra de Gado

10 - Piano Cigano

Letras de Márcio Borges

Lô Borges – Rio da Lua - 2019

 

“O processo de composição do Rio da Lua foi uma novidade em dois aspectos. Inicialmente, foi a primeira vez em que compus com Nelson Angelo e também foi a primeira vez que musiquei letras. Em geral trabalho previamente a composição, para depois o parceiro trabalhar na letra. Desta vez, foi o inverso. Outro aspecto inovador é que tudo foi feito através de troca dinâmica de mensagens digitais com o Nelson”, conta Lô.

Preço – 30,00

Faixas:

01 - Rio da Lua

02 - Em Outras Canções

03 - Além do Tempo

04 - Flecha Certeira

05 - Foto 3x4

06 - Inusitada

07 - Partimos

08 - Antes do Tempo

09 - No Caminho

10 - Profeta


Lô Borges – Dínamo – 2020

 

Esse é o sexto álbum de inéditas que Lô lança desde 2003. O disco foi composto em parceria com Makely Ka. Poeta, cantor e compositor, o piauiense já lançou álbuns como o temático “Cavalo Motor”, inspirado na obra “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa.

A parceria entre Makely e Lô começou, curiosamente, no primeiro dia da turnê do disco anterior do mineiro, “Rio da Lua” (Deck/2019): “sempre nos admiramos mutuamente mas sem nos conhecermos. Um dia, então, Makely Ka entrou em contato comigo após ouvir uma entrevista minha no rádio e convidei-o para o show de lançamento do álbum. No próprio teatro, durante a apresentação, ele escreveu a primeira letra de ‘Dínamo’”, comentou Lô sobre o começo da parceria.

Preço – 30,00

Faixas:

01 – O Mundo Gira Sobre Si

02 – Dínamo – Part. Especial Samuel Rosa

03 – Apontando o Norte

04 – Quantos Janeiros

05 – Lava do Vesúvio

06 – Desvario

07 – Altajuda

08 – Refúgio

09 – Outra Canção

10 – O Caos da Cidade


Lô Borges – Tênis + Clube – Ao Vivo no Circo Voador - 2018

 Preço – 50,00

Com apenas 20 anos de idade, Lô Borges apresentou dois álbuns que seriam clássicos da música brasileira. A estreia do Clube da Esquina e o seu primeiro disco solo, homônimo, mas que ficou conhecido como “disco do tênis”, ambos lançados em 1972. Mais de 40 anos depois, o cantor e compositor mineiro revisitou essas obras e saiu em turnê com o seu repertório. Devido ao grande sucesso de público e crítica, ele decidiu registrar esse momento especial em um DVD.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Beto Lopes – Miragem (2020) Original de 2003

 

Produção, direção musical e arranjos – Beto Lopes

Participações especiais – Chico Amaral, Samuel Rosa, Tavinho Moura e Toninho Horta


Preço – R$33,00


Faixas:

01 - Nem Nada - Beto Lopes e Murilo Antunes 

02 - Conversa Fora - Beto Lopes e Márcio Borges

03 - Amor Temporal - Beto Lopes e Murilo Antunes 

04 - Bicho Homem - Milton Nascimento e Fernando Brant

05 - Aqui, Ó! - Toninho Horta e Fernando Brant

06 - Mesmo Assim - Beto Lopes e Murilo Antunes 

07 - Viagem à Bauru - Beto Lopes e fernando Brant

08 - Miragem - Beto Lopes e Murilo Antunes 

09 - O Que Será de Nós - Tavinho Moura e Fernando Brant

10 - Serra do Ão - Beto Lopes e Tavinho Moura

11 - Chacone - Bach

       Cruzada - Tavinho Moura e márcio Borges

        Baião - Beto Lopes



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Cláudio Faria - Paisagem Lunar (2018)

O músico Cláudio Faria, que faleceu em dezembro de 2017, aos 48 anos, vítima de toxoplasmose cerebral, gravou em meados de 2016 o disco “Paisagem Lunar”, com dez canções autorais, sob a produção de Barral Lima, pelo selo UNMUSIC. Infelizmente, não teve tempo para ver o seu terceiro trabalho autoral finalizado.

Cláudio Faria integrou por mais de 20 anos a banda de Beto Guedes – onde exercia também o papel de diretor musical – em shows pelo Brasil e exterior. Claudinho, como era conhecido pelos amigos, trabalhou também ao lado de artistas como Cláudia Cimbleris, Lô Borges, Paulinho Pedra Azul, Paulo Santos (UAKTI), Sá & Guarabyra, Toninho Horta, 14 Bis, entre outros – seja gravando em discos ou participando de shows.

Integrante da extinta banda Noivo da Lu, com a qual gravou dois discos, teve suas composições já gravadas por artistas consagrados.A canção “Sob o sol do Rio”, de sua autoria, foi gravada por Flávio Venturini no disco “Porque não tínhamos bicicleta” e ‘Vem ver o Sol’, também composta por Cláudio, integra o disco “Em Algum Lugar”, de Beto Guedes.

Preço – R$20,00  
Com frete grátis para todo o Brasil

Faixas:
01 - O Vôo da Ave
02 - Me Diga
03 - Acreditar
04 - Quarto Vazio
05 - Novo Mistério
06 - Amado
07 - Pra Tristeza Dormir Em Paz
08 - Na Rede da Casa Dela
09 - Sobre Nós Dois
10 - Ciranda

Canções de Cláudio Farias

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Nath Rodrigues – Fractal (2019)

Nath Rodrigues ainda está na fase em que as palavras escapam quando fala sobre Fractal. Natural. Esse que é o primeiro disco da carreira acabou de sair. Chegou às plataformas de streaming no dia 9 de julho e, assim, ela que canta desde criança, experimenta aos 28 anos algo novo. Falar sobre o próprio disco é algo bem diferente de criar.

“O disco sintetiza o caminho todo. Ele vem sendo construído mesmo antes de eu me assumir como cantora e compositora”, conta. Já faz tempo que Nath navega pelas ondas da arte. Por isso ela usa o verbo “assumir” para falar de sua vertente cantora. E que cantora, viu!!! Explore o disco e rapidamente vai ser dar conta da potência dela. Uma voz límpida, afinada, que harmoniza perfeitamente com um repertório que associa ancestralidade com contemporaneidade, em letras e arranjos.

A música foi a expressão que sempre fez parte do núcleo familiar mais próximo de Nath. Mas foi a tia Alcione Ferreira quem fez o primeiro convite para que participasse do coral infantil em Sabará, onde vivem os pais. Aí nunca mais parou.

“A primeira coisa que fiz na vida foi cantar e não tocar um instrumento”, diz em um tom surpreso. Isso porque Nath Rodrigues a ainda não havia parado para pensar nas fronteiras das linguagens artísticas na vida dela. Bem, se é que essas fronteiras existem.

Para a mídia, o nome dela começou a aparecer como instrumentista. Um detalhe curioso: no teatro. Nath Rodrigues começou a carreira trabalhando com grandes nomes da arte negra com atuação em Minas Gerais, como João das Neves (1935-2018) e Maurício Tizumba, por exemplo. Fez parte do elenco de peças como Clara Negra, Zumbi, Dom Quixote e Madame Satã, essa dirigida por João com o Grupo dos Dez.

Sendo assim, o teatro acabou por proporcionar à Nath uma vivência mais ampla dos processos criativos. “Na prática isso foi abrindo meu pensamento para a música”, conta. Inicialmente canções que nasciam mais conectadas com a cena. “O teatro mudou a minha forma de escrever”.

A escolha de Fractal para dar nome ao primeiro disco tem a ver com o que a palavra significa. “São os vários pedacinhos que tem semelhança com uma matriz principal”, explica. Sendo assim, a Nath Rodrigues que hoje aparece no disco, vem do teatro, da militância cultural, da arte educação.

A carreira nos palcos já mantém desde 2010, quando se mudou de Sabará para Belo Horizonte para cursar Educação Musical na UEMG. Atualmente, além da carreira solo, a artista participa, por exemplo, do coletivo Negras Autoras, formado por Manu Ranilha, Júlia Tizumba, Elisa de Sena e Vi Coelho. Também é uma das responsáveis pela coluna Lugar de Mulher, que era veiculada na Rádio Inconfidência e agora se prepara para se tornar uma websérie.

A experiência junto a estes coletivos fez com que Nath Rodrigues amadurecesse o pensamento sobre o que é ser uma mulher, negra em 2019. “Eu queria subverter um pouco esse lugar do que se espera da mulher negra hoje. Quero falar de outras coisas que ampliassem essa visão”, diz.

Preço – R$28,00

Faixas:
01 - Janaína - Nath Rodrigues
02 - Liquinha - Nath Rodrigues
03 - Tempo Breve - Nath Rodrigues
04 - Embolado, Engolido - Nath Rodrigues e Makena
05 - Cosme - Nath Rordigues e Laís Lacôrte
06 - Déjame - Nath Rodrigues e Renan Thai
07 - Minúcias - Nath Rodrigues
08 - Deságuo - Nath Rodrigues
09 - Menina dos Olhos - Nath Rodrigues
09 - Obirin - Guilherme Ventura e Nath Rodrigues
10 - Padê - Nath Rodrigues 

Karina Libânio - Nua Face (2019)

Nua Face
O álbum “Nua Face” foi concebido ao longo dos últimos cinco anos. As canções fazem uma síntese das principais influências musicais da artista e falam de sonhos, de entrega, de viver o momento presente, e também sobre perdas e cura. A natureza e seus elementos, o amor, a leveza, as cores e os seres vivos também servem como inspiração para a cantora neste novo trabalho.

“Nua Face” traz nove canções: Vida Segue, Nua Face, Mirabolante e Zé Preto (compostas por Karina Libânio e Léo Brasil); Navega em você e Já não tô cabendo mais (Karina Libânio, Léo Brasil e Marcílio Rosa); Inteira (Karina Libânio e Alysson Salvador); Mar Aberto e Altar (compostas por Karina Libânio).

Karina Libânio
Natural de Belo Horizonte, a cantora Karina Libânio começou na música como intérprete e estudou violão, percussão, teatro e yoga. Durante sua trajetória artística, participou de eventos musicais importantes ao lado de nomes expressivos da cena de BH, dentre os quais Aline Calixto, Maíra Baldaia, Pedro Morais, Dona Jandira, Thiago Delegado, Juliano Mourão, dentre outros.

Preço – R$28,00

Faixas:
01 - Já Não Tô Cabendo Mais - Karina Libânio, Léo Brasil e Marcilio Rosa
02 - Zé Preto - Karina Libânio e Léo Brasil
03 - Inteira - Karina Libânio e Alysson Salvador
04 - Navega Em Você - Karina Libânio, Léo Brasil e Marcilio Rosa
05 - Altar - Karina Libânio
06 - Mar Aberto - Karina Libânio
07 - Vida Segue - Karina Libânio e Léo Brasil
08 - Nua Face - Karina Libânio e Léo Brasil
09 - Mirabolante - Karina Libânio e Léo Brasil

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Luiza Brina - Tenho Saudades Mas Já Passou (2019)



Existe uma leveza rara no som produzido por Luiza Brina. Coisa que só artista mineiro sabe como fazer. Melodias que parecem dançar pelo tempo, flutuando em meio a diferentes fases da nossa música, como um permanente resgate de sensações, vivências e memórias empoeiradas. Um misto de nostalgia e evidente desejo de transformação, estrutura que orienta de forma simples cada fragmento de voz, nota ou minucioso entalhe criativo que embala o terceiro e mais recente álbum de estúdio da cantora e compositora belo-horizontina, Tenho Saudade Mas Já Passou (2019, Matraca / YB).

Sequência ao também delicado Tão Tá (2017), obra que contou com produção de Chico Neves (Los Hermanos, Skank) e a interferência de um time seleto de instrumentistas mineiros, o novo álbum segue uma medida própria de tempo, sem pressa, envolvendo o ouvinte aos poucos. “Como será que a música começa?“, questiona logo nos primeiros minutos do trabalho, como se apontasse a direção curiosa que orienta a experiência do público até o último instante do álbum. São vozes cristalinas que se espalham em meio a melodias de pianos, como um permanente exercício de saudação e acolhimento sensorial.

Síntese desse profundo refinamento melódico e sentimental ecoa com naturalidade no encontro com Fernanda Takai, em Acorda Para Ver o Sol. “Eu te ver passar e você parar / Enfim / A mais linda flor estendeu a mão / Pra mim / Eu gostei do amor me encantou o amor / Assim / A manhã de sol quis morar no meu / Jardim“, segue a letra da canção enquanto vozes complementares, metais e fragmentos acústicos se revelam ao fundo da canção, reforçando a atmosfera acolhedora que segue até a derradeira Oração 11. Um lento desvendar de ideias e experiências, como um salto em relação ao último trabalho da cantora.

O mesmo comprometimento acaba se refletindo em De Cara, encontro entre Brina e o diretor artístico do disco, o também mineiro César Lacerda. São pianos atmosféricos e arranjos de corda que se espalham de forma detalhista, ocupando todas as brechas deixadas pela letra da canção. “Me odeio neste exato instante / Em que sou pêga te amando / E tento esconder minhas mãos mas já é tarde demais / Nem sei se sou tão capaz“, confessa em um evidente exercício de confissão romântica, delicadeza que vem sendo aprimorada pela artista desde os trabalhos como integrante do Graveola e o Lixo Polifônico.

Surgem ainda preciosidades como a acústica Queremos Saber, música originalmente lançada por Gilberto Gil em 1976, mas que lembra Caetano Veloso em Muito (Dentro da Estrela Azulada) (1978), obra que ecoa durante toda a execução do trabalho. Em Quero Cantar, colaboração com as irmãs Lay e Lio Soares, da Tuyo, um colorido jogo de vozes e versos que reflete a capacidade da cantora mineira em dialogar com a música pop. Nada que se compare ao regionalismo de Esmeralda, canção de essência ensolarada que naturalmente convida o ouvinte a dançar.

Marcado pelo encontro com nomes como Marcelo Jeneci, Ronaldo Bastos, Felipe Pacheco (Baleia) e Julia Branco, essa última, parceria da cantora desde a produção do também delicado Soltar os Cavalos (2018), Tenho Saudade Mas Já Passou mostra o profundo comprometimento estético e entrega de Luiza Brina, presente em cada fragmento da obra. São décadas de referências, ritmos e fórmulas instrumentais que se completam pela poesia sensível da artista mineira, como uma extensão natural de tudo aquilo que a multi-instrumentista vem produzindo desde o primeiro trabalho em carreira solo, A Toada Vem É Pelo Vento (2012).
Por Cleber Facchi

Preço – R$35,00

Faixas:
01 - Como Será Que A Música Começa - Luiza  Brina e Ceumar
02 - Quero Cantar - Luiza Brina e Julia Branco
03 - Queremos Saber - Gilberto Gil
04 - Acorda Para Ver O Sol - Luiza Brina e Ronaldo Bastos
05 - Esmeralda - Luiza Brina e Gustavito Amaral
06 - De Cara - Luiza Brina e César Lacerda
07 - Seu Dom - Luiza Brina
08 - Estrela Cega  da Turquia - Luiza Brina e Thiago Amud
09 - Oração 11 - Luiza Brina e Brisa Marques 

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Laura Catarina - Amor em Si (2019)

Foram 5 anos trabalhando no projeto, que resultou em 8 canções autorais e uma releitura de Beto Guedes e Ronaldo Bastos na canção “Amor de índio”.

Laura Catarina é mineira e tem a musica correndo nas veias, é filha do saudoso cantor e compositor Vander Lee, que conduziu seus primeiros passos para carreira musical.  Laura é violinista autodidata e estudou canto popular e  lírico. Participou de trabalhos de diversos cantores entre eles Maurício Tizumba, Luiz Gabriel Lopes, rapper Hot Apocalypse,  Kdu dos Anjos, banda Iconili e claro com seu pai Vander Lee. Em suas canções ela instiga o ouvinte  a fazer uma  reflexão sobre o amor singular, destacando as descoberta e crenças de cada ser humano.

“O processo de composição é interessante, passo a me conhecer melhor. Na elaboração e integração do conceito do CD, pude perceber que o amor é algo que construímos de dentro pra fora, mas também de fora pra dentro por meio das nossas relações com os outros e com a vida, que são espelhos da maneira como lidamos com nós mesmos. O que me propus em “Amor em si”, foi escutar a inspiração e os sentimentos que tinha e tentar traduzí-los em música, que é a minha melhor forma de expressão”, diz Laura.


Preço – R$28,00

Faixas:
01 - Amor Em Si - Laura Catarina
02 - Encontro Nosso - Laura Catarina
03 - Conversa Entre Recém-Amigos - Dé de Freitas e Laura Catarina
04 - Desenho - Laura Catarina
05 - Adeus - Laura Catarina
06 - Internamente - Laura Catarina
07 - Deságua - Laura Catarina
08 - Amor de Índio - Beto Guedes e Ronaldo Bastos
09 - Jornada - Guilherme Borges
10 - Amanhecer - Laura Catarina
11 - Leve - Laura Catarina
12 - Ode À Prima - João Vitor Rocha e Laura Catarina

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Telo Borges (2019)


Quinto CD do cantor e compositor mineiro Telo Borges vencedor do Grammy latino, parceiro de Mílton Nascimento, irmão de Lô Borges, autor de clássicos do Clube da esquina como "Vento de Maio", “Voa bicho"e "Tristesse".

O CD conta com participações especiais de Samuel Rosa, Guilherme Arantes, integrantes do Roupa Nova, Beto Guedes, Lô Borges, Toninho Horta, Cláudio Venturini dentre outros.

Preço – R$30,00

Faixas:
01 – Luz e Razão – Eduardo Maciel e André Aguiar
02 – Dentro do Amor – Telo Borges
03 – Trilha Segura – Telo Borges e Bê Roque
04 – Tatibitate – Antenor Pimenta
05 – Mundão Doidão – Telo Borges e Flávio Renegado
06 – Tanta Graça – Telo Borges e Vander Lee
07 – Passagem – Eduardo Maciel
08 – A Dona da Canção – Telo Borges
09 – Passando da Conta – Telo Borges
10 – Amor A Nossa Força – Telo Borges e Lô Borges
11 – Amor e Mais Nada – Telo Borges e Murilo Antunes
12 – Dia Maneiro – Telo Borges
13 – De Bem de Mal – Eduardo Maciel, Beto Lopes e Márcio Borges
14 – Surreal – Telo Borges e Antenor Pimenta
15 – Veredas – Telo Borges e Fernando Brant

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Maurício Ribeiro - Sozinho e Bem Acompanhado (2019)

Mauricio Ribeiro apresenta seu mais recente trabalho, “Sozinho e bem acompanhado”, um álbum duplo que reúne 22 canções próprias resgatadas dos últimos 20 anos de criação do compositor.

Algumas delas têm também a assinatura de nomes conhecidos da cena musical mineira: Makely Ka, Brisa Marques, Luiz Henrique Assis Garcia, José Roberto Andrade Féres, Gilberto Sáfar, Déa Trancoso e Dr Morris são os camaradas reunidos neste álbum.

A artista plástica Leonora Weissmann, que fez com Júlio Abreu a linda arte do CD, também assina uma das canções como letrista.

Preço – R$58,00 - Duplo

Faixas:
CD 01:
01 - Ferrovia - Maurício Ribeiro e Brisa Marques
02 - Toco Tua Boca - Dr Morris e Maurício Ribeiro
03 - Trem de Mente de Corpo de Trem - Zéfere e Maurício Ribeiro
04 - Caravana Aos Confins de Mim - Maurício Ribeiro e Zéfere
05 - Mediterrar - Maurício Ribeiro e Makely Ka
06 - Trilha Clara - Maurício Ribeiro e Gilberto Sáfar
07 - Peruinha Destino Paraíso - Zéfere e Maurício Ribeiro
08 - Ma Peau Est Triste - Zéfere e Maurício Ribeiro
09 - À Margem do Tempo - Maurício Ribeiro, Brisa Marques e Flávio Henrique
10 - Desejo - Maurício Ribeiro e Déa Trancoso
11 - Tubarão Branco - Maurício Ribeiro

CD 02:
01 - 20 Anos - Maurício Ribeiro
02 - Nó - Maurício Ribeiro e Leonora Weissmann
03 - Nós - Maurício Ribeiro
04 - Essa Dor - Maurício Ribeiro
05 - Às Cegas - Maurício Ribeiro e Luís Henrique Garcia
06 - Conversa Com Jonas - Zéfere e Maurício Ribeiro
07 - Samba Em Três - Maurício Ribeiro e Luís Henrique Garcia
08 - Se Um Conta-Gotas Conta-Lágrimas - Zéfere e Maurício Ribeiro
09 - Um Doce de Moça - Zéfere e Maurício Ribeiro
10 - Veneno Remédio - Maurício Ribeiro e Luís Henrique Garcia
11 - Folia No Iate (Que Lindo!) - Maurício Ribeiro     

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Djalma Não Entende de Política - Apesar da Crise (2016)

Definido pelos artistas mineiros como chave de uma “sucessão de reviravoltas que marcaram o ano de 2016”, o álbum foi finalizado graças à colaboração de mais de 200 pessoas, por meio de um crowdfunding. “Em tempos de crise e de salve-se quem puder, foi lindo ver as pessoas participando do projeto e na expectativa do resultado final”, destaca Drica Mitre, vocalista da banda.

Já para construir o conteúdo da obra, a coletividade - desta vez formada pelos cinco integrantes da banda - levou três anos misturando ritmos como samba, cumbia, frevo, rock - tudo regado a muito deboche e crítica segundo o próprio quinteto.

Merece destaque ainda na produção o toque do músico Di Souza, que, a convite da banda, finalizou e arrematou o setlist.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 - Assim Na Lama Como Na Fama - André Albernaz e Carlos Bolívia
02 - Figuras de Animais e Homens - Carlos Bolívia
03 - O Sol Não Dá Ré - André Albernaz e Terêncio de Oliveira
04 - Mundo A Rodar - André Albernaz e Terêncio de Oliveira
05 - Pedro II Afonso Pena - Carlos Bolívia
06 - Beagles - Carlos Bolívia
07 - Só Faltou O do Schweinsteiger - André Albernaz e Carlos Bolívia
08 - O Som e O Torresmo - André Albernaz, Carlos Bolívia e Lili Lara
09 - Sai Pra Lá (Capeta) - Carlos Bolívia
10 - Com Quantos Santos Se Faz Uma Cidade  - Terêncio de Oliveira 

LG Lopes - O Fazedor de Rios (2015)

Na música 'Imaginação', André Abujamra canta: “o mundo de dentro da gente é maior do que o mundo de fora da gente”. No disco 'O fazedor de rios' , o compositor mineiro Luiz Gabriel Lopes tenta mostrar um pouco do seu mundo interior. Tenta, porque, como ele mesmo afirma, é difícil ter um distanciamento para explicar o significado de cada canção, ainda que elas falem muito sobre experiências pessoais. “Se reconhecer, olhar pra si mesmo, é um processo que dura a vida inteira”, ensina. “A riqueza da experiência humana é intraduzível, e acho que a música é uma das poucas coisas que conseguem chegar perto disso.”

O fazedor de rios é um disco que reúne composições de vários períodos, que acabaram não entrando no repertório nem do Graveola e nem do TiãoDuá, duas bandas das quais o músico faz parte. “É um repertório mais pessoal. Tem a ver com experiências particulares, de amor, de espiritualidade. Talvez por isso não tenham sido gravadas por nenhum dos dois grupos”, explica. Apesar de introspectivo, passa longe de ser um trabalho melancólico. “Meu principal objetivo é tentar usar a música como um veículo de emanação positiva”, conta.

Apaixonado pela literatura em língua portuguesa, Luiz Gabriel tirou do livro Terra sonâmbula, do moçambicano Mia Couto, o nome da faixa que abre e dá nome ao disco. Um dos personagens do romance é chamado de Fazedor de Rios, homem que decide cavar um grande buraco em uma região árida, acreditando que poderia criar um rio que alimentaria a região. Após uma chuva, o personagem é carregado pelas águas do rio que ele mesmo criou. “Acho que essa história tem muito a ver com ser artista. De viver e acreditar em uma coisa incerta, que não tem garantias do ponto de vista estrutural, financeiro.”

Entre os convidados especiais estão Rafael Martini, que fez o arranjo de 'Se minha mãe fosse um pássaro', e Felipe José, responsável por arranjar e tocar flauta, cello, chori, sanfona e kalimba em 'Oração a Nossa Senhora da Boa Viagem'. Dividindo os vocais, o parceiro Gustavito, em 'O homem que engoliu a própria voz'; a cantora Laura Catarina na faixa 'Pro sol sair', e Chico César na belíssima 'Maio de Isabel', gravada em homenagem à Guarda de Congo e Moçambique 13 de Maio de Nossa Senhora do Rosário e em memória de dona Isabel Casimira, morta em junho deste ano.

Preço – R$28,00

Faixas:
01 - O Fazedor de Rios - LG Lopes, César Lacerda e Luiza Brina
02 - Enquanto Pisco - LG Lopes
03 - Maio de Isabel - LG Lopes
04 - Miúdo - LG Lopes
05 - Se Minha Mãe Fosse Um Pássaro - LG Lopes
06 - O Homem Que Engoliu A Própria Voz - LG Lopes e Gustavito
07 - Varanda - LG Lopes e José Luis Braga
08 - Resistir e Fraquejar - LG Lopes e Flávio Tris
09 - O Vôo do Papagaio - LG Lopes e Paulo César Anjinho
10 - Marinheiro Velho Menino - LG Lopes
11 - Pro Sol Sair - LG LOpes
12 - Oração À Nossa Senhora da Boa Viagem - LG Lopes