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terça-feira, 25 de outubro de 2022

Sweet Psychedelics – 2019


Composto por uma verdadeira amálgama de culturas, o Sweets – como é docemente chamado por seus integrantes – conta com três mineiros, um catarinense e uma portuguesa em sua formação, que trazem um tempero cosmopolita e único para as canções do grupo. “Viemos de diversas regiões e por isso temos uma visão bastante universal da música, o que nos dá uma cara de banda planetária, sem localização definida, mas com uma sonoridade própria”, argumenta o mineiro Robertinho Brant, fundador e principal compositor do conjunto. 

Os arranjos de Robertinho Brant são um dos pontos altos do disco. Com uma instrumentação segura e eficaz composta especialmente para o projeto por Wagner Tiso, os instrumentos musicais se fundem em airosas linhas de baixo e guitarras brandas que contribuem perfeitamente com a atmosfera lisérgica e pop das canções – todas cantadas em inglês.

Uma constelação de artistas de diferentes talentos, lugares e gerações juntos num único projeto.

Eugénia Melo e Castro - voz líder e vocal 

Robertinho Brant - violão, produção musical e músicas 

Marcelo Sarkis - voz e letras 

Rike Frainer - bateria e percussão 

Thiakov - baixo, guitarra, órgão, vocal e coprodução musical 

Wagner Tiso - orquestra e arranjos de cordas

Preço – R$30,00

Faixas:

01 – Daily Peace

02 – Disarmed

03 – Cold Blood

04 – Snake

05 – Casting Spells On Me

06 – Keep It Fun, Keep It In

07 – She Is The One

08 – Your Turn Now

09 – Happiness Kills Me

10 – Fairy Tales

11 – Old Proud Swing Boat

12 – The Outsider

13 – Few

14 – Endless Orchestra


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Cadelas Magnéticas (2019)

Trupe se define como “pós-punk macumba noize” e traz influências que vão de Jim Morrison e Patti Smith a Renato Russo

“Botamos os pés no punk, nas raízes brasileiras e na cultura pop”, afirma Gilcevi. Agora, o Cadelas Magnéticas coloca na praça o seu primeiro álbum, dois anos depois do EP “Encruzilhada”, que também deu vazão ao videoclipe “I’m Not Gonna Crack”, com a participação do ativista Ed Marte.

O álbum enfileira dez faixas autorais que trazem as assinaturas dos integrantes César Gilcevi (vocais), Mauro Novaes (bateria), Vinícius França (baixo), Fábio Corrêa (guitarra e sintetizador), Kim Gomes (guitarras) e Francesco Napoli (guitarras). “Nossas músicas surgiram do improviso, não planejamos nada”, diz Gilcevi.

Com letras críticas e ácidas, as canções trazem referências políticas, mas não se restringem a elas. “Não queremos ser reféns do momento, a ideia é criar músicas que sejam atemporais, e não panfletárias”, avalia Gilcevi, que aponta Jim Morrison, Patti Smith e Renato Russo como influências.
Por RAPHAEL VIDIGAL

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Makumbhia
02 - Pin Up (About A Girl)
03 - Canto Para Oxossi e Oxum
04 - Eu Comi O Morrissey
05 - I'm Not Gonna Crack
06 - Suely
07 - Meus Amigos
08 - Tá Rolando
09 - Sangue Ruim
10 - Cidade Industrial

Todas as faixas de Cadelas Magnéticas

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Bona Fortuna – Reviver (2013)

Com o álbum Reviver, o segundo da Bona Fortuna, a banda mineira deixa evidente seu talento em contar histórias em bonitos versos de palavras simples embaladas por melodias otimistas e uma gostosa pegada Folk Rock.

Ele começa já com sua melhor música, A Solidão. Ela tem um sorriso amarelo com uma certa tensão nas entrelinhas, algo que fica claro no grito processado após o verso “e volto a me render à solidão” perto do final. Meio marchinha popular, meio roqueira, ela tem uma energia única que não se repete ao longo do álbum. Ela serve como introdução ao tema que virá pelo restante das faixas, mas fica a sensação que ela entra logo na abertura como uma maneira de tirá-la logo do caminho, já que tudo fica mais florido a partir da próxima. Sorte de quem der o play.

A dupla que vem a seguir mostra logo nos títulos o tal otimismo que tanto dá cara ao disco: Aprender a Viver e Por Uma Felicidade. Com os timbres bem demarcados, dá para sentir bem a proposta do grupo, que só cresce após a “fofa” Preto e Branco.

É que a sequência seguinte é como uma longa música dividida em três faixas. Começando porCândido e o Eldorado, ela emenda em O Leviatã e em De Pouco em Pouco. Com um certo aspecto meio teatral, meio circense, nos faz perceber o quanto o álbum foi feito também sendo pensado já nos shows - e deve ficar ainda melhor, imagino.

O Que Ficou Pra Trás vem como um respiro depois de tanta energia e tem uma certa cara de “fim de festa”, mas ela logo dá espaço para Recado, parceria da banda com Phillip Long, que aparece aqui cantando em inglês em uma honrosa participação, criando aí o ápice da obra, que se encerra comEssa Força e uma guitarra esperta acompanhando as vozes.

Para uma obra de Folk Rock com pegada caipira, faltou uma bela dose de sujeira no som. É tudo muito nítido às vezes, muito trabalhadinho, como uma restauração muito clara em uma peça que por si só poderia ser mais rústica, ainda mais com letras que são boas justamente por serem simples, verdadeiras.

Isso não chega a atrapalhar, mas é o tipo de escolha, assim como a energia que só aparece em A Solidão, que poderia ter criado um disco memorável. De qualquer forma, Reviver é um disco feel good que sabe cumprir seu papel nesse aspecto, além de nos dar alguns bons versos que ficam na cabeça após a audição, como “Você é o que errou” (O que Ficou pra Trás) ou “Foram tantos risos e choros, só de alegria não se vive não” (Preto e Branco).

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – A Solidão – Filipe Oliveira
02 – Aprender a Viver – Filipe Oliveira
03 – Por Uma Felicidade – Filipe Oliveira
04 – Preto e Branco – Filipe Oliveira
05 – Cândido e o Eldorado – Filipe Oliveira
06 – O Leviatã – Filipe Oliveira
07 – De Pouco em Pouco – Filipe Oliveira e Lucas Oliveira
08 – O Que Ficou Prá Trás – Filipe Oliveira
09 – Recado – Filipe Oliveira e Phillip Long
10 – Essa Força – Filipe Oliveira

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Maurinho e Os Mauditos - O Riso do Tempo (2015)

Todo músico que já possui uma carreira, ou uma banda com uma trajetória de sucesso, costuma ter também um projeto paralelo. Não era o caso de Maurinho Berrodagua, ou Maurinho Nastácia. Mesmo depois de lançar dez CDs e rodar todo o país participando dos principais festivais de música com sua banda Tianastácia, como o Rock in Rio em 2001, ele ainda tinha muita música guardada na gaveta. Até que em 2009 ele foi convidado pelo então diretor de Programação da Rede Minas, Luciano Alckmin, para participar de um especial de Natal da emissora com projetos paralelos de músicos já famosos: "Maurinho, você tem um projeto paralelo?", perguntou Alckmin. Ele não tinha, mas dessa pergunta nasceu a banda Maurinho e os Mauditos (com u mesmo, pois é uma brincadeira com o nome dele).

Depois de quase seis anos, muitos shows, um CD gravado em 2009 e muito rock and roll ao lado de Fernando Murcego, bateria; Vinícius Cavalo Doido, baixo; e Lucas França, guitarra; será lançado o segundo CD, com nome de uma das músicas: O riso do tempo. Com produção musical de Ronaldo Gino, o disco foi gravado com recursos do Fundo Municipal de Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte.

Todas as músicas do disco são de Maurinho Berrodagua. "Muita coisa eu já havia tentado compor para o Tianastácia, mas não se adequaram ao estilo da banda. Fui compondo rock, nu e cru, sem um enquadramento mercadológico. Esse disco não segue a receita básica do pop", comenta. Ao todo, são 9 novas músicas inéditas e a música Circus, que havia entrado como vinheta no disco Orange 7, do Tianastácia, e que agora ganhou corpo e está completa no Riso do tempo.

De acordo com Maurinho, as letras falam do dia-a-dia, do amor, da falta dele, da saudade, das drogas, da tristeza. Mas engana-se quem acha que o resultado final foi dramático. "Muito pelo contrário, é um disco alto astral, com muita energia!", pontua. "O tempo brinca com a gente, essa estrela que a gente vê hoje nem deve existir mais... O tempo e sua ironia, o seu riso. Daí, tiramos disso nossa inspiração para fazer rock!", conclui, se remetendo ao título do CD.

Tal pai, tal filho 
O disco tem participação especial de estrelas como Célio Balona (que toca acordeom em Pra vocês), Marcelo Brandão (viola de 10 cordas em O riso do tempo) e de Túlio Carvalho (cítara em Destilado). Mas o destaque mesmo vai para o garoto Zeca Porfírio, 12 anos, filho de Maurinho, que gravou três passagens do disco. "Gravei o som do metrô em Londres, de pedestres em uma rua de Dublin e de um piano que toquei em Berlim. Achei bem legal. Daí chamei meu filho para gravar umas guitarras em cima desses sons. Adorei o resultado, mas ele queria muito mais!", conta, orgulhoso.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 – Destilado – Maurinho Berrodagua
02 – Madrugada – Maurinho Berrodagua, Piriquito Nastacia e Leonardo Lachini
03 – Fissura – Maurinho Berrodagua
04 – Passagem Metrô – Ronaldo Gino e Zeca Porfírio
05 – Me Tira Daqui – Maurinho Berrodagua
06 – Passagem Sinal de Pedestre – Zeca Porfírio e Ronaldo Gino
07 – Pra Vocês – Maurinho Berrodagua
08 – Passagem Pombos – Ronaldo Gino
09 – A Sua Tristeza – Maurinho Berrodagua
10 – Eu Não Me Lembro – Maurinho Berrodagua
11 -  O Riso do Tempo – Maurinho Berrodagua
12 – Circus – Maurinho Berrodagua
13 – Passagem Piano – Maurinho Berrodagua, Zeca Porfírio e Ronaldo Gino
14 – Desde Aquele Dia – Maurinho Berrodagua

terça-feira, 23 de junho de 2015

Falcatrua - Pequenas Porções de Espaço (2015)

O fliperama do novo milênio do FALCATRUA está revisto e ampliado para fazer divertir e pensar o novo velho Brasil. “Pequenas Porções de Espaço”, quinto disco da banda mineira que melhor sabe arquitetar a convivência de muitas artes em favor da diversão e da poesia, soa como uma série de flashes precisos disparados em direções e destinos variados.

“O "conceito" artístico do disco é baseado no universo lúdico dos parques de diversões”, esclarece o baixista e tecladista Danilo Guimarães, que criou a expressão depois de um sonho. “Um lugar comum, onde é possível desfrutar de diversas sensações no mesmo ambiente: PEQUENAS PORÇÕES DE ESPAÇO.”

Com dez faixas e produção do bamba Chico Neves, também responsável por alguns teclados, o disco conta com preciosas ajudas dos amigos Tom Zé, Pedro Morais, Érika Machado, Marina Machado e Júlia Branco e funciona como um game em que cada etapa conduz o ouvinte a um tema diferente.

Único autor presente em todas as músicas, o vocalista e performer André Miglio crava com precisão as intenções: “O disco promove o encontro das diferentes facetas da banda incluindo humor, rock, gentileza, balada, realidade e amor com a clara intenção de provocar a saída da inércia mental, corporal e emocional”.

A banda, que admite estar com a formação que tem melhor desempenho no palco, se completa com o guitarrista Fracesco Napoli e o baterista Fred Corrêa. E não escapa da proposta original, de ultrapassar  limites que separam a música da dança, do circo, da performance, do teatro, do vídeo e da poesia. Artes plenamente integradas a partir de uma base rock´n´roll que inclui  MPB,folk, influências do soul de Tim Maia (que recriaram com felicidade no terceiro disco, “Vou Com Gás”),psicodelias musicais e marchinhas de carnaval.

Com temas sintonizados com seu tempo, com brechas e espaços para improvisos, as dez faixas de “Pequenas Porções de Espaço” garante diversão sem abrir mão de rigor formal e a atitude de vigilância e irreverência que permitem incluir o FALCATRUA na lista dos grupos mais originais da atual música brasileira.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Consciência – André Miglio e Adriano Miglio Porto
02 – Maravilha - André Miglio
03 - Pequenas Porções de Espaço - André Miglio, Danilo Guimarães e Francesco Napoli
04 – Pinóquio - André Miglio e Danilo Guimarães
05 – Olho no Olho - André Miglio, Danilo Guimarães, Francesco Napoli e Frederico Correia
06 – Brasil - André Miglio e Danilo Guimarães
07 – Realidade - André Miglio
08 – Etérea - André Miglio
09 – Bussunda - André Miglio
10 – Namorá Casá - André Miglio

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Zonbizarro – Brisa (2014)

Formada no final de 2012, em Belo Horizonte, a banda, integrada por Luiz Ramos (bateria e voz), Marcelo Sponchiado (baixo) e Rafael Dantas (guitarra e voz), sempre investiu na autogestão de carreira e, por uma dessas coisas da vida, sempre encontrou mais portas abertas para seu trabalho fora de seu estado de origem.

De fato, foi ao longo de viagens ao interior paulista que as canções de Brisa foram lapidadas e cresceram junto com a banda. O título do disco é nada menos que uma homenagem a essa conexão. Brisa, termo coringa dos paulistas para definir experiências diversas, resume bem a variação de dinâmicas das 7 músicas que o compõem.

O repertório, que conta com ‘Brisa’, ‘Um Minuto’, ‘Reação’, ‘Dia do Caos’, ‘O Último Fim’, ‘Segredo’ e ‘Luz’, passeia por climas diversos. Dos mais intensos e pesados aos mais tranquilos e climáticos. Brisa, o disco, confunde o ouvinte que flana por labirínticos caminhos melódicos e refinados riffs, apresentando uma banda conectada tanto ao hard rock forjado na década de 70 por Led Zeppelin e Black Sabbath, passando pelo alternativo noventista dos Smashing Pumpkins, Faith No More e Primus, fundido ao que há de mais moderno nas vertentes contemporâneas do rock pesado como o post metal e o prog metal de bandas como Russian Circles e Oceansize. Por isso Brisa é o que é. Um disco surpreendente.

Gravado e produzido pelo trio no estúdio de Luiz e Rafael, o Tubo de Ensaio, as texturas e timbragens foram conservadas de forma mais natural possível. A banda queria um disco orgânico, sem muita pós-produção e quasse soe como um disco ao vivo; como um show da banda. Como eles mesmos fizeram questão de citar no encarte: "Brisa foi gravado sem metrônomo e nenhum recurso de auto tuning foi usado. Consideramos que isso diminuiria intensidade da música que fazemos. Essa intensidade, portanto, permanece intacta desde o primeiro apertar de REC.".

Falando do encarte e do projeto gráfico, a belíssima arte, criada pelo ilustrador André "Gigopepo" Persechini é ainda mais valorizada pelo pôster encartado no pacote. Uma ilustração espetacular que traduz as dualidades sonoras presentes em todas as canções. É para colocar na parede, mas não sem antes decorar as letras, presentes no verso do pôster.

Brisa é mais um belo disco de rock pesado a nascer em Belo Horizonte. A banda ousa em timbres, estruturas e estéticas, entregando um trabalho instigante e tenso. A experiência de quase duas décadas que cada músico trás na bagagem reflete no esmero de cada detalhe.

Zonbizarro, com esse disco, quer se firmar na cena do rock (pesado ou não) brasileiro. Se depender deles, não há distância que os impeça.

Vivendo o ciclo de vida do disco denominado #brisavivatour, o trio já se apresentou em 5 cidades entre MG e SP no mês de julho.

A banda promete rodar muito, como tem sido desde sempre. Então, pode esperar. O Zonbizarro ainda vai fazer essa Brisa soprar por aí.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 – Brisa
02 – Um Minuto
03 – Reação
04 – Dia do Caos
05 – O Último Fim
06 – Segredo
07 – Luz

terça-feira, 3 de março de 2015

Fusile - My Brazilian Voodoo (2014)

Depois de mais de dois anos de espera, eis que surge o dançante My Brazilian Voodoo, segundo trabalho dos mineiros do Fusile.

Como uma espécie de Mojito musical, este disco chega com 12 faixas devidamente já testas e aprovadas pelo trio formado por Shairon Lacerda, Rafael Oliveira e Sergio Scliar.

Ao longo de pouco mais de 38 minutos os caras fazem uma bela viagem através do ska com faixas brilhantes e boas para pista como Boom Boom Boom, Pa Pa Pa e Mardita Cachaça.

Plugue o fone e aumente o volume porque My Brazilian Voodoo não foi feito para ouvir parado.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – My Brazilian Voodoo
02 – Boom Boom Boom
03 – The Fish and The Shark
04 – The house is burning down
05 – Hasta la revolución
06 – Mardita Cachaça
07 – …chama que eu vou
08 – Pa Pa Pa
09 – God doesn’t talk to me
10 – Valsa
11 – Wake Up
12 – Bolero

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

The Junkie Dogs - The Junkie Dogs (2014)

Uma noite com os cinco rapazes do The Junkie Dogs é suficiente para acreditar que rebeldia e utopia são palavras que não rimam por acaso. Para os que acreditam que o rock’n’roll esteja fazendo barulho de menos nos tempos atuais, a trupe mostra porque tem motivos de sobra para ser ouvida.

Amigos inseparáveis desde uma festa impublicável em 23 de dezembro de 2002, Rafael Ludicanti, 32 anos; Bruno Leal Medeiros, Marcos Braccini, Marcos Sarieddine (os três com 33 anos) e Flávio Freitas, 37, estão entre os nomes mais badalados – e respeitados – da cena musical de BH. O disco é, portanto, uma oportunidade para os que querem conhecer um dos sons mais criativos que vêm sendo produzidos na cidade – e que parece ter em vista um futuro promissor.

Com letras feitas em inglês e música criada a partir de referências britânicas do Portishead e Led Zeppelin, os junkies foram buscar no livro “Junkie” (1953), de William Burroughs, a gêneses do nome. Aliás, todo o movimento literário Beatnik é influência para o grupo. “Jack Kerouac é nosso herói literários, ao lado de Rimbaud”, brada Ludicanti.

A quinta faixa do álbum, “Lost Paradise Temple”, é apontada pelo grupo não somente como a música mais “nobre” do disco, como a essência do que o quinteto acredita e canta.

“Somos uma banda que trata sobre fragilidades e vulnerabilidades. Nesta faixa, cantamos a fragilidade das coisas, do amor incondicional, da força a partir da vulnerabilidade e da fragilidade. A arte é o lugar onde é possível ser vulnerável sem ser ridículo, sem parecer idiota ou fraco. A arte nos permite ser profundamente verdadeiros”, afirma ele.

Segundo Medeiros, a banda tem ouvintes de perfis diferentes “e eu não acho que é um som chocante a ponto de não ser ouvido pela geração mais ‘antiga’, mas não há concessão na nossa música mesmo, porque ela foi feita de acordo com o que a gente gosta, com propósito de agradar nossos próprios ouvidos, no fim das contas”.

Com formação em ciências sociais, filosofia, belas artes, jornalismo e música, os junkies destacam que por muito tempo estiveram à procura do timbre perfeito. “Submetidos à paranoia da repetição, do rifle tocado múltiplas vezes. E eu acredito que ela (a música) pode alcançar áreas e pessoas que a gente não tem a menor ideia”, comenta Medeiros.

“Às vezes, as pessoas podem ter um impacto com o nome do grupo, mas, na verdade, a gênese da banda tem relação com a delicadeza. O nosso encontro tem muito a ver com isso, a própria capa do disco reproduz muito o que somos na verdade. Existe um repertório do Junkie extremamente delicado, que as pessoas não conhecem”, completa Braccini.

E antes que alguém sugira o contrário, Ludicanti reitera: “Nós, junkies, vemos o mundo de maneira utópica, romântica, irreal, ilusória, sonhadora, mas infinitamente mais interessante. Quem não concordar, que vá gravar o próprio disco”, brinca.
*por Clarissa Carvalhaes - Hoje em Dia

Preço – R$25,00

Faixas:
01. Pocket Fuck Friend
02. Shot By Dawn
03. Chasing Rapture
04. Brain Damage
05. Lost Paradise Temple
06. Celestial Peace
07. Junkie Girl
08. Cotton Club
09. Hurricane
10. 69 Blues
11. The Owl
12. Toxic Glue
13. Mystic Purse

Músicas e letras The Junkie Dogs

terça-feira, 15 de julho de 2014

Desorquestra – Desorquestra (2012)

 
Banda de Belo Horizonte, 1º Álbum lançado em 2012 e vencedora do festival Palco 98FM de 2013.

Quando os amigos Leo, Lucas, Marcus e Stênio se juntaram em 2008 a ideia era tocar versões de
rock/ska improváveis e animadas de músicas já consagradas no cenário musical brasileiro. Ao longo de 4 anos essa ideia foi se transformando em uma identidade musical, que, mais tarde, veio a se chamar “Desorquestra”, lançando em 2012 seu primeiro álbum com 13 músicas próprias.

Com temáticas “anti-stress” e descontraídas sobre problemas cotidianos, as músicas misturam riffs marcantes dos instrumentos de uma banda de rock com arranjos de trompete e trombone, desfazendo-se de rótulos e estilos predeterminados e dando origem a Desorquestra.

A Desorquestra já se apresentou em diversos festivais e eventos ao lado de bandas emergentes e consagradas do cenário independente nacional e internacional. Em 2013 foi vencedora do concurso Palco 98 da rádio 98 Fm, composto por 4 etapas eliminatórias e com participação de mais de 800 bandas.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Nada Abala Minha Tranquilidade - Lucas rocha e Marcus Marini
02 – A Arte de Esquecer – Leonardo Sommerlatte e Marcus Marini
03 – Não Valho nada às 7 Horas da Manhã – Leonardo Sommerlatte e Marcus Marini
04 – Quero Dizer – Sommerlatte e Marcus Marini
05 – Sinusite – Marcus Marini
06 – Viciados em Discordar – Leonardo Sommerlatte e Lucas Rocha
07 – O Resto é Flor – Leonardo Sommerlatte
08 – Demais pra Mim – Marcus Marini
09 – Leve uma Vida Sossegada – Leonardo Sommerlatte e Lucas Rocha
10 – Continuar – Leonardo Sommerlatte e Lucas Rocha
11 – Contrapeso – Leonardo Sommerlatte e Lucas Rocha
12 – O Caminho de Lá – Marcus Marini
13 – Sem Rumo – Lucas Rocha

sexta-feira, 7 de março de 2014

TremBemDitos - O Mistério Mineral (2013)

Rock e poesia sempre andaram juntos. Essa união influenciou a banda TremBemDitos a produzir um trabalho que visa proporcionar uma nova experiência com o álbum de rock. Mais do que um encarte com as letras das músicas, o disco “O Mistério Mineral”, vem acompanhado de um livreto composto por poesias e artes plásticas.

O álbum, produzido através de financiamento coletivo pelo site Catarse, foi lançado em novembro de 2013 com shows na “Funarte MG”, no “Bordello” e no "Clube Mineiro da Cachaça”.
Durante o processo de gravação do álbum “O Mistério Mineral”, em 2013, os TremBemDitos tocaram, pelo festival “Grito Rock”, nas cidades de Santana do Paraíso/MG e Santa Luzia/MG, além de participar com show e entrevista no programa Espaço Cult da PUC TV. A banda marcou presença também em eventos culturais de Belo Horizonte, como o “Rock Periférico” no Centro Cultural São Bernardo, o “VII Rato and Roll” no bairro São Tomas e no evento “A Ocupação” que ocorreu no Corredor Cultural da Praça da Estação.

A banda lançou seu primeiro disco em de 2011. O E.P TremBemDitos, é uma demonstração da variedade sonora que sintetiza o estilo da banda. São rocks com momentos dançantes, pesados e experimentais. Acompanhando a produção do EP, a banda filmou um videoclipe para a música Benedito, fazendo o lançamento de ambos em uma apresentação na “Casinha, Espaço Cultural”, seguida de shows no bar “Garage d´Casa” e no “Clube Mineiro da Cachaça".

A banda ampliou seus shows e atividades no ano de 2012, viajando para tocar no Carnaval em Milho Verde/MG, se apresentando em casas tradicionais de Belo Horizonte e participando de festivais no “Stonehenge Rock Bar” e "A obra". Os TremBemDitos foram registrados também em vídeo pelo canal virtual "Tv Gambiarra" e com a gravação do show realizado na plataforma Estação Central do metrô de Belo Horizonte, durante o evento “Quarta Cultural" organizado pela CBTU.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 - O Meio - TremBemDitos
02 - Mineiro - TremBemDitos
03 - Rock das Tantas - TremBemDitos
04 - A Viagem (De Um Lugar Comum Ao Eu Interior) - TremBemDitos e Marin Gonzaga
05 - Caso Raro - TremBem Ditos
06 - Benzinho III - TremBemDitos e Guilherme Garcia
07 - O Mistério Mineral - TremBemDitos 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Tianastácia – Love Love (2013)

Para comemorar 18 anos de estrada, o Tianastácia presenteia seus fãs com um disco repleto de inéditas. Gravado no estúdio Nas Nuvens, no Rio de Janeiro, o novo álbum da banda mineira, Love Love, conta com direção musical e arranjos de Liminha, que também participa de algumas faixas na guitarra.

Esse novo trabalho marca uma fase mais madura, mas não menos humorada, dos integrantes da família Nastácia: Antônio Júlio Nastácia (guitarra), Beto Nastácia (baixo), Glauco Nastácia (bateria), Maurinho Nastácia (vocal e violão) e Podé Nastácia (vocal e violão).

O disco também tem outras participações marcantes, como a do DJ Negralha; a do grupo de percussão Meninas do Rio, formado por jovens de comunidades do Rio de Janeiro; a do rapper-repentista Rapadura Xique-Chico; e a do percussionista e mestre do pandeiro Marcos Suzano.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Alô, Alô, Alô – A. Júlio, Beto, Maurinho, Liminha e Henrique Rodarte
02 – El Nobre Aventureiro – Podé, Beto, Maurinho e Glauco
03 – Posso Perder Minha Mulher Minha Mãe Desde Que Eu Tenha Meu Rock’n Roll – Rita Lee, Arnaldo Baptista e Liminha
04 – Love Love – Beto
05 – Tudo Fica Bem – A. Júlio
06 – O Último Beijo, A Última Noite, A Última Hora – Podé e Beto
07 – Você Me Deu Asas – A. Júlio
08 – Todo Amor Tem Seu Preço – A. Júlio e Arnaldo Coelho
09 – Beijo Sua Boca – Podé, Beto e A. Júlio
10 – Quando Ela Passa A Mulherada Fica Até Sem Graça – Podé, Beto, Bianca e A. Júlio  

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Zargof - Solace (2013)

A banda Zargof, orgulhosamente anuncia o lançamento de seu mais novo trabalho, o Ep "SOLACE"! Aproveitamos a oportunidade para agradecer a todos que direta ou indiretamente acompanharam nossos passos dessa longa caminhada de 10 anos de banda!
O Zargof é pra Vocês!

R$15,00

Faixas:
01 - Circles of The Stellar Fragmentation
02 - Solace
03 - Aeon

Composições de Zargof

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Absinto Muito - A Banda Morre (2013)

Uma dose psicodélica do mais puro Rock’n’Roll. A Absinto Muito traz um som transcendental, que combinado com seu visual transmite a uma sensação singular , perdida no tempo.

Uma experiência que convida o ouvinte para um momento sensorial, abrindo espaço para muita improvisação e liberdade de ambos os lados. A banda oferece uma catarse de sensações únicas, aberta para quem estiver disposto a se entregar.

A Absinto é um clássico power trio fortemente influenciado pelos anos 60 e 70, que através de uma formação simples e sincera de guitarra (Renato), bateria (André), Baixo (Vitor) e Vocal (Godoy), traduz para o protugues brasileiro atual o movimento rebelde e livre da juventude de 69.

A banda passeia pelo tropicalismo do Brasil e pelos campos hippies de Woodstock, trazendo amor e ousadia em suas composições e versões. Um encontro entre Hendrix, Mutantes e Zeppelin culminando em uma sonoridade atual e nostalgica.

Preço - R$25,00

Faixas:
01 - Primeiro A Valsa depois A Bossa
02 - Não Se Afobe
03 - Maçã
04 - O Menestrel
05 - A Vontade Que Faz-me Ceder
06 - Está Por Vir
07 - A Quem Amanhecer
08 - Ela Nunca Se Cala
09 - Anda Corre
10 - Água Velha
11 - Décima Oitava Parte
12 - É Melhor Terminar

Composições de Absinto Muito 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Churrus -Transcontinental (2013)

Transcontinental, terceiro álbum do quinteto de São João del Rei, 16 canções inspiradas em que a banda parece mais à vontade do que nunca, transportando com sucesso a energia do palco para o estúdio de gravação.

As composições privilegiam um power-pop com tendência shoegazer e apresentam influências britânicas (Teenage Fanclub, Ride) e norte-americanas (Guided by Voices, Pernice Brothers).

Confirmando a tradição do estilo, são as melodias que saltam aos ouvidos, simples, redondas, mas nunca óbvias.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 - Find The Words - Matheus Lopes
02 - Everyday & Everytime - Túlio Panzera
03 - Old Field Park - Luís Couto & Túlio Panzera
04 - Backyards - Túlio Panzera
05 - All I Wonder - Matheus Lopes
06 - I Don't Wanna You - Túlio Panzera
07 - Learning To Breathe - Túlio Panzera
08 - Gabriel - Túlio Panzera
09 - Diamonds - Túlio Panzera
10 - Sad Kingdom - Matheus Lopes
11 - January - Túlio Panzera
12 - May Find - Luís Couto & Matheus Lopes
13 - On Fire - Túlio Panzera
14 - Cloudy Day - Matheus Lopes
15 - See Your Health - Túlio Panzera
16 - Wasting Time - Matheus Lopes

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Tempo Plástico - Fazendo A Lata Velha Voar (2013)

Para qualquer artista, o processo de criação de uma obra está intimamente ligado a isto. Jogar a tinta em uma aquarela e ordená-la de uma forma lógica (ou não). Cortar metros de celulóide e descartar sequências inteiras de um filme. Rabiscar, mudar palavras, rasgar pedaços e inutilizar páginas de um escrito. Tudo é cortado, colado, mutilado, refeito, reinventado. O exercício constante da produção artística é uma tentativa de se imprimir à obra um caráter novo, ainda que ele passe pelo velho.

Na música, isso fica mais evidente. O compositor, o cantor, o instrumentista, todos usam suas sensibilidades a favor da reinvenção e, ao mesmo tempo em que pisam numa areia movediça de sentimentos, amadurecem neste processo, enxergando o cipó cada vez mais próximo. Artistas na acepção do termo, os cinco integrantes do Tempo Plástico sempre souberam disso e, ao iniciarem o processo de gravação de "Fazendo a Lata Velha Voar", seu primeiro disco, colocaram suas verdades à prova, iniciando um processo que os reinventaria não só como músicos, mas como pessoas.

Este processo de reinvenção sempre fez parte do dia-a-dia da banda, que começou com um núcleo de três pessoas (Fabio Gruppi, Cláudio Moreira e Eduardo Drummond) ainda nos corredores da Faculdade de Comunicação da PUC-MG, onde dividiam a editoria de um jornal de poesias ("O Riso Vertical"). O passo seguinte - a criação de uma banda - foi natural, visto que Eduardo e Cláudio já exerciam este ofício juntos, com outros colegas. O ponto comum, nesta época, era o amor pelos sons psicodélicos com uma pitada de barulho. Deste início, em 2007, até o momento atual, foram tantas mudanças que eles mesmos chegam a dividi-las em três fases. A "Tempo Plástico 1" seria este nucleo inicial. A "Tempo Plásico 2" já seria o quarteto, com a adição de Felipe Prado no baixo, enquanto a atual seria a "Tempo Plástico 3", com entrada de Thiago Viana para ocupar o posto de segundo guitarrista e contribuindo de maneira definitiva para a nova orientação do som da banda: mais centrado em riffs, com menos presença de teclados, uma espécie de marca registrada da banda até então.

Esta terceira reivenção da banda coincidiu com a gravação do disco. Ao entrarem no Estúdio Ultra, o agora quinteto sabia muito bem o que queria: recomeçar. Praticamente todo o material composto anteriormente foi descartado e, com exceção de alguns riffs, as 12 canções que figuram no álbum, foram compostas entre outubro e dezembro de 2011, enquanto eles descobriam que a vida em estúdio era bem mais prazeirosa do que imaginavam. Se antes os riffs eram recheados de notas e os instrumentos se misturavam, agora a ordem era simplificar e separar. Os teclados foram praticamente deixados de lado e a presença da segunda guitarra mostrou ser a decisão acertada, vindo de encontro com esta simplificação do som. O Tempo Plástico agora soava mais direto, conciso e cru. Ou, se preferirem, mais rock.

As letras também sofreram uma mudança brutal nesta nova fase. Se antes os temas eram mais sombrios e refletiam as angústias dos letristas, agora a ordem era que eles fossem mais positivos e diretos, por mais que as angústias ainda estejam presentes nas entrelinhas. Do sentimento de estar em casa em qualquer lugar de Yellow Líquido" à mineiridade de "Libertas", as novas letras fazem alusão ao dia-a- dia da banda, a vontade de fazê-la acontecer, ao tempo em que isso se dá, à memória, à amizade e à despretensão. Em inglês ou em português, estes sentimentos universais são comuns aos cinco integrantes da banda e, combinados,produzem um material coeso, visceral e referencial para a geração da qual fazem parte. Sem fronteiras, sem barreiras, sem amarras.

"Fazendo a Lata Velha Voar" também não teria sido possível sem o envolvimento crucial do produtor Barral Lima, que não só fez sugestões que mudaram o caminho do Tempo Plástico como os instigou a procurar diferenciais dentro de suas almas. Foram dele os incentivos para que descartassem letras por inteiro, mudassem riffs, colocassem mais peso nas guitarras e deixassem os teclados de lado. Também foi ele quem sugeriu que a banda adotasse um quinto integrante nesta nova fase. Tudo isso secundado por Henrique Soares, o responsável pela gravação propriamente dita e pela mixagem do trabalho.

Finalmente, a masterização. Parte fundamental do processo de confecção de um disco, é frequentemente descrita por músicos como aquele momento em que o som ganha peso e forma. Por isso, a preferência foi para um dos estúdios mais famosos do mundo - o Sterling Sound - e o engenheiro escolhido foi Ted Jansen, responsável, entre outros, por "Diamond Eyes", dos Deftones; "Nation", do Sepultura; "Stone Temple Pilots", do Stone Temple Pilots e "Black Gives Way to Blue", do Alice In Chains.

Um verdadeiro "tour de force". Talvez este seja o termo para definir esta conjunção de fatores e competências que resultaram em "Fazendo a Lata Velha Voar". De um lado, uma banda sintonizada com o século 21 e como o mundo em que vivemos. De outro, profissionais experientes e gabaritados que encorparam o som, o modernizaram e transformaram o trabalho em um dos grandes discos de rock surgidos nas Minas Gerais nos últimos anos.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 - Yellow Líquido - Cláudio Moreira e Fábio Gruppi
02 - Enquanto O Mundo Não Vem - Cláudio Moreira e Fábio Gruppi
03 - Kerouac - Cláudio Moreira e Fábio Gruppi
04 - Gift - Cláudio Moreira e Fábio Gruppi
05 - Se Quiser Saber - Cláudio Moreira e Fábio Gruppi
06 - Lafaiete - Cláudio Moreira e Fábio Gruppi
07 - No Tempo Certo - Cláudio Moreira e Fábio Gruppi
08 - Passe - Cláudio Moreira e Fábio Gruppi
09 - Maia-Noite - Cláudio Moreira e Fábio Gruppi
10 - Choosing A Way - Fábio Gruppi e Felipe Prado
11 - Electric Bird - Cláudio Moreira, Felipe Prado e Thiago Viana
12 - Libertas - Cláudio Moreira, Eduardo Drummond e Fábio Gruppi   

sábado, 27 de outubro de 2012

Seu Juvenal – Três Doses do Veneno Todo (2012)

Os quatro roqueiros do apocalipse estão de volta com uma prévia do que será o seu próximo album: "Três doses do veneno todo" , como o próprio título do EP diz, traz três pedradas-rock pra serem sorvidas homeopaticamente num rock and roll suicide de fones de ouvido, até que Seu Juvenal verta a dose fatal do veneno - seu novo full album.

Preço – R$5,00

Faixas:
01 – Rock Errado – Renato Zaca, Edson Zacca e Bruno Bastos
02 – Free Ordinária – Edson Zacca e Bruno Bastos
03 – Burca – Renato Zaca

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Radar Tantã – Passeio Entre O Céu e O Mar (2004)


Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Cão Em Fuga – César Maurício
02 – E Ela Disse – César Maurício
03 – Cônsul Caramelo César Maurício
04 – Passeio Entre O Céu e O Sol – César Maurício
05 – Esse Nosso Amor – César Maurício
06 – Nos Jornais – César Maurício e Barral
07 – Aquelas Horas – César Maurício, Barral e Ronaldo Gino
08 – Radio Song – César Maurício e Barral
09 – Durmam, Durmam... – César Maurício
10 – Tarde de Terça-Feira –César Maurício e Barral
11 – Pode Esquecer – César Maurício e Barral  

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Just – Just (2001)


Um bando de garotos que amavam Led Zeppelin, os Beatles e os Rolling Stones se uniram para formar uma banda de puro rock´n roll, sem firulas, detalhes postiços ou poses arrogantes. O JUST, é um daqueles grupos que agradam na primeira audição. Vocais sinuosos, guitarras afiadas, baixo envolvente e bateria precisa a serviço de boas melodias e letras, em inglês, de poesia cotidiana e certeira.

Formado em 1998 por Bernardo Vaz (guitarra e voz), Paulo Meyge (guitarra solo), Ricardo Costa (bateria) e Adriano Gomes (baixo, substituído em 99 por Thiago Mundim), o grupo busca inspiração nos clássicos roqueiros dos anos 60 e 70 e inclui no rol de influências blues, indies rock, reggae, britpop, e grunge. Fã de Cat Stevens e Bob Dylan, Bernardo Vaz, autor de todas as letras e vocais principais, foi alfabetizado na Inglaterra, onde passou a maior parte da infância. E de lá traz o inglês bem estruturado e uma dicção poética madura, com referências que vão do Éden à Terra do Nunca, pontos de partida para reflexões originais, recheadas de ironia e indignação, combinando perfeitamente com os riffs de guitarra de Paulo Meyge.

Com experiência adquirida em apresentações em festivais e casas noturnas de Belo Horizonte, a JUST lançou no primeiro ano a demo “Boxed inside Myself”, repetindo a dose em 99, com “A Supposed Ballad”, e chegou finalmente a gravar entre 2000 e 2001 o primeiro CD, “JUST”, com o lançamento previsto para o segundo semestre de 2001, tendo este dez temas originais. Nos shows, além dos temas próprios, eles recriam clássicos dos Beatles, Stones, Zeppelin, Chuck Berry e Creedence Clearwater Revival, em performances que transbordam energia.

Fugindo de iê-iê-iês descartáveis, eletrônica supérflua e outros elementos que costumam povoar o universo da maioria das bandas do Terceiro Milênio, JUST é puro rock´n roll, feito para quem gosta de emoções fortes, ritmo e poesia.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 – Neverland – Meyge e Vaz
02 – Complain – Meyge e Vaz
03 – Hey Hey Hey – Meyge, Mundim e Vaz
04 – A Supposed Ballad – Meyge e Vaz
05 – Flowerless Blooming Town – Meyge e Vaz
06 – Don’t Stop Me – Meyge, Mundim e Vaz
07 – Anywhere I Go – Meyge e Vaz
08 – I Wish I Could Dream – Meyge, Mundim e Vaz
09 – Mr. Rock n’Roll – Meyge e Vaz
10 – Blues – Meyge e Vaz

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Leonardo Marques – Dia e Noite no Mesmo Céu (2012)


Conhecido na nova cena musical mineira, Leonardo Marques é integrante do Transmissor, com o qual já lançou dois discos, e também fez parte das bandas Udora e Diesel (estas, de projeção internacional). Mesmo com a liberdade criativa que o Transmissor lhe permite, involveu-se em um processo intimista de registro de seu primeiro trabalho solo, no qual assumiu desde a produção à execução de todos os instrumentos (com exceção da bateria e trombone em uma faixa).

O resultado é o CD Dia e noite no mesmo céu, um álbum que cria cenários bucólicos, românticos e solitários, cuja sonoridade caminha entre o indie folk, lo-fi, psicodelia sessentista e Clube da Esquina (do qual o CD se aproxima, segundo o artista, devido à certa "nostalgia melódica" presente em ambos). Ao todo, são nove músicas, sendo seis em português, duas em inglês e uma faixa instrumental que refletem influências e sintetizam o trabalho criativo do artista ao longo dos últimos anos no percurso entre Los Angeles, BH e o retiro em Casa Branca, onde atualmente reside.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Acordei – Leonardo Marques
02 – A Cor – Leonardo Marques
03 – Across The Sea – Leonardo Marques
04 – Linha do Trem – Leonardo Marques
05 – Day Mind Travel – Leonardo Marques e Geraldo Côrtes
06 – Só Distração – Leonardo Marques e Artênius Daniel
07 – Sorriso Seu – Leonardo Marques e Jennifer Souza
08 – Não Vai Amor – Leonardo Marques
09 – Vermelho da Manhã – Leonardo Marques