quarta-feira, 28 de maio de 2014

Valsa Binária – Valsa Binária (2014)

Formada em 2008, a banda Valsa Binária já é figura conhecida na cena musical mineira. O primeiro CD, homônimo da banda, foi lançado em agosto de 2011 e consolidou o nome da banda como representante relevante da nova safra da música de Belo Horizonte.

A sonoridade da banda chegou a ser definida como “...um conjunto bastante heterogêneo de músicas, que em alguns momentos beira a esquizofrenia estilística, mas que mantêm uma unidade coerente no sentimento de despretensiosa leveza que permeia todo o trabalho.” O cuidado com os detalhes é visível também na proposta gráfica do CD. Impressa em processo tipográfico artesanal, a capa confere um caráter único a cada unidade.

Além disso, cada um dos mil CD’s prensados nessa tiragem inicial é numerado, o que aumenta ainda mais a exclusividade do objeto. O repertório do CD foi apresentado nos principais palcos de Belo Horizonte, além de ter circulado por importantes festivais do interior do estado.

O Valsa Binária pretende continuar sua trajetória pautada sempre no intercâmbio artístico, usando a música como instrumento de convergência e integração. O convívio com artistas de diferentes vertentes, e pessoas com diferentes formações, é vista como fonte de influência, e a abertura para intervenções desses diferentes parceiros está no DNA da banda.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 - Por Esse Lugar
02 - Degradê
03 - Tiramisu
04 - Dessa Água
05 - Tiny Ballad
06 - Continua
07 - A Mais Bonita
08 - Chuvas do Passado
09 - Afogamento
10 - Alforria
11 - No Bidê
12 - O Velho Cego

Todas as músicas por Valsa Binária

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Toca de Tatu - Meu Amigo Radamés (2013)

O Grupo Toca de Tatu lança seu primeiro CD intitulado “Meu amigo Radamés”, fruto de um trabalho de pesquisa e estudo dedicado à obra do compositor, maestro e arranjador Radamés Gnattali.

Composto em sua maioria por músicas de Gnattali, o disco traz também obras de Tom Jobim e Paulinho da Viola, compositores que homenagearam o maestro.

O repertório apresenta a riqueza de gêneros e ritmos presentes na música brasileira, tais como choro, valsa, maxixe, foxtrote, schottisch e samba. Os arranjos foram criados pelos integrantes do grupo, pensando sempre nas possibilidades de instrumentação e respeitando as ideias originais dos compositores.

O refinamento camerístico e a brasilidade são características marcantes da sonoridade do disco, que permitirá ao ouvinte reviver e se emocionar com a obra do maestro brasileiro.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Remexendo - Radamés Gnattali
02 - Canhoto - Radamés Gnattali
03 - Alma Brasileira - Radamés Gnattali
04 - Meu Amigo Tom Jobim - Radamés Gnattali
05 - Meu Amigo Radamés - Antônio Carlos Jobim
06 - Sarau Para Radamés - Paulinho da Viola
07 - Obrigado, Paulinho - Radamés Gnattali
08 - Bate Papo - Radamés Gnattali
09 - Gatinhos no Piano - Radamés Gnattali
10 - Suíte Retratos I (Pixinguinha) - Radamés Gnattali
11 - Suíte Retratos II (Ernesto Nazareth) - Radamés Gnattali
12 - Suíte Retratos III (Anacleto de Medeiros) - Radamés Gnattali
13 - Suíte Retratos IV (Chiquinha Gonzaga) - Radamés Gnattali

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Lô Borges – Songbook (2014)

Sócio-fundador do Clube da Esquina, tendo gravado e assinado com Milton Nascimento o álbum duplo de 1972 que organizou o mais importante movimento musical das Geraes, o cantor e compositor mineiro Lô Borges construiu obra autoral pautada por refinados caminhos harmônicos. Produzido por Barral Lima, o Songbook Lô Borges indica os caminhos para se chegar nessa obra, mais precisamente para adentrar os meandros das 55 músicas de Lô que tiveram letras, partituras e cifras transcritas por Carlos Laudares para o segundo livro da série iniciada pela Neutra Editora em 2013 com o lançamento do igualmente caprichado Songbook Beto Guedes.

O livro de Lô está sendo editado neste mês de abril de 2014 com aval do próprio Lô Borges, que revisou as partituras e cifras de seu cancioneiro para o songbook. Breve certeiro ensaio escrito por Pablo Castro, Alquimista da harmonia, disseca a obra de Lô Borges - disco por disco - a partir da reconstituição dos passos fonográficos do artista. Passos que se tornaram mais rápidos a partir dos anos 2000.
Por Mauro Ferreira

Preço – R$90,00

Lô Borges – 2003 – 2013 (2014)

Em 10 anos, o artista mineiro produziu quatro discos de inéditas – 'Um dia e meio' (2003), 'Bhanda' (2006), 'Harmonia' (2008) e 'Horizonte vertical' (2011) – e quase 60 canções. O novo álbum traz 14 faixas que fazem apanhado do que ele criou de melhor no século 21. “Não sei se quando veio 2000 o novo milênio me despertou uma vontade louca de fazer coisas novas, uma atrás da outra. Eu acabava de fazer um disco e começava outro. Fiz mais discos do que a minha capacidade de lançá-los. E quando olhei para trás, pensei: Pôxa, eu podia mostrar mais desse meu repertório para as pessoas”, comenta.

Ele lembra que é comum o público se identificar mais com as canções do passado, e que isso ocorre com 80% dos artistas. Lô diz não se incomodar, mas acha importante também mostrar o que produziu de novo, sem perder sua essência. “Lembro-me que no show de Paul McCartney, no Mineirão, boa parte do set list era dos Beatles. O público é assim mesmo. Gosta das músicas antigas. Quando subo no palco, priorizo o começo da carreira, mas mesclo com as coisas mais recentes. Música nova também é pra tocar; a plateia acaba sendo receptiva”, avalia.
Por Ana Clara Brant - EM Cultura

Preço – R$30,00

Faixas:
01 - Qualquer Lugar - Lô Borges e César Maurício
02 - Cordão de Ouro - Lô Borges e Márcio Borges
03 - Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor - Lô Borges e Márcio Borges
04 - Imaginária - Lô Borges e Márcio Borges
05 - Segundas Mornas Intenções - Lô Borges e Chico Amaral
06 - On Venus - Lô Borges e Ronaldo Bastos
07 - Nossa Mágica - Lô Borges e Márcio Borges
08 - O Seu Olhar - Lô Borges e Patrícia Maês
09 - Sonho Novo - Lô Borges e Márcio Borges
10 - Onde A Gente Está - Lô Borges e Márcio Borges
11 - Feita de Luz - Lô Borges e Márcio Borges
12 - Olá Como Vai - Lô Borges e César Maurício
13 - Canção Mais Além - Lô Borges e Patrícia Maês
14 - Carnaval de Cor - Lô Borges e Márcio Borges   

Transmissor – De Lá Não Ando Só (2014)

Depois de alguns boatos de que seria lançado em meados de 2013, De lá não ando só (2014), terceiro registro em estúdio da banda mineira Transmissor, finalmente chega aos ouvidos do público. Sucessor do já maduro Nacional – um dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2011 -, o novo álbum parece seguir de perto o exercício proposto há três anos, reverberando melodias acolhedores, versos melancólicos e experiências que aproximam o Rock Alternativo dos anos 2000 de veteranos da década de 1970, principalmente do Clube da Esquina.

Aos comandos de Pedro Hamdan (Bateria), Daniel Debarry (Baixo), Henrique Matheus (Guitarra/Bandolim), Leonardo Marques (Voz/Guitarra/Teclado), Thiago Corrêa (Voz/Violão/Teclado) e Jennifer Souza (Voz/Guitarra/Teclado), o trabalho de 12 inéditas composições mostra o bom domínio em estúdio do veterano Carlos Eduardo Miranda, produtor do álbum. Emanando todo um conjunto de novas experiências – líricas e musicais -, o trabalho já pode ser apreciado na íntegra logo abaixo.
Por Cleber Facchi

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Queima O Sol - Leonardo Marques e Pedro Hamdan
02 - Só Um - Leonardo Marques
03 - 25 Horas Por Dia - Jennifer Souza
04 - Todos Vocês - Thiago Correa
05 - Mais Quente do Que Quis - Leonardo Marques
06 - Nossas Horas - Thiago Correa
07 - Nada Pra Te Devolver - Thiago Correa
08 - Retiro - Jennifer Souza e Laura Lopes
09 - De Lá Não Ando Só - Leonardo Marques, Henrique Matheus e Pedro Hamdan
10 - O Que Você Quer Ouvir - Jennifer Souza e Thiago Correa
11 - Canso A Cabeça - Leonardo Marques
12 - Casa Branca - Leonardo Marques

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Derivasons (2014)

Há diversos desafios que se apresentam aos jovens compositores brasileiros ligados ao contexto da música contemporânea de concerto. Logo de início, observa-se uma enorme desarticulação das instituições envolvidas com a produção artística e montagem de eventos. Isso está diretamente relacionado ao modus operandi das agências de financiamento. Devido à inviabilidade comercial desse tipo de música no que diz respeito a uma relação direta com o consumidor, torna-se imprescindível a presença de algum tipo de mecenato.

Entretanto, o perfil atual dos mecanismos de subvenção é perverso pois, ao mesmo tempo em que se apoia em uma hipotética neutralidade na concorrência de todos os tipos de propostas vindo dos mais diversos segmentos sociais, finge ignorar o massivo retorno publicitário das produções mais populares às empresas financiadoras. Essas são algumas das razões que obrigam a música
contemporânea de concerto a se refugiar dentro dos muros da universidade pública. Mas os espaços externos precisam ser atingidos. No começo do século XX, Adorno já havia nos advertido sobre os paradoxos vividos pela música mais radical: por um lado, sua expressividade alimentava-se da recusa em ceder espaços a uma escuta domesticada; por outro, o isolamento criado em consequência dessa escolha implicava em um afastamento prolongado de um público mais diversificado.

Com o tempo, as próprias motivações sociais dessa forma de arte ficam enfraquecidas. Por isso, torna-se muito importante construir um espaço de diálogo com o público em um território aberto, desprotegido. E o próprio sentido do trabalho se enriquece com o embate das propostas e respostas heterogêneas. Ultrapassa-se, desse modo, um discurso estético demasiadamente arbitrário e autossuficiente.

Outro desafio enfrentado pelos jovens compositores diz respeito a como se situar diante de duas grandes ideologias herdadas do modernismo do século XX. A primeira é iconoclasta e, como uma esfinge, devora todas as propostas que apresentem traços tradicionais, ou que revelem suas influências de um modo claro e explícito: é a exigência do utópico "novo". O risco aqui é de um
primitivismo autoindulgente e sem espessura expressiva, justamente porque despreza-se a história. A segunda, ao contrário, exige uma filiação devidamente documentada de alguma linhagem considerada "nobre" na história da música contemporânea. Nesse sentido, torna-se fundamental deixar nas partituras vestígios rastreáveis de procedimentos técnicos reconhecidos, como séries, espectros, permutações, aleatoriedade, etc.

O grande perigo aqui reside em uma cademismo sem expressividade. É sempre difícil encontrar um caminhointeressante entre essas duas forças contraditórias e hostis. Acredito que ele passa, necessariamente, pelo cultivo de algumas fantasias peculiares a cada artista. É preciso resistir àquelas pressões genéricas e impessoais com escolhas singulares e deixar surgir, aos poucos, uma paisagem musical que adquire sua consistência justamente no enlaçar das forças objetivas dos materiais sonoros
com as ressonâncias afetivas que eles despertam em cada criador, de um modo pessoal e ao mesmo tempo dinâmico.

Diante desse contexto, a formação de um grupo de jovens compositores, recém egressos da graduação em composição musical (UFMG), ao redor de uma proposta coletiva - atuar nos campos de criação, performance e produção musical - revela-se muito importante e especial. O Derivasons já existe há algum tempo, com apresentações em diversas oportunidades e contextos, mas lança
agora seu primeiro CD. Para a gravação foram convidados diversos intérpretes, de modo que podemos dizer que, neste CD, o Derivasons apresenta seus compositores.

O primeiro aspecto que me chama a atenção é a diversidade de estilos e propostas. Há homenagens ao cinema - Mario Peixoto e Fellini - e aos quadrinhos - Watchmaker; há solos, peças para conjunto de câmara e verifica-se mesmo a presença da eletroacústica; transita-se do modal ao ruído, passando
pelos afetos mais diversos. Essa multiplicidade reforça a percepção de que não se trata de uma reunião ao redor de uma estética, mas sim de uma práxis. Trata-se de reunir forças para enfrentar os inúmeros obstáculos e buscar o florescimento do potencial criativo de cada um de seus membros.

Este CD é um momento especial: que o Derivasons prossiga seu trabalho com novas produções e consiga multiplicar os projetos musicais de seus compositores. Nesses dias de marasmo cultural, onde o sucesso popular constrói-se sobre propostas tão assustadoramente limitadas, precisamos cada
vez mais de uma música especulativa e fantasiosa, que estimule nossa imaginação e nos ajude a sonhar.

R$20,00

Faixas
01 – Para Mario Peixoto / Para Fellini – Marcos Sarieddine
03 – Watchmaker – Renan Fontes
04 – Jurema N0 1 – Luis Friche
05 – À sós – Marcos Braccini
06 – Ser Ruido – Thais Montanari

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Matheus Brant - A Música e O Vazio No Trabalho - CD/Livro (2014)

Matheus Brant lança obra inspirada em Hannah Arendt
Autor apresenta um olhar crítico sobre o trabalhador e a frieza da lei

Inspirado nas variadas dimensões do trabalho humano e nas lacunas presentes no Direito do Trabalho, o compositor e advogado Matheus Brant lança a obra “A música e o vazio no Trabalho: reflexões jurídicas a partir de Hannah Arendt” (editora Initiavia). Composta por um livro, um CD e pinturas assinadas pela artista plástica paulista Deborah Paiva, a criação multimídia apresenta uma linguagem acessível, direta e ao mesmo tempo, poética, reflexiva.

Para conceber a obra, Matheus trabalhou a interface entre a Filosofia, Arte e o Direito.  Após ter o primeiro contato com o livro “A condição humana” de Hannah Arendt na disciplina Fundamentos Filosóficos do Trabalho, no Mestrado da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o autor extrapolou o meio acadêmico, apresentando um diálogo harmonioso entre música, filosofia e direito do trabalho.

 Todas as cinco músicas que compõem o CD foram feitas juntamente com a escrita do texto. “Senti a necessidade de reunir elementos artísticos para dar extensão às minhas ideias e questionamentos. Elas manifestam o meu olhar sobre as múltiplas dimensões do trabalho humano”, explica.
 O resultado do trabalho, que teve sua origem na dissertação de mestrado do autor intitulada “As Dimensões Esquecidas pelo Direito do Trabalho: composições e reflexões a partir de Hannah Arendt”, foi uma crítica contundente à forma pela qual a lei compreende o trabalho humano, sob o fio condutor da obra da filósofa alemã. “Procurei apontar uma certa miopia que parece assolar o Direito do Trabalho, impedindo-o de proteger dimensões como a satisfação, o reconhecimento, a realização, a projeção, enfim, dimensões subjetivas do ser humano em seu trabalho”, diz Matheus.

Pensadores do direito elogiam a obra de Matheus Brant
 “Com originalidade singular, a obra, ao dedicar-se ao significado mais profundo do trabalho, apresenta grande contributo científico para o aperfeiçoamento do Direito do Trabalho, e o faz na perspectiva do saber da cultura em dimensão mais ampla”.
*Trecho da apresentação do livro, assinada por Daniela Muradas,
Professora de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito da UFMG
Sobre Matheus Brant

Músico e compositor, Matheus Brant fundou em 2005 o grupo Chapéu Panamá com o qual, em 2009, lançou o disco “Ao vivo na Biblioteca”, com seis composições próprias. Teve diversas canções selecionadas para festivais como o Festival de Música de Belo Horizonte e a Mostra de Música Cidade Canção, em Maringá, no Paraná. Em 2012, Matheus lançou seu primeiro álbum “A Semana”, que traz 12 composições suas e conta com as participações especiais de Curumin, Marina Machado, José Luis Braga, Juliana Perdigão e Renato Rosa.O disco foi gravado e produzido por Lenis Rino, co-produzido por Flávio Medeiros, mixado por Gustavo Lenza e masterizado por Felipe Tichauer, e alcançou significativa expressão na internet.

Matheus é também advogado, sócio do escritório “Caldeira Brant Sociedade de Advogados” e mestre em Direito pela UFMG com a dissertação “Dimensões esquecidas pelo Direito do Trabalho: composições e reflexões a partir de Hannah Arendt”. Foi diretor da Cooperativa de Músicos de Minas Gerais-COMUM e é filiado à União Brasileira de Compositores.

Preço – R$50,00

Faixas:
01 - Duas
02 - Quintal
03 - Sustenta
04 - Artificial
05 - Uma

Todas as músicas são de Matheus Brant

Chuva a Granel – No Ar, Dentro da Caixa (2014)


Diz o adágio popular que nos menores frascos se revelam os melhores conteúdos. Pois é mesmo uma cápsula espacial o EP de estreia da banda belo-horizontina Chuva a Granel, de título "No ar, dentro da caixa".
Produção independente, financiada pelo coletivo de admiradores da banda, as seis faixas selecionadas para o projeto transfiguram o ouvinte em uma espécie de absorto cosmonauta, capaz de realizar com coesão um périplo de identidades e reflexões, desde a austeridade de entidades insondáveis, como em "Cenário" (Passo nas pedras /Das casas iguais/Matando a fome / Chamando o dia / Trabalha, José/ Grita, José / Respira), às irreverentes nebulosas  do prosaico, como se observa em "Achados e Perdidos" (Onde estou, que não morri?/Por acaso alguém há pouco me viu passar por aqui?).

O próprio verso que nomeia o EP é exitosamente succionado da faixa - e do contexto de -  "Caixa de Astronauta", ela própria uma cadeia de metáforas, estrapolada a partir de uma frivolidade cotidiana. Esse excerto, ao intitular todo o trabalho, ganha indumentária de elementos inerentes à própria Indústria Cultural Fonográfica, em um esperto jogo de palavras e de autoreferência.

Os criadores desse miniverso ideofônico, posto que de letras e músicas, são os integrantes Jardel Rodrim e Karine Amorina, além dos parceiros Fabrício Belmiro (letra e música de "Terra em Transe", que homenageia o cineasta Gláuber Rocha),  Djaíla Cássia (letra de "Cenário") e Haroldo Leão (letras de "Cadente Madrugada", "Caixa de Astronauta", "Orientação" e "Achados e Perdidos").
Pena que a contemporaneíssima "Ninar" (Karine Amorina), com sua adorável impaciência súbita tão própria destes nossos tempos, não esteja também registrada neste prazeroso projeto de descoberta identitária, de tons, vozes e lugares de uma banda ascendente no cenário musical mineiro (embora constante do set list do show de lançamento). Talvez seja estrategicamente assim, por melhor. Bom abandonar à ansiosa deriva os admiradores enquanto ainda mais almejam.

Por Leo Peifer (alternadamente jornalista e artista)

SOBRE A BANDA
A Chuva a Granel nasceu em 2008, com a proposta de fazer música autoral. De lá para cá pesquisa novas sonoridades, palavras, arranjos e composições. Foi formando sua identidade sonora a partir de uma mistura dos vários estilos musicais de cada um de seus integrantes, o que resultou num som com forte influência da música brasileira e do blues.
Com participações em festivais, mídia impressa e televisão, a banda tem estado em evi­dência no cenário da música independente mineira: foi finalista do Prêmio de Música das Minas Gerais em 2012 e teve a canção Cadente Madrugada premiada no 2º Festival da Canção de Conceição do Mato Dentro, na categoria Melhor Arranjo.

Preço – R$10,00

Faixas
01 - Cadente Madrugada - Harldo Leão e Jardel Rodrim
02 - Caixa de Astronauta - Karine Amorina, Jardel Rodrim e Haroldo Leão
03 - Cenário - fabrício Belmiro e Djaíla Cássia
04 - Terra Em Transe - Fabrício Belmiro
05 - Achados & Perdidos - Haroldo Leão e Jardel Rodrim
06 - Orientação - Karine Amorina, Jardel Rodrim e Haroldo Leão

Thelmo Lins e Wagner Cosse - Casa de Vinicius (2014)

Em setembro de 2013, os cantores Thelmo Lins e Wagner Cosse, de Belo Horizonte, produziram e apresentaram um espetáculo especialmente concebido para homenagear o grande poeta e compositor Vinicius de Moraes em seu centenário de nascimento. O espetáculo foi inserido na programação oficial do Projeto CASAS, que eles criaram para homenagear os países que contribuíram para a formação da cultura brasileira e os grandes nomes da MPB. Devido ao sucesso da iniciativa, os artistas receberam, do público, a incumbência de fazer o registro fonográfico das apresentações. Naquele momento nascia o CD CASA DE VINICIUS, mais novo trabalho dos cantores, que contou com a participação de músicos mineiros da nova geração e das cantoras Ana Cristina e Lígia Jacques.
Das 20 canções selecionadas para o show, 16 foram registradas em estúdio, focalizando o amor no universo poético-musical de Vinicius de Moraes.

O repertório tem, como fio condutor, as aventuras e desventuras de um relacionamento amoroso, desde o momento em que o casal se conhece, se apaixona e resolve dividir o mesmo teto, até o surgimento das discussões e das brigas, culminando com a separação. E, após a desilusão, o recomeço, o renascimento da esperança impulsionando a busca do novo amor. Para contar todas as etapas dessa história, foram selecionados grandes clássicos da música brasileira:

Um dos destaques do trabalho é a qualidade dos arranjos, concebidos coletivamente pelos músicos Lucas Telles (violões), Luísa Mitre (piano), Sanchez Almeida (baixo), Diego Mancini (contrabaixo acústico com arco), Lucas Ladeia (cavaquinho), Dado Prates (flautas) e Ana Brandão (percussões). Com beleza, criatividade e ousadia, os arranjos dão novas roupagens para o repertório selecionado e evocam outras obras de Vinicius de Moraes, como Berimbau, Por toda a minha vida e Valsinha, criando surpreendentes elos emocionais entre as canções.

Técnica e emoção
CASA DE VINICIUS atesta o amadurecimento artístico e vocal de Thelmo Lins e Wagner Cosse. As canções ganharam interpretações personalíssimas e contundentes, que equilibram técnica e emoção, revelando a capacidade de reinvenção das melodias e a maturidade artística dos cantores, resultante das inúmeras apresentações musicais realizadas em turnês por vários estados brasileiros. Este trabalho também reforça a parceria dos cantores com uma nova geração de músicos de Minas Gerais, que trouxe frescor e novidade para o CD. “São músicos jovens e extremamente inteligentes, com grande conhecimento musical. Lucas, Luísa e Ladeia fazem parte do Toca de Tatu, grupo instrumental de relevância na nova cena mineira que, recentemente, fez sua primeira turnê internacional pela Europa. Sanchez Almeida e Diego Mancini trouxeram uma interessante experiência para o disco. Enquanto Sanchez se divide entre a MPB, a música gospel e a atuação como professor da Bituca Universidade de Música Popular, em Barbacena, Diego bebeu na fonte do jazz, após viver vários anos trabalhando como músico em Los Angeles (EUA). Dado Prates é um dos mais respeitados músicos mineiros por seu trabalho apurado na área dos sopros. Já Ana Brandão é uma percussionista experiente nos palcos, que estreia oficialmente em gravações de CD, mostrando um trabalho vigoroso e muito criativo”, analisa Lins.

Informações complementares sobre os cantores
O belo-horizontino Wagner Cosse é cantor, dançarino, folclorista, produtor cultural e jornalista. Iniciou sua vida profissional aos sete anos, cantando no programa infantil Roda Gigante, da extinta TV Itacolomi. Como cantor, ator e dançarino, atuou em shows e espetáculos musicais, dentre os quais, destacam-se Cristal, com Oswaldo Montenegro e Cássia Eller (1982), Uma Festa No Céu (1997), Sons de Minas (1999), Negrolume (2005) e Rosas para Noel (2010), que gerou o CD gravado ao vivo ao lado do violonista Geraldo Vianna. Wagner Cosse integra o Grupo Folclórico Aruanda, desde 1986, onde já exerceu as funções de dançarino, cantor, pesquisador e vice-presidente, sendo, desde 2009, diretor artístico. Com o Aruanda, representou o Brasil em vários festivais internacionais de folclore realizados na Europa e Américas.

Thelmo Lins é cantor, ator, gestor cultural, escritor e jornalista. Nasceu em Itabirito (MG). Começou sua trajetória artística no teatro, em 1984. Em 2000, lançou o CD solo Encontro dos Rios. Em 2011, lançou o CD solo Samba, Sambá, Sambô. Criou, em 2007, a empresa TW Cultural, de produções artísticas e culturais. Neste mesmo ano, lançou o livro de poesias Rosas Amassadas, com prefácio de Fernando Brant. Desde 2009, é responsável pela administração do Teatro Santo Agostinho, de Belo Horizonte. Apresenta, desde março de 2012, o programa Arte no Ar, na TV Horizonte, da capital mineira, dedicado à música.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Samba Para Vinicius - Chico Buarque e Toquinho
02 - Formosa - Vinicius de Moraes e Baden Powell
03 - Labareda - Vinicius de Moraes e Baden Powell
04 - Minha Namorada - Vinicius de Moraes e Carlos Lyra
05 - Eu Sei que Vou Te Amar - Vinicius de Moraes e Tom Jobim
06 - Soneto de Fidelidade - Vinicius de Moraes
07 - Canto de Ossanha - Vinicius de Moraes e Baden Powell
08 - Apelo - Vinicius de Moraes e Baden Powell
09 - É Preciso Dizer Adeus - Vinicius de Moraes e Tom Jobim
10 - Derradeira Primavera - Vinicius de Moraes e Tom Jobim
11 - Canto Triste - Vinicius de Moraes e Edu Lobo
12 - Samba Em Prelúdio - Vinicius de Moraes e Baden Powell
13 - Janelas Abertas - Vinicius de Moraes e Baden Powell
14 - Chega de Saudade - Vinicius de Moraes e Tom Jobim
15 - Se Todos Fossem Iguais A Você - Vinicius de Moraes e Tom Jobim
16 - Como Dizia O Poeta - Vinicius de Moraes e Toquinho     

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Marcello Dinis - Esperanto Banto (2013)

O cantor e compositor mineiro Marcello Dinis lança novo CD, intitulado Esperanto Banto, que tem participações de Milton Nascimento, Juarez Moreira, Tempera Viola e vários outros convidados.

Natural de Divinópolis, Marcello Dinis tem uma longa carreira no cenário musical, com cinco CDs gravados. Seu repertório inclui samba, rock, reggae, forró e ritmos do Caribe. Cursou musicalização e violão clássico na Fundação de Educação Artística, entre 1982 e 86. Foi barítono no Coral Newton Paiva e se apresentou em concertos, peças teatrais, espetáculos de ópera e coro de orquestras em festivais internacionais realizados no Brasil. Durante três anos, integrou o coro que acompanhou Roberto Carlos no Mineirinho.

Sua carreira na música popular começou muito cedo, com apresentações em casas noturnas e festivais da canção, colecionando vários prêmios. Em 2013 foi classificado no Festival de Boa Esperança, chegando a participar de uma eliminatória com o baião Passarinha – com letra de Jorge Fernando dos Santos, incluída no novo CD. Realizou shows em São Paulo, Rio de Janeiro, Maceió, Recife e interior da Bahia, além de ter percorrido cerca de 400 cidades do interior de Minas.

Estreou em disco com o LP Balaio de Gato, lançado em 1992 , em parceria com Alexandre Az e Sérgio Misan. Foram vendidas 3 mil cópias e a canção Alô de Londres foi incluída no CD Bateia, de 1995, ao lado de canções de alguns dos melhores nomes da música mineira. Em 1998, junto com os parceiros Cássio Tiso e Júlio Costa Val, lançou o CD Claro, que incluiu participações especiais de Túlio Mourão, Chico Amaral, Gê Lara, Lemão e o grupo percussivo Tambolelê. O projeto gráfico foi feito pelo design Otávio Bretãs, com ilustrações do cartunista Aroeira.

Além de se apresentar em diversas casas de Belo Horizonte, entre elas o antigo Cabaré Mineiro – ao lado de Celso Adolfo, Lô Borges, Tadeu Franco e outros artistas –, Marcello Dinis produziu durante três anos o projeto Caldos e Canjas, juntamente com o baixista Paulinho Carvalho e o baterista Mário Castello. Nessa época, tocou com Toninho Horta, Robertinho Silva, Paulinho Santos, Neném, Cláudio Venturini, Telo Borges e banda Tianastácia.

Depois dos CDs Central de Minas, gravado ao vivo em 2003; Toca Minas e Sem começo nem final, produziu seu primeiro DVD em 2010, todo ele com músicas inéditas de sua autoria. O novo disco, Esperanto Banto, prima pela qualidade do repertório e pelas participações especiais.

Além de Milton Nascimento, Juarez Moreira e Tempera Viola – grupo do qual faz parte ao lado das cantoras e percussionistas Beth Leivas e Danuza Menezes, também se destacam Carlinhos Tiso, Jelber Oliveira e Pedrinho do Cavaco. Todas as faixas são de Marcello Dinis e parceiros, com exceção de Ame o Sol, por favor, de Celeste Brandão. O projeto gráfico é de Otávio Bretas, com foto de capa de Miguel Aun.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Bendito Samba - Marcello Dinis e Amaury Candido
02 - Cena de Cinema - Marcello Dinis e Soninha Silva
03 - Crise, Take It Easy - Marcello Dinis e Helmut Gondim
04 - Esperanto Banto - Marcello Dinis, Beto Pantera e Chico Canela
05 - O Que Importa - Marcello Dinis e Soninha Silva
06 - Meninice - Cássio Tiso e Marcello Dinis
07 - Samba Mulambo - Marcello Dinis e Helmut Gondim
08 - Corda Bamba - Marcello Dinis e Helmut Gondin
09 - Passarinha - Marcello Dinis e Jorge Fernando dos Santos
10 - Pode Procurar - Marcello Dinis e Julio Costa Val
11 - Quem é Que Dirá? - Marcello Diniz, Chico Alves e Helmut Gondim
12 - Ame O Sol, Por Favor - Celeste Brandão

terça-feira, 15 de abril de 2014

Lucas Jório - Incerto (2013)

Lucas Jório toca violão popular desde os 12 anos de idade. Foi neste instrumento que ele compôs as 10 canções do seu álbum de estreia, "Incerto". Seu método de composição é o seguinte: primeiro as harmonias são elaboradas no violão, em seguida as melodias vão sendo extraídas das harmonias e por fim as letras são encaixadas nas melodias. Lucas Jório acredita que suas canções são bem sucedidas na medida em que buscam ao mesmo tempo agradar e surpreender o ouvinte, e por isso suas composições trazem caminhos harmônicos e melódicos simples, mas com ritmos e entonações próprios. A composição das letras tem como critério a utilização de palavras e expressões coloquiais, que comuniquem de forma clara uma situação ou estado de espírito.

As 10 canções do álbum “Incerto” foram gravadas no Estúdio Elétrico, em Belo Horizonte, entre 2011 e 2012. O álbum foi produzido e arranjado em parceria com o músico Marcelinho Guerra. A arte foi elaborada por Lucas e por Cassiano Rabelo.

O título do álbum já estava definido, “Incerto”, e a capa deveria trazer uma imagem que remetesse a “incerteza”. Lucas gosta de gatos e reconhece que ele é um animal “incerto”, próximo mas ao mesmo tempo distante de nós, doméstico mas mais selvagem do que os cães. E estar em cima do muro também remete a incerteza. O trabalho do encarte também remete a essa ideia.

As referências musicais de Lucas Jório são variadas dentro da produção nacional e internacional desde os anos 1960. Da música brasileira destaco Gilberto Gil, Beto Guedes, Lô Borges, Milton Nascimento, Belchior, Ivan Lins, Roberto Carlos, Raul Seixas, e outros. As bandas dos anos 1980 em diante, principalmente Paralamas do Sucesso, Titãs, Legião Urbana. Mais recentes, Marisa Monte, Seu Jorge, Criolo.

Tenho também referências internacionais importantes desde as bandas dos anos 1960, Beatles (juntos e separados), Pink Floyd, sempre gostei muito do Queen, do Paul Simon, e dos artistas pop também, Michael Jackson, George Michael, e as bandas de 1980 pra cá, U2, Radiohead, Strokes, Travis, Maroon 5, e outros. Ultimamente ando mais ligado aos sons africanos e curtinho uma cantora de Cabo Verde chamada Mayra Andrade.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 - Incerto
02 - Até Mais
03 - Feliz da Vida
04 - Insônia
05 - Tem Que Ter
06 - Minha Vez
07 - Logo Depois
08 - Brincadeira
09 - Mesmo Assim
10 - Nunca Quis

Todas as músicas por Lucas Jório 

Ricardo Koctus - Samba Bossa Rock n Roll (2013)

Há dez anos, Ricardo Koctus, baixista do Pato Fu, tem o desejo de gravar repertório autoral inspirado nas nuances da música brasileira. Entre elas, a bossa nova. Muito antes de sua companheira de banda Fernanda Takai lançar os dois CDs nos quais flerta com o estilo, o músico pretendia fazer seu primeiro projeto solo privilegiando harmonias elaboradas e acordes dissonantes, segundo ele, "Koctus" (2008) só não seguiu essa linha a pedido do produtor Carlos Eduardo Miranda.

"A Fernanda tinha acabado de lançar o disco com músicas da Nara Leão ("Onde Brilhem os Olhos Seus", 2007) e o Miranda me convenceu de que seria melhor fazer algo na linha pop", conta Koctus. Foi sua esposa, Ana Luíza Branco, que o incentivou a retomar a ideia original. O CD tem produção de Gerson Barral e nele o baixista resgata músicas que estavam na gaveta e registra outras compostas recentemente.

Para Koctus, não há temor em fazer um CD como esse. Ele diz que as comparações com o Pato Fu podem aparecer, mas está preparado. "Eu acho que estava na hora de mostrar uma faceta diferente, porque eu sou integrante de um grupo do qual muita gente acha que é só influenciado pela música gringa". Mas ele não nega que pode navegar nas águas já desbravadas por Takai em seus projetos paralelos. "É claro que eu gostaria de ter a mesma penetração em rádios que ela teve, mas estou mais preocupado em fazer o CD do que em sua repercussão".

"Samba Bossa Rock n Roll" também deve ser lançado no Japão, mercado no qual a música brasileira repercute bem e o trabalho de Koctus também. "Não só os CDs do Pato Fu, mas o meu primeiro solo, conseguiu espaço no mercado de lá", conta o baixista.
*por RENATO VIEIRA

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Samba Bossa Rock n Roll - Ricardo Koctus
02 - Juntos Um Só - Ricardo Koctus
03 - Pluma - Ricardo Koctus
04 - Se Você Quiser - Ricardo Koctus e Valéria Tafuri
05 - Eu Quando Vi Você Ana - Ricardo Koctus
06 - Por Isto - Eduardo Lima e Ricardo Koctus
07 - Amor de Girassol - Ricardo Koctus e Valéria Tafuri
08 - Amor Sincero - Ricardo Koctus
09 - Maria - Ricardo Koctus
10 - Sambadinho - Ricardo Koctus e Luana Duarte
11 - O Salvador - Ricardo Koctus
12 - Eu Fico Só - Ricardo Koctus e Sândalo Bessa

Itamar Brant - A Superfície da Palavra (2013)

Nascido em Belo Horizonte, Itamar Brant estudou musica nas Escolas Musica de Minas e Acorde nos anos oitenta. Em seguida, já nos anos noventa, continuou seus estudos em Paris, na Escola Ephen e com o professor Pedro Paulo Castro Neves com quem iniciou aulas de canto. De volta a Belo Horizonte em 1994, passou a se apresentar em bares e casas de show da cidade. Prosseguiu as aulas de canto na Escola Babaya, depois com Mary Harmendani e atualmente com Neide Ziviane.

Em seu trabalho, notam-se as influências musicais de Itamar, que faz com que o samba, o xote e a bossa nova dialoguem com o blues, o reggae e o funk.
Em 2004 lança seu primeiro CD intitulado “Perímetro Cefálico”, trabalho com onze músicas de sua autoria, três delas com o parceiro Renato Diniz, e uma regravação de um antigo samba de Kid Pepe (parceiro de Noel Rosa) e Zé Pretinho chamado “Tenho raiva de quem sabe”.

Atualmente, Itamar Brant lança o seu segundo CD titulado “A Superfície da Palavra”, com produção musical de Robertinho Brant, Tattá Spalla e do próprio Itamar Brant.

Este trabalho conta com composições inéditas de Itamar Brant, algumas em parceria com os letristas Renato Diniz e Adriana Santáguita. Participam deste trabalho músicos como Toninho Horta, Chico Amaral, Célio Balona, Gabriel Guedes, o grupo vocal da comunidade do Alto Vera Cruz “Meninas de Sinhá”, as cantoras mineiras Carla Villar e Marina Machado e a carioca Silvia Machete, o violinista austríaco Rud Berger, o grupo de percussão borTam, dentre outros músicos de renome.

Preço – R$20,00

Faixas
01 – De volta pro Campo – Itamar Brant
02 – Lua Companheira - Itamar Brant
03 – Toda Maneira - Itamar Brant
04 – Mamãe Merece – Billie Holiday e Arthur Herzog / versão Augusto de campos e Rogério Duarte
05 – A Princesa e o Plebeu - Itamar Brant
06 – A Estação Errada - Itamar Brant e Renato Diniz
07 – Bem Longe de Mim - Itamar Brant e Adriana Santáguita
08 – A Mulher Imã - Itamar Brant
09 – Menina do Cabelo Trançado - Itamar Brant
10 – A Superfície da Palavra - Itamar Brant e Renato Diniz
11 – Depois que a Terra Girar - Itamar Brant
12 – Librina - Itamar Brant

quinta-feira, 13 de março de 2014

Lílian Nunes – Lílian Nunes (2014)

O currículo de Lílian Nunes não deixa dúvidas: a mineira cresceu em meio à música e, nela, se encontrou. Cantora, locutora e produtora, fez do palco a sua casa; do estúdio, o seu quintal; e de sua voz, sua vida. Agora, ela prepara as malas para voltar à estrada com um novo trabalho, “Lílian Nunes”, uma homenagem à bagagem musical que adquiriu e pela qual tomou gosto ao longo da carreira.

O álbum – o segundo de Lílian – é composto por obras de grandes nomes da música brasileira, como Cartola, Caetano Veloso, Gonzaguinha e Herbert Vianna. Algumas são mais conhecidas ao grande público, outras, nem tanto. Mas, em cada uma, a cantora deixou a sua marca, e não somente por meio de sua voz e interpretação, delicada na medida certa e firme quando precisa ser.

Ao lado do produtor e guitarrista Cláudio Moraleida, seu companheiro na banda Zeeper, Lílian reconstruiu com cuidado as dez faixas. O resultado são releituras atuais e de muito bom gosto, carregadas de um toque pessoal que dão aos arranjos um ar de material próprio.

Sustentado por arranjos leves e delicados, instrumentos acústicos, voz eficiente e em sintonia com cada canção, o novo trabalho de Lílian Nunes é um “disco pra arrumar a casa enquanto se escuta”, na definição de Moraleida.

Para começar, a bela e pouco conhecida “A Palavra Certa” (George Israel, Herbert Vianna e Paula Toller), sustentada por violões com afinação aberta e baixo pedal. Na sequência, a maior transgressão: transformar “Acontece” (Cartola) num tema pop, com pegada contemporânea. “Alguém Cantando” (Caetano) deixa o jeito quase ritualístico da versão do autor para ganhar substância, temperada pelo acordeom de Christiano Caldas.

“Quero” (Thomas Roth), um pop de tocar no rádio, soa jazzy e “Virgem” (Marina Lima, Antônio Cícero) ganha cordas que realçam sua beleza clássica. Já “Caminhos do Coração” (Gonzaguinha) lembra sol, vento e praia na nova versão, a la Beach Boys e Beatles. O toque Stoniano do arranjo de “Vale Quanto Pesa” (Luiz Melodia) afasta o DNA soul/latino das gravações conhecidas, temperada com uma vinheta Dixieland.
Clássico moderno, “Coração na Boca” (Zélia Duncan, Lucina) é um hit mais familiar. O contrário da pouco conhecida “Foi no Mês Que Vem”, obra prima de Vitor Ramil, tratada como o standard que deveria ser.

Para encerrar, “Lamento Sertanejo” (Gilberto Gil) perde o sotaque nordestino e vira um charmoso choro canção.

Preço – R$20,00

Faixas
01 – A Palavra Certa - George Israel, Herbert Vianna e Paula Toller
02 – Acontece - Cartola
03 – Alguém Cantando – Caetano Veloso
04 – Quero - Thomas Roth
05 – Virgem - Marina Lima e Antônio Cícero
06 – Caminhos do Coração - Gonzaguinha
07 – Vale Quanto Pesa - Luiz Melodia
08 – Coração na Boca - Zélia Duncan e Lucina
09 – Foi no Mês Que Vem - Vitor Ramil
10 – Lamento Sertanejo – Gilberto Gil e Dominguinhos

sexta-feira, 7 de março de 2014

TremBemDitos - O Mistério Mineral (2013)

Rock e poesia sempre andaram juntos. Essa união influenciou a banda TremBemDitos a produzir um trabalho que visa proporcionar uma nova experiência com o álbum de rock. Mais do que um encarte com as letras das músicas, o disco “O Mistério Mineral”, vem acompanhado de um livreto composto por poesias e artes plásticas.

O álbum, produzido através de financiamento coletivo pelo site Catarse, foi lançado em novembro de 2013 com shows na “Funarte MG”, no “Bordello” e no "Clube Mineiro da Cachaça”.
Durante o processo de gravação do álbum “O Mistério Mineral”, em 2013, os TremBemDitos tocaram, pelo festival “Grito Rock”, nas cidades de Santana do Paraíso/MG e Santa Luzia/MG, além de participar com show e entrevista no programa Espaço Cult da PUC TV. A banda marcou presença também em eventos culturais de Belo Horizonte, como o “Rock Periférico” no Centro Cultural São Bernardo, o “VII Rato and Roll” no bairro São Tomas e no evento “A Ocupação” que ocorreu no Corredor Cultural da Praça da Estação.

A banda lançou seu primeiro disco em de 2011. O E.P TremBemDitos, é uma demonstração da variedade sonora que sintetiza o estilo da banda. São rocks com momentos dançantes, pesados e experimentais. Acompanhando a produção do EP, a banda filmou um videoclipe para a música Benedito, fazendo o lançamento de ambos em uma apresentação na “Casinha, Espaço Cultural”, seguida de shows no bar “Garage d´Casa” e no “Clube Mineiro da Cachaça".

A banda ampliou seus shows e atividades no ano de 2012, viajando para tocar no Carnaval em Milho Verde/MG, se apresentando em casas tradicionais de Belo Horizonte e participando de festivais no “Stonehenge Rock Bar” e "A obra". Os TremBemDitos foram registrados também em vídeo pelo canal virtual "Tv Gambiarra" e com a gravação do show realizado na plataforma Estação Central do metrô de Belo Horizonte, durante o evento “Quarta Cultural" organizado pela CBTU.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 - O Meio - TremBemDitos
02 - Mineiro - TremBemDitos
03 - Rock das Tantas - TremBemDitos
04 - A Viagem (De Um Lugar Comum Ao Eu Interior) - TremBemDitos e Marin Gonzaga
05 - Caso Raro - TremBem Ditos
06 - Benzinho III - TremBemDitos e Guilherme Garcia
07 - O Mistério Mineral - TremBemDitos 

quinta-feira, 6 de março de 2014

Nádia Campos – Cantigas de Beira Rio (2014)

Nádia Campos canta desde os seis anos, é um canto sem fronteiras em consequência do seu espírito andarilho. Nasceu em Minas Gerais. Ama a natureza e canta a luta pela sobrevivência do que é puro e essencial. O gosto pelo simples e pelas culturas tradicionais levou-a a enveredar-se pelos caminhos das raízes brasileiras e latino americanas. Aos nove anos de idade, participou da gravação do disco “Enrola Bola” do músico Rubinho do Vale.

Participou de festivais estudantis, de encontros de música. Estudou na Fundação de Educação Artística em Belo Horizonte com o professor Eládio Pérez González. Participou da gravação e do lançamento do CD “Andejo” de Joacir Ornelas e do CD ”Cantilenas de Jardim” de Fernando Guimarães. Gravou no disco “Jardim de Todos” poemas musicados de Carlos Rodrigues Brandão. Participou da gravação do disco “Umumakaia”, Espírito do Vento” de Sotero Sol. Acompanhou e registrou congadas, marujadas, batuques, cantadores e cantadeiras em Minas Gerais. Realizou oficinas e apresentações para mais de 500 crianças no país.

Percorreu a Argentina e o Chile em 2007, 2008 e 2009, pesquisando ritmos, cantos, instrumentos e tradições. Em 2008, gravou seu primeiro disco “Por que Cantamos”, inspirado no poema do poeta uruguaio Mario Benedetti, com participação do menestrel Dércio Marques e do Maestro Chico Moreira. Participou do Encontro Vozes de Mestres em Ouro Branco em julho de 2009, se apresentando junto com os mestres Dércio Marques e João Bá. No mesmo ano participou do Encontro Nacional de Violeiros e Violeiras do MST em Ribeirão Preto. Se apresentou em Santiago do Chile em julho de 2010. Realizou entrevistas e apresentações em meios de comunicação como a Radio Universidade de Santiago, Universidade de Chile no programa Encuentro con Brasil, TV Minas, TV UFOP.  Em julho de 2012 participou do show “Arreuni” no Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros ao lado de outros cantadores e violeiros em homenagem à Dércio Marques.

Realizou apresentações na Praça da Cidadania na Feira da Paz de Betim em diversas edições. Se apresentou na Virada Comum em Belo Horizonte. Elaborou e apresentou no cineteatro Glória da Colônia Santa Isabel um Auto de Natal com 40 jovens e crianças do projeto INCAS em Betim. Participou junto com Déa Trancoso e Paula Piu no projeto “Mulheres que Dizem o Som” no teatro de bolso do SESC Paladium em Belo Horizonte. Se apresentou também no Encontro dos Povos do Espinhaço de 2013. Participou de gravações e composições do dico “João Bá 80 anos” de seu mestre e parceiro João Bá que também dirigi seu disco independente que será brevemente lançado: “Cantigas de Beira Rio”.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Gerais (Turmalina do Jequitinhonha) - João Bá e Lone Seiva
02 - Pirapora do São Francisco - João Bá, Nádia Campos e Joaci Ornelas
03 - Abrolhos - João Bá
04 - Flores do Vale - João Bá e Dércio Marques
05 - Lavadeiras do Jequitinhonha - João Bá, Nádia Campos e Joaquim Celso Freire
06 - Borda da Mata - João Bá e Nádia Campos
07 - Constelação de Manaus - João Bá, Nádia Campos e Fernando Guimarães
08 - Miren Cómo Corre El Agua - Folclore chileno registrado por Violeta Parra
09 - Cantiga do Paraibuna - Eduardo Rennó e Daniel Almeida
10 - Caminho das Águas - Josino Medina e Frei Chico
11 - Passariquinha - Domínio Público

Liz Valente - Pipa Amarela (2014)

Recentemente a mineira Liz Valente lançou seu primeiro CD, o “Pipa Amarela”, um trabalho que tem recebido elogios de muita gente boa. Como grande admirador dos artistas mineiros, especialmente daqueles ligados ao Clube da Esquina, me deliciei com este trabalho.

Liz não somente tem essa linguagem, como sabiamente convidou com uma equipe que conhece e divulga esse som.

Tive o privilégio de apresentar o “Pipa Amarela” no programa Toque Musical da Rádio IPB, através do gentil convite do amigo Artur Mendes.

*por Carlinhos Veiga

Preço – R$20,00

Faixas:
01 -  Porta Aberta - Liz Valente
02 - Dois - Liz Valente
03 - Pipa Amarela - Liz Valente e Lucas Rolim
04 - Vento Vai - Liz Valente e Zilbinho de Paula
05 - Primavera - Liz Valente e Gladir Cabral
06 - Contos da Lua Vaga - Beto Guedes e Márcio Borges
07 - boa Ventura (Voar) - Liz Valente
08 - Duas Pernas - Liz Valente
09 - Casa Pequena - Liz Valente
10 - Deixe Que Eu Vá - Liz Valente
11 - Simbora - Liz Valente
12 - Último Abraço - Liz Valente

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

André Salomão - Lançado Ao Mar (Ao Vivo)/DVD - 2008

LANÇADO AO MAR – AO VIVO é a primeira produção audiovisual do compositor e intérprete ANDRÉ SALOMÃO. O título remete às mensagens lançadas dentro de garrafas para que alcançassem outras pessoas, ligadas pelo mesmo oceano. Canções e mensagens, música e oceano.
O DVD foi gravado em setembro de 2008 no Teatro Experimental de Uberaba (TEU), durante um espetáculo realizado pelo SESC-MG. É composto por 17 canções autorais inéditas, executadas na formação de violão, voz, baixo e bateria.

O clima aconchegante e intimista do pequeno teatro, aliado ao cenário artesanal, compõem um ambiente de cumplicidade e intimidade entre artistas e público. Palco perfeito para as letras que falam de amores, reflexões e sonhos.

Musicalmente, a obra passeia por vários ritmos do mundo e traz melodias embalantes e assoviáveis.

Preço – R$30,00

Faixas:
01 - Lusco-Fusco
02 - Prazeres Risonhos
03 - Nossos Desejos
04 - Natural
05 - Broto
06 - Pé de Tudo
07 - Mãe Guia
08 - Mana Minha
09 - Acalanto nº 7
10 - A Flor de Um Lar
11 - Rica Vida Simples
12 - Deserto do Ser
13 - A Busca
14 - Marcado
15 - O Nó da Minha Vó
16 - Magia
17 - Disritmado

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Kátya Teixeira e Luiz Salgado – 2 Mares (2013)

Tem um rastro luminoso marcado na estrada. Tem um gesto gravado entre o centro da cidade de São Paulo e o interior do cerrado mineiro. Isto aconteceu porque duas aves cantadeiras resolveram se encontrar. E são daqueles encontros que depois de acontecidos nos dão a impressão de que sempre existiram. Os dois são meus parceiros de composição, e por isso, descrevo o gesto entre estes dois pássaros de asas inteiramente abertas. Um rastro deixado em forma de canção.

Eles traçam outra linha entre a nossa Terra de Santa Cruz e a Península Ibérica através da lembrança dos encontros musicais impregnados em nossa alma.
Esse sentimento de pura arte resultou em novas canções que celebram apenas a beleza. Elas trazem as expressões mais profundas do ser humano.

Pairam acima das guerras. Insistem em falar de bonitezas. Seguem adiante com os cortejos que atravessam as dores e transformam tudo em cânticos amorosos.
O CD 2 mares será naturalmente delicioso e emocionante. Kátya Teixeira e Luiz Salgado juntos: cantando, tocando e compondo!

Ouviremos cantorias como As Sete Mulheres do Minho (tema tradicional português musicado por Zeca Afonso) e Meu São Gonçalo (composição dos dois artistas) como se estivéssemos num barco que um dia foi caravela e amanhã será flor em forma de dança e música.

Enquanto isso as ondas destes dois mares vão escrevendo sobre nossos eternos desejos de encontros.
Encontros marcados à luz e poesia.
por Consuelo de Paula (cantora e compositora)

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Asas do Mar (Texto de Consuelo de Paula)
Dois Mares - Consuelo de Paula, Luiz Salgado e Katya Teixeira
02 - Nossa Senhora da Guia - Cacuriá Dona Teté
03 - Tema Incidental Duas Ventarolas - (Tema Tradic. umbanda - DP)
04 - Meu São Gonçalinho - Luiz Salgado e Kátya Teixeira
05 - São Gonçalo do Brasil - O Santo Que Mudou de Vida - Paulo Nunes e Kátya Teixeira
06 - Tema Incidental Eu Subi Lá No Alto do Tempo - (Tema Tradicional Índios Xocó/SE)
07 - Vinde Meninas (Tema religioso tradicional Canto de Coroação de Maria - DP) - Cantadeiras do Souza - Jequitibá - MG
08 - Alegria da Criação (trecho) - José Afonso
Tema Incidental Canto do Iaraí - Tema tradicional português - Catarina Chitas
09 - As Sete Mulheres do Minho (Tema tradicional português musicado por José Afonso)
10 - Tia Luzia, Tio José - Pinduca e João/A Dança do Carimbó - Pinduca e Rui Guilherme
11 - Mineira (Chula baiana - Dona Ivonete - DP BA) Adapt. Kátya Teixeira - Tema incidental Grupo de Seu Nino Preto
12 - pena de Colibri - Luiz Salgado
13 - Tema Incidental - Sete Mulheres
14 - Deusa da Lua - (Reisado Alagoano - Mestra Virgínia - DP AL)
15 - Folia de Reis (Folia de Reis - DP MG) - Adapt. Luiz Salgado/Tema Incidental Novena com Pai Nosso Cantado - Folia de Reis da Colônia Agrícola - Patos de Minas/MG
16 - Grândola, Vila Morena - José Afonso/Tava Durumindo (Jongo - DP região sudeste)    

Lysia Condé (2014)

Radicada em Natal desde 2007, a cantora mineira Lysia Condé apresenta em seu disco de estreia, que traz seu nome no título, influências de sua vivência musical ligada muito fortemente a artistas mineiros e de sua vivência no ambiente interiorano de Minas Gerais, reconhecidas tanto na escolha do repertório, quanto na interpretação das onze faixas que integram o álbum. Tal repertório, escolhido a partir de composições de artistas menos conhecidos do grande público, inclui três músicas de compositores potiguares, resultado da colaboração de artistas da cena musical onde a cantora atua.

Composições, em sua maioria, que têm o “amor” como tema e conferem uma atmosfera romântica ao trabalho, perceptível também nas fotos e cenário escolhidos para o ensaio que ilustra a capa e o encarte. “Contrato de Separação’, de autoria de Dominguinhos e Anastácia, talvez seja a mais contundente dentre todas, para a qual foi criado arranjo que ressalta a dramaticidade do texto. A intérprete trouxe para o disco duas composições do final do século XIX, “Flor Amorosa” e “Corta-Jaca’, sendo que a última ligada às memórias afetivas da artista, já que figurava como uma das músicas prediletas cantadas pela avó materna. Da mesma forma “A Lua Girou” remete à memória das paisagens e sonoridades vivenciadas no lugar de origem.  Ressalta-se também, a participação do compositor Miltinho (MPB4), cantando com Lysia “Enigma”, de autoria dele e Magro.

Produzido e arranjado pelo músico potiguar Sérgio Farias e com participação de músicos de Natal, o disco apresenta sonoridade delicada, tendo os arranjos sido concebidos de forma a valorizar a poesia e expressividade das canções e o timbre doce e suave da cantora. A formação instrumental do disco, gravado de forma acústica e quase todo ao vivo, se assemelha ao formato de música de câmara, com dois violões, baixo acústico e percussão, além de participações de flauta, acordeom, bandolim e bateria.

Preço – R$25,00

Faixas
01 - A Lua Girou (Tradição Oral Brasileira)
02 - A Vida do Rio (Simone Guimarães e Virgínia Amaral)
03 - Corta-Jaca (Chiquinha Gonzaga e Machado Careca)
04 - Enigma (Miltinho e Magro)
05 - Ana Bandolim (Tico da Costa)
06 - Flor Amorosa (Catullo da Paixão Cearense e Joaquim A. Callado)
07 - Contrato de Separação (Dominguinhos e Anastácia)
08 - Primeiro Olhar (Sérgio Farias e Cristina Saraiva)
09 - Duerme Negrito (Tradição Oral Venezuelana / Colombiana)
10 - É Brincadeira (Carlos Newton Júnior e João Salinas)
11 - Mais de Um (Eduardo Gudin e Cacaso)