terça-feira, 15 de julho de 2014

São Doidão - Os Devotos de São Doidão (2013)

 
"São Doidão" canta clássicos da MPB e combate o preconceito à loucura

No palco, luzes, movimento e oito vozes ensaiadas cantam clássicos da MPB em releituras ousadas. Por trás de refrões e melodias, histórias de sofrimento mental que encontraram na arte uma ponte para vencer o a doença e o preconceito.

O grupo São Doidão, formado por Andrea Dario, Janice Teixeira, Joao Paulo, Ricardo Rodrigues, Suzane D’Avila e Wander Lopes, pacientes que se conheceram numa oficina de música do Cersam (Centro de Referência em Saúde Mental) do bairro São Paulo, região nordeste de BH. Chico Buarque, Tim Maia, Vinícius de Morais e João do Vale são alguns dos cantores e compositores que recebem interpretações do São Doidão. No disco há ainda composições de José Anacleto Teixeira, paciente do centro.

O maestro e violinista Helvécio Viana, que fundou o grupo em 2006, explica que o trabalho nas oficinas de música impulsionou o tratamento dos pacientes.

— Muitos não tocavam um instrumento há anos, e as oficinas de canto e coral proporcionaram isso. A arte tem um viés terapêutico, e a gente tem avaliado que há uma melhora na socialização e no campo emocional. Há diversidade no universo da loucura.

As canções ajudam os pacientes-cantores a desafiar o preconceito. 

— Há um desconhecimento sobre o universo da loucura que gera o preconceito. Mas hoje esse tema tem sido mais abordado, e todo mundo conhece um caso na família ou de amigos com problemas de saúde mental. A perspectiva é de inclusão, de vivência cidadã.

O grupo recebeu, em 2009, o prêmio "Diversidade pela Loucura", do Ministério da Cultura e da Fiocruz.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Tanto Mar – Chico Buarque
02 – Lamentos – Pixinguinha e Vinícius de Moraes
03 – Partido Alto – Chico Buarque
04 – Canto do Peru – José Anacleto Teixeira
05 – Coronel Antonio Bento – Luiz Wanderley e João do Vale
06 – Amor de Favela – José Anacleto Teixeira
07 – São Doidão – helvécio Viana, Paulo Tolentino e Wander Lopes

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Kadu Vianna – Querendo Chegar (2011)

 
O novo disco é o terceiro da carreira do artista e mostra um trabalho mais amadurecido, tanto nas composições e arranjos quanto na interpretação. Produzido por César Santos, Arthur Rezende e pelo próprio Kadu, Querendo Chegar tem uma áurea pop acentuada, mas que mantém, como é a marca registrada do artista, um diálogo constante com outras vertentes, como o jazz e a MPB. “Não se trata de uma ruptura propriamente dita, mas, sem dúvida, esse trabalho sinaliza uma evolução artística na minha trajetória”, explica ele.

Compositor de 11 das 12 faixas do álbum, Kadu escolheu o “amor” como tema central do álbum. Seja ele vivenciado entre amantes ou entre pais e filhos, seja ele feito de encontros ou desencontros, alegrias ou tristezas, o amor aqui é sempre revelação e redenção. Como compositor e intérprete de sua geração, a releitura de Kadu dessas assunto incontáveis vezes cantado é contemporânea e urbana. Simples sem ser simplório e profundo sem ser hermético.

Impregnadas das vivências do artista e de suas percepções de mundo, as composições dizem de histórias que, reais ou fictícias, têm como fonte de inspiração o cotidiano. A faixa que dá nome ao disco, escrita durante o auge da última crise mundial, contrapõe a situação-limite global à harmonia pessoal de um casal que espera pela chegada de sua primeira filha.

Esse casal é Kadu e sua mulher Luciana. A ela é também dedicada a faixa cinco, que leva seu nome. “Foi um presente para essa pessoa que está ao meu lado desde o primeiro trabalho”, diz ele. A vida familiar ainda é retratada na lindíssima “Welcome Manuela”, onde Kadu dá as boas vindas à filha. A música em inglês é fruto das referências norte-americanas do artista – como Paul McCartney, Prince, Jamie Cullum e John Mayer – e de seu fascínio pela língua. Em inglês também são a otimista “Your Road” e a swingada “Your Eyes”.

A parceria de longa data com Magno Mello permanece com “Deixa o Amor Levar”, escrita há mais tempo e nunca gravada. Outro parceiro constante, Leo Minax é compositor da música em espanhol e português, “Rojo Y Blanco”, e co-compositor de “Outra Vez”. Querendo Chegar também inaugura a parceira de Kadu com a compositora Fernanda Mello na dançante “Imperfeito”. O CD traz também “Vila Bueno”, sobre os romances virtuais, “Só um dia”, que tornou-se a música-guia da sonoridade de todo o álbum, e o “Sol já Saiu”, que conta a história de uma paixão não concretizada.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Querendo Chegar – Kadu Vianna
02 – Deixa o Amor Levar – Kadu Vianna e Magno Mello
03 – Your Road – Kadu Vianna
04 – Vila Bueno – Kadu Vianna
05 – Luciana – Kadu Vianna
06 – Your Eyes – Kadu Vianna
07 – Só Um Dia – Kadu Vianna
08 – O Sol já Saiu – Kadu Vianna
09 – Rojo y Blanco – Leo Minax
10 – Imperfeito – Kadu Vianna e Fernanda Mello
11 – Outra Vez – Kadu Vianna
12 – Welcome Manuela – Kadu Vianna

Kadu Vianna – Dentro (2007)

 
“Dentro”, chega ao mercado com sonoridade límpida e moderna. Os arranjos são muito bem elaborados, ricos em detalhes percebidos na primeira audição ou naqueles só encontrados após longas degustações. Gravado e mixado em estúdios no Rio, Curitiba, Belo Horizonte e masterizado no Sterling Sound, em New York, a sonoridade faz ressaltar todas as nuances de cada um dos instrumentos, sem deixar de manter em primeiro plano a voz, que reflete a maturidade e personalidade do artista.

A banda base se mantém intacta ao longo de todo o disco, sendo formada por Arthur Rezende na bateria, Aloízio Horta no contra baixo e Kadu Vianna nas guitarras, violões, vozes e programações. Colorindo a sonoridade límpida desse ‘power trio’, as participações especiais dos pianistas Flávio Henrique e Jeff Sabag, e ainda de Leo Minax, cantando e tocando um swingado violão na versão em espanhol da música “Frio”.

Um dos grandes momentos do disco é a junção dos timbres vocais de Milton Nascimento e Marina Machado ao do próprio Kadu. Interpretando “Miragem”, as três vozes se fundem perfeitamente, levando o ouvinte a atingir novas atmosferas. A amizade com Bituca surgiu após Kadu gravar “Nada será como antes” em seu disco de estréia. O disco chegou às mãos de Bituca, que ficou encantando com o arranjo  e a nova interpretação do jovem músico. Em uma de suas vindas à capital mineira, Bituca esteve na platéia de um show de Kadu, e após uma série de encontros informais e o descobrimento de muitas afinidades musicais, a relação foi se intensificando e resultou nessa empolgante participação.

Ao contrário do primeiro disco, em que Kadu Vianna se lança principalmente como intérprete cantor, em “Dentro”, o artista desvenda sua pluralidade musical. Produz, arranja, toca e canta, além de ser compositor de 10, das 11 faixas. Seus parceiros Magno Mello, Pedro Morais, Leo Minax, Murilo Antunes e Ricardo Nazar emprestam sua inspiração e sensibilidade agregando ainda mais musicalidade ao trabalho. A releitura de “Pedras Rolando”, de Beto Guedes e Ronaldo Bastos, deixa nítida a ligação com os mestres do Clube da Esquina, movimento que o influencia ainda nos dias de hoje.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Frio – Kadu Vianna e Leo Minax
02 – Futuro em Flor – Kadu Vianna e Murilo Antunes
03 – E o que for, Já é – Kadu Vianna, Magno Mello e Pedro Morais
04 – O Fim do Fim – Kadu Vianna e Leo Minax
05 – Intro
06 – Faisca na Medula – Kadu Vianna e Murilo Antunes
07 – Difícil Não se Apaixonar – Kadu Vianna e Ricardo Nazar
08 – Pouco Tempo – Kadu Vianna
09 – Irremediável – Kadu Vianna e Magno Mello
10 – Miragem – Kadu Vianna e Magno Mello
11 – Pedras Rolando – Beto Guedes e Ronaldo Bastos
12 – Amar Faz Calor – Kadu Vianna e Leo Minax
Frio (Bonus Track)

Duzão Mortimer – Trip Lunar (2014)

Uma trip musical
por Marcelo Dolabela
Há, na história recente da música brasileira, uma geração, ainda não estudada, que, erroneamente, é considerada “perdida”. Uma geração que surgiu e teve seu primeiro momento entre meados da década de 1970 e os descaminhos da Era-Collor.

Pós-Tropicalista, pós-Clube da Esquina, paralela e, às vezes, confundida com o Rock Brasil’80 e as vanguardas capitaneadas pela Lira Paulistana, e pré-massificação do canto de cisne da Era do Vinil (Neo-Sertanejo, Axé-Music, Pagode e outros subgêneros), esta geração, grosso modo, foi uma tradução da geração “College” – depois “Indie” – da música pop norte-americana.
Isto é, formada, quase que na sua maioria, por jovens universitários, bem informados e sem pretensões de profissionalização artística, fez a música que queria, acreditava e curtia, sem os mandos e desmandos da indústria pop-fonográfica.

Eduardo Fleury Mortimer, o “Duzão”, é um dos bons exemplos desta geração. De militante nas lutas do movimento estudantil contra a ditadura militar a professor universitário, trama sua música nas brechas, nas frestas e nos insights de sua produção acadêmica.
Dois discos em 25 anos – um LP, em 1988, com O Grande Ah!, e um CD,  com o grupo Mariantivel, de 1997 – parecem pouco. Não estabelecem, dentro dos padrões da indústria, uma discografia. Mas é aí que a obra se faz mais presente e vital.

Esta geração tem uma característica singular: não lança discos “de carreira”, lança “songbooks”, discos que fazem o “clique” que o poeta João Cabral de Melo Neto dizia ouvir quando um texto / obra estava pronto.

O que estabelece não um movimento, mas um momento que vai além de um determinado período. Assim, se antes, o grande parceiro musical de Duzão era Marcos Pimenta; hoje, a viagem continua, com uma segunda geração, tendo, como músicos, os filhos: Lucas e Ivan Mortimer, de Duzão, e Rafael Pimenta, de Marquinhos, que fazem a indústria sonora – guitarra, contrabaixo e bateria –, com maestria e inventividade.

Se o LP foi um álbum-performance, principalmente pelas participações dos vocalistas Letícia Coura e Rodrigo Rocha; se o CD foi um álbum-instrumental; este Trip Lunar é um verdadeiro álbum-canção. Onde, arranjos, instrumentais, vozes e produção concorrem para realçar melodias que sobrevivem no violão.

Mais do que parceiro de algumas faixas, sou testemunho deste repertório. Vi, ouvi e vivi estas canções sendo compostas, ensaiadas e estabelecidas. Em shows e eventos no memorável DCE-UFMG-Cultural e no festival WoodIcex. É mais do que positivo ver que algumas músicas, com o passar dos anos, são como livros que param em pé na estante, que tomam o ouvido de assalto com um frescor e rumor dos dias atuais. Músicas que reafirmam que esta geração “não (se) repete, apesar do bis”, como diria Marcel Duchamp. Que só vem à tona para mostrar novos combustíveis e novíssimas labaredas.

Preço – R$20,00

Faixas
01 – Trip Lunar – Duzão e Marcelo Dolabela
02 – Cidade Luz - Duzão e Marcelo Dolabela
03 – Claro Feitiço - Duzão e Marcelo Dolabela
04 – Fogo Nu – Duzão
05 – Coração Menino – Duzão, Marcelo Dolabela e Marcos Pimenta
06 – Não - Duzão e Marcelo Dolabela
07 – Muita Alegria - Duzão e Marcelo Dolabela
08 – Quem Inventou? - Duzão e Marcelo Dolabela
09 – Bacia de Latão - Duzão e Marcelo Dolabela
10 - Ponto de Mutação – Duzão

João Pires – Caminhar (2013)

 
“Caminhar é partir de um ponto, iniciar um movimento e seguir. Continuar é atravessar pontes, tropeçar em pedras, subir e descer ladeiras, sonhar o impossível. Ouvir o mar… útero do universo. Transformar a poeira em vida, em poeira, a vida. Viajemos então, desequilibrados como palhaços numa corda bamba, desejosos de pôr do sol e fé. Quem se deixa levar pelo vento, sabe. Alguns carregam a arte na alma. negra, mulata, branca, moura, flamenca, portuguesa, africana, brasileira, instante, infinita, violão. E por que não, tudo isso João?”
por Brisa Marques

Preço – R$25,00

Faixas
01 - A Barca (João Pires)
02 - Batuku I ( João Pires/ Brisa Marques)
03 - Caminhar ( João Pires/ Brisa Marques)
04 - Mazurka (João Pires)
05 - Navega ( João Pires/ Brisa Marques)
06 - Fé (Um Pedaço) ( João Pires/ Hélder Quiroga)
07 - Picadeiro ( João Pires/ Brisa Marques)
08 - Xaile (Fado Valsa) ( João Pires/ Brisa Marques)
09 - Batuku II ( João Pires/ Brisa Marques/José Luis Braga)
10 - Estrela ( João Pires)

Márcio Hallack – Aquelas Canções (2014)

 
Márcio Hallack, pianista, compositor e arranjador de currículo e talento caudalosos, está com disco novo na praça – seu quinto CD próprio, além das dezenas de participações em trabalhos em grupo e de outros músicos. Aquelas Canções é um álbum que abre nova vertente na carreira de Márcio, até aqui marcada por transitar naquela região do espaço & tempo, múltipla, que se costuma chamar ‘Brazilian Jazz’, MPB instrumental ou, como uma vez o crítico Zuza Homem de Mello definiu o trabalho de Hallack, a música que “une a introspecção mineira à liberdade carioca”.

Em seu novo trabalho, Márcio – que por sinal tem formação em música erudita – não só toca seu piano preciso como canta, divide vocais com figurinhas carimbadas e assina as 13 faixas – algumas em parcerias, com destaque para cinco delas compostas com Murilo Antunes, da turma do Clube da Esquina.

O nome do álbum diz tudo – é um disco devotado a canções. Há de sambas rasgados a bossas-novas delicadamente contidas. O CD é um presente aos sentidos e, com certeza, uma reafirmação da sacada de Zuza: há na produção de Hallack uma mineiridade quietamente ruidosa e um bocado de carioquice que não gosta de limites.

Márcio, que soma larga experiência internacional em palcos & estúdios e já tocou com gente da pesada como Hermeto Pascoal, Jacques Morelembaum e Raul de Souza, entre uma penca de outros de igual importância, também em Aquelas Canções se une a músicos de primeira ordem. Estão lá Nivaldo Ornelas, Fernanda Cunha, Robertinho Silva e Toninho Horta, para ficar só em alguns.
Aquelas Canções foi dedicado ao músico Flávio Goulart de Andrade, que participou nas guitarras do álbum. Flávio morreu na época das gravações. Também homenageado foi Geraldo Pereira, na faixa O Rei do Samba, que fez parte da trilha de um documentário sobre o legendário sambista dirigido por José Sette.

Duas vezes vencedor do Prêmio BDMG-Instrumental e já comparado a John Coltrane (pelo crítico musical Jose Domingos Raffaelli), Márcio Hallack reforça a sensação, com seu novo trabalho, de que vem há muito merecendo mais espaço no cercadinho da cultura brasileira. Aquelas Canções é um belo disco que não deve faltar na estante, virtual ou física, de quem sabe reconhecer a melhor música que se cria no País.

Preço – R$25,00

Faixas
01 – Album de Fotografia – Márcio Hallack e Luiz Sergio Henriques
02 – Pescador - Márcio Hallack
03 – Aonde Começa o Rio - Márcio Hallack e Gerraux
04 – Velhos Segredos - Márcio Hallack e Ricardo Barroso
05 – O Rei do Samba - Márcio Hallack e Moacyr Luz
06 – Encantado - Márcio Hallack e Murilo Antunes
07 – Viradouro - Márcio Hallack e Murilo Antunes
08 – Não me Olhe Assim - Márcio Hallack e Murilo Antunes
09 – Almas Viscerais - Márcio Hallack e Gerraux
10 – Chão do Tempo - Márcio Hallack e Kadu Mauad
11 – Era uma Vez - Márcio Hallack e Luiz Sergio do Nascimento Henriques
12 – Lua Inquieta - Márcio Hallack e Murilo Antunes
13 – Um Piano, Um Coração - Márcio Hallack e Rodrigo Barbosa

Coletivo A.N.A. (2014)

 
Um dos primeiros movimentos mineiros de mulheres compositoras na música popular, o Coletivo A.N.A foi criado a partir do desejo de incentivar e revelar a crescente cena de autoras no país. O grupo, criado em 2011 e estabelecido em Belo Horizonte, reúne oito jovens “cantautoras” que realizam shows, mostras e eventos pela cidade e juntas procuram fortalecer suas carreiras. O A.N.A. é formado por Deh Mussulini, Irene Bertachini, Michelle Andreazzi, Leonora Weissmann , Leopoldina,  Laura Lopes, Luana Aires e Luiza Brina. Todas as compositoras atuam intensamente na nova cena de música autoral do estado, são também cantoras, instrumentistas, produtoras, artistas visuais e participam de diversos festivais, discos, grupos e coletivos.

O trabalho reúne canções criadas coletivamente entre as integrantes do A.N.A. e possui também parcerias com outras compositoras da cidade como Déa Trancoso, Jennifer Souza e Brisa Marques. O CD contou com a participação da cantora e compositora paulista Ná Ozzetti. O álbum conta com a direção musical de Rafael Martini, integram o trabalho os músicos Rodrigo Lana, no piano, Natália Mitre, na bateria, percussão e marimbas, Ana Lu Braga, na percussão. O CD possui arranjos de músicos mineiros e cariocas, tais como: Joana Queiroz, Luiza Brina, Thaís Montanari, João Antunes, Aline Gonçalves, Felipe José, Rafael Martini e Leandro César.

Os arranjos do CD “Ana” refletem uma pesquisa sonora das vozes como um elemento rítmico, melódico, se assemelhando em alguns momentos há um instrumento. A voz como instrumento foi o ponto de partida para a criação do CD e dos arranjos, os quais possuem de quatro à oito vozes trazendo a tona um novo colorido a canção popular brasileira. O “Ana” é um CD único por reunir oito vozes marcantes do cenário belorizontino e canções que evidenciam a poética do olhar feminino. O show de lançamento e o CD são marcados pela multiplicidade de linguagens de suas artistas e integram poesia, música e artes visuais.

Preço – R$25,00

Faixas
01 – Ana – Luana Aires, Irene Bertachini, Laura Lopes e Deh Mussulini
02 – Inteira – Leopoldina e Irene Bertachini
03 – Uroboro – Déa Trancoso e Irene Bertachini
04 – Canção pra Mim – Luiza Brina e Leonora Weismann
05 – Parto - Luiza Brina e Michelle Andreazzi
06 – Filho – Luiza Brina, Irene Bertachini, Deh Mussulini e Laura Lopes
07 – Daqui pro Futuro - Deh Mussulini e Laura Lopes
08 – Retiro – Jennifer Souza e Laura Lopes
09 – Sobre que Face? – Luana Aires, Irene Bertachini, Deh Mussulini e Laura Lopes
10 – Oração 5 – Luiza Brina e Brisa Marques
11 – ANA - Luana Aires, Irene Bertachini, Deh Mussulini e Laura Lopes

Warley Henrique – Pra quem Não me Conhece (2014)

 
Um músico especial está lançando o segundo disco: o cavaquinista Warley Henrique. O novo CD se chama 'Pra quem não me conhece' e vai ser lançado nesta terça, com show às 20h30 no Teatro Bradesco. O álbum vem depois de 'Delicado', de 2008, que reunia composições do músico, de Waldyr Azevedo, Paulinho da Viola, Jacó do Bandolim e Dona Ivone Lara – que participou do disco, assim como o baterista Wilson das Neves. O trabalho de estreia rendeu ao artista atenção da crítica, turnê pelo Brasil e indicação como melhor CD instrumental de Minas e ao Prêmio da Música Brasileira na categoria revelação.

“Chegou a hora de apresentar coisas novas”, afirma Warley Henrique. Ele até pensou em dar ao novo disco o título de 'Pra quem não me conhece e pra quem conhece'. “Mas ia ficar muito longo”, reconhece. O nome, conta, se refere ao fato de apostar na inovação, em “outra história artística” para o cavaquinho. Proposta distinta da apresentada no primeiro CD, marcado pela tradição e reverência aos mestres. “Fiz 30 anos e há 15 toco cavaquinho. Não sou mais adolescente, estou começando vida adulta, tudo isso traz outro olhar sobre as coisas e se reflete no que a gente faz”, conta.

“Fiz disco que tem rock, soul, samba, baião, passa por maracatu, congado, bossa nova e termina em jazz”, conta Warley Henrique. “Minha música sempre foi muito variada. Estou tornando isso evidente”, afirma. “Uso o cavaquinho para fazer música, não estou preso à história de um instrumento”, acrescenta. O músico revela que também compõe o violão. “Experimentando, a gente observa onde cabe o cavaquinho”, pondera. “Meu desejo é criar novos sons para o instrumento, trazendo o cavaquinho de cinco cordas, que é antigo, para a atualidade”, completa.

União Pra quem não me conhece traz 10 composições de Warley Henrique. Ele toca cavaquinho em todas as músicas, assina arranjos, direção musical e canta o samba Pensando na vida. Motivo de orgulho para ele é a participação de amigos e colegas que toparam mergulhar no projeto, realizado sem patrocínio. São eles: Aline Calixto, Sérgio Pererê, Thiago Delegado, Raquel Coutinho, Janaina Moreno, Marina Gomes, Brisa Marques, Raissa Anastácia, Lucas Viotti, Juventino Dias, Aluísio Horta, Rodrigo Carioca, Pablo de Souza, Rafael Leite, Amauri Aranha, Marcelinho Guerra e Flávio Henrique.

 “Fazer esse disco trouxe um sentimento de união forte entre nós”, conta Warley Henrique. “Somos de geração que tomou a decisão de fazer música, fazer arte, independentemente das dificuldades. Cada um tem seu estilo, vem de um segmento, mas a gente se encontra, toca e dá tudo certo”, encanta-se. É uma geração faz-tudo. Ou seja: compõe, canta, toca e faz arranjos.

“Ter gente de talento no disco traz gás, força, dá motivo para continuar fazendo música”, afirma Warley. A satisfação com a colaboração de tantos, não impede observação de que é preciso chegar à situação que permita pagar cachê a todos. “Música é a nossa gasolina, mas temos de sobreviver”, recorda. O instrumentista é direto ao falar sobre como sobrevive um jovem músico: “Jogando nas 11 posições. Chuta, defende e cabeceia”, garante. Warley toca em duas casas (A gosto de Deus e no Bolão). Acrescente-se shows, participação em festivais e gravações, fazer arranjos e, quando sobra tempo, dar aulas.
por Walter Sebastião - EM Cultura

Preço – R$25,00

Faixas
01 - Bença - Warley Henrique
02 - Pra quem Não me Conhece - Warley Henrique
03 – Samba pra Ela – Amauri Aranha
04 – Tempo - Warley Henrique
05 – Pensando na Vida - Warley Henrique
06 – Segunda Parceria - Warley Henrique e Thiago Delegado
07 – Coisas de Minas - Warley Henrique
08 – Saudade de Mim - Warley Henrique
09 – Pra dizer que te Amo - Warley Henrique
10 – Novos Rumos - Warley Henrique

Paulo Mourão – Flores e Feridas (2014)

 
FLORES E FERIDAS é o novo CD do violeiro Paulo Mourão. Blues, baladas e rock, canções compostas na década de 70. No trabalho, gravado na Bahia, Paulo Mourão teve o suporte do guitarrista Ismera Rock, responsável pela maioria dos arranjos. Também do baixista Ayam Ubráis Barco e do baterista Jorge Bullet, Todos Baianos.

Paulo Mourão revela que desenterrar as canções que compõem o álbum foi mexer fundo em feridas antigas. Mas garante: "vi o quanto o ser humano é forte, supera situações e passagens por mais duras e pesadas que sejam".

Ele se refere aos tempos de estrada, quando viajou por três anos de carona. Cruzou o Brasil todo. Conheceu a repressão, a Ditadura, a covardia dos homens quando preso e torturado em Belém do Pará, 1974.
Mas seguir viagem foi a alternativa. Percorreu a Amazônia toda, seus rios, igarapés, suas matas, sua gente.

Também a Guiana Inglesa, Suriname, Venezuela. Trabalhou como estivador em barcos do norte, foi peão de trecho na Transamazônica, andou.
FLORES E FERIDAS tem a marca da esperança e da força. Tem o sonho de mudar o mundo que o artísta ainda carrega.

Jornalista, profissão que exerceu por 38 anos, Paulo Mourão continua um sonhador de categoria.
FLORES FERIDAS trás todas as influências que marcaram o artísta: Bob Dylan, The Birds, Beatles, Joe Cocker, Janis Joplin e outros tantos artístas que na década de 70 incorporavam a contra-cultura mundial.
FLORES E FERIDAS tem cara e identidade.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Sentir o Vento
02 – Algo para Ser
03 – Só Poeira
04 – Velho Bluesão Desbotado
05 – Meu Companheiro
06 – Linda Canção
07 – Menino de Rua
08 – Se
09 – Estrela Morta
10 – Bege

Todas as músicas e letras são de autoria de Paulo Mourão

Vitor Soares – Se Não Me Fale a Memória (2014)

 
Variações rítmicas e melódicas são características básicas do CD “Se não me Fale a Memória” do cantor e compositor mineiro Vitor Soares. O disco autoral, sendo o primeiro de sua longa carreira como interprete, chega com nove canções que passeia no universo da musica popular brasileira num experimentalismo onde se junta o antigo com o contemporâneo. A direção e produção ficaram a cargo de Daniel Cosso e o próprio Vitor Soares participando de toda a construção e co-produção. O rock, o samba, o soul, o regional e outros elementos da musica brasileira foram de certa maneira influências e destaque na carreira do musico, fazendo deste trabalho uma mistura muito pessoal.

O título do disco “Se não me Fale a Memória”, faz jus a maioria das letras que já estavam prontas há algum tempo esperando o momento para serem arranjadas e gravadas. O cantor já tinha em mente tudo planejado inclusive o processo independente de gravação. Isso permitiu uma liberdade e personalidade para expressar as canções. Nomes de peso como Maciel de Brito Trompetista que já trabalhou em turnê com Benito de Paula, o baixista Mestre Jorge que tocou e gravou discos com a big band Black Rio nos anos 70 e o produtor e guitarrista Marcílio Rosa deram uma mágica contribuição em algumas canções.

A canção Carta Para os Amigos tem notável influência do Soul de Tim Maia e do Samba Rock de Jorge Ben com um solo de trompete completamente jazzístico. Domingo no Jogo que foi composta em parceria com o cantor e compositor Chicó do Céu. Na música o futebol é também motivo de uma grande paixão mesmo com a emoção de estar no estádio. Nela se ouve as narrações dos gols de Pelé e de Garrincha que abre e fecha a canção, retiradas de um disco de vinil. A Outra Parte do meu Coração o amor e a poesia se entrelaçam e mostra muita sensibilidade de uma vida a dois.

A influência regionalista e praticada em Menina Rosa Maria Flor, canção da cantora e compositora do Vale do Jequitinhonha Maria Letícia, onde os vocais também são divididos. A viajem sonora segue em Chico Bento, Corda Bamba, Seu Moço, Tudo se Ajeita e Carta Para Firmina Daza. O álbum é recheado de brasilidade onde as palavras “Se não me fale a Memória” são transformadas em poesias, cores e canções de um novo artista autoral brasileiro.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – A Outra Parte do meu Coração - Vitor Soares
02 Carta para Firmina Daza - Vitor Soares
03 – Carta para os Amigos - Vitor Soares, Mou Freitas e Paulo Walter
04 – Chico Bento - Vitor Soares
05 – Corda Bamba - Vitor Soares, Paulo Walter e Daniel Cosso
06 – Domingo no Jogo - Vitor Soares e Chico do Céu
07 – Menina Rosa, Menina Flor – Maria Leticia
08 – Seu Moço - Vitor Soares e Chico do Céu
09 – Tudo se Ajeita - Vitor Soares e Maciel de Britto

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Valsa Binária – Valsa Binária (2014)

Formada em 2008, a banda Valsa Binária já é figura conhecida na cena musical mineira. O primeiro CD, homônimo da banda, foi lançado em agosto de 2011 e consolidou o nome da banda como representante relevante da nova safra da música de Belo Horizonte.

A sonoridade da banda chegou a ser definida como “...um conjunto bastante heterogêneo de músicas, que em alguns momentos beira a esquizofrenia estilística, mas que mantêm uma unidade coerente no sentimento de despretensiosa leveza que permeia todo o trabalho.” O cuidado com os detalhes é visível também na proposta gráfica do CD. Impressa em processo tipográfico artesanal, a capa confere um caráter único a cada unidade.

Além disso, cada um dos mil CD’s prensados nessa tiragem inicial é numerado, o que aumenta ainda mais a exclusividade do objeto. O repertório do CD foi apresentado nos principais palcos de Belo Horizonte, além de ter circulado por importantes festivais do interior do estado.

O Valsa Binária pretende continuar sua trajetória pautada sempre no intercâmbio artístico, usando a música como instrumento de convergência e integração. O convívio com artistas de diferentes vertentes, e pessoas com diferentes formações, é vista como fonte de influência, e a abertura para intervenções desses diferentes parceiros está no DNA da banda.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 - Por Esse Lugar
02 - Degradê
03 - Tiramisu
04 - Dessa Água
05 - Tiny Ballad
06 - Continua
07 - A Mais Bonita
08 - Chuvas do Passado
09 - Afogamento
10 - Alforria
11 - No Bidê
12 - O Velho Cego

Todas as músicas por Valsa Binária

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Toca de Tatu - Meu Amigo Radamés (2013)

O Grupo Toca de Tatu lança seu primeiro CD intitulado “Meu amigo Radamés”, fruto de um trabalho de pesquisa e estudo dedicado à obra do compositor, maestro e arranjador Radamés Gnattali.

Composto em sua maioria por músicas de Gnattali, o disco traz também obras de Tom Jobim e Paulinho da Viola, compositores que homenagearam o maestro.

O repertório apresenta a riqueza de gêneros e ritmos presentes na música brasileira, tais como choro, valsa, maxixe, foxtrote, schottisch e samba. Os arranjos foram criados pelos integrantes do grupo, pensando sempre nas possibilidades de instrumentação e respeitando as ideias originais dos compositores.

O refinamento camerístico e a brasilidade são características marcantes da sonoridade do disco, que permitirá ao ouvinte reviver e se emocionar com a obra do maestro brasileiro.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Remexendo - Radamés Gnattali
02 - Canhoto - Radamés Gnattali
03 - Alma Brasileira - Radamés Gnattali
04 - Meu Amigo Tom Jobim - Radamés Gnattali
05 - Meu Amigo Radamés - Antônio Carlos Jobim
06 - Sarau Para Radamés - Paulinho da Viola
07 - Obrigado, Paulinho - Radamés Gnattali
08 - Bate Papo - Radamés Gnattali
09 - Gatinhos no Piano - Radamés Gnattali
10 - Suíte Retratos I (Pixinguinha) - Radamés Gnattali
11 - Suíte Retratos II (Ernesto Nazareth) - Radamés Gnattali
12 - Suíte Retratos III (Anacleto de Medeiros) - Radamés Gnattali
13 - Suíte Retratos IV (Chiquinha Gonzaga) - Radamés Gnattali

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Lô Borges – Songbook (2014)

Sócio-fundador do Clube da Esquina, tendo gravado e assinado com Milton Nascimento o álbum duplo de 1972 que organizou o mais importante movimento musical das Geraes, o cantor e compositor mineiro Lô Borges construiu obra autoral pautada por refinados caminhos harmônicos. Produzido por Barral Lima, o Songbook Lô Borges indica os caminhos para se chegar nessa obra, mais precisamente para adentrar os meandros das 55 músicas de Lô que tiveram letras, partituras e cifras transcritas por Carlos Laudares para o segundo livro da série iniciada pela Neutra Editora em 2013 com o lançamento do igualmente caprichado Songbook Beto Guedes.

O livro de Lô está sendo editado neste mês de abril de 2014 com aval do próprio Lô Borges, que revisou as partituras e cifras de seu cancioneiro para o songbook. Breve certeiro ensaio escrito por Pablo Castro, Alquimista da harmonia, disseca a obra de Lô Borges - disco por disco - a partir da reconstituição dos passos fonográficos do artista. Passos que se tornaram mais rápidos a partir dos anos 2000.
Por Mauro Ferreira

Preço – R$90,00

Lô Borges – 2003 – 2013 (2014)

Em 10 anos, o artista mineiro produziu quatro discos de inéditas – 'Um dia e meio' (2003), 'Bhanda' (2006), 'Harmonia' (2008) e 'Horizonte vertical' (2011) – e quase 60 canções. O novo álbum traz 14 faixas que fazem apanhado do que ele criou de melhor no século 21. “Não sei se quando veio 2000 o novo milênio me despertou uma vontade louca de fazer coisas novas, uma atrás da outra. Eu acabava de fazer um disco e começava outro. Fiz mais discos do que a minha capacidade de lançá-los. E quando olhei para trás, pensei: Pôxa, eu podia mostrar mais desse meu repertório para as pessoas”, comenta.

Ele lembra que é comum o público se identificar mais com as canções do passado, e que isso ocorre com 80% dos artistas. Lô diz não se incomodar, mas acha importante também mostrar o que produziu de novo, sem perder sua essência. “Lembro-me que no show de Paul McCartney, no Mineirão, boa parte do set list era dos Beatles. O público é assim mesmo. Gosta das músicas antigas. Quando subo no palco, priorizo o começo da carreira, mas mesclo com as coisas mais recentes. Música nova também é pra tocar; a plateia acaba sendo receptiva”, avalia.
Por Ana Clara Brant - EM Cultura

Preço – R$30,00

Faixas:
01 - Qualquer Lugar - Lô Borges e César Maurício
02 - Cordão de Ouro - Lô Borges e Márcio Borges
03 - Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor - Lô Borges e Márcio Borges
04 - Imaginária - Lô Borges e Márcio Borges
05 - Segundas Mornas Intenções - Lô Borges e Chico Amaral
06 - On Venus - Lô Borges e Ronaldo Bastos
07 - Nossa Mágica - Lô Borges e Márcio Borges
08 - O Seu Olhar - Lô Borges e Patrícia Maês
09 - Sonho Novo - Lô Borges e Márcio Borges
10 - Onde A Gente Está - Lô Borges e Márcio Borges
11 - Feita de Luz - Lô Borges e Márcio Borges
12 - Olá Como Vai - Lô Borges e César Maurício
13 - Canção Mais Além - Lô Borges e Patrícia Maês
14 - Carnaval de Cor - Lô Borges e Márcio Borges   

Transmissor – De Lá Não Ando Só (2014)

Depois de alguns boatos de que seria lançado em meados de 2013, De lá não ando só (2014), terceiro registro em estúdio da banda mineira Transmissor, finalmente chega aos ouvidos do público. Sucessor do já maduro Nacional – um dos 50 Melhores Discos Nacionais de 2011 -, o novo álbum parece seguir de perto o exercício proposto há três anos, reverberando melodias acolhedores, versos melancólicos e experiências que aproximam o Rock Alternativo dos anos 2000 de veteranos da década de 1970, principalmente do Clube da Esquina.

Aos comandos de Pedro Hamdan (Bateria), Daniel Debarry (Baixo), Henrique Matheus (Guitarra/Bandolim), Leonardo Marques (Voz/Guitarra/Teclado), Thiago Corrêa (Voz/Violão/Teclado) e Jennifer Souza (Voz/Guitarra/Teclado), o trabalho de 12 inéditas composições mostra o bom domínio em estúdio do veterano Carlos Eduardo Miranda, produtor do álbum. Emanando todo um conjunto de novas experiências – líricas e musicais -, o trabalho já pode ser apreciado na íntegra logo abaixo.
Por Cleber Facchi

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Queima O Sol - Leonardo Marques e Pedro Hamdan
02 - Só Um - Leonardo Marques
03 - 25 Horas Por Dia - Jennifer Souza
04 - Todos Vocês - Thiago Correa
05 - Mais Quente do Que Quis - Leonardo Marques
06 - Nossas Horas - Thiago Correa
07 - Nada Pra Te Devolver - Thiago Correa
08 - Retiro - Jennifer Souza e Laura Lopes
09 - De Lá Não Ando Só - Leonardo Marques, Henrique Matheus e Pedro Hamdan
10 - O Que Você Quer Ouvir - Jennifer Souza e Thiago Correa
11 - Canso A Cabeça - Leonardo Marques
12 - Casa Branca - Leonardo Marques

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Derivasons (2014)

Há diversos desafios que se apresentam aos jovens compositores brasileiros ligados ao contexto da música contemporânea de concerto. Logo de início, observa-se uma enorme desarticulação das instituições envolvidas com a produção artística e montagem de eventos. Isso está diretamente relacionado ao modus operandi das agências de financiamento. Devido à inviabilidade comercial desse tipo de música no que diz respeito a uma relação direta com o consumidor, torna-se imprescindível a presença de algum tipo de mecenato.

Entretanto, o perfil atual dos mecanismos de subvenção é perverso pois, ao mesmo tempo em que se apoia em uma hipotética neutralidade na concorrência de todos os tipos de propostas vindo dos mais diversos segmentos sociais, finge ignorar o massivo retorno publicitário das produções mais populares às empresas financiadoras. Essas são algumas das razões que obrigam a música
contemporânea de concerto a se refugiar dentro dos muros da universidade pública. Mas os espaços externos precisam ser atingidos. No começo do século XX, Adorno já havia nos advertido sobre os paradoxos vividos pela música mais radical: por um lado, sua expressividade alimentava-se da recusa em ceder espaços a uma escuta domesticada; por outro, o isolamento criado em consequência dessa escolha implicava em um afastamento prolongado de um público mais diversificado.

Com o tempo, as próprias motivações sociais dessa forma de arte ficam enfraquecidas. Por isso, torna-se muito importante construir um espaço de diálogo com o público em um território aberto, desprotegido. E o próprio sentido do trabalho se enriquece com o embate das propostas e respostas heterogêneas. Ultrapassa-se, desse modo, um discurso estético demasiadamente arbitrário e autossuficiente.

Outro desafio enfrentado pelos jovens compositores diz respeito a como se situar diante de duas grandes ideologias herdadas do modernismo do século XX. A primeira é iconoclasta e, como uma esfinge, devora todas as propostas que apresentem traços tradicionais, ou que revelem suas influências de um modo claro e explícito: é a exigência do utópico "novo". O risco aqui é de um
primitivismo autoindulgente e sem espessura expressiva, justamente porque despreza-se a história. A segunda, ao contrário, exige uma filiação devidamente documentada de alguma linhagem considerada "nobre" na história da música contemporânea. Nesse sentido, torna-se fundamental deixar nas partituras vestígios rastreáveis de procedimentos técnicos reconhecidos, como séries, espectros, permutações, aleatoriedade, etc.

O grande perigo aqui reside em uma cademismo sem expressividade. É sempre difícil encontrar um caminhointeressante entre essas duas forças contraditórias e hostis. Acredito que ele passa, necessariamente, pelo cultivo de algumas fantasias peculiares a cada artista. É preciso resistir àquelas pressões genéricas e impessoais com escolhas singulares e deixar surgir, aos poucos, uma paisagem musical que adquire sua consistência justamente no enlaçar das forças objetivas dos materiais sonoros
com as ressonâncias afetivas que eles despertam em cada criador, de um modo pessoal e ao mesmo tempo dinâmico.

Diante desse contexto, a formação de um grupo de jovens compositores, recém egressos da graduação em composição musical (UFMG), ao redor de uma proposta coletiva - atuar nos campos de criação, performance e produção musical - revela-se muito importante e especial. O Derivasons já existe há algum tempo, com apresentações em diversas oportunidades e contextos, mas lança
agora seu primeiro CD. Para a gravação foram convidados diversos intérpretes, de modo que podemos dizer que, neste CD, o Derivasons apresenta seus compositores.

O primeiro aspecto que me chama a atenção é a diversidade de estilos e propostas. Há homenagens ao cinema - Mario Peixoto e Fellini - e aos quadrinhos - Watchmaker; há solos, peças para conjunto de câmara e verifica-se mesmo a presença da eletroacústica; transita-se do modal ao ruído, passando
pelos afetos mais diversos. Essa multiplicidade reforça a percepção de que não se trata de uma reunião ao redor de uma estética, mas sim de uma práxis. Trata-se de reunir forças para enfrentar os inúmeros obstáculos e buscar o florescimento do potencial criativo de cada um de seus membros.

Este CD é um momento especial: que o Derivasons prossiga seu trabalho com novas produções e consiga multiplicar os projetos musicais de seus compositores. Nesses dias de marasmo cultural, onde o sucesso popular constrói-se sobre propostas tão assustadoramente limitadas, precisamos cada
vez mais de uma música especulativa e fantasiosa, que estimule nossa imaginação e nos ajude a sonhar.

R$20,00

Faixas
01 – Para Mario Peixoto / Para Fellini – Marcos Sarieddine
03 – Watchmaker – Renan Fontes
04 – Jurema N0 1 – Luis Friche
05 – À sós – Marcos Braccini
06 – Ser Ruido – Thais Montanari

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Matheus Brant - A Música e O Vazio No Trabalho - CD/Livro (2014)

Matheus Brant lança obra inspirada em Hannah Arendt
Autor apresenta um olhar crítico sobre o trabalhador e a frieza da lei

Inspirado nas variadas dimensões do trabalho humano e nas lacunas presentes no Direito do Trabalho, o compositor e advogado Matheus Brant lança a obra “A música e o vazio no Trabalho: reflexões jurídicas a partir de Hannah Arendt” (editora Initiavia). Composta por um livro, um CD e pinturas assinadas pela artista plástica paulista Deborah Paiva, a criação multimídia apresenta uma linguagem acessível, direta e ao mesmo tempo, poética, reflexiva.

Para conceber a obra, Matheus trabalhou a interface entre a Filosofia, Arte e o Direito.  Após ter o primeiro contato com o livro “A condição humana” de Hannah Arendt na disciplina Fundamentos Filosóficos do Trabalho, no Mestrado da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o autor extrapolou o meio acadêmico, apresentando um diálogo harmonioso entre música, filosofia e direito do trabalho.

 Todas as cinco músicas que compõem o CD foram feitas juntamente com a escrita do texto. “Senti a necessidade de reunir elementos artísticos para dar extensão às minhas ideias e questionamentos. Elas manifestam o meu olhar sobre as múltiplas dimensões do trabalho humano”, explica.
 O resultado do trabalho, que teve sua origem na dissertação de mestrado do autor intitulada “As Dimensões Esquecidas pelo Direito do Trabalho: composições e reflexões a partir de Hannah Arendt”, foi uma crítica contundente à forma pela qual a lei compreende o trabalho humano, sob o fio condutor da obra da filósofa alemã. “Procurei apontar uma certa miopia que parece assolar o Direito do Trabalho, impedindo-o de proteger dimensões como a satisfação, o reconhecimento, a realização, a projeção, enfim, dimensões subjetivas do ser humano em seu trabalho”, diz Matheus.

Pensadores do direito elogiam a obra de Matheus Brant
 “Com originalidade singular, a obra, ao dedicar-se ao significado mais profundo do trabalho, apresenta grande contributo científico para o aperfeiçoamento do Direito do Trabalho, e o faz na perspectiva do saber da cultura em dimensão mais ampla”.
*Trecho da apresentação do livro, assinada por Daniela Muradas,
Professora de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito da UFMG
Sobre Matheus Brant

Músico e compositor, Matheus Brant fundou em 2005 o grupo Chapéu Panamá com o qual, em 2009, lançou o disco “Ao vivo na Biblioteca”, com seis composições próprias. Teve diversas canções selecionadas para festivais como o Festival de Música de Belo Horizonte e a Mostra de Música Cidade Canção, em Maringá, no Paraná. Em 2012, Matheus lançou seu primeiro álbum “A Semana”, que traz 12 composições suas e conta com as participações especiais de Curumin, Marina Machado, José Luis Braga, Juliana Perdigão e Renato Rosa.O disco foi gravado e produzido por Lenis Rino, co-produzido por Flávio Medeiros, mixado por Gustavo Lenza e masterizado por Felipe Tichauer, e alcançou significativa expressão na internet.

Matheus é também advogado, sócio do escritório “Caldeira Brant Sociedade de Advogados” e mestre em Direito pela UFMG com a dissertação “Dimensões esquecidas pelo Direito do Trabalho: composições e reflexões a partir de Hannah Arendt”. Foi diretor da Cooperativa de Músicos de Minas Gerais-COMUM e é filiado à União Brasileira de Compositores.

Preço – R$50,00

Faixas:
01 - Duas
02 - Quintal
03 - Sustenta
04 - Artificial
05 - Uma

Todas as músicas são de Matheus Brant

Chuva a Granel – No Ar, Dentro da Caixa (2014)


Diz o adágio popular que nos menores frascos se revelam os melhores conteúdos. Pois é mesmo uma cápsula espacial o EP de estreia da banda belo-horizontina Chuva a Granel, de título "No ar, dentro da caixa".
Produção independente, financiada pelo coletivo de admiradores da banda, as seis faixas selecionadas para o projeto transfiguram o ouvinte em uma espécie de absorto cosmonauta, capaz de realizar com coesão um périplo de identidades e reflexões, desde a austeridade de entidades insondáveis, como em "Cenário" (Passo nas pedras /Das casas iguais/Matando a fome / Chamando o dia / Trabalha, José/ Grita, José / Respira), às irreverentes nebulosas  do prosaico, como se observa em "Achados e Perdidos" (Onde estou, que não morri?/Por acaso alguém há pouco me viu passar por aqui?).

O próprio verso que nomeia o EP é exitosamente succionado da faixa - e do contexto de -  "Caixa de Astronauta", ela própria uma cadeia de metáforas, estrapolada a partir de uma frivolidade cotidiana. Esse excerto, ao intitular todo o trabalho, ganha indumentária de elementos inerentes à própria Indústria Cultural Fonográfica, em um esperto jogo de palavras e de autoreferência.

Os criadores desse miniverso ideofônico, posto que de letras e músicas, são os integrantes Jardel Rodrim e Karine Amorina, além dos parceiros Fabrício Belmiro (letra e música de "Terra em Transe", que homenageia o cineasta Gláuber Rocha),  Djaíla Cássia (letra de "Cenário") e Haroldo Leão (letras de "Cadente Madrugada", "Caixa de Astronauta", "Orientação" e "Achados e Perdidos").
Pena que a contemporaneíssima "Ninar" (Karine Amorina), com sua adorável impaciência súbita tão própria destes nossos tempos, não esteja também registrada neste prazeroso projeto de descoberta identitária, de tons, vozes e lugares de uma banda ascendente no cenário musical mineiro (embora constante do set list do show de lançamento). Talvez seja estrategicamente assim, por melhor. Bom abandonar à ansiosa deriva os admiradores enquanto ainda mais almejam.

Por Leo Peifer (alternadamente jornalista e artista)

SOBRE A BANDA
A Chuva a Granel nasceu em 2008, com a proposta de fazer música autoral. De lá para cá pesquisa novas sonoridades, palavras, arranjos e composições. Foi formando sua identidade sonora a partir de uma mistura dos vários estilos musicais de cada um de seus integrantes, o que resultou num som com forte influência da música brasileira e do blues.
Com participações em festivais, mídia impressa e televisão, a banda tem estado em evi­dência no cenário da música independente mineira: foi finalista do Prêmio de Música das Minas Gerais em 2012 e teve a canção Cadente Madrugada premiada no 2º Festival da Canção de Conceição do Mato Dentro, na categoria Melhor Arranjo.

Preço – R$10,00

Faixas
01 - Cadente Madrugada - Harldo Leão e Jardel Rodrim
02 - Caixa de Astronauta - Karine Amorina, Jardel Rodrim e Haroldo Leão
03 - Cenário - fabrício Belmiro e Djaíla Cássia
04 - Terra Em Transe - Fabrício Belmiro
05 - Achados & Perdidos - Haroldo Leão e Jardel Rodrim
06 - Orientação - Karine Amorina, Jardel Rodrim e Haroldo Leão

Thelmo Lins e Wagner Cosse - Casa de Vinicius (2014)

Em setembro de 2013, os cantores Thelmo Lins e Wagner Cosse, de Belo Horizonte, produziram e apresentaram um espetáculo especialmente concebido para homenagear o grande poeta e compositor Vinicius de Moraes em seu centenário de nascimento. O espetáculo foi inserido na programação oficial do Projeto CASAS, que eles criaram para homenagear os países que contribuíram para a formação da cultura brasileira e os grandes nomes da MPB. Devido ao sucesso da iniciativa, os artistas receberam, do público, a incumbência de fazer o registro fonográfico das apresentações. Naquele momento nascia o CD CASA DE VINICIUS, mais novo trabalho dos cantores, que contou com a participação de músicos mineiros da nova geração e das cantoras Ana Cristina e Lígia Jacques.
Das 20 canções selecionadas para o show, 16 foram registradas em estúdio, focalizando o amor no universo poético-musical de Vinicius de Moraes.

O repertório tem, como fio condutor, as aventuras e desventuras de um relacionamento amoroso, desde o momento em que o casal se conhece, se apaixona e resolve dividir o mesmo teto, até o surgimento das discussões e das brigas, culminando com a separação. E, após a desilusão, o recomeço, o renascimento da esperança impulsionando a busca do novo amor. Para contar todas as etapas dessa história, foram selecionados grandes clássicos da música brasileira:

Um dos destaques do trabalho é a qualidade dos arranjos, concebidos coletivamente pelos músicos Lucas Telles (violões), Luísa Mitre (piano), Sanchez Almeida (baixo), Diego Mancini (contrabaixo acústico com arco), Lucas Ladeia (cavaquinho), Dado Prates (flautas) e Ana Brandão (percussões). Com beleza, criatividade e ousadia, os arranjos dão novas roupagens para o repertório selecionado e evocam outras obras de Vinicius de Moraes, como Berimbau, Por toda a minha vida e Valsinha, criando surpreendentes elos emocionais entre as canções.

Técnica e emoção
CASA DE VINICIUS atesta o amadurecimento artístico e vocal de Thelmo Lins e Wagner Cosse. As canções ganharam interpretações personalíssimas e contundentes, que equilibram técnica e emoção, revelando a capacidade de reinvenção das melodias e a maturidade artística dos cantores, resultante das inúmeras apresentações musicais realizadas em turnês por vários estados brasileiros. Este trabalho também reforça a parceria dos cantores com uma nova geração de músicos de Minas Gerais, que trouxe frescor e novidade para o CD. “São músicos jovens e extremamente inteligentes, com grande conhecimento musical. Lucas, Luísa e Ladeia fazem parte do Toca de Tatu, grupo instrumental de relevância na nova cena mineira que, recentemente, fez sua primeira turnê internacional pela Europa. Sanchez Almeida e Diego Mancini trouxeram uma interessante experiência para o disco. Enquanto Sanchez se divide entre a MPB, a música gospel e a atuação como professor da Bituca Universidade de Música Popular, em Barbacena, Diego bebeu na fonte do jazz, após viver vários anos trabalhando como músico em Los Angeles (EUA). Dado Prates é um dos mais respeitados músicos mineiros por seu trabalho apurado na área dos sopros. Já Ana Brandão é uma percussionista experiente nos palcos, que estreia oficialmente em gravações de CD, mostrando um trabalho vigoroso e muito criativo”, analisa Lins.

Informações complementares sobre os cantores
O belo-horizontino Wagner Cosse é cantor, dançarino, folclorista, produtor cultural e jornalista. Iniciou sua vida profissional aos sete anos, cantando no programa infantil Roda Gigante, da extinta TV Itacolomi. Como cantor, ator e dançarino, atuou em shows e espetáculos musicais, dentre os quais, destacam-se Cristal, com Oswaldo Montenegro e Cássia Eller (1982), Uma Festa No Céu (1997), Sons de Minas (1999), Negrolume (2005) e Rosas para Noel (2010), que gerou o CD gravado ao vivo ao lado do violonista Geraldo Vianna. Wagner Cosse integra o Grupo Folclórico Aruanda, desde 1986, onde já exerceu as funções de dançarino, cantor, pesquisador e vice-presidente, sendo, desde 2009, diretor artístico. Com o Aruanda, representou o Brasil em vários festivais internacionais de folclore realizados na Europa e Américas.

Thelmo Lins é cantor, ator, gestor cultural, escritor e jornalista. Nasceu em Itabirito (MG). Começou sua trajetória artística no teatro, em 1984. Em 2000, lançou o CD solo Encontro dos Rios. Em 2011, lançou o CD solo Samba, Sambá, Sambô. Criou, em 2007, a empresa TW Cultural, de produções artísticas e culturais. Neste mesmo ano, lançou o livro de poesias Rosas Amassadas, com prefácio de Fernando Brant. Desde 2009, é responsável pela administração do Teatro Santo Agostinho, de Belo Horizonte. Apresenta, desde março de 2012, o programa Arte no Ar, na TV Horizonte, da capital mineira, dedicado à música.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Samba Para Vinicius - Chico Buarque e Toquinho
02 - Formosa - Vinicius de Moraes e Baden Powell
03 - Labareda - Vinicius de Moraes e Baden Powell
04 - Minha Namorada - Vinicius de Moraes e Carlos Lyra
05 - Eu Sei que Vou Te Amar - Vinicius de Moraes e Tom Jobim
06 - Soneto de Fidelidade - Vinicius de Moraes
07 - Canto de Ossanha - Vinicius de Moraes e Baden Powell
08 - Apelo - Vinicius de Moraes e Baden Powell
09 - É Preciso Dizer Adeus - Vinicius de Moraes e Tom Jobim
10 - Derradeira Primavera - Vinicius de Moraes e Tom Jobim
11 - Canto Triste - Vinicius de Moraes e Edu Lobo
12 - Samba Em Prelúdio - Vinicius de Moraes e Baden Powell
13 - Janelas Abertas - Vinicius de Moraes e Baden Powell
14 - Chega de Saudade - Vinicius de Moraes e Tom Jobim
15 - Se Todos Fossem Iguais A Você - Vinicius de Moraes e Tom Jobim
16 - Como Dizia O Poeta - Vinicius de Moraes e Toquinho     

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Marcello Dinis - Esperanto Banto (2013)

O cantor e compositor mineiro Marcello Dinis lança novo CD, intitulado Esperanto Banto, que tem participações de Milton Nascimento, Juarez Moreira, Tempera Viola e vários outros convidados.

Natural de Divinópolis, Marcello Dinis tem uma longa carreira no cenário musical, com cinco CDs gravados. Seu repertório inclui samba, rock, reggae, forró e ritmos do Caribe. Cursou musicalização e violão clássico na Fundação de Educação Artística, entre 1982 e 86. Foi barítono no Coral Newton Paiva e se apresentou em concertos, peças teatrais, espetáculos de ópera e coro de orquestras em festivais internacionais realizados no Brasil. Durante três anos, integrou o coro que acompanhou Roberto Carlos no Mineirinho.

Sua carreira na música popular começou muito cedo, com apresentações em casas noturnas e festivais da canção, colecionando vários prêmios. Em 2013 foi classificado no Festival de Boa Esperança, chegando a participar de uma eliminatória com o baião Passarinha – com letra de Jorge Fernando dos Santos, incluída no novo CD. Realizou shows em São Paulo, Rio de Janeiro, Maceió, Recife e interior da Bahia, além de ter percorrido cerca de 400 cidades do interior de Minas.

Estreou em disco com o LP Balaio de Gato, lançado em 1992 , em parceria com Alexandre Az e Sérgio Misan. Foram vendidas 3 mil cópias e a canção Alô de Londres foi incluída no CD Bateia, de 1995, ao lado de canções de alguns dos melhores nomes da música mineira. Em 1998, junto com os parceiros Cássio Tiso e Júlio Costa Val, lançou o CD Claro, que incluiu participações especiais de Túlio Mourão, Chico Amaral, Gê Lara, Lemão e o grupo percussivo Tambolelê. O projeto gráfico foi feito pelo design Otávio Bretãs, com ilustrações do cartunista Aroeira.

Além de se apresentar em diversas casas de Belo Horizonte, entre elas o antigo Cabaré Mineiro – ao lado de Celso Adolfo, Lô Borges, Tadeu Franco e outros artistas –, Marcello Dinis produziu durante três anos o projeto Caldos e Canjas, juntamente com o baixista Paulinho Carvalho e o baterista Mário Castello. Nessa época, tocou com Toninho Horta, Robertinho Silva, Paulinho Santos, Neném, Cláudio Venturini, Telo Borges e banda Tianastácia.

Depois dos CDs Central de Minas, gravado ao vivo em 2003; Toca Minas e Sem começo nem final, produziu seu primeiro DVD em 2010, todo ele com músicas inéditas de sua autoria. O novo disco, Esperanto Banto, prima pela qualidade do repertório e pelas participações especiais.

Além de Milton Nascimento, Juarez Moreira e Tempera Viola – grupo do qual faz parte ao lado das cantoras e percussionistas Beth Leivas e Danuza Menezes, também se destacam Carlinhos Tiso, Jelber Oliveira e Pedrinho do Cavaco. Todas as faixas são de Marcello Dinis e parceiros, com exceção de Ame o Sol, por favor, de Celeste Brandão. O projeto gráfico é de Otávio Bretas, com foto de capa de Miguel Aun.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Bendito Samba - Marcello Dinis e Amaury Candido
02 - Cena de Cinema - Marcello Dinis e Soninha Silva
03 - Crise, Take It Easy - Marcello Dinis e Helmut Gondim
04 - Esperanto Banto - Marcello Dinis, Beto Pantera e Chico Canela
05 - O Que Importa - Marcello Dinis e Soninha Silva
06 - Meninice - Cássio Tiso e Marcello Dinis
07 - Samba Mulambo - Marcello Dinis e Helmut Gondim
08 - Corda Bamba - Marcello Dinis e Helmut Gondin
09 - Passarinha - Marcello Dinis e Jorge Fernando dos Santos
10 - Pode Procurar - Marcello Dinis e Julio Costa Val
11 - Quem é Que Dirá? - Marcello Diniz, Chico Alves e Helmut Gondim
12 - Ame O Sol, Por Favor - Celeste Brandão