quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Mara do Nascimento – Maroca (2000)

Preço - R$20,00

Faixas:
01 – Bonito – Mara do Nascimento
02 – Retrato Urbano – Mara do Nascimento
03 – Lamentos – Pixinguinha
04 – Aqui Horta – Mara do Nascimento
05 – Samba de Nariz – Mara do Nascimento
06 – Dinguedongue – Mara do Nascimento
07 – Duas Histórias – Mara do Nascimento
08 – Alguma Coisa Blues – Mara do Nascimento
09 – Réquiem – Mara do Nascimento
10 – O Trenzinho do Caipira – Villa Lobos
11 – Assim Me Despeço – Mara do Nascimento
12 – Tudo Bem – Mara do Nascimento
13 – Sai Que é Rabo – Mara do Nascimento          

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Márcio Nagô – A Caminho do Mar (2013)

Márcio Nagô é cantor e compositor, natural de Brumadinho/MG. Ainda garoto tomou gosto pela musica brasileira ouvindo discos de vinil de seu pai, gosto este que mais tarde converteu-se em rica e vasta produção como compositor popular. A obra de Márcio Nagô trata dos quilombos e tambores mineiros, herança dos ancestrais do atlântico negro que trouxeram ao Brasil tanta ressonância e pluralidade. É dessa raiz negra, do som das caixas, que provêm sua expressão poético-musical, configurando um cântico, um brado de liberdade, tratando de amores vividos no universo cultural brasileiro ao longo dos tempos.

Esses condimentos históricos, amores, mulher, avenida, morro, carnaval, malandragem e poesia, também já foram cantados por grandes mestres do nosso samba como Adoniran Barbosa, Ney Lopes, Beth Carvalho, Martinho da Vila, Dona Ivone Lara, Jorge Aragão, Moacir Luz, Leci Brandão e tantos outros. Assim Márcio Nagô pede licença pra cantar seus sambas e seguir sua jornada poética, apresentando seu novo trabalho, o CD intitulado “À Caminho do Mar” que tem sido muito bem recebido e pela crítica e pela mídia mineira e de outros estados, já configurando parte da programação musical de rádios como Inconfidência FM, FÃ FM e Itatiaia.

Através de um show muito bem preparado juntamente com sua banda, que leva o mesmo nome do novo disco, Márcio Nagô espera proporcionar ao público uma experiência sonora de alto nível, além de muita diversão e descontração, num encontro prazeroso entre público e artista, que configura o objetivo último de todo seu trabalho.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 – Nego de Angola – Márcio Nagô
02 – A Caminho do Mar – Márcio Nagô
03 – Doce Feitiço – Márcio Nagô
04 – Sincero e Puro – Márcio Nagô e Mandruvá
05 – Zumbi Nagô – Márcio Nagô
06 – Menino Traquina – Márcio Nagô
07 – De Ponta a Cabeça – Márcio Nagô e Serginho Beagá
08 – Leila – Fabinho do Terreiro, Ricardo Barrão e Geraldinho de Souza
09 – Faze O Quê – Márcio Nagô
10 – Está Escrito – Márcio Nagô
11 – Samba Nas Veias – Márcio Nagô e Sanrah
12 – Cantar Cantei – Márcio Nagô
13 – Força da Fé – Márcio Nagô, Black Pio e Mandruvá
14 – Pra Quê – Márcio Nagô
15 – Minha Diretriz – Márcio Nagô

César Lacerda – Porquê da Voz (2013)

Nascido em Diamantina, há 26 anos, César Lacerda pertence a uma geração brasileira de infância marcada pelo pop e adolescência alumbrada pelo fenômeno híbrido Los Hermanos. Por outro lado, se a canção límpida de Caetano Veloso é seu norte, a Música como musa maiúscula é DNA e bolsa-família do filho da pianista Maria Eunice Ribeiro, ex-diretora do conservatório de sua cidade natal. “Quando nasci, ela se aposentou e abriu uma escola de música. Não tive babá, ficava lá dentro direto”, lembra o cantor, compositor e multi-instrumentista.

Ele estudou piano, violão, bateria, violino e aprofundou-se no bacharelado em flauta transversal, mas faz questão de observar: “o primeiro instrumento é a voz mesmo”.  Entre o Débussy e o Chopin tocados pela mãe e as modas de viola escutadas pelo pai na vitrola, o menino se mudou com a família para Belo Horizonte aos 11 anos, onde rolou a contaminação pela indústria fonográfica. “Lembro dos primeiros CDs que tivemos: Mamonas Assassinas, o Samba Poconé (Skank), o primeiro das Spice Girls e o primeiro do Gerasamba (logo transformado em É o Tchan).”

Na adolescência, a influência clássica continuou, também a partir do irmão mais velho - Sergio Rodrigo Lacerda, que se tornou compositor de música erudita contemporânea -, junto com o rock progressivo de Genesis e Yes. E também a gregariedade tipicamente mineira, exercida no grupo (cLAP!) - em que tocava bateria, piano e flauta, além de cantar – e em trabalhos associados a Luiza Brina, Luiz Gabriel Lopes (da banda-coletivo Graveola e o Lixo Polifônico), Gustavito e Flavio Henrique, entre outros nomes da cena de BH.

Um pouco de tudo isso pode ser ouvido neste álbum de estreia saudavelmente ambicioso e múltiplo, sem medo de abraçar caminhos raros para a canção popular brasileira. Há seis anos e meio morando no Rio de Janeiro, o jovem mineiro montou uma belíssima banda com o fluminense Elísio Freitas (guitarra e produção musical, fã transparente de John Zorn), o pernambucano Marcelo Conti (baixo) e o baiano Cláudio Lima (bateria), todos contribuindo nos arranjos. A eles se somam dois grandes nomes: Lenine, que ouviu o trabalho de César a partir do filho Bruno Giorgi (produtor auxiliar do disco) e se animou a dividir os vocais da bela “A Dois”, e Marcos Suzano, que empresta sua fina arte percussiva a nada menos que dez das doze faixas (em “A Dois”, com pandeiro e talking drums).

O título Porquê da Voz, mais que uma canção de delicada construção – o arranjo de cordas de Sérgio Rodrigo Lacerda faz toda a diferença -, apresenta a carta de intenções de César. Afinadíssimo e dono de belo timbre, ele reivindica para si sem medo coisas que, infelizmente, tem se tornado pouco frequentes na MPB deste milênio: “por ser cantor, trago todo o desejo na voz”, “por ser cantor/ meu desejo é estar por aí (...) sou a geração, o complexo, o coração”. O vibrafone de Milena Lacerda acentua o lirismo da segunda faixa, “Qualquer Pensamento Específico”, e “Manawê” avança na diversidade rítmica com guitarra africana e um rap/repente do pernambucano Carlos Posada.

O romantismo com alto potencial radiofônico  – ou de “música de novela”, como brinca o próprio César, observando a viola caipira afeita a tramas rurais – marca “Bem Mais”,  e, em outro viés, mais sofisticado, “Parece”, que conta com dois talentos convidados, também cantautores: Alexandre Andrés na flauta e Juliana Perdigão em clarone e clarineta, no arranjo de Leonardo Perantoni.  A complexidade estrutural  também não torna menos atraente uma canção épica como “Herói”, com César aos violões (o de cordas de aço e o de náilon) e a parceira Luiza Brina tocando patangome, instrumento percussivo de congada, em rico diálogo com a bateria de Cláudio Lima e as intervenções de Suzano em caxixi, moringa e triângulo.

“Jonas”, com leve sabor prog anos 70, feita em homenagem ao mestre “sambeiro” do Reciclo Geral, de Belo Horizonte, é outro exercício de rigor, com arranjo de sopros de Elísio Freitas. Em “Simone de Santarém”, com letra de Luiz Gabriel Lopes sobre uma prostituta paranaense radicada em Portugal, César singra melodias difíceis com trechos explicitamente mouriscos.  Já em “Tudo Incerto”, composta por ele após audição do primeiro disco de Reginaldo Rossi, da fase Jovem Guarda, a viagem de simplicidade harmônica deixa espaço para Elísio soltar os bichos à guitarra.

Um dos destaques do repertório é a superacessível e pop “Namorin”, parceria com Luiza Brina e Brisa Marques que se aproxima de um abolerado hermânico, mas com um viés ultrairônico no ponto de vista feminino antiternurinha. “Eu prefiro um canalha assumido a um meio marido”, profere a letra, de extração aldirblanquiana, diante de um amante cheio de “carin’” e “beijin’”. O fecho brilhante, caetaneado em sua apropriação do axé e do samba-reggae - com entrada triunfal do berimbau de Marcos Suzano -, é fruto de colaboração com a artista performática paraibana Numa Ciro. “Talvez/ o amor encontre  o seu lugar/ E a solidão/ simples delícia esperta/ Enquanto for contraponto/ Tom sobre meu cantar/ inevitável João”, canta a voz de César, manhosamente justificada, por um lado, pela tal linha evolutiva, e do outro, pela vocação popular.
Pedro Só / Agosto 2013

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Porquê da Voz – César Lacerda
02 – Qualquer Pensamento Específico – César Lacerda e Brisa Marques
03 – Manawê – César Lacerda
04 – A Dois – César Lacerda
05 – Bem Mais – César Lacerda
06 – Namorin’ – César Lacerda, Luiza Brina e Brisa Marques
07 – Herói – César Lacerda
08 – Parece – César Lacerda
09 – Jonas – César Lacerda e Brisa Marques
10 – Simone de Santarém – César Lacerda e Luiz Gabriel Lopes
11 – Tudo Incerto – César Lacerda
12 – Favos de Solidão – César Lacerda e Numa Ciro


Tom Nascimento - ...Funk-se, Rock-se... (2012)

“Legião Urbana, Titãs, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Tim Maia, Nito Landau, Johnny Herno, Jorge Benjor, James Brown, Gonzaguinha, Djavan, Cazuza, Rock, Reggae, Blues, Funk, música nordestina e tudo aquilo que ouço a todo o momento.”

Sabemos que a trajetória de um músico é marcada por diversas experiências e situações de suma importância em sua carreira. Na vida de Tom Nascimento, também existiram esses momentos. E que momentos!

“Cantar o Hino Nacional com Milton Nascimento, Gilberto Gil e a Orquestra da Polícia Militar no Mineirão lotado, na abertura do jogo Brasil X Argentina. Foi uma emoção inexplicável! E o placar foi 2X1 pro Brasil. (risos)

A outra foi minha primeira turnê solo na Itália em 2008. Também muito marcante. Gravei um clipe de uma música minha chamada – La formica Tereza, em que misturo italiano com português e salsa com rap, ragga. Compus, dentre outras canções durante essa temporada, a “Funk-se, Rock-se”, que é um dos carros chefes do meu novo show.”

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Pros Que Vem de Fora – Tom Nascimento
02 – Nuca Preta II – Tom Nascimento e Johnny Herno
03 – Funk-se Rock-se – Tom Nascimento, Dokttor Bhu e Shabê
04 – Além do Mar – Tom Nascimento
05 – Unauaiaí – Tom Nascimento
06 – Menina Bela – Tom Nascimento
07 – Assim Não – Tom Nascimento e Tatá Spalla
08 – Cadê Você? – Odair José
09 – La Formica Tereza – Tom Nascimento e Silvano Manco
10 – Você Pode – Tom Nascimento e Nito Landau
11 – Mama África – Chico César
12 – Poema Menina Bela – Tom Nascimento

Daniel Gama – Manifesto (Dis)Sonante (2013)

Poesias carregadas, num tom de critica social, jogos psicológicos reflexivos que nos remetem a um manifesto; dissonante no sentido em que tange um som ácido, compreendendo estilos diversos. Brincando entre harmonias de folk à MPB com melodias que perpassam do rock n’ roll a violas caipiras.

O disco Manifesto Dissonante é o primeiro volume da compilação de canções escritas por Daniel Gama e amigos, (em especial Gustavo Ramos) entre 2003 e 2013 e conta com a participação dos músicos Daniel Gama, Gustavo Ramos, Fred Chamone, Henrique Morais, Roberto Diamantino e Elton Raville.

Daniel Gama é mineiro, natural de Belo Horizonte, nascido em 21 de dezembro de 1981, músico autodidata, independente, compositor, cantor e multi instrumentista. Já participou das bandas “A Fábrica”, “Movimento Chanfrer”,“Aliens” e “Reloads”

Gustavo Ramos é mineiro, natural de Belo Horizonte, nascido em 14 de outubro de 1982, guitarrista e violonista autodidadta, compositor. Já participou das bandas “Balla Blues”, “A Fábrica” e“Aliens”, atualmente participa também das bandas covers“Creedence Collection” e “Bonzo – Led Zeppelin”.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 – Esse Mundo Mudará
02 – Miragem
03 – Mais
04 – Miami
05 – Poeira de Estrelas
06 – Lenda
07 – É!
08 – Pessoa
09 – Bandeiras
10 – Moura Torta

Composições de Daniel Gama e Gustavo Ramos

Djun (2012)

O oeste africano é o berço de muitas matrizes musicais contemporâneas como o Jazz, Funk, Soul, Afro Beat, Samba, Gafieira, Rumba, Mambo, Reggae. E é desta fonte que o grupo se alimenta para criar novas referências sonoras, abertas a experimentações e mesclas de linguagens.

Coordenado por Mateus Bahiense, o grupo DJUN existe desde 2009, e realiza encontros semanais no Centro Cultural Casinha. Sua trajetória de pesquisa data de 2003 com a Roda de Djembês, que estuda a cultura musical do oeste africano, especificamente as regiões de Guinea, Mali, Burkina Faso e Senegal.

A formação instrumental é composta por nove percussionistas divididos entre dunduns, djembês, eletrônicos, congas e balafons. A principal proposta é mesclar princípios circulares de movimentação e articulação musical com melodias incisivas e diretas do djembê. Há um constante diálogo entre os instrumentos que possuem relações extensas de dinâmica, timbre e afinação.

As principais referências musicais são os trabalhos de Mamady Keita, Famadou Konate, os irmãos Koulibali e Doudou Rose. E o repertório atual inclui os ritmos, dununbé, djansa, balakulanjan, koukou, fankani, Soli, N’Goron...entre outros.

Preço - R$20,00

Faixas:
01 - Djansa
02 - Desmanian
03 - Redemoinho
04 - Soli
05 - Djun
06 - Dunungbé
07 - Kora
08 - Fankani

"Todas as músicas pertencem a Humanidade"

Felipe José - Circular Música (2013)

Felipe José é multinstrumentista, músico desde os 11 anos de idade. Membro da Orquestra Ribeiro Bastos de São João del Rei, onde estudou e posteriormente foi professor do Conservatório local. Graduado em Composição Musical pela UFMG, integrou o Grupo RAMO e a Itiberê Orquestra Família, dedicando-se à práticas musicais diversas, como música antiga e de concerto, música popular brasileira e música espontânea.

Já se apresentou em diversos países, na Europa, América e Ásia; compôs trilha para teatro, dança e cinema, além de música orquestral e canção. Já realizou residências artísticas em Canudos, Bahia (Interações Estéticas FUNARTE), Belo Horizonte (Centro Cultural UFMG) e no Monastério Karma Drubey, em Trongsa, Bhutan.

Atualmente desenvolve sua pesquisa em práticas improvisatórias coletivas, realizando pela primeira vez no Brasil a montagem do jogo COBRA de John Zorn, com isto fundando o Coletivo D’Istante, grupo dedicado à prática de música espontânea; e está lançando seu primeiro disco autoral, CIRCVLAR MVSICA, produzindo de forma independente.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 - Valsa Campeã - Felipe José
02 - C I D A D E - Felipe José
03 - NoiteDia - Felipe José
04 - Jabuti - Felipe José
05 - Lídia - Elísio Pascoal
06 - MARCO - Felipe José
07 - Julho/ Circulatio - Felipe José
08 - Chuvento - Felipe José

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Dj Tudo e sua Gente de Todo Lugar – “Pancada Motor – Manifesto da Festa” (2013)

O novo disco do músico, produtor, DJ e pesquisador Alfredo Bello celebra o universo multicultural de tradições brasileiras.

Gravado em suas andanças pelo Brasil e mundo, entre 2003 e 2013, e quase todo mixado em Londres por um dos mais importantes produtores da atualidade, Mad Professor, “Pancada Motor – Manifesto da Festa” traz doze faixas que traduzem a força rítmica da cultura brasileira em diálogo com músicos brasileiros e de outras partes do mundo.

Da cultura brasileira, as tradições alagoanas: Baianá, Samba de Matuto e Caboclinha; somados a vários músicos do Brasil e do mundo. Entre eles, Dr. Das, fundador do Asian Dub Foundation, Murat Erthel do grupo Baba Zula da Turquia,  Steven de Bruyn gaitista belga, Stefane Goldman guitarrista de Paris,  Alan Bryden da Escócia,  a cantora Tulipa Ruiz de São Paulo, além dos membros da banda que toca ao  vivo com DJ Tudo, Sua Gente de todo lugar:  Estevan Sinkovitz,  Mestre Nico, Gustavo Souza,  Marcelo Monteiro,  Amílcar Rodrigues e Odirlei Machado, além de outros músicos envolvidos.

Pancada Motor é como os brincantes de algumas tradições alagoanas chamam o seu fazer cultural.  Este disco resulta da paixão de Alfredo Bello por essas culturas, que a partir da Pancada Motor se reconecta com o anarco punk, com a cena rave (jungle) do início dos anos 1990 e com o mundo espiritual,  pois esse é um disco de DANÇA, TRANSE e SONHO.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – É Hoje É Hoje...
02 – Traveler
03 – Minha Querida  Mãezinha
04 – Que Bela Macumba
05 – Meu Natural
06 – Sailor’s Love
07 – Nega Vem Dançar
08 – On The Bridge
09 – Nico’s Dream
10 – Terra, Céu e Sonho
11 – Jaco’s Comb (Saímos Lá de Belém)
12 – Party’s Jam

Composições de Domínio Público produzidas por Dj Tudo 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Brother Soul - Irmãos de Alma (DVD - Livro - Documentário)

Símbolo do ativismo, o Brother Soul faz parte da história de Belo Horizonte e do movimento da black music brasileira. Completando 30 anos de existência e com formações variadas ao longo do tempo, o grupo tem uma persistência peculiar, mas uma história muito parecida com a da maior parte dos grupos artísticos, principalmente os da periferia.

Todos Gostariam de sobreviver da arte, situação que a realidade não permite. Por isso, além de artista, cada um tem uma segunda profissão: segurança, farmacêutico... Assim levam a vida, garantindo o sustento da família, nutridos do sonho de se manter no mercado artístico, conquistando espaços que, para muitos, parecem distantes, mas que o Brother Soul sempre perseguiu.

E foi assim que o grupo, depois de participar do Guia Cultural das Vilas e Favelas e ser visto pelo DJ Marlboro, conquistou o convite para participar da gravação de um DVD de Fernanda Abreu. E foi exatamente assim, na militância, que o brother Soul entrou para a família Favela é Isso Aí e para as vidas de cada um de nós.

Sendo presença constante nas atividades da ONG, carregando nosso nome e nossos objetivos no peito, na camisa que o grande Mestre Tito sempre vestiu, e chegando até aqui na casa de cada um, provando que vale a pena: não tem falta de dinheiro, não tem falta de acesso, não tem dificuldade que possa destruir o sonho de um artista.
Brother Soul: aqui estamos nós, sempre com vocês!

*por Edilene Lopes, jornalista  

Preço – R$30,00


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Emcantar – Escutatória (2012)

Durante os meses de agosto e setembro, o grupo EMCANTAR estará em turnê para lançamento do DVD do espetáculo Escutatória. Serão 16 apresentações gratuitas e oficinas em 9 cidades: Araxá, Belo Horizonte, Divinópolis, Juiz de Fora, Uberaba e Uberlândia (Minas Gerais); Franca e Ribeirão Preto (São Paulo) e Goiânia (Goiás). A primeira apresentação será em Franca, nos dias 15 e 16 de agosto.

Mariane de Ávila, artista e produtora executiva do EMCANTAR, explica que o DVD é resultado do espetáculo musical infanto-juvenil lançado em 2012, em Minas Gerais e São Paulo, que atingiu 10 mil espectadores diretos em 8 cidades. "O DVD é uma oportunidade de ter em casa uma produção artística do interior de Minas, com riqueza de imagens e muita alegria expressa nos artistas e no público. Adultos e crianças se encantam com o Escutatória", expõe Ávila.

Além dos artistas do EMCANTAR, a turnê terá participação da equipe técnica de audiovisual da Digiteca Filmes e Multimídia, composta por 3 integrantes, e também do fotógrafo Douglas Luzz. "Objetivo é registrar, em vídeo e fotografia, todos os momentos da turnê Escutatória para todos acompanharem o cotidiano do grupo, os bastidores de um trabalho artístico e ainda se divertir com a nova turnê Escutatória", apresenta Ávila.

ESCUTATÓRIA é o que há de novo, de sensível, de orginal, prenhe da esperança que só a arte pode transmitir e que cada brasileiro precisa ver. ESCUTATÓRIA não se descreve, não se reconta, não se reproduz. É preciso presenciar, é preciso viver essa experiência visionária”.
(Pedro Bandeira)  


Preço – R$35,00

Nádia Campos – Por Que Cantamos (2006)

Desde menina, Nádia Campos criou gosto pela música caipira e pela terra, como todo sertanejo. Sob influência de artistas como João Bá, os irmãos Doroty e Dércio Marques, Violeta Parra, Mercedes Sosa e tantos outros, aos nove anos começou a participar de festivais de música, gravou uma participação no disco de Rubinho do Vale e, mais tarde,foi aluna do paraguaio Eládio Pérez Gonzáles, na Fundação de Educação Artística de Belo Horizonte.

Investindo na carreira musical, a cantora e compositora fez diversas participações em gravações e shows de outros artistas do meio. Após uma experiência internacional, a cantora gravou este seu primeiro CD, “Por que Cantamos”. Participou de um festival no Chile, encontros de violeiros do Movimento dos Sem Terra,entre tantos outros, nos quais dividiu o palco com mestres da viola como Dércio Marques, João Bá e Pena Branca.

Neste CD tem participações especiais de Dércio Marques, Chico Moreira e Poli Brandani

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Folia de Peregrinação – Nádia Campos
02 – No Mês de Agosto, Lá No Cerrado – Nádia Campos e Carlos Rodrigues Brandão
03 – Ser Criança – Darlan Marques
04 – La Jardinera – Violeta Parra
05 – Dança do Cabôco/Dança de Engenho – Domínio Público, recolhido na Lapinha da Serra, MG
06 – Lua Flor – Nádia Campos e Carlos Rodrigues Brandão
07 – Muerte Sin Fin – Dércio Marques e Jose Gorostiza
08 – Santa Flor – Fernando Guimarães, Thanizia Colares e Carlos Assunção
09 – Por Que Cantamos – Nádia Campos, Felipe Arellano, Dércio Marques e Mário Benedetti

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Visco – Um (2012)

A Visco apresenta seu álbum de estréia "Visco Um", lançado em maio de 2012 e gravado com recursos da Lei Murilo Mendes de Incentivo à Cultura (edital 2010). O disco, que conta com 11 faixas autorais em português, traduz toda a essência estética da banda, mostrando o rock nas suas mais variadas vertentes.

Muito elogiado pela crítica da cidade (Juiz de Fora) e região, uma das faixas do disco ("Pra Variar") está presente na Coletânea Música Minas, e outras duas estão na programação de 3 rádios mineiras: Cidade FM (JF), Rádio Universitária (JF) e Vertentes FM (S. João Del Rei).

A banda também tem feito vários shows pela região e participado de importantes festivais, destaque para o "Circuito Música da Cidade" realizado em 2012, organizado pela COMUM (Cooperativa da Música de Minas Gerais.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 - Não Faz Mal
02 - Pra Variar
03 - Sem Volta
04 - Não Dá Pra Ver
05 - Só Ela
06 - Desencontro
07 - Eu Vou
08 - Inverno
09 - Pedro Blues
10 - Comigo Não
11 - Fogo

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Tavito – Golden Hits (2013)

Preço - R$20,00

Faixas:
01 – Rua Ramalhete
02 – O Maior Mistério
03 – Uma Banda Em Sampa
04 – Começo, Meio e Fim
05 – O Beijo do Tempo
06 – Cowboy
07 – Aquele Beijo
08 – Casa No Campo
09 – O Dia Em Que Nasceu Nosso Amor
10 – Naquele Tempo
11 – Pé de Vento
12 – Embora
13 – Sou Eu
14 – Água e Luz
15 – Longe do Medo
16 – Gostosa
17 – A Nossa Casa
18 – Medley – Essa Música/I’ll Be Back/Because/Rua Ramalhete
19 – Coração Verde-Amarelo

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Frederico Heliodoro – Ao Vivo No Café Com Letras (2011)

Atuando na cena da música instrumental desde 2007, Frederico já ganhou diversos prêmios como instrumentista e compositor. Já dividiu o palco com Benjamim Taubkin, Rafael Vernet, Roberto Menescal, Jane Duboc, Toninho Horta, Juarez Moreira, Nelson Faria, Sérgio Galvão, Cliff Korman, Lupa Santiago, Márcio Bahia, Nivaldo Ornellas, Chico Amaral e Cléber Alves.

Atualmente, o músico cursa Música Popular na UFMG e já estudou com músicos de NY como: Ari Hoenig, Gilad Hekselman e Mike Moreno.

"Este é um lindo CD do baixista Frederico Heliodoro. As músicas têm um rumo próprio e são bem construídas, altamente envolventes e fascinantes de se ouvir. A banda está quebrando tudo também! Bom trabalho Fred!"
*por Ari Hoenig

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Social Free
02 – Crazy Song
03 – Enquanto Não Chega
04 – isadora
05 – janela
06 – Late Name

Composições de Frederico Heliodoro

Lucas Avelar – Coisa de Cinema (2013)

Nome emergente da nova geração de compositores mineiros, Lucas Avelar apresenta mais uma leva de músicas autorais no segundo disco de sua carreira,
Em 2008, Lucas lançou “O Bicho que mora na gente”, produzido por Flávio Henrique, e ganhou um espaço de prestígio na cena cultural mineira. Foi reconhecido como um artista promissor, ganhou resenhas na mídia nacional, participou de vários projetos (como o Conexão Vivo, Música Minas etc) e vem, desde então, ampliando seu trabalho.

O novo disco de Lucas Avelar, “Coisa de Cinema”, foi gravado em abril de 2013, no estúdio soulcity:produssas, em São Paulo. Recheado de música pop, letras leves e urbanas e uma pegada dançante, conta com a participação luxuosa da cantora baiana Márcia Castro [com quem divide os vocais de um frevo moderno – “Ideal”], com músicos impecáveis e a produção do conceituado BiD [que tem no currículo artistas como Chico Science, Seu Jorge, Mariana Aydar etc].

Lucas explica que o título dado ao álbum é bem menos a sétima arte em si e bem mais a conhecida expressão “Coisa de Cinema”, referente a situações e fatos da vida cotidiana que se desdobram como mágica diante dos olhos. Como diz o verso do refrão “Passa como um filme, mas sem final, sem final”. E assim o disco fica, sem fim, na memória de quem ouve.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Nosso Tempo
02 – Raio
03 – Ar
04 – Força Bruta
05 – Coragem
06 – Ideal
07 – Coisa de Cinema
08 – Aguardando Você
09 – Porventura
10 – A Chave

Composições de Lucas Avelar

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Mamour Ba – O Poder do Ritmo (2013)

Senegalês Mamour Ba lança seu primeiro CD, o instrumental 'O poder do ritmo'
Trabalho vem após músico viver 30 anos em BH e difundir a música e os instrumentos africanos no Brasil

“Belo Horizonte era polo cultural do Brasil há 30 anos. Beto Guedes, Clube da Esquina Marco Antônio Guimarães estavam em alta. E havia também a dança contemporânea, o jazz, a capoeira. Ainda no Senegal, me falavam de Belo Horizonte e que eu deveria vir para cá, pois era central, entre Rio de Janeiro e São Paulo”, lembra o percussionista e compositor senegalês Mamour Ba. Há 30 anos, ele deixou Dacar rumo à capital mineira, onde se tornou referência em cultura africana, ajudando a difundi-la em shows, espetáculos de dança e oficinas. Agora, finalmente, acaba de lançar seu primeiro disco, 'O poder do ritmo'.

Formado pela Escola de Arte de Dacar, Mamour atuou no balé e na orquestra nacionais de seu país, quando teve a oportunidade de viajar por quase 20 países. Morou durante nove anos na França, período em que estudou composição na Universidade de Versailles e atuou como músico. Tocou com ícones do continente africano, como o cantor nigeriano Fela Kuti e o saxofonista camaronês Manu Dibango. Como bolsista da Unesco, havia decidido ir para o México, mas seus amigos da embaixada brasileira em Dacar o fizeram mudar de ideia. Assim, BH entrou na sua rota.

Seu disco de estreia é resultado de toda essa caminhada, incluindo a parte mineira, que começa no curso de composição da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Entre seus colegas estavam os violonistas Fernando Araújo e Gilvan de Oliveira e nessa época teve a oportunidade de conhecer mestres como Hans-Joachim Koellreutter e César Guerra-Peixe. A língua não foi um obstáculo tão grande, lembra ele, hoje com 55 anos. “Temos laços bem interessantes com o Brasil. O clima, a comida, as pessoas, a fonética. Foi fácil me adaptar e o fato de saber falar francês ajudou.”

Com oito faixas autorais, 'O poder do ritmo' foi gravado no ano passado, em Belo Horizonte. Mamour tocou praticamente todos os instrumentos, o que inclui boa variedade de percussões trazidas do Senegal, como balafon (espécie de marimba de madeira), djembe e sabar, este último um dos mais característicos do seu país.

Além de introduzir novos sons de percussão africana no país, o artista quer que o álbum ajude a mudar a concepção dos brasileiros sobre o ritmo. “As pessoas entendem o ritmo como acompanhamento, com um cantor à frente. No meu disco não é assim, há um diálogo com a percussão”, explica. Instrumental, o disco é baseado principalmente em ritmos senegaleses, com melodias de inspiração africana e, como define o percussionista, “harmonias universais”. Pitadas de pop, música eletrônica e improvisação (jazz) são as “pistas” que ele deixa para as futuras conexões que deseja desenvolver.

A propósito, esta última faixa tem como base ritmo conhecido na África como gumbé e chama a atenção pela similaridade com a batida brasileira do maculelê (que influencia o funk carioca, por sua vez). Mamour diz que fez isso de propósito: “Para aproximar e mostrar que muito do que se toca aqui é tocado lá também. A forma é a mesma”.

Um coral para BH 
Mamour Ba revela que vem estreitando laços com a Colômbia (onde também há forte herança africana) nos últimos quatro anos. Esteve lá pela primeira vez para participar de uma conferência e voltou maravilhado com a música que ouviu, principalmente na comunidade de Palenque de San Basilio, no Norte do país, habitada por descendentes de escravos africanos levados para lá pelos colonizadores espanhóis. O percussionista tem ido todo ano para lá, onde desenvolve trabalho com um grupo vocal.

Fazer o mesmo aqui é um sonho, confessa: “Montaria um coral de 200 vozes para fazer Belo Horizonte cantar. Seria todo fim de ano, numa praça, para manter nossos laços culturais”. Por enquanto, o mais próximo disso é o projeto de seu próximo disco, ainda sem nome, mas já conceitualmente definido: repertório exclusivamente de canções de Milton Nascimento interpretadas por 30 vozes, todas gravadas por Mamour. “Por que Milton não foi ainda gravar com os africanos?”, pergunta o músico senegalês.

“Haverá base de percussão, com as vozes ao centro”, adianta. Já selecionou músicas como 'Maria Maria', 'Fé cega, 'faca amolada', 'Travessia', 'Coração de estudante' e 'Francisco'. Convidados estão previstos, mas Mamour prefere manter segredo. O artista planeja entrar em estúdio para registrar as músicas ainda este ano.

PELO MUNDO 
Mamour Ba tem feito, frequentemente, apresentações no exterior. Para o ano que vem, já estão marcados shows nos Estados Unidos, Austrália e países da Europa. Além disso, ele visita anualmente o Senegal, onde mora parte de sua família. Sua agenda prevê para dia 11 do mês que vem concerto no Festival de Inverno de Ouro Branco, com seu grupo Conexão African Beat, formado por alguns de seus ex-alunos de percussão.

Preço – R$30,00

Faixas:
01 – Kerça
02 – Soutoura
03 – Janta-Bi
04 – Black Mississippi
05 – Souvenir Malinké
06 – Mansana-Cissé
07 – Elegance
08 – Thiossen

Músicas de Mamour Ba

Ricardo Ulpiano – QuinTao (2012)

Imagine-se convidado a estar em um quintal aconchegante, feito para recebê-lo. Nele, cada elemento e sonoridade são únicos e todos os mínimos detalhes revelam a intimidade de quem o criou. Faça um exercício de abstração e pense que este lugar virou música.
Seja bem-vindo! A música de Ricardo Ulpiano também é o seu lugar...

QuinTao é o nome do primeiro álbum, que mistura experiências e vivências do compositor.

Por meio da junção de duas palavras “quintal” e “Tao”, o artista funde duas diferentes perspectivas: o “quintal” que representa a casa, a morada, o porto seguro e o “Tao”, expressão oriental advinda do Taoísmo, que traz a ideia de caminho; direção.

O álbum gravado em 2009 trata de temas referentes aos diferentes caminhos feitos pelo coração, paixão, existencialismo, escolhas e a eterna busca do homem pelo amor e por si próprio. Atemporal, o CD apresenta canções híbridas; misturando elementos da música latina, MPB, regional e pop. Tudo isso criado com cuidadosos arranjos instrumentais, vocais e letras poéticas. Desta maneira, o QuinTao torna-se a valorização da diversidade musical/cultural onde o novo e o velho, o eletrônico e acústico, a vanguarda e o tradicional, o solo e a polifonia se misturam.

Ao libertar suas emoções em verso, pensamentos em palavras e sentimentos em notas musicais, Ricardo Ulpiano expõe o seu QuinTao para assim, tocar o coração do espectador. Produzido por Thiago Peixoto, o CD que contou com participações de consagrados músicos, dentre eles Vander Lee, Érica Machado, Fernando Sodré e Natália Mallo, foi lançado em maio de 2012, no Teatro Alterosa, obtendo sucesso de público e crítica.

Acompanhado por um time de elite formado por Emiliano Bolla (sopros), Fredinho Santos (percussão), Samy Erick (violão e guitarra), Thiago Braga (baixo) e Thiago Peixoto (bateria), Ricardo Ulpiano destaca-se entre a nova safra de músicos de Minas Gerais e apresenta um repertório leve e envolvente, do início ao fim; digno de quem já tem 10 anos de carreira.

QuinTao é daqueles shows que nos incita a levantar da cadeira, dançar e cantar. É como se estivéssemos em nossa própria casa...

Pois bem, fique a vontade! O quintal é nosso!

O artista
Ricardo Ulpiano é mineiro de Belo Horizonte. Desde cedo conviveu com o bater das caixas e com o som dos versos em folias e congadas. Quando criança, o músico ouvia antigos LP’s que tinha em casa e assim nutriu a vontade de tocar até a chegada do seu primeiro violão aos 14 anos. É graduado em Artes com habilitação em música pela UEMG e pós-graduado em educação musical pela UFMG.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Ricardo Ulpiano e Denise Ursini
02 – Bella – Ricardo Ulpiano
03 – Nem – Ricardo Ulpiano
04 – Meu Mundo Sem Você – Ricardo Ulpiano
05 – Fetiche – Ricardo Ulpiano
06 – Quando Você Não Está – Ricardo Ulpiano
07 – Estanque – Ricardo Ulpiano
08 – Hai Kai – Ricardo Ulpiano e Denise Ursini
09 – Carinhos – Ricardo Ulpiano
10 – Próximo Cometa – Ricardo Ulpiano
11 – Breve – Ricardo Ulpiano
12 – Qualquer Coisa – Ricardo Ulpiano


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Marina Machado – Quieto Um Pouco (2013)

Foi o pequeno Jorge, agora com um ano e nove meses, o responsável pela quietude de Marina Machado. Nesse período, ela decidiu parar tudo – shows, ensaios, encontros com amigos – para se dedicar ao filho e a pesquisa de seu próximo disco.

Agora é hora de Marina Machado novamente compartilhar sua voz com os fãs, em um novo CD. “Quieto um Pouco” acaba de ficar pronto e é um retrato desse novo momento da vida da cantora que, mais do que nunca, mostra seu talento como intérprete.

Canções célebres como “Que Pena”, de Jorge Ben Jor, “O Melhor vai começar”, de Guilherme Arantes, e “Casa Bonita”, de Carlos Lyra; além de temas já gravados por Skank (“É tarde”), Jonny Alf (“Que volte a tristeza”) e Ney Lisboa (“Vai Chover”). Confirmando a parceria com Affonsinho e Chico Amaral, Marina empresta sua voz à “Embora o mundo nos separe”, canção ainda inédita.

“Marina acaba contando, a cada disco, uma história completa. Ela escolhe canções que vão de algum modo nos tocar, pela delicada verdade que acaba flutuando em suas interpretações”, define o compositor Chico Amaral.

Para a seleção do repertório, Marina Machado contou com a ajuda do amigo e produtor musical Dênio Albertini. “Ouvia as músicas enquanto levava o bebê para passear e sempre tentava relacionar as canções com o momento que eu estava vivendo”, afirma. A sinergia da artista com a música “Quieto um pouco”, de Maurício Pereira e Dino Vicente, foi imediata. “A letra fala sobre coisas que ando fazendo muito: caminhar sozinha, olhar pra cidade, ficar quieta um pouco e pensar…”. A empatia foi tão grande que a música virou o título do CD.

Tudo em casa e em família
Marina Machado se orgulha por ter produzido um CD quase artesanal, feito com carinho e dedicação dentro de sua própria casa, no Vale do Sol, em Nova Lima (MG). Esse espaço tão representativo também serviu de cenário para o projeto gráfico do disco, criado pelo fotógrafo e artista visual Pedro David, marido de Marina. São cenas cotidianas, sem produção ou maquiagem: o descanso na piscina com o filho, a brincadeira com o gato e até o vaso de avenca da sala.

Para a produção musical do disco, Marina Machado também convidou dois músicos que mais parecem da família, com muitos anos de parceria: Alexandre Mourão (contrabaixo) e Lenis Rino (bateria e eletrodos). Tatá Spalla (violões, ukulele e guitarra) e Ricardo Fiúza (teclado e escaleta) também participaram das gravações.

Sobre Marina Machado
A maternidade também foi um pretexto para que Marina Machado descansasse um pouco. Foram 22 anos de carreira, sem parar. Intérprete que já passou pelo rock – junto com Maurinho e Podé Nastácia fez parte do trio ‘Zoombeedoo’ –; pelos palcos e ruas, com os musicais da Cia Burlantis; e vivenciou ricas experiências internacionais ao lado de Milton Nascimento.

Foram três CDs solo, três em parceria e a participação especial em outros tantos. Seu último trabalho “Tempo quente”, de 2008, rodou o país e conquistou novas plateias.

Agora, como mãe, a intérprete quer conviver com os vizinhos numa relação de troca e harmonia e viver com o filho e o marido o mundo simples e natural. “Acredito que para nós sobrevivermos neste mundo, temos que começar uma revolução em nossos valores e prioridades”.
 *por Rafael Araújo

Preço – R$25,00

Faixas
01 – Vai Chover – Ney lisboa
02 – O Melhor vai Começar – Guilherme Arantes
03 – Cara Bonita – Carlos Lyra
04 – É Tarde – Samuel Rosa e Chico Amaral
05 – Quieto um Pouco – Mauricio Pereira e Dino Vicente
06 – Que Volte a Tristeza – Johnny Alf
07 – Que Pena – Jorge Bem Jor
08 – Embora o Mundo nos Separe – Affonsinho e Chico Amaral

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Odilara – Janela pro Mundo (2013)

O novo trabalho, síntese do atual momento do Odilara, destaca canções que integram as várias vivências e influências do grupo e dialogam com a atual produção musical contemporânea. Com 11 faixas e 01 faixa-bônus, foi todo gravado de forma independente e contou a produção de Rogério Delayon.

Formado em 2006, o Odilara iniciou sua trajetória rearranjando sambas de vários compositores da nossa música. Com o sucesso do projeto, o grupo passou a interagir com o vasto universo da música brasileira contemporânea, explorando as influências dos seus integrantes pelo “Rock’n Roll” e “Música Pop” para firmar seu estilo e personalidade.

O Odilara, que já se apresentou ao lado de grandes nomes como Tulipa Ruiz, Arnaldo Antunes e Seu Jorge, é composto por Andréa Furtini (voz e gaita), Eurípedes Neto (violão e vocal), Gustavo Scarpa (baixo e vocal), Marcelo Bontempo (guitarra) e Paulo Espinha (bateria).

Preço – R$20,00

Faixas
01 – Vou Assim Devagar – Eurípedes Neto, Gustavo Scarpa e Marcelo Bontempo
02 – Aquela Beleza – Eurípedes Neto e Marcelo Bontempo
03 – Desencanto – Andréa Furtini, Eurípedes Neto e Marcelo Bontempo
04 – Em Todo Lugar – Eurípedes Neto
05 – Ed. Liberdade – Eurípedes Neto
06 – A Virada – André Miglio e Eurípedes Neto
07 – Tantas Vezes – Eurípedes Neto
08 – O Que Eu Quiser – Andréa Furtini e Eurípedes Neto
09 – Varanda do Ser – Eurípedes Neto
10 – Liquidado – Eurípedes Neto e Marcelo Bontempo
11 – 4 K – Eurípedes Neto e Marcelo Bontempo
12 – Nem Vem Que Não Tem – Carlos Imperial    

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

I Seminário Nacional de Viola Caipira - Um Toque de Identidade da Cultura Brasileira (2008)

Viola, reflexão e festa. Consciência política e compromisso social. Esta é a síntese do I Seminário Nacional de Viola Caipira, realizado pela Associação Nacional dos Violeiros do Brasil, em Belo Horizonte, no primeiro semestre de 2008. 

Durante três dias reuniram-se, violeiros, acadêmicos, mestres da cultura popular, pesquisadores e profissionais ligados ao universo da viola com o objetivo principal de identificar e debater as questões fundamentais relacionadas à viola, enfatizando seus aspectos culturais, antropológicos, sociais e políticos. 

Além de palestras e debates, o encontro contou ainda com exposições, mostras de vídeos e apresentações artísticas.
*por João Evangelista Rodrigues  


Preço – R$30,00