quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Gabriel Guedes (2012)

Neto do "chorão" Godofredo Guedes e filho do cantor e compositor Beto Guedes, do Clube da Esquina, Gabriel compõe clã criativo.

Depois de Choros de Godofredo, no qual passeia pela obra do avô “chorão”, Gabriel traz à tona a produção autoral, dando-se ao luxo de reunir os principais artífices do Clube da Esquina na faixa Estrela cadente. Além do pai, Beto Guedes, estão nos vocais da canção Milton Nascimento, Lô Borges, Flávio Venturini, Toninho Horta e Tavinho Moura. “O disco inteiro é uma homenagem ao clube”, avisa, dizendo-se “desaforado” ao cantar com um time de estrelas fazendo coro para ele.

A música chegou cedo na vida do filho de Beto Guedes. “As primeiras lembranças que tenho são de meus pais ouvindo Beatles e Clube da Esquina, quando eu tinha 7 anos”, recorda. Já naquela fase, gostava de dedilhar um cuatro venezuelano, instrumento de cordas semelhante ao cavaquinho. Aos 10 anos, Gabriel começou a se interessar pelo violão. O contrarregra de seu pai, Patu Hendrix, ensinou-lhe os primeiros acordes. Atraído pelo rock, três anos depois, ele passou a integrar, como guitarrista, uma banda cover dos Ramones, fazendo o primeiro show na antiga Capitão Caverna, na Savassi.

Aos 18 anos, diz ter sido atingido por “um raio”, ao ouvir pela primeira vez o Brandenburg concerto nº 3, de Johann Sebastian Bach. “Comecei a atinar para a pesquisa da música de orquestra”, que acabaria por chegar a bandas de rock como Yes e Genesis, com a qual mais se identificou. Aos 21 anos, nada mais óbvio, portanto, que criasse a banda Limbo, de rock progressivo, com a qual fez longa temporada na noite (extinto Mister Beef) belo-horizontina. “Naquele período, além da guitarra, estudava piano, saxofone e flauta em casa, estava começando a descobrir os instrumentos”, diz.

Despertar para a música do avô seria o próximo passo de Gabriel, que, ao descobrir partituras de Godofredo Guedes, trocou o violão de 12 cordas pelo bandolim. Montou um trio para tocar na noite. “Foi uma escola”, reconhece. No fundo, ele se acha um “oportunista vagabundo”. “Era para estudar mais arranjos de corda”, confessa.

Hoje, Gabriel sabe muito bem o que quer da música, que não é nada mirabolante ou espetacular. “O disco que estou lançando é a síntese de todo o trabalho”, acredita o músico, que, além de cantar, toca piano, guitarras, baixo, marimba, moog, rhoads, violão 12, órgão e bateria e outros instrumentos. Trata-se, de acordo com ele, do produto de mais de uma década de trabalho de composição.

Longe de se considerar um autor, Gabriel crê que a herança musical foi uma árvore que frutificou naturalmente em sua vida. “O Clube da Esquina é a referência”, assume o artista, dizendo que fez o novo disco para ele mesmo escutar, tomando vinho. “Não tenho pretensão de ser uma promessa do Clube, que sempre foi e será minha referência maior.”
*por Ailton Magioli - EM Cultura

Foto da Capa: Marco Aurélio Prates


Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Rumbha – Gabriel Guedes
02 – Valsa Mineira – Gabriel Guedes
03 – Vinheta 2 – Gabriel Guedes
04 – Para as Águas – Gabriel Guedes
05 – Júlia – Gabriel Guedes
06 – Lira – Gabriel Guedes
07 – Nina – Gabriel Guedes
08 – Vinheta Meninas – Gabriel Guedes
09 – Estrela Cadente – Gabriel Guedes
10 – Bituquebach – Gabriel Guedes
11 – Vinheta 1 – Gabriel Guedes
12 – Poente – Gabriel Guedes 
13 – Countless Days – Gabriel Guedes e Jasmin Godoy
14 – Veraneiro – Gabriel Guedes e Daniel Romano
15 – Prelúdio em G – J. S. Bach

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Uakti – Beatles (2012)

A música que o grupo Uakti faz exige, além de atenção redobrada, certa atitude solene no palco. Diante de instrumentos incomuns, feito de materiais inusitados como tubos de PVC, pedaços de vidro, cabaças, apitos, madeira ou latinhas de refrigerante recicladas, os artistas são obrigados a decorar cada movimentação e nota musical até conseguir o efeito desejado, não raras vezes, bem diferente do convencional. O novo projeto, um CD com releituras de clássicos dos Beatles exige algo mais dos integrantes do grupo.

O Uakti em 35 anos de carreira e ficou conhecido pelo trabalho autoral ligado ao repertório erudito e popular mais sofisticado. Raras vezes se aproximou do universo pop, como quando tocou com o Skank ou durante apresentação no Rock in Rio. Com o disco Uakti Beatles, o grupo flerta de vez com o movimento musical que, na essência, dialoga com multidões e com universo mais colorido e agitado do showbizz. Eles estão se preparando para a mudança. “Geralmente, pela exigência dos arranjos, tocamos mais compenetrados. Vamos continuar olhando para baixo, para as marimbas, mas não há como não ser mais alto astral. O repertório chega com uma carga pop que nos leva para cima”, diz Paulo Santos.

A ideia das recriações dos arranjos das obras-primas dos ingleses John, Paul, George e Ringo foi de Marco Antônio Guimarães. Além de responsável pela criação dos instrumentos, o músico e compositor, que há anos prefere se manter nos bastidores, tem cuidado de sinalizar os caminhos do Uakti. Com a homenagem aos Beatles não foi diferente. “O líder dos beatlesmaníacos é o Marco. Mas todos nós somos fãs. Temos afeto grande pelas melodias simples da banda inglesa, de resultado musical raro”, conta Artur Andrés. Foi necessário um ano inteiro para idealização dos arranjos e outro para gravação e ensaios para o show. “Incluiremos uns seis temas que não estão no disco”, completa Artur, mantendo em segredo os nomes das canções.

O disco Uakti Beatles chega com 16 faixas. Estão lá, por exemplo, Lucy in the sky with diamonds, Across the universe, With a little help from my friends, Something e Here comes the sun. As gravações, além de Paulo Santos, Artur Andrés e Décio Ramos, tiveram participação de Marco Antônio. No show, pelo menos até segunda ordem, ele não deve aparecer no palco. Para manter a fidelidade sonora nas apresentações ao vivo, o Uakti lançou mão de uma solução caseira. Pela primeira vez os filhos e esposas de alguns dos integrantes entrarão em cena. Josefina Cerqueira, mulher de Paulo Santos, e Regina Amaral, casada com Artur Andrés, vão participar. O guitarrista Ian Cerqueira, filho de Josefina, e o flautista Alexandre Andrés, filho de Arthur, também são presenças confirmadas.

Quem está acostumado com a sonoridade do Uakti vai se surpreender. O disco mantém a essência tanto do grupo quanto dos arranjos dos Beatles. “Todas as notas das melodias são originais. O que dá o diferencial é o timbre”, explica Décio. Mas engana-se quem imagina a sensação de déjà vu. A intenção é criar surpresa. Ao transpor para os instrumentos de sons singulares o repertório dos ingleses, o Uakti não cai no lugar-comum, nem mesmo da sonoridade que os notabilizou. Pela primeira vez os músicos mineiros flertam com instrumentos convencionais, usando o piano para conduzir a melodia de Come together, e a guitarra num solo de Get back. “Com o CD estamos realizando uma mudança de oitavas das mais amplas”, avisa Paulo Santos. Se a intenção é internacionalizar ainda mais o trabalho, como parece, o Uakti tem tudo para ganhar novos palcos.
*por Sérgio Rodrigo Reis - EM Cultura

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Mother Nature’s Son – Lennon e McCartney
02 – Get Back – Lennon e McCartney
03 – A Day in the Life – Lennon e McCartney
04 – With a Little Help From My Friends – Lennon e McCartney
05 – Lucy in the Sky With Diamonds – Lennon e McCartney
06 – Julia – Lennon e McCartney
07 – Come Together – Lennon e McCartney
08 – Here Comes The Sun – George Harrison
09 – Dig a Pony – Lennon e McCartney
10 – Across the Universe – Lennon e McCartney
11 – For No One – Lennon e McCartney
12 – She’s Leaving Home – Lennon e McCartney
13 – Eleanor Rigby – Lennon e McCartney
14 – Golden Slumbers – Lennon e McCartney
15 – Ob-La-Di, Ob-La Da – Lennon e McCartney
16 – Something – George Harrison             

Luiz Salgado – Trem Bão (2000)

Luiz Salgado é natural de Patos de Minas - MG, e atualmente mora em Araguari, no Triângulo Mineiro.

Desenvolve seu trabalho na área da Cultura Popular, Folclore e Cantorias Próprias, de outros cantadores e de Domínio Público. Atua como violeiro e cantador, dentro dessas manifestações Culturais.

Desenvolve um trabalho fincado na expressão musical arraigada no Brasil profundo, na música que emana do que há de mais autêntico e genuíno da tradição das festas populares, da folia de reis, do congado e da viola caipira.

No seu ofício de cantador faz de sua viola não só um instrumento musical de trabalho, mas também uma ferramenta de combate. Com seus acordes, ponteados e versos, canta o cerrado, o mato, a prosa, o causo, tornando sua música uma atitude diante da cultura e da vida, imprimindo uma maneira de ver o mundo e celebrar a beleza da tradição, da natureza, dos costumes e do folclore dessa região de Minas Gerais.

Tem se apresentado em diversas partes do país e participado de diversificadas atividades ligadas à música, com participação em trabalhos de Consuelo de Paula, Cátia de França, Orquestra de Viola Caipira do Cerrado, Viola de Nóis, Trem das Gerais, Pena Branca & Mano Véio, entre outros.

Preço – R$10,00

Faixas:
01 – Raízes – Luiz Salgado
02 – Norte e Viola – Luiz Salgado
03 – Rio – Luiz Salgado
04 – Resistência – Luiz Salgado
05 – Pau de Atiradeira – Papalo Monteiro
06 – Alma Penada – Caco Sodré
07 – Reza de Novena – Domínio Público
08 – Folia de Reis – Luiz Salgado
09 – Nhô Brás – Luiz Salgado
10 – Pequeno Dicionário das Grandes Coisas – Luiz Salgado
11 – Aroeira – Dalla e Wander Porto
12 – Que Nem Eu – Luís Dillah

Luiz Salgado – Navegantes (2012)

Dentre os nomes de Luiz Salgado, o que mais gosto é Xibiu. É quando ele se veste de palhaço e mágico. É quando sua viola soa como nos sonhos de uma criança e sua voz é mais generosa. O sorriso é o mesmo que une todas as suas obras, mas o coração se alarga. “Navegantes” nos convida a uma viagem linda.

A canção de abertura, Faz de Conta, traz o caminho de chegada, a festa na porta da entrada do navio, do circo, da escola, do teatro, da alma. “Mundaréu” é a segunda abertura, o canto que se adianta assim que a roda é formada. Em seguida, a festa é anunciada com a forte “Panela de Barro”. “Pequeno Dicionário’ e “ Criança” nos  colocam definitivamente no universo do CD.

A essa altura, uma história começa a ser contada, seguida de percussões irresistíveis. “Suíte dos Passarinhos” – aqui já estamos no meio da obra – é uma peça riquíssima que une passado, presente e futuro. A história continua com “Ciranda do Bem” e faz parecer que poderíamos recomeçar tudo novamente. Sorrimos com “Égua Branca” e logo após, a “Tarde” cai numa cantiga/acalanto trazendo o cheiro da saudade. “Alecrim”, alecrim dourado... A cor do alecrim se mistura ao dourado da tarde e todos começam a se despedir da viagem. A delicadeza de “Sabiá” provoca um sentimento tão bonito que nem sei nomear. E seguimos para a vida cantarolando “Urupaco”, sem parar...

As canções, os convidados, as vozes, os instrumentos, tudo sorri a favor da vida. E Xibiu olha pro cerrado e pro mundo com olhar de quem seguiu o curso do rio, de quem ouviu o coração e para ele entregou sua arte musical. Ele sabe que a vida vale a pena por causa de um jasmin ou de um pequeno gesto amoroso espontâneo. Por causa de uma nota musical que sai da voz e dos olhos de uma criança para depois pousar na emoção de quem ouve.
*por Consuelo de Paula 

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Faz de Conta – André Salomão
02 – Xavier Bartaburu e Edson Penha
03 – Panela de Barro – José Pedro Simeão
04 – Pequeno Dicionário das Grandes Coisas (Parte 3) – Luiz Salgado
05 – Criança – Luiz Salgado
06 – O Sapo – Domínio Público
07 – Suíte dos Passarinhos – André Fernandes e Luiz Salgado
08 – História Contada, Porta Aberta, Semente Plantada – Luiz Salgado
09 – Ciranda do Bem – Thigaga
10 – Égua Branca – Domínio Público
11 – Tarde – Luiz Salgado
12 – Alecrim – Domínio Público
13 – Sabiá – Antônio Sabiá e Luiz Salgado
14 – Urupaco – Caco Sodré


Foliões e Tocadores – Taboquinha da Tapera (2012)

Foliões tocadores de taboquinha da tapera, pequena comunidade no sertão de Minas Gerais. Fica a algumas horas de estradas de terra e paisagens roseanas, no município de São Francisco. São os guardiões da cultura e da religiosidade popular. Pessoas simples, de grande sabedoria guardada e vivida.

Semblantes enigmáticos e de rara beleza. São artesãos, tocadores, violeiros, aboiadores de cantigas e crenças, cantadores de modas e trovas, rezadores, benzedeiros, lavradores, carpinteiros e tantas outras coisas que passam por entre as mãos e sonhos desse povo.

Sua música é extremamente funcional, mesmo quando tocam, cantam e dançam as coisas deixadas pelos seus antepassados. Sua fé e suas práticas religiosas são diárias, às vezes mais intensas, outras mais lúdicas.

E assim, vão cumprindo seu destino, sua sina de teimosia em existir e resistir às tempestades e secas mais diversas. É assim que nos recebe e nos transmite seu mais precioso dom: a alegria.
*por Joaci Ornelas

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Folia de Bom Jesus da Lapa
02 – Folia do Divino Espírito Santo
03 – Fala Rabeca (Instrumental)
04 – Folia de Santos Reis
05 – Eu Não Criava Mais Boi
06 – Folia de São José
07 – Eu Não Acompanho Boiadeiro
08 – Folia de São Sebastião
09 – Lundu do Avião
10 – Folia de Santa Luzia
11 – Jaca (Instrumental)
12 – Folia de Mártir de São Sebastião
13 – Chula (Instrumental)      

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Choro Livre - Coletânea Volume 1 (2011)

Para registrar o momento importante de efervescência da cena de choro na cidade de Belo Horizonte, no final de 2011, foi especialmente produzida a “Coletânea Choro Livre – Volume 1”, que traz um belo retrato da recente produção fonográfica dos grupos e artistas mineiros que se dedicam a esse gênero musical.

A coletânea é composta por 10 faixas dos músicos e compositores: Ausier Vinícius, Eduardo Macedo, Gabriel Guedes, Geraldinho Alvarenga, Gustavo Monteiro, Marcos Frederico, Thiago Delegado, Rodrigo Torino, Sílvio Carlos e Warley Henrique. Além dos grupos Cortajaca, Flor de Abacate, Piolho de Cobra e Sarau Brasileiro.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Chorinho da Jéssica – Ausier Vinícius
02 – Ilustre Visita – Grupo Piolho de Cobra
03 – Boa Praça – Marcos Frederico
04 – Pensando em Ti – Warley Henrique
05 – Saudade de Itabira – Grupo Flor de Abacate
06 – Tardes em Fortaleza – Gabriel Guedes
07 – Os Matutos – Grupo Corta Jaca
08 – Malandrinho – Thiago Delegado
09 – O Carnaval Que Vem – Grupo Sarau Brasileiro
10 – Savassi Samba Play – Grupo Senta a Pua!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Consuelo de Paula – Casa (2012)

A mineira Consuelo de Paula lança seu quinto CD, Casa. O disco é mais um trabalho primoroso que registra a parceria entre a cantora e compositora e o violonista Rubens Nogueira (1959 – 2012), iniciada com Dança das Rosas, em 2004. Rubens fez todas as melodias para as letras de Consuelo que assina a concepção, direção e produção deste álbum.

A música de Consuelo de Paula chega muito bem amparada neste trabalho; ganhou nova moldura para mais uma vez surpreender até os ouvidos mais atentos. Todas as faixas têm o acompanhamento da orquestra curitibana À Base de Corda, formada por nove instrumentistas, conferindo ainda mais frescor para o personalíssimo trabalho da artista.

Surpresas vão permeando todo o CD. Cada canção, um toque, um tempero diferente. É que Consuelo convidou não apenas um arranjador para a “construção” de sua Casa: além de João Egashira, André Prodóssimo e Luís Otávio Almeida (integrantes da orquestra), os músicos Dante Ozzetti, Chico Saraiva, Weber Lopes e Luiz Ribeiro assinam os belos e delicados arranjos deste trabalho. São arranjos diferentes para conduzir com unidade a poesia e o canto de Consuelo.

A cantora declara: “Casa é um recomeço após a trilogia, é a continuidade da minha obra agora com outra textura, um aprofundamento e ao mesmo tempo um vôo mais amplo”. Ela ainda explica que o DVD Negra foi um condutor para esta nova fase, aquecendo os caminhos para este CD. É inevitável considerar que ele mantém a mesma coerência e equilíbrio observado em toda sua arte: ritmos, melodias e poesias em perfeita harmonia.

Neste disco a mineira se apresenta com diálogos sensoriais, canto livre e pleno; registra seu afeto e admiração por Rubens Nogueira e a incalculável dor de sua perda: “Rubão traduzia em notas musicais a expressão contida na letra, por mais metafórica que fosse. Ele fazia a música certeira para elevar e respeitar a poesia. E fazia isso de forma genial”.

Preço R$26,00
Faixas:
01 – Convite
02 – Marinheiro
03 – Desafio
04 – Notícias
05 – Borboleta
06 – Espera
07 – Navegações
08 – Destino
09 – Azul
10 – Fé
11 – Réquiem
12 – Estrela

Todas as canções são de Consuelo de Paula e Rubens Nogueira 

sábado, 27 de outubro de 2012

Quinteto São do Mato – Leste Para Oeste (2012)

O Quinteto São do Mato faz parte de uma geração de músicos que desenvolvem uma linguagem musical contemporânea. Sua identidade não é limitada por fronteiras e se caracteriza pela grande diversidade de estilos, onde a liberdade e espontaneidade são a base da criação coletiva.
No repertório, além de composições do violonista e diretor musical Chadas Ustuntas, músicas de Hermeto Pascoal, Moacyr Santos, Baden Powell.

Os arranjos criados pelo grupo combinam características peculiares de cada cultura: ritmos brasileiros, toques africanos, música latina e cigana, tendo a improvisação como o elo que envolve os diferentes estilos, unindo-os em perfeita sintonia.

O quinteto surge do encontro de duas culturas: a brasileira e a turca. Chadas Ustuntas, compositor e multi-instrumentista natural da Turquia trouxe consigo a musicalidade do seu país, e no encontro com os músicos brasileiros Nara Pinheiro, Maíra Delgado, Márcio Guelber e Henrique Nogueira, surgiu o Quinteto São do Mato, apresentando um trabalho diferenciado na cena da música instrumental contemporânea.

Tendo a música do mundo no caldeirão, o Quinteto São do Mato encontrou uma maneira autêntica e intrigante de emocionar o público, com um som instrumental experimental e provocativo.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Leste Para Oeste
02 – Urso
03 – Gulçin
04 – Zé # e Mia b
05 – Norte Sul
06 – Zabelê
07 – Maxixe
08 – Motivo Quântico
09 – Ursa Menor
10 – Frevo Maracujá
11 – Perna de Pau
12 - Bahia

Composições de Chadas Ustuntas 



Seu Juvenal – Três Doses do Veneno Todo (2012)

Os quatro roqueiros do apocalipse estão de volta com uma prévia do que será o seu próximo album: "Três doses do veneno todo" , como o próprio título do EP diz, traz três pedradas-rock pra serem sorvidas homeopaticamente num rock and roll suicide de fones de ouvido, até que Seu Juvenal verta a dose fatal do veneno - seu novo full album.

Preço – R$5,00

Faixas:
01 – Rock Errado – Renato Zaca, Edson Zacca e Bruno Bastos
02 – Free Ordinária – Edson Zacca e Bruno Bastos
03 – Burca – Renato Zaca

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Esdra Neném Ferreira – Coração Tambor (DVD Documentário/2012)

Coração Tambor é um documentário sobre Esdra Ferreira, o Neném. Baterista virtuose de Belo Horizonte. Neném se iniciou na música com a geração do Clube da Esquina e apesar da carreira fecunda tocando com grandes músicos em palcos do mundo todo, só agora gravou seu primeiro disco.
O documentário acompanha os bastidores desta gravação, seu processo de criação junto a amigos de longa data.

Preço – R$35,00

Faixas
01 – Minas trem – Toninho Horta
02 – Atlantis – Esdra Neném Ferreira
03 – Samba da Mamãe – Esdra Neném Ferreira e Lourdes
04 – Monte Castelo – Esdra Neném Ferreira e Lourdes

Kabalions (2012)

Seis anos podem parecer muito tempo, mas foi o período necessário para que a banda mineira Kabalions produzisse seu primeiro disco. Todo cuidado e dedicação podem ser conferidos durante a apresentação e também nas 10 faixas autorais que compõem o álbum homônimo, lançamento que promete dar um gás na cena do reggae belo-horizontino.

Tanta demora foi um processo necessário, como afirma o vocalista Rodolfo Oliveira. “Existe um momento em que você está pronto e não tem como defini-lo. No começo éramos como vaso pequeno, fomos trabalhando e aumentando esse vaso, agora chegou o tempo de enchê-lo. Esse álbum serve para concluir a fase”, explica.

E de dentro desse vaso não se bebe apenas do puro reggae, mas de uma mistura certeira de outros estilos como o jazz e a música latina, sem falar da MPB. Todas essas influências são explicadas facilmente por Rodolfo, que conta que nunca foi uma vontade da banda se prender a um estilo tão definido. O plano se concretizou com a entrada dos integrantes Pedro Rios (teclados) e Samy Eric (guitarra), que acrescentaram às músicas um dinamismo maior. “Tínhamos essa questão de não fazer reggae igual a todo mundo, mas os dois potencializaram isso. Nós queríamos pegar as influencias que tínhamos pessoalmente e envolver com o reggae. Foi com essa pressão que nós mesmos colocamos que foi nascendo essa mistura”, conta.

Mesmo com tantas influências, o gênero jamaicano está evidentemente presente tanto nos arranjos quanto nas composições do Kabalions, que ainda conta com Matheus Ribeiro (baixo) e Râmede Bento (bateria), principalmente no que diz respeito à filosofia do estilo musical. “A música pra mim não é uma linguagem que as pessoas simplesmente falam umas para as outras, mas algo que toca também pelo lado espiritual, que mexe com o que há de misterioso. E o reggae foi a melhor forma que achamos para expressar isso”, garante Rodolfo.
*por Fernanda Machado - Portal Uai

Preço – R$15,00

Faixas
01 – Dance e Cante – Rodolfo Oliveira e Râmede Bento
02 – Filhos de Sião – Râmede Bento
03 – Guerreiro – Rodolfo Oliveira
04 – Expressão da Alma – Rodolfo Oliveira
05 – Lembre-se da Fé – Rodolfo Oliveira
06 – Sabedoria (A Chama) – Rodolfo Oliveira e Vinícius Medina
07 – Sabedoria – Rodolfo Oliveira e Eazy CDA
08 – Há de Brotar – Râmede Bento
09 – Energia – Rodolfo Oliveira
10 – Guerreiro Vers. Espanhol – Rodolfo Oliveira/Tradução: Gabriel Oliveira

Eduardo Hazan – Chopin (2012)

O universo musical se surpreende mais uma vez. Eduardo Hazan, um dos maiores pianistas de Minas Gerais interpreta, em grande estilo, as obras do compositor Frederick Chopin - um disco marcado por um repertório executado com uma técnica precisa e pura emoção. As músicas selecionadas são obras raras de Frederic Chopin e tornam este CD um item de colecionador. No repertório estão quatro movimentos da Sonata nº 3 em si Menor Opus 58 e mais quatro baladas.

Chopin escreveu três sonatas; a primeira é obra de juventude que praticamente ninguém toca. As outras duas são obras primas com perfeição formal. Já as 4 baladas são peças expressivas, brilhantes, de narrativa, que provavelmente foram inspiradas em um tema literário. Todas elas são de dificuldade acentuada.

Sobre Eduardo Hazan
Nascido em Santos, começou cedo com os estudos e obteve seu primeiro prêmio no Concurso Nacional da Bahia. Concluiu o bacharelado na Áustria com nota máxima e o mestrado em Indiana - EUA, quando lhe foi atribuído o cobiçado “Performer’s Certificate”. Aperfeiçoou-se em Paris, onde estudou durante um ano e meio. Possui três prêmios em concursos internacionais: “Marguerite Long” (França), “Vianna da Motta”(Portugal) e “Internacional do Rio de Janeiro”.

Enviado pelo Itamarati, realizou concertos na Itália, França, Inglaterra, Portugal, Áustria e América do Sul. Renomado e querido, lecionou na UFMG, na FEA e na UEMG dando aulas para professores. Em fevereiro de 2012, recebeu da Sociedade Carlos Gomes de São Paulo o título de “Comendador”.


Preço – R$20,00

Faixas
01 – 1º Movimento
02 – 2º Movimento
03 – 3º Movimento
04 – 4º Movimento
05 – Nº 1 Opus 23 em Sol Menor
06 – Nº 2 Opus 38 em Fá Maior
07 – Nº 3 Opus 47 em Lá Bemol Maior
08 – Nº 4 Opus 52 em Fá Menor

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Lu Toledo – Risco (2012)

“Sou desejo e apatia/ Fantasia e aflição / Sou ternura, desapego/ Abertura, sou prisão”. Esse é um trecho de uma das canções de Lu Toledo que compõe seu primeiro CD “Risco”. Guiado pela voz suave e, ao mesmo tempo, forte da cantora, este trabalho é formado por outras canções próprias, além de canções de parceiros e amigos como Jamil Guerra, Mestre Jonas, Lobbo e David Torrico (Espanha), quase todas inéditas.

Professora, Psicóloga, poeta, compositora e cantora, apaixonada pela Música Popular Brasileira, Lu Toledo estudou canto e teoria musical na “Babaya - Escola de Canto”, mais de 5 anos, além de sempre buscar cursos de extensão na Escola de Música da UFMG e escolas particulares de música.  Recentemente terminou um pós graduação em Princípios e Recursos Pedagógicos para a Educação Musical, oferecido pela Escola de Música da UEMG. Sempre utiliza os recursos da música em seu trabalho como educadora.

Durante o tempo em que estudou canto na “Babaya”, apresentou-se em várias mostras e eventos musicais promovidos pela escola em teatros da cidade, se diferenciando por sempre apresentar músicas inéditas (suas próprias composições ou interpretando compositores ainda não conhecidos na mídia).

Em 2005 fez o Show “Antítese” no Teatro da Maçonaria, encerrando seus estudos de canto nesta escola.  Nunca satisfeita, busca sempre aperfeiçoamento em seu canto, agora fazendo aulas com a cantora, professora de canto popular e amiga Regina Milagres, que muito colaborou na preparação vocal durante o processo de gravação do CD.

Já se apresentou em Berna, na Suiça(agosto de 2004), em uma mostra de composições, juntamente com seu companheiro – Jamil Guerra – em evento para brasileiros que vivem neste país,  com boa aceitação do público presente (brasileiros e suíços).
   
Também tem se apresentado em espaços culturais como na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em cidades históricas e em festivais como o “Festivelhas Manuelzão” (2005), entre outros.

Em 2008 gravou um pequeno CD em caráter demonstrativo em Cuba, com uma cantora (Marta Roche) do famoso Cabaré “Tropicana”, casa de shows. O CD está em fase de remasterização e traz canções próprias e desta cantora, com a participação de músicos cubanos, interpretadas em dueto, em um belo e diferente trabalho que foi intitulado “Brasil-Cuba: Simientes”.

Nesse ano, Lu Toledo fez dois pré-lançamentos de seu primeiro CD Risco, que considera o mais profissional, produzido pela Lei de Incentivo à Cultura de sua cidade (Betim, MG): um no “Pedacinhos do Céu” em maio e outro no Arte Ponto Com – Escola de Danças, em setembro de 2012. O show trás elementos do flamenco, em belos arranjos feitos por Alair Borges, além de gêneros da música brasileira, e conta com a participação de seu parceiro Jamil Guerra, que empresta ao show a marca cênica de suas castanholas e 
de sua dança.

Atualmente vem se preparando para shows de lançamento, começando por Betim, que acolheu o projeto e proporcionou a oportunidade de concretizar esse tão acalentado sonho de décadas.


Preço – R$15,00

Faixas:
01 – Mergulho – Jamil Guerra e Ludmila Alves
02 – Água Boa – Adair de A. Pereira (Lobbo) e Geraldo da Viola
03 – Riscos – Jamil Guerra e Lu Toledo
04 – 1º e 2º Tempos (Do Amor) – Lu Toledo
05 – Cotidiano – Mestre Jonas – sobre poema de João Bosco
06 – Riso Ímpar – Lu Toledo
07 – Cantoria – Lu Toledo e Jamil Guerra
08 – Caçadores de Tesouro e A Ira do Mar – Mestre Jonas
09 – Cale – Lu Toledo
10 – Escolhas – Lu Toledo
11 – Regressar – David Torrico Martin
12 – Antítese – Lu Toledo 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Antonio Loureiro – Só (2012)

O compositor e multi-instrumentista Antonio Loureiro chega ao segundo álbum solo apostando na liberdade do improviso e defendendo uma criação musical que prescinda de rótulos classificatórios. Em sua concepção, não há diferença entre canção e música instrumental ou entre o popular e o erudito. “Se me perguntam qual tipo de música eu faço, não tenho resposta para dar”, confessa Loureiro.

“Só” é fruto da coleção das referências sonoras que acompanharam Loureiro nesses seus 26 anos de vida. Se determinado momento do disco faz lembrar o som progressivo das bandas Yes ou Genesis e, logo na sequência, surge um toque de jazz contemporâneo à la Brad Mehldau, ou então uma canção, no melhor estilo da tradição brasileira, não se trata de coincidência. A mistura foi intencional e serviu de mote não apenas para o processo de composição como para a produção do álbum.

“Eu fico muito intrigado com essa não barreira que podemos ouvir em trabalhos como os de Mario Laginha, André Mehmari, Egberto Gismonti ou Guillermo Klein. Num mesmo assunto estão contextualizados paisagem sonora, arranjo e letra”, explica Loureiro que, apesar de nascido em São Paulo, despontou entre os novos artistas da atual cena musical de Belo Horizonte, cidade onde foi criado.

Formado em percussão na Universidade Federal de Minas Gerais, com especialização em composição e teclados de percussão, sua trajetória de músico profissional teve início em 2000. Como baterista e percussionista, acompanhando diversos artistas, entre eles, Toninho Horta (como integrante da Orquestra Fantasma), Chico Amaral, Flávio Henrique, Juarez Moreira, Robertinho Silva e Duofel.

Mais adiante, ajudou a formatar a sonoridade das bandas A Outra Cidade (com Kristoff Silva, Makely Ka e Pablo Castro) e Ramo (ao lado de Daniel Pantoja, Felipe José, André Rocha, Rafael Martini e Frederico Heliodoro). Com a primeira, entre outros shows, se apresentou no Mercado Cultural da Bahia de 2009. Mesmo ano em que o grupo Ramo foi selecionado para o Projeto Pixinguinha, rendendo a gravação e o lançamento de um CD, com produção assinada por Benjamim Taubkin.

O trabalho autoral do artista ganharia maior destaque em 2010, com “Antonio Loureiro”, seu primeiro álbum solo. O disco, que conta com participações do pianista André Mehmari, do quinteto de clarinetes Sujeito a Guincho e dos cantores Marcelo Pretto e Fabiana Cozza, contribuiu também para revelar a faceta multi-instrumentista de Loureiro – nas faixas, ele se alterna entre piano, violão, vibrafone, marimba e, naturalmente, percussão.

A estreia em disco solo veio acompanhada pela transferência do músico para São Paulo, onde vive atualmente, e de uma pequena turnê por Portugal e França, para concertos de divulgação. Foi na Europa que começou a planejar seu segundo álbum, já pensando em investir num trabalho que explorasse a liberdade do improviso.

Nenhuma das faixas de “Só” teve seu arranjo formalmente escrito. O álbum está centrado em piano, baixo, vibrafone, bateria e vozes – e, na maior parte das gravações, é o próprio Loureiro quem responde por todos os instrumentos. “Passagem”, por exemplo, foi composta a partir de acordes soltos de piano. “No espaço entre os acordes, coloquei improvisos de bateria e, depois, acrescentei vozes, com a mesma aleatoriedade”, explica Loureiro.

A opção pelo imprevisível também está na segunda parte de “Cabe na minha Ciranda”. Os solos de saxofone de Thiago França são improvisos que foram registrados separadamente e, mais tarde, sobrepostos e colados na edição.

Outra característica marcante desse novo álbum é a influência da cultura popular brasileira. Abrindo o disco, “Pelas águas” apresenta trechos da letra em tupi-guarani, com a sonoridade das palavras indígenas se misturando à melodia. “Boi”, por sua vez, tem a forte marcação rítmica inspirada no bumba-meu-boi do cantador Mestre Humberto de Maracanã. O contorno regional também está na já citada “Cabe na minha Ciranda”, trazendo a poesia e a voz de Siba. A parceria deles é antiga: Loureiro é integrante da banda do artista pernambucano.

“Só” destaca-se ainda pelas participações especiais, com as presenças de Tatiana Parra (voz), Pedro Durães (programações eletrônicas), Frederico Heliodoro (baixo elétrico), Rafael Martini (acordeon e vozes), Trigo Santana (contrabaixo), Alexandre Andrés (flautas), Daniel Santiago (violão), Sérgio Krakowski (pandeiro) e dos argentinos Santiago Segret (bandoneon) e Andrés Beeuwsaert (piano).

Preço – R$30,00

Faixas
01 - Pelas Águas – Antonio Loureiro
02 – Reza - Antonio Loureiro
03 - Cabe na Minha Ciranda - Antonio Loureiro e Siba
04 - Lindeza - Antonio Loureiro
05 - Antonio Loureiro
06 - Parto - Antonio Loureiro e Thiago Amud
07 – Passagem - Antonio Loureiro
08 - Antidotodesejo - Antonio Loureiro
09 - Boi - Antonio Loureiro e Makely Ka
10 - Luz da Terra - Antonio Loureiro

Chico Amaral – Província (2012)

Cristalino, o registro do solo do saxofonista belo-horizontino Chico Amaral na linda balada 12 de outubro, de Nivaldo Ornelas, revela mais que a perícia do improvisador. É nítido seu talento para conferir sentimento às notas, sopradas como se o músico estivesse ao lado do ouvinte, em timbre cheio de calor. A composição é uma das nove que compõem o repertório de seu segundo disco solo, Província, no qual o músico contempla exclusivamente peças de autores ligados à música mineira.

“Todas as músicas foram praticamente gravadas ao vivo em estúdio. Tocamos tudo juntos. Para música instrumental, é perfeito. A gente sempre ouve e almeja essa sonoridade. Inclusive, tenho tocado melhor assim, ao vivo. Fica mais intenso”, observa Chico Amaral. A propósito, ele conta ter tentado gravar tudo sem fone de ouvido, na tentativa de aproximar ainda mais o ambiente de gravação da atmosfera de suas apresentações.

“Não conseguimos, pois é preciso uma sala pensada para isso. Miles Davis e Gil Evans fizeram assim, mas com muitos takes e a gravadora Columbia bancando tudo”, justifica. Mesmo assim, ele e a banda (com a qual toca desde 2000) conseguiram imprimir textura de música ao vivo ao novo disco. Como resultado, obteve som mais espontâneo e menos “premeditado” que em Singular, seu álbum anterior, focado em composições e arranjos.

“Singular tem algo quase pop na concepção e colagem de arranjos, com a gravação de uma camada de cada vez. Esse novo disco é mais orgânico, com a base saindo pronta e junta. Ainda assim, me deu trabalho”, diz. Acompanhado por Magno Alexandre (guitarra), Ricardo Fiúza (teclados), Enéias Xavier (baixo) e André “Limão” Queiroz (bateria), Chico tocou flauta, piano e saxofones tenor, alto e soprano. Gravou as composições entre agosto e novembro do ano passado em três estúdios da capital mineira.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Canoa, Canoa – Nelson Ângelo e Fernando Brant
02 – Estação 104 – Chico Amaral e Eneias Xavier
03 – 12 de Outubro – Nivaldo Ornelas
04 – From The Lonely Afternoons – Milton Nascimento e Márcio Borges
05 – Moça de Fino Trato – Túlio Mourão
06 – Bolero de Ana – Tavinho Moura
07 – Samblues – Juarez Moreira
08 – Pedra da Lua – Toninho Horta e Cacaso
09 – Nem Nada – Beto Lopes e Murilo Antunes    

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Humberto Junqueira - Latina Levada (2012)

Da mistura entre a imparidade rítmica africana e a racionalidade harmônica européia surgiu enorme variedade de formas, gêneros e ritmos que compõem uma das hibridações culturais mais bem sucedidas do mundo contemporâneo: a música popular da América Latina.

Parte dessa riqueza é traduzida por aquilo que os músicos atuais chamam de “levadas”, ou seja, aqueles padrões rítmicos característicos, aquele modo particular de conduzir o acompanhamento, aquela distribuição peculiar dos acentos que determina um jeito, um sotaque.

Ao inverter a expressão “levada latina” para “latina levada”, Humberto Junqueira e seus convidados fazem emergir outros sentidos: desviam a atenção do ouvinte para a brejeirice, a sensualidade, a desobediência e a malícia da maioria das mulheres nascidas no pedaço de terra entre o México e a Patagônia

Mas há um terceiro sentido para o termo “levada”, que revela ainda outra possibilidade de leitura (ou escuta) do disco: o sentido de desvio que se faz na água de um rio, “para regar ou mover algum engenho” (Aurélio).

Nesses rios desviados, emergem surpresas. O tango vira choro, o choro vira tango, vira rumba, valsa, salsa, samba, vira bossa. É assim que a levada latina vira latina levada, porque é igualmente afeita ao intercurso, é aberta à fusão, é predisposta ao hibridismo e à mestiçagem.
*por GUILHERME PAOLIELLO

Preço – R$25,00

Faixas
01 – Latina Levada (Humberto Junqueira)
02 – Bordel 1900 (Astor Piazzolla)
03 – Quase Dia (Humberto Junqueira e Marcelo Chiaretti)
04 – Turbilhão de Beijos (Ernesto Nazareth)
05 – Firma o Pelo (Humberto Junqueira)
06 – Tristezas de um Violão (Choro Triste nº 1) (Garoto)
07 – Brasiliana nº13 – 1º movimento: Samba Bossa- Nova (Radamés Gnatalli)
08 – Danza Caracteristica (Leo Brouwer)
09 – Isabela (Humberto Junqueira)
10 – Provei (Noel Rosa e Vadico)
11 – Ai, Maria (Humberto Junqueira e Vinícius Carvalho)
12 – Xapanã (Sérgio Pererê)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Márcio Levy – Banana Pra Dar e Vender (2011)

Marcio Levy, cantor e multi-instrumentista nascido na cidade de Pirapora- MG lançou o seu primeiro CD, chamado “Banana pra Dar e Vender”, onde mostra composições autorais inéditas de artistas nascidos na bacia hidrográfica do rio São Francisco.

O trabalho foi gravado no Centro Mineiro de Cultura, e os arranjos foram feitos pelo próprio compositor.

Preço – R$20,00
Faixas:
01 – Rap das Bananas – Márcio Levy e Lilian Maria
02 – Riacho Correndo – Inácio Loiola e Juniô do Assuruá
03 – Peleja do Jumento Com o Tropeiro – Márcio Levy, Cuca Moon e Inácio Loiola
04 – Lexixe – Inácio Loiola e Juniô do Assuruá
05 – Icatú na Feira – Juniô do Assuruá
06 – Parto da Lua Cheia – Márcio Levy e Ivinho Lopes
07 – Frevo do Sapo Cachorro e Paturebas Amestrados – Márcio Levy e Ivinho Lopes
08 – Lírio das Cores – Márcio Levy e Inácio Loiola
09 – Contos de Roça – Magela
10 – Nas Ranca da Mandioca – Márcio Levy e Inácio Loiola
11 – Pirapora – Márcio Levy e Ivinho Lopes  

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Roberto Guimarães - Saudade de Mim (2010)

Centro das atenções do país desde sempre, o Rio de Janeiro, como não poderia deixar de ser, foi responsável pelo surgimento da chamada bossa mineira. Bastou o baiano João Gilberto, radicado naquela cidade, incluir a canção de um compositor do estado no repertório de seu segundo e antológico LP, O amor, o sorriso e a flor (1960), para Minas Gerais entrar definitivamente para a história do gênero, influenciando autores e intérpretes – do veterano Pacífico Mascarenhas à vocalista do Pato Fu, Fernanda Takai, passando por Toninho Horta, Affonsinho e tantos outros bossa-novistas. De carteirinha ou não.

“Como naquela época a TV era rudimentar, em Belo Horizonte passávamos o dia ligados nas ondas médias da Rádio Nacional e em outras emissoras cariocas, bebendo tudo da pré-bossa nova”, relembra Roberto Guimarães, de 71 anos, autor de Amor certinho, que ganhou o mundo na voz de João Gilberto, com arranjo de Tom Jobim. “Daqui de Minas, nós comungamos do nascimento da bossa com a turma do Rio”, acrescenta o compositor.

Ao lançar o segundo disco autoral, Saudade de mim (independente), ainda hoje Roberto se mostra surpreso com a decisão de João, que, depois de ouvir e tocar Amor certinho, anunciou que gravaria a canção em seu LP. “Sabe aquelas coisas do acaso?”, recorda o compositor mineiro. Os dois foram apresentados, em 1959, por uma amiga da turma de serenata de Roberto. O encontro ocorreu na casa da tia de Astrud Gilberto, ex-mulher do baiano, logo depois de uma apresentação de João no Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte.

“Naquela noite, toquei no violão do João cinco músicas minhas. Ele não falava nada, apenas ouvia. Por fim, pediu que repetisse a segunda – Amor certinho –, que escutou outra vez antes de pegar o violão e tirar a harmonia, enquanto eu escrevia a letra no papel”, revela Roberto. Não por acaso, o mineiro teve parte de sua trajetória registrada por Ruy Castro no livro Chega de saudade: a história e as histórias da bossa nova, lançado em 1990.

O compositor e economista aposentado mantém a rotina tranquila em sua confortável casa no Bairro São Bento, Zona Sul da capital. Ele apenas lamenta que, devido à pendência judicial de João Gilberto com a gravadora Odeon, proibida de lançar mundialmente em CD os três primeiros álbuns do baiano nem sequer possa desfrutar dos direitos autorais de Amor certinho. Isso, apesar da extensa execução da canção e das centenas de cópias piratas de O amor, o sorriso e a flor circulando mundo afora.
*por Ailton Magioli - EM Cultura

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Minas – Roberto Guimarães
02 – Sobe O Verão – Chico Amaral e Roberto Guimarães
03 – Com Você – Roberto Guimarães
04 – Ela – Robertinho Brant e Roberto Guimarães
05 – Wait – Roberto Guimarães
06 – Encontro – Roberto Guimarães
07 – Sem O Teu Carinho – Chico Amaral e Roberto Guimarães
08 – Salsa e Cebolinha – Robertto Guimarães
09 – Saudade de Mim – Roberto Guimarães
10 – Seis Cordas e Uma Voz – Roberto Guimarães
11 – Gosto de Mel – Bob Tostes e Roberto Guimarães
12 – Saudade de Mim (Instrumental) – Roberto Guimarães    

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Paula Santoro - Mar do Meu Mundo (2012)

“Mar do Meu Mundo” é o retrato de uma cantora que chega ao quinto álbum de sua discografia segura da estética musical que defende e acredita.

Paula Santoro aposta num estilo quase camerístico e canta para colocar a música, e não a si própria, no centro das atenções. Sua voz vem somar-se ao instrumental da banda, formada por Rafael Vernet (piano e arranjos), Kiko Freitas e Rafael Barata (bateria), Guto Wirtti e Zeca Assumpção (contrabaixo), Marco Lobo (percussão) e Daniel Santiago (violão).

São 10 faixas que trazem o mar como tema, combinando parcerias renomadas com autores de uma nova cena musical brasileira.

Preço – R$28,00

Faixas
01 Guanabara (Fred Martins)
02 Alegria (Léo Minax/Chico Amaral)
03 Homem Ao Mar (Zé Paulo Becker/Mauro Aguiar)
04 Samburá De Peixe Miúdo (Sivuca/Glória Gadelha)
05 Flor (Frederico Demarca/Marcelo Fedrá)
06 Mar Deserto (Kristoff Silva/Makely Ka)
07 Arabesco (Danilo Caymmi/Alice Caymmi)
08 Luz Da Terra (Antonio Loureiro)
09 Joana Dos Barcos (Ivan Lins/Vítor Martins)
10 Água Salobra (Eduardo Neves/Mauro Aguiar)

Téo Azevedo – Blues Matuto (2004)

Blues Matuto é mais um álbum fantástico de Téo Azevedo, com participações especiais de Bobby Keys, Dominguinhos, Antônio Carlos Nóbrega, Blues Etílicos e Jackson Antunes.

São 14 faixas com o melhor do estilo, incluindo "A Borboleta Amazônica", "O Vaqueiro e o Aboio" e "A Lenda do Rio Abaixo", alguns dos destaques.
Um CD excepcional Confira!

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Blues da Favela – Téo Azevedo
02 – O Vaqueiro e O Aboio – Vaquejadas Country
03 – A Balada de Robert Johnson – Bráulio Tavares e Sebastião da Silva
04 – A Borboleta Amazônica – Téo Azevedo e Peter Alouche
05 – A Bala de Ouro – Téo Azevedo
06 – Presépio – Téo Azevedo e Virgílio de Paula
07 – A Formação do Ser Humano – Téo Azevedo
08 – For Bobby Keys – Téo Azevedo
09 – Estrelas do Céu e da Terra – Téo Azevedo e Assis Ângelo
10 – A Lenda do Rio Abaixo – Téo Azevedo
11 – A Gaita e A sanfona – Téo Azevedo
12 – De Repente Blues –Téo Azevedo e Flávio Guimarães
13 – Desaconteço – Téo Azevedo e Rosa Maria Mano
14 – Puxe O Fole Sanfoneiro (Dominguinhos Tocador) – Téo Azevedo