terça-feira, 3 de março de 2015

DOM PEPO – MU (2014)

Dionisíacos belorizontinos pós-tropicalistas pré-socráticos vindos diretinho do Éden salvos pela arca antropofágica de um Noé brasileiro
Cum Licentia Superiorum
A ideia principal é:
Ficar nu com deus.
Acordar o corpo,
Limpar a mente.
Transmitir as emanações criativas do TAO.
Namorar a apoteose da beleza, do amor e da liberdade (no sentido radical dessas palavras).
Participar e promover Zonas Temporárias de Autonomia,
Rituais coletivos de iniciação de ciberxamãs, profetas e avatares do caos. (CAOS = união de todas as ordens)
MENOS teoria, MAIS pratica.
Transmutação cultural.
Promover catarse carnavalesca,
transe estético.
Criar o estado de consciência ideal para que nossa geração saia do estado neurótico de repetição inconsciente de atos que neguem a vida e a beleza.
Ejacular poesia,
Fecundar eras.
Evidenciar os sintomas de uma psicose coletiva.
Promover descargas somáticas que reinstituam a saúde.
Orgasmo total.
Lux et Volupta.
Amém.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Cabelo – Max Teixeira, João e Dé
02 – Gato Preto – Max Teixeira, João e Dé
03 – Trampo, Labuta, Ralo – João e Dé
04 – Morene-me – Laura Catarina, João e Dé
05 – Valeu Villão – João e Dé, Mimiza, Max Teixeira e Laura Catarina
06 – Alma - João e Dé

Vagnér Santo - De Palavras e Vinhos – (2014)

Vagnér Santo, nascido em Rubim, Vale do Jequitinhonha, iniciou carreira de cantor ainda quando estudava Ciências Biológicas na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), quando participou da peça Vereda da Salvação, de Oswald de Andrade.

Com a transferência para a UFMG, em 1978, montou o Grupo Seriguela & Pitanga, cujos componentes eram colegas estudantes dos cursos de Engenharia, Medicina, Veterinaria, Letras e tinha a proposta de cantar canções da autoria do grupo e musicas de tema regional. O Grupo fez sua estréia no mês de julho de 1978, durante a Feira de Arte da Fundação Universitária Mendes Pimentel (FUMP). Após diversas apresentações pelo interior do Estado de Minas e shows em circuito universitário, o grupo dissolveu-se em  1980.

A partir de então, Vagnér Santo começou carreira solo participando de festivais de musica   pelas cidades de Minas Gerais , sendo premiado em diversos deles como no FESTIVALE (Enraizado), em Salinas; Itambacuri, Nanuque e Jordânia (Prenda em Carne e Osso);  FESTIVALE (Cê tá mentin, cê num conhece o Vale do Jequitinhonha), em Rubim, dentre outros.

O primeiro show ocorreu em 1984 (O avesso do bordado), no Teatro do ICBEU, em Belo Horizonte, sob os arranjos e direção de Renato Motha. Desde então, foram inúmeros shows pelos espaços de Belo Horizonte:  Com licença, eu vou a bossa (Teatro Clara Nunes) com direção de palco de Jorge Fernando dos Santos e direção musical de Renato Motha; Cartola e Geraldo Pereira (Teatro Francisco Nunes); Eu Canto (Teatro Francisco Nunes), Caça a Raposa- interpretando João Bosco (Teatro Francisco Nunes), Choro Bandido-interpretando Edu Lobo (Sala Juvenal Dias , Palácio das Artes/ Teatro SESIMINAS), Cartola e Geraldo Pereira (Auditório da UFMG/ Teatro Francisco Nunes), Como um Mutante (Teatro Dom Silvério); Beijo na Boca, não (Auditório UFMG). Participou do show As novas Onhas do Jequi com produção de Tadeu Martins, no grande Teatro do Palácio das Artes.

Em 2006, lançou o primeiro CD Do Salgado e do Doce com apresentação na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes/ Teatro SESIMINAS e em cidades e locais diversos. Esse mesmo CD foi lançado nos EUA, com novo design e encarte bilíngue (2012).

Mais recentemente, durante período de estudo  na Universidade da  Califórnia em Berkeley, Estados Unidos, fez contato com músicos de lá e dai saiu o novo CD De Palavras e Vinhos. Somente musicas inéditas assinadas por Vagnér e os parceiros Wesley Pioest (Bailarina, De corpo e alma, Iluminação) e Leonardo Persoleo, do Grupo Oiaqui (Samba Estrangeiro). O arranjos e a direção musical foram assinados pelo baixista Kai Eckhardt. O piano ficou por conta de Osam Ezzeldin; bateria e percussão com a marca de Celso Alberti (acompanhou Flora Purin nos Estados Unidos).  O CD tem produção independente dirigida pelo cantor/compositor.

Gravado no OTR Studios, uma referencia da Sony Music em caixas acústicas profissionais sob a coordenação de Cookie Marenarte.  O encarte e a arte foram concebidos por Patrick O`Connor (Belmont , CA) e a fotografia é de David Papas (San Francisco, CA).  A música titulo do CD foi feita em hora de almoço, num restaurante em Sonoma, CA e, é uma critica aos brasileiros que não curtem falar a língua  portuguêsa quando estão no estrangeiro, ao contrario de turistas de outros países, ao mesmo tempo que presto homenagem a Berkeley e San Francisco pelo bom acolhimento (cito locais das duas cidades por onde andei, além de Sonoma e Nappa Valley) .

A vontade de gravar nos EUA surgiu de fazer uma leitura mais diferenciada das minhas músicas, com arranjos feitos por um americano. Também para mostrar a universalidade na música mesmo sendo  eu originado do Vale do Jequitinhonha.
Atualmente, Vagnér Santo divide a música com o ser professor/pesquisador  na Faculdade de Odontologia da UFMG.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Bailarina – Wesley Pioest e Vagnér Santo
02 – Das Bandas de Lá – Vagnér Santo
03 – De Corpo e Alma - Wesley Pioest e Vagnér Santo
04 - De Palavras e Vinhos – Vagnér Santo
05 – Desconfiança – Vagnér Santo
06 – Eu Faço Samba - Vagnér Santo
07 – Iluminação - Wesley Pioest e Vagnér Santo
08 – Monalisa – Vagnér Santo
09 – País do Sol – Vagnér Santo
10 – Prenda em Carne e Osso –  Vagnér Santo
11 – Samba estrangeiro – Leonardo Persoleo e Vagnér Santo

7 Estrelo – IV (2014)

O 7 Estrelo é um grupo de música contemporânea natural de Belo Horizonte, Minas Gerais. Formado em 2007 por André Lanari e Bruno Tonelli, lançou 4 álbuns (sendo o último duplo), um EP e distribuiu mais de 10 mil discos durante apresentações realizadas em 11 países da América do Sul, América do Norte, Europa, África e Ásia.

Com bases eletrônicas e influências de diversos outros estilos musicais, as músicas são autorais e trazem sonoridades de culturas do mundo à fora, reproduzidas através do mix de guitarra, viola caipira, baixo, flautas, vozes, beats e sintetizadores. Durante os shows, recursos visuais feitos através da técnica do videomapping são utilizados para compor o cenário.

Em 2008, o grupo fez sua primeira viagem internacional, onde se apresentou na Feira de Minas Gerais em Piemonte (Torino – Itália); em 2010 voltou ao continente em turnê que passou pela Irlanda, Croácia, Itália, Holanda e Alemanha; em 2012, o 7 Estrelo participou de grandes festivais e conferências internacionais, como CMJ Music Marathon (Nova York – Estados Unidos), Zagoa Festival (Saara – Marrocos) e Canadian Music Week (Toronto – Canadá); em 2013 saiu em turnê pela Argentina.

Em 2014 participou da World Music Expo - Womex (Santiago de Compostela – Espanha) e deu início a sua turnê mundial, começando peça Índia. Ao longo da carreira, o grupo participou de importantes eventos no cenário artístico brasileiro, como o festival Universo Paralello e dezenas de outros.
O grupo já gravou versão autorizada de composição de Alceu Valença (Dia Branco); gravou em parceria com artistas da música nacional e internacional, como o violinista Marcus Viana e o DJ israelense Lior Josh; e chamou a atenção do agente norte-americano Robert Singerman, diretor da Brasil Music Exchange, projeto de intercâmbio da música brasileira conduzido pela BM&A e a APEX-Brasil.

Integrantes:
André Lanari dos Mares Guia (27/02/1985), nasceu em São Paulo, São Paulo; voz, viola caipira, baixo e sintetizadores
Bruno Henrique Ribeiro Tonelli (9/07/1986), nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais; voz, guitarra, flautas e sintetizadores
Thyala Serena Ruiz Gimenez (20/06/1988), nasceu em Santo Antônio do Leite, Minas Gerais; vídeomapping

Preço – R$35,00

Faixas:
CD 01
01 – Mãos dadas de Todas as Mãos
02 – Sempreviva Azul
03 – Amor Dia Dá
04 – Eu Vi Voce -
05 – Sub Humano
06 – Alguma Coisa Nova
07 – Sucupira
08 – Little One
09 – Soul Cool
10 – Fleury
11 – A Constelação de Paz

CD 02
01 – Alcyone
02 – Satya’s Library
03 – Maya
04 – Sterope – O Fio de Teia da Aranha
05 – Electra Luz
06 – Atlas
07 – Templo Galeano

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Regina Souza – Inversões (2014)

Regina Souza é cantora, atriz, mineira de Belo Horizonte e tem 23 anos de carreira, alternado trabalhos de música e teatro.

Inversões é o seu terceiro CD solo, e foi produzido por Rodrigo Campello com direção artística de Pedrinho Alves Madeira.

Tudo começou em 2011, quando foi convidada a participar do Projeto “Aqui Jazz”, em Belo Horizonte, do qual o jornalista, pesquisador musical e gestor cultural Pedrinho Alves Madeira responde pela direção artística. No repertório, cantaria uma versão em português de “Blue Moon”, assinada por Rita Lee.

Depois de um ensaio, Pedrinho contou do seu desejo de criar um show somente com versões, e também “inversões”, canções brasileiras versadas para outras línguas. Propôs que fizessem juntos esse projeto que ele já vinha pesquisando há um tempo.

A partir daí, e durante vários meses, Regina escutou mais de noventa versões e inversões de todos os gêneros. Selecionaram o repertório e estrearam o show numa manhã de domingo no Parque Municipal, BH, no projeto SESC MPB.

Depois daquele show, e de outros que fizeram, Regina se viu completamente envolvida no universo das versões, principalmente do recorte indicado por Pedrinho, de clássicos americanos das décadas de 30, 40 e 50, e sugeriu que gravassem o CD.

E para produzi-lo, a cantora se inspirou no seu tio Francisco Mário, que em 1980 gravou o LP “Revolta dos Palhaços” através da venda antecipada do disco. O encarte trazia a assinatura de todas as pessoas que colaboraram e que apoiavam a ideia do disco independente.

E a partir de setembro de 2012 começou a enviar diversas cartas por e-mail, de venda antecipada, mesma época em que foi convidada pelo Grupo Galpão para participar da nova montagem, “Os Gigantes da Montanha”, de Luigi Pirandello, com direção do Gabriel Vilella.

E durante os dois anos que se passaram, alternando a música e o teatro, o CD foi sendo produzido, trazendo nessa primeira tiragem o nome dos 170 “co-produtores” que colaboraram com uma parte dos recursos do projeto.

O disco tem concepção, seleção de repertório e direção artística do Pedrinho Alves Madeira; arranjos e produção musical de Rodrigo Campello; direção de voz da Babaya; design gráfico do Guili Seara e fotos da Márcia Charnizon. Conta com os músicos Rodrigo Campello, Felipe Fantoni, Fernando “Bola Delgado”, Sacha Amback, Humberto Araújo, Aquiles Moraes, Everson Moraes, Paulino Dias, Pablo di Lauro e participações especiais de Clara Souza e Camila Nicácio.

Preço – R$30,00

Faixas:
01.Que De-Lindo (It’s De-Lovely)
Cole Porter – Versão: Carlos Rennó

02.Louca me chamam (Crazy he calls me)
Carl Sigman , Sidney Russell – Versão: Augusto Campos

03. Amada minha (Amado mio)
Doris Fisher, Allan Roberts

04. Samba e amore (Samba e amor)
Chico Buarque – Versão: Chico Buarque

05. Begin theBeguine (Begin the Beguine)
Cole Porter – Versão: Haroldo Barbosa

06. Blue moon (Blue moon)
Richard Rodgers, Lorenz Hart – Versão: Rita Lee

07. Como Um Rio (Cry me a river)
Arthur Hamilton – Versão: Nelson Motta

08. Sol da meia-noite (Midnight sun)
Johnny Mercer, Lionel Hampton, Sonny Burke - Versão: Aloysio de Oliveira

09. O amor é sempreamor (As time goes by)
Herman Hupfeld - Versão: Jair Amorim

10. No me digas adiós
Paquito, Luiz Soberano, João Correa da Silva

11. Oh! Que dia tão feliz (It’s a hap-hap-happyday)
J. Neiburg, Sammy Timberg, Winston Sharples – Versão: João de Barro

12. Rome (Chovendo na roseira)
Tom Jobim – Versão: Eddy Marnay

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Túlio Mourão – Come Toghether (2014)

Numa longa carreira com 12 álbuns, Come Together é o primeiro projeto de Túlio Mourão que não é autoral. O CD conta com 11 músicas, executadas por um trio instrumental – piano, baixo e bateria – em arranjos jazzísticos criados por Mourão.

Canções que o acompanham por toda a vida como She's Leaving Home, Lady Madonna, Eleanor Rigby, e outras tantas ganharam arranjos e recriações elaboradas  com a marca mais pessoal do artista, garantindo muito além de um registro,  mas também um emocionado  tributo.

Novas concepções, harmonias e grooves exalam da vivência musical que o músico exibe hoje e recriam as melodias em atmosfera arrojada e sofisticada.  “O trio, é um formato que propositadamente expõe os músicos com grande transparência para nuances e intenções, ao mesmo tempo que os desafia a criativamente a ocupar mais espaços” revela Tulio Mourão, que conta com as participações de Vagner Faria, Enéias Xavier e Pablo Souza (baixo), Edvaldo Ilzo e Lincoln Cheib (bateria) que se revezam nos baixos e bateria, e o pandeirista Túlio Araújo.

A música dos Beatles  tem  cativado  geração  após geração  desde seu aparecimento nos anos sessenta. O transcorrer do tempo tem contribuído para fixar a constatação de que as canções  nascidas  da dupla Lennon  McCartney  há muito migraram  de um  fenômeno  jovem  local  dos anos sessenta  para  o que hoje  se percebe como música planetária  onipresente  e eterna.

Para o músico Túlio Mourão, tocar Beatles não é questão de escolha, mas muito mais uma questão de identidade. Muitos amigos e estudantes do Colégio Estadual Central, em Belo Horizonte, ainda se lembram de Túlio, em final dos anos sessenta, tocando Beatles no piano do auditório. Matando aula? De certa forma...  De outra, o músico exercitava ou aprendia mais do ofício que marcaria sua vida.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Lady Madonna
02 – Things We Said Today
03 – Cant’Buy Me Love
04 – Here, There and Everywere
05 – Black Bird
06 – And I Love Her
07 – She’s Leaving Home
08 – Eleonor Rigby
09 – Al My Loving
10 – Ticket to Ride
11 – Come Together

Todas as músicas de Lennon e Mc Cartney

Tavinho Moura – Caboclo d’Água (1992)

Tavinho Moura - nome artístico de Otávio Augusto Pinto de Moura (Juiz de Fora, 9 de agosto de 1947), instrumentista, cantor e compositor mineiro da geração do Clube da Esquina - gravou vários discos e trilhas sonoras de filmes, com notável expressividade no meio musical e cinematográfico. Participou de festivais de música em Minas Gerais, onde conheceu Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta, Milton Nascimento e outros compositores mineiros ligados ao Clube da Esquina.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Caboclo d´água – Tavinho Moura
02 – Mato Grosso – Tavinho Moura
03 – Serra do Ão – Beto Lopes e Tavinho Moura
04 – Manoelzim da Crôa – Tavinho MouraInhuma – Zezinho da Viola
05 – Suindara
06 – Encontro das Águas – Tavinho Moura
07 – Dança do Mineiro Pau – Tavinho Moura
08 – Inhuma do Brejo – Tavinho Moura
09 – Dois Rios - Tavinho moura, Sergio Santos e Fernando Brant
10 – Noites do Sertão – Tavinho Moura e Milton Nascimento
11- Inhuma - Zezinho da Viola
12–  Minas Texas – Tavinho Moura
13 - Coração Disparado – Tavinho Moura
14 - Dona Menina - Tavinho Moura
15 - Alma de Gato - Tavinho Moura e Murilo Antunes

Tavinho Moura – Diadorado (1995)

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Diadorado - Tavinho Moura
02 - Marcha de Quadrilha -
03 - Capitão do Mato - Tavinho Moura
04 - Pegada da Onça - Tavinho Moura
05 - Inhuma Pantaneira - Almir Sater
06 - Estrela Alpacita - Tavinho Moura
07 - Pé Vermelho - Tavinho Moura
08 - Rosário de Mariá - Tavinho Moura e Murilo Antunes
09 - Rio Abaixo - Tradicional
10 - Romãozinho - Tavinho Moura
11 - Luduvina - Zezinho da Viola
12 - Corpo Fechado - Renato Andrade
13 - Manoel Por Fora Violeiro Por Dentro -Tavinho Moura
14 - Tinhosa - Manoel Neto de Oliveira
15 - Folia Sorriso de Nuvens - Tavinho Moura e Ronaldo Bastos

Tavinho Moura – O Tronco (1999)

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Morte de Virgilato
02 – Jabuti
03 – Serra da Maravilha
04 – Que Alegria meu Tio
05 – Alice
06 – Incendiários
07 – Vicente vai para a Cidade
08 – A Queima dos Documentos
09 – As Tropas começaram a Viagem
10 – Jabuti
11 – Dura Caminhada
12 – Chegada das Tropas
13 – Soldados vão a Fazenda
14 – Preparando a Retirada
15 – Fazendo a Mudança
16 – Emboscada
17 – Delírio e Morte do Coronel
18 – Catulino procura Deputado
19 – Jagunços
20 – O Tronco
21 – Anastácia na Igreja
22 – Vicente vai a Igreja
23 – Vicente e Anastácia
24 – Anastácia Foge
25 – Anastácia entre os Jagunços
26 – Jagunços perseguem Soldados
27 – Jagunços estão Chegando
28 – jagunços Atacam
29 – Homens no porão presos no Tronco
30 – Vai Virar um Inferno
31 – Quebrando a Coragem dos Homens
32 – Viva Nossa Vitória
33 – Desespero do Catulino
34 – Estão Matando os Prisioneiros
35 – Morte do Catulino
36 – vamos Voltar para Nossa Terra
37 – Vicente e o Jabuti
38 – Anastácia
39 – jagunços

Todas as músicas são de autoria de Tavinho Moura

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A Fase Rosa – Leveza (2014)

Inspirada pela ideia de renovar os ritmos brasileiros mais populares a partir de uma estética moderna e urbana, a banda belo-horizontina A FASE ROSA volta à cena com o lançamento de seu mais novo álbum, LEVEZA.

Experimental e multiculturalista, com timbres ricos e sonoridade singular, o disco é norteado pela liberdade e leveza, tanto na criação como no conceito. No repertório, um apanhado das muitas possibilidades que permeiam o som do grupo, que tem sua força no suingue da música brasileira, aqui, revigorado pela energia própria de uma banda de rock. Tudo isso materializado de maneira prazerosa, exatamente como o nome do disco sugere.

Vigor renovado depois de um ano e meio desde a elogiada estreia com o CD “Homens Lentos”, é também a leveza que parece refletir nova luz sobre o processo criativo e a trajetória da banda, formada pelos músicos Fernando “Feijão” Monteiro (bateria e voz), Rafael José (guitarra e voz), Rodrigo Magalhães (baixo e voz) e Thales Silva (guitarra e voz). “É possível notar um diálogo ainda mais forte com os procedimentos de crítica e criação característicos dos artistas brasileiros.

Continuamos com o desejo de traduzir a música e a cultura brasileira para o mundo, mas respeitando e tentando compreender diariamente o que de fato somos”, observa o guitarrista Thales Silva. Nesse novo capítulo da história do grupo, a mudança é sutil, mas profunda. As letras do novo disco continuam muito críticas, politizadas e atentas ao que acontece ao redor dos músicos, mas o ângulo é outro – mais leve e otimista.

Em tom arrojado, de quem sempre optou por sair da zona de conforto, a aspiração que emerge do som e da fala do grupo é pela novidade, que, entretanto, não desconsidera as tradições. É da beleza, que gera encantamento, mas também dúvida e estranhamento, e se revela a partir da descoberta – para eles, sempre mais surpreendente.

Preço – R$30,00

Faixas:
01 – Mãos Unidas - Thales Silva
02 – A Praia - Thales Silva
03 – Leveza - Thales Silva
04 – Treasures and Tragedies - Thales Silva
05 – Paraíba - Rafael José e Thales Silva
06 – BH-SP - Thales Silva
07 – Guanabara - Thales Silva
08 – Essa nega me Falta! - Paula Berbert e Thales Silva
09 – Florzinha - Thales Silva
10 – Cheiro Bom - Paula Berbert
11 – Vadiar - Thales Silva
12 Coisa Preta - Thales Silva

Fernanda Takai – Na Medida do Impossível (2014)

Eu poderia responder apenas: porque eu sonhei assim!
Só que nada pode resumir com tanta facilidade os motivos que me levaram a fazer o disco desse jeitinho.

Tudo à primeira vista parece meio caótico musicalmente, mas foi pelas arestas que encontrei o encaixe de mundos tão distintos. Não pelo insólito. Pela nobreza de cada voz, compositor e músico que participa desse caminho.
Gente que ouvi muito durante minha vida, gente que cresceu profissionalmente à mesma época que eu, autores que talvez gerações desconheçam, parcerias que soam como sacrilégio ou privilégio…

Dediquei-me a esse álbum de uma forma agressivamente leve. Tinha prazos a cumprir e todos tem agenda comprometida.

Às vezes algumas vontades não acontecem por conta da inércia. Ou por timidez. Ou por qualquer um buzinar ao seu ouvido que isso “não funciona bem assim”.
Hoje com internet e avião, nada pode deter o encontro. Gastei todo o meu arsenal de convicção para convocar alguns amigos e outros que se tornam agora parte da minha história.

“Te mandei a música”, “vamos marcar?”, “eu vou aí!”, “sim, posso mudar o dia”, “eu te busco no aeroporto!”, “vale almoço no Xapuri…” foram frases recorrentes.
Tudo o que faço precisa ainda encontrar pares visuais e sensoriais, por isso o grande ajuntamento de talentos para embalar as canções. A equipe que se reuniu para dar conta dessa necessidade trabalhou de modo inspirado e obstinado. O projeto gráfico, a roupa, os vídeos, a produção, a logística, o patrocínio, a gravadora. A arte!
Não, não é só a música. É o olhar, o sorriso, a lágrima, o detalhe.
É o sim!

Foi por causa de várias respostas positivas que este disco aconteceu. O que me resta é esperar de volta alguma cumplicidade e satisfação de quem torceu a favor.
E quem mais quiser se juntar a nós…
Feliz eu já estou.
*por Fernanda Takai

Preço – R$30,00

Faixas:
01 – Doce Companhia – Julieta Venegas / versão Fernanda Takai
02 – Como dizia o Mestre – Benito de Paula
03 – De um Jeito ou de Outro – Marcelo Bonfá e Fernanda Takai
04 – A Pobreza (Paixão Proibida) – Renato Barros
05 – Seu Tipo - Fernanda Takai e Pitty
06 – You and Me and the Bright Blue Sky – Cholly
07 – Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme – Cleide
08 – Quase Desatento – Climério Ferreira, Fernanda Takai e Marina Lima
09 – Amar Como Jesus Amou – Pe. Zezinho
10 – Liz – Robson e Cesar de Merces
11 – Partida - Fernanda Takai
12 – Pra Curar essa Dor – George Michael – versão John Ulhoa
13 – Depois que o Sol Brilhar – Yann Pierre – versão Zélia Duncan

Janaína Moreno – Festeira (2014)

Gravado entre maio e julho de 2013 e com produção musical e arranjos do violonista Luiz Brasil, “Festeira” é disco inspirado na diversidade musical brasileira e inclui canções de ritmos variados - do samba ao pop - e lança Janaína ao desafio de passear por diferentes nuances com seu canto de voz suave e marcante numa incursão profunda na MPB contemporânea, passeando do hip hop ao baião, blues, baladas e o bom e velho rock.

Das 11 faixas, cinco são composições autorais de Janaína, como “Quintal das Ilusões”, inspirada na saudade da infância do filho numa balada com uma pitada de rock and roll. Em “Você só vale o que tem” destila um blues da saga de uma mulher feminista e determinada à frente de seu tempo, assim como em “Semeou Cumpadi” narra a transformação de uma mulher que deixa de ser submissa para mostrar-se segura diante da vida. Já em “Todo Mundo Notou”, ela apresenta uma canção pop com a participação do MC e seu parceiro na composição, Akira Presidente. Essa música, exclusivamente, tem produção de Janaína Moreno.

Um ponto forte é a canção-homenagem “Cantoras do Meu Brasil”, inédita do baiano Moraes Moreira que celebra as divas da música popular brasileira, citando entre tantas Carmem Miranda, Dalva de Oliveira, Araci de Almeida, Maysa e Clara Nunes. O álbum ainda possui regravações Chico Buarque de Holanda (“Assentamento”) e Paulo César Pinheiro (“Capoeira coração”), além de outras inéditas do sambista mineiro Dé Lucas (Clarear) e Beto Soroli (“Semeou cumpadi”). O álbum conta com programação visual e fotos de Vinicius Monzichuki.

Sobre Janaína
Atriz e cantora, Janaína Moreno seja cantando ou atuando no palco tem o talento de atrair a atenção do espectador. Foi assim que ao conhecê-la o ator e diretor Paulo José disse-lhe certa vez: “você é muito cantora. Invista!”. A moça que ainda aos sete anos de idade se apresentou em um programa de TV e com formação em artes cênicas aceitou o desafio. Há seis anos, Janaína partiu para o Rio de Janeiro, onde venceu concursos como o “Novos bambas do velho samba”, do tradicional bar Carioca da Gema e o prêmio “Divas da MPB”, que teve curadoria de Ná Ozetti, do titã Charles Gavin e Sérgio Cabral.
Já excursionou pela Espanha, Argentina, Holanda e Noruega, além de alguns países africanos e dividiu palco com nomes como Moraes Moreira, Alcione e Diogo Nogueira.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Festeira – Janaína Moreno
02 – Cantoras do Meu Brasil – Moraes Moreira
03 – Clarear – Dé Lucas
04 – Filha D’oxum – Thiago da Serrinha e Leo Antunes
05 – Quintal das Ilusões - Janaína Moreno
06 – Lampião de Maria - Janaína Moreno e Rafael Pondé
07 – Capoeira Coração – Paulo Cesar Pinheiro e Sombra
08 – Baião pra Ficar - Janaína Moreno e Thiago da Serrinha
09 – Semeou Cumpadi – Beto Soroli
10 – Assentamento – Chico Buarque
11 – Você só Vale o que Tem - Janaína Moreno e Glad Azevedo

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

The Junkie Dogs - The Junkie Dogs (2014)

Uma noite com os cinco rapazes do The Junkie Dogs é suficiente para acreditar que rebeldia e utopia são palavras que não rimam por acaso. Para os que acreditam que o rock’n’roll esteja fazendo barulho de menos nos tempos atuais, a trupe mostra porque tem motivos de sobra para ser ouvida.

Amigos inseparáveis desde uma festa impublicável em 23 de dezembro de 2002, Rafael Ludicanti, 32 anos; Bruno Leal Medeiros, Marcos Braccini, Marcos Sarieddine (os três com 33 anos) e Flávio Freitas, 37, estão entre os nomes mais badalados – e respeitados – da cena musical de BH. O disco é, portanto, uma oportunidade para os que querem conhecer um dos sons mais criativos que vêm sendo produzidos na cidade – e que parece ter em vista um futuro promissor.

Com letras feitas em inglês e música criada a partir de referências britânicas do Portishead e Led Zeppelin, os junkies foram buscar no livro “Junkie” (1953), de William Burroughs, a gêneses do nome. Aliás, todo o movimento literário Beatnik é influência para o grupo. “Jack Kerouac é nosso herói literários, ao lado de Rimbaud”, brada Ludicanti.

A quinta faixa do álbum, “Lost Paradise Temple”, é apontada pelo grupo não somente como a música mais “nobre” do disco, como a essência do que o quinteto acredita e canta.

“Somos uma banda que trata sobre fragilidades e vulnerabilidades. Nesta faixa, cantamos a fragilidade das coisas, do amor incondicional, da força a partir da vulnerabilidade e da fragilidade. A arte é o lugar onde é possível ser vulnerável sem ser ridículo, sem parecer idiota ou fraco. A arte nos permite ser profundamente verdadeiros”, afirma ele.

Segundo Medeiros, a banda tem ouvintes de perfis diferentes “e eu não acho que é um som chocante a ponto de não ser ouvido pela geração mais ‘antiga’, mas não há concessão na nossa música mesmo, porque ela foi feita de acordo com o que a gente gosta, com propósito de agradar nossos próprios ouvidos, no fim das contas”.

Com formação em ciências sociais, filosofia, belas artes, jornalismo e música, os junkies destacam que por muito tempo estiveram à procura do timbre perfeito. “Submetidos à paranoia da repetição, do rifle tocado múltiplas vezes. E eu acredito que ela (a música) pode alcançar áreas e pessoas que a gente não tem a menor ideia”, comenta Medeiros.

“Às vezes, as pessoas podem ter um impacto com o nome do grupo, mas, na verdade, a gênese da banda tem relação com a delicadeza. O nosso encontro tem muito a ver com isso, a própria capa do disco reproduz muito o que somos na verdade. Existe um repertório do Junkie extremamente delicado, que as pessoas não conhecem”, completa Braccini.

E antes que alguém sugira o contrário, Ludicanti reitera: “Nós, junkies, vemos o mundo de maneira utópica, romântica, irreal, ilusória, sonhadora, mas infinitamente mais interessante. Quem não concordar, que vá gravar o próprio disco”, brinca.
*por Clarissa Carvalhaes - Hoje em Dia

Preço – R$25,00

Faixas:
01. Pocket Fuck Friend
02. Shot By Dawn
03. Chasing Rapture
04. Brain Damage
05. Lost Paradise Temple
06. Celestial Peace
07. Junkie Girl
08. Cotton Club
09. Hurricane
10. 69 Blues
11. The Owl
12. Toxic Glue
13. Mystic Purse

Músicas e letras The Junkie Dogs

Mamutte – Quase-Disco (2014)

Há sete anos o jovem músico Mamutte, egresso do grupo Os Camarões, é atuante no cenário cultural do estado, realizando apresentações e shows em bares e festivais da capital mineira, bem como em outros municípios, além de premiações em festivais de música independente como intérprete e também como compositor (1° lugar no Festival Estudantil Maestro Villa Lobos;  1° lugar do Festival da Canção Universitária, ASSUFEMG no XXIII Rosas de Abril (UFMG); 2° lugar do Festibandas da rádio Extra FM e UNI-BH).

Mamutte utiliza-se de uma linguagem popular que percorre a sonoridade regional, o rock, ritmos afro-brasileiros e latinos.

Em 2014, apresenta o show solo “Voltou”. Depois de lançar em formato digital, pela internet o “Não Disco (de fundos de quarto – Grunidos, Cordas e Samplers)” em um registro de home Studio realizado em parceria com o músico Jorge Lucca, sem o acompanhamento de banda. Mamutte lança seu primeiro material discográfico, o EP “Quase Disco” produzido na cidade de Mariana (MG) com a participação de músicos locais.

A proposta estética do “Quase-Disco” propõe apresentar três registros estilísticos da possibilidade musical do artista. Trazendo uma dinâmica variada de registros vocais, como também das semântica das canções que tratam desde as relações sentimentais do humano e das condições do amor, objeto decorrente em outras fases criativas do autor, como de reflexões sobre políticas culturais e intertextos de expressões visuais e da história da arte. Em diálogo com a presença urbana do “Funck de Favela”, e as sonoridades regionais com viola caipira e rabeca, experimenta vocalizações onomatopaicas e abôio em seu canto. Trazendo no repertório rítmico o transito entre o ijéxá, maculêlê, maracatu, côcô e carimbó.

Preço – R$7,00

Faixas
01 – Met(amor)fode
02 – Canção Quase Disco
03 - FunCool

Composições, Violões, Voz e Direção Artística: Mamutte 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Eduardo Pio - Conversas de Bar (2014)

Cantor, compositor, instrumentista e produtor musical, o músico Eduardo Pio gravou o seu primeiro disco no ano de 2014.

O CD “Conversas de bar”, é o primeiro de sua carreira e apresenta 12 faixas inéditas e autorais do músico no universo do samba e samba-rock. Para realizar este artesanato sonoro e passar as ideias do papel ao disco, o compositor contou com um time de grandes músicos e amigos, dentre eles: Leonardo Brasilino, Rafael Pansica, Fábio Martins, Juventino Dias, Bruno Veloso, Samy Erick, Jonas Victor, Adriano Goyatá, Rodrigo Torino, Andrea Furtini, Paulo Espinha, Samuel Ekel, Sérgio Danilo, Gustavo Scarpa, Rômulo Oliveira, Rapha Dutra, Sheyla Barroso, Clarice Borges e Leonardo Mendonza.

A produção musical foi feita juntamente com seu parceiro Rafael Pansica.

O disco foi gravado nos estúdios Casa Antiga e Giffoni entre janeiro e novembro de 2014 sob os olhares e ouvidos dos técnicos Fabrício Galvani e Sérgio Giffoni.

As canções do disco são extrovertidas e engraçadas. Remetem a um clima divertido e malandro. As letras são crônicas sobre: futebol, paquera no baile, o chato, política, saudade, bêbado desiludido, exaltação a vida e sobre a mulher negra como musa. As letras são carregadas de bom humor e brasilidade e remetem a assuntos e conversas que não faltam em uma mesa de bar com os amigos.

Preco – R$25,00

Faixas:
01 – Croquete
02 – Mariola
03 – Magnífica
04 – Lá vem
05 – Cadê a Katia
06 – É(ti)tica
07 – Pela vida
08 – Baile de samba
09 – Cara do gol
10 – Conversa afiada
11 – Pão duro
12 – Fecha a conta

Todas as musicas são de autoria do Eduardo Pio

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Elas de Minas (2014)

PROJETO REÚNE CANTORAS E COMPOSITORAS DE DESTAQUE EM MINAS GERAIS

A música produzida em Minas Gerais apresenta uma diversidade cultural muito grande, além de uma sonoridade particular que faz com que ela seja considerada atualmente uma das mais interessantes do país. Dentro deste cenário musical efervescente, surgiu o projeto "Elas de Minas", idealizado e produzido por Lailah Gouvêa e que teve como intuito selecionar mulheres (cantoras e compositoras) que tem se destacado no cenário musical do Estado.

Os responsáveis pela curadoria do projeto foram Gerald Seligman, profissional da indústria musical há mais de 25 anos com diversas produções renomadas em sua trajetória; Maurício Ribeiro, compositor, arranjador, instrumentista e produtor musical, bacharel em composição pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); e Márcio Borges, autor, compositor e fundador do movimento Clube da Esquina. Para Márcio, escolher entre tantos talentos foi difícil, mas compensador. “Estou muito satisfeito com a nova música mineira, em especial a parte representada aqui por esta bela safra de quase duas centenas de talentos femininos que ouvi com prazer”, contou o compositor.

O processo seletivo foi feito através de um chamamento público e foram recebidas 246 inscrições; 173 músicas e 73 intérpretes. Um número de propostas bem acima do esperado. Ao todo, foram selecionadas 9 cantoras e 12 músicas autorais. São músicas diversas, que conversam entre si, várias compostas em parceria. Enquanto algumas apresentam harmonias complexas, outras conquistam pela simplicidade. É um momento não apenas de expressão feminina em Minas Gerais, mas de divulgação e promoção desse trabalho que, muitas vezes, não ultrapassa os limites das "montanhas das Gerais". Para Gerald Seligman, que acompanha a música feita no Estado desde o Clube da Esquina, Minas está entrando em outra “era de ouro”.

O trabalho resultou em um registro consistente, harmônico e de um amplo recorte da música produzida no Estado atualmente. O gênero pode ser classificado como música popular contemporânea mineira. O projeto foi realizado com os benefícios da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e patrocínio da VIVO.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Enquanto o Cais (Laura Lopes e Luiza Brina) cantam Lívia Itaborahy e Marina Machado
02 – Panorâmica (Leopoldina e Mestre Jonas) canta Laura Lopes
03 – Estreleira (Déa Trancoso) canta Irene Bertachini
04 – Moacir (Jabu Morales e Nega Lucas) canta Carine Corrêa
05 - Aos Pés do Mar (Irene Bertachini e Leandro César) canta Lysia Condé
06 – Rosa (Érika Machado) canta Marina Machado
07 – Licença (Irene Bertachini) cantam Déa Trancoso e Lysia Condé
08 - Canção da Voz (Leonora Weissmann e Rafael Martini) canta Juliana Perdigão
09 - Olho D'água (Juliana Stanzani, Dudu Costa e Daniel Lovisi) canta Lívia Itaborahy
10 - Filho de Pemba (Michelle Andreazzi, Gabriel Goulart e Luiz Lobo) canta Déa Trancoso
11 - No Mar (Laura Lopes e Marina de Castro) canta Brisa Marques
12 - Atire Sorrisos (Brisa Marques e César Lacerda) cantam Brisa Marques, Carine Corrêa, Déa Trancoso, Irene Bertachini, Juliana Perdigão, Laura Lopes, Lívia Itaborahy, Lysia Condé e Marina Machado

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Gilberto Mauro - Terra Alta (2014)

Um CD carregado da geografia humana e física, ou seja, dos povos e da cartografia da terra. Aí, inevitavelmente, está Minas Gerais. Montanha. Terra Alta. Instrospecto, profundo. A verve de uma estética eloquente ao piano, característica do autor, mas carregado de  regionalismos de Minas, repleto de aboios, em contraponto, a alta dosagem “blue note”.

Um caráter fundamental neste CD, é  que respira sessões improvisativas em praticamente todas as obras. Inclusive, algumas delas, criações totalmente espontâneas.

12 faixas. Duas delas, piano e banda. Dez – piano solo e vocalizes, sendo duas delas, canções.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Terra Alta
02 – Anagrama das Plantas
03 – Cana
04 – Rapsodia de Areia
05 – Walker
06 – Pescador de Estrelas
07 – Sol Submerso
08 – Lúdica 1 – Albatroz
09 – Lúdica 2 – Inefável
10 – Lúdica 3 – Nonas
11 – Song of the Open Way – solo
12 - Song of the Open Way – revisited

Todas as composições de Gilberto Mauro, exceto Sol Submerso de Gilberto Mauro e Alberto Colares

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A Música do Mestre Jonas

Três anos sem o grande amigo compositor Mestre Jonas.
(18 de abril de 1976 - 30 de dezembro de 2011)

Aqui fica a minha homenagem ao grande, cantor, compositor, violonista e amigo Jonas Henrique de Jesus Moreira, figura impar que deixou muita música boa para ser gravada pelos seus vários parceiros, nesta coletânea/homenagem eu fiz um apanhado com músicas gravadas em discos de artistas parceiros e músicas que entraram em seu primeiro e único álbum chamado Sambêro.

Idealizador do Samba da Madrugada e grande representante da arte feita no Aglomerado da Serra, Mestre Jonas assinou parcerias com músicos de Minas Gerais e de outros Estados, como Chico César e Dona Ivone Lara. Em suas músicas, misturava samba, frevo, maracatu e demais ritmos brasileiros.

Mestre Jonas era um compositor compulsivo, chegava a fazer três músicas por dia, segundo algumas informações ele deixou quase 1.000 músicas, deixando uma vasta obra ainda não gravada, além de um DVD do projeto Samba do Compositor.

Suas criações ganharam o mundo especialmente com vozes femininas, como Silvia Gommes, Janaína Moreno e Aline Calixto.

“Além de ser uma pessoa iluminada e com um sorriso estampado no rosto permanentemente, ele tinha uma grande força produtiva, mas pouco registrada. Ele estava no começo do processo e por isso sentimos tanta angústia. Ele tinha uma produção muito bonita e teria uma carreira muito expressiva”, afirmou Kuru, que espera ver a obra de Jonas continuar circulando nas vozes de vários artistas.

O jornalista, produtor cultural e amigo George Cardoso deixou uma pequena homenagem na época de sua partida: “Uma tristeza imensa nessa manhã com o encantamento do querido Mestre Jonas. 
Aos 35 anos foi brilhar do lado de lá, deixando uma grande saudade do seu sorriso de elevada energia, da cheirosa fumaça de seu cachimbo, da gentileza no trato, dos melodiosos arpejos de seu violão. 
Meu amigo deixou sambas e batuques orfãos de seu talento, tantos que estariam por vir. Siga em paz, Sambêro!”

Faixas:
01 – Sambêro – Mestre Jonas – canta Sérgio Pererê
02 – Macaia – Dudu Nicácio e Mestre Jonas – canta Leopoldina
03 – Tamborá-Odoyá – João Antunes e Mestre Jonas – canta Carolina Araújo
04 – Outono – Iansã – Mestre Jonas – canta Leonora Weissman
05 – Mano Zumba – Mestre Jonas – canta Mestre Jonas
06 – Santuário – Mestre Jonas e Makely Ka – canta Mestre Jonas
07 - Panorâmica 808 – Leopoldina e Mestre Jonas – canta Leopoldina
08 – Samba Mudo - Thiago Delegado e Mestre Jonas - instrumental
09 – Olindeando - Thiago Delegado e Mestre Jonas - instrumental
10 - Benção em Vida – Miguel dos Anjos e Mestre Jonas) canta Miguel dos Anjos
11 - Esse Samba todo é Nosso (Miguel dos Anjos, Mestre Jonas e Mário Roberto Ferreira) canta Miguel dos Anjos
12 - Você ou eu (Mestre Jonas e Aline Calixto) canta Aline Calixto
13 - Santos e Luz (Mestre Jonas, Mário Ferreira e Miguel dos Anjos) canta Michelle Andreazzi
14 – A Quem quiser me Ouvir (Sérgio Pererê) cantam Pererê e Mestre Jonas

Música Maestro!!!
baixe aqui.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Rodrigo Delage – Périplo (2014)

"Através de belas canções, com arranjos sofisticados, unindo a viola caipira a instrumentos como piano, flugelhorn, bateria, baixo, percussão ou violão, Rodrigo Delage convida a todos para desfrutar de uma inusitada viagem musical.

Disco em que se destacam belas composições, dentre as quais, canção onde o violeiro cria música para versos do grande poeta Manoel de Barros. Destaque também para parcerias com João Evangelista Rodrigues, Mourão Martinez, Rafa Duarte e participações especiais de Fernando Sodré e João Araújo."

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Périplo - Rodrigo Delage e João Evangelista Rodrigues
02 – Pianê, Pianá – Domínio Público
03 – Correnteza – Tom Jobim e Luiz Bonfá
04 – Tratado Geral das Grandezas do Íntimo - Rodrigo Delage e Manoel de Barros
05 – Carinhanha - Rodrigo Delage
06 – Mais um entre Tantos - Rodrigo Delage e Mourão Martinez
07 – Amanhecer - Rodrigo Delage e Rafa Duarte
08 – Voltado - Domínio Público
09 – É Assim que o Povo Diz - Rodrigo Delage e João Evangelista Rodrigues
10 – Al outro Lado del Rio – Jorge Drexler

Dudu Nicácio – Coisa de Louco (2014)


Dudu Nicácio lança o álbum “Coisa de Louco”, seu quarto trabalho e o primeiro dedicado totalmente ao Carnaval.

O disco passa por diferentes ritmos carnavalescos (samba, frevo, axé) e marca uma parceria inusitada e frutífera. Os músicos que acompanham Dudu na empreitada são os integrantes da banda de rock A Fase Rosa. A produção ficou com Leo Moraes, que já havia co-produzido o álbum “Pra Cidade Cantar”, lançado no ano passado.

“Enviei as canções para os músicos com um pequeno relato sobre o que pensava de cada música. A partir daí, dei total liberdade para eles construírem os arranjos da maneira que a banda trabalha. Nem aos ensaios eu fui. Eles ensaiavam, montavam os arranjos e me retornavam”, conta Dudu Nicácio. “Foi o disco mais ligeiro que fiz até hoje”.

Memória afetiva
Segundo ele, o desenvolvimento do disco contou com uma memória afetiva de tudo que vivenciou em universos carnavalescos. “Eu já senti muito o carnaval na pele. De ficar doente de folia, rouco, machucado, sem rumo no salão. As recordações não param de vir à cabeça. Tudo isso é referência afetiva, é memória presente e revivida dessa paixão. Todos os autores que dedicaram seu tempo a esse tema também me influenciaram muito”, diz o artista, que tomou como referências Braguinha, Lamartine Babo, Caetano Veloso, Sérgio Sampaio, Gal Costa, Elba Ramalho, Pepeu Gomes e Luiz Caldas.

A ideia de unir Dudu com o quarteto d’A Fase Rosa foi do produtor Leo Moraes. Depois de uma produção tradicional nos outros trabalhos do sambista, ficou claro que poderia ser interessante ter uma parceria em que o processo de criação fosse compartilhado.

“Acreditei que se colocássemos na equação uma banda entrosada e coesa, com um trabalho próprio de identidade forte, e déssemos a ela a liberdade para interferir ativamente nos arranjos, somando às belas composições de Dudu, chegaríamos a um resultado inovador”, explica Moraes.

A Fase Rosa foi a escolhida pelas características de seu som, que mistura rock com sons brasileiros. “A proposta estética da banda, aliando uma brasilidade acentuada com uma contemporaneidade mais universal, me pareceu ser a escolha perfeita”, completa Moraes.
Cinthya Oliveira - Hoje em Dia

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Alegria Real – Dudu Nicácio
02 – Manda – Dudu Nicácio
03 – Coisa de Louco – Dudu Nicácio e Fernando Limoeiro
04 – As Meninas – Dudu Nicácio e Camila Nicácio
05 – Festeretê – Dudu Nicácio
06 – Manifesta – Dudu Nicácio
07 – Utopia ou Ilusão? – Dudu Nicácio
08 – Suavemente – Dudu Nicácio
09 – Tô no Bloco da Cidade – Dudu Nicácio e Doneliza

Coral Trovadores do Vale – Ainda bem não Cheguei (relançamento)

Preço – R$20,00

Faixas:
01 - Ainda bem não Cheguei
02 – A Beira do Calhauzinho
03 – Sá Mariquita
04 – Folia dos Santos Reis
05 – Bendito do Rosário
06 – Dois Cantos de Louvor de Anjo
07 – Beira-Mar Novo
08 – Tropeiro
09 – Chora Boiadeiro
10 –Canoeiro
11 – Dois Cantos de Machadeiros
12 – Amiga Ema
13 – OH! Vida Triste

Frei Chico – Fundador do Coral