quarta-feira, 15 de junho de 2016

Ricardo Nazar – Lida (2016)

Certa vez, o cantor e compositor Chico Buarque de Holanda declarou: “Ricardo Nazar é meu genérico... bem que ele deveria dar entrevista... viajar no meu lugar”. Apesar do tom bem humorado da declaração do compositor de “Roda Viva”, ela faz sentido.

O timbre de Nazar, mineiro nascido em Pitangui, é mesmo muito semelhante ao do genial compositor da MPB. Não por acaso, Nazar tem um show em que interpreta canções de Chico, projeto autorizado pelo próprio. “Para mim, Chico é um ídolo, uma referência musical e artística. Na minha música trago muito dele”, conta.

E se lembra: “Uma vez fui convidado para participar de um dos jogos de futebol que ele organizava no Rio de janeiro, e o próprio brincou que seria eu quem iria dar entrevista no lugar dele, pois achava tudo muito chato”.

No álbum Lida, o cantor e compositor reuniu um time de bambas da música mineira, numa seleção que vai de Wilson Lopes, Marcus Bolivar, Galvão, Renato Saldanha, Rohr, Jairo de Lara, Gê Lara, Jonba, Rafael Lisboa a Val do Cavaco.

“Escolhi esses nomes pela amizade que tenho por eles, e também pela admiração pelo trabalho que fazem”, explica o cantor e compositor, que destaca entre as dez canções do disco, “Lida”, “Samba do Advogado” e “Quanto Mais”.

Uma das canções de “Lida”, “Sapo Boi”, é uma parceria de Nazar com Rohr e Jonba. A composição é uma música feita sob medida para o público infantil, parte de um desejo que Nazar tem que é lançar, no futuro, um disco para os pequenos.

Clube e Milton
Vencedor de diversos festivais de música e prêmios literários, Nazar já teve composições gravadas por Milton Nascimento, Ana Buarque de Holanda, Telo Borges, Paulinho Pedra Azul, Túlio Mourão, Vander Lee, Cláudio Venturini, Marcus Viana, Wilson das Neves, entre outros.

Aliás, ele conta que, além de ser influenciado pela música de Chico, bebe também no Clube da Esquina e na obra de Milton. Aliás, com Bituca e Wilson Lopes chegou a dividir a parceria de “Lágrima de um Rio”, incluída no disco “Pietá” (2002). “Foi um grande honra ter uma composição em um disco de Milton, um dos maiores cantores do país. É aquele tipo de parceria que abre todas as portas”, exclama.
*POR FRANCO MALHEIRO

Preço - R$25,00

Faixas:
01 – Que bom que Voce Veio – Marcus Bolivar e Ricardo Nazar
02 – I Know – Wilson Lopes e Ricardo Nazar
03 – A Visita – Galvão e Ricardo Nazar
04 – Quantos Mais – Thiago Delegado e Ricardo Nazar
05 – Amor e Testemunho – Renato Saldanha e Ricardo Nazar
06 – Sapo Boi – Rohr, Ricardo Nazar e Jonba
07 – Ela e Eu no Samba – Jairo de Lara e Ricardo Nazar
08 – Lida – Gê Lara e Ricardo Nazar
09 – Depois de Ler um Gibi - Wilson Lopes e Ricardo Nazar
10 – Samba do Advogado – Rafael Lisboa, Val do Cavaco e Ricardo Nazar

sábado, 11 de junho de 2016

Iconili – Piacó (2015)

Piacó foi concebido em uma imersão artística em André do Mato, dentro, uma pequena vila na Serra do Gandarela, em Minas Gerais.
Foi lá que os músicos do Iconili encontraram inspiração para compor 11 faixas do disco.
A partir das ideias de seus integrantes ou de elementos surgidos em experimentações, as composições foram desenvolvidas de forma inteiramente colaborativa pelo grupo.

O mesmo processo marcou a criação dos elaborados arranjos de Piacó. No novo álbum, a banda mantém a ideia de promover misturas e experimentações musicais, em viagens
étnico-rítmicas que salientam uma sonoridade brasileira em constante diálogo com suas raízes ancestrais e seus desdobramentos contemporâneos. O disco é um delicioso encontro de contrastes, alguns pouco óbvios: a gentileza e a potência, a leveza e o ruído, o urbano e o rural, a cidade e o ritual.

Preço – 25,00

Faixas:
01 – Joege Botafogo
02 – Piacó
03 – Frenética
04 – Vinicius
05 – Gentil
06 – Preta de tataqui
07 – Vinheta
08 – Odanió
09 – Nêgo Preto
10 – EP
Bonus Track – Mr. Ok

terça-feira, 17 de maio de 2016

Cinara Ribeiro – O Samba Mandou Me Chamar (2015)

Cinara Ribeiro, considerada uma legítima representante da nova safra de boas cantoras, recentemente reveladas na música mineira, lançou seu primeiro CD independente produzido por Thiago delegado “O Samba Mandou Me Chamar” no final de 2015. O disco traz dez canções, incluindo composições próprias de sambas e releituras de compositores mineiros, sempre focado no samba de raíz. A cantora convidou os músicos Sergio Pererê, Douglas Din e Fernando Bento para participações especiais.

O repertório do disco foi escolhido por Cinara, no qual ela assina duas canções. A faixa seis, “Arrasta a sandália”, em que revela sua percepção sobre o samba mineiro, mostrando que ele tem gingado e modo de fazer próprios. E a faixa dois, que dá título ao CD, “O Samba mandou me chamar”, música que ela criou num momento em que estava de licença maternidade e preocupada com a carreira.

“Eu pensava como faria para dar continuidade com duas crianças e daí  `o samba mandou me chamar` neste momento. Eu explico nesta música que, através do samba, a tristeza não fica, que nossas preocupações ficam de lado, e surge uma entrega do corpo e da alma ao samba.


Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Um Lugar Ao Sol – Domingos do Cavaco e Fabinho do Terreiro
02 – O Samba Mandou Me Chamar – Cinara Ribeiro
03 – Direitos Iguais – Fabinho do Terreiro, Chapinha e Evair Rabelo
04 – Benzedura – Thiago Delegado e Murilo Antunes
05 – Perfume da Flor – Mário da Viola e Arthur de Carvalho
06 – Arrasta A Sandália – Cinara Ribeiro
07 – Agora é Tarde – Ricardo Barrão e Lado Raízes
08 – Em Nossas Mãos – Ricardo Barrão e Cacá Franklin
09 – Pérola Negra dos Sonhos – Serginho Beagá
10 – Tempo do Saril – Ricardo Barrão e Lado Raízes

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Daniel Lima – Inside My Dreams (2016)

Daniel Lima nasceu em Belo Horizonte, cidade famosa pela vida noturna, bares e música. Foi onde iniciou sua trajetória musical, em 94. Desde então, vem fazendo shows e gravando com diversas bandas, tendo já colocado faixas em programas de TV, novelas, se apresentado em programas como o do Jô Soares, e lançado disco e feito turnê na Europa.

Em 2009, Daniel Lima se mudou para NYC, onde se formou em Engenharia de Audio e Produção Musical. Ao mesmo tempo, começou a compôr as músicas que fariam parte de seu primeiro trabalho como artista solo.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Giving Way To Life – Daniel Lima
02 – Time And Places – Daniel Lima
03 – Carousel – Daniel Lima e Iain Fraser
04 – Fooling Me – Daniel Lima
05 – Keep Shining – Daniel Lima
06 – Just Because – Daniel Lima
07 – Perfect Season – Daniel Lima
08 – Coming Home – Daniel Lima
09 – Kisses Await – Daniel Lima
10 – Weird – Daniel Lima
11 – No More – Daniel Lima
12 – Does It Mean Anything? (LJKC) – Daniel Lima

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Tau Brasil e Augusto Cordeiro – Tau Pai, Tal Filho (2015)

O cantor e compositor Tau Brasil se une ao filho multi-instrumentista Augusto Cordeiro para a gravação ao vivo do CD "Tau pai, tal filho.

O repertório reúne composições próprias, sucessos de artistas consagrados como Luiz Gonzaga, Gonzaguinha e Elomar e, ainda, canções de artistas mineiros como Wilson Dias e Dea Trancoso. Os músicos convidados são Wallace Gomes (violão de oito cordas), Lucas Viotti (acordeon), Rodrigo Salvador (Rabeca) e Grupo Trivial (instrumental).

“Tau pai, tal filho” foi concebido em 2012, a partir do desejo de Tau Brasil de ver o filho Augusto tocando suas canções. “Minhas músicas embalaram o sono dele. É um privilégio poder partilhar o ofício com ele e deixar algo de herança. Estar junto com Augusto no palco é uma grande emoção”, sintetiza o cantador.

Na verdade, a intimidade dos artistas no palco é um retrato do dia a dia em família. "Há uma herança exercida ainda em vida e isso é uma raridade", completa Tau Brasil. O resultado é uma troca riquíssima de experiências objetivas e subjetivas.

Tau Brasil é natural de Fronteira dos Vales (Mucuri). Sua música retrata imagens e melodias da vida simples do interior e da cultura popular de Minas. O artista já recebeu 16 prêmios em festivais brasileiros de canção e tem cinco CDs gravados. Intérprete elogiado de Elomar Figueira Mello, Tau realizou, ainda, turnê com o espetáculo “Clariô – Tau Brasil canta Elomar”, cantando 12 canções do compositor baiano.

A estreia de Augusto Cordeiro no palco, aos 14 anos, foi, justamente, no show “Clariô -Tau Brasil canta Elomar", em 2009, no Teatro Municipal de Contagem. O jovem músico aprendeu o ofício com o pai e começou a tocar aos sete anos. Hoje, domina violão, guitarra e viola de dez cordas e acompanha artistas como Pereira da Viola, Wilson Dias e Déa Trancoso. Atualmente, Augusto Cordeiro é aluno da Escola de Música da UFMG.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Estrada do Tempo – Marcelo Voguinha
02 – De Minas – Déa Trancoso
03 – Garimpeiro do Amor – Tau Brasil e Gonzaga Medeiros
04 – Curvas do Rio – Elomar Figueira Melo
05 – É Preciso – Gonzaguinha
06 – João e o Grão – Wilson Dias
07 – Tau Pai, Tal Filho – Tau Brasil, Augusto Cordeiro e Eugênio Brito
08 – Aos Meus Heróis – Julinho Marassi e Gutemberg
09 – Semente de Gente - Augusto Cordeiro e Miguel Cngussú
10 – Plural – Trivial
11 – Raridade – Tau Brasil
12 – Te quero Bem – Lima Jr.
13 – Respeita Januário – Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Laura Jannuzzi - Ondes (2016)

Nascida em Palma, no interior de Minas Gerais, Laura Jannuzzi apresenta um repertório que compila de suas primeiras às últimas composições, contemplando os principais momentos estéticos, em temáticas e parcerias ambientadas entre os anos de 2011 e 2014.

A consolidação de uma musicalidade que atualiza as raízes da música brasileira, antenando sua execução às contemporâneas tendências, situa a cantora e compositora em meio a nomes da geração da “Nova MPB”. Laura agrega influências em canções costuradas por confluências rítmicas e harmônicas que partem do estúdio para o palco, em seu estilo único e voz inconfundível. Suas referências, igualmente, se espalham por Chico Buarque, Novos Baianos, Doces Bárbaros, Mutantes, Secos e Molhados, Marcelo Jeneci, Los Hermanos e Tulipa Ruiz.

2016, assim, guarda a estreia do álbum “Ondes”, no qual se grava a ilustração dos diversos caminhos trilhados, que, tal qual a pergunta, mantêm-se abertos ao que há de ir, de vir e chegar.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – A Liga - Laura Jannuzzi e Pablo Quaresma
02 – Amor Não - Laura Jannuzzi e Layla Paganini
03 – Descompasso - Laura Jannuzzi e Layla Paganini
04 – Quando Sei - Laura Jannuzzi e Pablo Quaresma
05 – Barulhinho de Estrelas - Laura Jannuzzi e Bebeto Castro
06 – A Nova - Laura Jannuzzi e Pablo Quaresma
07 – Blues Mirim - Laura Jannuzzi e Pablo Quaresma
08 – Blim Blom - Laura Jannuzzi e Pablo Quaresma
09 – Diário - Laura Jannuzzi e Juliana Stanzani
10 – Ondes - Laura Jannuzzi e Fabricio Jose Alvim Maluf
11 – Viagem Astral - Laura Jannuzzi

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Leonardo Brasilino – Terra Brasilinis (2016)

Com a participação de importantes músicos da cena musical mineira, Brasilino apresenta um repertório com composições próprias, parcerias e releituras.

Acompanhado dos músicos Bruno Veloso (baixo), Fábio Martins (percussão), Fred Natalino (piano), Gustavo Grieco (bateria) e Samy Érick (guitarra), o mineiro Leonardo Brasilino apresenta ao público suas múltiplas facetas como trombonista.

No show de lançamento do álbum, Brasilino divide o palco com importantes nomes da cena musical: Badá da Percussão, Thiago Delegado, Sérgio Danilo, Pedro Mota, Wagner Souza, Breno Mendonça, Marcos Flávio Freitas, Rodrigo Torino, Fernando Bento, Juventino Dias, Jonas Victor, Thiago Ramos e Alaércio Martins.

O CD traz dez músicas instrumentais, com temas de sua autoria com parceiros, como Rodrigo Torino e algumas releituras como “Malandrote” de Thiago Delegado, que além de estar presente  no  repertório  do  disco  também  grava  faixa  no  mesmo.  Contará  com  um  time  de músicos talentosíssimos além, é claro de algumas participações especiais, como Eduardo Neves e Breno Mendonça.

Produzido pelo próprio artista, Terra Brasilinis foi gravado no estúdio Solo e Gifoni, entre os meses de junho e agosto, e foi masterizado no estúdio Casa Antiga, por Fabrício Galvani, em 2015.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Axé da Carol - Leonardo Brasilino
02 – Nilton Brown - Leonardo Brasilino e Fred Natalino
03 – Terra Brasilinis – Thiago Delegado
04 – Good Times - Leonardo Brasilino
05 – Manda Brasa – Lucas Telles
06 – Pra Marku - Leonardo Brasilino
07 – Falko – Lucien Johnson
08 – Maman m´Voyé Péze Kafé – Canção Tradicional do Haiti
09 – Fiquei só na Gafieira - Leonardo Brasilino
10 – Rememorar – Fred Natalino

Projeto Alpercata – Vela Aberta (2015)

O Projeto Alpercata surgiu em 2012 com o objetivo de construir arranjos para criações autorais de seus integrantes, além de realizar releituras de canções de grandes compositores brasileiros.
Deste tempo de pesquisa e criação coletivas, começa a emergir uma proposta onde os limites estéticos cedem espaço à diversidade e à originalidade do trabalho.

O grupo é formado por Pedro Santos (Violão), Octávio Cardozzo (Voz), Camila Rocha (Contrabaixo), Sofia Cupertino (Voz), Marcos Ruffato (Violão de 7, Bandolim) e Pedro Alves (Bateria)

Vela Aberta é o trabalho inaugural do Projeto Alpercata, com as velas abertas, o barco se abre aos efeitos do vento, colocando-se em um movimento natural. Estar com as velas abertas é estar aberto às energias que possibilitam o trabalho.

A gravação foi motivada a partir da seleção do grupo na edição pop-up ocorrida em BH do Rubber Tracks, programa criado pela marca Converse, com o intuito de incentivar a gravação de novos trabalhos. Foi gravado e mixado no estúdio Minério de Ferro e teve a co-produção de Jean Dolabela e Augusto Nogueira, além dos trabalhos técnicos de Rodrigo Grilo.

A ilustração da capa é creditada a Rafaela Sueitt.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 – Folia de Trovador – Marcos Ruffato
02 – Luz do Mato - Marcos Ruffato
03 – baião de Um – Marcos Ruffato
04 – Falou o Cidadão – Pedro Santos
05 – Vela Aberta – Pedro Santos

terça-feira, 5 de abril de 2016

Matheus Brant – Assume que Gosta (2016)

Com time de peso, Matheus Brant lança segundo álbum

Influenciado pelo Carnaval, cantor e compositor mineiro gravou ao lado de reconhecidos músicos da nova geração, arrocha, axé, pagode e marchinha são as principais referências do álbum Assume que Gosta, que o músico Matheus Brant, 30, de Belo Horizonte, lança em todos os serviços digitais e para download gratuito em seu site.

Criador de um dos principais blocos de Carnaval da capital mineira, Me Beija que Eu Sou Pagodeiro, e com passagem por grupos de samba da cidade, como o Chapéu Panamá, ele vai além de uma tradução de sua experiência com a folia: o CD vem como uma moderna homenagem aos gêneros e ritmos populares que o inspiram.

Para conseguir um resultado potente, Matheus recrutou o conterrâneo Lenis Rino, baterista de Fernanda Takai, e os guitarristas Dustan Gallas, do Cidadão Instigado e da banda de apoio de Céu, e João Erbetta, que acompanha artistas como Marcelo Jeneci, para sessões no Estúdio Doze Dólares, em São Paulo, em junho e setembro de 2015.
Com produção da dupla Fábio Pinczowski e Mauro Motoki, que já gravou com nomes como Lucas Santtana e Siba, os músicos elaboraram arranjos exuberantes e injetaram dub, rock e psicodelia às composições do mineiro.

As cantoras e compositoras Juliana Perdigão (BH) Luê (PA) abrilhantam as canções “Sereia” e “Do Prazer”, respectivamente. Já o rapper Kdu dos Anjos, também belo-horizontino, é convidado e coautor de “Carnaval”, finalista do Concurso de Marchinhas Mestre Jonas (2014) — aqui, o verso “a saudade de uma felicidade é solidão” serve de pretexto para se agarrar à celebração das ruas.
O americano Victor Rice, que assina títulos de Marcelo Camelo e Tulipa, é responsável pela mixagem de Assume que Gosta. A masterização é do punk analógico Arthur Joly, com currículo que vai de Elza Soares a O Terno.

Fora dos palcos e trios elétricos, Matheus é advogado e escritor. Lançou o EP A Música e o Vazio no Trabalho (Ed. Initia Via, 2014), complemento de sua dissertação de mestrado — o livro compila reflexões jurídicas com base na obra de Hannah Arendt. A estreia solo é de 2012, A Semana (Independente), álbum que reúne 13 faixas e participação especial de Curumin, José Luís Braga (Graveola e o Lixo Polifônico), entre outros talentos contemporâneos.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Assume que Gosta – Matheus Brant e Rodrigo Torino
02 – Levada do Arrocha - Matheus Brant e Renato Rosa
03 - #Magrela - Matheus Brant
04 – Abandonado – Pezinho e Thiaghinho
05 – Do Prazer - Matheus Brant e Renato Rosa
06 – Hoje o Dia é Seu - Matheus Brant e Renato Rosa
07 – A Balada - Matheus Brant
08 – Carnaval - Matheus Brant e Kdu dos Anjos
09 – Sereia - Matheus Brant e Ana Martins Marques
10 – Me Namorar - Matheus Brant
11 – Pagode - Matheus Brant
12 – Marchinha Francesa - Matheus Brant
13 – Assume que Gosta – versão Dub
14 - Levada do Arrocha - versão Dub
15 – Do Prazer - versão Dub

quarta-feira, 30 de março de 2016

Marcelo Jiran – Horizonte Brasileiro (2015)

“Este disco é o resumo das minhas principais influências musicais; uma história narrada por finas composições e orquestrações; pelo talento e profissionalismo dos intérpretes, os quais abraçaram a beleza, virtuosismo, alegria, alma e peculiaridade de cada tema; por amigos de longa data e novos amigos, todos ofertando o melhor de si pela Música.

Praticamente 2 anos de minuciosa e prazerosa criação; pouco mais de 50 minutos de audição; tamanha diversidade sonora surpreende e prende a atenção; não há barreiras; as inspirações viajam além do horizonte alcançado pelos olhos - o Horizonte Brasileiro mostra sua essência: a fusão harmoniosa entre os seres do planeta.”

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Trupico
02 – Pro Mestre
03 – Fantasia Barroca
04 – Bossa
05 – Bom Balanço
06 – Uma História de Amor
07 – I Movimento Terra
08 – II Movimento Mar
09 – III Movimento Céu

COMPOSIÇÕES, ORQUESTRAÇÕES, REGÊNCIA E CASTANHOLAS Marcelo Jiran

quarta-feira, 23 de março de 2016

Pedro Antônio – Plantação de Estrelas (2015)

Já nas lojas o novo CD Plantação de Estrelas de Pedro Antônio, cantautor das Minas Gerais, é um dos fundadores do grupo Mina das Minas.

Agora em carreira solo chega ao seu segundo trabalho autoral. Gravado em Uberlândia/MG, onde reside atualmente, o CD traz 12 faixas sendo dez de sua autoria e duas dos compositores Carlos Haddad e Zé Paulo Medeiros.

O CD teve os arranjos e a direção de gravação a cargo do maestro Pedro Ferreira e conta com um time de primeira linha formado entre os melhores músicos do Triângulo Mineiro.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Flor do Cerrado – Pedro Ântonio
02 – Voando em V - Pedro Ântonio
03 – Fogo-pagô - Pedro Ântonio
04 – Água – Zé Paulo Medeiros
05 – Passarin – Carlos Alberto Hadad
06 – Lá em Casa - Pedro Ântonio, William e Wellington de Faria
07 – Plantação de Estrelas - Pedro Ântonio
08 – Olho D´água - Pedro Ântonio, Edvaldo Gandi e Wellington de Faria
09 – Calangueando - Pedro Ântonio e João Bá
10 – Caretada (Para Catu) - Pedro Ântonio
11 – O verbo da Vida - Pedro Ântonio e Pedro Lacerda
12 – Dom Quixote Internauta - Pedro Ântonio

Luiz Marques – Noite Azul (2015)

Cantor, compositor, violonista e arranjador Luiz Marques é natural de Patos de Minas e radicado em Belo Horizonte. Sua composição aponta para um novo caminho, plural em ritmos e estilos, com canções que vão desde o barroco mineiro, passando por baladas e incursões no rock e pop.

O artista tem em sua discografia cinco CDs gravados: O Giro da Roda de Fogo (2000), Sentimento em Cor (2004), Luiz Marques (2009), Mira Certa (2011) e Noite Azul (2015).

Noite Azul gravado em abril de 2015 tem arranjos de Geraldo Vianna para 10 composições de Luiz Marques e participação de grandes músicos mineiros.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Labirinto
02 – Uma Canção
03 – A Luz de Lyon
04 – Meu Quintal
05 – História sem Fim
06 – Redemoinho
07 – Mistério e Paixão
08 – Noite Azul
09 – Infinito
10 – Um Minuto Apenas

Todas as composições são de Luiz Marques

Uiara Leigo - Meu Canto é Segredo (2015)

Em "Meu canto é segredo", Uiara conta a história do seu canto:" onde vejo poesia, vejo música. Alio meus poemas e pensamentos à melodia que me cabe ao coração. E cada canto leva um segredo de quem o carrega no coração".

Sua arte, traduzida em versos íntimos, transportam o público para seu universo afetuoso e rebelde, delicado e visceral, belo e corajoso, com a capacidade de comunicar sua poesia complexa e profunda num ambiente popular, aliado a classe do produtor musical Hérmanes Abreu, criou-se a sonoridade única do disco, fazendo a música expandir seu significado.
Deixe-se encantar!

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – De Rezar
02 – Samba de Benzer
03 – A Própria
04 – Donos do Destino
05 – Com Voce
06 – Basta
07 – As Forças
08 – Na Tez
09 – A Força de um Baião
10 – Meu Canto é Segredo
11 – O Nome do Vento
12 – Toque

Todas as composições são de Uiara Leigo

Pereira da Viola – Incelente Maravia 20 Anos (2016) DVD

Uma viagem musical em composições, parcerias e andanças de Pereira pelo país, em um repertório que inclui, aglomera e extrapola a diversidade da música de raiz, aumentando a visibilidade da criação artística de Minas Gerais e contribui para o enriquecimento e divulgação das artes, lendas e crenças dos povos mineiro e brasileiro.

Para a gravação do dvd e show de lançamento Pereira reuniu 20 anos de trabalho emcomposições próprias em parceria com poetas, músicos e escritores, todos eles autores fortemente influenciados pela cultura popular mineira. Dentre elas: “Incelente Maravia” (Pereira da Viola e Gildes Bezerra), “O meu Fraco é a Viola” (Pereira da Viola e João Evangelista Rodrigues), “Menina Flor” (Pereira da Viola e Josino Medina) e Mulheres de Argila (Pereira da Viola, Wilson Dias e João Evangelista Rodrigues).

O dvd foi gravado ao vivo em 2014, no Minascentro, no Projeto “Quando o Jequitinhonha canta e dança” com o patrocínio do Governo do Estado de Minas Gerais e Petrobras. Contou com as participações especiais de Titane, Wilson Dias, Celio Sene, Josino Medina e Bartira Sene. A banda é composta por Dito Rodrigues (violão e voz), Carlinhos Ferreira (percussão), Gladson Braga (percuteria) e Pedro Gomes (baixo).

Preço – R$35,00

Grupo Ilumiara (2015)

"Ilumiara" é uma expressão que mescla as palavras “iluminar” à “Iara”, entidade sagrada dos rios nas culturas Tupi-Guarani. Também contida nos textos de Ariano Suassuna e no nome de seu “altar” na Pedra do Reino, a palavra expressa nosso desejo de iluminar, por meio da música e oesia, a riqueza e a beleza de repertórios poéticos e musicais a partir da pesquisa e do encontro com as pessoas.

O grupo é formado por cinco músicos da cidade de Belo Horizonte que também atuam como pesquisadores, sendo o único dos quatro grupos que não está relacionado a uma prática da tradição. Além das músicas apresentadas, o grupo traz em seu espetáculo a contextualização histórico-social
dos cantos de trabalho no Brasil.

São muitos os cantos vinculados a ofícios e saberes tradicionais, e entre eles podemos citar as canções de lavadeiras, quebradeiras de coco, destaladeiras de fumo, fiandeiras, machadeiros, tropeiros, pregoeiros, dos trabalhadores das antigas usinas de açúcar, de carregadores de pedras, de remeiros, de vaqueiros, lavadeiras, pescadores, da fabricação de farinha e doces, dentre tantos outros.

Sabe-se que muito do que se cantava e tocava foi perdido ou despareceu junto ao próprio desenvolvimento dos ofícios, pela substituição do trabalho humano pelas máquinas, a perda de línguas originárias de povos (sobretudo indígena e negra), com processos de êxodo e migrações, por influências estéticas dos meios de comunicação, e mesmo por meio de processos de evangelização que dificultam a permanência de certas tradições.

O Ilumiara é formado por Alexandre Gloor (rabecas), Carlinhos Ferreira (percussão), Leandro César (violão e marimba), Letícia Bertelli (voz) e Marcela Bertelli (voz).

Preço – R$25,00

Faixas:

01 - Auto do Fim de Capina
02 - Penerô Gavião
03 - Punhadim
04 - Lavadeiras
05 - Toadas de Remeiros
06 - Canto do Tropeiro
07 - Das Pedras
08 - Machadeiros
09 - Fiandeiras
10 - Vissungos
11 - Senhora Santana
12 - Capoeira


quinta-feira, 10 de março de 2016

Marku Ribas + Samba (2015)

Fazer exatamente igual ao que Marku Ribas faria todos sabem que é impossível. “Era uma pessoa muito complexa. Tinha várias ideias, vários projetos, era muito sensível. Igualzinho a gente sabe que infelizmente não podemos, mas a gente tenta”, diz a filha e também artista Lira Ribas. Ela e a irmã Júlia Ribas se juntam a vários artistas para o lançamento de + Samba, CD gravado por Marku três meses antes de morrer.

O repertório tem sambas até então inéditos assinados pelo mineiro. “Foi uma correria porque ele estava se sentindo pronto para gravar e ir embora. Ele avisou que qualquer coisa que acontecesse era para levar o projeto adiante”, lembra Júlia. O disco teve a produção musical de Lucas Telles e Brasilino com direção musical de Barral Lima.

“É um samba em que Marku canta as próprias origens. Não se parece com nada, é realmente muito dele”, afirma Barral. Para o produtor, está claro uma maneira muito própria que ele tinha de compor e também de intepretar. “É um disco que mostra como o é o samba do Marku. Existe chorinho, violão de sete cordas, uma coisa de raiz. Tem uma levada que ninguém faz igual”, elogia Lima.
No show de lançamento a banda será formada Lucas Telles (violão e direção musical, Lucas Ladeia (cavaquinho), Abel Borges (percussão), Digão Nargel (percussão) e Leonardo Brasilino (trombone). Júlia Ribas interpreta seis canções do pai. Para ela, + Samba retrata a realidade de uma vivência musical. “A marca dele foi ter vivido tudo o que quis”, constata a filha mais velha, que subirá ao palco grávida de seis meses da primeira filha, Rute.

Julia conta ter aprendido com o pai a cantar aquilo que acredita. Escolheu interpretar em homenagem a Marku as canções Alerta geral, 500 anos, Cabana e calor, Samba sim e Samba pra Lira (com Cristiano Cunha). Todas as outras participações são de artistas com quem Marku tinha alguma relação afetiva. “O Marco Antônio morreu mas o Marku Ribas está vivo e precisa de algumas pessoas, que somos nós, para levar isso adiante. Entra nosso jeito, nossa cara”, completa Lira.

Marku Ribas faleceu em decorrência de câncer em abril de 2013, o ano em que completou 50 anos de carreira. Foram 12 álbuns lançados, com destaque para Underground (1973), Marku (1976) e Barrankeiro (1977). Tocou com nomes consagrados como Nara Leão, Djavan, Chico Buarque, João Donato, Tim Maia, Marcelo D2 e Emílio Santiago. A convite de Mick Jagger, em 1984, chegou a gravar com os Rolling Stones no álbum 'Dirty Work'. Trabalhou como ator em filmes como Uma onda no ar e Batismo de sangue, ambos de Helvécio Ratton.

Preço – R$30,00

Faixas:
01 – Zabelê e Mãe Dágua – Marku Ribas e Arnaud Rodrigues
02 – Amar é Direito - Marku Ribas
03 – Helena Rosa - Marku Ribas
04 – Quimbanda - Marku Ribas
05 – Areia Movediça - Marku Ribas
06 – Jeito de Felicidade - Marku Ribas
07 – Se a Onça Morrer - Marku Ribas e Luizão Maia
08 – Cabana e Calor - Marku Ribas
09 – Samba de Lira - Marku Ribas
10 – Concorrência Desleal- Marku Ribas
11 – 500 Anos - Marku Ribas
12 – Vexame - Marku Ribas
13 - Choro pro Marku – Lucas Telles

Milton Nascimento – SongBook (2015)



Songbook mais que aguardado pela legião de fãs em seus mais de 50 anos de carreira!

280 páginas contendo 53 partituras, cifras, e os desenhos e diagramas dos incríveis acordes!
Além de um resumo de sua obra, estão neste livro textos de seus parceiros e amigos, onde sua história vai sendo contada informal e poeticamente, em palavras que resumem sua trajetória, sempre ilustrada com fotos emocionantes e históricas.
Preço – R$85,00

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Jorge Dikamba – Cantorias Folguedos e Quintais (2015)

Neste disco Jorge Dikamba apresenta obras autorais que mesclam elementos do erudito e do popular, abordando temas presentes no nosso imaginário com reminiscências melódicas e literárias do rococó, do romantismo e do trovadorismo ibérico, de par com a inconfundível rítmica afro-mineira que caracteriza suas criações.

Em suas canções ecoam vozes múltiplas que remetem à árdua epopeia dos habitantes do agreste, à sonoridade do cerrado mineiro, aos sertões e ao Jequitinhonha, descortinando paisagens e sentimentos.

Amantes, jagunços, tropeiros, cangaceiros e lavradores humildes são personagens de histórias épicas e causos acontecidos nas veredas do sertão, no Brasil profundo.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Folguedos de Quintal – Jorge Dikamba
02 – Incelença Pra Um Adeus Agreste – Jorge Dikamba
03 – Inverno No Sertão – Jorge Dikamba
04 – Benzim – Jorge Dikamba
05 – A Donzela e O Sabiá – Jorge Dikamba
06 – Tapera – Jorge Dikamba
07 – Sonho de Jagunço – Jorge Dikamba
08 – Tropeiro – Jorge Dikamba
09 – Terra Natal – Jorge Dikamba
10 – Meninos do Sertão – Jorge Dikamba e Helena Freitas
11 – Flor Cigana – Jorge Dikamba
12 – Confissão de Um Cangaceiro Arrependido – Jorge Dikamba
13 – Choupana – Jorge Dikamba
 

Podé Nastácia –Ânima Ao Vivo (2015)

Prestes a comemorar 20 anos com a banda Tianastácia, Podé Nastácia se lançou em nova experiência e gravou um CD acústico que tem grande parte das canções assinadas por ele. O álbum Ânima é um projeto paralelo ao da banda, no qual o músico expõe a sua essência musical em 15 canções, sendo 12 de sua autoria e que não foram gravadas pelo grupo.

Com a mesma pegada rock, Podé apresenta um trabalho intimista e com a força de três violões como base do show. Nuances de funk rock, soul e folck music compõe uma atmosfera contemporânea ao trabalho. Gravado ao vivo no CCBB – BH.

No formato voz e violão, o experiente compositor tem seu lado romântico evidenciado em Ânima. “Estou realizando o sonho de registrar coisas que poderiam se perder”, explica o músico que buscou fazer um trabalho acústico para evidenciar uma essência musical, que é o lugar onde tudo começa (voz e violão), sem a presença do baixo, guitarra e bateria. “Componho todas as músicas no violão".

Com canções para sua mãe, para a amiga Cássia Eller, sobre relacionamentos, além de releitura de sucessos como Falsa Baiana e Nobre Vagabundo, Ânima apresenta um Podé que fala de amor e de amizade, sempre de bem com a vida.

O álbum tem participações especiais de Márcio Mello (voz e violão), Lan Lanh (voz e percussão), grupo de percussão do projeto social Querubins (do qual Podé, ao lado de sua mãe Magda Coutinho, é um dos criadores) e do Quarteto Mantra de Cordas, formado por integrantes da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, entre outros.

Vocalista há 19 anos de uma das principais bandas de Rock brasileira, Podé ressalta que Ânima se apropria de experiências íntimas. Em 2016, o Tianastácia celebra duas décadas com o lançamento de um DVD comemorativo, o décimo álbum da banda.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Meio Dia e 14 – Podé Nastácia Fernando Mello
02 – Ânima – Podé Nastácia
03 – Nada Clichê – Podé Nastácia e Beto Nastácia
04 – Brother Meu – Podé Nastácia e Beto Nastácia
05 – Sambavida – Podé Nastácia
06 – Amor Destrambelhado – Lan Lanh e Márcio Mello
07 – Nobre Vagabundo – Márcio Mello
08 – Cássia – Podé Nastácia
09 – Falsa Baiana – Geraldo Pereira
10 – O Amor – Podé Nastácia
11 – Madá – Podé Nastácia
12 – Em Partes – Podé Nastácia e Virginia Carneiro
13 – Sonoro Djambe – Podé Nastácia
14 – Nem Nos Livros – Podé Nastácia
15 – Seja Você – Podé Nastácia

Ricardo dos Reis – Canção na Cesta (2015)

Certamente é difícil acreditar que o solo de “Sweet Child O' Mine” ou que a emblemática “Construção”, toda terminada em paroxítonas por Chico Buarque, sejam meros objetos de dedicação musical, ao invés de genialidade. Mas para o compositor e cantor mineiro Ricardo dos Reis, 55, a teoria por trás das super-canções tem uma lógica. É isso o que ele tenta explicar através do recém-lançado disco independente “Canção na Cesta”, que além de apresentar um som regional com pegada de baião, bossa-nova e MPB, ensina, através de palestras musicais, os métodos ideais para compor.

Longe de ter a pretensão de desvendar uma receita do sucesso, o músico Ricardo dos Reis, especializado em Educação Musical pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), leva a teoria da sala de aula para a prática simples. “O que quero mostrar é que a disciplina e a rigidez fazem parte da música. Nenhum grande cantor ou compositor espera a inspiração bater. Às vezes ela chega, mas existem caminhos para irmos atrás dela”, avalia o músico.

Com mais de dez anos de experiências musicais, o compositor mineiro avalia que a composição deve ser pensada e tratada como uma tarefa rotineira, assim como bater o cartão de ponto no trabalho ou ir fazer uma prova na escola. Para isso, ele sugere dois passos simples: tirar uma hora específica do dia para compor e registrar tudo por anotações, independente da qualidade do resultado obtido. “Isso é um exercício de estímulo pessoal. Da obrigação de compor, nascem ideias distintas que podem ser aproveitadas aos poucos e com qualidade. Se o músico souber que constantemente pode criar, ainda que não seja nada genial, vários fragmentos dessa criação podem vir a ser boas apostas na música”, diz.

Pensando nisso, o disco “Canção na Cesta” reúne 11 faixas autorais produzidas inteiramente neste processo de composição. “Todo dia eu tirava mais de uma hora para compor e tentava me desapegar, não tocar nem cantar depois do processo. Aí foram nascendo as músicas”, conta. Com parcerias dos músicos Felipe Lobo e Mamour Bah, todo o álbum foi gravado no Sheffield Studio, no bairro Funcionários, em cerca de um ano. No repertório, canções que vão desde o baião “Faixa 1”, passando pelo samba “Faixa 3”, até a balada “Faixa 9”, ao estilo Clube da Esquina.
*por Lucas Simões

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Baião Edificado
02 – Assim Meio Funreggae
03 – Outro Amor
04 – Sem Fronteiras
05 – Ecossamba
06 – Miragem
07 – Canoa
08 – Chove
09 – A Gente Cresce
10 – Blues Pra Você
11 – Canção (Um Poema a Ser Musicado)

Todas as composições de Ricardo dos Reis