Um quarteto mineiro que baseia seu som na emoção, transparência poética e na liberdade de fazer canções que façam parte da vida das pessoas. Seus três álbuns são, em versos e musicalidade, o sentimento do ser humano em movimento e evolução.
A sonoridade é calcada no rock em sua forma mais clássica, as influências brasileiras são sentidas nas delicadas e assobiáveis melodias, harmonias e na poesia das letras.
A diversidade de timbres e interpretações presentes nas suas três vozes, trazem ainda mais personalidade ao som da banda, permitindo ao Vitrolas focar apenas no sentimento de suas canções.
Liberdade, o novo álbum, foi desenvolvido em forma de uma história. São três EPs de cinco músicas que se completam e tem início com o insight sobre o que é felicidade e o que se faz pra ser feliz.
A trilogia mira o ser humano em sua essência, como uma espécie. Seus capítulos mostram o homem entrando em contato com sua verdade, medos e virtudes, se reinventando em busca de algo mais.
Tenso, honesto e à flor da pele, Liberdade definitivamente encerra uma eternidade pra começar outra.
Preço – R$20,00
CD 1
01 - O presente - Fernando Persiano e Paulinho Rodriguez
02 - Não é só eu que sinto assim - Fernando Persiano
03 - Feliz Aniversário - Paulinho Rodriguez
04 - O que não se refaz - Fernando Persiano
05 - Vou em paz - Paulinho Rodriguez
CD 2
06 - Liberdade - Fernando Persiano
07 - O cisco - Fernando Persiano
08 - Ela - Fernando Persiano
09 - Muito Obrigado - Fernando Persiano
10 - Corram - Berna Dias e Fernando Persiano
CD 3
11 - Então - Fernando Persiano
12 - Odisséia - Paulinho Rodriguez
13 - Menino - Paulinho Rodriguez
14 - É o fim - Fábio Leal / Paulinho Rodriguez
15 - Olhos Pequenos - Fernando Persiano
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Das Quebradas – Verdadeiro ou Falso (2011)
O cantor e compositor Das Quebradas “DQ” ganhou esse nome por morar em vários bairros da capital mineira. Tendo a infância e a adolescência influenciadas pelo RAP, “o som do gueto”, DQ vem dividindo palco com grandes nomes da música nacional e internacional como Mims, Mano Brow, Mv Bill, Dj technician (Jay-z) e Thaíde e surge como o mais novo fruto do Hip-Hop brasileiro.
Preço – R$5,00
Faixas:
01 – Rap VS Rep
02 – Verdadeiro ou Falso
03 – Ela Gosta de Dinheiro
04 – Mil Tracks
05 – Sei Que Você Gosta de Mim
06 – Biquíni
07 – Adoro
08 – Fala Fofoqueira
09 – Está Escrito
10 – Via Bluethooth
11 – Me Diz o Que Você Quer
12 – Eu Lembro
13 – Todo Ano é Assim (Remix)
Todas as músicas de autoria de DQ
Preço – R$5,00
Faixas:
01 – Rap VS Rep
02 – Verdadeiro ou Falso
03 – Ela Gosta de Dinheiro
04 – Mil Tracks
05 – Sei Que Você Gosta de Mim
06 – Biquíni
07 – Adoro
08 – Fala Fofoqueira
09 – Está Escrito
10 – Via Bluethooth
11 – Me Diz o Que Você Quer
12 – Eu Lembro
13 – Todo Ano é Assim (Remix)
Todas as músicas de autoria de DQ
Best Place – Um Passo a Mais (2009) Entre Violões e Heróis (2011)
Faixas
01 – Perdido em Você – Felipe Tampa
02 – Olhos Verdes – Best Place
03 – Rawc – Best Place
04 – Track 1 – Best Place
Preço – R$10,00
Faixas
01 – Ponto de Partida
02 – Requiém
03 – Nostalgia
04 – Peças Pra me Concluir
Todas as músicas de autoria de Best Place
Preço – R$10,00
Formada em Agosto de 2007, a banda Best Place tem como objetivo criar um som original e alternativo. Crescer, evoluir musicalmente e adquirir nosso espaço na mente e no coração das pessoas, essas são nossas metas.
A cada dia que se passa, tentamos nos renovar e guardar todo aprendizado que ganhamos ao longo de nossas vidas, com tantas pessoas que nos cercam das quais nunca esqueceremos.
Em 2009 a Best Place lança seu primeiro EP intitulado 'Um passo a Mais' que cobre toda a estrada da banda ate aquele presente momento. Com canções como 'Perdido em Você' e 'Olhos Verdes' a banda conquistou o respeito e reconhecimento de muitos.
No ano seguinte, a banda apresenta ao seu publico seu primeiro vídeo: a música 'Perdido em Você' ganha sua versão visual com a grande participação de Felipe Tampa (ex Rezet/Nihil).
A Best Place foi contemplada com a participação no festival da radio 98 FM: Palco 98 - VIVO ON FESTIVAL que contou com a participação de bandas de Minas Gerais selecionadas por todo Estado.
Apos um longo período colhendo os frutos de um trabalho árduo, em 2011 a banda lança seu novo EP chamado 'Entre Vilões e Heróis'. Um trabalho voltado ao amadurecimento da banda que pode ser sentido nas letras e melodias do novo disco.
Muito ainda esta por vir. Agradecemos o apoio de todos, família, amigos e outros que ainda virão. Este é o nosso sonho, esta e a banda Best Place.
www.myspace.com/bandabestplace
www.soundcloud.com/bandabestplace
www.youtube.com/bestplacevideo
01 – Perdido em Você – Felipe Tampa
02 – Olhos Verdes – Best Place
03 – Rawc – Best Place
04 – Track 1 – Best Place
Preço – R$10,00
Faixas
01 – Ponto de Partida
02 – Requiém
03 – Nostalgia
04 – Peças Pra me Concluir
Todas as músicas de autoria de Best Place
Preço – R$10,00
Formada em Agosto de 2007, a banda Best Place tem como objetivo criar um som original e alternativo. Crescer, evoluir musicalmente e adquirir nosso espaço na mente e no coração das pessoas, essas são nossas metas.
A cada dia que se passa, tentamos nos renovar e guardar todo aprendizado que ganhamos ao longo de nossas vidas, com tantas pessoas que nos cercam das quais nunca esqueceremos.
Em 2009 a Best Place lança seu primeiro EP intitulado 'Um passo a Mais' que cobre toda a estrada da banda ate aquele presente momento. Com canções como 'Perdido em Você' e 'Olhos Verdes' a banda conquistou o respeito e reconhecimento de muitos.
No ano seguinte, a banda apresenta ao seu publico seu primeiro vídeo: a música 'Perdido em Você' ganha sua versão visual com a grande participação de Felipe Tampa (ex Rezet/Nihil).
A Best Place foi contemplada com a participação no festival da radio 98 FM: Palco 98 - VIVO ON FESTIVAL que contou com a participação de bandas de Minas Gerais selecionadas por todo Estado.
Apos um longo período colhendo os frutos de um trabalho árduo, em 2011 a banda lança seu novo EP chamado 'Entre Vilões e Heróis'. Um trabalho voltado ao amadurecimento da banda que pode ser sentido nas letras e melodias do novo disco.
Muito ainda esta por vir. Agradecemos o apoio de todos, família, amigos e outros que ainda virão. Este é o nosso sonho, esta e a banda Best Place.
www.myspace.com/bandabestplace
www.soundcloud.com/bandabestplace
www.youtube.com/bestplacevideo
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
A Música de Makely Ka (2012)
No mês passado eu fiz uma homenagem o nosso querido compositor Mestre Jonas com uma coletânea de músicas dele que haviam sido gravadas por outras pessoas, em CDs de vários artistas/bandas de Belo Horizonte.
Foi dai que nasceu a idéia de todo mês homenagear um compositor da nova safra da música mineira, no mês de fevereiro o escolhido foi Makeky Ka, nascido em Valença do Piauí e criado em Barão de Cocais, no interior de Minas, ele chegou em Belo Horizonte em 1991 para fazer eletrônica no CEFET.
Makely Ka é um dos principais compositores de sua geração. Lançou os livros de poemas Objeto Livro (1998) e Ego Excêntrico (2003). Ao lado dos parceiros Kristoff Silva e Pablo Castro, lançou em 2003 o CD A Outra Cidade.
Em 2006 lançou juntamente com a cantora Maísa Moura os CD Danaide. No ano seguinte lançou seu primeiro disco solo, Autófago. Desde 2006 edita a Revista de Autofagia o lado do poeta Bruno Brum.
Conta atualmente com mais de 80 canções gravadas por diversos intérpretes no Brasil e no exterior. Como performer, destaca-se pela sua verve crítica e irônica, sem perder o humor inteligente. Já se apresentou nos principais palcos do Brasil e excursiona pela Europa desde 2007.
Sua produção artística está diretamente relacionada à atuação política através de ações ligadas ao cooperativismo, à economia criativa, à auto-gestão e à contra-indústria.
Esta coletânea conta com músicas gravadas em 15 CDs diferentes, no período de 2003 a 2011 e em sua grande maioria interpretada por vozes femininas, vale a pena baixar e escutar...
Faixas:
01 - Andante (Pablo Castro e Makely Ka) canta Marina Machado e Regina Spósito
02 - Xote Polaco (Kristoff Silva e Makely Ka) canta Kristoff Silva
03 - O Chamador (Makely Ka) canta Titane
04 - Atemporal (Pablo, Kristoff e Makely) canta Pablo, Kristoff e Makely
05 - Costura (Dudu Nicácio e Makely Ka) canta Leopoldina
06 - Samba Sim (Marku e Makely Ka) canta Julia Ribas
07 - A Luz é como a Água (Flávio Henrique e Makely Ka) canta Mariana Nunes
08 – Monotonia Gris (Makely Ka e Renato Negrão) canta Maísa Moura
09 - Mar Deserto (Kristoff Silva e Makely Ka) canta Kristoff Silva
10 - Solstício de Inverno (Chico Saraiva e Makely Ka) canta Maísa Moura
11 - O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (Makely Ka e Aline Calixto) canta Aline Calixto
12 - Impagável (Rafael Martini e Makely Ka) canta Leonora Weissmann
13 - Eu Não (Makely Ka) canta Titane
14 – O Amor (Flávio Henrique, Renato Negrão e Makely Ka) canta Regina Spósito
15 - Uma Confabula (Makely Ka) voz e texto Makely Ka
16 - Câmara Escura (Antonio Loureiro e Makely Ka) canta Sérgio Pererê
17 – Santuário (Mestre Jonas e Makely Ka) canta Mestre Jonas
18 – Fio Desencapado (Makely Ka) canta Juliana Perdigão
19 – Queixumes (Makely Ka e Renato Negrão) canta Alda Rezende
20 – Samba Solto (Makely Ka e Paulo Beto) canta Alda Rezende
Música Maestro!!!
Foi dai que nasceu a idéia de todo mês homenagear um compositor da nova safra da música mineira, no mês de fevereiro o escolhido foi Makeky Ka, nascido em Valença do Piauí e criado em Barão de Cocais, no interior de Minas, ele chegou em Belo Horizonte em 1991 para fazer eletrônica no CEFET.
Makely Ka é um dos principais compositores de sua geração. Lançou os livros de poemas Objeto Livro (1998) e Ego Excêntrico (2003). Ao lado dos parceiros Kristoff Silva e Pablo Castro, lançou em 2003 o CD A Outra Cidade.
Em 2006 lançou juntamente com a cantora Maísa Moura os CD Danaide. No ano seguinte lançou seu primeiro disco solo, Autófago. Desde 2006 edita a Revista de Autofagia o lado do poeta Bruno Brum.
Conta atualmente com mais de 80 canções gravadas por diversos intérpretes no Brasil e no exterior. Como performer, destaca-se pela sua verve crítica e irônica, sem perder o humor inteligente. Já se apresentou nos principais palcos do Brasil e excursiona pela Europa desde 2007.
Sua produção artística está diretamente relacionada à atuação política através de ações ligadas ao cooperativismo, à economia criativa, à auto-gestão e à contra-indústria.
Esta coletânea conta com músicas gravadas em 15 CDs diferentes, no período de 2003 a 2011 e em sua grande maioria interpretada por vozes femininas, vale a pena baixar e escutar...
Faixas:
01 - Andante (Pablo Castro e Makely Ka) canta Marina Machado e Regina Spósito
02 - Xote Polaco (Kristoff Silva e Makely Ka) canta Kristoff Silva
03 - O Chamador (Makely Ka) canta Titane
04 - Atemporal (Pablo, Kristoff e Makely) canta Pablo, Kristoff e Makely
05 - Costura (Dudu Nicácio e Makely Ka) canta Leopoldina
06 - Samba Sim (Marku e Makely Ka) canta Julia Ribas
07 - A Luz é como a Água (Flávio Henrique e Makely Ka) canta Mariana Nunes
08 – Monotonia Gris (Makely Ka e Renato Negrão) canta Maísa Moura
09 - Mar Deserto (Kristoff Silva e Makely Ka) canta Kristoff Silva
10 - Solstício de Inverno (Chico Saraiva e Makely Ka) canta Maísa Moura
11 - O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (Makely Ka e Aline Calixto) canta Aline Calixto
12 - Impagável (Rafael Martini e Makely Ka) canta Leonora Weissmann
13 - Eu Não (Makely Ka) canta Titane
14 – O Amor (Flávio Henrique, Renato Negrão e Makely Ka) canta Regina Spósito
15 - Uma Confabula (Makely Ka) voz e texto Makely Ka
16 - Câmara Escura (Antonio Loureiro e Makely Ka) canta Sérgio Pererê
17 – Santuário (Mestre Jonas e Makely Ka) canta Mestre Jonas
18 – Fio Desencapado (Makely Ka) canta Juliana Perdigão
19 – Queixumes (Makely Ka e Renato Negrão) canta Alda Rezende
20 – Samba Solto (Makely Ka e Paulo Beto) canta Alda Rezende
Música Maestro!!!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Rubens de Rubim – Luar Bonito
Preço - R$15,00
Faixas:
01 – Recado – Rubens de Rubim
02 – Sexto Sentido – Rubens de Rubim
03 – Voar – Roberto Ornelas e Eustáquio Sena
04 – Sol Vermelho – Amado Batista e Reginaldo Sodré
05 – Irmão Amigo – Rubens de Rubim
06 – Lua Catula – Renato Teixeira
07 – Passarela – Nilo Teles
08 – Precisamos de Amores – Paulinho Pedra Azul
09 – Diamantina – Tino Gomes e Georgino Júnior
10 – Faca Serrada – Caca Bloise e Aroldo Santarosa
11 – Boi de Carro – Rubens de Rubim
Faixas:
01 – Recado – Rubens de Rubim
02 – Sexto Sentido – Rubens de Rubim
03 – Voar – Roberto Ornelas e Eustáquio Sena
04 – Sol Vermelho – Amado Batista e Reginaldo Sodré
05 – Irmão Amigo – Rubens de Rubim
06 – Lua Catula – Renato Teixeira
07 – Passarela – Nilo Teles
08 – Precisamos de Amores – Paulinho Pedra Azul
09 – Diamantina – Tino Gomes e Georgino Júnior
10 – Faca Serrada – Caca Bloise e Aroldo Santarosa
11 – Boi de Carro – Rubens de Rubim
Rubens de Rubim – Prosa de Um Sonhador
Preço - R$15,00
Faixas:
01 – Jamais Te Amei
02 – Convite
03 – Bicho do Mato
04 – Menino da Estrada Azul
05 – Livre Cigano
06 – Procurando Seu Olhar
07 – Mil Noites
08 – Prosa de Um Sonhador
09 – Invasão de Sentimentos
10 – A Ciranda da Lua Com O Sol
11 – Salobinho
Todas as músicas são de autoria de Rubens de Rubim
Faixas:
01 – Jamais Te Amei
02 – Convite
03 – Bicho do Mato
04 – Menino da Estrada Azul
05 – Livre Cigano
06 – Procurando Seu Olhar
07 – Mil Noites
08 – Prosa de Um Sonhador
09 – Invasão de Sentimentos
10 – A Ciranda da Lua Com O Sol
11 – Salobinho
Todas as músicas são de autoria de Rubens de Rubim
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Pequena Morte – Defenestra (2011)
Devo dizer de uma vez: Pequena Morte é pra quem gosta de boa festa!
Digo logo porque com esse nome a banda já surpreendeu muita gente que esperava escutar algum "death metal" ou "rock paulera", como diria a titia. Às vezes a coisa ainda complica mais quando se fala que na verdade trata-se de Ska, pois o termo de fato não é familiar pra muita gente.
O ritmo jamaicano que deu origem ao Reggae revelou-se um caminho natural diante da busca por levadas dançantes dentro do heterogêneo balaio de influências que a banda carrega. O Ska parece ser uma dessas células rítmicas com capacidade de praticamente te obrigar a mexer o corpo, numa espécie de ressonância com o Mar do Caribe, só que antes do vazamento de Petróleo. Aliás, acho que ali no Golfo do México o nome Pequena Morte poderia até ser associado à festa. Não é por ali que se comemora o Dia de los Muertos?
Antropologias à parte, a verdade é que esse nome foi herdado da literatura francesa, numa tradução do termo "Petite Mort", usado pra descrever experiências de extremo prazer, em que somos envolvidos de tal forma que a mente se esvazia por alguns segundos, numa espécie de pulsão de morte seguida de um incremento à vida que seguia antes dessa experiência. Nada mais que uma bela metáfora pra o orgasmo.
É nessa semântica que mora a pretensão da Pequena Morte: propor a festa como se fosse a única coisa que nos resta.
A banda Pequena Morte surgiu em Belo Horizonte no ano de 2006. Virou sinônimo de boa farra na cidade graças ao imperativo dançante do ska. Desde a passagem por Itália e Letônia em 2009, empolgaram-se com a idéia de propor intercâmbio entre bandas e já levaram para o Festival S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L.(*) bandas de diversos sotaques, entre eles o da Letônia, o argentino, o britânico, o pernambucano e claro, o belorizontino!
Em outros eventos, já dividiram palco com Skatalites(!), B-Negão, Móveis Coloniais de Acaju, Macaco Bong, Dead Fish, Raimundos, Do Amor e muitos outros. Além disso, foram a banda de apoio de Jackie Bernard, quando o lendário vocalista dos Kingstonians esteve pelo Brasil, incendiou a festa de encerramento da Feira Música Brasil 2010 e mantém-se entre os vídeos mais assistidos no site do Programa Alto-Falante, da Rede Minas.
*por Tamás Bodolay
Preço – R$15,00
Faixas
01 – 12 de Maio
02 - To nem Ai
03 – Gangska (partir e viver)
04 – Xamorrê
05 – Ideal
06 – C.V.
07 – Barauê
08 – Bom!
09 – Pouco a Pouco
10 – Música pro Paulo
Todas as músicas são de autoria de Pequena Morte
Digo logo porque com esse nome a banda já surpreendeu muita gente que esperava escutar algum "death metal" ou "rock paulera", como diria a titia. Às vezes a coisa ainda complica mais quando se fala que na verdade trata-se de Ska, pois o termo de fato não é familiar pra muita gente.
O ritmo jamaicano que deu origem ao Reggae revelou-se um caminho natural diante da busca por levadas dançantes dentro do heterogêneo balaio de influências que a banda carrega. O Ska parece ser uma dessas células rítmicas com capacidade de praticamente te obrigar a mexer o corpo, numa espécie de ressonância com o Mar do Caribe, só que antes do vazamento de Petróleo. Aliás, acho que ali no Golfo do México o nome Pequena Morte poderia até ser associado à festa. Não é por ali que se comemora o Dia de los Muertos?
Antropologias à parte, a verdade é que esse nome foi herdado da literatura francesa, numa tradução do termo "Petite Mort", usado pra descrever experiências de extremo prazer, em que somos envolvidos de tal forma que a mente se esvazia por alguns segundos, numa espécie de pulsão de morte seguida de um incremento à vida que seguia antes dessa experiência. Nada mais que uma bela metáfora pra o orgasmo.
É nessa semântica que mora a pretensão da Pequena Morte: propor a festa como se fosse a única coisa que nos resta.
A banda Pequena Morte surgiu em Belo Horizonte no ano de 2006. Virou sinônimo de boa farra na cidade graças ao imperativo dançante do ska. Desde a passagem por Itália e Letônia em 2009, empolgaram-se com a idéia de propor intercâmbio entre bandas e já levaram para o Festival S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L.(*) bandas de diversos sotaques, entre eles o da Letônia, o argentino, o britânico, o pernambucano e claro, o belorizontino!
Em outros eventos, já dividiram palco com Skatalites(!), B-Negão, Móveis Coloniais de Acaju, Macaco Bong, Dead Fish, Raimundos, Do Amor e muitos outros. Além disso, foram a banda de apoio de Jackie Bernard, quando o lendário vocalista dos Kingstonians esteve pelo Brasil, incendiou a festa de encerramento da Feira Música Brasil 2010 e mantém-se entre os vídeos mais assistidos no site do Programa Alto-Falante, da Rede Minas.
*por Tamás Bodolay
Preço – R$15,00
Faixas
01 – 12 de Maio
02 - To nem Ai
03 – Gangska (partir e viver)
04 – Xamorrê
05 – Ideal
06 – C.V.
07 – Barauê
08 – Bom!
09 – Pouco a Pouco
10 – Música pro Paulo
Todas as músicas são de autoria de Pequena Morte
Diego Bemquerer - Diego Bemquerer (2011)
DIEGO BEMQUERER é um jovem cantor e violonista que acaba de gravar o segundo disco de sua carreira. Este disco consolida o trabalho do Diego, voltado para o POP. O disco tem dez faixas e mostra o trabalho autoral de Diego e canções que representam o seu trabalho atual, sendo quatro de sua autoria. Uma delas é “Contraponto”, música que marcou o início da sua carreira como compositor, e foi selecionada na etapa regional do I Festival de Música da ARPUB (Associação das Rádios Públicas do Brasil), em 2009. Outra música de sua autoria “Tempo Quatro” foi selecionada na etapa regional do II Festival de Música da ARPUB, em 2010.
Entre outras músicas, o repertório do disco conta com uma releitura de “Esquadros” de Adriana Calcanhotto e “Como Aconteceu” e “25 Horas por Dia” que são parcerias de Leo Minax, cantor e compositor mineiro radicado na Espanha há mais de vinte anos, com os cantores e compositores Alex Ferreira (da República Dominicana) e Paco Cifuentes (Espanhol), respectivamente.
A equipe técnica que participou das gravações do disco é formada por: Diego Bemquerer (voz), Flávio Henrique (teclado), Kadu Vianna (violões e guitarra); Arthur Rezende (bateria) e Adriano Campagnani (contrabaixo). A direção musical foi de Flávio Henrique e Kadu Vianna e os arranjos de Flávio Henrique, Kadu Vianna, Diego Bemquerer e músicos participantes.
Apesar de jovem (19 anos), Diego já emplacou alguns hits nas rádios mineiras como “Love Leve” (de Flávio Henrique e Vander Lee) e “Contraponto” (do próprio Diego) e já dividiu palcos com grandes nomes da música mineira.
Preço – R$20,00
Faixas
01 - 25 Horas por Dia - Leo Minax e Paco Cifuentes
02 - Tempo Quatro - Diego Bemquerer
03 - Como Aconteceu - Leo Minax e Alex Ferreira
04 - Aqui e Agora - Diego Bemquerer
05 - Esquadros - Adriana Calcanhotto
06 - Espero - Bemquerer
07 - Contraponto - Diego Bemquerer
08 - Abismo de Estrelas - Cláudio Mourão e Rogério Mourão
09 - Algo no Ar - Flávio Henrique, Kadu Vianna e Brisa Marques
10 - Às Vezes - Pedro Morais
Entre outras músicas, o repertório do disco conta com uma releitura de “Esquadros” de Adriana Calcanhotto e “Como Aconteceu” e “25 Horas por Dia” que são parcerias de Leo Minax, cantor e compositor mineiro radicado na Espanha há mais de vinte anos, com os cantores e compositores Alex Ferreira (da República Dominicana) e Paco Cifuentes (Espanhol), respectivamente.
A equipe técnica que participou das gravações do disco é formada por: Diego Bemquerer (voz), Flávio Henrique (teclado), Kadu Vianna (violões e guitarra); Arthur Rezende (bateria) e Adriano Campagnani (contrabaixo). A direção musical foi de Flávio Henrique e Kadu Vianna e os arranjos de Flávio Henrique, Kadu Vianna, Diego Bemquerer e músicos participantes.
Apesar de jovem (19 anos), Diego já emplacou alguns hits nas rádios mineiras como “Love Leve” (de Flávio Henrique e Vander Lee) e “Contraponto” (do próprio Diego) e já dividiu palcos com grandes nomes da música mineira.
Preço – R$20,00
Faixas
01 - 25 Horas por Dia - Leo Minax e Paco Cifuentes
02 - Tempo Quatro - Diego Bemquerer
03 - Como Aconteceu - Leo Minax e Alex Ferreira
04 - Aqui e Agora - Diego Bemquerer
05 - Esquadros - Adriana Calcanhotto
06 - Espero - Bemquerer
07 - Contraponto - Diego Bemquerer
08 - Abismo de Estrelas - Cláudio Mourão e Rogério Mourão
09 - Algo no Ar - Flávio Henrique, Kadu Vianna e Brisa Marques
10 - Às Vezes - Pedro Morais
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Lô Borges – Horizonte Vertical (2011)
Em uma canção do excelente disco “Bhanda” de 2006, Lô Borges entre breves considerações sobre calma e pressa cantava: “nosso passado certamente não detém o tempo que já vem/e vou amando pela vida/minha receita sempre natural”. Versos certeiros desse mineiro nascido em 1952 que sempre administrou a vida de maneira espontânea e com um carinho imenso pela música.
“Horizonte Vertical” lançado no ano passado com apoio do projeto Natura Musical e distribuição pela Sony Music, é mais um álbum inerente a opção que o músico fez a partir de “Um Dia e Meio” de 2003 em elaborar mais trabalhos com inéditas. Essa opção se consolidou como um grande acerto e resultou também no já citado “Bhanda” de 2006 e em “Harmonia” de 2009.
Com ajuda dos companheiros de banda Barral e Robinson Matos também na produção, Lô Borges faz com dedicação aquilo que sabe tão bem. Monta melodias como se fosse um quebra cabeça minucioso na união com letras e instrumentos. Mais do que os anteriores, “Horizonte Vertical” é um disco claro, de bem com a vida e com versos que buscam tranquilidade e tratam sobre o amor em geral.
São 12 faixas onde se faz presente a parceria constante com Márcio Borges e Ronaldo Bastos, assim como Samuel Rosa e Nando Reis na música que intitula o registro. A novidade fica por conta da esposa Patricia Maês, que colabora em cinco canções. Além das parcerias anotadas nas letras, Samuel Rosa, Fernanda Takai e Milton Nascimento abrilhantam estas em elegantes duelos vocais.
Das participações, Fernanda Takai é a que brilha mais. Começa em inglês com “On Venus” com trechos como “on the road, a rolling stone/ i won’t look back for Dylan” e passa por “Antes do Sol”, uma belíssima canção sobre otimismo que começou a ser composta ainda em meados dos anos 80. Depois desembarca na ensolarada e amorosa “Xananã”, para ainda chegar na beatle “Quem Me Chama”.
Em “Nenhum Segredo” é a vez de Samuel Rosa aparecer bem em um rock sessentista onde mostra a exata dimensão que a obra de Lô Borges tem na carreira do Skank. Já Milton Nascimento está na afirmação de postura de “Da Nossa Criação” (“no rastro dos pedaços dos nossos passos/na imensidão onde se encontra a chama/que não se apaga da nossa criação”), assim como na brincadeira de “Mantra Bituca”.
Fora as sociedades (que também se estendem a fantasia da canção que dá nome ao disco), Lô Borges resplandece sozinho na paixão arrebatadora de “De Mais Ninguém”, na balada conduzida com piano e teclados de “O Seu Olhar”, na viagem do tempo de “Você e Eu” e no pequeno rock inglês de “Canção Mais Além”, que com a participação de um coro de crianças extrapola a descrição de comovente.
“Horizonte Vertical” é dedicado ao filho Luca e a geração dele (ele tem 13 anos). É um trabalho que além de encher o rebento de orgulho, consegue uma proeza rara nos tempos de hoje, que é emocionar o ouvinte no decorrer de algumas canções. E pode ser equiparado a discos clássicos do músico como “Lô Borges” de 1972 e “A Via Láctea” de 1979, o que não é nada mal para um senhor de 60 anos.
* por Adriano Mello Costa
Preço – R$30,00
Faixas
01 - De Mais Ninguém Lô Borges / Ronaldo Bastos)
02 - On Venus (Lô Borges / Ronaldo Bastos) Convidado: Fernanda Takai
03 - Antes do Sol (Lô Borges / Márcio Borges) Convidado: Fernanda Takai
04 - O Seu Olhar (Lô Borges / Patricia Maês)
05 - Horizonte Vertical (Lô Borges / Samuel Rosa / Nando Reis) Convidado: Samuel Rosa
06 - Xananã (Lô Borges / Patricia Maês) Convidado: Fernanda Takai
07 - Da Nossa Criação (Lô Borges / Patricia Maês) Convidado: Milton Nascimento
08 - Nenhum Segredo (Lô Borges / Samuel Rosa / Patricia Maês) Convidado: Samuel Rosa
09 - Mantra Bituca (Lô Borges) Convidado: Milton Nascimento
10 - Quem Me Chama (Lô Borges / Márcio Borges) Convidado: Fernanda Takai
11 - Você e Eu (Lô Borges)
12 - Canção Mais Além (Lô Borges / Patricia Maês)
“Horizonte Vertical” lançado no ano passado com apoio do projeto Natura Musical e distribuição pela Sony Music, é mais um álbum inerente a opção que o músico fez a partir de “Um Dia e Meio” de 2003 em elaborar mais trabalhos com inéditas. Essa opção se consolidou como um grande acerto e resultou também no já citado “Bhanda” de 2006 e em “Harmonia” de 2009.
Com ajuda dos companheiros de banda Barral e Robinson Matos também na produção, Lô Borges faz com dedicação aquilo que sabe tão bem. Monta melodias como se fosse um quebra cabeça minucioso na união com letras e instrumentos. Mais do que os anteriores, “Horizonte Vertical” é um disco claro, de bem com a vida e com versos que buscam tranquilidade e tratam sobre o amor em geral.
São 12 faixas onde se faz presente a parceria constante com Márcio Borges e Ronaldo Bastos, assim como Samuel Rosa e Nando Reis na música que intitula o registro. A novidade fica por conta da esposa Patricia Maês, que colabora em cinco canções. Além das parcerias anotadas nas letras, Samuel Rosa, Fernanda Takai e Milton Nascimento abrilhantam estas em elegantes duelos vocais.
Das participações, Fernanda Takai é a que brilha mais. Começa em inglês com “On Venus” com trechos como “on the road, a rolling stone/ i won’t look back for Dylan” e passa por “Antes do Sol”, uma belíssima canção sobre otimismo que começou a ser composta ainda em meados dos anos 80. Depois desembarca na ensolarada e amorosa “Xananã”, para ainda chegar na beatle “Quem Me Chama”.
Em “Nenhum Segredo” é a vez de Samuel Rosa aparecer bem em um rock sessentista onde mostra a exata dimensão que a obra de Lô Borges tem na carreira do Skank. Já Milton Nascimento está na afirmação de postura de “Da Nossa Criação” (“no rastro dos pedaços dos nossos passos/na imensidão onde se encontra a chama/que não se apaga da nossa criação”), assim como na brincadeira de “Mantra Bituca”.
Fora as sociedades (que também se estendem a fantasia da canção que dá nome ao disco), Lô Borges resplandece sozinho na paixão arrebatadora de “De Mais Ninguém”, na balada conduzida com piano e teclados de “O Seu Olhar”, na viagem do tempo de “Você e Eu” e no pequeno rock inglês de “Canção Mais Além”, que com a participação de um coro de crianças extrapola a descrição de comovente.
“Horizonte Vertical” é dedicado ao filho Luca e a geração dele (ele tem 13 anos). É um trabalho que além de encher o rebento de orgulho, consegue uma proeza rara nos tempos de hoje, que é emocionar o ouvinte no decorrer de algumas canções. E pode ser equiparado a discos clássicos do músico como “Lô Borges” de 1972 e “A Via Láctea” de 1979, o que não é nada mal para um senhor de 60 anos.
* por Adriano Mello Costa
Preço – R$30,00
Faixas
01 - De Mais Ninguém Lô Borges / Ronaldo Bastos)
02 - On Venus (Lô Borges / Ronaldo Bastos) Convidado: Fernanda Takai
03 - Antes do Sol (Lô Borges / Márcio Borges) Convidado: Fernanda Takai
04 - O Seu Olhar (Lô Borges / Patricia Maês)
05 - Horizonte Vertical (Lô Borges / Samuel Rosa / Nando Reis) Convidado: Samuel Rosa
06 - Xananã (Lô Borges / Patricia Maês) Convidado: Fernanda Takai
07 - Da Nossa Criação (Lô Borges / Patricia Maês) Convidado: Milton Nascimento
08 - Nenhum Segredo (Lô Borges / Samuel Rosa / Patricia Maês) Convidado: Samuel Rosa
09 - Mantra Bituca (Lô Borges) Convidado: Milton Nascimento
10 - Quem Me Chama (Lô Borges / Márcio Borges) Convidado: Fernanda Takai
11 - Você e Eu (Lô Borges)
12 - Canção Mais Além (Lô Borges / Patricia Maês)
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Ram - Orange Orgio Orbis (2011)
Orange Orgio Orbis é o disco de estréia da banda mineira Ram. Lançado no dia 1/11/11, foi produzido de forma independente e traz um apanhado dos primeiros três anos de composições do grupo. São quinze faixas, (a versão em CD traz duas a mais do que a disponível na internet), que transitam pelo blues-rock, folk, gospel, kraut e free-jazz.
Duas já ganharam vídeos, entre elas Sweet Golden Road, 2º lugar no prêmio Mixsórdia como melhor clip de Belo Horizonte em 2011.
OOO conta com a participação de 12 músicos ao todo e foi gravado no estúdio Big Band com o engenheiro de som Tales Trajano. A arte do disco – uma flor-kirigami – e o cenário do show foram criados por Ana Pedrosa, Raphael Rodrigues e Gabriela de Matos, do coletivo Fluxo.
Mais Ram: www.rrram.com
Preço – R$20,00
Faixas
01- Oracle
02- Sky is a ceiling; stars are holes through which we can see behind. Light on everything
03- Bullet proof
04- Baby
05- We are lost (in Escher´s house)
06- Sweet golden road
07- To...
08- THE WHITE RAT AND IMPROVISED HIT
09- MaccaRam
10- The last pessimist prophecy
11- My old man
12- Routine
13- War: garden knocks down building with earthraising building counterattacks falling over garden
14- Lonely Ones
15 - Breath white
Todas as músicas compostas por Paim
Duas já ganharam vídeos, entre elas Sweet Golden Road, 2º lugar no prêmio Mixsórdia como melhor clip de Belo Horizonte em 2011.
OOO conta com a participação de 12 músicos ao todo e foi gravado no estúdio Big Band com o engenheiro de som Tales Trajano. A arte do disco – uma flor-kirigami – e o cenário do show foram criados por Ana Pedrosa, Raphael Rodrigues e Gabriela de Matos, do coletivo Fluxo.
Mais Ram: www.rrram.com
Preço – R$20,00
Faixas
01- Oracle
02- Sky is a ceiling; stars are holes through which we can see behind. Light on everything
03- Bullet proof
04- Baby
05- We are lost (in Escher´s house)
06- Sweet golden road
07- To...
08- THE WHITE RAT AND IMPROVISED HIT
09- MaccaRam
10- The last pessimist prophecy
11- My old man
12- Routine
13- War: garden knocks down building with earthraising building counterattacks falling over garden
14- Lonely Ones
15 - Breath white
Todas as músicas compostas por Paim
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Chico Lobo – Caipira do Mundo (2011)
Basta ouvir os primeiros acordes do CD “Caipira do Mundo” para se contagiar e encantar com a voz, a melodia e a viola de Chico Lobo, penetrando nos recantos mais profundos do interior do Brasil, e retomar uma memória afetiva comum à maioria dos brasileiros. Nascido em São João del-Rei (MG), em 26 de fevereiro de 1964, ele é um dos maiores e mais ativos instrumentistas do Brasil, desde que gravou o primeiro álbum em 1996, "No Braço Dessa Viola". “Sou filho de mãe mineira / Meu pai é de Minas Gerais / Sei rezar latim pro nobis / Sou primo do Preto Brás”, indica na ótima canção “Cantiga de Caminho”, parceria com Ricardo Aleixo e que conta com a participação especial da cantora Virginia Rosa. E completa: “Desde menino eu misturo / O antes, o agora, o depois / Sempre que posso eu passo / O carro à frente dos bois”.
“Caipira do Mundo” levou quase três anos para ser finalizado, uma vez que foi gravado de fevereiro de 2008 a julho de 2010, e apresenta parcerias de Chico Lobo com grandes nomes da música brasileira. A produção é de Guilherme Kastrup, que toca percussão em quase todas as faixas. Logo a primeira canção, “A Mais Difícil Opção”, composta com Alice Ruiz, já demonstra toda a força do trabalho de Chico Lobo, o que se confirma na excelente “Tristeza do Culto”, parceria com Chico César. Dê atenção especial à doce “Eu Ando Muito Cansado”, assinada com Arnaldo Antunes e que é quase uma cantiga infantil; e a “Pássaro de Alma”, união de dois mais inventivos músicos brasileiros da atualidade – Chico Lobo e Siba, líder do espetacular grupo pernambucano Siba e a Fuloresta.
Cantada com a portuguesa Susana Travassos, que busca aproximar a música lusitana da brasileira, “Morena de Minas”, parceria com Zeca Baleiro, é digna de constar de festas juninas ao redor do país e possui uma letra arrasadora: “Toda vez que eu viajava / Pela estrada de Ouro Preto / Eu olhava uma morena / Que me olhava de um jeito / Morena dengo de Minas / Flores no cabelo dela / Num dia rosa vermelha / No outro flor amarela”. Zeca Baleiro também participa dos vocais de “Pra Onde Eu Tava Indo?”, composta por Chico Lobo e Maurício Pereira.
Com arte gráfica formada pelos lindos graffiti do Beco do Batman e do Beco das Cores, na Vila Madalena, em São Paulo, o sétimo álbum solo de Chico Lobo conta com parcerias empolgantes dele com Sérgio Natureza (“Canto e Cântaros”), Vander Lee (“Quando Falta o Coração”), Vítor Ramil (“Cantata”, que conta com a presença do acordeon de Toninho Ferragutti e a viola de aço de Fábio Tagliaferri) e Verônica Sabino (a linda balada “No Fio do Olhar”, com a participação de Zé Geraldo).
Esta cantora participa nos vocais de “No Fim da Rua”, parceria de Lobo com Fausto Nilo. Tal diversidade de parcerias só comprova a força e a versatilidade do violeiro. Portanto, escutar esse CD é mergulhar no que há de melhor nas raízes brasileiras, em contato direto com o que se produz de mais significativo na atualidade. Para encerrar, nada melhor do que uma fantástica gravação instrumental de “Dois Rios”, que une os mineiros Samuel Rosa e Lô Borges com o paulistano Nando Reis.
Autor do jingle oficial da eleição de São João Del-Rei como Capital Brasileira da Cultura em 2007, Chico Lobo faz parte da linhagem de nomes importantes como Almir Sater, Renato Teixeira, Pena Branca & Xavantinho, Milionário & José Rico, que enriqueceram e ajudaram a dar brilho à denominada “música sertaneja” ou “música regional”, sigla tão vazia como várias músicas do denominado “sertanejo universitário”.
Mas, além da música, ele é um importante divulgador da viola no Brasil, por meio de trabalhos como o pioneiro DVD “Viola Popular Brasileira”, artigos na revista “Viola Caipira” (onde mantém coluna fixa) e nos programas de rádio “Canto da Viola” (na Rádio Inconfidência) e de televisão “Viola Brasil”. Agora ficaremos aguardando, como anunciado por Zeca Baleiro em “Pra Onde Eu Tava Indo?”, os bailões diários no vão livre do Masp, em São Paulo.
*por Guilherme Bryan
Preço – R$20,00
Faixas:
01 – A Mais Difícil Opção – Chico Lobo e Alice Ruiz
02 – Tristeza do Culto – Chico Lobo e Chico César
03 – Cantiga de Caminho – Chico Lobo e Ricardo Aleixo
04 – Canto a Cântaros – Chico Lobo e Sérgio Natureza
05 – Pássaro de Rima – Chico Lobo e Siba
06 – Morena de Minas – Chico Lobo e Zeca Baleiro
07 – No Fio do Olhar – Chico Lobo e Verônica Sabino
08 – Eu Ando Muito Mesmo – Chico Lobo e Arnaldo Antunes
09 – Quando Falta o Coração – Chico Lobo e Vander Lee
10 – No Fim da Rua – Chico Lobo e Fausto Nilo
11 – Pra Onde Que Eu Tava Indo? – Chico Lobo e Maurício Pereira
12 – Cantata – Chico Lobo e Vítor Ramil
13 – Dois Rios – Samuel Rosa, Lô Borges e Nando Reis
“Caipira do Mundo” levou quase três anos para ser finalizado, uma vez que foi gravado de fevereiro de 2008 a julho de 2010, e apresenta parcerias de Chico Lobo com grandes nomes da música brasileira. A produção é de Guilherme Kastrup, que toca percussão em quase todas as faixas. Logo a primeira canção, “A Mais Difícil Opção”, composta com Alice Ruiz, já demonstra toda a força do trabalho de Chico Lobo, o que se confirma na excelente “Tristeza do Culto”, parceria com Chico César. Dê atenção especial à doce “Eu Ando Muito Cansado”, assinada com Arnaldo Antunes e que é quase uma cantiga infantil; e a “Pássaro de Alma”, união de dois mais inventivos músicos brasileiros da atualidade – Chico Lobo e Siba, líder do espetacular grupo pernambucano Siba e a Fuloresta.
Cantada com a portuguesa Susana Travassos, que busca aproximar a música lusitana da brasileira, “Morena de Minas”, parceria com Zeca Baleiro, é digna de constar de festas juninas ao redor do país e possui uma letra arrasadora: “Toda vez que eu viajava / Pela estrada de Ouro Preto / Eu olhava uma morena / Que me olhava de um jeito / Morena dengo de Minas / Flores no cabelo dela / Num dia rosa vermelha / No outro flor amarela”. Zeca Baleiro também participa dos vocais de “Pra Onde Eu Tava Indo?”, composta por Chico Lobo e Maurício Pereira.
Com arte gráfica formada pelos lindos graffiti do Beco do Batman e do Beco das Cores, na Vila Madalena, em São Paulo, o sétimo álbum solo de Chico Lobo conta com parcerias empolgantes dele com Sérgio Natureza (“Canto e Cântaros”), Vander Lee (“Quando Falta o Coração”), Vítor Ramil (“Cantata”, que conta com a presença do acordeon de Toninho Ferragutti e a viola de aço de Fábio Tagliaferri) e Verônica Sabino (a linda balada “No Fio do Olhar”, com a participação de Zé Geraldo).
Esta cantora participa nos vocais de “No Fim da Rua”, parceria de Lobo com Fausto Nilo. Tal diversidade de parcerias só comprova a força e a versatilidade do violeiro. Portanto, escutar esse CD é mergulhar no que há de melhor nas raízes brasileiras, em contato direto com o que se produz de mais significativo na atualidade. Para encerrar, nada melhor do que uma fantástica gravação instrumental de “Dois Rios”, que une os mineiros Samuel Rosa e Lô Borges com o paulistano Nando Reis.
Autor do jingle oficial da eleição de São João Del-Rei como Capital Brasileira da Cultura em 2007, Chico Lobo faz parte da linhagem de nomes importantes como Almir Sater, Renato Teixeira, Pena Branca & Xavantinho, Milionário & José Rico, que enriqueceram e ajudaram a dar brilho à denominada “música sertaneja” ou “música regional”, sigla tão vazia como várias músicas do denominado “sertanejo universitário”.
Mas, além da música, ele é um importante divulgador da viola no Brasil, por meio de trabalhos como o pioneiro DVD “Viola Popular Brasileira”, artigos na revista “Viola Caipira” (onde mantém coluna fixa) e nos programas de rádio “Canto da Viola” (na Rádio Inconfidência) e de televisão “Viola Brasil”. Agora ficaremos aguardando, como anunciado por Zeca Baleiro em “Pra Onde Eu Tava Indo?”, os bailões diários no vão livre do Masp, em São Paulo.
*por Guilherme Bryan
Preço – R$20,00
Faixas:
01 – A Mais Difícil Opção – Chico Lobo e Alice Ruiz
02 – Tristeza do Culto – Chico Lobo e Chico César
03 – Cantiga de Caminho – Chico Lobo e Ricardo Aleixo
04 – Canto a Cântaros – Chico Lobo e Sérgio Natureza
05 – Pássaro de Rima – Chico Lobo e Siba
06 – Morena de Minas – Chico Lobo e Zeca Baleiro
07 – No Fio do Olhar – Chico Lobo e Verônica Sabino
08 – Eu Ando Muito Mesmo – Chico Lobo e Arnaldo Antunes
09 – Quando Falta o Coração – Chico Lobo e Vander Lee
10 – No Fim da Rua – Chico Lobo e Fausto Nilo
11 – Pra Onde Que Eu Tava Indo? – Chico Lobo e Maurício Pereira
12 – Cantata – Chico Lobo e Vítor Ramil
13 – Dois Rios – Samuel Rosa, Lô Borges e Nando Reis
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Agua de Cachorro - Todo Dia Eu Tô No Bar – (2011)
Como pouco mais de um ano, o Água de Cachorro foi formada por dois amigos de longa data que costumam dividir, na mesa de bar, além da cerveja, a criatividade musical com o violão em punho. O resultado foi o primeiro álbum da banda, “Todo dia eu tô no bar”.
São 12 faixas de puro despojamento punk, engajamento do hip hop e funk de morro, tudo sobre uma base sertaneja folk, aquela tradicionalmente tocada por um violeiro em um bar. O álbum produzido por Andre Lanari conta com as participações do irmão de Dois Sete, Estêvão; Mc Fael, funkeiro da zona leste; e Carlin, o MC poeta que rima no final da última música do disco.
Para a abertura foi convidada a banda do irmão do vocalista, a Mohandas. Formada por oito membros, o grupo alia diversas correntes e vertentes musicais para criar composições que ultrapassam a esfera da música brasileira e se encontram com uma série de influências mundiais. Vale lembrar que o Água de Cachorro já tem um clipe feito pelo Sávio Leite, da música Immigrant Song, que foi relançado com o áudio do CD.
Preço – R$10,00
Faixas:
01 – Todo Dia Eu Tô No Bar
02 – Sereia
03 – Mar
04 – Amor Grande Amor
05 – Immigrant Song
06 – Saudade
07 – En La Playa
08 – Sol
09 – Karolayne
10 – Amigo Cão
11 – Sentença
12 – Marinheiro
Todas faixas são de Água de Cachorro
São 12 faixas de puro despojamento punk, engajamento do hip hop e funk de morro, tudo sobre uma base sertaneja folk, aquela tradicionalmente tocada por um violeiro em um bar. O álbum produzido por Andre Lanari conta com as participações do irmão de Dois Sete, Estêvão; Mc Fael, funkeiro da zona leste; e Carlin, o MC poeta que rima no final da última música do disco.
Para a abertura foi convidada a banda do irmão do vocalista, a Mohandas. Formada por oito membros, o grupo alia diversas correntes e vertentes musicais para criar composições que ultrapassam a esfera da música brasileira e se encontram com uma série de influências mundiais. Vale lembrar que o Água de Cachorro já tem um clipe feito pelo Sávio Leite, da música Immigrant Song, que foi relançado com o áudio do CD.
Preço – R$10,00
Faixas:
01 – Todo Dia Eu Tô No Bar
02 – Sereia
03 – Mar
04 – Amor Grande Amor
05 – Immigrant Song
06 – Saudade
07 – En La Playa
08 – Sol
09 – Karolayne
10 – Amigo Cão
11 – Sentença
12 – Marinheiro
Todas faixas são de Água de Cachorro
Low-Fi - Ready For Rock – (2011)
O lançamento do álbum Ready for rock, o primeiro da banda Low-Fi, vai reunir boa parte da geração 1980 do rock produzido em Belo Horizonte. Integrantes dos grupos Sexo Explícito, O Grande Ah! e Divergência Socialista participam do show, tocando músicas que fazem parte da história do underground da cidade. Isso porque na formação do Low-Fi estão também músicos que integraram essas formações.
Ready for rock começou a ser gravado em 2008 por Elio Silva (sax e voz), Délio Esteves (guitarra), Fernando Righi (baixo) e Rogério Daros (bateria). Nos anos subsequentes houve outros registros. Não havia pressa alguma em lançar, pois o grupo costuma fazer apresentações bissextas. “Como todo mundo trabalha com outras coisas, fomos gravando com o tempo que tínhamos”, comenta Délio.
Ainda que a base seja o rock setentista, o Low-Fi bebe em outras fontes, como a soul music. Isso garante uma quebrada na sonoridade roqueira (ainda mais com a forte participação do saxofone). Das 11 faixas, a maior parte delas de autoria de Elio Silva, também produtor do álbum, houve espaço para duas versões. A mais inusitada é a de Negue (Adelino Moreira e Enzo de Almeida), que não tem nada a ver com o clássico registro de Nelson Gonçalves. A outra é de O filho predileto de Rajneesh, de Rubinho Troll, do Sexo Explícito, que é mais conhecida na gravação do Pato Fu.
No álbum, o grupo não economizou nas participações especiais. Chama a atenção o rap de Deco Lima em Sinceramente; já em Divertir, o convidado foi Gabriel Guedes, que fez as guitarras. Há ainda várias canções em inglês, como a faixa de abertura Ready for love, além de I’m sure e To die for.
Mariana Peixoto - EM Cultura
Preço – R$20,00
Faixas:
01 – Ready For Love – E. Silva
02 – Seu Segredo – E. Silva
03 – No Crime – E. Silva
04 – To Die For – E. Silva
05 – To Die For – E. Silva
06 – Belém-Belém – E. Silva e Ruy Izidoro
07 – Negue – Adelino Moreira e Enzo de Almeida
08 – O Filho Predileto do Rajneesh – Rubinho Troll
09 – Sinceramente – E. Silva
10 – I’m Sure – E. Silva
11 – Divertir – E. Silva
12 – I’m Worried – E. Silva e Fábio Leite
Ready for rock começou a ser gravado em 2008 por Elio Silva (sax e voz), Délio Esteves (guitarra), Fernando Righi (baixo) e Rogério Daros (bateria). Nos anos subsequentes houve outros registros. Não havia pressa alguma em lançar, pois o grupo costuma fazer apresentações bissextas. “Como todo mundo trabalha com outras coisas, fomos gravando com o tempo que tínhamos”, comenta Délio.
Ainda que a base seja o rock setentista, o Low-Fi bebe em outras fontes, como a soul music. Isso garante uma quebrada na sonoridade roqueira (ainda mais com a forte participação do saxofone). Das 11 faixas, a maior parte delas de autoria de Elio Silva, também produtor do álbum, houve espaço para duas versões. A mais inusitada é a de Negue (Adelino Moreira e Enzo de Almeida), que não tem nada a ver com o clássico registro de Nelson Gonçalves. A outra é de O filho predileto de Rajneesh, de Rubinho Troll, do Sexo Explícito, que é mais conhecida na gravação do Pato Fu.
No álbum, o grupo não economizou nas participações especiais. Chama a atenção o rap de Deco Lima em Sinceramente; já em Divertir, o convidado foi Gabriel Guedes, que fez as guitarras. Há ainda várias canções em inglês, como a faixa de abertura Ready for love, além de I’m sure e To die for.
Mariana Peixoto - EM Cultura
Preço – R$20,00
Faixas:
01 – Ready For Love – E. Silva
02 – Seu Segredo – E. Silva
03 – No Crime – E. Silva
04 – To Die For – E. Silva
05 – To Die For – E. Silva
06 – Belém-Belém – E. Silva e Ruy Izidoro
07 – Negue – Adelino Moreira e Enzo de Almeida
08 – O Filho Predileto do Rajneesh – Rubinho Troll
09 – Sinceramente – E. Silva
10 – I’m Sure – E. Silva
11 – Divertir – E. Silva
12 – I’m Worried – E. Silva e Fábio Leite
Marcinho Itaboray - Artigos Impalpáveis (2011)
Com participações especiais do cantor Zé Renato (Boca Livre), da compositora Sueli Costa, do maestro Jaime Alem e da cantora Nair de Candia, da banda Lúdica Música, dos cantores Myllena e Édson Leão e do Márcio Hallack Trio, o CD é o terceiro álbum de Marcinho.
Com intensa participação na vida musical e cultural de Juiz de Fora, o compositor já lançou os CDs “Da Cor do seu Sonho”, em 1996, e “Olhares Cruzados”, em 2008, este com a participação de Milton Nascimento. É autor de “Assuntos de Vento”, livro publicado em 2001, sobre a música em Juiz de Fora.
Preço – R$25,00
Faixas:
01 – Rio de Águas Claras – Marcinho Itaboray e Guilherme Andrade - participação Lúdica Música
02 – Santo de Barro – Marcinho Itaboray e Gerrô - participação Lúdica Música
03 – Garras da Paixão – Marcinho Itaboray e Marcus Pestana - participação de Marcio Hallack
04 – Água e Pão – Marcinho Itaboray - participação Lúdica Música e Myllena
05 – O Menino (Pra Casa Toda Enfeitar) – Marcinho Itaboray - participação Lúdica Música
06 – Dor e Carnaval – Marcinho Itaboray e Rodrigo Barbosa - participação Zé Renato
07 – O Amor Me Acordou – Marcinho Itaboray e Márcio Hallack - participação Sueli Costa
08 – Tempo do Amor – Marcinho Itaboray e Rodrigo Barbosa - participação Lúdica Música
09 – Transbordou – Marcinho Itaboray e Marcus Pestana - participação de Marcio Hallack
10 – Guardar e Não Guardar – Marcinho Itaboray e Fernando Brant - participação Nair de Candia e JAime Alem
11 – Foi Melhor Assim – Marcinho Itaboray - participação de Marcio Hallack
12 – Palavras de Rosa – Marcinho Itaboray e Rodrigo Barbosa - participação Edson Leão
13 – Artigos Impalpáveis – Marcinho Itaboray e Marcus Pestana - participação Lúdica Música
Com intensa participação na vida musical e cultural de Juiz de Fora, o compositor já lançou os CDs “Da Cor do seu Sonho”, em 1996, e “Olhares Cruzados”, em 2008, este com a participação de Milton Nascimento. É autor de “Assuntos de Vento”, livro publicado em 2001, sobre a música em Juiz de Fora.
Preço – R$25,00
Faixas:
01 – Rio de Águas Claras – Marcinho Itaboray e Guilherme Andrade - participação Lúdica Música
02 – Santo de Barro – Marcinho Itaboray e Gerrô - participação Lúdica Música
03 – Garras da Paixão – Marcinho Itaboray e Marcus Pestana - participação de Marcio Hallack
04 – Água e Pão – Marcinho Itaboray - participação Lúdica Música e Myllena
05 – O Menino (Pra Casa Toda Enfeitar) – Marcinho Itaboray - participação Lúdica Música
06 – Dor e Carnaval – Marcinho Itaboray e Rodrigo Barbosa - participação Zé Renato
07 – O Amor Me Acordou – Marcinho Itaboray e Márcio Hallack - participação Sueli Costa
08 – Tempo do Amor – Marcinho Itaboray e Rodrigo Barbosa - participação Lúdica Música
09 – Transbordou – Marcinho Itaboray e Marcus Pestana - participação de Marcio Hallack
10 – Guardar e Não Guardar – Marcinho Itaboray e Fernando Brant - participação Nair de Candia e JAime Alem
11 – Foi Melhor Assim – Marcinho Itaboray - participação de Marcio Hallack
12 – Palavras de Rosa – Marcinho Itaboray e Rodrigo Barbosa - participação Edson Leão
13 – Artigos Impalpáveis – Marcinho Itaboray e Marcus Pestana - participação Lúdica Música
Bob Tostes e Marcelo Gaz – Horizonte (2011)
“Este disco é uma virada no meu trabalho. Não rompi com nada, mas estou mais livre, ousado”, conta Bob Tostes, referindo-se ao CD Horizonte. A satisfação com o momento artístico tem explicação. Depois de décadas atuando como cantor, ele retomou a composição movido por encanto com os poemas de Marcelo Gaz. O repertório traz ainda canções de CDs mais antigos, medley de bossas novas compostas por roqueiros e clássicos norte-americanos dos anos 1940 em ritmo de samba e em português.
O gosto por samba, jazz, bossa nova, Frank Sinatra, canções antigas e pela conexão com o presente, conta Bob Tostes, também colaborou para a empatia com Marcelo Gaz. “Há coincidências que animam uma conversa e criam amizade”, garante. E foi se movendo por esse universo que surgiram Canção pra despertar, Prova de amor, Rimas pequenas. Elas carregam sentimentos distintos, da evocação a acalantos ao “samba denso”, passando por experimentos musicais e composição de caráter social – Meu país. “Compartilhamos ainda nossa visão do mundo e do cotidiano”, acrescenta.
Retomar a composição de maneira inesperada, explica Bob Tostes, foi experiência forte. “Compor é salto no escuro, dá frio na barriga, ansiedade, mas o resultado é muito compensador. Não considero mais a possibilidade de parar de escrever músicas”, afirma. “Marcelo é multitalentoso: escreve bem, canta bem, é perfeccionista. Tem conexão com o contemporâneo e, ao mesmo tempo, com Tom Jobim, Noel Rosa, Paulinho da Viola”, elogia, lembrando que também gosta do passado, “mas sem nostalgia”. Em Horizonte estão 12 canções da dupla, mas eles já somam cerca de 30 – e estão preparando o segundo disco.
Respeitado conhecedor de música popular e de cinema, Bob Tostes tem cinco discos gravados ao longo de 30 anos de atividades (o mais antigo, Sambacana 3, com músicas de Pacífico Mascarenhas). Cruzando toda a obra, explica, estão a leveza da bossa nova, as harmonias do jazz e o acervo histórico da MPB. Que, frisa, é muito rico. “Trinta anos de atividades permitem que você vá aprimorando, conhecendo-se melhor, ficando mais natural”, diz. Não há fórmulas para cantar bossa nova, jazz e afins: “O importante é que você cante do seu jeito, seja qual for. Mas é preciso ter conhecimento do assunto”, observa.
Walter Sebastião - EM Cultura
Preço – R$25,00
Faixas:
01 – Canção Pra Despertar – Bob Tostes e Marcelo Gaz
02 – Jazz e Vinho – Bob Tostes e Marcelo Gaz
03 – Onde Foi Que Eu Errei? – Bob Tostes e Marcelo Gaz
04 – País – Bob Tostes e Marcelo Gaz
05 – Samba Sem Ponto – Bob Tostes e Marcelo Gaz
06 – Prova de Amor – Bob Tostes e Marcelo Gaz
07 – Ultimato – Marcelo Gaz
08 – Rimas Pequenas – Bob Tostes e Marcelo Gaz
09 – Thalia – Bob Tostes e Marcelo Gaz
10 – Pelas Costas – Bob Tostes e Marcelo Gaz
11 – Horizonte – Bob Tostes e Marcelo Gaz
12 – Change Your Mind – Bob Tostes e Marcelo Gaz
O gosto por samba, jazz, bossa nova, Frank Sinatra, canções antigas e pela conexão com o presente, conta Bob Tostes, também colaborou para a empatia com Marcelo Gaz. “Há coincidências que animam uma conversa e criam amizade”, garante. E foi se movendo por esse universo que surgiram Canção pra despertar, Prova de amor, Rimas pequenas. Elas carregam sentimentos distintos, da evocação a acalantos ao “samba denso”, passando por experimentos musicais e composição de caráter social – Meu país. “Compartilhamos ainda nossa visão do mundo e do cotidiano”, acrescenta.
Retomar a composição de maneira inesperada, explica Bob Tostes, foi experiência forte. “Compor é salto no escuro, dá frio na barriga, ansiedade, mas o resultado é muito compensador. Não considero mais a possibilidade de parar de escrever músicas”, afirma. “Marcelo é multitalentoso: escreve bem, canta bem, é perfeccionista. Tem conexão com o contemporâneo e, ao mesmo tempo, com Tom Jobim, Noel Rosa, Paulinho da Viola”, elogia, lembrando que também gosta do passado, “mas sem nostalgia”. Em Horizonte estão 12 canções da dupla, mas eles já somam cerca de 30 – e estão preparando o segundo disco.
Respeitado conhecedor de música popular e de cinema, Bob Tostes tem cinco discos gravados ao longo de 30 anos de atividades (o mais antigo, Sambacana 3, com músicas de Pacífico Mascarenhas). Cruzando toda a obra, explica, estão a leveza da bossa nova, as harmonias do jazz e o acervo histórico da MPB. Que, frisa, é muito rico. “Trinta anos de atividades permitem que você vá aprimorando, conhecendo-se melhor, ficando mais natural”, diz. Não há fórmulas para cantar bossa nova, jazz e afins: “O importante é que você cante do seu jeito, seja qual for. Mas é preciso ter conhecimento do assunto”, observa.
Walter Sebastião - EM Cultura
Preço – R$25,00
Faixas:
01 – Canção Pra Despertar – Bob Tostes e Marcelo Gaz
02 – Jazz e Vinho – Bob Tostes e Marcelo Gaz
03 – Onde Foi Que Eu Errei? – Bob Tostes e Marcelo Gaz
04 – País – Bob Tostes e Marcelo Gaz
05 – Samba Sem Ponto – Bob Tostes e Marcelo Gaz
06 – Prova de Amor – Bob Tostes e Marcelo Gaz
07 – Ultimato – Marcelo Gaz
08 – Rimas Pequenas – Bob Tostes e Marcelo Gaz
09 – Thalia – Bob Tostes e Marcelo Gaz
10 – Pelas Costas – Bob Tostes e Marcelo Gaz
11 – Horizonte – Bob Tostes e Marcelo Gaz
12 – Change Your Mind – Bob Tostes e Marcelo Gaz
Wilmar Silva e Francesco Napoli - Neo Não (2010)
Em NEONÃO, o expectador é constantemente provocado a sair da clássica posição de “leitor confortavelmente entrincheirado atrás de suas mesas e cadeiras”, para construir, também a partir de suas próprias leituras, através de suas próprias referências, de suas vivências particulares, a percepção de que existe uma poética que não se traduz apenas por palavras de dado idioma, que independe de interpretações objetivas ou cartesianas do discurso linguístico que um poema poderia ou, segundo alguns, “deveria” encerrar.
A “poesia sonora”, embora há muito não seja exatamente uma novidade, tem suas raízes, ainda conforme Philadelpho Menezes, fixadas na “poesia fonética das vanguardas futuristas e dadaístas do início do século.” (MENEZES)
Mas não são apenas alguns ecos das vanguardas do início do século passado que podem ser percebidos em neonão. É fragrante sua aproximação, seu diálogo, com outros trabalhos de “poesia sonora” que tiveram, entre seus criadores e representantes mais significativos, nomes como Kurt Scwitters e Jaap Blonk. Aqui no Brasil, atualmente, vale destacar neste sentido os trabalhos de Márcio-André, Marcelo Sahea, Ricardo Aleixo, entre outros.
A primeira faixa de NEONÃO, “EE TU MAO”, demonstra o tom que permeia grande parte do trabalho: o esvaziamento do sentido semântico da palavra, uma desconstrução do léxico até sua transformação em pequenas unidades fonéticas fraturadas, fragmentadas. Tudo complementado pela melodia e pelo ritmo que, juntos, reconstroem significados alinhavados junto às palavras, então despidas de sua habitual carga de plurissignificações previamente codificadas.
“caracter”, cujo ritmo lembra o barulho cadenciado das linhas de montagem, deixa nas entrelinhas uma crítica não exatamente a pop-art em si, mas à pasteurização que foram submetidos certos segmentos da arte pós-moderna.
“atlas”, com um arranjo que parece misturar Bach e berimbau, nos atenta para o caráter de intertextualidade presente em NEONÃO. Intertextualidade que é levada a termo na medida em que tanto os elementos humanos, orgânicos, junto aos elementos eletrônicos, tecnológicos, dialogam entre si o tempo todo, construindo a si mesmo e ao outro, numa relação simbiótica. É o discurso poético agindo sobre a melodia da voz e do instrumento e vice-versa. Interação intertextual instantânea.
A coloquialidade, assim como na poesia contemporânea de maneira geral, está presente em NEONÃO. Mas, neste último, a coloquialidade não se faz presente apenas pelo uso de expressões tomadas ao léxico diário, cotidiano, e sim a alusão à situações que constroem o lócus de alguns poemas, como em “réquiem” ou “céu dos olhos”. Silviano Santigo, a propósito da coloquialidade em relação a literatura produzida no Brasil a partir de 1964 escreveu: “[...] prefere se insinuar como rachaduras em concreto, com voz baixa e divertida, em tom menor e coloquial” (SANTIAGO, 2002).
Conforme já mencionado anteriormente, a poética de neonão, do ponto de vista de execução, não traz nenhuma novidade que já não tenha sido devidamente investigada pelos movimentos de vanguarda. Todavia, tanto nos primórdios do “dada” como no contexto pós-moderno artístico atual, essa “poesia sonora”, ou conforme a própria definição de Wilmar Silva e Francesco Napoli, “poesia biossonora”, para fazer sentido enquanto manifestação artística, literária, necessita de algo mais que o suporte oferecido pelos livros.
À “poesia sonora” ou “biossonora” é necessário o elemento humano funcionando nem sempre como ser vivo racional, mas como um canal, uma via capaz de gerar sonoridade e sentido através da melodia dos instrumentos e do próprio idioma, na voz do intérprete. Além do mais, uma mera junção dos elementos acima enumerados, por si só, não poderia validar tal tarefa como artística ou poética. Ao ler os poemas no encarte e escutar o CD, ou ter a oportunidade de presenciar a performance da dupla ao vivo, fica a certeza de que a interpretação, a performance do trabalho é um dos pilares da “poesia biossonora”.
E tal performance só faz sentido, plenamente, quando executada ao vivo, para um coletivo de pessoas. Nisso, o conjunto de poemas em NEONÃO perde para uma performance ao vivo dos mesmos poemas. Não há dúvida de que o registro em CD é válido, mas se a proposta é fazer “poesia biossonora”, nada mais coerente que essa poética só possa ser apreciada em sua plenitude quando presenciada ao vivo.
Na faixa “iiii” (sim, é esse o título do poema!) que soa como um híbrido de mantra hindu e guitarras pós-punk-pinkfloydianas fantasmagóricas, há quase uma relação de simbiose entre os elementos do poema, em que cada uma das partes só sobrevive, só faz sentido, junto às outras. Ocidente e oriente entrelaçados. Tal simbiose fica ainda mais evidente e apreciável em “outono”, que traz uma melodia que também evoca ares orientais.
“Anu”, aqui presente sob a forma de um excerto do longo poema de Wilmar, ganha ritmo e melodia hipnóticos. A poesia de NEONÃO, para melhor ser apreciada, requer, exige a presença, enquanto performers, de seus criadores para ser apreciada plenamente.
O flerte com a etnopoesia, visível em alguns dos trabalhos de Wilmar Silva que também estão representados no CD, também dá as caras em NEONÃO através do “poemeto ecológico para a amazônia”, referência, reverência, homenagem aos índios, sistematicamente erradicados desde a chegada dos colonizadores portugueses em terras brasileiras, e a “chico mendes”, mártir da causa da floresta amazônica.
Enfim, pode ser dito que NEONÃO, de Wilmar Silva e Francesco Napoli, representa um passo interessante em busca de uma poesia, de um pensar e fazer poéticos que não se prendam exclusivamente aos limites impostos pelo branco da página, mas que consigam construir significados independentemente do sistema léxico em que são executados. É uma caminhada rumo a essência da poesia, forma de arte intrínseca à humanidade.
por Leonardo Morais
Preço – R$20,00
Faixas:
01 – EE Tu Mão – Wilmar Silva
02 – Caracter – Wilmar Silva
03 – Réquiem – Wilmar Silva
04 – Atlas – Wilmar Silva
05 – Eu Te Blue – Wilmar Silva
06 – Céu dos Olhos – Wilmar Silva
07 – White – Wilmar Silva
08 – iiii – Wilmar Silva
09 – Estuário – Wilmar Silva
10 – Outono – Francesco Napoli
11 – Anu – Wilmar Silva
12 – Saudade Dada – Fernando Pessoa
13 – Chaparral – Wilmar Silva
14 – Poemeto Ecológico Para a Amazônia – Luiz Edmundo Alves
15 – Íris Retinas – Wilmar Silva
16 – X – Wilmar Silva
17 – Atilho – Wilmar Silva
A “poesia sonora”, embora há muito não seja exatamente uma novidade, tem suas raízes, ainda conforme Philadelpho Menezes, fixadas na “poesia fonética das vanguardas futuristas e dadaístas do início do século.” (MENEZES)
Mas não são apenas alguns ecos das vanguardas do início do século passado que podem ser percebidos em neonão. É fragrante sua aproximação, seu diálogo, com outros trabalhos de “poesia sonora” que tiveram, entre seus criadores e representantes mais significativos, nomes como Kurt Scwitters e Jaap Blonk. Aqui no Brasil, atualmente, vale destacar neste sentido os trabalhos de Márcio-André, Marcelo Sahea, Ricardo Aleixo, entre outros.
A primeira faixa de NEONÃO, “EE TU MAO”, demonstra o tom que permeia grande parte do trabalho: o esvaziamento do sentido semântico da palavra, uma desconstrução do léxico até sua transformação em pequenas unidades fonéticas fraturadas, fragmentadas. Tudo complementado pela melodia e pelo ritmo que, juntos, reconstroem significados alinhavados junto às palavras, então despidas de sua habitual carga de plurissignificações previamente codificadas.
“caracter”, cujo ritmo lembra o barulho cadenciado das linhas de montagem, deixa nas entrelinhas uma crítica não exatamente a pop-art em si, mas à pasteurização que foram submetidos certos segmentos da arte pós-moderna.
“atlas”, com um arranjo que parece misturar Bach e berimbau, nos atenta para o caráter de intertextualidade presente em NEONÃO. Intertextualidade que é levada a termo na medida em que tanto os elementos humanos, orgânicos, junto aos elementos eletrônicos, tecnológicos, dialogam entre si o tempo todo, construindo a si mesmo e ao outro, numa relação simbiótica. É o discurso poético agindo sobre a melodia da voz e do instrumento e vice-versa. Interação intertextual instantânea.
A coloquialidade, assim como na poesia contemporânea de maneira geral, está presente em NEONÃO. Mas, neste último, a coloquialidade não se faz presente apenas pelo uso de expressões tomadas ao léxico diário, cotidiano, e sim a alusão à situações que constroem o lócus de alguns poemas, como em “réquiem” ou “céu dos olhos”. Silviano Santigo, a propósito da coloquialidade em relação a literatura produzida no Brasil a partir de 1964 escreveu: “[...] prefere se insinuar como rachaduras em concreto, com voz baixa e divertida, em tom menor e coloquial” (SANTIAGO, 2002).
Conforme já mencionado anteriormente, a poética de neonão, do ponto de vista de execução, não traz nenhuma novidade que já não tenha sido devidamente investigada pelos movimentos de vanguarda. Todavia, tanto nos primórdios do “dada” como no contexto pós-moderno artístico atual, essa “poesia sonora”, ou conforme a própria definição de Wilmar Silva e Francesco Napoli, “poesia biossonora”, para fazer sentido enquanto manifestação artística, literária, necessita de algo mais que o suporte oferecido pelos livros.
À “poesia sonora” ou “biossonora” é necessário o elemento humano funcionando nem sempre como ser vivo racional, mas como um canal, uma via capaz de gerar sonoridade e sentido através da melodia dos instrumentos e do próprio idioma, na voz do intérprete. Além do mais, uma mera junção dos elementos acima enumerados, por si só, não poderia validar tal tarefa como artística ou poética. Ao ler os poemas no encarte e escutar o CD, ou ter a oportunidade de presenciar a performance da dupla ao vivo, fica a certeza de que a interpretação, a performance do trabalho é um dos pilares da “poesia biossonora”.
E tal performance só faz sentido, plenamente, quando executada ao vivo, para um coletivo de pessoas. Nisso, o conjunto de poemas em NEONÃO perde para uma performance ao vivo dos mesmos poemas. Não há dúvida de que o registro em CD é válido, mas se a proposta é fazer “poesia biossonora”, nada mais coerente que essa poética só possa ser apreciada em sua plenitude quando presenciada ao vivo.
Na faixa “iiii” (sim, é esse o título do poema!) que soa como um híbrido de mantra hindu e guitarras pós-punk-pinkfloydianas fantasmagóricas, há quase uma relação de simbiose entre os elementos do poema, em que cada uma das partes só sobrevive, só faz sentido, junto às outras. Ocidente e oriente entrelaçados. Tal simbiose fica ainda mais evidente e apreciável em “outono”, que traz uma melodia que também evoca ares orientais.
“Anu”, aqui presente sob a forma de um excerto do longo poema de Wilmar, ganha ritmo e melodia hipnóticos. A poesia de NEONÃO, para melhor ser apreciada, requer, exige a presença, enquanto performers, de seus criadores para ser apreciada plenamente.
O flerte com a etnopoesia, visível em alguns dos trabalhos de Wilmar Silva que também estão representados no CD, também dá as caras em NEONÃO através do “poemeto ecológico para a amazônia”, referência, reverência, homenagem aos índios, sistematicamente erradicados desde a chegada dos colonizadores portugueses em terras brasileiras, e a “chico mendes”, mártir da causa da floresta amazônica.
Enfim, pode ser dito que NEONÃO, de Wilmar Silva e Francesco Napoli, representa um passo interessante em busca de uma poesia, de um pensar e fazer poéticos que não se prendam exclusivamente aos limites impostos pelo branco da página, mas que consigam construir significados independentemente do sistema léxico em que são executados. É uma caminhada rumo a essência da poesia, forma de arte intrínseca à humanidade.
por Leonardo Morais
Preço – R$20,00
Faixas:
01 – EE Tu Mão – Wilmar Silva
02 – Caracter – Wilmar Silva
03 – Réquiem – Wilmar Silva
04 – Atlas – Wilmar Silva
05 – Eu Te Blue – Wilmar Silva
06 – Céu dos Olhos – Wilmar Silva
07 – White – Wilmar Silva
08 – iiii – Wilmar Silva
09 – Estuário – Wilmar Silva
10 – Outono – Francesco Napoli
11 – Anu – Wilmar Silva
12 – Saudade Dada – Fernando Pessoa
13 – Chaparral – Wilmar Silva
14 – Poemeto Ecológico Para a Amazônia – Luiz Edmundo Alves
15 – Íris Retinas – Wilmar Silva
16 – X – Wilmar Silva
17 – Atilho – Wilmar Silva
Falcatrua – Urbano (2011)
A banda Falcatrua gravava no Rio de Janeiro seu quarto álbum quando o vocalista André Miglio e o baixista Danilo Guimarães ficaram sabendo que os seus então baterista (Glauco Mendes) e guitarrista (Gleison Túlio) não iriam continuar. Dois músicos, que já tinham uma relação estreita com a banda, foram chamados para ocupar os postos: o baterista Luis Lopes (do Virna Lisi, tocou na primeira formação do Falcatrua) e o guitarrista Léo Lachini (ex-Tianastácia, tinha substituído Gleison em alguns shows do próprio Falcatrua). Só que bateria, baixo e metade das guitarras já haviam sido gravados. “Chico Neves (que produzia o álbum) nos propôs regravar tudo, o que foi muita generosidade da parte dele”, afirma Miglio.
No fim das contas, a mudança foi superpositiva. Urbano, o novo álbum – que será apresentado integralmente na noite de hoje no projeto Esquema novo, parceria do programa Alto-falante, da Rede Minas, com a Fnac – traz uma sonoridade que a banda almejava há tempos. “Com a mudança das peças, pudemos entrar mais na história do rock, deixando a brasilidade surgir naturalmente. Também o encontro com Chico foi imprescindível para que isso acontecesse, pois ele fez sugestões bem sutis em cima da nossa proposta, que traz um som do nosso momento, mais contemporâneo.”
Urbano reúne 10 faixas, todas autorais. Uma parte delas já existia há algum tempo; outra, ganhou corpo durante o processo de gravação, já com os novos integrantes. Pedras rolando, por exemplo, que fecha o álbum, foi finalizada no estúdio, quando a maior parte havia sido registrada. “Houve algumas em que mudamos o arranjo. Não quero ser só era meio reggae, e não havia nos convencido, estava meio largada. Com o Léo e o Luís, ela ganhou corpo, com um trompete no fim. Ficou meio Tarantino, um espetáculo.” A mixagem foi realizada na Inglaterra por Tchad Blake, que traz no currículo trabalhos com Elvis Costello, Peter Gabriel, Dandy Warhols e Pearl Jam. O disco é lançado já com um remix, assinado por Henrique Portugal, tecladista do Skank, da canção Menina. Cheia de groove, até sua letra convida para a pista.
Para um grupo que já flertou com samba, Urbano aponta para outro caminho. O rock é a tônica, mas aqui ele aparece diverso e, o mais importante, atualizado. O Falcatrua está completando sua primeira década. Traz na bagagem três álbuns: Álbum de família (feito em parceria com os grupos Armatrux e Trampulim), Falcatrua pau de arara espacial e Vou com gás, este com versões roqueiras de canções do repertório de Tim Maia. “Acho que, depois de ter experimentado várias coisas, pudemos saber em que funcionamos melhor. E sou um cara muito ligado ao rock and roll, mas minhas maiores referências não eram. Acabei vendo que hoje fico mais à vontade com o rock do que com a MPB, mesmo gostando muito”, conclui Miglio. Depois do showcase de hoje, o Falcatrua pretende fazer show de lançamento completo no inicio de julho.
Mariana Peixoto - EM Cultura
Preço – R$20,00
Faixas:
01 – Urbano – André Miglio e Danilo Guimarães
02 – Por Merecer – André Miglio e Danilo Guimarães
03 – Não Quero Ser Só – André Miglio
04 – Menina – André Miglio
05 – Tudo Termina em Nada – André Miglio
06 – A Vida é Tudo – André Miglio
07 – Paixão dos Asteróides – André Miglio
08 – A Vida é – André Miglio
09 – Eu Vou Pra Você – André Miglio
10 – Pedras Rolando – André Miglio e Danilo Guimarães
No fim das contas, a mudança foi superpositiva. Urbano, o novo álbum – que será apresentado integralmente na noite de hoje no projeto Esquema novo, parceria do programa Alto-falante, da Rede Minas, com a Fnac – traz uma sonoridade que a banda almejava há tempos. “Com a mudança das peças, pudemos entrar mais na história do rock, deixando a brasilidade surgir naturalmente. Também o encontro com Chico foi imprescindível para que isso acontecesse, pois ele fez sugestões bem sutis em cima da nossa proposta, que traz um som do nosso momento, mais contemporâneo.”
Urbano reúne 10 faixas, todas autorais. Uma parte delas já existia há algum tempo; outra, ganhou corpo durante o processo de gravação, já com os novos integrantes. Pedras rolando, por exemplo, que fecha o álbum, foi finalizada no estúdio, quando a maior parte havia sido registrada. “Houve algumas em que mudamos o arranjo. Não quero ser só era meio reggae, e não havia nos convencido, estava meio largada. Com o Léo e o Luís, ela ganhou corpo, com um trompete no fim. Ficou meio Tarantino, um espetáculo.” A mixagem foi realizada na Inglaterra por Tchad Blake, que traz no currículo trabalhos com Elvis Costello, Peter Gabriel, Dandy Warhols e Pearl Jam. O disco é lançado já com um remix, assinado por Henrique Portugal, tecladista do Skank, da canção Menina. Cheia de groove, até sua letra convida para a pista.
Para um grupo que já flertou com samba, Urbano aponta para outro caminho. O rock é a tônica, mas aqui ele aparece diverso e, o mais importante, atualizado. O Falcatrua está completando sua primeira década. Traz na bagagem três álbuns: Álbum de família (feito em parceria com os grupos Armatrux e Trampulim), Falcatrua pau de arara espacial e Vou com gás, este com versões roqueiras de canções do repertório de Tim Maia. “Acho que, depois de ter experimentado várias coisas, pudemos saber em que funcionamos melhor. E sou um cara muito ligado ao rock and roll, mas minhas maiores referências não eram. Acabei vendo que hoje fico mais à vontade com o rock do que com a MPB, mesmo gostando muito”, conclui Miglio. Depois do showcase de hoje, o Falcatrua pretende fazer show de lançamento completo no inicio de julho.
Mariana Peixoto - EM Cultura
Preço – R$20,00
Faixas:
01 – Urbano – André Miglio e Danilo Guimarães
02 – Por Merecer – André Miglio e Danilo Guimarães
03 – Não Quero Ser Só – André Miglio
04 – Menina – André Miglio
05 – Tudo Termina em Nada – André Miglio
06 – A Vida é Tudo – André Miglio
07 – Paixão dos Asteróides – André Miglio
08 – A Vida é – André Miglio
09 – Eu Vou Pra Você – André Miglio
10 – Pedras Rolando – André Miglio e Danilo Guimarães
Cachaça com Arnica - Samba da Roça (2011)
Aguardente, branquinha, cachaça... Ou melhor ainda, Cachaça com Arnica! Reza a tradição que a junção da cachaça com a raiz da arnica serve como remédio para tudo, desde a simples torção até para um ferimento grave. Assim é esta banda homônima, remédio para todos os males.
Grupo de samba de raiz e chorinho, o Cachaça com Arnica, criado em 1998 na cidade de Itabirito, em Minas Gerais, resgata e valoriza a cultura popular mineira em suas letras, que retratam acontecimentos bem humorados vividos pelos compositores, envolvendo personagens reais que integram o universo dos artistas. A cultura de raiz acompanhada pelo samba de raiz, chorinho e marchinhas. Além das músicas de própria autoria, no cardápio, músicas de Adoniran Barbosa, Aldir Blanc, Ary Barroso, Ataulfo Alves, Cartola, Chico Buarque, Clara Nunes, Dona Ivone Lara, Dorival Caymmi, João Bosco, João Nogueira, Gonzaguinha, Nelson Sargento, Noel Rosa, Paulinho da Viola, Pixinguinha, Zé Kétti, entre outros. Outro resgate, daquelas músicas que estão esquecidas das rádios.
O Cachaça com Arnica possui uma carreira marcada por participações em eventos de grande porte que já reuniram mais de 10 mil pessoas, como o conhecido Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana. Por duas vezes, participou da Multiminas, feira de negócios que acontece no Parque de Exposições Expominas, em Belo Horizonte. De 2000 a 2011, fez marcantes participações na Julifest. Tocou também no Fórum das Artes 2005 e 2006, em Ouro Preto, no Festival de Inverno de São Gonçalo do Bação e no projeto Rota Cultural MBR, que circula em vários municípios mineiros.
O Cachaça com Arnica também atua em bares, restaurantes e teatros de Minas Gerais, sempre atraindo platéias de todas as faixas etárias. Atualmente, o grupo integra a cartela de bandas que se apresentam semanalmente no Gamboa, na Savassi, em Belo Horizonte. Em 2011, foram mais de 50 shows, com destaque para o Carnaval de Conceição de Mato Dentro, 28º Congresso Mineiro de Municípios no Expominas, Aniversário do Bar do Luiz Fernandes em São Paulo, Festival de Inverno de Mariana, Festival Cultural de Inverno de Monte Sião, 21º Julifest, Ação e Cidadania Coca-Cola, entre outros.
Em Novembro de 2011, o Cachaça com Arnica lançou o CD intitulado “Samba da Roça”, que consolidou a trajetória de 12 anos do grupo. O disco, patrocinado pela VDL Siderurgia por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, foi gravado em abril deste ano e possui 11 faixas que abordam vários temas. “Samba de alto nível. Parabéns pelas composições”, comentou Vander Lee. “O grupo Cachaça com Arnica faz samba com gosto de Minas”, escreveu Walter Sebastião no Jornal Estado de Minas.
Preço – R$20,00
Faixas
01 – Samba Dentro de Mim – Márcio Lima “Fuim” e Pirulito da Vila
02 – Firvi de Raiva – Márcio Lima “Fuim”, Eraldo Soares, Marcelo Lima, Pirulito da Vila, Manuel de Assis e Nilberto Braga
03 – Breque do Péia – Márcio Lima “Fuim”
04 – As Meninas de Neuza – Márcio Lima “Fuim”
05 – Mercearia Paraopeba – Pirulito da Vila
06 – Pensava Que Não Ia Mais Sofrer – Márcio Lima “Fuim”
07 – Cachaça Com Arnica (Instrumental) – Márcio Lima “Fuim” e Pedro de Assis
08 – Camelô – Pirulito da Vila
09 – Jogando Paz, Extinguindo a Guerra – Márcio Lima “Fuim”
10 – O Tombo da Tia Lilia – Márcio Lima “Fuim” e João Bosco Lima
11 – Samba da Tia Inês – Pirulito da Vila
Grupo de samba de raiz e chorinho, o Cachaça com Arnica, criado em 1998 na cidade de Itabirito, em Minas Gerais, resgata e valoriza a cultura popular mineira em suas letras, que retratam acontecimentos bem humorados vividos pelos compositores, envolvendo personagens reais que integram o universo dos artistas. A cultura de raiz acompanhada pelo samba de raiz, chorinho e marchinhas. Além das músicas de própria autoria, no cardápio, músicas de Adoniran Barbosa, Aldir Blanc, Ary Barroso, Ataulfo Alves, Cartola, Chico Buarque, Clara Nunes, Dona Ivone Lara, Dorival Caymmi, João Bosco, João Nogueira, Gonzaguinha, Nelson Sargento, Noel Rosa, Paulinho da Viola, Pixinguinha, Zé Kétti, entre outros. Outro resgate, daquelas músicas que estão esquecidas das rádios.
O Cachaça com Arnica possui uma carreira marcada por participações em eventos de grande porte que já reuniram mais de 10 mil pessoas, como o conhecido Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana. Por duas vezes, participou da Multiminas, feira de negócios que acontece no Parque de Exposições Expominas, em Belo Horizonte. De 2000 a 2011, fez marcantes participações na Julifest. Tocou também no Fórum das Artes 2005 e 2006, em Ouro Preto, no Festival de Inverno de São Gonçalo do Bação e no projeto Rota Cultural MBR, que circula em vários municípios mineiros.
O Cachaça com Arnica também atua em bares, restaurantes e teatros de Minas Gerais, sempre atraindo platéias de todas as faixas etárias. Atualmente, o grupo integra a cartela de bandas que se apresentam semanalmente no Gamboa, na Savassi, em Belo Horizonte. Em 2011, foram mais de 50 shows, com destaque para o Carnaval de Conceição de Mato Dentro, 28º Congresso Mineiro de Municípios no Expominas, Aniversário do Bar do Luiz Fernandes em São Paulo, Festival de Inverno de Mariana, Festival Cultural de Inverno de Monte Sião, 21º Julifest, Ação e Cidadania Coca-Cola, entre outros.
Em Novembro de 2011, o Cachaça com Arnica lançou o CD intitulado “Samba da Roça”, que consolidou a trajetória de 12 anos do grupo. O disco, patrocinado pela VDL Siderurgia por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, foi gravado em abril deste ano e possui 11 faixas que abordam vários temas. “Samba de alto nível. Parabéns pelas composições”, comentou Vander Lee. “O grupo Cachaça com Arnica faz samba com gosto de Minas”, escreveu Walter Sebastião no Jornal Estado de Minas.
Preço – R$20,00
Faixas
01 – Samba Dentro de Mim – Márcio Lima “Fuim” e Pirulito da Vila
02 – Firvi de Raiva – Márcio Lima “Fuim”, Eraldo Soares, Marcelo Lima, Pirulito da Vila, Manuel de Assis e Nilberto Braga
03 – Breque do Péia – Márcio Lima “Fuim”
04 – As Meninas de Neuza – Márcio Lima “Fuim”
05 – Mercearia Paraopeba – Pirulito da Vila
06 – Pensava Que Não Ia Mais Sofrer – Márcio Lima “Fuim”
07 – Cachaça Com Arnica (Instrumental) – Márcio Lima “Fuim” e Pedro de Assis
08 – Camelô – Pirulito da Vila
09 – Jogando Paz, Extinguindo a Guerra – Márcio Lima “Fuim”
10 – O Tombo da Tia Lilia – Márcio Lima “Fuim” e João Bosco Lima
11 – Samba da Tia Inês – Pirulito da Vila
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Túlio Rangel – Astronauta (2011)
Após 10 anos de composição e aperfeiçoamento, Túlio Rangel lançou em dezembro de 2011 o seu primeiro CD; Astronauta, inteiramente autoral.
Com uma voz rara e poderosa, expressa sua visão, hora imparcial, hora tomada de sentimento, mas sempre intensa. “...tudo o que eu sei fazer é falar sobre a vida, expressar minha alegria ou a dor das feridas, seja com palavra, som ou imagem...”. Viajante cósmico, o Astronauta busca inspiração no Universo e no cotidiano para dizer ao mundo o que pensa.
Túlio acredita que não existem elementos novos, mas que a autenticidade garante uma nova forma de fazer canção. Eclético e denso, compõe para “denunciar” o que considera “inadequado” no comportamento humano, resultando em canções irônicas que não perdem em sutileza e beleza.
O disco foi produzido pelo próprio Túlio Rangel, com o apoio de Jairo de Lara, arranjador, produtor, instrumentista e compositor e do técnico de som Eloísio Oliveira. Este jovem talento construiu seu primeiro álbum com maturidade, é o que demonstra a ficha técnica no mínimo respeitável, pois ele assina como produtor, compositor, cantor, múlti – instrumentista e fotógrafo.
O álbum “Astronauta” conta com participações importantes como a do baixista Vagner Faria, da cantora Violeta Lara, do baterista Quinho Neiva, e do próprio Jairo de Lara como flautista, saxofonista, percussionista e vocal de apoio, entre outros músicos.
Já foi convidado para três entrevistas por Tutti Maravilha, produtor e apresentador do programa Bazar Maravilha, da Rede Inconfidência de Rádio, despertando assim o interesse do público que desde então faz pedidos musicais pelo telefone.Tutti o apadrinhou e o batizou de Astronauta, que veio a ser o título do álbum.
As canções e vídeos também vêm atingindo marcas de acessos e “downloads” muito relevantes na internet em sites de relacionamento como Youtube, Palco MP3, Facebook e Myspace.
Túlio Rangel
Em 2001 estudou canto popular na Babaya Escola de Canto. Fez também aulas de Violão Popular com Ricardo Trigueiro. Mais tarde, em 2004, se aprimorou no CEFAR (Centro de Formação Artística do Palácio das Artes), onde cursou canto lírico e violão erudito.
Também foi produtor e percussionista das bandas de reggae Safári Sonoro e Kaya Jah por dois anos
Já em 2007, produziu e interpretou Saraus de Música e Poesia junto ao maestro cubano Pepe Calderon, apresentados na Serra do Cipó-MG.
Preço – R$20,00
Faixas
01 – Peixe Fresco – Túlio Rangel
02 – Capim Seco – Túlio Rangel
03 – Clichê – Túlio Rangel
04 – A Mulher Paradoxo – Túlio Rangel
05 – Na Roda de Fogo – Lu Izidoro e Túlio Rangel
06 – 0 Homem Galáctico – Túlio Rangel
07 – Espiral Sorriso – Túlio Rangel
08 – Flor de Caqui – Túlio Rangel
09 – O Palhacinho e a Palhacinha – Túlio Rangel
10 – Tutti Buona Gente – Túlio Rangel
11 – 25 Centávu Pá Pagá u Zé – Carlos Augusto, Limão, Walmey Ataíde e Túlio Rangel
12 – Profecias e Ilusão – Túlio Rangel
13 – Andarilho – Walmey Ataíde, Fernando Picardi e Túlio Rangel
14 – A do Piano – Túlio Rangel
Com uma voz rara e poderosa, expressa sua visão, hora imparcial, hora tomada de sentimento, mas sempre intensa. “...tudo o que eu sei fazer é falar sobre a vida, expressar minha alegria ou a dor das feridas, seja com palavra, som ou imagem...”. Viajante cósmico, o Astronauta busca inspiração no Universo e no cotidiano para dizer ao mundo o que pensa.
Túlio acredita que não existem elementos novos, mas que a autenticidade garante uma nova forma de fazer canção. Eclético e denso, compõe para “denunciar” o que considera “inadequado” no comportamento humano, resultando em canções irônicas que não perdem em sutileza e beleza.
O disco foi produzido pelo próprio Túlio Rangel, com o apoio de Jairo de Lara, arranjador, produtor, instrumentista e compositor e do técnico de som Eloísio Oliveira. Este jovem talento construiu seu primeiro álbum com maturidade, é o que demonstra a ficha técnica no mínimo respeitável, pois ele assina como produtor, compositor, cantor, múlti – instrumentista e fotógrafo.
O álbum “Astronauta” conta com participações importantes como a do baixista Vagner Faria, da cantora Violeta Lara, do baterista Quinho Neiva, e do próprio Jairo de Lara como flautista, saxofonista, percussionista e vocal de apoio, entre outros músicos.
Já foi convidado para três entrevistas por Tutti Maravilha, produtor e apresentador do programa Bazar Maravilha, da Rede Inconfidência de Rádio, despertando assim o interesse do público que desde então faz pedidos musicais pelo telefone.Tutti o apadrinhou e o batizou de Astronauta, que veio a ser o título do álbum.
As canções e vídeos também vêm atingindo marcas de acessos e “downloads” muito relevantes na internet em sites de relacionamento como Youtube, Palco MP3, Facebook e Myspace.
Túlio Rangel
Em 2001 estudou canto popular na Babaya Escola de Canto. Fez também aulas de Violão Popular com Ricardo Trigueiro. Mais tarde, em 2004, se aprimorou no CEFAR (Centro de Formação Artística do Palácio das Artes), onde cursou canto lírico e violão erudito.
Também foi produtor e percussionista das bandas de reggae Safári Sonoro e Kaya Jah por dois anos
Já em 2007, produziu e interpretou Saraus de Música e Poesia junto ao maestro cubano Pepe Calderon, apresentados na Serra do Cipó-MG.
Preço – R$20,00
Faixas
01 – Peixe Fresco – Túlio Rangel
02 – Capim Seco – Túlio Rangel
03 – Clichê – Túlio Rangel
04 – A Mulher Paradoxo – Túlio Rangel
05 – Na Roda de Fogo – Lu Izidoro e Túlio Rangel
06 – 0 Homem Galáctico – Túlio Rangel
07 – Espiral Sorriso – Túlio Rangel
08 – Flor de Caqui – Túlio Rangel
09 – O Palhacinho e a Palhacinha – Túlio Rangel
10 – Tutti Buona Gente – Túlio Rangel
11 – 25 Centávu Pá Pagá u Zé – Carlos Augusto, Limão, Walmey Ataíde e Túlio Rangel
12 – Profecias e Ilusão – Túlio Rangel
13 – Andarilho – Walmey Ataíde, Fernando Picardi e Túlio Rangel
14 – A do Piano – Túlio Rangel
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Top 19 da música mineira em 2011
Começo de ano é sempre assim, começam aparecer centenas de listinhas com as melhores disso & daquilo, melhores discos, melhores músicas, então tá, neste ano (2012) resolvi botar na roda 19 músicas, escolhidas por mim, são músicas de CDs gravados no ano de 2011, todos de artistas/bandas mineiros, a primeira etapa foi escolher os lançamentos, depois a música do CD.
Foi ótimo escutar todos os 19 CDs e escolher a música para entrar na coletânea, letra, melodia, harmonia, tudo me chamava muito à atenção, estilos e gêneros variados.
Não tem o melhor, coloquei as músicas na ordem alfabética por artistas, e não é que depois que eu escutei as músicas nesta sequência bateu bem a onda, dá vontade de escutar até o fim, uma por uma.
Gostaria de salientar que esse é o meu universo musical, coloquei por aqui músicas de artistas com quem troco figurinhas, amigos, parceiros, são CDs do projeto A Música que vem de Minas, uma pesquisa que eu já venho desenvolvendo desde junho de 2002, neste período já cadastrei mais de mil títulos de CDs e DVDs, de todo o estado.
Todos os títulos aqui postados se encontram a venda no blog, a idéia é dar uma pequena amostra do perfil da nova música feita em Belo Horizonte, aproveito para dizer também que muitos destes trabalhos são inéditos na vida dos artistas/bandas aqui presente, muita gente gravou seu primeiro CD em 2011, o ano foi simplesmente favorável para a cena musical mineira.
Pode baixar, escutar e comentar...
*por Edu Pampani
Faixas
01 - André Limão Queiroz - Emoções Contemporâneas (Laércio Vilar e Beto Lopes)
02 - Black Sonora - Sambar Pra Que! (Ronan Teixeira)
03 - Capim Seco - Santos e Luz (Mestre Jonas, Mário Ferreira e Miguel dos Anjos)
04 - Déa Trancoso - Obikawa (Déa Trancoso)
05 - Diapasão - Menino (Alexandre Andrés)
06 - Esdra Nenem Ferreira - Samba da Mamãe (Neném e Lourdes)
07 - Ezequiel Lima - O Lobo do João (Ezequiel Lima e Marku Ribas)
08 - Flavio Renegado - Sai Fora (Flávio Renegado)
09 - Garbo - Babilônia 336 (Garbo)
10 - Graveola - Lindo Toque (José Luís Braga e Luiz Gabriel Lopes)
11 - Julgamento - O poder da palavra (Julgamento)
12 - Juliana Perdigão - Fio Desencapado (Makely Ka)
13 - Marcos Frederico – Esperando a Chuva (Marcos Frederico e Rômulo Marques)
14 - Músicas do Espinhaço - Perereca-de-pijama (Bernardo Puhler)
15 - Patricia Ahmaral - Desejo de Flor (Vander Lee)
16 - Patricia Lobato - Artimanhas (Renato Motha e Malluh Praxedes)
17 - Rodrigo Borges - Qualquer Palavra (Tatta Spalla e Rodrigo Borges) Part. Especial: Lenine
18 - The Hell's Kitchen Project - Ibiza (JL Barroso)
19 - Transmissor - Vazio (Thiago Corrêa e Helder Lima)
Música Maestro!!!
Foi ótimo escutar todos os 19 CDs e escolher a música para entrar na coletânea, letra, melodia, harmonia, tudo me chamava muito à atenção, estilos e gêneros variados.
Não tem o melhor, coloquei as músicas na ordem alfabética por artistas, e não é que depois que eu escutei as músicas nesta sequência bateu bem a onda, dá vontade de escutar até o fim, uma por uma.
Gostaria de salientar que esse é o meu universo musical, coloquei por aqui músicas de artistas com quem troco figurinhas, amigos, parceiros, são CDs do projeto A Música que vem de Minas, uma pesquisa que eu já venho desenvolvendo desde junho de 2002, neste período já cadastrei mais de mil títulos de CDs e DVDs, de todo o estado.
Todos os títulos aqui postados se encontram a venda no blog, a idéia é dar uma pequena amostra do perfil da nova música feita em Belo Horizonte, aproveito para dizer também que muitos destes trabalhos são inéditos na vida dos artistas/bandas aqui presente, muita gente gravou seu primeiro CD em 2011, o ano foi simplesmente favorável para a cena musical mineira.
Pode baixar, escutar e comentar...
*por Edu Pampani
Faixas
01 - André Limão Queiroz - Emoções Contemporâneas (Laércio Vilar e Beto Lopes)
02 - Black Sonora - Sambar Pra Que! (Ronan Teixeira)
03 - Capim Seco - Santos e Luz (Mestre Jonas, Mário Ferreira e Miguel dos Anjos)
04 - Déa Trancoso - Obikawa (Déa Trancoso)
05 - Diapasão - Menino (Alexandre Andrés)
06 - Esdra Nenem Ferreira - Samba da Mamãe (Neném e Lourdes)
07 - Ezequiel Lima - O Lobo do João (Ezequiel Lima e Marku Ribas)
08 - Flavio Renegado - Sai Fora (Flávio Renegado)
09 - Garbo - Babilônia 336 (Garbo)
10 - Graveola - Lindo Toque (José Luís Braga e Luiz Gabriel Lopes)
11 - Julgamento - O poder da palavra (Julgamento)
12 - Juliana Perdigão - Fio Desencapado (Makely Ka)
13 - Marcos Frederico – Esperando a Chuva (Marcos Frederico e Rômulo Marques)
14 - Músicas do Espinhaço - Perereca-de-pijama (Bernardo Puhler)
15 - Patricia Ahmaral - Desejo de Flor (Vander Lee)
16 - Patricia Lobato - Artimanhas (Renato Motha e Malluh Praxedes)
17 - Rodrigo Borges - Qualquer Palavra (Tatta Spalla e Rodrigo Borges) Part. Especial: Lenine
18 - The Hell's Kitchen Project - Ibiza (JL Barroso)
19 - Transmissor - Vazio (Thiago Corrêa e Helder Lima)
Música Maestro!!!
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