terça-feira, 29 de novembro de 2011

Orquestra Experimental UFOP - Ouro Preto – Latinidade (2007)

A Orquestra Experimental Ufop/Ouro Preto foi criada em maio de 2000 pelo compositor e bandoneonista argentino Rufo Herrera, radicado no Brasil desde 1963, e Ronaldo Toffolo, ambos professores da Universidade Federal de Ouro Preto.

A Orquestra é base operacional de um núcleo de atividades formativas extra-curriculares, onde jovens estudantes de música, de nível avançado, e músicos profissionais põem em prática seus conhecimentos adquiridos. Tem como propostas o desenvolvimento de repertório diversificado em gênero e épocas e a oferta à comunidade universitária, local e itinerante, de uma programação periódico-permanente de concertos.

Célula de criação de repertório contemporâneo, propõe-se à sua difusão e registro, bem como de difusão da música dos “compositores da escola mineira”, com ênfase àqueles que atuaram em Vila Rica e Mariana nos séculos XVIII e XIX . Dentre outras, citam-se a apresentação integral, em tempos modernos, das Matinas de Natal e Matinas de São Vicente, do Reverendo Padre Mestre João de Deus de Castro Lobo (1794: Vila Rica – 1832 :Mariana) e a participação, como convidada, no DVD “Música dos compositores do passado e do presente”, dirigido por Luc Riolon, e difundido na Europa em 2005 pela televisão francesa TV 5. Dentre as cidades nas quais vem realizando concertos, além de Ouro Preto e Mariana, figuram Belo Horizonte, Juiz de Fora, Ipatinga, Itabira, Angra dos Reis, Rio de janeiro e São Paulo.

Em São Paulo, realizou concertos no Teatro Itaú Cultural e SESC Belenzinho. No Rio de Janeiro, na Sala Cecília Meireles e no Theatro Municipal, tendo como solistas Rufo Herrera (bandoneon), Ricardo Amado (violino) e Hugo Pilger (violoncelo). Como formadora de público, a Orquestra oferece ,ainda, além de seus periódicos concertos nas salas, teatros e igrejas da sede do município onde atua, agenda mensal de concertos de música de câmara, com participação de seus músicos ou de grupos conexos à Orquestra.

Democratizando o acesso à música, promove, em parceria com a Prefeitura de Ouro Preto, apresentações musicais camerísticas em todos os distritos do município. Tem como regente titular o maestro Sílvio Viegas. Realizou concertos também com regentes convidados, tais como os maestros Arnon Sávio Reis de Oliveira (MG), Ernani Aguiar (RJ) e Júlio Moretzsohn (RJ).

Preço – R$25,00

Faixas
01 – Suite Buenos Aires – Século XX – Rufo Herrera
02 – Adiós Nonino – Astor Piazolla

Sonata para Cordas – Carlos Gomes
03 – I – Allegro animado
04 – II – Allegro Scherzoso
05 – III – Largo
06 – IV – O Burrico de Pau

Concerto para Violino e Orquestra – Guerra Peixe
07 – I – Allegro Cômodo
08 – II – Andantino
09 – III – Allegro um poço vivo

10 – Graciela Y Buenos Aires – José Bragato
11 – Beco do Pilão – Chiquinho de Assis

Orquestra de Câmara Musicoop - Alma Brasileira (2005)

O interesse do público por uma coletânea de canções brasileiras orquestradas, somado ao desejo da Orquestra de ter um registro de sua trajetória de valorização da música popular fez nascer o projeto que contemplasse a música popular brasileira em todo o seu ecletismo e beleza.

O CD mescla canções já consagradas a sucessos atuais e peças pouco conhecidas; todas especialmente arranjadas e adaptadas para a peculiar sonoridade de uma orquestra de cordas.

Preço – R$25,00

Faixas
01 - Baião Barroco (Juarez Moreira)
02 - Carinhoso  (Pixinguinha)
03 - Moreninha Se Eu Te Pedisse (Anônimo)
04 - Casinha Pequenina  (Folclore)
05 - Mourão  (Guerra-Peixe)
06 - Odeon  (Ernesto Nazareth)
07 - Lua Branca (Chiquinha Gonzaga)
08 - Corta-Jaca (Chiquinha Gonzaga)
09 - Quem Sabe  (Carlos Gomes)
10 - Brejeiro (Ernesto Nazareth)
11 - Raio E Trovão  (Marcus Viana)
12 - Ave Maria  (Marcus Viana)

Omeriah - Da Cabeça aos Pés (2004)

Nos 10 anos da banda, Da Cabeça aos Pés, marca o retorno do grupo mineiro ao disco, após seis anos de shows por todo o Brasil.

Com Alexandre Boi Mourão e Fernando Dellaretti, os fundadores Juliano e Dinho Mourão, retomam o percurso do começo dos anos 90 recolocando o Omeriah na linha de frente do reggae nacional.

Preço – R$20,00

Faixas
01 - Monte dos Cristais (Juliano Mourão e Sapukaia)
02 - Da Cabeça aos Pés (Alexandre Mourão)
03 - Luz de Jah ( Lucas de Felipo , Breno Gontijo e Alexandre Mourão)
04 - Amor de Índio (Beto Guedes e Ronaldo Bastos)
05 - Zé do Fusca (Parado no Trânsito) ( Orlando Caribe e Wilson Sideral)
06 - Jambreiro (Dinho Mourão)
07 - Mary (Dinho Mourão)
08 - Mendigo (Dinho Mourão,Juliano Mourão e Kiko Klauss)
09 - Skareggae (Juliano Mourão)
10 - Meu Costume (Alexandre Mourão e Jairo Mitre)
11 - Justiça Divina (Juliano Mourão)
12 - Faixa bônus: Maré Alta (Juliano Mourão)

O Último Número - Museu do Mundo (2001)

Nascido em 1985, em Belo Horizonte, e batizado com o título do último poema de Augusto dos Anjos, o grupo O Último Número foi inicialmente formado por Gato Jair (letras e voz), John Daniel (guitarra e violão), Paulo Horta (baixo) e Clôde Franco (bateria), que gravaram seu primeiro LP independente, "O strip-tease da alma", em 1986, disco lançado pelo selo Câmbio Negro, de BH.

O segundo LP da banda, "Filme", de 1988, também independente e lançado pela Câmbio Negro, foi gravado por Gato Jair, Paulo Horta e Otávio Martins (guitarras e violões), Bob Faria (baixo) e Clôde.Os discos tiveram ótima recepção crítica e ótima acolhida do público, o que garantiu a realização de vários shows do grupo em BH, no interior de Minas, no Rio e em São Paulo. O grupo apresentou-se em locais como: Aeroanta, Circo voador, Garota de lpanema, Madame Satã, Sesc Pompéia, entre outros.

Museu do Mundo é o nome do terceiro CD da banda, que tem doze músicas, das quais três são regravações de canções registradas no segundo LP da banda, "Filme", lançado em 1988. As nove restantes são inéditas.

Além desses discos próprios, o O Último Número participou de duas coletâneas: "Rock forte", de 1987, com vários grupos mineiros, lançado pelo selo Plug da BMG-Ariola; e "Sanguinho Novo", de 1989, uma homenagem a Arnaldo Batista, dos Mutantes, gravado com vários grupos do país, e lançado pela Eldorado.

Uma das características mais marcantes de O ÚLTIMO NÚMERO são as letras compostas pelo vocalista Jair. Elas são ricas em lirismo e dialogam com a tradição poética universal, mas mantêm-se sempre atuais e refletem críticas à nossa sociedade e ao tempo em que vivemos. Por esse fato, Jair foi considerado, no final da década de oitenta, um dos melhores letristas do país pela revista Bizz.

Preço – R$20,00

Faixas
01 - A bíblia, o bêbado e as mulheres belas-lupicínica nº 5 (Jair e Otávio)
02 - Mesa posta (Jair e Otávio)
03 - Roendo as unhas (Paulinho da Viola)
04 - É que eu não sei o que eu não sou (Jair e Otávio)
05 - Os fogos dos jogos (Jair e Otávio)
06 - I fell in love one day (Arnaldo Baptista)
07 - Vermelho vivo (Jair e Paulo)
08 - Miracle (Jair e Otávio)
09 - Oração que o senhor nos ensinou (Jair e Otávio)
10 - Limbo (Jair e Paulo)
11 - Filme (Jair e Paulo)
12 - Museu do Mundo (Jair e Paulo)

O Canto das Montanhas - Festival Indígena (1998)

Esse disco registrou o I Festival de Dança e Cultura Indígena da Serra do Cipó, realizado em setembro de 1998.

Ailton Krenak, o coordenador do Festival, apresenta o disco assim:
"O Festival de Dança e Cultura Indígena da Serra do Cipó é um encontro de tribos. Nosso culto aos ancestrais, a todos os seres da Criação.

É nossa maneira de abraçar também os outros povos e culturas que vieram para cá um dia. Assim, estamos chegando das aldeias com os donos da festa para alegrar a montanha e seus espíritos ancestrais, guardadores das águas claras, no alto da Serra do Cipó."

Preço – R$20,00

Faixas
Krenak
01-Theon hô
02-Yrnõn dhiuk yndhiak
03-Hô nym paren
04-Kicrok tondon nukuin
05-Nak inhauit borum rerré
06-Po hamék
07-Taru rundhium
08-Thi ruhá nim nengãm
09-Kicrok tondon nukuin

Maxakali
10-Kuayakivi
11-Kumãtxu preto

12- Yãmiy
13- Kumãtxu vermelho

Pataxó
14-Mucará
15-Mirapé
16-Tapunahã
17-Dauê maiõ inhé
18-Penaô Baixu
19-Hô maracá txê
20-Éké ia dipê

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Nivaldo Ornelas - Fogo e Ouro (2009)

O CD “Fogo e Ouro”, lançado em 2009 pelo selo “SESC - Amigos do Tom”, retrata a alquimia, a mágica de transformar metal simples em ouro. Representar esse tema num painel sonoro foi o grande desafio do saxofonista, flautista, compositor e arranjador Nivaldo Ornelas.

Além da faixa que dá nome ao CD, a música “Nova Lima Inglesa” traça o perfil sonoro da cidade de Nova Lima, em Minas Gerias, sede da mina Morro Velho (Anglo Gold), que foi colonizada pelos ingleses. Lá, Ornelas encontrou toda a atmosfera para este trabalho.

O CD conta com as participações de Helvius Vilela(piano), Cid Ornellas(vocal), André Dequech(teclados), Juarez Moreira(violão e guitarra), Neném(bateria), Cláudio Infante(bateria), Kiko Mitre(baixo elétrico), Delia Fischer(piano), Carla Villar, Ricardo Leão(piano acústico, teclados), Paulinho Soledade, Luis Brasil(violão acústico), Marcelo Camargo Mariano(baixo),Cleber Alves e Sérgio Silva(percussão), entre outros.

Nos últimos anos, Nivaldo atuou como solista com a Rio Jazz Orchestra, a Orquestra de Jazz de Curitiba, e atuou e gravou com a UFRJazz Ensemble. Foi convidado do Projeto Circular Brasil, da Série MPB & Jazz, e coordenou o Rio Jazz Instrumental no Teatro da Caixa Econômica. Em 2009, as atenções estarão voltadas para o lançamento do Cd "Fogo e Ouro".

Preço – R$25,00

Faixas
01 - Nova Lima Inglesa – Nivaldo Ornelas
02 - Rua Java – Helvius Vilela
03 - Maracajú – Nivaldo Ornelas
04 - Dáreia – Nivaldo Ornelas
05 - Rua Genebra – Nivaldo Ornelas
06 - Rua Zurique – Nivaldo Ornelas
07 - Fogo e Ouro – Nivaldo Ornelas
08 - Preludir – nivaldo Ornelas
09 - Diminuto – Helvius Vilela
10 - Invenção No 1 – J.S.Bach
11 - Barra-Ponto – Nivaldo Ornelas

Nivaldo Ornelas - À Tarde (2007)

Em 1982, Nivaldo lançou na França seu segundo LP, “À TARDE”. Este trabalho permaneceu inédito no Brasil, mas no ano seguinte ele aproveitou algumas faixas deste álbum, gravou material novo e lançou o LP “Viagem Através de um Sonho”, sucesso de crítica e vencedor do Troféu Chiquinha Gonzaga.

Esta edição especial em CD reúne a íntegra de ambos os LPs, mais duas faixas bônus.

Preço – R$25,00

Faixas
01 - Nova Suissa, Sábado a Noite – Nivaldo Ornelas
02 - Cactus – Nivaldo Ornelas
03 - Viagem Através de um Sonho I – Nivaldo Ornelas
04 - Amanhecendo – Nivaldo Ornelas e Marcos Resende
05 - Lascívia – Nivaldo Ornelas
06 - Los Angeles – Nivaldo Ornelas
07 - Viagem Através de um Sonho II – Nivaldo Ornelas
08 - Entardecer – Joseph Engel
09 - Variações Sobre Sorriso de uma Criança – Nivaldo Ornelas
10 - João Rosa – Nivaldo Ornelas e Murilo Antunes
11 - Antílope – Nivaldo Ornelas
12 - Trem Carioca – Nivaldo Ornelas
13 - Oh Vó! – Nivaldo Ornelas
14 - Dois Mosteiros – Oswaldo Corrêa
15 - Dois Engenhos – Nivaldo Ornelas e Oswaldo Corrêa
16 - Da Minha Janela – Marcos Resende
17 - Viagem Através de um Sonho II ( intro original) – Nivaldo Ornelas

Nivaldo Ornelas - Viagem em Direção ao Oco do Toco (2005)

Viagem em direção ao oco do toco é o resultado de um trabalho que começou há muito tempo, no início da minha carreira. Muito mais que musical, é um trabalho conceitual. É como um pintor, que não pinta paisagens, mas o seu próprio interior, o momento em que está vivendo.

No nosso caso, eu e André fizemos música como se estivéssemos conversando - nada prévio, nada ensaiado, improviso puro. Eu, particularmente, acredito que os músicos em geral, num futuro muito próximo, vão retomar este caminho. Como disse, no início da carreira eu e meus amigos já tentávamos fazer este tipo de som. É claro que tecnicamente não era muito bom, mas o conceito era! O Quarteto Contemporâneo não gravou nenhum disco, mas lançou sementes que deram muitos frutos.

No meu caso específico, ele me levou direto ao grupo do Hermeto Pascoal (Montreux/1979) e, em seguida, à Academia de Danças de Egberto Gismonti. Ambos procuravam esta forma de tocar e acabaram encontrando com muito sucesso.

André Dequech é descendente direto de uma linha de pianistas mineiros com uma harmonia muito sofisticada. Esta geração começou com o Jairo Moura, pianista do Quarteto Contemporâneo, e influenciou a todos nós. André tem o toque refinado, a concepção e a audácia dos artistas inovadores. André não quer ser, ele é! Nosso trabalho começou nos anos 80 e se solidificou nos tempos em que abríamos os concertos do Toninho Horta, onde, aliás, ele é o pianista titular.
Bom, é isso aí! Espero que gostem do nosso trabalho.
*Nivaldo Ornelas

Preço – R$25,00

Faixas
01 - Conversa Inicial – Nivaldo Ornelas e André Dequech
02 - Uma Opinião – Nivaldo Ornelas
03 - Contando uma História – Nivaldo Ornelas e André Dequech
04 - Viagem em Direção ao Oco do Toco – Nivaldo Ornelas e André Dequech
05 - Barra-Ponto – Nivaldo Ornelas e André Dequech
06 - Uma Ponderação – Nivaldo Ornelas
07 - Viagem em Direção ao Sol – Nivaldo Ornelas e André Dequech
08 - Variações sobre Yankee Doodle Dandy – adaptação e arranjos Nivaldo Ornelas
09 - Uma outra Opinião – Nivaldo Ornelas
10 - Suíte Brasília – Renato Vasconcelos
11 - Outra Consideração a Respeito – Nivaldo Ornelas
12 - Para Fechar o Assunto – Nivaldo Ornelas e André Dequech

Neno Grande - Segredo Maior (2007)

Neno Grande, compositor e intérprete de Belo Horizonte, nascido no tradicional bairro boêmio de Santa Tereza, traz seu mais recente trabalho, o CD "Segredo Maior", que conta com quatorze faixas do mais puro samba de raiz.

Chorinho, maxixe, samba enredo, partido alto e dolente, compõe o repertório do sambista, que conta com participações de peso de Eliane Jansen e Zé do Monte.
O músico divide parcerias com Jorge Fernando dos Santos, Mandruvá, Geraldo Magnata, Netinho, Igor, João Cláudio Tenório, Gil Carioca, Admilson Campos e de quebra, Serginho Beagá e Rogério Pagé, que assina a maioria dos arranjos e produção do disco.

Participam ainda músicos como Alceu Maia, Produto Brasileiro (grupo responsável pela maioria das gravações), Tião do Bandolim, Bobô da Cuica (Clã do Jabuti), Kaká (Chapéu Panamá) na flauta, Sidney no violão de sete cordas, Dino Magnata seis e sete cordas, Cícero Neto no trombone, Zeuler Miquelina, Altair Barbosa, Ricardo Barrão, Brum, Aleixo, Fernando do Cavaco, Carlão e vários outros do cenário do samba mineiro.

Neno Grande, que além de já ter feito parte dos Corais do SESC, TJMG e Santa Tereza, integrou os Blocos Caricatos: Inocentes e Coloreds além das Escolas de Samba: Cidade Jardim, Bem-te-vi, Canto da Alvorada e há três anos passou a integrar a agremiação Império da Nova Era.

Preço – R$20,00

Faixas
01 - De Passe Trocado – Netinho, Neno Grande e Igor
02 - Acalanto – Neno Grande
03 - Segredo Maior – Neno Grande
04 - Presente Divino – Serginho Beagá
05 - Fera Ferida – Geraldo Magnata e Neno Grande
06 - Brilho de Luz – Neno Grande
07 - Tábua da Beirada – Jorge Fernando dos Santos e Neno Grande
08 - Sai Quebrando – Neno Grande, Netinho e Igor
09 - Medida de Precaução – Netinho, Neno Grande e Igor
10 - Arco-Íris – Neno Grande e Mandruvá
11 - Simplismente Samba – Neno Grande, Gil Carioca e Admilson Santos
12 - Recomeço – Rogério Silvestre
13 - Pra Todos os Cantos – Neno Grande e José Cláudio Tenório
14 - Pra Cima do Meio – Neno Grande

Naldo Luiz - Interpreta: “Vida e Obra do Prof. Pereirinha” (2004)

As melodias das músicas de Pereirinha exerciam um certo encantamento sobre acordeonista Naldo Luiz, que foi atraído pelo elevado nível de elaboração das melodias que caminhavam igualmente entre o teclado e os baixos do instrumento. A técnica de fole desenvolvida por Pereirinha trata o mesmo como sendo o coração do acordeon, exigindo do instrumentista uma sólida base musical.

Não há nada melhor que uma conversa com o compositor para acertar detalhes e discutir a melhor forma de execução, e foi em uma destas conversas que aflorou o desejo de gravar as composições do Prof. Pereirinha. Este projeto foi idealizado e amadurecido para que no momento certo fosse realizado.

As músicas a serem gravadas foram minuciosamente escolhidas e os arranjos detalhadamente elaborados pelo executante (Naldo Luiz), que também possui algumas de suas composições apresentadas neste Cd.

Hoje o sonho foi concretizado e, podemos afirmar que estamos muito agradecidos por fazermos parte deste sonho e por compartilhar com outras pessoas a grandeza deste mestre.                                                   

Preço – R$20,00

Faixas
01 - Gostosinho (Prof. Pereirinha)
02 - Pertinho do Céu (Prof. Pereirinha)
03 - Luar de Cuiabá (Prof. Pereirinha)
04 - Pretinha (Naldo Luiz e Ivy Anne)
05 - Mogiana da Estação Uru – Portador José Xavier Rosa (Naldo Luiz)
06 - Acordeon no Choro (Prof. Pereirinha)
07 - Lamentando (Prof. Pereirinha)
08 - Ivy Anne (Naldo Luiz)
09 - Mentir Pra Que (Prof. Prereirinha)
10 - Los Pueblos Blancos (Maurício Orosco e Naldo Luiz)

domingo, 27 de novembro de 2011

Monno – Agora (2008)

Para evitar a inércia, nada melhor do que uma balançada, um bom safanão que espante o tédio. É esse o efeito das músicas da banda mineira monno (assim mesmo, com letra minúscula) em ouvidos atentos à nova safra do rock brasileiro. Bruno Miari (voz e guitarra), Coelho (guitarra), Euler (baixo) e Koala (bateria) têm uma característica preciosa: senso de URGÊNCIA (assim mesmo, com letra maiúscula), tanto para as melodias quanto para a nascente carreira do monno.

Mas a urgência aqui é muito mais uma necessidade do corpo do que um objetivo de mercado. Até porque, “o que é real além da impressão do que se sente?”, pergunta Bruno em “Silêncio”.

Mais divertido do que rotular é ouvir canções como “A falta” ou “Lugar algum”. As ocasionais dissonâncias nos acordes e quebrada nas batidas provocam uma inquietude, uma vontade de fazer alguma coisa a respeito. Talvez isso seja uma impressão boba, algum transtorno obsessivo despertado pelas guitarras altas. Mas de alguma forma a impressão pode fazer sentido: o monno esta aí e você precisa fazer alguma coisa a respeito.
* Rodrigo Ortega é editor da revista eletrônica Pílula Pop (www.pilulapop.com.br)

Preço – R$10,00

Faixas
01 - Enquanto o Mundo Dorme
02 - Carta Pra Depois
03 - O Pouco que Eu Quis
04 - As pequenas coisas
05 - Acontece
06 - 21 Dias

Miguel dos Anjos - Esse Samba todo é Nosso (2007)

Corpulento, voz potente, Miguel dos Anjos já surpreende pela suavidade com que se comporta e canta. A suavidade de ser e cantar é, como se vê logo, uma opção existencial e musical.

Não é por acaso que neste seu primeiro disco, “Esse samba todo é nosso” (Fina Flor), Miguel, de forma até inconsciente, empresta sua suavidade a algumas músicas criadas pelos mestres da suavidade musical. De Mário Reis, o primeiro cantor moderno (porque desprovido de efeitos, com o canto o mais próximo possível da fala cotidiana) do Brasil, quiçá do mundo, Miguel pinçou “Quando o samba acabou”, um Noel Rosa menos festejado do que merecia, samba narrativo, melancólico, belo de doer. De Paulinho da Viola, enfrenta a obra-prima “Coisas do mundo, minha nega”, numa versão originalíssima, guiada por uma batucada delicada conduzida por atabaque e trombone. Curioso que ambas as canções, de Noel e Paulinho, são sambas leves e sincopados que contam histórias secas, pungentes, de se chorar mais para dentro do que com lágrimas. E que, numa outra composição, “Eu canto samba”, Paulinho cita “Quando o samba acabou”, mostrando sua filiação a esse tipo de estética, digamos, suave. Da qual Miguel é seguidor.

Em seu primeiro disco, ao recriar Mário Reis / Noel e Paulinho da Viola, Miguel dos Anjos diz portanto de onde veio, algo muito importante para um artista. Mas além de cantor, compositor, ele também diz de onde veio de forma confessional no samba de feitio clássico que dá nome ao disco, “Esse samba todo é nosso”: “Assim como a água não pertence ao rio / Que leva a chuva para o mar / Quando eu canto sou somente leito pro samba passar”, diz Miguel num verso que Paulinho da Viola seguramente assinaria não apenas pelo que diz mas pelas insuspeitadas metáforas com água.

Continua dizendo de onde vem no samba também próprio que abre o CD, “Bênção em vida”: “Não foi de lá foi daqui / A fonte do raio de luz que iluminou sua canção / Foi por gratidão / Que o velho anjo, tomado de fé, seu samba abençoou”. Que “anjo” é esse? O “Anjo da Velha Guarda”, o clássico contemporâneo de Moacyr Luz e Aldir Blanc recriado por Miguel, verdadeiro hino dos sambistas de hoje, protegidos e inspirados pela Velha Guarda mas com a criatividade apontada para o futuro.

Miguel dos Anjos é mineiro e, desculpem o clichê, discreto. Figura importantíssima na noite de Belo Horizonte, ele criou eventos que entraram para a história da música local, como o “Samba do compositor”, dedicado a autores como Nei Lopes, Hermínio Bello de Carvalho e Walter Alfaiate. Ou o “Samba da madrugada”, roda que acontece aos sábados no bairro Caiçara, tradicional reduto do samba e do choro de BH, que começa às 2h e só termina quando raia o dia. Coisa de malandro que gosta de samba e gosta da noite.

Preço – R$20,00

Faixas
01 - Benção em Vida – Miguel dos Anjos e Mestre Jonas
02 - Anjo da Velha Guarda – Moacyr Luz e Aldir Blanc
03 - Barravento – Ruy Quaresma e Nei Lopes
04 - Esse Samba todo é Nosso – Miguel dos Anjos, Mestre Jonas e Mário Roberto Ferreira
05 - Quando o Samba Acabou – Noel Rosa
06 - A Nível de...- joão Bosco e Aldir blanc
07 - coisa do Mundo, minha Nega – Paulinho da Viola
08 - Canção do Sal – Milton Nascimento
09 - Bem-Vinda Presença – Miguel dos Anjos
10 - Ela Desatinou – Chico Buarque
11 - Olhos Verdes – Vicente Paiva
12 - Samba da madrugada – Ruy Quaresma e Nei Lopes

Mente Fria - Castelo de Bandido (2007)

Grupo fundado em 99, da zona sul, morro do papagaio em belo horizonte, integrantes: nem favela, mano gu, dj liu.

Ganhador do premio bambaataa de hip hop do de 2005, como revelação do ano, primeira apresentação foi no calabolço no clube da rima.

Preço – R$15,00

Faixas
01 - Introdução
02 - Castelo de Bandido
03 - O Por do Sol
04 - Só os Verdadeiros
05 - Refém do Medo
06 - Zona Sul
07 - Pra Viver no Gueto
08 - Favelado Rimador
09 - Destino
10 - Cada um por Si
11 - Adeus Vagabundo
12 - Numa Onda
13 - Role
14 - Boa Sorte
15 - Berel
16 - Infelizmente

Menina do Céu - O Dia em que o Sol declarou-se para a Lua (2007)

Menina do céu: uma garota, quatro caras e a vontade de fazer boa música. Sem se prender a rótulos, o grupo de Belo Horizonte busca nas raízes da música brasileira a inspiração para criar a sua própria história.

Com canções autorais e regravações ousadas, chega ao álbum de estréia, que consegue reunir simplicidade e sofisticação.
O contato com Henrique Portugal (Skank) e Ruben di Souza, que assumiram a produção do CD, levou o grupo a se aventurar por outros caminhos e o CD é um retrato bem acabado do que a banda faz no palco.

O passado lírico da cantora (antes de formar a banda, ela fez parte de vários corais, como o Ars Nova e o Coral Lírico de Minas Gerais ) vem logo à tona. Izabella brinca dizendo que o Menina do Céu criou o forrópera. Sem medo de ousar, o grupo regravou “Habanera”, a ária mais popular da ópera “Carmen”, de Georges Bizet. Estranho? Espere vê-la ao vivo. É, de longe, um dos momentos de maior calor do público.

Preço – R$20,00

Faixas
01 - Floresta – Theo Lustosa e Paulinho Motta
02 - Lança Perfume – Rita Lee e Roberto de Carvalho
03 - Lilith - Theo Lustosa e Paulinho Motta
04 - Amor – João Apolinário e João Ricardo
05 - Carmem/ Habanera – Georges Bizet
06 - Foi Deus quem fez Você – Zé Ramalho
07 - Menina do Céu - Theo Lustosa, Paulinho Motta, Izabella Brant e Gustavo Brant
08 - A Natureza das Coisas – Accioly Neto
09 - Menino Angola - Theo Lustosa e Paulinho Motta
10 - Dalila - Theo Lustosa, Izabella Brant e Túlio Lustosa
11 - Frevo Mulher – Zé Ramalho
12 - Bônus – Menina do Céu ao Vivo

Melão e Leri - Notas de Viagem (1980)

Notas de Viagem é resultado de um projeto realizado há 29 anos, depois de um ano de viagens e pesquisas na região do Vale do Jequitinhonha, tendo como convidados o Coral Trovadores do Vale e os Tamborzeiros da Festa do Rosário, ambos de Araçuaí.

Produção independente feita por dois grandes músicos da terra, Melão e Lery Faria Jr, o disco teve apoio financeiro da Coordenadoria de Cultura de MG e da Secretaria de Planejamento de MG.

O Álbum nasceu como fruto de uma pesquisa, uma grande jornada cultural chamada Projeto Jequitinhonha – Uma Expedição Cultural coordenado pelo artista plástico Paulo Laender e mais um grupo de artistas e intelectuais mineiros. A proposta do grupo era pesquisar a cultura local através de atividades como música, dança, teatro e artes-plásticas.

O disco foi um dos frutos desse trabalho, na área da música. Os músicos percorreram diversas cidades do norte de Minas como Berilo, Araçuaí, Itaobim e Chapada do Norte, procurando resgatar através de composições próprias e também de domínio popular, a essência da região.

Preço – 20,00

Faixas
01 - Jequitinhonha – Lery e Paulinho Assunção
02 -Folias – D.P. Adaptação Lery e Melão
03 - Comprador de Sonhos – Lery e Melão
04 - Carambola – Melão e Murilo Antunes
05 - Tambores do Rosário – D.P. Irmandade do Rosário/Araçuaí
06 - Mulher da Roça Grande – Melão
07 - Chapada do Norte – Melão
08 - Boi Janero - D.P. Adaptação Lery e Melão
09 - Águas do Araçuaí – Melão e Paulinho Assunção
10 - Papagaio Amoroso – D.P. Adaptação Melão
11 - Canoeiro/Beira Mar – D.P. Coral Trovadores do Vale/Araçuaí
12 - Notas de Viagem – Lery

Mauro Zockratto - Pelo Espaço de um Compasso (2007)

Pelo Espaço de Um Compasso é o primeiro trabalho produzido e dirigido por seu intérprete Mauro Zockratto. Embora com formato intimista: violão(Tabajara Belo) e violão 7 cordas(Adir Reis), o samba é destaque no repertório.

Um número extenso de canções foram pesquisadas pelo músico, que entre sambas do passado e de novos compositores, selecionou dez temas.

Noel Rosa, Ataulfo Alves e Elton Medeiros foram alguns dos mestres consagrados escolhidos pelo cantor que, com unidade, intercalou seus sambas às composições inéditas do jovem mineiro Marcelo Jiran Xavier, além do Matheus Brant e seu parceiro paraense Renato Rosa, ambos do grupo de samba Chapéu Panamá.

A participação do Renato Rosa destaca-se não somente pelo samba Pampulha Mar, que abre o CD, composto em parceria com Matheus, mas cantando em dueto com o cantor na faixa nº 2, cujo título dá nome ao álbum. Brilhantemente, Renato ainda, assina o projeto gráfico do trabalho, contendo fotos e ilustrações do cantor que é também formado em Artes Plásticas.

Pelo Espaço de Um Compasso conta com uma faixa bônus intitulada "Macega". Um surpreendente Tango composto e executado ao piano pelo cantor/compositor e instrumentista Marcelo Jiran, contribuinte de mais três sambas no álbum, onde o cantor Mauro Zockratto fecha o trabalho exibindo uma outra faceta do seu maior prazer na vida: interpretar a diversidade da boa música.

Preço – R$20,00

Faixas
01 - Pampulha Mar – Renato Rosa e Matheus Brant
02 - Pelo Espaço de um Compasso – Matheus Brant
03 - O Samba é Assim – Marcelo Jiran Xavier
04 - Hora H – Elton Medeiros e Antonio Valente
05 - Planta Imortal – Serafim Adriano
06 - Samba Chorado – Marcelo Jiran Xavier
07 - Meu Barracão – Noel Rosa
08 - A Felicidade perdeu meu Endereço – Pedro Caetano e Claudionor Cruz
09 - Samba no Tom - Marcelo Jiran Xavier e Serginho Olly
10 - Solitário – Ataulpho Alves
11 - Faixa Bônus – Macega - Marcelo Jiran Xavier

Matheus Barbosa – Naturalmente (2007)

Habituado a tocar com feras como Chico Amaral, Nénem, Cléber Alves e Beto Lopes (para não citar os músicos que vão acompanhá-lo hoje), ele tem desenvolvido bastante suas habilidades na guitarra e espera em breve lançar o sucessor de Naturalmente, álbum de estréia que gravou em 2006 com músicas escritas quando tinha 12 anos.
Define seu estilo como “jazzístico, brasileiro, fusion e, mais profundamente, mineiro”.

Preço – R$20,00

Faixas
01 - Bem Maior – Matheus barbosa
02 - Tão Bosco – Enéias Xavier
03 - Matheando – Irio Jr.
04 - Bananau – Matheus Barbosa
05 - Goiânia – Enéias Xavier
06 - Naturalmente – Matheus Barbosa
07 - Viagem – Edvanilson Rodrigues
08 - Outono – Matheus Barbosa e Jonatas Venâncio
09 - Selene – Matheus Barbosa
10 - Velhos Tempos – Enéias Xavier
11 - Elevador – Matheus Barbosa e Isac Oliveira

Mario Gil – Contos do Mar (2004)

No CD Contos de Mar, Mario Gil apresenta um trabalho temático em parceria com o letrista Paulo César Pinheiro.

Este CD lhe rendeu o Prêmio Ary Barroso, na categoria Compositores. Destaque para as faixas Anabela, Rainha do mar, Nove luas e Rendas de prata

Preço – R$25,00

Faixas
01 - Cargueiro – Mario Gil e Paulo César Pinheiro
02 - Anabela – Mario Gil e Paulo César Pinheiro
03 - Lenda Praieira – Mario Gil e Paulo César Pinheiro
04 - Rainha do Mar – Mario Gil e Paulo César Pinheiro
05 - Essa Moça – Mario Gil e Paulo César Pinheiro
06 - Submerso – Mario Gil e Paulo César Pinheiro
07 - Outro Quilombo – Mario Gil e Paulo César Pinheiro
08 - Flor Ardente – Mario Gil e Paulo César Pinheiro
09 - Nove Luas – Mario Gil e Paulo César Pinheiro
10 - Lá – Mario Gil e Paulo César Pinheiro
11 - Rendas de Prata – Mario Gil e Paulo César Pinheiro
12 - Samba de Roda na Beira Mar – Mario Gil e Paulo César Pinheiro

Mario Gil – Comunhão (2007)

Produzido por Homero Ferreira, Comunhão é o 3º trabalho autoral do violonista e compositor Mario Gil.

Ao contrário do seu trabalho anterior "Contos do Mar" - trabalho temático em parceria com o poeta Paulo César Pinheiro - o CD Comunhão reuni 12 canções diversas, algumas com novos parceiros como Zeca Ferreira e Rodolfo Stroeter.

Comunhão, é a oportunidade de ouvir, na voz do compositor, 7 canções inéditas e 5 canções que já haviam sido gravadas por cantores da nova geração. Dançapé (Mônica Salmaso - Voadeira); Comunhão (Renato Braz - Quixote); Caruana (Carmina Juarez); De Flor em Flor (Consuelo de Paula) e Imperador da Ralé (Mateus Sartori).

Preço – R$25,00

Faixas
01 - Dançapé – Mario Gil e Rodolfo Stroeter
02 - De Flor em Flor – Mario Gil
03 - Olho-de-fogo – Mario Gil e Paulo César Pinheiro
04 - Acalanto – Mario Gil e Zeca Ferreira
05 - Mestre Capiba – Mario Gil e Paulo César Pinheiro
06 - Vaga-lume – Mario Gil e Renato Braz
07 - Caruana – Mario Gil e Paulo César Pinheiro
08 - Comunhão – Mario Gil
09 - Imperador de Ralé – Mario Gil e Zeca Ferreira
10 - Pajé – Mario Gil e Paulo César Pinheiro
11 - Minha Terra, meu Lugar – Mario Gil
12 - Despedida – Mario Gil

Maria Bragança – Alma Barroca (2000)

A instrumentista, compositora, musicista e saxofonista Maria Bragança está divulgando o CD duplo Alma Barroca. Gravado em estúdios da Alemanha e do Brasil há dez anos, o álbum foi lançado em vários países da Europa. Com inusitadas releituras de Villa-Lobos, Pixinguinha, Radamés Gnatalli, Piazolla, Bach e Milhaud, Alma Barroca permanecia inédito no Brasil.

Recentemente o CD foi lançado na cidade mineira de Araxá , onde a musicista se apresentou ao lado da pianista Maria Teresa Madeira. O álbum apresenta um diálogo entre o erudito, o jazz e o popular e as músicas não são genuinamente barrocas, mas sim possuem a alma do barroco por apresentarem influências culturais e musicais da África, Brasil e Europa.

Preço – R$35,00